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O educador e a formação ética introdução

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O educador e a formação ética introdução

  1. 1. O educador e a formação ética <ul><li>Professora Doutora Luciana Maria Caetano </li></ul>
  2. 2. Objetivos <ul><li>Promover conhecimentos sobre a natureza e o papel da formação ética na relação educativa contemporânea. Refletir sobre a formação ética enquanto um dos aspectos mais relevantes a serem trabalhados para o pleno desenvolvimento da condição humana, entendendo a ética como o conjunto de respostas existenciais que referentes às perguntas: que tipo de pessoa eu quero ser? E que tipo de vida quero viver? Portanto, contemplando a reflexão a respeito de direitos, deveres, valores e virtudes. </li></ul>
  3. 3. Objetivos <ul><li>Conhecer as diferentes fases do desenvolvimento psicológico cognitivo, afetivo, moral e social, a partir de discussões sobre as diferentes estratégias e modos de desenvolver a ética junto às crianças, adolescentes, jovens e adultos. </li></ul><ul><li>Refletir sobre as relações interpessoais na escola, considerando os temas da disciplina positiva, da resolução e mediação de conflitos, da aprendizagem emocional, como oportunidades concretas para a formação ética dos educandos. </li></ul>
  4. 4. Objetivos <ul><li>Compreender o papel do educador na construção da formação ética, identificando o seu papel de autoridade, mediador, modelo e participante ativo na construção de um ambiente sócio-moral cooperativo que promova a formação ética. </li></ul><ul><li>Refletir sobre a relação escola-família, compreendendo a função de cada uma dessas instituições na construção de uma parceria que promova a formação ética das crianças, adolescentes e adultos. </li></ul>
  5. 5. Competências <ul><li>A principal competência a se desenvolver nessa unidade curricular é a do conhecimento e domínio dos aspectos que envolvem a formação ética segundo a abordagem que ela propõe: conceitos, relações interpessoais, o papel da escola e do educador, a resolução dos conflitos e a aprendizagem emocional, os direitos humanos e a relação família e escola. Essa competência imprescindível para a relação educativa promoverá a possibilidade de uma reflexão que conduza à construção de novas posturas por parte do educador, no âmbito pessoal, profissional e relacional, entre outras. </li></ul>
  6. 6. Conteúdos <ul><li>Formação ética: conceitos, desenvolvimento psicológico da moral e da ética. </li></ul><ul><li>Formação ética na escola: ensino religioso, aulas de filosofia e ciências humanas, disciplina de educação moral, transversalidade, convívio escolar. </li></ul><ul><li>As relações interpessoais na escola: o papel do educador, a construção do ambiente sócio-moral, escola e democracia, resolução de conflitos, o professor como mediador. </li></ul>
  7. 7. Conteúdos <ul><li>Valores e virtudes: o querer fazer, sentimentos e o aspecto afetivo na escola. </li></ul><ul><li>Direitos Humanos Universais: educação positiva. </li></ul><ul><li>Relação escola e família: a proposta de construção de uma parceria em prol da formação ética. </li></ul>
  8. 8. Metodologia <ul><li>Os encontros contarão com aulas expositivas, estudos dirigidos a respeito dos textos base, apresentação de vídeo e filme sobre o tema para fomentar discussões. </li></ul><ul><li>Utilização de dinâmicas de grupo e trabalho de reflexão teórica e pessoal sobre tais propostas. </li></ul><ul><li>Análise de situações reais e hipotéticas de resoluções de conflitos em sala de aula. </li></ul>
  9. 9. Avaliação <ul><li>A avaliação será realizada de modo contínuo através da observação da participação e envolvimento do aluno. </li></ul><ul><li>Os alunos deverão apresentar um trabalho de reflexão sobre um dos temas a ser eleito dentro do conteúdo programático da unidade curricular. </li></ul><ul><li>Ainda será aplicada uma proposta de auto-avaliação. </li></ul>
  10. 10. Bibliografia Básica <ul><li>Aquino, J. G. (2000). Do cotidiano escolar: Ensaios sobre a ética e seus avessos . São Paulo: Summus Editorial. </li></ul><ul><li>Caetano, L. M. (2009). Dinâmicas para reunião de pais: construindo a parceria na relação escola e família . São Paulo: Paulinas. </li></ul><ul><li>Jares, X. R. (2008). Pedagogia da Convivência . E. M. Santana, Trad. São Paulo: Palas Athena. </li></ul><ul><li>La Taille, Y. (2009). Formação Ética . Porto Alegre: ArtMed. </li></ul><ul><li>Morin, E. (2002). Os sete saberes necessários à educação do futuro . C. E. F. da Silva e J. Sawaya, Trad. (6ª Ed.). São Paulo: Cortez; Brasília, DF: UNESCO. </li></ul><ul><li>Sastre, G. e Moreno, M. (2002). Resolução de conflitos e aprendizagem emocional . A. Z. Fuzatto, Trad. São Paulo: Moderna. </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  11. 11. Bibliografia complementar <ul><li>Araújo, U. e Sastre, G. (orgs.). (2009). Aprendizagem baseada em problemas no ensino superior . São Paulo: Summus. </li></ul><ul><li>Apap, G. e outros. (2002). A construção dos saberes e da cidadania . C. Schilling, Trad. Porto Alegre: Artmed. </li></ul><ul><li>Biaggio, A. (2006). Lawrence Kohlberg: ética e educação moral . (2a ed.). São Paulo: Moderna. </li></ul><ul><li>Caetano, L. M. (2008). O conceito de obediência na relação pais e filhos . São Paulo: Paulinas. </li></ul><ul><li>Caetano, L. M. (2009). Dinâmicas para reunião de pais: construindo a parceria na relação escola e família . São Paulo: Paulinas. </li></ul><ul><li>Caetano, L. M. (2009). Pais, adolescentes e autonomia moral: Escala de Concepções Educativas. Tese de doutorado. São Paulo: Universidade de São Paulo, Instituto de Psicologia. </li></ul>
  12. 12. Bibliografia complementar <ul><li>Costa, J. F. (2004). O vestígio e a aura: corpo e consumismo na moral do espetáculo . Rio de Janeiro: Garamond. </li></ul><ul><li>Freitag, B. (1992). Itinerários de Antígona: a questão da moralidade . (2 a . ed.) São Paulo: Papirus. </li></ul><ul><li>Hart, S. N. e outros. (2008). O caminho para uma disciplina infantil construtiva: eliminando castigos corporais . São Paulo: Cortez; Brasília, DF: UNESCO. </li></ul><ul><li>Horowitz, S. R. (2008). Mediación en La Escuela: Resolución de conflictos em el âmbito educativo adolescente . Buenos Aires: Aique Grupo Editor. </li></ul><ul><li>Marcondes, D. (2008). Textos Básicos de Ética: de Platão à Foucault . Rio de Janeiro: Zahar Editor. </li></ul><ul><li>Piaget, J. (1948/2000). Para onde vai a Educação? (I. Braga, Trad). (15 a ed.). Rio de janeiro: José Oympio Editora. </li></ul><ul><li>Vinyamata, E. e col. (2005). Aprender a partir do conflito: conflictologia e educação. E. Rosa, Trad. Porto Alegre: Artmed. </li></ul>
  13. 13. A questão da crise no processo educativo <ul><li>A questão da crise em educação é abordada por Arendt (1964/2005) que, ao estudar a crise da esfera política na modernidade, argumenta que, esse período e suas transformações, implantaram uma crise e mal-estar no mundo todo, e tal situação se manifesta em diversos aspectos da nossa realidade, especialmente na questão da educação. (Caetano, 2009) </li></ul>
  14. 14. Educação: dupla responsabilidade <ul><li>Os pais humanos, contudo, não apenas trouxeram seus filhos à vida mediante a concepção e o nascimento, mas simultaneamente os introduziram em um mundo.[...] A criança requer cuidado e proteção especiais para que nada de destrutivo lhe aconteça de parte do mundo. Porém também o mundo necessita de proteção, para que não seja derrubado sobre ele a cada nova geração. (Arendt,1964/2005, p. 235) </li></ul>
  15. 15. A autoridade? <ul><li>As exigências do mundo e seus reclamos de ordem estão sendo consciente ou inconscientemente repudiados; toda e qualquer responsabilidade pelo mundo está sendo rejeitada, seja a responsabilidade de dar ordens, seja a de obedecê-las. (Arendt, 1954/2005, p.240). </li></ul><ul><li>É como se os pais dissessem todos os dias: − Nesse mundo, mesmo nós não estamos muito a salvo em casa; como se movimentar nele, o que saber, quais as habilidades dominar, tudo isso também são mistérios para nós. Vocês devem tentar entender isso do jeito que puderem; em todo caso, vocês não têm o direito de exigir satisfações. Somos inocentes, lavamos as nossas mãos por vocês. (Arendt, 1954/2005, p.242) </li></ul>
  16. 16. Perda da autoridade <ul><li>O sintoma mais significativo da crise, a indicar sua profundeza e seriedade, é ter ela se espalhado em áreas pré-políticas tais como a criação dos filhos e a educação, onde a autoridade no sentido mais lato sempre fora aceita como uma necessidade natural, requerida obviamente tanto por necessidades naturais, o desamparo da criança, como por necessidade política, a continuidade de uma civilização estabelecida que somente pode ser garantida se os que são recém-chegados por nascimento forem guiados através do mundo preestabelecido no qual nasceram estrangeiros. (Arendt, 1964/2005, p. 128). </li></ul>
  17. 17. Ainda conversando sobre a autoridade <ul><li>Isso tem nome: deserção educativa. De fato, a questão da autoridade é o calcanhar de Aquiles da contemporaneidade. O pavor de ser autoritário é o clichê emblemático dessa geração não só de pais, mas de professores. </li></ul><ul><li>(Aquino, 2006, p. 63) </li></ul>
  18. 18. Autonomia <ul><li>“ Não obstante, a pessoa autônoma foi heterônoma. Logo, o olhar e o juízo alheios participaram da construção de suas representações de si. E, se ela conseguiu como o queria Sartre, fazer alguma coisa com o que haviam feito dela, é em parte porque o que fizeram dela facilitou a conquista da autonomia. E o que fizeram dela ocorreu sobretudo durante sua infância e adolescência. (La Taille, 2009, p.306). </li></ul><ul><li>“ Adulto pode ter algumas provisões, reservas de valores para orientar suas vidas, seus filhos não”. (La Taille, 2009) </li></ul>
  19. 19. Conhecimento <ul><li>Como a busca da verdade passa pela superação desse obstáculo anterior que é a lacuna de conhecimentos, cabe às famílias, aos meios de comunicação e, sobretudo, às instituições de ensino transmitirem às novas gerações uma bagagem intelectual sólida. (La Taille, 2009, p. 101) </li></ul>
  20. 20. Pós-modernidade <ul><li>Fica o presente, que se torna única referência. </li></ul><ul><li>A sociedade se torna hedonista, em busca de fragmento de alegria que são os prazeres. </li></ul><ul><li>As pessoas se tornam consumistas: não herdam bens, os adquirem; não deixam bens, os consomem. </li></ul><ul><li>Elas aderem ao descartável. (La Taille, 2009, p. 36) </li></ul><ul><li>Esquecer é melhor que aprender para se adaptar. (Bauman). </li></ul>
  21. 21. Identidade <ul><li>Basear a identidade no narcisismo significa dizer que o sujeito é o ponto de partida e chegada do cuidado de si. [...] Família, pátria, Deus, sociedade, futuras gerações só interessam ao narcisista como instrumento de auto-realização, em geral entendida como sucesso econômico, prestígio social ou bem-estar físico e emocional. [...] Assim, o sujeito da moral hodierna teria se tornado indiferente a compromissos com os outros – faceta narcisista – e a projetos pessoais mais duradouros – faceta hedonista. (Costa, 2004, p.186) </li></ul>
  22. 22. Relações Fluidas <ul><li>“ Queremos estar com pessoas de convívio leve e agradável, não com pessoas com as quais trilhamos longos caminhos, com as quais construímos projetos de vida, com as quais procuramos desvendar os mistérios da existência”. (La Taille , 2009, p.63) </li></ul>
  23. 23. Cultura da Vaidade <ul><li>Segundo La Taille (2009: 173), a sociedade atual vivencia uma “cultura do espetáculo”, na qual existe uma supervalorização dos “vencedores”, ou seja, aqueles que se destacam ou se tornam visíveis aos olhos dos outros pelo que vestem, pelas marcas dos produtos que possuem, pelos cargos que ocupam, e por outras questões tão valorizadas pelo mundo contemporâneo. E um grande perigo dessa realidade é que: “Muitos tendem a sonhar em serem ‘vencedores’ e/ou ‘educar’ seus filhos para que o sejam” (LA TAILLE, 2009: 173). </li></ul>
  24. 24. Uma super proposta A educação é o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos a responsabilidade por ele e, com tal gesto, salvá-lo da ruína que seria inevitável não fosse a renovação e a vinda dos novos e dos jovens. A educação é, também, onde decidimos se amamos nossas crianças o bastante para não expulsá-las de nosso mundo e abandoná-las a seus próprios recursos, e tampouco arrancar de suas mãos a oportunidade de empreender alguma coisa nova e imprevista para nós, preparando-as em vez disso com antecedência para a tarefa de renovar um mundo comum. (Hannah Arendt)
  25. 25. Algumas questões importantes A moral pressupõe estar para outrem. Como será ela forte em uma cultura na qual outrem é invisível? A moral pressupõe estar com outrem. Como poderá ela valer numa cultura na qual outrem é visto como platéia? A moral pressupõe se aprofundar na reflexão a respeito da hierarquia de bens. Como terá ela lugar de honra em uma sociedade que privilegia a superficialidade?
  26. 26. Algumas questões importantes A moral pressupõe a perseverança e a paciência. Como pode essas virtudes ser cultivadas em uma cultura dominada pela tacocracia? A moral pressupõe conservação de valores. Como poderá ela existir na constante alternância dos investimentos afetivos? A moral pressupõe sentido. Como poderá ela brotar em uma cultura do vazio, em uma cultura do “tédio e da vaidade”?

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