02 arquitetura gótica

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02 arquitetura gótica

  1. 1. A Arte Gótica http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
  2. 2. A Arquitectura Gótica Cabeceira da igreja de S. Dinis HCA, Curso Turismo, Módulo 4 2
  3. 3. Catedral de Chartes, fachada HCA, Curso Turismo, Módulo 4 3
  4. 4. A Catedral gótica é construída em honra de Deus e dos Homens; Representa o novo pensamento teológico: Deus é luz (conhecimento), que desce até aos homens, e as almas elevam o seu espírito até Deus. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 4
  5. 5. Cabeceira de S. Dinis foi reconstruída por ordem do abade Suger HCA, Curso Turismo, Módulo 4 5
  6. 6. S. Dinis, deambulatório HCA, Curso Turismo, Módulo 4 6
  7. 7. A catedral incita ao fervor religioso e exaltação espiritual; Os amplos interiores, a luz filtrada pelos vitrais procuram criar uma atmosfera de forte espiritualidade. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 7
  8. 8. Louvor dos Homens – símbolo da riqueza da cidade, todos contribuem para a sua construção, com dinheiro ou trabalho HCA, Curso Turismo, Módulo 4 8
  9. 9. Igreja de Santa Madalena de Vézelay, 1120, estilo românico HCA, Curso Turismo, Módulo 4 9
  10. 10. Não foi um estilo completamente novo; Mas um ponto de chegada do aperfeiçoamento da arquitetura românica, sobretudo na Borgonha. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 10
  11. 11. A arte gótica nasceu nos arredores de Paris, S. Dinis, e o seu principal mentor foi o Abade Suger – reconstrução da cabeceira da Igreja de S. Dinis; Na época era conhecida por “Arte de França”; Durante o século XIII difundiu-se por toda a Europa. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 11
  12. 12. Maior uniformidade que a arte românica (maior e mais rápida circulação de pessoas e de ideias); É o primeiro estilo Ocidental sem influências orientais (Bizantinas ou Gregas). HCA, Curso Turismo, Módulo 4 12
  13. 13. A arquitetura gótica vai-se concretizar a partir de 3 áreas específicas: Inovações técnicas; Nova estética; Alterações das estruturas formais HCA, Curso Turismo, Módulo 4 13
  14. 14. Inovações técnicas; Nova estética; Alterações das estruturas formais HCA, Curso Turismo, Módulo 4 14
  15. 15. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 15
  16. 16. A principal inovação: Arco ogival (utilizado na românico da Borgonha c. 1100); Surgiu da necessidade de criar um tramo retangular. Arco Ogival, Abóbada de cruz Nervuras HCA, Curso Turismo, Módulo 4 16
  17. 17. Panos – enchimento da abóbada A maior parte do peso é descarregado nas colunas HCA, Curso Turismo, Módulo 4 17
  18. 18. Abóbada ogival simples 4 panos HCA, Curso Turismo, Módulo 4 18
  19. 19. O arco ogival é mais dinâmico; O peso é distribuído através das nervuras do arco; O peso é descarregado nas colunas e nos contrafortes exteriores; O peso é melhor distribuído, mais fácil de sustentar. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 19
  20. 20. As abóbadas tornam-se mais leves, elásticas e dinâmicas; Adaptam-se às formas e dimensões dos espaços a cobrir; Permitem aumentar as áreas de construção. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 20
  21. 21. As abóbadas inicialmente com 4 panos, diversificam-se, chegando a apresentar 16 panos. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 21
  22. 22. Abóbada cruzada HCA, Curso Turismo, Módulo 4 22
  23. 23. Abóbada reticulada (típica do gótico alemão) HCA, Curso Turismo, Módulo 4 23
  24. 24. Abóbada estrelada HCA, Curso Turismo, Módulo 4 24
  25. 25. Abóbada de leque (típica do gótico inglês) HCA, Curso Turismo, Módulo 4 25
  26. 26. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 26
  27. 27. Catedral de Colónia, abóbadas a cerca de 60 metros de altura HCA, Curso Turismo, Módulo 4 27
  28. 28. Mais leves, as abóbadas elevam-se cada vez mais alto (de acordo com a estética da época), impulso vertical; Não só aumenta a altura como aumenta a proporção altura/largura: Chartes é 1:2,6, Colónia é 1:3,8 Isso obriga a reforçar os apoios exteriores com um novo tipo de contrafortes. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 28
  29. 29. Contrafortes góticos HCA, Curso Turismo, Módulo 4 29
  30. 30. Arcobotantes Botaréu HCA, Curso Turismo, Módulo 4 30
  31. 31. Pináculos HCA, Curso Turismo, Módulo 4 31
  32. 32. Contraforte gótico é constituído por: Botaréu (elemento maciço e vertical, adossado às paredes das naves laterais); Arcobotantes (meios arcos que ajudam a descarregar o peso da nave central nos botaréus, quando as construções se tornam mais altas constroem-se arcobotantes duplos. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 32
  33. 33. A construção de catedrais góticas assentou: Abóbadas de cruzaria ogival; Apoiadas num novo e complexo sistema de pilares e contrafortes. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 33
  34. 34. A complexidade da obra obrigou a um planeamento cuidadoso e a utilização de maquinaria Chão de risco, Catedral de Wells Guindaste HCA, Curso Turismo, Módulo 4 34
  35. 35. Principais inovações técnicas: Arco ogival; Vários tipos de abóbadas (cruzaria ogival), mais altas; Novo contraforte: botaréu, arcobotantes; Complexo sistema de contrafortes e pilares HCA, Curso Turismo, Módulo 4 35
  36. 36. Inovações técnicas; Nova estética; Alterações das estruturas formais HCA, Curso Turismo, Módulo 4 36
  37. 37. Sainte-Chapelle - cabeceira HCA, Curso Turismo, Módulo 4 37
  38. 38. A técnica teve consequências ao nível estético: A altura das abóbadas aumentou; Pilares e colunas adelgaçaram-se; Acentua-se a verticalidade; As paredes libertem-se do papel de suporte – rasgam-se amplas janelas; Criando interiores fortemente iluminados. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 38
  39. 39. Crescente verticalidade; Novo aproveitamento da luz. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 39
  40. 40. A nova estética introduz alterações nas formas, dimensões e estruturas dos edifícios; Criou novas tipologias na arquitetura civil; Palácios urbanos e casas comunais. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 40
  41. 41. Nova estética: Crescente verticalidade; Novo aproveitamento da luz. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 41
  42. 42. Inovações técnicas; Nova estética; Alterações das estruturas formais HCA, Curso Turismo, Módulo 4 42
  43. 43. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 43
  44. 44. A catedral (A casa de Deus) pelas suas dimensões evidenciava-se na paisagem urbana; Era o centro religioso, cultural, social e por vezes económico da cidade; A conceptualização inicial cabia aos encomendadores – os bispos ou aos reis. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 44
  45. 45. A catedral gótica reflete a estruturação do pensamento filosófico escolástico; Ao mesmo tempo que se divide o texto em capítulos; O plano da catedral é dividido em várias ordens de naves e em vários níveis de elevação. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 45
  46. 46. A catedral é tripartida - planta Cabeceira Transepto Naves HCA, Curso Turismo, Módulo 4 46
  47. 47. Paredes laterais tripartidas Clerestório (tripartido) Trifório (tripartido) Arcadas (tripartido) HCA, Curso Turismo, Módulo 4 47
  48. 48. Notre Dame de Paris HCA, Curso Turismo, Módulo 4 48
  49. 49. Inicialmente as paredes laterais apresentavam 4 divisões, a galeria desaparece a partir do século XIII Clerestório Trifório Galeria HCA, Curso Turismo, Módulo 4 49
  50. 50. Catedral de Laon HCA, Curso Turismo, Módulo 4 50
  51. 51. A elaboração do projeto cabe aos mestres-pedreiros (arquitetos e engenheiros); A planificação obedecia a uma planificação e a cálculos matemáticos e geométricos; Os arquitetos do gótico necessitavam de ser cultos. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 51
  52. 52. Catedrais góticas ( tal como no românico): Planta em cruz latina; Cabeceira virada para este; Geralmente 3 naves, por vezes, 5 naves; No entanto surgem alterações. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 52
  53. 53. Planta de Chartres Planta de Paris HCA, Curso Turismo, Módulo 4 53
  54. 54. Transepto de 3 ou 5 naves, quase tão largo como o corpo principal, mas torna-se menos saliente; Cabeceira mais complexa, ocupa cerca de um terço da área da igreja, o deambulatório, por vezes duplo, prolonga-se até ao transepto. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 54
  55. 55. Fachada da Catedral de Reims Rosácea HCA, Curso Turismo, Módulo 4 55
  56. 56. Surgem enormes rosáceas nas fachadas; As aberturas, revestidas por vitrais coloridos, permitem um interior iluminado, de acordo com a teologia Deus-Luz; Eliminam-se as barreiras físicas entre as diversas partes da igreja; A Igreja é concebida como um todo. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 56
  57. 57. Exterior das catedrais Catedral de Chartres, fachada Agulhas Torres sineiras Catedral de Reims, fachada Gablete HCA, Curso Turismo, Módulo 4 57
  58. 58. Portais góticos: Tornam-se mais esguios e monumentais; Normalmente portal triplo; HCA, Curso Turismo, Módulo 4 58
  59. 59. Notre Dame,Paris Torre do Cruzeiro HCA, Curso Turismo, Módulo 4 59
  60. 60. A noção de verticalidade era acentuada pelas agulhas, pináculos, torres; Escondia-se as linhas horizontais, acentuava-se as linhas verticais; O exterior foi abundantemente decorado com estatuária e relevo pintado. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 60
  61. 61. Novas tipologias: Transepto – menos saliente; Cabeceira – ocupa de um terço da área da igreja, o deambulatório, por vezes duplo, prolonga-se até ao transepto; As aberturas, revestidas por vitrais coloridos; A noção de verticalidade era acentuada pelas agulhas, pináculos, torres. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 61
  62. 62. O gótico nasceu em França, durante o século XIII, mais tarde surgiu noutros países onde deu origem a escolas próprias – Variações regionais HCA, Curso Turismo, Módulo 4 62
  63. 63. A catedral de Notre-Dame de Amiens, França A Catedral de Amiens é por muitos considerada a mais perfeita das catedrais francesas; Foi construída por Robert de Luzarches, Tomás de Cormont e René de Cormont; c.1220 a 1247. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 63
  64. 64. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 64
  65. 65. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 65
  66. 66. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 66
  67. 67. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 67
  68. 68. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 68
  69. 69. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 69
  70. 70. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 70
  71. 71. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 71
  72. 72. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 72
  73. 73. Inglaterra Catedral de Salisbury King’s College HCA, Curso Turismo, Módulo 4 73
  74. 74. Cabeceiras quadradas; Duplo transepto; Abóbadas de leque; Em Inglaterra o gótico prolongou-se até ao século XIX (através do Neogótico). HCA, Curso Turismo, Módulo 4 74
  75. 75. Alemanha Igreja de Santa Cruz Catedral de Friburgo HCA, Curso Turismo, Módulo 4 75
  76. 76. Alemanha: Torre única na fachada; Igrejas-salão (3 naves com a mesma altura); Abóbadas reticuladas HCA, Curso Turismo, Módulo 4 76
  77. 77. Espanha Catedral Nova de Salamanca HCA, Curso Turismo, Módulo 4 77
  78. 78. Espanha: Decoração com motivos de influência árabe, estilo plateresco. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 78
  79. 79. Itália Catedral de Siena HCA, Curso Turismo, Módulo 4 79
  80. 80. Itália Utilizam o arco em ogiva mas não há impulso vertical; Paredes com poucas aberturas; Pintura mural em vez de vitral. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 80
  81. 81. Fase final do gótico, século XV, surge o gótico flamejante HCA, Curso Turismo, Módulo 4 81
  82. 82. Catedral de Milão HCA, Curso Turismo, Módulo 4 82
  83. 83. Arquitectura civil A casa Comunal, Palácio Vecchio, Florença HCA, Curso Turismo, Módulo 4 83
  84. 84. O castelo – Castelo de Vayres, França HCA, Curso Turismo, Módulo 4 84
  85. 85. Palácio urbano – Casa de Jacques Coeur, Bégica HCA, Curso Turismo, Módulo 4 85
  86. 86. O Gótico em Portugal HCA, Curso Turismo, Módulo 4 86
  87. 87. Gótico desenvolve-se após o fim da Reconquista e prolonga-se até ao século XVI (Manuelino); Norte apego ao Românico; Gótico ligado às ordens monásticas ; Seguindo os princípios estéticos franceses o gótico português foi simples. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 87
  88. 88. Igreja do Mosteiro de Alcobaça, 1178-1252 HCA, Curso Turismo, Módulo 4 88
  89. 89. Alcobaça, interior Igreja de Santa Clara, Coimbra Igreja de Leça do Balio HCA, Curso Turismo, Módulo 4 89
  90. 90. Características do gótico português até ao século XV: Dimensões modestas; Verticalidade menos acentuada; Janelas pequenas e em número reduzido; Contrafortes “românicos”; Decoração menos rica e abundante. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 90
  91. 91. No século XV, inicia-se a construção do Mosteiro da Batalha (apogeu do gótico português) – reinado de D. João I; Afonso Domingues fez o projeto inicial. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 91
  92. 92. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 92
  93. 93. Arcobotantes; Mais iluminação; Maior decoração; Apresenta um aspeto mais próximo das grandes catedrais europeias; Influenciou a Igreja do Convento do Carmo (Lisboa), Igreja de Vila Franca do Campo (Açores), etc.. HCA, Curso Turismo, Módulo 4 93
  94. 94. No final do século XV, surge o Manuelino (reinados de D. Manuel I e D. João III) HCA, Curso Turismo, Módulo 4 94
  95. 95. Planta de Igreja do Manuelino, Portal do Mosteiro dos Jerónimos HCA, Curso Turismo, Módulo 4 95
  96. 96. Janela e Portal do Convento de Cristo, Tomar Torre de Belém, Lisboa HCA, Curso Turismo, Módulo 4 96
  97. 97. Mantém a estrutura gótica; Igrejas-salão (alturas das naves igual); Ornamentação exuberante (rendilhado na pedra); Influências: gótico plateresco, gótico flamejante,; Decoração inspirada nos Descobrimentos: cordas, velas, motivos marítimos e na Heráldica: brasões, esfera armilar. Esta a apresentação foi construída tendo por base o manual, História da Cultura e das Artes,, Ana Lídia Pinto e outros, Porto Editora, 2011 HCA, Curso Turismo, Módulo 4 97

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