História economica do brasil – do imperio à republica - FACULDADE ESPIRITA

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  • Caio prado junior – evolução política do brasil
  • História economica do brasil – do imperio à republica - FACULDADE ESPIRITA

    1. 1. Prof. Dr. Vladimir Luís de Oliveira Prof.vladi@gmail.com 41 96687045
    2. 2. PRIMEIRO REINADO 1822-1831 PERIODO REGENCIAL 1831-1840 SEGUNDO REINADO 1840- 1889
    3. 3. 1808 –a transferência da corte portuguesa para o Brasil Abertura dos portos às nações amigas 1810 – tratado de comércio com a Inglaterra Fim do primeiro reinado (1830) – 50% da população brasileira era massa escrava e não formavam uma classe (p.62-63) Segundo reinado teve que enfrentar o dilema da abolição do tráfico negreiro. 1845 – lei Bill aberdeen 4/9/1850 – lei Eusébio de queirós
    4. 4. - Com a proibição aplicações ilícitas foram aplicadas licitamente no mercado de ações e intensificou a vida comercial. - 1852 – instalado o telégrafo - 1854 – está em funcionamento a primeira estrada de ferro brasileira (maua-fragoso) - Proprietarios rurais sentem o efeito da proibição do tráfico de escravos; - - depois da guerra do Paraguai, a abolição passa a ganhar importancia nacional. - Imperio estava num impasse - - dimensão progressista que visava inserir o br em uma forma capitalista e o apoio e reformas liberais - - dimensão retrógrada, que protelava a abolição, associada as forças retrógrada-concersadoras. Monarquia Caiu com uma passeata militar
    5. 5. 1792 a 1808 – Portugal possuía uma balança comercial favorável com o Brasil
    6. 6. Variação % das exportações marítimas do RJ DE ACORDO COM AREAS DE DESTINO (1803-04) NO INÍCIO DO SEXC. XIX predominava a relação do exclusivo colonial. O déficit nos portos do rio nos anos 1797-08. em 1808 foi de 900%. No período de 1910-12 cai para 3%, com o fim do pacto colonial. Var dos valores dos saldos e das participações (%) dos saldos sobre as exportações do rio de janeiro para o reino (1796-1811)
    7. 7. BR e EUA apresentavam no período uma situação similar devido as gastos governamentais impulsionados pela guerra. Apos a guerra, EUA apresentaram superávit, exceto o BR, cuja dívida aumentava.
    8. 8. Receitas do governo (1841- 1889)/porcentagem de rendas alfandegárias
    9. 9. Elite imperial passou a cair com a Lei do Ventre Livre (1871) e acentuou-se com a Lei dos Sexagenários e com a abolição em 1888. Com as medidas abolicionistas aumentava o republicanismo. Estabeleceu ações contrárias aos grupos dominantes, sem uma nova base de poder que equilibrasse o poder dos senhores de terras. O imperador não podia ser popular, pois 90% vivia no campo controlado pelos coronéis. Gastos com imigração foram modestos;
    10. 10. 1808- interferencia britanica na vinda da familia ao BR. Abertura dos portos - concessãode 24% de taxas as nações amigas, navios portugueses pagariam 16%. Com a Lei de 1810 – navios ingleses pagariam 15% de taxas alfandegárias. O monopólio é substituído pelo liberalismo econômico. “A permanencia da corte se prolongará por 13 anos(1808-1821). Até 1815 , o estado de guerra na europa atemorizará o timido regente que não ousa por isso retornar à pátria abandonada, embora ela estivesse livre dos inimigos há seis anos.” Apesar do progresso economico da colonias, desiquibrios comerciais começam a despontar.
    11. 11. Alem do desiqiulibtio da balança há outros gastos: A instituição de uma estrutura burocrática para gerenciar o império português e para assentar os membros da corte. (desperdício de recursos com fidalgos). As guerras de conquistas (Uruguai em 1808 e a Guiana Francesa em 1809). Gastos com forças armadas, obras de urbanização no Rio, higiene, povoamento e abertura de estradas. Br passa a receber pressões da Inglaterra para abolir a escravidão na déc. de 20. assinam-se tratados de 1826 e 1827. 1831 é proibido o tráfico no Brasil e os escravos que tocarem o solo são livres. Contudo só na séc. de 50 o tráfico é combatido. O café passa a ganhar importância nas exportações, caindo no mercado o valor da cana e do fumo. Isto coloca o sul do país em posição de vanguarda econômica. 1841 – crise na economia, Brasil eleva taxas de importação para 31%, pois a lei de 1810 expirou.(tinha sido extendida até 1826) 1860 surgem primeiras empresas de vulto.
    12. 12. Com a expansão cafeeira em 1870 as politicas de migração são estimuladas. 1876 – 7 mil italianos 1877 – 13 mil italianos 1886 – 30 mil imigrantes 1887 – 55 mil imigrantes 1888 – 133 mil imigrantes O sistema de colonizaçao terá sucesso no PR, SC e RS. A maior parte das fazendas de café desde 1880,contavam com maioria de trabalhadores livres. Brasil desenvolveu as bases do capitalismo, com estradas de ferro, telégrafo, navegação a vapor. Contudo, o Br apresentou crises economicas graves: Motivo – guerra do paraguai (1865-70) – só consumiu recursos O desequilibrio das finanças, as dividas, e a variação do café levam a estimular a produção industrial, sobretudo em são paulo, principal centro exportador. 12
    13. 13. TESE DE SODRÉ – “formação histórica do BR”(1962) Brasil é pensando como um sistema de latifúndioe que o controle político estaria nas mãos das oligarquias. O declinio do setor, fortaleceu as classes médias e a burguesia industrial. Possui um visão dualista e de oposição entre setor agrário e setores urbanos e que resultou na Revolução de 30 (teses do PCB).
    14. 14. Formação econômica do Br (1959) - hipótese central – governo tinha como prática atuar no sentido de sustentar planos de valorização do café. (socialização perdas através da depreciação cambial). Este modelo se baseava na aliança entre oligarquias mineiras e paulistas para dar sustentação a este modelo.
    15. 15. A política econômica na Republica Velha foi marcada pela utilização de princípios ortodoxos na economia cambial e fiscal, o que não seria um reflexo direto dos interesses do setor cafeeiro. Segundo Pelaez, a intervenção neste sentido era pontual, o que não ocorreu na crise de 1906 e em 1929. havia oposição de banqueiros internacionais e de outras oligarquias regionais. políticas de valorização do café ocorriam mais no sentido de evitar o colapso da economia do que favorecer cafeicultores.
    16. 16. Com a crise de 1929, cafeicultores tentar reaparelhar o Estado com seus interesses. Isto levou a uma cisão no bloco de poder e o advento da revolução de 1930. A nova orientação do governo de Getúlio Vargas enfatizava o estimulo a industria e a modernização e a diminuição da dependência externa, diversificação na agricultura Fatores que colaboraram para o fortalecimento deste: 1 GM Crise do café Revolução de 1930 Apesar dos conflitos, o governo Vargas continuou com a política de valorização do café, ao comprar excedente e destruir 78,2 milhões de sacas. Argemiro Brum – desenvolvimento econômico brasileiro
    17. 17. Alargamento da estrutura tributaria, com a transferência da recursos do municípios e Estados para a União; Criação de fundos com impostos sobre combustiveis e energia elétrica, e taxas sobre tarifas de estradas de ferro Padrão de acumulação se fez por meio de criação de empresas publicas CSN (1941), Cia do vale do Rio Doce (1942), Cia nacional dos álcalis (1943), cia Hidrelétrica de são Francisco (1945)
    18. 18. Periodo de 30 a 50 implanta-se o sistema industrial brasileiro. A TAXA DE CRESCIMENTO EMTRE 1946-60 foi uma das maiores do mundo = 6,3%. Perde apenas para Japão, alemanha, taiwan, Coreia do sul. (earp&prado, 2003) O conceito chave é o desenvolvimentismo “ideologia da transformação da sociedade brasileira que se compõe: Industrialização integral é a via de superação da pobreza e do subdesenvolvimento Não é possível industrializar o Brasil pela espontaneidade das forças de mercado, é necessário que o estado a planeje O planejamento deve definir a expansão desejada dos setores econômicos e seus instrumentos de promoção O Estado deve ordenar a execução da extensão, capitando e orientando recursos financeiros e promovendo investimentos diretos naquilo que a iniciativa privada for insuficiente. (Bielschovisky, Ricardo. Pensamento econômico brasileiro)
    19. 19. embora Getúlio Vargas adotasse um programa nacional-desenvolvimentista, não era nem nem xenófobo nem entreguista. “o objetivo de Vargas não era rejeitar a associação externa, mas lutar por termos de associação que atendessem a finalidades nacional desenvolvimentistas, em barganhas que maximizassem interesses nacionais, em circunstâncias políticas e econômicas restritivas.”
    20. 20. ENTRE 1963-1967 o crescimento econômico caiu pela metade Questão – por que o modelo de substituição de importações perdeu o dinamismo?
    21. 21. PROPOSTAS DOS CEPALISTAS Subdesenvolvimento era herança do período colonial, da concentração de renda e estrutura fundiária A presença do Estado como articulador da demanda é central Surge então a proposta de reformas de base de João Goulart. Pensadores: Roberto Simonsen, Celso Furtado Maria da Conceição Tavares PROPOSTAS DOS LIBERAIS Não há diferenças entre modelos de desenvolvimentos. Teses liberais afirmam que Estado deve ficar limitado a controlar a moeda, dando-lhe estabilidade. Reformas de bases eram idéias equivocadas, pois a presença do estado retardaria seu desenvolvimento. Pensadores: Eugenio Gudin e Octavio Gouveia de Bulhões Conflitos ideológicos se resolvem com o Golpe Militar (1964) que dá vitória aos liberais
    22. 22. Principais medidas do governo de Castelo: AI-1 – chefe do Estado Maior do Exército foi indicado como Presidente da República Bulhoes foi indicado para montar a equipe economica e Roberto Campos foi integrado a equipe da fazenda
    23. 23. Medidas – PAEG (1964) CONTER A INFLAÇÃO, mediante a liberação do preço do trigo e da gasolina e conter o deficit publico e redefinir o sistema de crédito e reforma fiscal. Foi criado o banco central em substituiçãoi a SUMOC e a criação do CMN. Despoliutitzação das relações salariais e a criação do FGTS.
    24. 24. MONOGRAFIA – CRISTIANA MARIA TAFAREL – ECONOMIA – UNOCHAPECÓ 2010
    25. 25. O crescimento da economia ocorre substancilamente do governo do Mal .. Carrastazu Médici. Manufaturas exportadadas cresceu de 21% p/ 31%. Exportação do café caiu de 42% para 28%. A soja cresceu de 2% para 15%. Houve redução das taxas de importação de manufauras de 58% para 30%. Cresceu a importação de maquinas e equipamentos (que dobraram entre 1970-73) Houve a triplicação de investimentos externos e a obtenção de creditos. A divida pulou de US$ 4,5 bi em 1966 para 12,6 bi em 1973. Este desenvolvimento se estabeleceu com concetração de renda e exclusão social. Longoni criticou esta ideia e defendeou a politica de governo, a desigulaade seria o resultado dos desiquilibrios internos de marcado.
    26. 26. O PERIODO INICIAL do RM marcado pelo liberliasmo economico fracassou em seu intento. Seomente mais tarde, com o centralismo, ampliou as empresas estatais em mais de 60%. (J.L.FIORI) O ESTADO cresceu tanto por forças centrípetas(concetração de recursos financeirso) quanto por forças centrifugas (criação de agencias estatais relativamente independentes politica e financeiramente) (Luciano Martins)
    27. 27. Com a crise do crescimento econômico, devido a crise do petróleo a e política de elevação da taxa de juros dos bancos americanos foi elaborado o II PND em 1976, e aumenta as tensões entre a burocracia e o empresariado. Empresários preferiam apoiar um projeto de associação com empresas estrangeiras. Surgiu então a rebelião empresarial que se desalinhou com o projeto dos governos militares.
    28. 28. 1985 -COLEGIO ELEITORAL – eleição indireta do Tancredo Neves. Assume a presidencia José Sarney. Projeto de estabilidade econômica – Plano Cruzado. O Plano fracassa, após um perido de exito muito curto, é reeditado o plano Cruzado II, que não obtém bons resultados. 1986 – Começam os trabalhos da assembleia Constituinte e em 1988 a Constituição Cidadã é promulgada. 1989 – Após a polarização Collor X Lula no segundo turno, Collor é eleito presidente. É lançado plano collor coordenado pela Ministra Zelia Cardoso de Mello. Ocorre o “impeachment” do Collor em 1992, assume a presidencia o vice Itamar franco 1994 – O plano Real entra em cena. É eleito FHC com base no sucesso da estabilidade cambial. 1998 – FHC é reeleito e dá continuidade a estabilidade economica e a política de privatizações.
    29. 29. SUPERAÇÃO DA LÓGICA PATRIMONIALISTA E DA CORRUPÇÃO PERCEPÇÃO DO ESGOTAMENTO DO MODELO BUROCRÁTICO DE GESTÃO (WEBER) É ORIENTADA PARA O CLIENTE-CIDADÃO E PARA A OBTENÇÃO DE RESULTADOS; AS ATIVIDADES PÚBLICAS PODEM SER DIVIDIDAS EM DOIS SEGMENTOS: ATIVIDADES EXCLUSIVAS DE ESTADO: LEGISLAÇÃO, REGULAMENTAÇÃO, FISCALIZAÇÃO E FORMULAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS; ATIVIDADES NÃO-EXCLUSIVAS DO ESTADO: ATIVIDADES DE CARÁTER COMPETITIVO ATIVIDADES AUXILIARES DE APOIO SUBSTITUIÇÃO DA CULTURA BUROCRÁTICA PELA CULTURA GERENCIAL
    30. 30. PRIVATIZAÇÕES REDUÇÃO DO PAPEL DO ESTADO DESREGULAMENTAÇÃO REDUÇÃO DE INVESTIMENTOS EM POLÍTICAS SOCIAIS
    31. 31. GOVERNO LULA ALTEROU AS RELAÇÕES DA CLASSE DO ESTADO BRASILEIRO: MELHOROU A SITUAÇÃO DA BURGUESIA NACIONAL INDUSTRIAL E AGRÁRIA NO BLOCO DO PODER INSTITUIÇÃO DE UM NOVO POPULISMO CONSERVADOR ATRAVÉS DE POLÍTICAS COMPENSATÓRIAS E A HEGEMONIZAÇÃO DE UM CAPITALISMO NEOLIBERAL COMO O APOIO DA BURGUESIA BRASILEIRA;
    32. 32. O NEOLIBERALISMO DO GOVERNO LULA SE CONSOLIDOU ATRAVÉS DA UMA IDEOLOGIA LIBERAL-DESENVOLVIMENTISTA: DESMONTE DOS DIREITOS TRABALHISTAS, MEDIANTE A SUBCONOTRATAÇÃO E A DESREGULAMENTAÇÃO; AMPLIAÇÃO DA REFORMA DA PREVIDENCIA NOVA LEI DE FALENCIAS REFORMA UNIVERSITÁRIA E A CONSAGRAÇÃO DO SISTEMA SUPERIOR PRIVADO FOI MANTIDO O SISTEMA DE PRIVATIZAÇÕES E A FORMAÇÃO DE CONTRATOS PPP (PARCERIA PÚBLICO-PRIVADO) ABERTURA COMERCIAL E DESREGULMANETAÇÃO FINANCEIRA ORIENTAÇÃO E APOIO DO FMI E BANCO MUNDIAL
    33. 33. 1. PAULA, Paula Paes e. Entre o gerencialismoe a gestão social: em busca de um novo modelo para a administração pública brasileira. Disponível em: http://www.participacaopopular.org.br/textos/ana.paula.paes_entre.o.gerenci alismo.pdf 2. BOITO JR, Armando. A burguesia no Governo Lula. Disponível em: http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/grupos/basua/C07Boito.pdf 3. BOITO JR, Armando. A hegemonia neoliberal no Governo Lula. Revista crítica marxista. Disponível em: http://www.unicamp.br/cemarx/criticamarxista/critica17-A-boito.pdf 4. BRESSER PEREIRA, Luiz Carlos. Gestão do setor público: estratégia e estrutura para um novo Estado. Disponível em: http://www.buscalegis.ufsc.br/revistas/index.php/buscalegis/article/viewFile/15891 /15455 5. REZENDE, Flávio da Cunha. Razões da crise de implementação do estado gerencial: desempenho versus ajuste fiscal. Rev. Sociol. Polít., Curitiba, 19, p. 111-121, nov. 2002 Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rsocp/n19/14626.pdf

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