6 04 portugal uma sociedade capitalista dependente_alunos

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Portugal uma sociedade capitalista dependente

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6 04 portugal uma sociedade capitalista dependente_alunos

  1. 1. História A - Módulo 6 A civilização industrial – economia e sociedade; nacionalismos e choques imperialistas Unidade 4 Portugal, uma sociedade capitalista dependente http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
  2. 2. Módulo 6, História A 2 A Regeneração entre o livre-cambismo e o protecionismo (1851- 1880) Um golpe de estado, em 1851, liderada pelo Duque de Saldanha, depôs Costa Cabral e iniciou uma nova etapa do liberalismo português conhecida por Regeneração;
  3. 3. Módulo 6, História A 3 Os principais objetivos deste movimento eram conciliar as diversas fações do Liberalismo e harmonizar os interesses da alta burguesia com os da pequena e média burguesia bem como dos camponeses; Revisão da Carta Constitucional; Ato Adicional (1852) alarga o sufrágio, determina eleições diretas para o Parlamento; Consagra-se o rotativismo partidário (alternância de partidos no poder);
  4. 4. Módulo 6, História A 4 Livre-cambismo é um modelo de mercado no qual o comércio entre países não é afetado por restrições (taxas aduaneiras) do estado. Livre-cambismo é contrário ao protecionismo, que é a política económica que pretende restringir o comércio entre países. A nível económico desenvolveram uma política livre-cambista, desenvolvem reformas para modernizar o país;
  5. 5. Módulo 6, História A 5 O desenvolvimento de infraestruturas: A Regeneração desenvolveu os transportes e os meios de comunicação (infraestruturas essenciais); O seu principal dinamizador foi o ministro das Obras Públicas, Comércio e Indústria (1852-1856), António Fontes Pereira de Melo (1819-1887), A esta política de desenvolvimento das atividades económicas chama-se fontismo;
  6. 6. Módulo 6, História A 6 Revolução dos transportes: Construção de estradas (macadamizadas); Desenvolvimento dos transportes ferroviários; Construção de pontes; Construção e remodelação de portos; Instalação do telégrafo (1857); Estabelecimento do telefone (1882) em Lisboa e Porto; Reforma dos correios (1853, primeiros selos adesivos);
  7. 7. Módulo 6, História A 7 Vantagens do desenvolvimentos dessas políticas económicas: Criação de um mercado nacional, os produtos chegam a áreas até então isoladas; Incremento da produção agrícola e industrial; Desenvolvimento das relações internacionais, sobretudo com a Europa mais evoluída;
  8. 8. Módulo 6, História A 8
  9. 9. Módulo 6, História A 9 No entanto estes melhoramentos exigiram um grande esforço financeiro; Os governos regeneradores recorreram a empréstimos obtidos na banca internacional, muitas vezes a juros elevados; Uma consequência foi o endividamento do estado; Para resolver esta situação os governos socorreram-se de sucessivos aumentos de impostos, o que piorou a situação económica do país;
  10. 10. Módulo 6, História A 10 Por outro lado o desenvolvimento das comunicações criou condições de concorrência económica para a qual, a maior parte dos portugueses não estava preparado; Portugal vai caindo nas mãos dos credores estrangeiros; Apesar dos problemas a economia portuguesa entre 1850-1875 vive um período de expansão.
  11. 11. Módulo 6, História A 11 A dinamização da atividade produtiva A Regeneração procurou aumentar e diversificar as atividades produtivas no país; Defendeu políticas de liberalização do comércio, contrárias ao protecionismo; O livre-cambismo está expresso na pauta alfandegária (impostos que os produtos pagam na alfandega) de 1852, publicada por Fontes Pereira de Melo;
  12. 12. Módulo 6, História A 12 As taxas alfandegárias foram reduzidas com a argumentação: A diminuição das taxas contribuía para a redução do contrabando; A redução de preços das matérias-primas ajudava a indústria nacional; Permitia a baixa de preço dos produtos importados, beneficiando o consumidor; Até 1880, Portugal, vai adotar uma política livre-cambista, embora por vezes se tenham tomado medidas protecionistas;
  13. 13. Módulo 6, História A 13 Nesta fase da vida económica, Portugal participou e até promoveu exposições internacionais; Estas exposições são o símbolo do progresso e desenvolvimento industrial;
  14. 14. Módulo 6, História A 14 A exploração capitalista dos campos Em 1863, foi decretada a abolição definitiva dos morgadios e foram promulgadas leis no sentido de terminar com todas as obrigações de carácter feudal; São abolidos os baldios e pastos comuns o que vai contribuir para o aumento das terras cultivadas; Arroteadas terras;
  15. 15. Módulo 6, História A 15 Introduzidas novas máquinas agrícolas; Aplicadas técnicas de cultivo que permitem uma agricultura mais intensiva com a diminuição do pousio; Divulgação da utilização dos adubos químicos;
  16. 16. Módulo 6, História A 16 Apesar de todos esses progressos, a inovação tecnológico foi travada pela falta de dinheiro para investir e propriedades agrícolas reduzidas, em especial no Norte e Centro do país; As inovações foram sobretudo realizadas no Sul (Alentejo (trigo) e Ribatejo (arroz)); A produção portuguesa foi orientada para a exportação: Vinhos (Dão, Bairrada, Douro, Estremadura, Ribatejo); Laranjas e frutos secos; Cortiça, casulos de seda, gado vivo; Esta especialização na exportação da agricultura portuguesa criou graves problemas na nossa economia;
  17. 17. Módulo 6, História A 17 A industrialização: o difícil crescimento O arranque industrial português começou com muito atraso em relação aos países mais desenvolvidos; Inicia-se a partir de 1870: Difusão da energia do vapor; Diversificação das atividades (têxtil, vidro, tabaco, cortiça, conservas de peixe, metalurgia, cerâmica, etc.; Aperfeiçoamento tecnológico;
  18. 18. Módulo 6, História A 18
  19. 19. Módulo 6, História A 19 Aumento do número de sociedades anónimas (lei de 22 de junho de 1867); Aumento da população operária; Maiores investimentos na indústria; Introdução da energia elétrica na indústria no século XX; Sociedade anónima (S.A.) é uma forma jurídica de constituição de empresas na qual o capital social não se encontra atribuído a um nome específico, mas está dividido em ações que podem ser transacionadas livremente.
  20. 20. Módulo 6, História A 20 Apesar de todos estes investimentos a indústria portuguesa tem muitas dificuldades em competir internacionalmente, e demonstra muitas dificuldades de crescimento, demonstrado pelo lento aumento da população ativa no setor secundários: 1890= 18,4% 1900=19,4% 1911=21,1%
  21. 21. Módulo 6, História A 21 A Portugal faltam matérias-primas no território nacional (carvão, algodão); O arranque industrial português começou com cerca de 100 anos de atraso em relação à Inglaterra; Falta de operários especializados;
  22. 22. Módulo 6, História A 22 Orientação dos investimentos para a especulação e para as atividades imobiliárias em detrimento das atividades industriais; Dependência do capital estrangeiro; Mercado interno muito pequeno; Sistema económico baseado nas atividades comerciais e agrícolas; O nosso mercado era abastecido por produtos estrangeiros , cujos preços eram muito competitivos;
  23. 23. Módulo 6, História A 23 A necessidade de capitais e os mecanismos de dependência A política dos sucessivos governos da Regeneração levaram à abertura da economia portuguesa ao capital estrangeiro; As obras públicas (estradas, comboio) foram realizadas com recurso a capitais estrangeiros (Inglaterra, França, Brasil, Espanha); Os investimentos estrangeiros tornaram possível o desenvolvimento das companhias de telégrafos, telefones, águas, gás, transportes urbanos, seguros, atividades bancárias e comerciais; A própria indústria foi, em muitos casos, desenvolvida com recurso a capitais estrangeiros;
  24. 24. Módulo 6, História A 24 Os governos da Regeneração caíram na dependência dos capitais estrangeiros; O défice das finanças públicas não parou de crescer ( o estado tinha mais despesas do que receitas); Os sucessivos aumentos de impostos não conseguiram criar uma situação de equilíbrio; A solução foi recorrer a mais empréstimos estrangeiros; Entrou-se num círculo vicioso: as despesas e os juros da dívida pública eram pagos com recurso a empréstimos estrangeiros, isto leva a que o défice vá ficando progressivamente fora de controlo;
  25. 25. Módulo 6, História A 25 Entre a depressão e a expansão (1880-1914) A crise financeira de 1880-1890 A política dos governos da Regeneração de livre-cambismo favoreceu as exportações agrícolas, a partir da década de 70 os nossos produtos vítimas de doenças e da concorrência perderam mercados; As importações de produtos industrias aumentaram; Em consequência a balança comercial é negativa, em 1889-90, o valor das importações é quase o dobro das exportações;
  26. 26. Módulo 6, História A 26 Os juros e a dívida pública continuam a aumentar, fruto dos sucessivos empréstimos contraídos; Entre 1851-1890, a dívida pública aumentou quase 8 vezes; Grande parte do desenvolvimento português foi realizado com investimentos estrangeiros, logo uma parte substancial dos lucros revertia para fora do país; Um dos grandes credores de Portugal, o banco inglês, Baring & Brothers, abriu falência, depois de terem acordado um grande empréstimo ao governo português; As remessas de emigrantes no Brasil diminuíram;
  27. 27. Módulo 6, História A 27
  28. 28. Módulo 6, História A 28
  29. 29. Módulo 6, História A 29 Não havia dinheiro para pagar as dívidas; Entre 1890 e 1892, Portugal viveu uma situação financeira muito grave; Em janeiro de 1892, o governo português declarou a bancarrota; A crise levou ao repensar do modelo económico da Regeneração;
  30. 30. Módulo 6, História A 30 O surto industrial de final do século Devido ao fracasso do livre-cambismo o governo publicou uma nova pauta aduaneira em 1892, era o retorno do protecionismo; Garantiam-se à agricultura e indústria condições vantajosas para colocar os seus produtos nos mercados nacional e colonial; Entre 1892 e 1914, o comércio colonial foi um fator importante para o desenvolvimento económico português;
  31. 31. Módulo 6, História A 31 Dá-se a concentração empresarial e surgem grandes empresas que estão mais bem preparadas para suportar as crises económicas: CUF (produção de adubos); Companhia Aliança (têxteis) Companhia dos Tabacos, Companhia dos Fósforos, Companhia de Cimentos Tejo, etc.; Surgem também grandes companhias nos transportes Caminhos de Ferro e Carris), serviços públicos (água, eletricidade, gás, telefones), Seguros (Fidelidade, Bonança), na exploração colonial, etc.; Também surgem novos bancos;
  32. 32. Módulo 6, História A 32 Desenvolvimento tecnológico com a difusão da eletricidade, indústria química, metalurgia, etc.; Surgem polos urbanos e de industrialização em Lisboa, Porto, Braga, Setúbal, Barreiro, Guimarães; No entanto apesar deste crescimento a população urbana em Portugal era reduzida se comparada com países europeus desenvolvidos;
  33. 33. Módulo 6, História A 33
  34. 34. Módulo 6, História A 34 As transformações do regime político na viragem do século Os problemas da sociedade portuguesa e a contestação da monarquia Apesar de Portugal continuar um país essencialmente rural, as cidades cresceram e nelas desenvolveram-se a classe média e o proletariado; Os progresso ocorridos no ensino permitiram o desenvolvimento da imprensa; Estes fatores contribuíram para que nas últimas décadas da monarquia se tivesse criado a opinião pública, fator que os governos tiveram de passar a considerar;
  35. 35. Módulo 6, História A 35 Nas últimas décadas do século XIX, o país tomava consciência dos seus problemas agravados com a crise económica; O descontentamento com a monarquia cresce: O rotativismo partidário entre o Partido Progressista e o Partido Regenerador provocava desânimo pois não conseguiam resolver a crise económica. O rei era culpado pela opinião pública por não conseguir que os partidos resolvessem a situação;
  36. 36. Módulo 6, História A 36 A crise económica de 1880-1890 e a bancarrota de 1892 deixaram marcas na sociedade portuguesa apesar das políticas protecionistas e de desenvolvimento industrial; Os problemas estruturais não foram resolvidos (falta de investimento em atividades produtivas, atraso da agricultura, emigração); Sucedem-se vários escândalos financeiros;
  37. 37. Módulo 6, História A 37 O Ultimato inglês opondo-se ao mapa cor de rosa, ameaçando recorrer à força contra Portugal foi aceite pelo governo português, o que gerou muita contestação entre a população. A monarquia foi acusada de não defender os interesses nacionais; Curiosidade – Nesta altura foi composto “A Portuguesa”, o atual Hino Nacional. O atual verso “Contra os canhões marchar” na versão inicial era “Contra os Bretões marchar”;
  38. 38. Módulo 6, História A 38 O Partido Republicano, fundado em 1876, conquistou grande parte deste descontentamento, sobretudo no seio da classe média; As suas críticas ao sistema iam granjeando apoios; Obteve 6% dos votos nas eleições de 1879 e 33% em 1884;
  39. 39. Módulo 6, História A 39 Em 31 de janeiro de 1891, dá-se no Porto uma tentativa de derrube da monarquia e implantação da República realizada por militares; A tentativa gorou-se mas era um sinal do descontentamento popular que grassava entre a população; A agitação social, greves, protestos estudantis e contestação generalizada aos governos monárquicos vai aumentando; Criaram-se associações secretas com o intuito de derrubar a monarquia. A mais importante foi a Carbonária;
  40. 40. Módulo 6, História A 40 Em 1907, o rei D. Carlos dissolveu o parlamento e o primeiro- ministro, João Franco governa com plenos poderes, este período foi denominado a ditadura de João Franco, esta situação contribuiu para o reforço do descontentamento; O rei D. Carlos e o príncipe herdeiro, D. Luís Filipe foram assassinados (Regicídio) em Lisboa em 1908, por membros da Carbonária;
  41. 41. Módulo 6, História A 41 A Primeira República No dia 5 de Outubro é implantada a República em Portugal; http://www.youtube.com/watch?v=3jVhrnPCV3U
  42. 42. Módulo 6, História A 42 Constitui-se um Governo Provisório presidido por Teófilo Braga; Em 1911 são realizadas eleições para uma Assembleia Nacional Constituinte; Em 21 de agosto de 1911 é promulgada a Constituição da República Portuguesa; Em 24 de agosto, Manuel de Arriaga é eleito o primeiro Presidente da República Portuguesa;
  43. 43. Módulo 6, História A 43 A Constituição de 1911 estabelece que: Existe uma superioridade do poder legislativo. A Câmara dos Deputados e o Senado controla o governo, pode destituir o Presidente da República; Esta característica é uma das razões da instabilidade governativa em que vivei a Primeira República; O Presidente da República é uma figura simbólica, é eleito pelo parlamento e não pode vetar as leis; Estabelece-se o sufrágio direto e universal para os maiores de 21 anos alfabetizados ou que fossem chefes de família;
  44. 44. Módulo 6, História A 44 Os governos da República tiveram como principais linhas de atuação: A laicização do Estado, a separação do Estado e da Igreja (Lei da Separação do Estado e da Igreja); As medidas anticlericais foram mal aceites pelo povo profundamente católico e originou que a República perdesse uma grande parte do apoio;
  45. 45. Módulo 6, História A 45 Abolição definitiva da sociedade de ordens com a aniquilação definitiva dos privilégios do clero e da nobreza; Lei do divórcio; Defesa da justiça social, é promulgada a lei que reconhece o direito à greve, é instituído o descanso obrigatório para os trabalhadores ao domingo; Em 1916, é criado o ministério do Trabalho e da Previdência Social; O Registo Civil passa a obrigatório;
  46. 46. Módulo 6, História A 46 Desenvolveu-se o ensino público. A taxa de analfabetismo (76%) era uma das maiores da Europa; O ensino primário foi tornado obrigatório e gratuito; Foram criadas novas escolas e programas de formação de professores; Foram criadas as universidades do Porto e Lisboa;
  47. 47. Módulo 6, História A 47 A Primeira República não conseguiu resolver os problemas estruturais da sociedade portuguesa; Foi uma época extremamente conturbada devido a fatores internos e externos (1ª Guerra Mundial 1914-1918);
  48. 48. Módulo 6, História A 48 Os governos da República nunca conseguiram uma estabilidade governativa, entre 1910 e 1926 existiram 45 governos e 8 Presidentes da República; O Partido Republicano, devido a diferenças ideológicas, dividiu-se em três partidos: Partido Democrático (Afonso Costa), Partido Evolucionista (António José da Almeida) e União Republicana (Brito Camacho); Surgem outros partidos políticos: socialista, independentista, monárquico, esquerdista, etc.;
  49. 49. Módulo 6, História A 49 A oposição ao regime vai crescendo liderada pelos setores mais conservadores da sociedade: Igreja, devido ao anticlericalismo do regime; Os adeptos do retorno à monarquia; A alta burguesia descontente com a legislação de caráter social; dividiram o país e, por vezes, assumiram o carácter de guerra civil;
  50. 50. Módulo 6, História A 50 Surge o Integralismo Lusitano, que agrupa os opositores monárquicos e religiosos; Este movimento apoiou várias tentativas de derrube da República (Monarquia do Norte (1919), Ditadura de Sidónio Pais (1917-1918); As lutas internas entre os partidos republicanos e a oposição
  51. 51. Módulo 6, História A 51 A situação económica e social do país era marcada por uma industrialização atrasada e Portugal permanecia essencialmente rural, setor que se opunha às tentativas de modernização da República; A produção continuava deficitária o que provocava a alta dos preços e a balança de pagamento do estado era negativa;
  52. 52. Módulo 6, História A 52 Apesar de toda a legislação promulgada os operários e o campesinato viam-se numa miséria extrema e sujeitos aos abusos do patronato; Esta situação provocou um descontentamento em muitos setores da população; No dia 28 de maio de 1926 dá-se um golpe militar que irá estabelecer uma nova ditadura em Portugal.
  53. 53. Módulo 6, História A 53 Esquema in “Preparação para o Exame Nacional, História A 11, Porto Editora
  54. 54. Módulo 6, História A 54 Esta apresentação foi construída tendo por base a seguinte bibliografia: FORTES, Alexandra; Freitas Gomes, Fátima e Fortes, José, Linhas da História 11, Areal Editores, 2014 Preparação para o Exame Nacional, História A, 11, Porto Editora, 2013 COUTO, Célia Pinto, ROSAS, Maria Antónia Monterroso, O tempo da História 11, Porto Editora, 2011 SANCHES, Mário, História A, Edições ASA, 2006 2015/2016

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