D3 crises e revoluções no século xiv

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século XIV, história

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D3 crises e revoluções no século xiv

  1. 1. Crises e revoluções no século XIV http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
  2. 2. O século XIV um século de dificuldades Depois do crescimento económico dos séculos XI a XIII, o século XIV foi um século de crise; História 8, 2013-2014 2
  3. 3. Quais os fatores que contribuíram para a crise do século XIV? A população cresceu mais do que a produção agrícola. O desenvolvimento tecnológico agrícola estagnou. Consequências deste facto? Os alimentos começaram a escassear. O preço subiu e os mais pobres começaram a passar fome. História 8, 2013-2014 3
  4. 4. No século XIV o clima tornou-se mais frio e chuvoso. Consequências desse facto? Muitas colheitas perderam-se contribuindo para a falta de cereais e para a carestia dos produtos alimentares. História 8, 2013-2014 4
  5. 5. Com a fome as pessoas estão mal alimentadas e por isso ficam menos resistentes às doenças. Consequências? As doenças propagam-se. Surgem as epidemias. A mais grave foi a Peste Negra (1347-1350). História 8, 2013-2014 5
  6. 6. A Peste Negra teve consequências terríveis. Calcula-se que terá matado, em dois anos, um terço da população europeia. História 8, 2013-2014 6
  7. 7. As fomes e as doenças começam a devastar o continente europeu; Eram interpretadas pelo homem da Idade Média como um castigo divino; Em 1348, a Peste Negra, atingiu o Ocidente; Veio da Ásia, trazida por marinheiros italianos (genoveses). Começa na Itália e rapidamente se propaga a toda a Europa; Era transmitida pelas pulgas dos ratos e fazia nascer tumefações (bubões) negros (azulados); Também se transmitia pelo ar, tornando o contágio fácil e rápido; As pessoas contaminadas morriam em 2 ou 3 dias; História 8, 2013-2014 7
  8. 8. Durante o século XIV desenrolaram-se várias guerras que aumentaram a destruição e a fome. Principais conflitos: Guerra dos Cem Anos (1337-1453) entre a Inglaterra e a França; Guerras Fernandinas (1369-1382) entre Portugal e Castela; Para além de outras guerras e revoltas que assolaram a Europa. História 8, 2013-2014 8
  9. 9. As consequências da crise: Quebra demográfica, a população diminuiu; Crise económica, muitas terras foram abandonadas e a produção diminuiu; Os salários subiram, existiam menos trabalhadores que exigiam melhores salários; História 8, 2013-2014 9
  10. 10. Os monarcas de diversos países tabelaram os salários para impedir os salários de subirem. Em Portugal Afonso V e D. Fernando tentaram fixar os salários, em 1375 é publicada a Lei das Sesmarias. Estas leis que impedem os salários de subir, a obrigação de trabalhar nos campos, o aumento de impostos que os monarcas e os nobres procuraram impor aos camponeses vai provocar grande descontentamento. História 8, 2013-2014 10
  11. 11. A miséria, a fome e o desespero dos camponeses vai provocar a revolta. Surgem movimentos de camponeses contra os senhores feudais. Atacaram nobres e incendiaram castelos. A resposta da nobreza, que tem pelo seu lado a força das armas, vai ser extremamente violenta e as revoltas vão ser “afogadas em sangue.” História 8, 2013-2014 11
  12. 12. Também em muitas cidades europeias surgem revoltas do povo miúdo, sobretudo pequenos artesãos, contra a nobreza e a grande burguesia. História 8, 2013-2014 12
  13. 13. Portugal: a revolução de 1383 A morte do rei D. Fernando (1383, deixou como herdeira, a sua filha, Dona Beatriz, casada com o rei de Castela; Ficou estabelecido que a rainha, Dona Leonor Teles, seria a regente até um filho de Dona Beatriz atingisse a maioridade; A maior parte do povo e uma parte da nobreza consideravam que Dona Leonor Teles representava os interesses de Castela e da grande nobreza senhorial e por isso opunham-se a esta solução; História 8, 2013-2014 13
  14. 14. Alguns nobres e burgueses conspiram e decidem matar o Conde Andeiro, amante da rainha; Esta conspiração foi chefiada por D. João, Mestre da Ordem de Avis e filho ilegítimo de D. Pedro, um dos possíveis sucessores de D. Fernando. História 8, 2013-2014 14
  15. 15. Em Lisboa a arraia-miúda apoiou este golpe palaciano e transformou-o numa revolução; D. João foi proclamado “Regedor e Defensor do Reino”; Seguiram-se revoltas noutras cidades portuguesas; O problema da sucessão dividiu o país: A grande nobreza apoiou D. Beatriz; A pequena nobreza, o povo e a burguesia apoiaram D. João, Mestre de Avis; História 8, 2013-2014 15
  16. 16. Em 1384, Castela invadiu Portugal e cercou a cidade de Lisboa; A peste obrigou o exército castelhano a retirar (setembro de 1384); Portugal vence Castela na batalha de Atoleiros (abril 1384); Destaca-se no papel de comandante D. Nuno Álvares Pereira; Em março de 1385, reúnem-se as Cortes, em Coimbra, D. João é aclamado rei de Portugal; Na defesa dos direitos do Mestre de Avis destacou-se o doutor João das Regras; História 8, 2013-2014 16
  17. 17. A batalha de Aljubarrota História 8, 2013-2014 17
  18. 18. Em maio de 1385, Castela invadiu novamente Portugal, em 14 de agosto deu-se a Batalha de Aljubarrota; Os portugueses saíram vencedores; Estava garantida a independência. A guerra só terminou oficialmente em 1411; Está no poder uma nova dinastia, a dinastia de Avis; Uma nova nobreza ocupava agora o poder, substituindo a velha nobreza que tinha tomado o partido de Castela. História 8, 2013-2014 18
  19. 19. História 8, 2013-2014 19
  20. 20. Bibliografia: Apresentação construída com base no livro Diniz, Maria Emília, Tavares, Adérito, Caldeira, Arlindo M., História 8, Raiz Editora, 2012 História 8, 2013-2014 20

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