SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 227
A Cultura do Mosteiro
Curso Profissional de Turismo
HCA - Curso Profissional de Turismo 1
https://divulgacaohistoria.wordpress.com/
HCA - Curso Profissional de Turismo 2
HCA - Curso Profissional de Turismo 3
O Nome da Rosa, A vida num mosteiro medieval
https://www.youtube.com/watch?v=0pkxwsNat4Y
HCA - Curso Profissional de Turismo 4
Os mosteiro medievais em Portugal
https://www.youtube.com/watch?v=2Tq-X9oy-CE
HCA - Curso Profissional de Turismo 5
Características da arquitetura medieval
Bolonha, uma cidade medieval
https://www.youtube.com/watch?v=5U5mSluzZzc
HCA - Curso Profissional de Turismo 6
A Annonciation de Angelin Preljocaj (1995)
Uma interpretação moderna de um tema religioso (parte 1 e 2)
https://www.youtube.com/watch?v=1_XkGoUk71o
https://www.youtube.com/watch?v=mTUK3-uPRww
HCA - Curso Profissional de Turismo 7
Canto gregoriano, canto religioso
https://www.youtube.com/watch?v=lfwuZaf6WXw
HCA - Curso Profissional de Turismo 8
A Igreja a vida medieval (BBC)
https://www.youtube.com/watch?v=J_f-B7I3yqc
Os espaços do cristianismo
Da reorganização cristã da Europa ao crescimento e afirmação
urbanas (séculos IX-XII) (O tempo e o local)
HCA - Curso Profissional de Turismo 9
Fim do Império Romano (476). Invasões bárbaras.
HCA - Curso Profissional de Turismo 10
Europa no século VI d.c.
HCA - Curso Profissional de Turismo 11
Idade Média é o fruto da queda do Império Romano (Ocidente);
Nasce da fusão do mundo romano e do mundo bárbaro-
germânico;
Idade Média: período da História entre o século V e XV;
Subdivide-se em Alta Idade Média (V-IX) e Baixa Idade Média (X-
XV).
HCA - Curso Profissional de Turismo 12
Principais alterações:
Desorganização e enfraquecimento da economia mercantil
(comércio), quase desapareceu a moeda;
Declínio e redução dos centros urbanos;
Desorganização da administração pública;
Regressão demográfica.
HCA - Curso Profissional de Turismo 13
Cidade medieval
HCA - Curso Profissional de Turismo 14
Séculos VII, VIII, IX e X
Novas invasões: Muçulmanas (VII); Normandas (IX); Magiares
(húngaros) (IX).
HCA - Curso Profissional de Turismo 15
Ruralização da vida económica e cultural e autossuficiência;
Subsistência difícil;
Instabilidade e insegurança.
Consequências:
HCA - Curso Profissional de Turismo 16
Séculos X-XI, surge o feudalismo.
Sociedade fortemente
hierarquizada e trinitária:
clero (rezar);
cavaleiros, nobres (combater);
povo (Trabalhar).
Desenvolve-se a dependência de
homem para homem, baseada
na posse da terra.
HCA - Curso Profissional de Turismo 17
Esquema de um senhorio rural
HCA - Curso Profissional de Turismo 18
Esquema da sociedade medieval
HCA - Curso Profissional de Turismo 19
Neste mundo feudal, violento, arcaico e rural o Cristianismo foi o
elemento aglutinador;
A religião cristã, tinha-se tornado no século IV (381), na religião
única e oficial do Império Romano;
HCA - Curso Profissional de Turismo 20
Os bispos durante a Alta Idade Média, converteram os bárbaros
e foram praticamente as únicas autoridades presentes junto ao
povo .
A Igreja ainda exerceu um importante papel civilizacional
(técnicas agrícolas, desenvolvimento das artes e letras)
O mosteiro foi um centro religioso, mas também económico,
cultural, social e até político.
HCA - Curso Profissional de Turismo 21
Toda a cultura medieval teve um carácter religioso e doutrinal
A Igreja criou o conceito de Cristandade* (comunidade de povos e
nações que criaram entre si vínculos religiosos, políticos, culturais
e sociais opondo-se aos infiéis
*Termo utilizado pela 1ª vez pelo papa João VIII (finais do IX)
HCA - Curso Profissional de Turismo 22
Ano Mil
Conjunto de circunstâncias favoráveis que permitem a inversão
lenta do quadro depressivo;
Fim das invasões;
Abrandamento das guerras privadas (feudais);
instituição da Paz e Tréguas de Deus (Igreja).
HCA - Curso Profissional de Turismo 23
Clima de maior paz e segurança
Desenvolvimento das técnicas e utensílios agrícolas
Reativação do comércio;
Crescimento demográfico;
Aumento da produção e da produtividade agrícolas
Desenvolvimento das cidades: mercados, feiras. Surgem
as Universidades
HCA - Curso Profissional de Turismo 24
Cidade de Tournai
Consequências: as cidades crescem e prosperam
HCA - Curso Profissional de Turismo 25
HCA - Curso Profissional de Turismo 26
Reanimação da vida urbana:
Século XII as cidades (burgos) são o símbolo do renascimento
medieval;
Feiras e mercados;
Universidades;
Surgem as peregrinações (Terra Santa e Santiago de Compostela)
Cruzadas (reconquista da Terra Santa);
HCA - Curso Profissional de Turismo 27
Neste ambiente de renovação cultural e económica surge o primeiro
movimento artístico da Idade Média, o Românico
HCA - Curso Profissional de Turismo 28
Durante a Alta Idade Média (V a IX) a igreja foi um importante
foco civilizacional;
As igrejas e, sobretudo, os mosteiros eram os guardiães da
cultura;
A cultura medieval tem um profundo carácter religioso;
A Igreja manda construir igrejas, incentiva peregrinações
(Terra Santa e Santiago de Compostela);
Organiza as cruzadas
HCA - Curso Profissional de Turismo 29
O fervor religioso desta época levou à expansão de um
movimento religioso:
O monaquismo.
Monaquismo: movimento que levou muitos cristãos a
abandonarem a vida laica e dedicarem-se à oração e ao
serviço de Deus.
Formaram congregações (ordens religiosas) que viviam
segundo uma regra. Estes mosteiros localizavam-se, na sua
maior parte, fora das cidades.
HCA - Curso Profissional de Turismo 30
Mapa dos mosteiros da Ordem de Cister
HCA - Curso Profissional de Turismo 31
Abadia Cisterciense de Fontefroide, 1097
O mosteiro:
uma vida própria com domínio do tempo e do espaço (o local)
HCA - Curso Profissional de Turismo 32
O monaquismo nasceu no século IV no Oriente (Egipto, Síria e
Ásia Menor);
É o desejo de evasão do mundo profano (fuga mundi);
Entrega mais direta a Deus, através da meditação e da
contemplação (ascetismo).
HCA - Curso Profissional de Turismo 33
Nos mosteiros viviam os monges;
Obedecem a uma regra: Cister, Cluny, Beneditinos, etc.
Existem ordens militares, monges cavaleiros, as mais
importantes são os Templários e os Hospitalários.
S. Bento de Núrsia escreveu em 529, os regulamentos (regra)
para os monges (Beneditinos).
Esta regra serviu de modelo para muitas outras que surgiram, e
durante a Idade Média cobriram a Europa de mosteiros.
HCA - Curso Profissional de Turismo 34
Mosteiros da Ordem de Cluny
HCA - Curso Profissional de Turismo 35
Mosteiro era “uma escola ao serviço do Senhor”;
Abade era o pai e mestre dos irmãos (monges);
Princípios básicos: obediência, silêncio e humildade;
A regra definia os cargos e as tarefas de cada um dentro da
comunidade;
HCA - Curso Profissional de Turismo 36
A regra determinava as
obrigações dos monges:
Ofício divino (culto religioso);
Outros trabalhos: nas oficinas,
nos campos, no scriptorum;
HCA - Curso Profissional de Turismo 37/117
Os mosteiros localizavam-se (quase todos) em lugares isolados
(fuga mundi;
Eram mundos autónomos e autossuficientes, fechados ao exterior;
O acesso a estranhos ao mosteiro era reservado e regulamentado;
HCA - Curso Profissional de Turismo 38
O mosteiro era formado por um conjunto de construções
necessárias à oração e à vida comunitária:
Igreja, sacristia, scriptorum, dormitórios, biblioteca, sala
capitular (sala de leitura), oficinas, refeitório, etc.;
Distribuíam-se em torno de um espaço quadrangular aberto,
rodeado por um corredor colunado – claustro.
HCA - Curso Profissional de Turismo 39
S. Bento pensou a própria arquitetura do mosteiro, Abadia de
Saint-Gall, na Suíça.
Este modelo será reproduzido em centenas de mosteiros.
HCA - Curso Profissional de Turismo 40
átrio
igreja claustro
Cozinha, dispensa, adegas, oficinas, estábulos
Escola, escritório, biblioteca, celas
Hospital,
dormitório
visitantes
sulnorte
este
oeste
HCA - Curso Profissional de Turismo 41
O claustro era um espaço importante do mosteiro – passeios,
rezas, etc.
HCA - Curso Profissional de Turismo 42
Pretendia ser a materialização do Paraíso na Terra.
Foram mais do que centros religiosos;
Canalizaram riquezas: dízimos, doações, rendas fundiárias,
corveias*
*Corveias – dias de trabalho (3/4 por semana) prestado pelos
servos e camponeses
HCA - Curso Profissional de Turismo 43
Centros dinamizadores da economia e de difusão de técnicas e
instrumentos agrícolas;
Centros de produção cultural: escolas, letras, teologia, ciências;
Exerceram um importante papel civilizacional.
HCA - Curso Profissional de Turismo 44
O poder da escrita
HCA - Curso Profissional de Turismo 45
O Mundo Clássico (Grécia, Roma) tinha sido um mundo
alfabetizado. Existiam escolas e bibliotecas pública nas cidades
mais importantes;
Os saberes e as ideias circulavam facilmente.
Biblioteca romana
HCA - Curso Profissional de Turismo 46
As invasões bárbaras alteraram este cenário, no século V d.c.,
iniciou-se uma rápida decadência cultural
Cidades foram devastadas  Escolas e Bibliotecas destruídas;
Desaparecimento do poder central  encerramento de muitos
organismos públicos.
HCA - Curso Profissional de Turismo 47
Fuga para o campo  ruralizou a vida;
Crianças deixam de frequentar a escola. Perdem-se hábitos de
leitura e estudo;
Depressão cultural geral (analfabetismo), atinge as classes
dominantes (guerreiros);
Desenvolve-se uma cultura popular, não escolarizada e não
escrita de tradição oral;
HCA - Curso Profissional de Turismo 48
HCA - Curso Profissional de Turismo 49
Sobrevivem poucos focos culturais;
Regiões mediterrânicas (Itália, Península Ibérica), sobretudo onde a
romanização tinha sido mais forte;
A partir do século VI, nas Ilhas britânicas (Grã-Bretanha e
Irlanda),misturaram-se as tradições clássicas com as céltica e
saxónica.
HCA - Curso Profissional de Turismo 50
Estes centros culturais são constituídos por
uma ínfima minoria da população;
Os letrados pertencem (quase todos) à classe
eclesiástica;
Igreja mantém o latim como língua oficial;
Disparidade cultural;
Letrados (cultura latina);
Cultura de massas (medíocre, bárbara, oral).
HCA - Curso Profissional de Turismo 51
Europa no
século IX
As heranças greco-latinas e muçulmanas; cristianizar as heranças
HCA - Curso Profissional de Turismo 52
No século IX surge o Renascimento Carolíngio;
Necessidade de governar um império, levou Carlos Magno a
fomentar as artes e letras;
Criou uma biblioteca e escola (Aula Palatina) na corte;
Fomentou o interesse pelos clássicos (gregos e romanos);
Atraiu sábios e intelectuais – Alcuíno (c. 730-804).
HCA - Curso Profissional de Turismo 53
A partir deste núcleo inicial, criou-se uma rede de centros culturais
(mosteiros);
Alguns eclesiásticos dão importância à preparação intelectual dos
monges;
Bento de Aniana impôs a existência de escolas e scriptoria
(escritórios) nos mosteiros.
HCA - Curso Profissional de Turismo 54
Escolas monásticas ensinavam o Trivium* e o Quadrivium**
*Trivium – Gramática, Retórica, Dialectica
**Quadrivium – Aritmética, Geometria, Música, Astronomia
Analisavam as obras dos clássicos à luz da interpretação cristã,
como Santo Agostinho
HCA - Curso Profissional de Turismo 55
A produção escrita só existe (quase) nos
mosteiros;
Scriptoria – monges especializados
(escribas e copistas); copiavam à mão os
livros religiosos e os grandes clássicos;
Estes livros (manuscritos) eram muitas
vezes ilustrados com iluminuras e
miniaturas.
HCA - Curso Profissional de Turismo 56
Dificuldades de comunicação
desenvolveram caligrafias e
alfabetos diferentes;
A arte de escrever estava restrita
a uma minoria. Dominam o
saber.
HCA - Curso Profissional de Turismo 57
Até ao advento da burguesia (séc. XII-XIII) detém o monopólio dos
cargos públicos e das chancelarias régias*
Chancelarias régias* - secretaria onde eram elaborados,
autenticados e expedidos os diplomas régios
HCA - Curso Profissional de Turismo 58
O Canto Gregoriano
HCA - Curso Profissional de Turismo 59
Canto Gregoriano é um tipo de canto litúrgico, surgiu por volta do
século IV;
O nome surgiu no século VI;
Devido à reforma do Papa Gregório Magno que unificou os vários
cantos que acompanhavam os rituais;
Eram chamados “cantos romanos” ou “romana cantilena”.
HCA - Curso Profissional de Turismo 60
Exprimia a oração de forma suave;
Favorecia o carácter comunitário;
Conferia solenidade ao ritual da missa;
É uma musica monódica (uma só melodia);
Destinava-se a acompanhar textos, em latim, da Bíblia, os Salmos.
HCA - Curso Profissional de Turismo 61
HCA - Curso Profissional de Turismo 62
No século XV, com o advento da polifonia, o canto gregoriano
começou a desaparecer;
Do Canto Gregoriano derivou toda a música erudita cristã;
Foi a base da tradição musical até ao Barroco.
Missa:
Primeira peça é uma Antífona;
A que se segue o Gradual;
O Kyrie é um canto coletivo.
HCA - Curso Profissional de Turismo 63
São Bernardo de Claraval (c. 1090-1135)
Biografia
Abade de Claraval;
Figura que marcou a história religiosa, cultural e artística da Idade
Média;
Defendia o voto de pobreza e uma vida de penitências e sacrifícios
para alcançar Deus;
Foi essencialmente um místico e não um pensador apesar de ter
publicado inúmeras obras escritas.
HCA - Curso Profissional de Turismo 64
Temas das suas obras:
O itinerário que todo o crente deve ter em direção a Deus
Define-o como o caminho da humildade ao êxtase, que passa
por várias fases:
1º - Encontro com Deus;
2º - Conversão para Deus;
3º - Restauração da ordem e da caridade
Para percorrer estas etapas devia-se meditar, contemplar (Cristo) e
desprender-se de si mesmo
HCA - Curso Profissional de Turismo 65
São Bernardo de Claraval foi
um pensador místico que
marcou o pensamento cristão
medieval;
Lutou pelo regresso à
pobreza e humildade da
Igreja;
HCA - Curso Profissional de Turismo 66
O Império
Carolíngio
Coroação de Carlos Magno
25 de Dezembro de 800 (Acontecimento)
HCA - Curso Profissional de Turismo 67
Subiu ao trono em 768 do reino Franco, grande conquistador;
Com Carlos Magno, no século VIII, a Europa vai conhecer uma
época de estabilidade e ordem;
Vai surgir um curto renascimento cultural que se designou de
Renascimento Carolíngio.
Dividiu o território em condados,
governados pelos condes, vigiados pelos
missi dominici (fiscais do rei;
Aliança com a Igreja, converteu e batizou
os povos conquistados.
HCA - Curso Profissional de Turismo 68
Papa (Leão III) concedeu-lhe a coroa de Imperador do Ocidente,
herdeiro dos imperadores romanos , Imperador de todo o
mundo cristão;
Unificou o Ocidente:
Sob o mesmo poder político (do imperador);
Sob o mesmo poder espiritual – Cristianismo – Papas (Roma).
HCA - Curso Profissional de Turismo 69
A arquitetura românica
http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
As artes medievais
séculos V-XII
Deus, fortaleza da Humanidade
A arquitetura: dos primórdios da Era Cristã ao período bizantino
– a importância da matriz antiga
HCA - Curso Profissional de Turismo 71
Após a queda do Império Romano as artes refletiram, até ao
século X, as consequências da depressão económica, cultural
e técnica que afetou todo o Ocidente;
A arte romana foi-se adulterando ;
Surgem novos gostos , interesses estéticos e tradições dos
povos bárbaros, muçulmanos, vikings, etc.;
O estilo românico vai-se desenvolver a partir do século IX, e
vai integrar todas estas influências e estilos.
HCA - Curso Profissional de Turismo;
´Módulo 3
72
Basílica de S. Pedro,
Vaticano, séc. IV
A Arte Paleocristã
Dá-se o nome de arte paleocristã às expressões artísticas dos
primeiros cristãos, entre os séculos III e VI.
HCA - Curso Profissional de Turismo 73
Basílica de S. Pedro,
Vaticano, séc. IV
HCA - Curso Profissional de Turismo 74
Basílica Romana Igreja paleocristã
Templo cristão (igreja)
Planta basilical – cruz latina, 5 ou 3 (mais frequente) naves,
cobertas com teto madeira
Planta centrada – circular ou em cruz grega, cobertura cúpula
HCA - Curso Profissional de Turismo 75
Mausoléu de Santa
Constança, Roma
HCA - Curso Profissional de Turismo 76
Cruz latina
Cruz grega
Nave central
Transepto
HCA - Curso Profissional de Turismo 77
Arte paleocristã – primeiras manifestações artísticas cristãs (200-
VI)
Próximo Oriente ao Ocidente Europeu
Grande diversidade regional
Traços comuns:
Uso dos modelos romanos (decadência)
Assimilação de novos modelos (orientais)
Temática cristã: Antigo e Novo Testamento, Vida dos Santos, etc.
HCA - Curso Profissional de Turismo 78
Bizâncio (Ex-Constantinopla), capital do Império Romano do
Oriente;
Zona de confluência do Ocidente e Oriente – múltiplas influências;
A arquitetura teve um lugar de destaque.
A Arte Bizantina
HCA - Curso Profissional de Turismo 79
Igreja de Santa Sofia, hoje uma mesquita
HCA - Curso Profissional de Turismo 80
Santa Sofia, interior
HCA - Curso Profissional de Turismo 81
Santa Sofia, corte e planta
S. Vital de Ravena
Utilizou o arco, abóbada e a cúpula
Planta centrada, circular ou cruz grega
A arquitetura bizantina influenciou a construção
de igrejas até ao século XII, sobretudo na Itália e
Europa Oriental
HCA - Curso Profissional de Turismo 82
S. Marcos, Veneza,
Exterior, planta
HCA - Curso Profissional de Turismo 83
Capela Palatina,, Aix-la-Capelle (Aachen)
Renascimento Carolíngio e otoniano
O renascimento cultural, na época carolíngia,
levou à construção de um grande número de
igrejas e mosteiros inspiradas na tradição romana
e bizantina
HCA - Curso Profissional de Turismo 84
Igreja de S. Miguel de HIldesheim, c. 1020
Renascimento Otoniano
Otão I, rei da Alemanha é coroado imperador pelo Papa )Império
Germânico);
Desenvolvimento cultural nos finais do século X – influenciada
pela arte carolíngia (Roma/Bizâncio);
Criou um modelo próprio: planta de dupla cabeceira ( 2
transeptos), entrada lateral .
HCA - Curso Profissional de Turismo 85
A Arquitectura Românica
Primeiro estilo internacional da Idade Média;
Influências: Antiguidade clássica, Oriente (arte bizantina) e povos
bárbaros;
Entre meados do século X e meados do século XII, o românico
tornou-se no primeiro estilo internacional da Idade Média.
HCA - Curso Profissional de Turismo 86
A partir do século X, o desenvolvimento da economia, o
renascer das cidades e reaparecer das viagens e do comércio
vai estimular o desenvolvimento da arte;
O fervor religioso contribui para a construção de inúmeras
igrejas e mosteiros;
A ação da Igreja foi fundamental na implementação deste
novo estilo artístico.
HCA - Curso Profissional de Turismo 87
O termo “Românico” surge em 1824, De Caumont, pretende
exprimir 2 conceitos:
Semelhança na formação com as línguas românicas (francês,
castelhano, português…)
Aproximação, em grandeza, à arte romana.
O feudalismo e a religião constituíram os dois polos dinamizadores
da arte;
Foi uma época de peregrinações e cruzadas, que contribuíram para
a divulgação do estilo românico.
HCA - Curso Profissional de Turismo 88
A arte foi feita para a
glória do poder temporal
(rei e senhores feudais) e
do poder religiosos
(igreja)~;
A arte monástica, criada
à sombra dos mosteiros e
das ordens religiosas foi a
expressão máxima desse
poder.
HCA - Curso Profissional de Turismo 89
Castelo da Ordem dos Hospitalários, Síria
O castelo
HCA - Curso Profissional de Turismo 90
A Torre era a estrutura defensiva mais simples. Primeiro em
madeira, a partir dos séculos XI e XII, passou a ser construída em
pedra
Vários aposentos (residência nobre), a entrada era localizada no 1º
andar
HCA - Curso Profissional de Turismo 91
Torres Medievais
HCA - Curso Profissional de Turismo 92
As torres evoluíram para estruturas mais complexas – os castelos
Castelo Medieval, esquema
HCA - Curso Profissional de Turismo 93
Castelo de Peyrepertude
HCA - Curso Profissional de Turismo 94
Arquitetura românica religiosa, dois tipos de edifícios:
Mosteiros e Igrejas;
A arquitetura religiosa é o elemento fundamental do românico.
A arquitectura religiosa
HCA - Curso Profissional de Turismo 95
Basílica Romana Igreja
A catedral - Igreja
HCA - Curso Profissional de Turismo 96
A partir do século XI a cobertura das igrejas é feita em abóbadas
de pedra – substituindo os tetos em madeira;
O arco das abóbadas românicas foi o arco romano (arco de volta
inteira ou perfeita) formando abóbadas de berço ou abóbadas
de arestas.
HCA - Curso Profissional de Turismo 97
Igreja de Saint-Philibert
HCA - Curso Profissional de Turismo 98
Estilo românico apresenta uma grande variedade estilística
(regionalismos) devido às dificuldades de comunicação;
Cada região desenvolveu aspetos característicos e diferenciados;
Mas as construções também apresentam características comuns
(universalismo).
Igreja de Pisa e de Cedofeita
HCA - Curso Profissional de Turismo 99
Quatro fatores que contribuíram para o universalismo:
Edifício fundamental típico, a igreja;
Problema técnico central, a cobertura do espaço com abóbadas de
pedra;
Conceção estética favorável a construções maciças com fortes
contrastes de claro/escuro no interior;
Hierarquia entre as artes, primazia da arquitetura.
HCA - Curso Profissional de Turismo 100
Saint-Front de Périgueux, c. 1120
A articulação em planta das igrejas
As igrejas românicas seguem, em termos de planta, dois
modelos:
Planta centrada (cruz grega, circular, etc.), de influência oriental,
pouco utilizada.
HCA - Curso Profissional de Turismo 101
Saint-Martin, XII Saint-Sernin, XI
Tipo basilical, em cruz latina (com 1, 3, 5 ou 7 naves)
HCA - Curso Profissional de Turismo 102
HCA - Curso Profissional de Turismo 103
Nave principal orientada este-
oeste, mais larga e mais alta
que as laterais;
Comprimento da igreja é um
múltiplo da largura da nave
central
As naves laterais são um
submúltiplo da nave central.
HCA - Curso Profissional de Turismo 104
Transepto: nave que atravessa a nave
principal
Cruzeiro: zona de cruzamento do
transepto com a nave central
Torres sineiras Nave principal
Nártex ou átrio
Deambulatório
HCA - Curso Profissional de Turismo 105
Abside: zona da capela-mor
e do altar
Absidíolos: pequenas capelas situadas na
cabeceira da igreja
Deambulatório: corredor que
dá acesso ao absidíolos
HCA - Curso Profissional de Turismo 106
Tramo: unidade base de
construção de uma igreja
românica – definida por 4
pilares e a abóbada
Cripta: sala subterrânea
Nártex ou átrio:
vestíbulo
HCA - Curso Profissional de Turismo 107
Sistemas de cobertura e suporte
HCA - Curso Profissional de Turismo 108
Abóbada de berço: sucessão de
arcos de volta perfeita
Abóbada de arestas:
cruzamento de duas abóbadas
de berço
HCA - Curso Profissional de Turismo 109
Abóbada de berço Abóbada de arestas
HCA - Curso Profissional de Turismo 110
Cúpula: nas igrejas de influência oriental as abóbadas foram
substituídas por cúpulas
HCA - Curso Profissional de Turismo 111
A pressão exercida pelas abóbadas é
descarregada, através dos arcos, para os
pilares e colunas
Pilar
HCA - Curso Profissional de Turismo 112
Contraforte – adossado
(encostado) à parede
A pressão é transmitida para a
parede exterior, paredes grossas
e com poucas aberturas e
contrafortes no exterior
HCA - Curso Profissional de Turismo 113
Contrafortes estão
alinhados com os pilares
contrafortes
HCA - Curso Profissional de Turismo 114
Pilar – situa-se no interior e
normalmente cruciformes, podem
existir colunas adossadas
(colunelos)
HCA - Curso Profissional de Turismo 115
HCA - Curso Profissional de Turismo 116
Arcada principal
Tribuna
Trifório
Clerestório
Alçado interno da nave principal
HCA - Curso Profissional de Turismo 117
Clerestório, outras janelas e frestas
Torre lanterna ou zimbório que se situa por cima do cruzeiro
A iluminação do edifício
HCA - Curso Profissional de Turismo 118
Torre lanterna ou zimbório
HCA - Curso Profissional de Turismo 119
Combinação de volumes:
Circulares (cabeceira);
Retangulares (corpo da igreja);
Poliédricos e piramidais (Torres)
Configuração e decoração do exterior
HCA - Curso Profissional de Turismo 120
Elementos das fachadas:
Existem 2 corpos laterais (naves laterais)
mais baixos que a nave central ou mais
altos quando correspondem as duas torres
Rosácea ou janelões;
Portal
HCA - Curso Profissional de Turismo 121
Mainel
Lintel ou dintel
Tímpano
Arquivoltas
HCA - Curso Profissional de Turismo 122
A decoração exterior (há exceções) só existe nas cornijas e
nos portais
HCA - Curso Profissional de Turismo 123
França: país com uma grande diversidade de escolas
Unidade e diversidade do românico
HCA - Curso Profissional de Turismo 124
Aquitânia
Igreja de Notre-Dame-la-Grande, Poitiers,1143
Aquitânia:
Igrejas com muita decoração esculpida no exterior e
interior profusamente decorado
HCA - Curso Profissional de Turismo 125
Borgonha:
Santa Madalena de Vézelay, 1120
HCA - Curso Profissional de Turismo 126
Santa Madalena de Vézelay, 1120
HCA - Curso Profissional de Turismo 127
Borgonha:
Novo tipo de contrafortes;
mais aberturas;
igreja mais iluminada no interior;
planta com um transepto pouco
saliente.
HCA - Curso Profissional de Turismo 128
Languedoc Igreja de Sainte-Foy, século XI
Languedoc: Igrejas robustas, pouca decoração e poucas aberturas
HCA - Curso Profissional de Turismo 129
Itália
Igreja de Pisa e de Modena
HCA - Curso Profissional de Turismo 130
Itália:
Igrejas mais decoradas no exterior, batistério, igreja e torre em
edifícios separados.
HCA - Curso Profissional de Turismo 131
Alemanha
Santa Maria Laach, 1093 e
S. Miguel de Hildesheim, 1130
HCA - Curso Profissional de Turismo 132
Alemanha: Igrejas com múltiplas torres, duplo transepto e
entrada lateral
HCA - Curso Profissional de Turismo 133
Na Inglaterra e Espanha as igrejas apresentam uma grande
sobriedade e pouca decoração exterior.
Santiago de Compostela
HCA - Curso Profissional de Turismo 134
O Românico em Portugal
HCA - Curso Profissional de Turismo 135
A Igreja românica estava ligada a um mosteiro ou implantada no
meio rural (Românico rural)
Sés de Braga, Porto, Coimbra, Tomar, Lisboa e Évora, são as de
maior monumentalidade e próximas das catedrais europeias
(Românico urbano).
Sé Velha de Lisboa e Igreja de Bravães
HCA - Curso Profissional de Turismo 136
Românico urbano: Sé de Lisboa e Sé Velha de Coimbra
(cabeceira e interior)
HCA - Curso Profissional de Turismo 137
Igrejas de Carrazeda de Ansiães, S. Salvador
de Travanca,
Materiais:
Norte – Granito
Centro – Calcário
Sul - Tijolo
HCA - Curso Profissional de Turismo 138
Igreja de S. Martinho de Cedofeita
Muitas igrejas portuguesas apresentam
um elemento decorativo denominado
cruz vazada
HCA - Curso Profissional de Turismo 139
Igreja de S. Salvador de
Bravães
HCA - Curso Profissional de Turismo 140
Cachorrada
HCA - Curso Profissional de Turismo 141
Marcas de Posse e Marcas
Poveiras
São grafitos que indicam o
autor.
Surgem outras marcas
com outros fins: religioso,
etc.
HCA - Curso Profissional de Turismo 142
Características do românico rural português:
Igrejas pequenas de uma só nave;
Muitas vezes o teto é em madeira;
Aspeto robusto, paredes grossas poucas aberturas;
Pouca decoração exterior;
Cachorrada;
Marcas de posse ou poveiras;
HCA - Curso Profissional de Turismo 143
Igreja de São Pedro de Rates
HCA - Curso Profissional de Turismo 144
HCA - Curso Profissional de Turismo 145
Sob a igreja encontram-se vestígios de uma primitiva igreja
paleocristã (VI, VII);
Tornou-se um centro de peregrinação;
Século IX – mosteiro com uma igreja de 3 naves;
Conde D. Henrique e D. Teresa doaram-na à Ordem de Cluny.
HCA - Curso Profissional de Turismo 146
HCA - Curso Profissional de Turismo 147
Século XII e XIII edifício foi sujeito a muitas obras o que originou
incongruências nas estruturas arquitetónicas:
Naves laterais com larguras diferentes;
Tramos desiguais;
Pilares e contrafortes não alinhados;
Fachada principal assimétrica.
HCA - Curso Profissional de Turismo 148
Cobertura das naves em madeira (apesar das paredes estarem
preparadas para suportar abóbadas de pedra)
HCA - Curso Profissional de Turismo 149
Decoração linear e muito simples (tradição local e influências da
Galiza);
Encontra-se decoração nos portais, capitéis e frisos.
HCA - Curso Profissional de Turismo 150
Capitel: pássaros
devorando seres humanos
– tema da punição
Portal Sul
HCA - Curso Profissional de Turismo 151
HCA - Curso Profissional de Turismo 152
S. Pedro de Rates apresenta um aspeto maciço, rude, simples no
interior e exterior com decoração simples nos portais, frisos e
capitéis;
Em 1515 foi demolido o mosteiro;
Séculos XVII a XIX a vila de Rates desenvolveu-se em torno da
igreja que foi decorada com azulejos e talha dourada.
HCA - Curso Profissional de Turismo 153
Castelo de Pombal
Castelo de Guimarães
Castelo de Almourol
Arquitectura civil e militar em Portugal
HCA - Curso Profissional de Turismo 154
Domus Municipalis (Bragança) – local de reuniões,
com uma cisterna de recolha de água da chuva
HCA - Curso Profissional de Turismo 155
Três tipos de fortificações:
Castelos com residência (Guimarães, Pombal);
Castelos-refúgio (Almourol);
Torres de atalaia ou proteção
HCA - Curso Profissional de Turismo 156
Escultura e pintura românica
http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
Com a queda do Império Romano a estatuária perdeu
importância, só recuperada a partir do século XI
Escultura Românica:
os poderes da imagem
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
158
Relevo foi muito usado, tal como a pintura, sempre ligado à
arquitetura
Relevo
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
159
“As obras de arte têm pleno direito de existir, pois o seu fim não
era ser adoradas pelos fiéis, mas ensinar os ignorantes.
O que os doutores podem ler com a sua inteligência nos livros, o
veem os ignorantes com os seus olhos nos quadros e relevos”
Papa Gregório Magno (540-604)
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
160
O valor narrativo-pedagógico é mais importante que a perícia
técnica.
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
161
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
162
Características do relevo românico:
Composição seguia as regras da decoração geométrica,
personagens alinhadas;
Cenas com poucos planos e sem perspetiva;
Repetição, estilização e simbolismo
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
163
Incorreções anatómicas: figura
mais importante é maior;
Figura humana sempre de
frente,
Pouco realismo anatómico;
Temas religiosos – Evangelhos
de pedra.
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
164
Relevo encontra-se nas colunas, frisos, cachorrada, frontais de
altar, arcadas e sobretudo nos capitéis e nos portais
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
165
O Capitel tem uma forma troncocónica:
Pode ser decorado relevos vegetalistas, geométricos ou
animalistas ou
Capitel historiado – relatando uma história sequencial em
cada uma das faces
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
166
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
167
Portal: simbolicamente a entrada na Casa de Deus – o relevo
preenche todo o espaço
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
168
Tímpano é o elemento mais importante: Cristo envolto pela
mandorla - rodeado por outras personagens da Igreja
No lintel surgem outras
personagens
Nas arquivoltas
aparecem motivos
vegetalistas
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
169
Utilizava-se a técnica do desbaste;
Os relevos eram coloridos: azuis (Paraíso); vermelho (Inferno),
etc.;
A policromia intensa fazia parte do interior das igrejas – hoje
desaparecida.
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
170
Itália: As portadas eram
decoradas com relevos
historiados em bronze.
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
171
Estatuária: características semelhantes ao relevo;
Materiais: madeira, metais preciosos, pedra, etc.;
Policromadas.
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
172
As igrejas estavam revestidas de cor,
exceto as da Ordem de Cister
Ambiente de surpresa e
encantamento
As artes da cor:
pintura, mosaico, iluminura
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
173
Influências:
Pintura mural paleocristã (fresco);
Pintura de livros sagrados;
Mosaico romano;
Arte oriental – mosaico bizantino e pintura de ícones
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
174
Pintura Paleocristã iniciou-
se nas catacumbas –
composições simples,
esquematizadas, planas,
lineares – temática
religiosa
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
175
Mosaico bizantino: recobre as paredes das igrejas –
representação esquemática e decorativa, sem volume ou
profundidade – muito utilizado em Itália
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
176
Pintura mural românica:
Os artesãos eram responsáveis pela execução material da obra,
a conceção (isto é, a escolha do tema) é da responsabilidade do
encomendador.
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
177
A obra era coletiva – havia especializações: pintar o rosto, as
mãos, etc.;
A temática é religiosa.
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
178
Características da pintura mural:
Técnica do fresco;
Prevalência do desenho;
Falta rigor anatómico – realce
dos traços mais expressivos
(mãos e rosto desproporcionais
– maiores);
Estilização e esquematização.
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
179
Adaptam-se aos elementos arquitetónicos;
Cor a cheio – acentua o carácter bidimensional da pintura;
Cenas enquadradas por cenários esquemáticos os simbólicos;
Histórias contadas em bandas.
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
180
Pintura sobre madeira: os retábulos
Pintura sobre madeira: os retábulos (frontais dos altares) –
características iguais
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
181
Pintura sobre os livros sagrados – códices – desenvolve-se
ligada à tradição monástica
Destinava-se a uma clientela erudita (ao contrário da escultura
e pintura)
Muitos monges especializaram-se nas iluminuras
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
182
As pinturas ou ocupavam a página inteira ou se reduziam à
decoração das letras iniciais do capítulo – iniciais ornadas ou
capitulares
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
183
A arte das iluminuras foi mais diversificada e original – produzida
por monges cultos e não por artesãos
Surgem várias escolas: alemã, inglesa, italiana, espanhola;
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
184
Na Irlanda, neste tempo de invasões, guerras e pestes, os
monges produziram, nos scriptoria manuscritos escritos em
pergaminho, decorados com miniaturas;
Um dos mais célebres é o Livro de Kells, escrito entre os
séculos VIII e IX, provavelmente em Iona (Ilhas Hébridas) e
depois levado para a Igreja de São Columbano (Kells,
Irlanda)
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
185
É um pergaminho, com 340 folhas, e contém os Quatro
Evangelhos;
Algumas letras maiúsculas ocupam uma página inteira;
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
186
As suas páginas estão repletas de iluminuras com cores
brilhantes;
Foi um modelo para os livros escritos posteriormente.
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
187
A Europa sob o signo de Alá,
um Deus conquistador
http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
Meca
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
189
Islamismo (religião muçulmana)
Surge na Arábia nos inícios do século VII, fundada por Maomé
5 princípios fundamentais (escritos no Corão):
Fé em Alá e em Maomé;
Oração 5 vezes por dia;
Prática da caridade;
Jejum no Ramadão;
Peregrinação a Meca.
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
190
A expansão islâmica no século VIII
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
191
Os califas (sucessores de Maomé) iniciaram uma política
expansionista;
Dinastia Omíada;
Dinastia Abássida (meados do século VIII);
Século X surgem numerosos califados e emirados independentes
(Exemplo – Califado de Córdova- Península Ibérica);
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
192
A Arte Islâmica apresenta duas características essenciais:
Primeira característica:
Existe uma grande diversidade, devido à expansão muçulmana
que levou à incorporação de influências muito variadas na arte.
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
193
Segunda característica: Unidade:
Subordinação aos preceitos (orientações) do Corão;
Valorização da Arquitetura;
Aniconismo (não representação figurativa);
Tendência para a geometria;
Importância das artes aplicadas – cerâmica, azulejaria, tapetes.
Gosto pela exuberância e luxo.
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
194
Principais centros artísticos:
Damasco, Bagdad, Samarra, Cairo, Samarcanda, Istambul
Córdova e Granada na Península Ibérica
Na Península Ibérica surge uma arte cristã com influências
muçulmanas chamada Arte Moçárabe
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
195
Cidade árabe
Arquitetura
Cidade fechada: os edifícios estão virados para dentro
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
196
Mesquita de Córdova
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
197
Mesquita de Istambul
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
198
Mesquita de Isfahan (Irão)
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
199
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
200
Mesquita de Damasco
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
201
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
202
Mesquita Ibn Tulum (Cairo)
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
203
Capitel islâmico com folhas de acanto muito estilizadas
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
204
Arquitetura vive da tensão entre a linha reta e a curva;
Arcos em formas muito variadas;
Abóbadas e cúpulas
Colunas lisas com capitéis que apresentam motivos florais
estilizados
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
205
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
206
Decoração mural:
Escultura limitada à
decoração;
arabescos (fino
rendilhado) (A, B,C) e
Inscrições do Corão (D).
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
207
Tipos de edifícios:
Mesquitas: locais de oração;
Palácio: centro político e administrativo;
Madrasah: escola islâmica;
Ribat: edifício religioso e militar;
Mausoléus: túmulos.
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
208
Mesquita de Omar
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
209
Minaretes
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
210
Palácio: residência dos reis, mas também centro político e
administrativo.
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
211
Madrasah – escola islâmica
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
212
Mausoléu de Ismail
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
213
Taj Mahal, Índia
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
214
Taj Mahal – Planta e corte
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
215
Cerâmica: desenhos
geométricos e elementos
figurativos estilizados
Artes ornamentais
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
216
Azulejos: decorados com
elementos geométricos e
florais
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
217
Miniaturas: pintura de
pequenas dimensões
para a decoração de
livros
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
218
Tapetes: apresentam
uma moldura e estão
decorados com
motivos geométricos
ou simbólicos repetidos
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
219
Arte Moçárabe: arte cristã produzida em Espanha e Portugal em
território muçulmano entre os séculos IX e XI;
Reúne a tradição cristã e a muçulmana.
São Pedro de Balsemão
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
220
Igreja de São Miguel de Escalda, séc. X
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
221
Igreja de Santiago de Penalva, séc. X
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
222
Vestígios da cultura
árabe em Portugal
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
223
S. Frutuoso de Montélios
S. Frutuoso de Montélios (Braga) é um mausoléu construído no
século VIII, para albergar os restos mortais do bispo do mesmo
nome.
Segundo o professor Carlos Alberto Ferreira de Almeida é da época
árabe.
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
224
S. Pedro de Balsemão (Lamego)
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
225
S. Pedro de Lourosa da Serra,
Oliveira do Hospital
HCA - Curso Profissional de Turismo,
Módulo 3
226
Mesquita de Idanha-a-Velha
227
Esta a apresentação foi construída tendo por base o manual, História da
Cultura e das Artes,, Ana Lídia Pinto e outros, Porto Editora, 2011

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Ficha formativa cultura da catedral
Ficha formativa cultura da catedralFicha formativa cultura da catedral
Ficha formativa cultura da catedralAna Barreiros
 
Módulo 4 - Escultura Gótica
Módulo 4 - Escultura GóticaMódulo 4 - Escultura Gótica
Módulo 4 - Escultura GóticaCarla Freitas
 
Módulo 2 arquitetura romana
Módulo 2   arquitetura romanaMódulo 2   arquitetura romana
Módulo 2 arquitetura romanaCarla Freitas
 
A cultura da catedral contexto
A cultura da catedral   contextoA cultura da catedral   contexto
A cultura da catedral contextocattonia
 
01 cultura da catedral
01 cultura da catedral01 cultura da catedral
01 cultura da catedralVítor Santos
 
Módulo 5 - Contexto Histórico
Módulo 5 - Contexto HistóricoMódulo 5 - Contexto Histórico
Módulo 5 - Contexto HistóricoCarla Freitas
 
Cultura do Mosteiro - Arte paleocristã e bizantina
Cultura do Mosteiro - Arte paleocristã e bizantinaCultura do Mosteiro - Arte paleocristã e bizantina
Cultura do Mosteiro - Arte paleocristã e bizantinaCarlos Vieira
 
Módulo 1 – a cultura da ágora
Módulo 1 – a cultura da ágoraMódulo 1 – a cultura da ágora
Módulo 1 – a cultura da ágoraTLopes
 
Escultura e pintura românica
Escultura e pintura românicaEscultura e pintura românica
Escultura e pintura românicaAna Barreiros
 
A arquitetura gótica
A arquitetura góticaA arquitetura gótica
A arquitetura góticaAna Barreiros
 
05 a cultura do palácio 1
05 a cultura do palácio 105 a cultura do palácio 1
05 a cultura do palácio 1Vítor Santos
 
Cultura da Catedral - Introdução ao Módulo
Cultura da Catedral - Introdução ao MóduloCultura da Catedral - Introdução ao Módulo
Cultura da Catedral - Introdução ao MóduloCarlos Vieira
 
Módulo 3 contexto histórico profissional
Módulo 3   contexto histórico profissionalMódulo 3   contexto histórico profissional
Módulo 3 contexto histórico profissionalCarla Freitas
 
Ficha formativa Cultura do Mosteiro
Ficha formativa Cultura do MosteiroFicha formativa Cultura do Mosteiro
Ficha formativa Cultura do MosteiroAna Barreiros
 
01 a cultura do palácio
01 a cultura do palácio01 a cultura do palácio
01 a cultura do palácioVítor Santos
 
Módulo 6 contextualização
Módulo 6   contextualizaçãoMódulo 6   contextualização
Módulo 6 contextualizaçãoCarla Freitas
 

Mais procurados (20)

A cultura do palco
A cultura do palcoA cultura do palco
A cultura do palco
 
A cultura do senado
A cultura do senadoA cultura do senado
A cultura do senado
 
Arquitetura barroca
Arquitetura barrocaArquitetura barroca
Arquitetura barroca
 
Ficha formativa cultura da catedral
Ficha formativa cultura da catedralFicha formativa cultura da catedral
Ficha formativa cultura da catedral
 
Módulo 4 - Escultura Gótica
Módulo 4 - Escultura GóticaMódulo 4 - Escultura Gótica
Módulo 4 - Escultura Gótica
 
Módulo 2 arquitetura romana
Módulo 2   arquitetura romanaMódulo 2   arquitetura romana
Módulo 2 arquitetura romana
 
A cultura da catedral contexto
A cultura da catedral   contextoA cultura da catedral   contexto
A cultura da catedral contexto
 
01 cultura da catedral
01 cultura da catedral01 cultura da catedral
01 cultura da catedral
 
Módulo 5 - Contexto Histórico
Módulo 5 - Contexto HistóricoMódulo 5 - Contexto Histórico
Módulo 5 - Contexto Histórico
 
Cultura do Mosteiro - Arte paleocristã e bizantina
Cultura do Mosteiro - Arte paleocristã e bizantinaCultura do Mosteiro - Arte paleocristã e bizantina
Cultura do Mosteiro - Arte paleocristã e bizantina
 
Módulo 1 – a cultura da ágora
Módulo 1 – a cultura da ágoraMódulo 1 – a cultura da ágora
Módulo 1 – a cultura da ágora
 
Escultura e pintura românica
Escultura e pintura românicaEscultura e pintura românica
Escultura e pintura românica
 
A arquitetura gótica
A arquitetura góticaA arquitetura gótica
A arquitetura gótica
 
05 a cultura do palácio 1
05 a cultura do palácio 105 a cultura do palácio 1
05 a cultura do palácio 1
 
Cultura da Catedral - Introdução ao Módulo
Cultura da Catedral - Introdução ao MóduloCultura da Catedral - Introdução ao Módulo
Cultura da Catedral - Introdução ao Módulo
 
Cultura da catedral
Cultura da catedralCultura da catedral
Cultura da catedral
 
Módulo 3 contexto histórico profissional
Módulo 3   contexto histórico profissionalMódulo 3   contexto histórico profissional
Módulo 3 contexto histórico profissional
 
Ficha formativa Cultura do Mosteiro
Ficha formativa Cultura do MosteiroFicha formativa Cultura do Mosteiro
Ficha formativa Cultura do Mosteiro
 
01 a cultura do palácio
01 a cultura do palácio01 a cultura do palácio
01 a cultura do palácio
 
Módulo 6 contextualização
Módulo 6   contextualizaçãoMódulo 6   contextualização
Módulo 6 contextualização
 

Destaque

1 01 a cultura do ágora
1 01 a cultura do ágora1 01 a cultura do ágora
1 01 a cultura do ágoraVítor Santos
 
02 1 a_cultura_do_senado
02 1 a_cultura_do_senado02 1 a_cultura_do_senado
02 1 a_cultura_do_senadoVítor Santos
 
Apresentação 10º L 14 maio 2013_AI_Elvira Rodrigues
Apresentação 10º L 14 maio 2013_AI_Elvira RodriguesApresentação 10º L 14 maio 2013_AI_Elvira Rodrigues
Apresentação 10º L 14 maio 2013_AI_Elvira RodriguesElvira Rodrigues
 
05 a cultura do palácio 2
05 a cultura do palácio 205 a cultura do palácio 2
05 a cultura do palácio 2Vítor Santos
 
03 historia a_revisões_módulo_3
03 historia a_revisões_módulo_303 historia a_revisões_módulo_3
03 historia a_revisões_módulo_3Vítor Santos
 
00 revisões módulos_3_4_6_história_a
00 revisões módulos_3_4_6_história_a00 revisões módulos_3_4_6_história_a
00 revisões módulos_3_4_6_história_aVítor Santos
 
Exame mod 4 2 taar - correção
Exame mod 4  2 taar - correçãoExame mod 4  2 taar - correção
Exame mod 4 2 taar - correçãoteresagoncalves
 
A Europa dos Parlamentos: sociedade e poder político
A Europa dos Parlamentos: sociedade e poder políticoA Europa dos Parlamentos: sociedade e poder político
A Europa dos Parlamentos: sociedade e poder políticoSusana Simões
 
Organização das Nações Unidas (ONU)
Organização das Nações Unidas (ONU)Organização das Nações Unidas (ONU)
Organização das Nações Unidas (ONU)Susana Simões
 
Da formação à fixação do território
Da formação à fixação do territórioDa formação à fixação do território
Da formação à fixação do territórioSusana Simões
 
Dinâmicas económicas entre os sécs. XVI-XVIII
Dinâmicas económicas entre os sécs. XVI-XVIIIDinâmicas económicas entre os sécs. XVI-XVIII
Dinâmicas económicas entre os sécs. XVI-XVIIISusana Simões
 
O país rural e senhorial
O país rural e senhorialO país rural e senhorial
O país rural e senhorialSusana Simões
 
A sociedade no Antigo Regime
A sociedade no Antigo RegimeA sociedade no Antigo Regime
A sociedade no Antigo RegimeSusana Simões
 
O urbanismo e o pragmatismo de Roma Imperial
O urbanismo e o pragmatismo de Roma ImperialO urbanismo e o pragmatismo de Roma Imperial
O urbanismo e o pragmatismo de Roma ImperialSusana Simões
 
Exame do Módulo 5 de HCA - Proposta de correção
Exame do Módulo 5  de HCA - Proposta de correçãoExame do Módulo 5  de HCA - Proposta de correção
Exame do Módulo 5 de HCA - Proposta de correçãoteresagoncalves
 
Valores, vivências e quotidiano
Valores, vivências e quotidianoValores, vivências e quotidiano
Valores, vivências e quotidianoVítor Santos
 
A identidade civilizacional da europa ocidental
A identidade civilizacional da europa ocidentalA identidade civilizacional da europa ocidental
A identidade civilizacional da europa ocidentalVítor Santos
 

Destaque (20)

1 01 a cultura do ágora
1 01 a cultura do ágora1 01 a cultura do ágora
1 01 a cultura do ágora
 
02 1 a_cultura_do_senado
02 1 a_cultura_do_senado02 1 a_cultura_do_senado
02 1 a_cultura_do_senado
 
Apresentação 10º L 14 maio 2013_AI_Elvira Rodrigues
Apresentação 10º L 14 maio 2013_AI_Elvira RodriguesApresentação 10º L 14 maio 2013_AI_Elvira Rodrigues
Apresentação 10º L 14 maio 2013_AI_Elvira Rodrigues
 
05 a cultura do palácio 2
05 a cultura do palácio 205 a cultura do palácio 2
05 a cultura do palácio 2
 
03 historia a_revisões_módulo_3
03 historia a_revisões_módulo_303 historia a_revisões_módulo_3
03 historia a_revisões_módulo_3
 
00 revisões módulos_3_4_6_história_a
00 revisões módulos_3_4_6_história_a00 revisões módulos_3_4_6_história_a
00 revisões módulos_3_4_6_história_a
 
Exame mod 4 2 taar - correção
Exame mod 4  2 taar - correçãoExame mod 4  2 taar - correção
Exame mod 4 2 taar - correção
 
A Europa dos Parlamentos: sociedade e poder político
A Europa dos Parlamentos: sociedade e poder políticoA Europa dos Parlamentos: sociedade e poder político
A Europa dos Parlamentos: sociedade e poder político
 
Organização das Nações Unidas (ONU)
Organização das Nações Unidas (ONU)Organização das Nações Unidas (ONU)
Organização das Nações Unidas (ONU)
 
Da formação à fixação do território
Da formação à fixação do territórioDa formação à fixação do território
Da formação à fixação do território
 
Dinâmicas económicas entre os sécs. XVI-XVIII
Dinâmicas económicas entre os sécs. XVI-XVIIIDinâmicas económicas entre os sécs. XVI-XVIII
Dinâmicas económicas entre os sécs. XVI-XVIII
 
O país rural e senhorial
O país rural e senhorialO país rural e senhorial
O país rural e senhorial
 
A sociedade no Antigo Regime
A sociedade no Antigo RegimeA sociedade no Antigo Regime
A sociedade no Antigo Regime
 
Escultura Romana
Escultura RomanaEscultura Romana
Escultura Romana
 
O urbanismo e o pragmatismo de Roma Imperial
O urbanismo e o pragmatismo de Roma ImperialO urbanismo e o pragmatismo de Roma Imperial
O urbanismo e o pragmatismo de Roma Imperial
 
Exame mod 3 2 taar
Exame mod 3  2 taarExame mod 3  2 taar
Exame mod 3 2 taar
 
Exame do Módulo 5 de HCA - Proposta de correção
Exame do Módulo 5  de HCA - Proposta de correçãoExame do Módulo 5  de HCA - Proposta de correção
Exame do Módulo 5 de HCA - Proposta de correção
 
Valores, vivências e quotidiano
Valores, vivências e quotidianoValores, vivências e quotidiano
Valores, vivências e quotidiano
 
Escultura romana
Escultura romanaEscultura romana
Escultura romana
 
A identidade civilizacional da europa ocidental
A identidade civilizacional da europa ocidentalA identidade civilizacional da europa ocidental
A identidade civilizacional da europa ocidental
 

Semelhante a 03 1 cultura_do_mosteiro

A igreja católica na idade média aula 1 - 2 bi
A igreja católica na idade média   aula 1 - 2 biA igreja católica na idade média   aula 1 - 2 bi
A igreja católica na idade média aula 1 - 2 biCybelle Cardozo
 
[Resumo] Sociedade Feudal: Características Sociais, Econômicas, Políticas e ...
[Resumo]  Sociedade Feudal: Características Sociais, Econômicas, Políticas e ...[Resumo]  Sociedade Feudal: Características Sociais, Econômicas, Políticas e ...
[Resumo] Sociedade Feudal: Características Sociais, Econômicas, Políticas e ...Bruno Camargo
 
O poder da igreja católica no mundo feudal
O poder da igreja católica no mundo feudalO poder da igreja católica no mundo feudal
O poder da igreja católica no mundo feudalPablo Silveira
 
Pré vestibular Murialdo - aula Europa medieval.
Pré vestibular Murialdo - aula Europa medieval.Pré vestibular Murialdo - aula Europa medieval.
Pré vestibular Murialdo - aula Europa medieval.Daniel Alves Bronstrup
 
SA_HIS_HIG_V01_U00_C00_03_APR.pptx
SA_HIS_HIG_V01_U00_C00_03_APR.pptxSA_HIS_HIG_V01_U00_C00_03_APR.pptx
SA_HIS_HIG_V01_U00_C00_03_APR.pptxValval58
 
Trabalho De Arte 8ºB
Trabalho De Arte 8ºBTrabalho De Arte 8ºB
Trabalho De Arte 8ºBJuliano55
 
Trabalho De Arte 8ºB
Trabalho De Arte 8ºBTrabalho De Arte 8ºB
Trabalho De Arte 8ºBJuliano55
 
A Baixa Idade Média (7º Ano - 2016)
A Baixa Idade Média (7º Ano - 2016)A Baixa Idade Média (7º Ano - 2016)
A Baixa Idade Média (7º Ano - 2016)Nefer19
 
02_03_Valores vivências e quotidiano.pdf
02_03_Valores vivências e quotidiano.pdf02_03_Valores vivências e quotidiano.pdf
02_03_Valores vivências e quotidiano.pdfVítor Santos
 
Educogente 2 parte 1 - a cristandade e o poder da igreja na sociedade feudal
Educogente 2   parte 1 - a cristandade e o poder da igreja na sociedade feudalEducogente 2   parte 1 - a cristandade e o poder da igreja na sociedade feudal
Educogente 2 parte 1 - a cristandade e o poder da igreja na sociedade feudalGilberto Amorim
 
Aula de historia
Aula de historiaAula de historia
Aula de historiaRose chaves
 

Semelhante a 03 1 cultura_do_mosteiro (20)

A cultura do mosteiro 10º ano
A cultura do mosteiro 10º anoA cultura do mosteiro 10º ano
A cultura do mosteiro 10º ano
 
A idade media francisco
A idade media   franciscoA idade media   francisco
A idade media francisco
 
A igreja católica na idade média aula 1 - 2 bi
A igreja católica na idade média   aula 1 - 2 biA igreja católica na idade média   aula 1 - 2 bi
A igreja católica na idade média aula 1 - 2 bi
 
Historia 2014 tipo_c
Historia 2014 tipo_cHistoria 2014 tipo_c
Historia 2014 tipo_c
 
Historia 2014 tipo_b
Historia 2014 tipo_bHistoria 2014 tipo_b
Historia 2014 tipo_b
 
[Resumo] Sociedade Feudal: Características Sociais, Econômicas, Políticas e ...
[Resumo]  Sociedade Feudal: Características Sociais, Econômicas, Políticas e ...[Resumo]  Sociedade Feudal: Características Sociais, Econômicas, Políticas e ...
[Resumo] Sociedade Feudal: Características Sociais, Econômicas, Políticas e ...
 
O poder da igreja católica no mundo feudal
O poder da igreja católica no mundo feudalO poder da igreja católica no mundo feudal
O poder da igreja católica no mundo feudal
 
Pré vestibular Murialdo - aula Europa medieval.
Pré vestibular Murialdo - aula Europa medieval.Pré vestibular Murialdo - aula Europa medieval.
Pré vestibular Murialdo - aula Europa medieval.
 
SA_HIS_HIG_V01_U00_C00_03_APR.pptx
SA_HIS_HIG_V01_U00_C00_03_APR.pptxSA_HIS_HIG_V01_U00_C00_03_APR.pptx
SA_HIS_HIG_V01_U00_C00_03_APR.pptx
 
Igreja e cultura medieval
Igreja e cultura medievalIgreja e cultura medieval
Igreja e cultura medieval
 
A Idade Média
A Idade MédiaA Idade Média
A Idade Média
 
História medieval slide - enem
História medieval   slide - enemHistória medieval   slide - enem
História medieval slide - enem
 
Trabalho De Arte 8ºB
Trabalho De Arte 8ºBTrabalho De Arte 8ºB
Trabalho De Arte 8ºB
 
Trabalho De Arte 8ºB
Trabalho De Arte 8ºBTrabalho De Arte 8ºB
Trabalho De Arte 8ºB
 
Idade Media - cultura
Idade Media - culturaIdade Media - cultura
Idade Media - cultura
 
A Baixa Idade Média (7º Ano - 2016)
A Baixa Idade Média (7º Ano - 2016)A Baixa Idade Média (7º Ano - 2016)
A Baixa Idade Média (7º Ano - 2016)
 
02_03_Valores vivências e quotidiano.pdf
02_03_Valores vivências e quotidiano.pdf02_03_Valores vivências e quotidiano.pdf
02_03_Valores vivências e quotidiano.pdf
 
Arquitetura gotica.pptx
Arquitetura gotica.pptxArquitetura gotica.pptx
Arquitetura gotica.pptx
 
Educogente 2 parte 1 - a cristandade e o poder da igreja na sociedade feudal
Educogente 2   parte 1 - a cristandade e o poder da igreja na sociedade feudalEducogente 2   parte 1 - a cristandade e o poder da igreja na sociedade feudal
Educogente 2 parte 1 - a cristandade e o poder da igreja na sociedade feudal
 
Aula de historia
Aula de historiaAula de historia
Aula de historia
 

Mais de Vítor Santos

5_02_a revolução francesa_RESUMO.pdf
5_02_a revolução francesa_RESUMO.pdf5_02_a revolução francesa_RESUMO.pdf
5_02_a revolução francesa_RESUMO.pdfVítor Santos
 
5_01_a revolução americana_francesa_outras.pdf
5_01_a revolução americana_francesa_outras.pdf5_01_a revolução americana_francesa_outras.pdf
5_01_a revolução americana_francesa_outras.pdfVítor Santos
 
10_2_A _2_Guerra_mundial_violência.pdf
10_2_A _2_Guerra_mundial_violência.pdf10_2_A _2_Guerra_mundial_violência.pdf
10_2_A _2_Guerra_mundial_violência.pdfVítor Santos
 
10_1_As dificuldades económicas dos anos 1930.pdf
10_1_As dificuldades económicas dos anos 1930.pdf10_1_As dificuldades económicas dos anos 1930.pdf
10_1_As dificuldades económicas dos anos 1930.pdfVítor Santos
 
9_ano_9_4_sociedade_cultura_num_mundo_em_mudança.pdf
9_ano_9_4_sociedade_cultura_num_mundo_em_mudança.pdf9_ano_9_4_sociedade_cultura_num_mundo_em_mudança.pdf
9_ano_9_4_sociedade_cultura_num_mundo_em_mudança.pdfVítor Santos
 
9_ano_9_3_Portugal da primeira república à ditadura militar.pdf
9_ano_9_3_Portugal da primeira república à ditadura militar.pdf9_ano_9_3_Portugal da primeira república à ditadura militar.pdf
9_ano_9_3_Portugal da primeira república à ditadura militar.pdfVítor Santos
 
9_ano_9_2_a_revolução_soviética.pdf
9_ano_9_2_a_revolução_soviética.pdf9_ano_9_2_a_revolução_soviética.pdf
9_ano_9_2_a_revolução_soviética.pdfVítor Santos
 
9_ano_9_1_ apogeu e declinio da influencia europeia.pdf
9_ano_9_1_ apogeu e declinio da influencia europeia.pdf9_ano_9_1_ apogeu e declinio da influencia europeia.pdf
9_ano_9_1_ apogeu e declinio da influencia europeia.pdfVítor Santos
 
03_05 As novas representações da humanidade.pdf
03_05 As novas representações da humanidade.pdf03_05 As novas representações da humanidade.pdf
03_05 As novas representações da humanidade.pdfVítor Santos
 
03_04 A renovação da espiritualidade e da religiosidade.pdf
03_04 A renovação da espiritualidade e da religiosidade.pdf03_04 A renovação da espiritualidade e da religiosidade.pdf
03_04 A renovação da espiritualidade e da religiosidade.pdfVítor Santos
 
03_03 A produção cultural.pdf
03_03 A produção cultural.pdf03_03 A produção cultural.pdf
03_03 A produção cultural.pdfVítor Santos
 
03_02 O alargamento do conhecimento do Mundo.pdf
03_02 O alargamento do conhecimento do Mundo.pdf03_02 O alargamento do conhecimento do Mundo.pdf
03_02 O alargamento do conhecimento do Mundo.pdfVítor Santos
 
03_01 a geografia cultural europeia.pdf
03_01 a geografia cultural europeia.pdf03_01 a geografia cultural europeia.pdf
03_01 a geografia cultural europeia.pdfVítor Santos
 
02_02_o espaço português.pdf
02_02_o espaço português.pdf02_02_o espaço português.pdf
02_02_o espaço português.pdfVítor Santos
 
02_01_A identidade civilizacional da Europa Ocidental.pdf
02_01_A identidade civilizacional da Europa Ocidental.pdf02_01_A identidade civilizacional da Europa Ocidental.pdf
02_01_A identidade civilizacional da Europa Ocidental.pdfVítor Santos
 
01_03_espaço_civliziçacional_a_beira_mudança.pdf
01_03_espaço_civliziçacional_a_beira_mudança.pdf01_03_espaço_civliziçacional_a_beira_mudança.pdf
01_03_espaço_civliziçacional_a_beira_mudança.pdfVítor Santos
 
01_02_o_modelo_romano.pdf
01_02_o_modelo_romano.pdf01_02_o_modelo_romano.pdf
01_02_o_modelo_romano.pdfVítor Santos
 
01_01_o_modelo_ateniense.pdf
01_01_o_modelo_ateniense.pdf01_01_o_modelo_ateniense.pdf
01_01_o_modelo_ateniense.pdfVítor Santos
 

Mais de Vítor Santos (20)

5_02_a revolução francesa_RESUMO.pdf
5_02_a revolução francesa_RESUMO.pdf5_02_a revolução francesa_RESUMO.pdf
5_02_a revolução francesa_RESUMO.pdf
 
5_01_a revolução americana_francesa_outras.pdf
5_01_a revolução americana_francesa_outras.pdf5_01_a revolução americana_francesa_outras.pdf
5_01_a revolução americana_francesa_outras.pdf
 
10_2_A _2_Guerra_mundial_violência.pdf
10_2_A _2_Guerra_mundial_violência.pdf10_2_A _2_Guerra_mundial_violência.pdf
10_2_A _2_Guerra_mundial_violência.pdf
 
10_1_As dificuldades económicas dos anos 1930.pdf
10_1_As dificuldades económicas dos anos 1930.pdf10_1_As dificuldades económicas dos anos 1930.pdf
10_1_As dificuldades económicas dos anos 1930.pdf
 
9_ano_9_4_sociedade_cultura_num_mundo_em_mudança.pdf
9_ano_9_4_sociedade_cultura_num_mundo_em_mudança.pdf9_ano_9_4_sociedade_cultura_num_mundo_em_mudança.pdf
9_ano_9_4_sociedade_cultura_num_mundo_em_mudança.pdf
 
9_ano_9_3_Portugal da primeira república à ditadura militar.pdf
9_ano_9_3_Portugal da primeira república à ditadura militar.pdf9_ano_9_3_Portugal da primeira república à ditadura militar.pdf
9_ano_9_3_Portugal da primeira república à ditadura militar.pdf
 
9_ano_9_2_a_revolução_soviética.pdf
9_ano_9_2_a_revolução_soviética.pdf9_ano_9_2_a_revolução_soviética.pdf
9_ano_9_2_a_revolução_soviética.pdf
 
9_ano_9_1_ apogeu e declinio da influencia europeia.pdf
9_ano_9_1_ apogeu e declinio da influencia europeia.pdf9_ano_9_1_ apogeu e declinio da influencia europeia.pdf
9_ano_9_1_ apogeu e declinio da influencia europeia.pdf
 
03_05 As novas representações da humanidade.pdf
03_05 As novas representações da humanidade.pdf03_05 As novas representações da humanidade.pdf
03_05 As novas representações da humanidade.pdf
 
03_04 A renovação da espiritualidade e da religiosidade.pdf
03_04 A renovação da espiritualidade e da religiosidade.pdf03_04 A renovação da espiritualidade e da religiosidade.pdf
03_04 A renovação da espiritualidade e da religiosidade.pdf
 
03_03 A produção cultural.pdf
03_03 A produção cultural.pdf03_03 A produção cultural.pdf
03_03 A produção cultural.pdf
 
03_02 O alargamento do conhecimento do Mundo.pdf
03_02 O alargamento do conhecimento do Mundo.pdf03_02 O alargamento do conhecimento do Mundo.pdf
03_02 O alargamento do conhecimento do Mundo.pdf
 
03_01 a geografia cultural europeia.pdf
03_01 a geografia cultural europeia.pdf03_01 a geografia cultural europeia.pdf
03_01 a geografia cultural europeia.pdf
 
02_02_o espaço português.pdf
02_02_o espaço português.pdf02_02_o espaço português.pdf
02_02_o espaço português.pdf
 
02_01_A identidade civilizacional da Europa Ocidental.pdf
02_01_A identidade civilizacional da Europa Ocidental.pdf02_01_A identidade civilizacional da Europa Ocidental.pdf
02_01_A identidade civilizacional da Europa Ocidental.pdf
 
01_03_espaço_civliziçacional_a_beira_mudança.pdf
01_03_espaço_civliziçacional_a_beira_mudança.pdf01_03_espaço_civliziçacional_a_beira_mudança.pdf
01_03_espaço_civliziçacional_a_beira_mudança.pdf
 
01_02_o_modelo_romano.pdf
01_02_o_modelo_romano.pdf01_02_o_modelo_romano.pdf
01_02_o_modelo_romano.pdf
 
01_01_o_modelo_ateniense.pdf
01_01_o_modelo_ateniense.pdf01_01_o_modelo_ateniense.pdf
01_01_o_modelo_ateniense.pdf
 
0_história_A.pdf
0_história_A.pdf0_história_A.pdf
0_história_A.pdf
 
Cronologia prec
Cronologia precCronologia prec
Cronologia prec
 

Último

Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chaveAula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chaveaulasgege
 
Educação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SPEducação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SPanandatss1
 
Aula 1, 2 Bacterias Características e Morfologia.pptx
Aula 1, 2  Bacterias Características e Morfologia.pptxAula 1, 2  Bacterias Características e Morfologia.pptx
Aula 1, 2 Bacterias Características e Morfologia.pptxpamelacastro71
 
ALMANANHE DE BRINCADEIRAS - 500 atividades escolares
ALMANANHE DE BRINCADEIRAS - 500 atividades escolaresALMANANHE DE BRINCADEIRAS - 500 atividades escolares
ALMANANHE DE BRINCADEIRAS - 500 atividades escolaresLilianPiola
 
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptx
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptxApostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptx
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptxIsabelaRafael2
 
A experiência amorosa e a reflexão sobre o Amor.pptx
A experiência amorosa e a reflexão sobre o Amor.pptxA experiência amorosa e a reflexão sobre o Amor.pptx
A experiência amorosa e a reflexão sobre o Amor.pptxfabiolalopesmartins1
 
Regência Nominal e Verbal português .pdf
Regência Nominal e Verbal português .pdfRegência Nominal e Verbal português .pdf
Regência Nominal e Verbal português .pdfmirandadudu08
 
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptxAula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptxBiancaNogueira42
 
William J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdf
William J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdfWilliam J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdf
William J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdfAdrianaCunha84
 
Modelos de Desenvolvimento Motor - Gallahue, Newell e Tani
Modelos de Desenvolvimento Motor - Gallahue, Newell e TaniModelos de Desenvolvimento Motor - Gallahue, Newell e Tani
Modelos de Desenvolvimento Motor - Gallahue, Newell e TaniCassio Meira Jr.
 
Aula - 1º Ano - Émile Durkheim - Um dos clássicos da sociologia
Aula - 1º Ano - Émile Durkheim - Um dos clássicos da sociologiaAula - 1º Ano - Émile Durkheim - Um dos clássicos da sociologia
Aula - 1º Ano - Émile Durkheim - Um dos clássicos da sociologiaaulasgege
 
Slides Lição 4, Betel, Ordenança quanto à contribuição financeira, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, Betel, Ordenança quanto à contribuição financeira, 2Tr24.pptxSlides Lição 4, Betel, Ordenança quanto à contribuição financeira, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, Betel, Ordenança quanto à contribuição financeira, 2Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
Habilidades Motoras Básicas e Específicas
Habilidades Motoras Básicas e EspecíficasHabilidades Motoras Básicas e Específicas
Habilidades Motoras Básicas e EspecíficasCassio Meira Jr.
 
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptxQUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptxIsabellaGomes58
 
Slides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptx
Slides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptxSlides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptx
Slides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
Cenários de Aprendizagem - Estratégia para implementação de práticas pedagógicas
Cenários de Aprendizagem - Estratégia para implementação de práticas pedagógicasCenários de Aprendizagem - Estratégia para implementação de práticas pedagógicas
Cenários de Aprendizagem - Estratégia para implementação de práticas pedagógicasRosalina Simão Nunes
 
Programa de Intervenção com Habilidades Motoras
Programa de Intervenção com Habilidades MotorasPrograma de Intervenção com Habilidades Motoras
Programa de Intervenção com Habilidades MotorasCassio Meira Jr.
 
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdf
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdfCultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdf
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdfaulasgege
 
ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024
ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024
ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024Jeanoliveira597523
 

Último (20)

Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chaveAula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
 
Educação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SPEducação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SP
 
Aula 1, 2 Bacterias Características e Morfologia.pptx
Aula 1, 2  Bacterias Características e Morfologia.pptxAula 1, 2  Bacterias Características e Morfologia.pptx
Aula 1, 2 Bacterias Características e Morfologia.pptx
 
ALMANANHE DE BRINCADEIRAS - 500 atividades escolares
ALMANANHE DE BRINCADEIRAS - 500 atividades escolaresALMANANHE DE BRINCADEIRAS - 500 atividades escolares
ALMANANHE DE BRINCADEIRAS - 500 atividades escolares
 
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptx
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptxApostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptx
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptx
 
A experiência amorosa e a reflexão sobre o Amor.pptx
A experiência amorosa e a reflexão sobre o Amor.pptxA experiência amorosa e a reflexão sobre o Amor.pptx
A experiência amorosa e a reflexão sobre o Amor.pptx
 
Regência Nominal e Verbal português .pdf
Regência Nominal e Verbal português .pdfRegência Nominal e Verbal português .pdf
Regência Nominal e Verbal português .pdf
 
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptxAula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
 
William J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdf
William J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdfWilliam J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdf
William J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdf
 
Modelos de Desenvolvimento Motor - Gallahue, Newell e Tani
Modelos de Desenvolvimento Motor - Gallahue, Newell e TaniModelos de Desenvolvimento Motor - Gallahue, Newell e Tani
Modelos de Desenvolvimento Motor - Gallahue, Newell e Tani
 
XI OLIMPÍADAS DA LÍNGUA PORTUGUESA -
XI OLIMPÍADAS DA LÍNGUA PORTUGUESA      -XI OLIMPÍADAS DA LÍNGUA PORTUGUESA      -
XI OLIMPÍADAS DA LÍNGUA PORTUGUESA -
 
Aula - 1º Ano - Émile Durkheim - Um dos clássicos da sociologia
Aula - 1º Ano - Émile Durkheim - Um dos clássicos da sociologiaAula - 1º Ano - Émile Durkheim - Um dos clássicos da sociologia
Aula - 1º Ano - Émile Durkheim - Um dos clássicos da sociologia
 
Slides Lição 4, Betel, Ordenança quanto à contribuição financeira, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, Betel, Ordenança quanto à contribuição financeira, 2Tr24.pptxSlides Lição 4, Betel, Ordenança quanto à contribuição financeira, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, Betel, Ordenança quanto à contribuição financeira, 2Tr24.pptx
 
Habilidades Motoras Básicas e Específicas
Habilidades Motoras Básicas e EspecíficasHabilidades Motoras Básicas e Específicas
Habilidades Motoras Básicas e Específicas
 
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptxQUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
 
Slides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptx
Slides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptxSlides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptx
Slides Lição 03, Central Gospel, O Arrebatamento, 1Tr24.pptx
 
Cenários de Aprendizagem - Estratégia para implementação de práticas pedagógicas
Cenários de Aprendizagem - Estratégia para implementação de práticas pedagógicasCenários de Aprendizagem - Estratégia para implementação de práticas pedagógicas
Cenários de Aprendizagem - Estratégia para implementação de práticas pedagógicas
 
Programa de Intervenção com Habilidades Motoras
Programa de Intervenção com Habilidades MotorasPrograma de Intervenção com Habilidades Motoras
Programa de Intervenção com Habilidades Motoras
 
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdf
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdfCultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdf
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdf
 
ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024
ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024
ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024
 

03 1 cultura_do_mosteiro

  • 1. A Cultura do Mosteiro Curso Profissional de Turismo HCA - Curso Profissional de Turismo 1 https://divulgacaohistoria.wordpress.com/
  • 2. HCA - Curso Profissional de Turismo 2
  • 3. HCA - Curso Profissional de Turismo 3 O Nome da Rosa, A vida num mosteiro medieval https://www.youtube.com/watch?v=0pkxwsNat4Y
  • 4. HCA - Curso Profissional de Turismo 4 Os mosteiro medievais em Portugal https://www.youtube.com/watch?v=2Tq-X9oy-CE
  • 5. HCA - Curso Profissional de Turismo 5 Características da arquitetura medieval Bolonha, uma cidade medieval https://www.youtube.com/watch?v=5U5mSluzZzc
  • 6. HCA - Curso Profissional de Turismo 6 A Annonciation de Angelin Preljocaj (1995) Uma interpretação moderna de um tema religioso (parte 1 e 2) https://www.youtube.com/watch?v=1_XkGoUk71o https://www.youtube.com/watch?v=mTUK3-uPRww
  • 7. HCA - Curso Profissional de Turismo 7 Canto gregoriano, canto religioso https://www.youtube.com/watch?v=lfwuZaf6WXw
  • 8. HCA - Curso Profissional de Turismo 8 A Igreja a vida medieval (BBC) https://www.youtube.com/watch?v=J_f-B7I3yqc
  • 9. Os espaços do cristianismo Da reorganização cristã da Europa ao crescimento e afirmação urbanas (séculos IX-XII) (O tempo e o local) HCA - Curso Profissional de Turismo 9
  • 10. Fim do Império Romano (476). Invasões bárbaras. HCA - Curso Profissional de Turismo 10
  • 11. Europa no século VI d.c. HCA - Curso Profissional de Turismo 11
  • 12. Idade Média é o fruto da queda do Império Romano (Ocidente); Nasce da fusão do mundo romano e do mundo bárbaro- germânico; Idade Média: período da História entre o século V e XV; Subdivide-se em Alta Idade Média (V-IX) e Baixa Idade Média (X- XV). HCA - Curso Profissional de Turismo 12
  • 13. Principais alterações: Desorganização e enfraquecimento da economia mercantil (comércio), quase desapareceu a moeda; Declínio e redução dos centros urbanos; Desorganização da administração pública; Regressão demográfica. HCA - Curso Profissional de Turismo 13
  • 14. Cidade medieval HCA - Curso Profissional de Turismo 14
  • 15. Séculos VII, VIII, IX e X Novas invasões: Muçulmanas (VII); Normandas (IX); Magiares (húngaros) (IX). HCA - Curso Profissional de Turismo 15
  • 16. Ruralização da vida económica e cultural e autossuficiência; Subsistência difícil; Instabilidade e insegurança. Consequências: HCA - Curso Profissional de Turismo 16
  • 17. Séculos X-XI, surge o feudalismo. Sociedade fortemente hierarquizada e trinitária: clero (rezar); cavaleiros, nobres (combater); povo (Trabalhar). Desenvolve-se a dependência de homem para homem, baseada na posse da terra. HCA - Curso Profissional de Turismo 17
  • 18. Esquema de um senhorio rural HCA - Curso Profissional de Turismo 18
  • 19. Esquema da sociedade medieval HCA - Curso Profissional de Turismo 19
  • 20. Neste mundo feudal, violento, arcaico e rural o Cristianismo foi o elemento aglutinador; A religião cristã, tinha-se tornado no século IV (381), na religião única e oficial do Império Romano; HCA - Curso Profissional de Turismo 20
  • 21. Os bispos durante a Alta Idade Média, converteram os bárbaros e foram praticamente as únicas autoridades presentes junto ao povo . A Igreja ainda exerceu um importante papel civilizacional (técnicas agrícolas, desenvolvimento das artes e letras) O mosteiro foi um centro religioso, mas também económico, cultural, social e até político. HCA - Curso Profissional de Turismo 21
  • 22. Toda a cultura medieval teve um carácter religioso e doutrinal A Igreja criou o conceito de Cristandade* (comunidade de povos e nações que criaram entre si vínculos religiosos, políticos, culturais e sociais opondo-se aos infiéis *Termo utilizado pela 1ª vez pelo papa João VIII (finais do IX) HCA - Curso Profissional de Turismo 22
  • 23. Ano Mil Conjunto de circunstâncias favoráveis que permitem a inversão lenta do quadro depressivo; Fim das invasões; Abrandamento das guerras privadas (feudais); instituição da Paz e Tréguas de Deus (Igreja). HCA - Curso Profissional de Turismo 23
  • 24. Clima de maior paz e segurança Desenvolvimento das técnicas e utensílios agrícolas Reativação do comércio; Crescimento demográfico; Aumento da produção e da produtividade agrícolas Desenvolvimento das cidades: mercados, feiras. Surgem as Universidades HCA - Curso Profissional de Turismo 24
  • 25. Cidade de Tournai Consequências: as cidades crescem e prosperam HCA - Curso Profissional de Turismo 25
  • 26. HCA - Curso Profissional de Turismo 26
  • 27. Reanimação da vida urbana: Século XII as cidades (burgos) são o símbolo do renascimento medieval; Feiras e mercados; Universidades; Surgem as peregrinações (Terra Santa e Santiago de Compostela) Cruzadas (reconquista da Terra Santa); HCA - Curso Profissional de Turismo 27
  • 28. Neste ambiente de renovação cultural e económica surge o primeiro movimento artístico da Idade Média, o Românico HCA - Curso Profissional de Turismo 28
  • 29. Durante a Alta Idade Média (V a IX) a igreja foi um importante foco civilizacional; As igrejas e, sobretudo, os mosteiros eram os guardiães da cultura; A cultura medieval tem um profundo carácter religioso; A Igreja manda construir igrejas, incentiva peregrinações (Terra Santa e Santiago de Compostela); Organiza as cruzadas HCA - Curso Profissional de Turismo 29
  • 30. O fervor religioso desta época levou à expansão de um movimento religioso: O monaquismo. Monaquismo: movimento que levou muitos cristãos a abandonarem a vida laica e dedicarem-se à oração e ao serviço de Deus. Formaram congregações (ordens religiosas) que viviam segundo uma regra. Estes mosteiros localizavam-se, na sua maior parte, fora das cidades. HCA - Curso Profissional de Turismo 30
  • 31. Mapa dos mosteiros da Ordem de Cister HCA - Curso Profissional de Turismo 31
  • 32. Abadia Cisterciense de Fontefroide, 1097 O mosteiro: uma vida própria com domínio do tempo e do espaço (o local) HCA - Curso Profissional de Turismo 32
  • 33. O monaquismo nasceu no século IV no Oriente (Egipto, Síria e Ásia Menor); É o desejo de evasão do mundo profano (fuga mundi); Entrega mais direta a Deus, através da meditação e da contemplação (ascetismo). HCA - Curso Profissional de Turismo 33
  • 34. Nos mosteiros viviam os monges; Obedecem a uma regra: Cister, Cluny, Beneditinos, etc. Existem ordens militares, monges cavaleiros, as mais importantes são os Templários e os Hospitalários. S. Bento de Núrsia escreveu em 529, os regulamentos (regra) para os monges (Beneditinos). Esta regra serviu de modelo para muitas outras que surgiram, e durante a Idade Média cobriram a Europa de mosteiros. HCA - Curso Profissional de Turismo 34
  • 35. Mosteiros da Ordem de Cluny HCA - Curso Profissional de Turismo 35
  • 36. Mosteiro era “uma escola ao serviço do Senhor”; Abade era o pai e mestre dos irmãos (monges); Princípios básicos: obediência, silêncio e humildade; A regra definia os cargos e as tarefas de cada um dentro da comunidade; HCA - Curso Profissional de Turismo 36
  • 37. A regra determinava as obrigações dos monges: Ofício divino (culto religioso); Outros trabalhos: nas oficinas, nos campos, no scriptorum; HCA - Curso Profissional de Turismo 37/117
  • 38. Os mosteiros localizavam-se (quase todos) em lugares isolados (fuga mundi; Eram mundos autónomos e autossuficientes, fechados ao exterior; O acesso a estranhos ao mosteiro era reservado e regulamentado; HCA - Curso Profissional de Turismo 38
  • 39. O mosteiro era formado por um conjunto de construções necessárias à oração e à vida comunitária: Igreja, sacristia, scriptorum, dormitórios, biblioteca, sala capitular (sala de leitura), oficinas, refeitório, etc.; Distribuíam-se em torno de um espaço quadrangular aberto, rodeado por um corredor colunado – claustro. HCA - Curso Profissional de Turismo 39
  • 40. S. Bento pensou a própria arquitetura do mosteiro, Abadia de Saint-Gall, na Suíça. Este modelo será reproduzido em centenas de mosteiros. HCA - Curso Profissional de Turismo 40
  • 41. átrio igreja claustro Cozinha, dispensa, adegas, oficinas, estábulos Escola, escritório, biblioteca, celas Hospital, dormitório visitantes sulnorte este oeste HCA - Curso Profissional de Turismo 41
  • 42. O claustro era um espaço importante do mosteiro – passeios, rezas, etc. HCA - Curso Profissional de Turismo 42
  • 43. Pretendia ser a materialização do Paraíso na Terra. Foram mais do que centros religiosos; Canalizaram riquezas: dízimos, doações, rendas fundiárias, corveias* *Corveias – dias de trabalho (3/4 por semana) prestado pelos servos e camponeses HCA - Curso Profissional de Turismo 43
  • 44. Centros dinamizadores da economia e de difusão de técnicas e instrumentos agrícolas; Centros de produção cultural: escolas, letras, teologia, ciências; Exerceram um importante papel civilizacional. HCA - Curso Profissional de Turismo 44
  • 45. O poder da escrita HCA - Curso Profissional de Turismo 45
  • 46. O Mundo Clássico (Grécia, Roma) tinha sido um mundo alfabetizado. Existiam escolas e bibliotecas pública nas cidades mais importantes; Os saberes e as ideias circulavam facilmente. Biblioteca romana HCA - Curso Profissional de Turismo 46
  • 47. As invasões bárbaras alteraram este cenário, no século V d.c., iniciou-se uma rápida decadência cultural Cidades foram devastadas  Escolas e Bibliotecas destruídas; Desaparecimento do poder central  encerramento de muitos organismos públicos. HCA - Curso Profissional de Turismo 47
  • 48. Fuga para o campo  ruralizou a vida; Crianças deixam de frequentar a escola. Perdem-se hábitos de leitura e estudo; Depressão cultural geral (analfabetismo), atinge as classes dominantes (guerreiros); Desenvolve-se uma cultura popular, não escolarizada e não escrita de tradição oral; HCA - Curso Profissional de Turismo 48
  • 49. HCA - Curso Profissional de Turismo 49
  • 50. Sobrevivem poucos focos culturais; Regiões mediterrânicas (Itália, Península Ibérica), sobretudo onde a romanização tinha sido mais forte; A partir do século VI, nas Ilhas britânicas (Grã-Bretanha e Irlanda),misturaram-se as tradições clássicas com as céltica e saxónica. HCA - Curso Profissional de Turismo 50
  • 51. Estes centros culturais são constituídos por uma ínfima minoria da população; Os letrados pertencem (quase todos) à classe eclesiástica; Igreja mantém o latim como língua oficial; Disparidade cultural; Letrados (cultura latina); Cultura de massas (medíocre, bárbara, oral). HCA - Curso Profissional de Turismo 51
  • 52. Europa no século IX As heranças greco-latinas e muçulmanas; cristianizar as heranças HCA - Curso Profissional de Turismo 52
  • 53. No século IX surge o Renascimento Carolíngio; Necessidade de governar um império, levou Carlos Magno a fomentar as artes e letras; Criou uma biblioteca e escola (Aula Palatina) na corte; Fomentou o interesse pelos clássicos (gregos e romanos); Atraiu sábios e intelectuais – Alcuíno (c. 730-804). HCA - Curso Profissional de Turismo 53
  • 54. A partir deste núcleo inicial, criou-se uma rede de centros culturais (mosteiros); Alguns eclesiásticos dão importância à preparação intelectual dos monges; Bento de Aniana impôs a existência de escolas e scriptoria (escritórios) nos mosteiros. HCA - Curso Profissional de Turismo 54
  • 55. Escolas monásticas ensinavam o Trivium* e o Quadrivium** *Trivium – Gramática, Retórica, Dialectica **Quadrivium – Aritmética, Geometria, Música, Astronomia Analisavam as obras dos clássicos à luz da interpretação cristã, como Santo Agostinho HCA - Curso Profissional de Turismo 55
  • 56. A produção escrita só existe (quase) nos mosteiros; Scriptoria – monges especializados (escribas e copistas); copiavam à mão os livros religiosos e os grandes clássicos; Estes livros (manuscritos) eram muitas vezes ilustrados com iluminuras e miniaturas. HCA - Curso Profissional de Turismo 56
  • 57. Dificuldades de comunicação desenvolveram caligrafias e alfabetos diferentes; A arte de escrever estava restrita a uma minoria. Dominam o saber. HCA - Curso Profissional de Turismo 57
  • 58. Até ao advento da burguesia (séc. XII-XIII) detém o monopólio dos cargos públicos e das chancelarias régias* Chancelarias régias* - secretaria onde eram elaborados, autenticados e expedidos os diplomas régios HCA - Curso Profissional de Turismo 58
  • 59. O Canto Gregoriano HCA - Curso Profissional de Turismo 59
  • 60. Canto Gregoriano é um tipo de canto litúrgico, surgiu por volta do século IV; O nome surgiu no século VI; Devido à reforma do Papa Gregório Magno que unificou os vários cantos que acompanhavam os rituais; Eram chamados “cantos romanos” ou “romana cantilena”. HCA - Curso Profissional de Turismo 60
  • 61. Exprimia a oração de forma suave; Favorecia o carácter comunitário; Conferia solenidade ao ritual da missa; É uma musica monódica (uma só melodia); Destinava-se a acompanhar textos, em latim, da Bíblia, os Salmos. HCA - Curso Profissional de Turismo 61
  • 62. HCA - Curso Profissional de Turismo 62 No século XV, com o advento da polifonia, o canto gregoriano começou a desaparecer; Do Canto Gregoriano derivou toda a música erudita cristã; Foi a base da tradição musical até ao Barroco.
  • 63. Missa: Primeira peça é uma Antífona; A que se segue o Gradual; O Kyrie é um canto coletivo. HCA - Curso Profissional de Turismo 63
  • 64. São Bernardo de Claraval (c. 1090-1135) Biografia Abade de Claraval; Figura que marcou a história religiosa, cultural e artística da Idade Média; Defendia o voto de pobreza e uma vida de penitências e sacrifícios para alcançar Deus; Foi essencialmente um místico e não um pensador apesar de ter publicado inúmeras obras escritas. HCA - Curso Profissional de Turismo 64
  • 65. Temas das suas obras: O itinerário que todo o crente deve ter em direção a Deus Define-o como o caminho da humildade ao êxtase, que passa por várias fases: 1º - Encontro com Deus; 2º - Conversão para Deus; 3º - Restauração da ordem e da caridade Para percorrer estas etapas devia-se meditar, contemplar (Cristo) e desprender-se de si mesmo HCA - Curso Profissional de Turismo 65
  • 66. São Bernardo de Claraval foi um pensador místico que marcou o pensamento cristão medieval; Lutou pelo regresso à pobreza e humildade da Igreja; HCA - Curso Profissional de Turismo 66
  • 67. O Império Carolíngio Coroação de Carlos Magno 25 de Dezembro de 800 (Acontecimento) HCA - Curso Profissional de Turismo 67
  • 68. Subiu ao trono em 768 do reino Franco, grande conquistador; Com Carlos Magno, no século VIII, a Europa vai conhecer uma época de estabilidade e ordem; Vai surgir um curto renascimento cultural que se designou de Renascimento Carolíngio. Dividiu o território em condados, governados pelos condes, vigiados pelos missi dominici (fiscais do rei; Aliança com a Igreja, converteu e batizou os povos conquistados. HCA - Curso Profissional de Turismo 68
  • 69. Papa (Leão III) concedeu-lhe a coroa de Imperador do Ocidente, herdeiro dos imperadores romanos , Imperador de todo o mundo cristão; Unificou o Ocidente: Sob o mesmo poder político (do imperador); Sob o mesmo poder espiritual – Cristianismo – Papas (Roma). HCA - Curso Profissional de Turismo 69
  • 71. As artes medievais séculos V-XII Deus, fortaleza da Humanidade A arquitetura: dos primórdios da Era Cristã ao período bizantino – a importância da matriz antiga HCA - Curso Profissional de Turismo 71
  • 72. Após a queda do Império Romano as artes refletiram, até ao século X, as consequências da depressão económica, cultural e técnica que afetou todo o Ocidente; A arte romana foi-se adulterando ; Surgem novos gostos , interesses estéticos e tradições dos povos bárbaros, muçulmanos, vikings, etc.; O estilo românico vai-se desenvolver a partir do século IX, e vai integrar todas estas influências e estilos. HCA - Curso Profissional de Turismo; ´Módulo 3 72
  • 73. Basílica de S. Pedro, Vaticano, séc. IV A Arte Paleocristã Dá-se o nome de arte paleocristã às expressões artísticas dos primeiros cristãos, entre os séculos III e VI. HCA - Curso Profissional de Turismo 73
  • 74. Basílica de S. Pedro, Vaticano, séc. IV HCA - Curso Profissional de Turismo 74
  • 75. Basílica Romana Igreja paleocristã Templo cristão (igreja) Planta basilical – cruz latina, 5 ou 3 (mais frequente) naves, cobertas com teto madeira Planta centrada – circular ou em cruz grega, cobertura cúpula HCA - Curso Profissional de Turismo 75
  • 76. Mausoléu de Santa Constança, Roma HCA - Curso Profissional de Turismo 76
  • 77. Cruz latina Cruz grega Nave central Transepto HCA - Curso Profissional de Turismo 77
  • 78. Arte paleocristã – primeiras manifestações artísticas cristãs (200- VI) Próximo Oriente ao Ocidente Europeu Grande diversidade regional Traços comuns: Uso dos modelos romanos (decadência) Assimilação de novos modelos (orientais) Temática cristã: Antigo e Novo Testamento, Vida dos Santos, etc. HCA - Curso Profissional de Turismo 78
  • 79. Bizâncio (Ex-Constantinopla), capital do Império Romano do Oriente; Zona de confluência do Ocidente e Oriente – múltiplas influências; A arquitetura teve um lugar de destaque. A Arte Bizantina HCA - Curso Profissional de Turismo 79
  • 80. Igreja de Santa Sofia, hoje uma mesquita HCA - Curso Profissional de Turismo 80
  • 81. Santa Sofia, interior HCA - Curso Profissional de Turismo 81
  • 82. Santa Sofia, corte e planta S. Vital de Ravena Utilizou o arco, abóbada e a cúpula Planta centrada, circular ou cruz grega A arquitetura bizantina influenciou a construção de igrejas até ao século XII, sobretudo na Itália e Europa Oriental HCA - Curso Profissional de Turismo 82
  • 83. S. Marcos, Veneza, Exterior, planta HCA - Curso Profissional de Turismo 83
  • 84. Capela Palatina,, Aix-la-Capelle (Aachen) Renascimento Carolíngio e otoniano O renascimento cultural, na época carolíngia, levou à construção de um grande número de igrejas e mosteiros inspiradas na tradição romana e bizantina HCA - Curso Profissional de Turismo 84
  • 85. Igreja de S. Miguel de HIldesheim, c. 1020 Renascimento Otoniano Otão I, rei da Alemanha é coroado imperador pelo Papa )Império Germânico); Desenvolvimento cultural nos finais do século X – influenciada pela arte carolíngia (Roma/Bizâncio); Criou um modelo próprio: planta de dupla cabeceira ( 2 transeptos), entrada lateral . HCA - Curso Profissional de Turismo 85
  • 86. A Arquitectura Românica Primeiro estilo internacional da Idade Média; Influências: Antiguidade clássica, Oriente (arte bizantina) e povos bárbaros; Entre meados do século X e meados do século XII, o românico tornou-se no primeiro estilo internacional da Idade Média. HCA - Curso Profissional de Turismo 86
  • 87. A partir do século X, o desenvolvimento da economia, o renascer das cidades e reaparecer das viagens e do comércio vai estimular o desenvolvimento da arte; O fervor religioso contribui para a construção de inúmeras igrejas e mosteiros; A ação da Igreja foi fundamental na implementação deste novo estilo artístico. HCA - Curso Profissional de Turismo 87
  • 88. O termo “Românico” surge em 1824, De Caumont, pretende exprimir 2 conceitos: Semelhança na formação com as línguas românicas (francês, castelhano, português…) Aproximação, em grandeza, à arte romana. O feudalismo e a religião constituíram os dois polos dinamizadores da arte; Foi uma época de peregrinações e cruzadas, que contribuíram para a divulgação do estilo românico. HCA - Curso Profissional de Turismo 88
  • 89. A arte foi feita para a glória do poder temporal (rei e senhores feudais) e do poder religiosos (igreja)~; A arte monástica, criada à sombra dos mosteiros e das ordens religiosas foi a expressão máxima desse poder. HCA - Curso Profissional de Turismo 89
  • 90. Castelo da Ordem dos Hospitalários, Síria O castelo HCA - Curso Profissional de Turismo 90
  • 91. A Torre era a estrutura defensiva mais simples. Primeiro em madeira, a partir dos séculos XI e XII, passou a ser construída em pedra Vários aposentos (residência nobre), a entrada era localizada no 1º andar HCA - Curso Profissional de Turismo 91
  • 92. Torres Medievais HCA - Curso Profissional de Turismo 92
  • 93. As torres evoluíram para estruturas mais complexas – os castelos Castelo Medieval, esquema HCA - Curso Profissional de Turismo 93
  • 94. Castelo de Peyrepertude HCA - Curso Profissional de Turismo 94
  • 95. Arquitetura românica religiosa, dois tipos de edifícios: Mosteiros e Igrejas; A arquitetura religiosa é o elemento fundamental do românico. A arquitectura religiosa HCA - Curso Profissional de Turismo 95
  • 96. Basílica Romana Igreja A catedral - Igreja HCA - Curso Profissional de Turismo 96
  • 97. A partir do século XI a cobertura das igrejas é feita em abóbadas de pedra – substituindo os tetos em madeira; O arco das abóbadas românicas foi o arco romano (arco de volta inteira ou perfeita) formando abóbadas de berço ou abóbadas de arestas. HCA - Curso Profissional de Turismo 97
  • 98. Igreja de Saint-Philibert HCA - Curso Profissional de Turismo 98
  • 99. Estilo românico apresenta uma grande variedade estilística (regionalismos) devido às dificuldades de comunicação; Cada região desenvolveu aspetos característicos e diferenciados; Mas as construções também apresentam características comuns (universalismo). Igreja de Pisa e de Cedofeita HCA - Curso Profissional de Turismo 99
  • 100. Quatro fatores que contribuíram para o universalismo: Edifício fundamental típico, a igreja; Problema técnico central, a cobertura do espaço com abóbadas de pedra; Conceção estética favorável a construções maciças com fortes contrastes de claro/escuro no interior; Hierarquia entre as artes, primazia da arquitetura. HCA - Curso Profissional de Turismo 100
  • 101. Saint-Front de Périgueux, c. 1120 A articulação em planta das igrejas As igrejas românicas seguem, em termos de planta, dois modelos: Planta centrada (cruz grega, circular, etc.), de influência oriental, pouco utilizada. HCA - Curso Profissional de Turismo 101
  • 102. Saint-Martin, XII Saint-Sernin, XI Tipo basilical, em cruz latina (com 1, 3, 5 ou 7 naves) HCA - Curso Profissional de Turismo 102
  • 103. HCA - Curso Profissional de Turismo 103
  • 104. Nave principal orientada este- oeste, mais larga e mais alta que as laterais; Comprimento da igreja é um múltiplo da largura da nave central As naves laterais são um submúltiplo da nave central. HCA - Curso Profissional de Turismo 104
  • 105. Transepto: nave que atravessa a nave principal Cruzeiro: zona de cruzamento do transepto com a nave central Torres sineiras Nave principal Nártex ou átrio Deambulatório HCA - Curso Profissional de Turismo 105
  • 106. Abside: zona da capela-mor e do altar Absidíolos: pequenas capelas situadas na cabeceira da igreja Deambulatório: corredor que dá acesso ao absidíolos HCA - Curso Profissional de Turismo 106
  • 107. Tramo: unidade base de construção de uma igreja românica – definida por 4 pilares e a abóbada Cripta: sala subterrânea Nártex ou átrio: vestíbulo HCA - Curso Profissional de Turismo 107
  • 108. Sistemas de cobertura e suporte HCA - Curso Profissional de Turismo 108
  • 109. Abóbada de berço: sucessão de arcos de volta perfeita Abóbada de arestas: cruzamento de duas abóbadas de berço HCA - Curso Profissional de Turismo 109
  • 110. Abóbada de berço Abóbada de arestas HCA - Curso Profissional de Turismo 110
  • 111. Cúpula: nas igrejas de influência oriental as abóbadas foram substituídas por cúpulas HCA - Curso Profissional de Turismo 111
  • 112. A pressão exercida pelas abóbadas é descarregada, através dos arcos, para os pilares e colunas Pilar HCA - Curso Profissional de Turismo 112
  • 113. Contraforte – adossado (encostado) à parede A pressão é transmitida para a parede exterior, paredes grossas e com poucas aberturas e contrafortes no exterior HCA - Curso Profissional de Turismo 113
  • 114. Contrafortes estão alinhados com os pilares contrafortes HCA - Curso Profissional de Turismo 114
  • 115. Pilar – situa-se no interior e normalmente cruciformes, podem existir colunas adossadas (colunelos) HCA - Curso Profissional de Turismo 115
  • 116. HCA - Curso Profissional de Turismo 116
  • 117. Arcada principal Tribuna Trifório Clerestório Alçado interno da nave principal HCA - Curso Profissional de Turismo 117
  • 118. Clerestório, outras janelas e frestas Torre lanterna ou zimbório que se situa por cima do cruzeiro A iluminação do edifício HCA - Curso Profissional de Turismo 118
  • 119. Torre lanterna ou zimbório HCA - Curso Profissional de Turismo 119
  • 120. Combinação de volumes: Circulares (cabeceira); Retangulares (corpo da igreja); Poliédricos e piramidais (Torres) Configuração e decoração do exterior HCA - Curso Profissional de Turismo 120
  • 121. Elementos das fachadas: Existem 2 corpos laterais (naves laterais) mais baixos que a nave central ou mais altos quando correspondem as duas torres Rosácea ou janelões; Portal HCA - Curso Profissional de Turismo 121
  • 122. Mainel Lintel ou dintel Tímpano Arquivoltas HCA - Curso Profissional de Turismo 122
  • 123. A decoração exterior (há exceções) só existe nas cornijas e nos portais HCA - Curso Profissional de Turismo 123
  • 124. França: país com uma grande diversidade de escolas Unidade e diversidade do românico HCA - Curso Profissional de Turismo 124
  • 125. Aquitânia Igreja de Notre-Dame-la-Grande, Poitiers,1143 Aquitânia: Igrejas com muita decoração esculpida no exterior e interior profusamente decorado HCA - Curso Profissional de Turismo 125
  • 126. Borgonha: Santa Madalena de Vézelay, 1120 HCA - Curso Profissional de Turismo 126
  • 127. Santa Madalena de Vézelay, 1120 HCA - Curso Profissional de Turismo 127
  • 128. Borgonha: Novo tipo de contrafortes; mais aberturas; igreja mais iluminada no interior; planta com um transepto pouco saliente. HCA - Curso Profissional de Turismo 128
  • 129. Languedoc Igreja de Sainte-Foy, século XI Languedoc: Igrejas robustas, pouca decoração e poucas aberturas HCA - Curso Profissional de Turismo 129
  • 130. Itália Igreja de Pisa e de Modena HCA - Curso Profissional de Turismo 130
  • 131. Itália: Igrejas mais decoradas no exterior, batistério, igreja e torre em edifícios separados. HCA - Curso Profissional de Turismo 131
  • 132. Alemanha Santa Maria Laach, 1093 e S. Miguel de Hildesheim, 1130 HCA - Curso Profissional de Turismo 132
  • 133. Alemanha: Igrejas com múltiplas torres, duplo transepto e entrada lateral HCA - Curso Profissional de Turismo 133
  • 134. Na Inglaterra e Espanha as igrejas apresentam uma grande sobriedade e pouca decoração exterior. Santiago de Compostela HCA - Curso Profissional de Turismo 134
  • 135. O Românico em Portugal HCA - Curso Profissional de Turismo 135
  • 136. A Igreja românica estava ligada a um mosteiro ou implantada no meio rural (Românico rural) Sés de Braga, Porto, Coimbra, Tomar, Lisboa e Évora, são as de maior monumentalidade e próximas das catedrais europeias (Românico urbano). Sé Velha de Lisboa e Igreja de Bravães HCA - Curso Profissional de Turismo 136
  • 137. Românico urbano: Sé de Lisboa e Sé Velha de Coimbra (cabeceira e interior) HCA - Curso Profissional de Turismo 137
  • 138. Igrejas de Carrazeda de Ansiães, S. Salvador de Travanca, Materiais: Norte – Granito Centro – Calcário Sul - Tijolo HCA - Curso Profissional de Turismo 138
  • 139. Igreja de S. Martinho de Cedofeita Muitas igrejas portuguesas apresentam um elemento decorativo denominado cruz vazada HCA - Curso Profissional de Turismo 139
  • 140. Igreja de S. Salvador de Bravães HCA - Curso Profissional de Turismo 140
  • 141. Cachorrada HCA - Curso Profissional de Turismo 141
  • 142. Marcas de Posse e Marcas Poveiras São grafitos que indicam o autor. Surgem outras marcas com outros fins: religioso, etc. HCA - Curso Profissional de Turismo 142
  • 143. Características do românico rural português: Igrejas pequenas de uma só nave; Muitas vezes o teto é em madeira; Aspeto robusto, paredes grossas poucas aberturas; Pouca decoração exterior; Cachorrada; Marcas de posse ou poveiras; HCA - Curso Profissional de Turismo 143
  • 144. Igreja de São Pedro de Rates HCA - Curso Profissional de Turismo 144
  • 145. HCA - Curso Profissional de Turismo 145
  • 146. Sob a igreja encontram-se vestígios de uma primitiva igreja paleocristã (VI, VII); Tornou-se um centro de peregrinação; Século IX – mosteiro com uma igreja de 3 naves; Conde D. Henrique e D. Teresa doaram-na à Ordem de Cluny. HCA - Curso Profissional de Turismo 146
  • 147. HCA - Curso Profissional de Turismo 147
  • 148. Século XII e XIII edifício foi sujeito a muitas obras o que originou incongruências nas estruturas arquitetónicas: Naves laterais com larguras diferentes; Tramos desiguais; Pilares e contrafortes não alinhados; Fachada principal assimétrica. HCA - Curso Profissional de Turismo 148
  • 149. Cobertura das naves em madeira (apesar das paredes estarem preparadas para suportar abóbadas de pedra) HCA - Curso Profissional de Turismo 149
  • 150. Decoração linear e muito simples (tradição local e influências da Galiza); Encontra-se decoração nos portais, capitéis e frisos. HCA - Curso Profissional de Turismo 150
  • 151. Capitel: pássaros devorando seres humanos – tema da punição Portal Sul HCA - Curso Profissional de Turismo 151
  • 152. HCA - Curso Profissional de Turismo 152
  • 153. S. Pedro de Rates apresenta um aspeto maciço, rude, simples no interior e exterior com decoração simples nos portais, frisos e capitéis; Em 1515 foi demolido o mosteiro; Séculos XVII a XIX a vila de Rates desenvolveu-se em torno da igreja que foi decorada com azulejos e talha dourada. HCA - Curso Profissional de Turismo 153
  • 154. Castelo de Pombal Castelo de Guimarães Castelo de Almourol Arquitectura civil e militar em Portugal HCA - Curso Profissional de Turismo 154
  • 155. Domus Municipalis (Bragança) – local de reuniões, com uma cisterna de recolha de água da chuva HCA - Curso Profissional de Turismo 155
  • 156. Três tipos de fortificações: Castelos com residência (Guimarães, Pombal); Castelos-refúgio (Almourol); Torres de atalaia ou proteção HCA - Curso Profissional de Turismo 156
  • 157. Escultura e pintura românica http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
  • 158. Com a queda do Império Romano a estatuária perdeu importância, só recuperada a partir do século XI Escultura Românica: os poderes da imagem HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 158
  • 159. Relevo foi muito usado, tal como a pintura, sempre ligado à arquitetura Relevo HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 159
  • 160. “As obras de arte têm pleno direito de existir, pois o seu fim não era ser adoradas pelos fiéis, mas ensinar os ignorantes. O que os doutores podem ler com a sua inteligência nos livros, o veem os ignorantes com os seus olhos nos quadros e relevos” Papa Gregório Magno (540-604) HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 160
  • 161. O valor narrativo-pedagógico é mais importante que a perícia técnica. HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 161
  • 162. HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 162
  • 163. Características do relevo românico: Composição seguia as regras da decoração geométrica, personagens alinhadas; Cenas com poucos planos e sem perspetiva; Repetição, estilização e simbolismo HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 163
  • 164. Incorreções anatómicas: figura mais importante é maior; Figura humana sempre de frente, Pouco realismo anatómico; Temas religiosos – Evangelhos de pedra. HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 164
  • 165. Relevo encontra-se nas colunas, frisos, cachorrada, frontais de altar, arcadas e sobretudo nos capitéis e nos portais HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 165
  • 166. O Capitel tem uma forma troncocónica: Pode ser decorado relevos vegetalistas, geométricos ou animalistas ou Capitel historiado – relatando uma história sequencial em cada uma das faces HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 166
  • 167. HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 167
  • 168. Portal: simbolicamente a entrada na Casa de Deus – o relevo preenche todo o espaço HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 168
  • 169. Tímpano é o elemento mais importante: Cristo envolto pela mandorla - rodeado por outras personagens da Igreja No lintel surgem outras personagens Nas arquivoltas aparecem motivos vegetalistas HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 169
  • 170. Utilizava-se a técnica do desbaste; Os relevos eram coloridos: azuis (Paraíso); vermelho (Inferno), etc.; A policromia intensa fazia parte do interior das igrejas – hoje desaparecida. HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 170
  • 171. Itália: As portadas eram decoradas com relevos historiados em bronze. HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 171
  • 172. Estatuária: características semelhantes ao relevo; Materiais: madeira, metais preciosos, pedra, etc.; Policromadas. HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 172
  • 173. As igrejas estavam revestidas de cor, exceto as da Ordem de Cister Ambiente de surpresa e encantamento As artes da cor: pintura, mosaico, iluminura HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 173
  • 174. Influências: Pintura mural paleocristã (fresco); Pintura de livros sagrados; Mosaico romano; Arte oriental – mosaico bizantino e pintura de ícones HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 174
  • 175. Pintura Paleocristã iniciou- se nas catacumbas – composições simples, esquematizadas, planas, lineares – temática religiosa HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 175
  • 176. Mosaico bizantino: recobre as paredes das igrejas – representação esquemática e decorativa, sem volume ou profundidade – muito utilizado em Itália HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 176
  • 177. Pintura mural românica: Os artesãos eram responsáveis pela execução material da obra, a conceção (isto é, a escolha do tema) é da responsabilidade do encomendador. HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 177
  • 178. A obra era coletiva – havia especializações: pintar o rosto, as mãos, etc.; A temática é religiosa. HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 178
  • 179. Características da pintura mural: Técnica do fresco; Prevalência do desenho; Falta rigor anatómico – realce dos traços mais expressivos (mãos e rosto desproporcionais – maiores); Estilização e esquematização. HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 179
  • 180. Adaptam-se aos elementos arquitetónicos; Cor a cheio – acentua o carácter bidimensional da pintura; Cenas enquadradas por cenários esquemáticos os simbólicos; Histórias contadas em bandas. HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 180
  • 181. Pintura sobre madeira: os retábulos Pintura sobre madeira: os retábulos (frontais dos altares) – características iguais HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 181
  • 182. Pintura sobre os livros sagrados – códices – desenvolve-se ligada à tradição monástica Destinava-se a uma clientela erudita (ao contrário da escultura e pintura) Muitos monges especializaram-se nas iluminuras HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 182
  • 183. As pinturas ou ocupavam a página inteira ou se reduziam à decoração das letras iniciais do capítulo – iniciais ornadas ou capitulares HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 183
  • 184. A arte das iluminuras foi mais diversificada e original – produzida por monges cultos e não por artesãos Surgem várias escolas: alemã, inglesa, italiana, espanhola; HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 184
  • 185. Na Irlanda, neste tempo de invasões, guerras e pestes, os monges produziram, nos scriptoria manuscritos escritos em pergaminho, decorados com miniaturas; Um dos mais célebres é o Livro de Kells, escrito entre os séculos VIII e IX, provavelmente em Iona (Ilhas Hébridas) e depois levado para a Igreja de São Columbano (Kells, Irlanda) HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 185
  • 186. É um pergaminho, com 340 folhas, e contém os Quatro Evangelhos; Algumas letras maiúsculas ocupam uma página inteira; HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 186
  • 187. As suas páginas estão repletas de iluminuras com cores brilhantes; Foi um modelo para os livros escritos posteriormente. HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 187
  • 188. A Europa sob o signo de Alá, um Deus conquistador http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
  • 189. Meca HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 189
  • 190. Islamismo (religião muçulmana) Surge na Arábia nos inícios do século VII, fundada por Maomé 5 princípios fundamentais (escritos no Corão): Fé em Alá e em Maomé; Oração 5 vezes por dia; Prática da caridade; Jejum no Ramadão; Peregrinação a Meca. HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 190
  • 191. A expansão islâmica no século VIII HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 191
  • 192. Os califas (sucessores de Maomé) iniciaram uma política expansionista; Dinastia Omíada; Dinastia Abássida (meados do século VIII); Século X surgem numerosos califados e emirados independentes (Exemplo – Califado de Córdova- Península Ibérica); HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 192
  • 193. A Arte Islâmica apresenta duas características essenciais: Primeira característica: Existe uma grande diversidade, devido à expansão muçulmana que levou à incorporação de influências muito variadas na arte. HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 193
  • 194. Segunda característica: Unidade: Subordinação aos preceitos (orientações) do Corão; Valorização da Arquitetura; Aniconismo (não representação figurativa); Tendência para a geometria; Importância das artes aplicadas – cerâmica, azulejaria, tapetes. Gosto pela exuberância e luxo. HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 194
  • 195. Principais centros artísticos: Damasco, Bagdad, Samarra, Cairo, Samarcanda, Istambul Córdova e Granada na Península Ibérica Na Península Ibérica surge uma arte cristã com influências muçulmanas chamada Arte Moçárabe HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 195
  • 196. Cidade árabe Arquitetura Cidade fechada: os edifícios estão virados para dentro HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 196
  • 197. Mesquita de Córdova HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 197
  • 198. Mesquita de Istambul HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 198
  • 199. Mesquita de Isfahan (Irão) HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 199
  • 200. HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 200
  • 201. Mesquita de Damasco HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 201
  • 202. HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 202
  • 203. Mesquita Ibn Tulum (Cairo) HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 203
  • 204. Capitel islâmico com folhas de acanto muito estilizadas HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 204
  • 205. Arquitetura vive da tensão entre a linha reta e a curva; Arcos em formas muito variadas; Abóbadas e cúpulas Colunas lisas com capitéis que apresentam motivos florais estilizados HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 205
  • 206. HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 206
  • 207. Decoração mural: Escultura limitada à decoração; arabescos (fino rendilhado) (A, B,C) e Inscrições do Corão (D). HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 207
  • 208. Tipos de edifícios: Mesquitas: locais de oração; Palácio: centro político e administrativo; Madrasah: escola islâmica; Ribat: edifício religioso e militar; Mausoléus: túmulos. HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 208
  • 209. Mesquita de Omar HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 209
  • 210. Minaretes HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 210
  • 211. Palácio: residência dos reis, mas também centro político e administrativo. HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 211
  • 212. Madrasah – escola islâmica HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 212
  • 213. Mausoléu de Ismail HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 213
  • 214. Taj Mahal, Índia HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 214
  • 215. Taj Mahal – Planta e corte HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 215
  • 216. Cerâmica: desenhos geométricos e elementos figurativos estilizados Artes ornamentais HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 216
  • 217. Azulejos: decorados com elementos geométricos e florais HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 217
  • 218. Miniaturas: pintura de pequenas dimensões para a decoração de livros HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 218
  • 219. Tapetes: apresentam uma moldura e estão decorados com motivos geométricos ou simbólicos repetidos HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 219
  • 220. Arte Moçárabe: arte cristã produzida em Espanha e Portugal em território muçulmano entre os séculos IX e XI; Reúne a tradição cristã e a muçulmana. São Pedro de Balsemão HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 220
  • 221. Igreja de São Miguel de Escalda, séc. X HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 221
  • 222. Igreja de Santiago de Penalva, séc. X HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 222
  • 223. Vestígios da cultura árabe em Portugal HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 223
  • 224. S. Frutuoso de Montélios S. Frutuoso de Montélios (Braga) é um mausoléu construído no século VIII, para albergar os restos mortais do bispo do mesmo nome. Segundo o professor Carlos Alberto Ferreira de Almeida é da época árabe. HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 224
  • 225. S. Pedro de Balsemão (Lamego) HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 225
  • 226. S. Pedro de Lourosa da Serra, Oliveira do Hospital HCA - Curso Profissional de Turismo, Módulo 3 226
  • 227. Mesquita de Idanha-a-Velha 227 Esta a apresentação foi construída tendo por base o manual, História da Cultura e das Artes,, Ana Lídia Pinto e outros, Porto Editora, 2011