03 os caminhos da arquitetura contemporânea

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Arquitetura contemporânea, pós-modernismo, continuação do modernismo, novos romantismos, novamodernidade

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03 os caminhos da arquitetura contemporânea

  1. 1. A Cultura do Espaço Virtual Apresentação concebida para o Curso Profissional de Turismo – Módulo 10 http://divulgacaohistoria.wordpress.com/ Os caminhos da arquitetura contemporânea para além do Funcionalismo HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 1
  2. 2. A individualização crescente da arte atual dificulta a sistematização. Salientam-se as seguintes tendências maioritárias: HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 2
  3. 3. Pós-Modernismo que surgiu em oposição ao Movimento Moderno da Arquitectura de Gropius e Corbusier; Continuação do Modernismo (Revivalismo Modernista), procura actualizar os princípios da arquitectura dos anos 20, adaptando-a aos novos materiais e técnicas; Novos Romantismos que pretendem uma arquitetura mais emocional, orgânica e ecológica; Nova Modernidade (Neomodernismo) desenvolve-se nos anos 80 e pretende substituir o Pós-Modernismo; HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 3
  4. 4. HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 4
  5. 5. Pós-Modernismo Continuação do Modernismo Novos Romantismos Nova Modernidade Neo-Historicismos Racionalismo Pós-Moderno Pós-Modernidade Individual Modernismo Tardio Alta Tecnologia (High Tech) Modernidade Moderada Romantismo Orgânico Fractura e Decadência Romantismo Social Desconstrutivismo Pluralismo Moderno HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 5
  6. 6. Arquitectura Pós-Modernista Pós-Modernismo Neo-Historicismos Racionalismo Pós-Moderno Pós-Modernidade Individual HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 6
  7. 7. A Arquitectura Pós-Modernista iniciou-se na década de 60, como reação ao Modernismo de Gropius e Corbusier (Estilo Internacional); Criticavam a despersonalização e estandardização do Estilo Internacional, que conduzia à falta de originalidade; HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 7
  8. 8. O Pós-Modernismo não foi um estilo homogéneo mas que apresenta várias correntes: Os Neo-Historicismos, nasceram nos EUA e Inglaterra e procuram o retorno às raízes históricas da arquitetura como fonte de inspiração, reinterpretando-os e adaptando-os aos contextos atuais; Venturi, Casa Vanna Venturi, Chestnut Hill, Eua, 1965, HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 8
  9. 9. Venturi,, Portzamparc, Torre LVMH, 1999, Nova Iorque Procuraram a simetria, a coluna da antiguidade, o ornamento; Robert Venturi (1925) é um dos arquitectos mais conhecidos contrapunha à afirmação de Mies van der Rohe, “less is more” a seguinte afirmação, “less is bore”; HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 9
  10. 10. Afirma Charles Jencks (1939), “Um edifício pós-moderno é tanto moderno com tradicional. Tem um nível de perceção individual que só é compreensível para o especialista, e outro trivial que é entendido por qualquer transeunte”; Moore, Praça Itália, Nova Orleães, 1978 HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 10
  11. 11. Bofill, Palácio Abraxas, Marne-la-Vallée, 1983 Venturi, Casa Guild, Filadélfia, 1963 HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 11
  12. 12. Graves, Portland Public Service Building, 1982 Principais arquitetos: Robert Venturi; Charles Moore (1925-1993); Robert Stern (1939); Aldo van Eyck (1918-1999); Christian Portzamparc (1944); Ricardo Bofill (1939); Michael Graves (1934) HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 12
  13. 13. O Racionalismo Pós-Moderno (Neorracionalismo) desenvolve-se a partir dos anos 70; Principais características: Formas geométricas simples (quadrado principalmente); Utilização de colunas cilíndricas; Austeridade decorativa; Rossi, Hotel Pallazo, 1989, Fukuoka, Japão HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 13
  14. 14. Botta, Casa do Livro, da Imagem e do Som, 1988, Villeurbanne HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 14
  15. 15. Ungers, Casa Alpendre, 1984, Francoforte HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 15
  16. 16. Principais arquitetos: Aldo Rossi (1930-1997); Mario Botta (1934); Oswald Mathias Ungers (1926); HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 16
  17. 17. A Pós-Modernidade Individual reúne arquitetos com linguagens pessoais que refletem uma heterogeneidade de influências: Recorrem a elementos historicistas; Revalorizam práticas modernistas como as grandes superfícies de vidro e telhados planos; Hollein, Strada Novissima, intervenção na Bienal de Veneza, 1980 HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 17
  18. 18. Isozaki, Museu de Arte, 1974, Takasaki, Japão Utilizam as tecnologias modernas; Mostram grande preocupação com os contextos envolventes; HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 18
  19. 19. Stirling, Neue Staatsgalerie, Estugarda, 1984 HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 19
  20. 20. Stirling, Centro Científico, 1998, Berlim HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 20
  21. 21. Principais arquitetos: Hans Hollein (1934); Gustav Peichl (1928); James Stirling (1926-1992); Arata Isozaki (1931); HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 21
  22. 22. O Pós-Modernismo esgota-se na década de 80; Contribuiu para relançar uma nova preocupação com os espaços urbanos; HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 22
  23. 23. Continuação do Modernismo Continuação do Modernismo Modernismo Tardio Alta Tecnologia (High Tech) Modernidade Moderada HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 23
  24. 24. A Continuação do Modernismo representa a revitalização dos princípios do Modernismo Clássico (dos anos 20 e 30) e deu origem a várias correntes: HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 24
  25. 25. Modernismo Tardio ou Twenties Revival, surgiu na década de 60 com a realização da Conferência de Arquitetos para o Estudo do Meio Envolvente (CASE), em Nova Iorque; Seguiu-se a Exposição dos Cinco Arquitetos que deu origem a uma revista; HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 25
  26. 26. Meier, Casa Weinstein, 1971, Nova Iorque O Modernismo Tardio retomou os princípios arquitectónicos da Bauhaus de Le Corbusier, usando-os como inspiração mas adaptando-os aos novos contextos sociais e tecnológicos; Utilizam as grandes superfícies de vidro, paredes brancas, formas cúbicas combinadas com cilíndricas; HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 26
  27. 27. Gwathmey, Villa Haupt, 1978, Nova Iorque Ao contrário do Modernismo não refletem preocupações de carácter social; Afirmava A. Drexler: “Trata-se somente de arquitetura e não da salvação da Humanidade ou do Mundo”; HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 27
  28. 28. Principais arquitetos: Richard Meier (1934); Charles Gwathmey (1938) Tadao Ando (1941); HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 28
  29. 29. A Alta Tecnologia (High Tech) e Tecnicismo pretende reviver o espírito experimental e de atualização tecnológica que no século XIX presidiu à Revolução Industrial, e a arquitetura explorou dos novos materiais e dos novos métodos construtivos; HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 29
  30. 30. Rogers, Piano, Centro Georges Pompidou, Paris, 1977 Esta corrente caracteriza-se pela utilização de materiais e recursos técnicos avançados e deixando as estruturas construtivas à vista; Trata-se de um exibicionismo construtivo por vezes pouco funcional e prático e quase sempre dispendioso; HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 30
  31. 31. Rogers, Edifício Lloyds, 1986, Londres Foster, Banco de Hong-Kong, 1986 Em termos criativos e estéticos alcançou resultados espetaculares; Concretizou-se essencialmente em pavilhões, gares, instalações desportivas, raramente em moradias; HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 31
  32. 32. Calatrava, Cidade das Artes e das Ciências, 2001, Valência HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 32
  33. 33. Takamatsu, Edifício, Kyoto HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 33
  34. 34. Principais arquitetos: Frei Otto (1925); Norman Foster (1945); Renzo Piano (1937); Richard Rogers (1933); Santiago Calatrava (1951); Shin Takamatsu (1948); HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 34
  35. 35. A Modernidade Moderada manteve a sua fidelidade aos princípios modernistas; Principal arquiteto: Ralph Erskine (1914-2005); HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 35
  36. 36. Erskine, Greenwich Millennium Village HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 36
  37. 37. Novos Romantismos Novos Romantismos Romantismo Orgânico Fractura e Decadência Romantismo Social HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 37
  38. 38. Os Novos Romantismo destacam-se a partir de da década de 70 e formam a tendência dominante na atualidade: Não se submetem aos conceitos gerais da arquitetura, inspiram-se em áreas exteriores a ela, a Natureza, as questões sociais, as preocupações ecológicas; É uma arquitetura intemporal, não se enquadra na linha evolutiva geral; HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 38
  39. 39. A linha de unidade desta tendência é o carácter emocional da arquitetura que aparece como oposição ao intelectualismo, racionalismo e tecnicismo das tendências modernistas e pós-modenistas; Alguns afirmavam que pretendiam “salvar a Humanidade ameaçada por uma civilização técnica”; HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 39
  40. 40. Nesta corrente destacam-se três correntes maioritárias: O Romantismo Orgânico que rejeita a geometria pura e o ângulo reto; Preferem as formas orgânicas; Recorrem a tecnologias avançadas e materiais inovadores; Inspiração na arquitetura de Gaudí; HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 40
  41. 41. Domenig, Banco de Viena-Favoriten, 1979 HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 41
  42. 42. Principais arquitetos: Günther Domenig (1934); Karla Kowalski (1941); Henrich e Inken Baller; HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 42
  43. 43. Grupo SITE, armazéns Best, Houston, 1975 A Fractura e Decadência que explora em edifícios novos o efeito de ruína, criando fraturas ou fendas; Inspira-se na arquitetura de ruínas artificiais dos jardins românticos; Destacam-se as criações do grupo SITE para a cadeia de supermercados Best; HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 43
  44. 44. Grupo SITE, armazéns Best, Sacramento, 1977 HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 44
  45. 45. Grupo SITE, armazéns Best, Richmond, 1972 HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 45
  46. 46. O Romantismo Social que inspirado no pensamento dos socialistas utópicos do século XIX, quer um arquitetura aberta e democrática; Conta com a participação dos destinatários da obra e aceita o carácter caótico e desorganizado daí resultante; Kroll, Faculdade de Medicina, Bruxelas, 1978 HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 46
  47. 47. Kroll, Faculdade de Medicina, Bruxelas, 1978 Resulta uma arquitetura viva e pitoresca que cria uma nota de individualidade na monotonia urbana; Entre os arquitetos ligados a esta corrente merece realce Lucien Kroll (1927); HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 47
  48. 48. Nova Modernidade (ou Neomodernismo) Nova Modernidade Desconstrutivismo Pluralismo Moderno HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 48
  49. 49. A Nova Modernidade é a mais recente tendência da arquitetura, substitui na década de 80 o Pós- Modernismo; Manifesta-se como uma reação a todas as tendências anteriores; Forte desejo de inovar, aceitam o carácter experimental da arquitetura que não pode ser uma criação com regras e leis fixas; HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 49
  50. 50. Esta corrente ainda está em evolução na atualidade; Destacam-se duas correntes: O Desconstrutivismo, tem as suas origens no Construtivismo e Suprematismo russos; HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 50
  51. 51. O. Ghery, Museu Guggenheim, Bilbau,1977 Características: Abandono da vertical e horizontal como linhas orientadoras da construção; Rotação dos corpos geométricos; Decomposição das estruturas construtivas até ao limite do caos; Contrariam a máxima “a forma segue a função” com “a forma segue a fantasia”; HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 51
  52. 52. Principais arquitetos: Frank O. Gehry (1929); Rem Koolhaas (1944); Peter Eisenman (1932); Cooperativa Himmelblau; HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 52
  53. 53. Eisenman, Bio-centrum, Universidade de Francoforte, maqueta, 1989 HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 53
  54. 54. Coperativa Himmelblau, Fábrica Funder, 1989, Alemanha HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 54
  55. 55. O. Gehry, Experience Music Project, 2000, Seattle HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 55
  56. 56. O Pluralismo Moderno não designa propriamente uma corrente mas é uma expressão que reúne estilos pessoais inovadores de jovens arquitetos dos finais do século XX e inícios do XXI; HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 56
  57. 57. Moss, Edifício “The Umbrella”, 1999, Culver City Rejeitam os neo-historicismos e numa mesma obra reúnem elementos de alta tecnologia, o desconstrutivismo e inovações pessoais; Atenção às circunstâncias locais; HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 57
  58. 58. Maki, Edifício Japão HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 58
  59. 59. Principais arquitetos: Fumihiko Maki (1928); Itsuko Hasegawa (1941); Owen Moss (1943); Eric Miralles (1955-2000); Carme Pinós (1954); HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 59
  60. 60. Hasegawa, Museu da Fruta, Japão HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 60
  61. 61. Miralles, Parlamento escocês HCA, Módulo 10, Curso de Turismo 61
  62. 62. Pinós, Torre Cube, Guadalajara Esta a apresentação foi construída tendo por base o manual, História da Cultura e das Artes, Ana Lídia Pinto e outros, Porto Editora, 2011 62HCA, Módulo 10, Curso de Turismo

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