6 05 os caminhos da cultura

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Cultura século XIX, Cientismo, Impressionismo, Realismo, Simbolismo, Arte Nova, Geração de 70, Naturalismo, Gaudí

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6 05 os caminhos da cultura

  1. 1. História A - Módulo 6 A civilização industrial – economia e sociedade; nacionalismos e choques imperialistas Unidade 5 Os caminhos da cultura http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
  2. 2. Módulo 6, História A 2 A confiança no progresso científico Na segunda metade do século XIX, os avanços na ciência, na Revolução Industrial e os seus efeitos na vida quotidiana dos cidadãos levou ao desenvolvimento da crença na ciência; Surge o Cientismo, a crença que a ciência resolveria todos os problemas da Humanidade; O Universo funcionava segundo regras (leis) e aos cientistas competia descobrir essas leis. Não havia limite para o conhecimento humano; Os fenómenos inexplicáveis, só o eram devido à ignorância;
  3. 3. Módulo 6, História A 3 August Comte (1798-1857) criou o Positivismo; Segundo esta teoria o saber e a Humanidade tinham passado por três estados: O teológico – os fenómenos são explicados pela intervenção de forças sobrenaturais; O metafísico – os fenómenos são explicados pela intervenção de entidades abstratas, não observáveis; O positivo (ou cientifico) – o estudo da natureza, através da observação e da experimentação, permite conhecer as leis naturais que determinam os fenómenos;
  4. 4. Módulo 6, História A 4
  5. 5. Módulo 6, História A 5 Este pensamento filosófico foi conhecido através do livro “Curso de Filosofia Positiva”; Estas ideias influenciaram todo o pensamento do século XIX e vão levar ao investimento do Estado na investigação científica; Surgem universidades, institutos e laboratórios financiados por fundos públicos,
  6. 6. Módulo 6, História A 6 O avanço das ciências exatas e a emergência das ciências sociais No século XIX o conhecimento da natureza foi alargado em todas as áreas das ciências: Na Biologia, Charles Darwin (1809-1882), publicou a “Origem das Espécies” que defendia a tese da evolução das espécies; Johan Mendel (1822-1884) realizou estudos sobre a hereditariedade; Na Medicina, Louis Pasteur (1822-1895) e Robert Koch (1843-1910) fizeram importantes descobertas;
  7. 7. Módulo 6, História A 7 Na Química, Dimitri Mendeleïev (1834-1907) elaborou a tabela periódica dos elementos; No campo da Física, o casal Pierre (1859-1906) e Marie Curie (1867-1934) realizaram estudos sobre a radioatividade; James Joule (1818-1889) e James Clarck Maxwell (1831-1879) realizaram descobertas fundamentais na teoria do eletromagnetismo;
  8. 8. Módulo 6, História A 8 Este desenvolvimento científico e tecnológico levou a uma reflexão mais profunda sobre o funcionamento das sociedades , o que levou as ciências sociais, procurassem imitar as ciências exatas, e tentassem encontrar leis que explicassem o funcionamento do Homem em sociedade; Em 1838, Comte, criou o termo Sociologia que parte da verificação que os indivíduos isolados comportam-se de modo diferente dos grupos; Comte chamou a esta nova disciplina a “física social”; Émile Durkheim (1858-1917) sistematizou as leis desta nova disciplina;
  9. 9. Módulo 6, História A 9 O espírito positivista estendeu-se a todas as áreas do conhecimento: Karl Marx desenvolveu e teoria do socialismo científico; A História criou regras para selecionar as fontes e assim “reconstruir” o passado de forma científica (exata), destacou-se o trabalho de Fustel de Coulanges (1830-1889); Desenvolveram-se os estudos sobre Economia; Sigmund Freud (1856-1939) desenvolveu a Psicologia;
  10. 10. Módulo 6, História A 10 A progressiva generalização do ensino público Este clima de favorável ao desenvolvimento científico contribuiu para o reforço da importância dada ao ensino, como, já os iluministas no século XVIII, tinham defendido; A educação é vista como um instrumento fundamental para o progresso e a felicidade; O desenvolvimento do setor terciários (serviços) e os progressos da democracia liberal exigem a propagação do ensino e da cultura;
  11. 11. Módulo 6, História A 11
  12. 12. Módulo 6, História A 12 Fatores que contribuíram para o desenvolvimento do ensino: A progressiva extensão do voto a todos os cidadãos exigia que a população fosse informada e instruída; O positivismo, ao valorizar o conhecimento científico; A laicização do Estado que torna necessária a existência de um grupo numeroso de funcionários instruídos; As classes médias que veem no ensino uma forma de promoção social;
  13. 13. Módulo 6, História A 13
  14. 14. Módulo 6, História A 14 No século XIX iniciaram-se campanhas de alfabetização e o ensino público é progressivamente alargado a todas as classes sociais; O ensino primário torna-se progressivamente gratuito e sustentado pelo estado; Surge a escola pública, obrigatória e laica; O ensino secundário e superior também se desenvolvem devido à necessidade, cada vez maior, de quadros instruídos; Modificam-se os currículos e as pedagogias , organiza-se um ensino com base científica que se contrapõe ao ensino de base humanista herdado do Renascimento;
  15. 15. Módulo 6, História A 15
  16. 16. Módulo 6, História A 16 Os países que estão na vanguarda da modernização do ensino, sobretudo do superior, são os Estados Unidos e a Alemanha; Desenvolve-se o conceito de que o professor universitário é um orientador do trabalho dos alunos e juntos formam uma equipa de investigação; Surge o MIT (Massachusetts Institute of Techonology); O investimento no ensino vai levar à liderança destes dois países no capítulo da investigação científica;
  17. 17. Módulo 6, História A 17 O interesse pela realidade social na literatura e nas artes – as novas correntes estéticas na viragem do século
  18. 18. Módulo 6, História A 18 A fuga para o passado, nomeadamente para a Idade Média, parecia, agora desadequada ao espírito positivista; Surge uma corrente que pretende mostrar o Mundo com Realismo;
  19. 19. Módulo 6, História A 19 O Realismo começou por ser, na pintura, a representação de paisagens de forma desapaixonada e neutra; Depois evoluiu no sentido de representar temas do quotidiano de forma simples e realista;
  20. 20. Módulo 6, História A 20 Gustave Courbet afirmou: “Eu não posso pintar um anjo porque nunca vi nenhum. Mostrem-me um anjo e eu pintá-lo-ei”; O Realismo abandona as temáticas religiosas, fantasistas de inspiração histórica, mitológica ou literária; Procuram libertar a arte do subjetivismo e sentimentalismo;
  21. 21. Módulo 6, História A 21 Triunfa o desejo de representar com objetividade; As personagens já não são heróis mas pessoas banais;
  22. 22. Módulo 6, História A 22 Alguns artistas usam a arte como instrumento de denúncia política e social; A Arte tem uma utilidade; Daumier, A lavadeira, 1863
  23. 23. Módulo 6, História A 23 Alguns destas pinturas escandalizaram a sociedade pelos temas tratados (banais), pelo tratamento menos cuidado da composição; Courbet, Proudhon
  24. 24. Módulo 6, História A 24 Édouard Manet , Pequeno almoço na relva
  25. 25. Módulo 6, História A 25 Principais artistas ligados ao Realismo: James Whistler (1834-1903); Gustave Courbet (1819-1877); Honoré Daumier (1808-1879); Jean François Millet (1814-1875); Camile Corot (1796-1875); Édouard Manet (1832 -1883).
  26. 26. Módulo 6, História A 26 Na literatura centram-se na crítica da sociedade e na denúncia das injustiças sociais; Destacam-se Émile Zola (1840-1902) e Gustave Flaubert (1821- 1880);
  27. 27. Módulo 6, História A 27 Claude Monet, Impressão, Sol Nascente, 1872, óleo sobre tela, 47x64 cm Impressionismo
  28. 28. Módulo 6, História A 28 Um novo olhar sobre a realidade: Claude Monet, A catedral de Ruão, 1894
  29. 29. Módulo 6, História A 29 Um novo olhar sobre a realidade: Claude Monet, A catedral de Ruão, 1894 Na Aurora; Sol Matinal, Harmonia Azul; De Manhã, Harmonia Branca; Em pleno Sol, Harmonia Azul; Tempo Cinzento, Harmonia Cinzenta; A fachada vista de frente, Harmonia Castanha;
  30. 30. Módulo 6, História A 30 O real em mudança; A realidade estava em constante mutação; A pintura devia ser capaz de traduzir esta ideia de mudança; É um método científico de análise da realidade através da observação e da utilização das técnicas adequadas para a reproduzir; Renoir, o baloiço
  31. 31. Módulo 6, História A 31 Os impressionistas pretendiam uma pintura espontânea e realizada perante o motivo (no local, fora do atelier); Pretendiam captar uma realidade em mutação ou seja os efeitos da luz sobre os objetos, a natureza e as pessoas; O tema não era importante; Pintaram a vida quotidiana e alegre de Paris;
  32. 32. Tecnicamente caracteriza-se por: Executar-se no momento, perante o motivo, não há estudos nem esboços; Feita exclusivamente com a cor pura, aplicada diretamente dos tubos de tinta; 32Módulo 6, História A
  33. 33. Módulo 6, História A 33 A tinta é aplicada em pinceladas curtas, rápidas, fragmentadas; Muitas vezes em forma de vírgula; Justapostas de acordo com a lei das complementares, de modo A obter a fusão dos tons nos olhos do observador, em vez de se misturarem na paleta;
  34. 34. Monet, A lagoa Renoir, Paisagem 34Módulo 6, História A
  35. 35. Esta técnica produziu quadros com um aspeto de inacabados e rugosos (tinta não alisada); As cores eram aplicadas com base nos estudos científicos da cor; Tentavam reproduzir o carácter prismático da luz natural servindo-se das cores do arco-íris; 35Módulo 6, História A
  36. 36. Módulo 6, História A 36 Sisley, Inundação em Port Marley Esta técnica veio permitir a captação dos efeitos coloridos da luz do Sol e da sua atmosfera e teve como resultado a dissolução da forma, da superfície e dos volumes, os seus quadros tem um aspeto fluído, dinâmico e libertando-se das velhas noções de claro-escuro;
  37. 37. C. Monet, Nenúfares A pintura desmaterializava-se e tornava-se cada vez mais uma atmosfera de transparências; As imagens deixam de ser delimitadas pela linha de contorno; 37Módulo 6, História A
  38. 38. A. Renoir, Baile no Moinho de La Gallette 38Módulo 6, História A
  39. 39. Mary Cassat, Rapariga a coser; Verão 39Módulo 6, História A
  40. 40. Módulo 6, História A 40 O impressionismo foi constituído por um grupo de jovens pintores: Claude Monet, Camille Pissarro, Edgar Degas; Paul Cézanne, August Renoir, Frédéric Basile, Alfred Sisley, Berthe Morisot, Mary Cassat, etc.;
  41. 41. Módulo 6, História A 41 Arte Nova – movimento cultural e artístico que atingiu todas as artes (pintura, escultura, arquitetura e design); Procurou a rutura com a tradição (formal, estética e técnica); Procurou adaptar-se aos novos gostos que as sociedades ocidentais haviam desenvolvido; Privilegiavam a sensibilidade, a fantasia, a imaginação, o refinamento estético, o gosto pelo decorativo, pelo pitoresco; J. Rippi-Ronai, Vaso cerâmico, Hungria
  42. 42. Módulo 6, História A 42 Gaudí, La Pedrera
  43. 43. Módulo 6, História A 43 A Arte nova foi uma reação ao facto da industrialização ter inundado a sociedade com objetos de mau gosto estético; Foi um movimento complexo e com muitas variações regionais; Modernismo Catalão (Catalunha, Espanha); Jugendstile (Alemanha); Art Noveau (França e Bélgica); Sezession (Secessão Vienense) (Áustria); Liberty e Floreale (Itália); Modern Style (Inglaterra); Escola de Chicago (Estados Unidos); Escola de Glasgow (Escócia);
  44. 44. Módulo 6, História A 44 Estes movimentos apresentam alguns princípios unificadores: Inovação formal, procura de originalidade e criatividade; Rejeição dos princípios académicos, históricos e revivalistas da época; Formas inspiradas na natureza (fauna e flora) e no Homem; Movimentos sinuosos, formas estilizadas, sintetizadas ou geometrizadas;
  45. 45. Módulo 6, História A 45 Adesão ao progresso, recursos aos novos materiais e técnicas; Adoção de uma nova estética expressa através da linha sinuosa, elástica, flexível, estilizada ou geometrizada; Procura do movimento, do ritmo, da expressão; Apelo à sensibilidade estética e à fantasia do observador;
  46. 46. Módulo 6, História A 46 Desenvolveram o conceito de unidade das artes – Conceito que tende a apagar todas as diferenças tradicionais entre as várias modalidades artísticas (artes maiores, artes menores) considerando que todas elas são merecedoras de igual qualidade plástica e devem, por isso, nortear-se pelos mesmos princípios formais e estéticos;
  47. 47. Módulo 6, História A 47 Hoffmann, serviço de café Palácio Stoclet A sua popularidade transformou-a numa moda que se aplicou a todas as modalidades artísticas (arquitetura, pintura, escultura, artes aplicadas, artes gráficas, dança, etc.);
  48. 48. Módulo 6, História A 48 H. Van de Velde, Salão de cabeleireiro; projeto para um museu; secretária
  49. 49. Módulo 6, História A 49 António Gaudí (1852-1926) destacou-se na arquitetura;
  50. 50. Módulo 6, História A 50
  51. 51. Módulo 6, História A 51 A Arte Nova foi aplicada ao design e surgem peças de superfícies ondulantes; Procuram a graciosidade e elegância; As formas são inspiradas no corpo feminino e na Natureza; Majorelle, candeeiro Lalique, pregador
  52. 52. Módulo 6, História A 52 Tiffany, objetos em vidro P. Behrens, candeeiro
  53. 53. Módulo 6, História A 53 Cartaz e capa de revista
  54. 54. Módulo 6, História A 54 O enorme sucesso artístico e comercial identificam a época e a sua excessiva divulgação trouxe o rápido declínio; Os objetos foram copiados cada vez em maior número e vão perdendo qualidade estética; A Arte Nova desaparece com a I Guerra Mundial; Marcou a época história (final do século XIX e início do século XX) conhecida como Belle Époque;
  55. 55. Módulo 6, História A 55
  56. 56. Surgem críticas de o Impressionismo não concretizar com rigor a teoria da cor; O imediatismo da execução tornava os pintores negligentes e intuitivos na aplicação da cor, sobrepondo pinceladas misturando a cor; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 56 Neoimpressionismo
  57. 57. Surge um grupo de pintores que pretende fazer evoluir o Impressionismo no sentido de uma aplicação rigorosa e científica da cor, surge o Neoimpressionismo; O principal teórico desta corrente foi Georges Seurat (1859-1891); Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 57
  58. 58. Georges Seurat, A grande Jatte Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 58
  59. 59. Georges Seurat, A grande Jatte (pormenores) Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 59
  60. 60. Paul Signac, A sala de Jantar, pormenor Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 60
  61. 61. Pincelada pontilhista Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 61
  62. 62. As pinceladas eram reduzidas a pequenas manchas arredondadas, que evoluíram para pequenos pontos (pontilhismo), de cor pura não misturada (divisionismo), cientificamente colocadas umas ao lado das outras, segundo a lei das complementares; Estas manchas cromáticas, a certa distância, misturam-se nos olhos do espectador; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 62
  63. 63. Paul Signac, O castelo dos Papas Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 63 A representação do instante luminoso passou a ser secundária; O elemento central é a harmonia de cores; A pintura deixou de ser uma impressão fugaz e passou a ser uma construção rigorosa, científica;
  64. 64. Georges Seurat, Modelo de costas Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 64
  65. 65. Georges Seurat, Torre Eiffel; Paul Signac, Porto de Marselha Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 65 Temática principal: vida urbana, paisagens marítimas e as diversões; Representadas em telas de grandes dimensões; Executadas no atelier a partir de estudos ao ar livre; Para além de Seurat, distinguem-se, Paul Signac (1863-1935) e Pissaro;
  66. 66. Pós-Impressionismo
  67. 67. O Pós-Impressionismo designa um período artístico que se estende, mais ou menos, entre 1880 e 1890; Surgem novas tendências e novas buscas em arte; Derivam do Impressionismo, na medida em que se afastam da representação mimética da Natureza; Assumem os valores específicos da pintura: bidimensionalidade e cor; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 67
  68. 68. Vincent van Gogh (1853-1890) e os caminhos do expressionismo
  69. 69. Van Gogh, Comedores de batatas, 1885 Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 69
  70. 70. Van Gogh, Noite estrelada, 1889 Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 70
  71. 71. Van Gogh, A Igreja de Auvers-sur-Oise, 1890 Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 71
  72. 72. “Não conheço ainda melhor definição de arte que esta: A arte é o Homem adicionado à Natureza que ele traz à luz; é a realidade, a verdade, mas com um significado a que o artista dá expressão; mesmo quando desenha tijolos, granito, vias férreas ou arcos de uma ponte... é a pérola preciosa trazida à luz, a alma humana. Eu vejo, expressão e até alma em toda a Natureza, como por exemplo umas árvores… Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 72
  73. 73. Não se conserva a beleza das cores da Natureza por meio de imitações servis, mas sim pela sua recriação numa escala de cores com o mesmo valor, que não devem ser de maneira alguma as já existentes”; Vincent van Gogh Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 73
  74. 74. Van Gogh, Esplanada de Café à noite, 1888 Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 74
  75. 75. Nascido na Holanda, veio para Paris em 1886; Personalidade atribulada; Realiza uma pintura de um realismo expressionista; Teve um percurso individual, mas a sua obra irá influenciar os expressionistas; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 75
  76. 76. Van Gogh, Autorretrato com orelha cortada, e cachimbo, 1889 A arte já não servia para materializar impressões, mas era antes a expressão de sentimentos, energias e tensões; A pintura devia recorrer à acentuação da forma e à vibração intensa e dramática da cor, de modo a traduzir as tensões e os sentimentos que são inerentes à própria vida e à aventura da existência; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 76
  77. 77. A sua pintura é caracterizada por: Desenho anguloso e violento; Cores contrastantes e arbitrárias; Formas sinuosas e flamejantes; Pincelada larga; É uma pintura intencionalmente expressiva; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 77
  78. 78. Van Gogh, Quarto em Arles, 1888 Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 78
  79. 79. Van Gogh, Campo de trigo com corvos, 1890 Van Gogh foi o pintor da angústia da vida, da genialidade, da loucura; Personificou a Natureza, atribui-lhe estados de alma; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 79
  80. 80. Van Gogh, Cipreste com duas figuras, 1889 Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 80
  81. 81. Van Gogh, Auto-retrato, 1889 Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 81
  82. 82. Paul Cézanne (1839-1906) e o pré- Cubismo
  83. 83. Paul Cézanne, Natureza-morta Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 83
  84. 84. Paul Cézanne, A montanha de Sainte-Victoire, 1900-1905 Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 84
  85. 85. Paul Cézanne, O rapaz do colete vermelho Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 85
  86. 86. Aprendeu com Pissaro a técnica impressionista, mas abandonou-a preferindo uma pintura mais reflexiva; Passava por uma análise detalhada, lenta da luz e da forma; Afirma: “pretendo fazer do Impressionismo algo de sólido e duradouro, como a arte dos museus”; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 86
  87. 87. Cézanne defendia a importância da estrutura; A organização das linhas e das cores era muito importante para a estabilidade e clareza da pintura; Necessitava de construir formas e não de dissolvê-las, como os impressionistas; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 87 Paul Cézanne, As banhistas, 1900
  88. 88. Apercebeu-se que por debaixo da superfície das coisas existia um esqueleto sólido, que não muda com as mudanças de luz e da atmosfera; Tudo era geometria, afirma: “Tudo na Natureza se modela como esferas, cones e cilindros”; Tudo na Natureza se modela como esferas, cones e cilindros; Devemos aprender a pintar baseados nestas formas simples e só depois seremos capazes de fazer tudo o que quisermos; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 88
  89. 89. Paul Cézanne, O jardineiro Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 89
  90. 90. Paul Cézanne, A montanha de Sainte-Victoire, 1900-1905 Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 90
  91. 91. As soluções encontradas por Cézanne são muito estruturais e geométricas, constituindo uma oposição aos princípios impressionistas; Cézanne procurava a materialidade da pintura, a solidez e os volumes através de uma construção organizada do quadro; Paul Cézanne, Natureza- morta, 1896 Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 91
  92. 92. Paul Cézanne, A montanha de Sainte- Victoire, 1900-1905 O artista não devia ser passivo diante da realidade, era necessário observar arduamente para construir o quadro; Pintar significa registar e organizar sensações de cor. É preciso que os olhos e o cérebro se auxiliem mutuamente; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 92
  93. 93. Paul Cézanne, A montanha de Sainte-Victoire, 1900-1905 Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 93
  94. 94. Paul Cézanne, A montanha de Sainte-Victoire, 1900-1905 Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 94
  95. 95. Cézanne criou uma pintura autónoma em relação ao motivo; Cézanne morreu em 1906, admirado pelos jovens pintores Braque e Picasso, que se lançariam na aventura do Cubismo; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 95
  96. 96. Paul Gauguin (1848-1903) e o Simbolismo
  97. 97. Gauguin, Autorretrato Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 97
  98. 98. Gauguin, A visão depois do sermão, 1888 Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 98
  99. 99. Gauguin, Autorretrato com auréola, 1889 Iniciou-se tarde na pintura, conviveu com os Impressionistas; Esteve ligado a Cézanne e a Van Gogh; Construiu uma arte pessoal influências da estampa japonesa nas formas planas e simplificadas e no modo como as fecha com uma linha a negro - cloisonnisme - que provém, igualmente, da arte do vitral. Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 99
  100. 100. Gauguin, A conversa Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 100
  101. 101. Gauguin, O dia dos deuses Influências: Estampa japonesa nas formas planas e simplificadas ; arte medieval do vitral no modo como as fecha com uma linha a negro – cloisonnisme; E preenchia-as com cores planas, sem modelado; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 101
  102. 102. Gauguin, O que somos? De onde vimos? Para onde vamos?, 1897 Admira as artes e as civilizações primitivas, em oposição à industrialização europeia; Procura a pureza original na vida e na arte; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 102
  103. 103. Foi o pintor da evasão, da recusa da vida moderna, do exotismo; Vai viver para uma aldeia na Bretanha, Pont-Aven; Mais tarde para as ilhas da Polinésia Francesa (Tahiti), onde viveu a fase final da sua vida; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 103
  104. 104. Gauguin, O Cristo Amarelo, 1889 Principais características da pintura de Gauguin: Temas retirados da natureza, mas uma natureza imaginada pelo pintor, procura o lado místico, simbólico, sugestivo; Formas bidimensionais, estilizadas, sintéticas, estáticas, circundadas pela linha a negro (cloisonnisme); Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 104
  105. 105. Cores anti naturalistas, simbólicas exóticas; A sua pintura não é cópia da realidade mas a sua transposição mágica, imaginativa, alegórica; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 105
  106. 106. Afirma: “Porque não exagerar na pintura, do mesmo modo que os poetas empregam metáforas? Curve mais um ombro se isso torna o corpo mais bonito. Faça-os mais brancos se assim fica melhor. Mova os galhos das árvores ainda que não sopre vento”; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 106
  107. 107. Gauguin, Fatata me ti É um pintor simbolista, a sua arte procura refletir o mundo espírito, da magia e dos mitos, e não a realidade exterior, visível; A cor, a linha e a forma deviam exercer funções mais expressivas do que descritivas; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 107
  108. 108. Gauguin e o grupo de Pont-Aven, representam a pintura “sintética” ou “sintetista”; Outro importante pintor do grupo de Pont-Aven foi Émile Bernard (1868-1941); Uma das correntes da tendência simbolista, que se desenvolve após 1886; O poeta Jean Moréas publica o seu manifesto da literatura simbolista; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 108
  109. 109. Módulo 6, História A 109
  110. 110. O Simbolismo opõe-se à arte representativa e objetiva – Naturalismo, Realismo e Impressionismo; Valoriza o mundo subjetivo e a interioridade; Baseiam-se em estados emocionais (angústias, sonhos, fantasias), separam a arte da representação fiel da Natureza; As formas cores e linhas possuem significados próprios; Não reproduzem a realidade natural mas a realidade espiritual; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 110
  111. 111. Os temas (históricos, literários, mitológicos, quotidiano) eram usados como símbolos; O simbolismo não possuiu unidade estilística; Para além da Gauguin e a escola de Pont-Aven, existem outros pintores com percursos independentes e o grupo dos Nabis; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 111
  112. 112. Pintores simbolistas com percursos independentes: Puvis de Chavannes (1824-1898); Gustave Moreau (1826-1898); Odilon Redon (1840-1916); Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 112
  113. 113. Puvis de Chavannes, A esperança; O sonho; Raparigas à beira-mar; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 113 Puvis de Chavannes usou temáticas fantasistas, o sonho; Formas simplificadas e grandes massas de cor, obras anti naturalistas;
  114. 114. Gustave Moreau, A Esfinge; As Sereias Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 114 Gustave Moreau inspirou-se na literatura, mitologia e religião; Praticou uma pintura de formas difusas, sem linha de contorno, utilizou cores luxuriantes, expressou um mundo de fantasia, sensualidade e misticismo;
  115. 115. Odilon Redon, Pandora, Retrato de Mademoiselle Violette Heyman Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 115 Odilon Redon, foi o simbolista dos simbolistas, criou uma arte do oculto, do sobrenatural e de visões extrassensoriais;
  116. 116. Paul Sérusier, Paisagem no Bosque do Amor, 1888, óleo sobre tampa de caixa de charutos Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 116
  117. 117. Maurice Denis, Telhados Vermelhos Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 117 Denis afirmava: “é necessário ter presente que um quadro, antes de ser um cavalo de batalha, uma mulher nua ou uma anedota, é essencialmente uma superfície coberta de cores dispostas numa certa ordem”;
  118. 118. Édouard Vuillard, Retrato de senhora azul; No leito Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 118
  119. 119. Odilon Redon, Pierre Bonnard, O Penteador, 1890, óleo sobre tecido Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 119
  120. 120. Henri Toulouse-Lautrec (1864-1901)
  121. 121. Toulouse-Lautrec, A Toilette,1896 Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 121
  122. 122. Pintou a vida boémia de Paris; Próximo dos Impressionistas nunca partilhou o gosto pela pintura ao ar livre nem pela desmaterialização dos objetos; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 122
  123. 123. Toulouse-Lautrec, A bailarina Influências de Degas, das estampas japonesas e da Arte Nova; Desenho linear. acentuação da bidimensionalidade, a sua linguagem pictórica aproxima- se da ilustração; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 123
  124. 124. Toulouse-Lautrec, No Moulin Rouge Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 124
  125. 125. Toulouse-Lautrec, Jane Avril a dançar Temática: vida boémia (bares, cabarés, cafés, bordéis); As cenas são apresentadas de modo brutal, crítico, aproximando-se da caricatura; Interessou-se pelo desenho, pela gravura e ainda pelas artes aplicadas, no campo de design de comunicação; Realizou cartazes e ilustrações para revistas e livros; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 125
  126. 126. Toulouse-Lautrec, Cartaz Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 126
  127. 127. A Escultura: Rodin (1840-1917)
  128. 128. Rodin, Danaide, 1885, mármore, Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 128
  129. 129. Rodin, O sono, mármore Foi um renovador da escultura; Aproximou-se dos objectivos e estética da pintura sua contemporânea; Admirador de Miguel Ângelo; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 129
  130. 130. Utilizou o “non finito”, o não acabamento de algumas superfícies da escultura; Contrapôs formas lisas e aveludadas ao bloco inacabado e em bruto; As suas peças estão cheias de reentrâncias e saliências, (côncavas e convexas); Superfícies que refletem e absorvem a luz; Por vezes deixa a marca dos seus dedos no barro ou na cera; Procura captar a essência dos seus modelos; Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 130
  131. 131. Rodin, O pensador, bronze, 1904 Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 131
  132. 132. Rodin, O beijo, 1882-98, mármore Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 132 Pretende captar o registo do momento que precede a ação; Uma das suas criações mais conhecidas é “O beijo”, as figuras parecem presas à matéria que simboliza a paixão;
  133. 133. Rodin, A Porta do Inferno, 1880-1917, bronze; O filho pródigo Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 133
  134. 134. Rodin, Os Burgueses de Calais, bronze Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 134 Foi considerado realista, simbolista, expressionista e mesmo impressionista (embora seja difícil de falar de impressionismo na escultura); Foi o maior escultor dos finais do século XIX e princípios do XX; Discípulos: Camille Claudel (1864-1843) e Antoine Bourdelle (1861- 1829);
  135. 135. Rodin, Balzac, bronze, Três sombras Módulo 8, HCA, Curso de Turismo 135
  136. 136. Módulo 6, História A 136 Portugal: o dinamismo cultural do último terço do século A ligação ferroviária construída pelos governos da Regeneração permitiu uma maior circulação de ideias entre Portugal e o resto da Europa; A Geração do 70 foi responsável por agitar a cultura portuguesa, foi constituída por um grupo de estudantes de Coimbra (Antero Quental, Teófilo Braga, Eça de Queirós, etc.);
  137. 137. Módulo 6, História A 137 Em 1865 surgiu a Questão Coimbrã ou Bom Senso e Bom Gosto, título de uma carta dirigida por Antero a António Feliciano de Castilho; Esta carta é contra a “escola literária de Coimbra” e o conservadorismo dos intelectuais portugueses; Em Lisboa, alguns anos mais tarde, constituem um cenáculo literário ao qual aderem, entre outros, Ramalho Ortigão, Oliveira Martins e Guerra Junqueiro;
  138. 138. Módulo 6, História A 138 Constituem uma elite jovem que adere à fé no progresso e ciência e vê na literatura como um meio de transformação da sociedade; Organizam, em 1871, as Conferências Democráticas, no Casino Lisbonense; Estas conferências abrangem uma temática variada: política, sociedade, ensino, literatura e religião. O ciclo das conferências não chegou ao fim; O Governo proibiu-as com o pretexto que eram contra as leis do reino;
  139. 139. Módulo 6, História A 139 O grupo persistiu na sua intervenção política, social e literária; Na década seguinte sentiram-se derrotados pelo imobilismo nacional; Autodenominam-se “Os vencidos da vida”, desalentados com a falta de mudança do país; A Geração de 70 teve um papel importante na introdução do Modernismo em Portugal e agitou a cultura portuguesa;
  140. 140. Módulo 6, História A 140 O primado da pintura naturalista O Naturalismo, na pintura, foi sentimental e romântico, e irá sobreviver até meados do século XX; Os introdutores do naturalismo em Portugal foram: António da Silva Porto (1850-1894); João Marques de Oliveira (1853-1927);
  141. 141. Módulo 6, História A 141 Estiveram em França como estudante e Bolseiro da Academia Portuense; Contactaram os pintores realistas e impressionistas (pintura ao ar livre); Professores da Academia de Lisboa e Porto; Fizeram parte do Grupo do Leão (Café Leão de Ouro);
  142. 142. Módulo 6, História A 142 O Naturalismo tem como temas fundamentais a Natureza e a vida do quotidiano; Silva Porto, Barco de Avintes; Guardando o Rebanho; Cancela Vermelha
  143. 143. Módulo 6, História A 143 Este tipo de pintura já tinha deixado de chocar o público e foi muito bem aceite em Portugal; Transformou-se em “arte oficial”; Formaram o “Grupo do Leão”, pois reuniam-se na “Cervejaria Leão”;
  144. 144. Módulo 6, História A 144 Deste grupo destacam-se dois artistas: Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929); José Malhoa ((1855-1933); Malhoa, Promessas; O fado
  145. 145. Módulo 6, História A 145 Columbano, Concerto de Amadores; Retrato de Antero de Quental;
  146. 146. Módulo 6, História A 146 O Naturalismo foi um ciclo longo que se prolongou pelas primeiras décadas do século XX; Surgem vários pintores ligados a esta corrente artística: António Ramalho (1858-1916); Aurélia de Sousa (1865-1922); O rei D. Carlos; Aurélia de Sousa, Autorretrato
  147. 147. Módulo 6, História A 147 O artista mais inovador foi António Carneiro (1872-1930), rejeitou a estética naturalista e enveredou pelo Simbolismo; António Carneiro, A Vida
  148. 148. Módulo 6, História A 148 Esquema in “Preparação para o Exame Nacional, História A 11, Porto Editora
  149. 149. Módulo 6, História A 149 Esta apresentação foi construída tendo por base a seguinte bibliografia: FORTES, Alexandra; Freitas Gomes, Fátima e Fortes, José, Linhas da História 11, Areal Editores, 2014 Preparação para o Exame Nacional, História A, 11, Porto Editora, 2013 COUTO, Célia Pinto, ROSAS, Maria Antónia Monterroso, O tempo da História 11, Porto Editora, 2011 SANCHES, Mário, História A, Edições ASA, 2006 2015/2016

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