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O método dialético e sua contribuição para o professor de Ensino
de Sociologia.
Viviane Silveira Batista1
Alessandro de Melo2
RESUMO:
Este estudo visa propor o método dialético como prática educativa a ser
desenvolvimento na disciplina sociologia do Ensino Médio. Acreditamos que ao
adotar o método dialético, devemos considerar a premissa de que o mundo
está em constante transformação e que a sociedade capitalista pode vir a ser
transformada. Num primeiro momento, iremos expor as bases conceituais e
metodológicas do método dialético. Num segundo momento, abordaremos o
Ensino de Sociologia sob o olhar das Diretrizes Curriculares Nacionais de
Sociologia para o Ensino Médio.E por fim, buscamos propor duas temáticas
para serem desenvolvidas em sala com alunos nos anos finais do Ensino
Médio na disciplina de sociologia: o Neoliberalismo, o qual se enquadra no eixo
do Trabalho, Produção e Classes Sociais; E Educação Ambiental, pertencente
ao eixo do Direitos, Cidadania e Movimentos Sociais, dos conteúdos
estruturantes propostos, possibilitando um maior aprofundamento da realidade
social atual.
PALAVRAS –CHAVES: Método Dialético . Sociologia. Ensino Médio.
This study aims to propose the dialectical method as an educational practice to
be development in the discipline of sociology high school. We believe that by
adopting the dialectical method, we must consider the premise that the world is
constant changing and that capitalist society can become transformed. At first
moment, we will exposed the conceptual and methodological bases of the
dialectical method. At Second moment we Will approach the Teach of Sociology
beneat the look of the National Curriculum Guidelines of Sociology for High
school. Finally, Seek to propose two themes to be developed in classroom with
students in the final years of High school in the discipline of sociology: the
neoliberalism, which fits at the axis of work,production and Social Classes; And
Environmental Education, belonging to the axis of Rights, Citizenry and Social
Movements, of proposed structuring content, making possible a greater
deepening of the current social reality.
KEYWORDS: Dialectical Method. Sociology, Secondary.
1
Pedagoga e Assistente Social, Pós-Graduada em Docência para o Ensino Superior e
Mestranda em Educação – UNICENTRO, Graduanda em Ciências Sociais pela Faculdade
Guarapuava. E-mail: viibatista@yahoo.com.br
2
Graduado em ciências sociais pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
(1999), mestrado em Educação Escolar pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita
Filho (2003) e doutorado em Educação pela Universidade Federal do Paraná (2010).
Atualmente é professor adjunto B da Universidade Estadual do Centro-Oeste. Professor do
Programa de Pós Graduação em Educação da mesma universidade.E-mail:
Alessandrodemelo2006@hotmail.com
2
1. INTRODUÇÃO
Este estudo objetiva ressaltar a importância da utilização do método
dialético para a disciplina Sociologia no Ensino Médio, visto que o mesmo
propõe contribuir para a transformação da sociedade, ao sugerir uma análise
crítica e desmistificadora da realidade da sociedade capitalista. Nesta
perspectiva, buscamos compreender o método dialético, bem como, analisar
suas contribuições para a disciplina de sociologia, considerando-a como uma
das ciências cuja seu principal objetivo visa elucidar e compreender a
sociedade atual.
Nesta pesquisa, propomos responder de que maneira a análise crítica
da realidade social, a qual tem como base a produção material da sociedade
capitalista, pode colaborar para o ensino da disciplina de sociologia no Ensino
Médio?
Segundo Netto (2011) a perspectiva dialética materialista, a qual surgiu
com Marx no século XIX, busca elucidar desde sua gênese, a consolidação e o
desenvolvimento do capitalismo, bem como analisar as suas crises e as
transformações da sociedade burguesa, ocorridas a partir das mudanças no
modo de produção capitalista. Neste contexto, parte da totalidade que
compõem a sociedade em seus aspectos conjunturais: políticos, econômicos e
sociais, bem como as contradições e as mediações presentes nesse processo
histórico.
Para tanto, utilizamos a pesquisa bibliográfica para um maior
aprofundamento sobre as questões do método e sobre a disciplina de
Sociologia. Também fizemos uso da análise documental, para que
pudéssemos referenciar esse estudo a partir das Diretrizes Curriculares de
Sociologia para o Ensino Médio do Estado do Paraná.
Em um primeiro momento buscamos explicitar as contribuições do
método dialético e sua relevância para a disciplina de Sociologia. Em um
segundo momento, elencamos suas principais contribuições e fundamentos
apresentados nas Diretrizes para esta disciplina. E, por fim, desenvolveremos
algumas sugestões, para a utilização em sala de aula pelo professor de
sociologia, nos anos finais do ensino médio.
Para as sugestões apresentadas escolhemos duas temáticas pautadas
nos conteúdos estruturante das Diretrizes Curriculares para o ensino de
3
Sociologia: o neoliberalismo, tema que se enquadram no eixo Trabalho,
Produção e Classes Sociais e a temática da Educação Ambiental, pertencente
ao eixo dos Direitos, Cidadania e Movimentos Sociais.
2. MÉTODO DIALÉTICO
O método dialético proposto por Marx visa à compreensão da
sociedade burguesa, partindo da análise da totalidade, categoria que expressa
as relações sociais em movimento, com as dinâmicas contraditórias inerentes à
sua composição como uma sociedade pautada na luta de classes,
antagonizadas pela burguesia e proletariado3
.
Para Marx a centralidade das relações sociais está no trabalho e nas
relações que se estabelece nesse processo, entre o homem-natureza e os
outros homens. É nas relações de produção material da vida social que se
materializa a relação de exploração de uma classe sobre a outra em cada
época histórica. Sob o capitalismo, esta produção ocorre fundamentalmente
pela venda da força de trabalho pelo proletariado à burguesia, em troca do
pagamento do salário. Marx ressalta que é nesta lógica que o movimento das
contradições e antagonismo de classe se reafirma no sistema. E Marx ao fazer
a crítica ao sistema, também faz apontamentos que propõem a superação e
transformação dessa realidade social (MARX, 1999).
Nesta perspectiva, o método dialético busca a apreensão da totalidade,
ou seja, a apreensão das dinâmicas das relações sociais. Segundo Konder
(1981, p.18):
Qualquer objeto que o homem possa perceber ou criar é parte de um
todo. Em cada ação empreendida, o ser humano se defronta,
inevitavelmente, com problemas interligados. Por isso, para
encaminhar uma solução para os problemas, o ser humano precisa
ter uma certa visão de conjunto deles: é a partir da visão do conjunto
que a gente pode avaliar a dimensão de cada elemento do quadro.
A categoria totalidade não deve ser reduzida apenas a um todo
construído por partes desarticuladas. Marx considera a sociedade burguesa
como uma totalidade concreta, “[...] inclusiva e macroscópica, de máxima
3
Burguesia e proletariado são as chamadas “classes fundamentais”, perante as quais
levantam-se frações de classe, cuja composição complexa e contraditória não será tema deste
artigo.
4
complexidade, constituída por totalidades de menor totalidade”. (NETTO, 2009,
p.57).
Considera-se que a sociedade é a totalidade mais complexa, composta
de infinitas totalidades, ou seja, um sistema de relações dinâmicas e dialéticas,
e para que possamos compreendê-la, necessitamos analisar as contradições e
as mediações específicas que constituem o “tecido” de cada totalidade, aquilo
que dá “vida” a cada totalidade (KONDER, 1981).
Nesta perspectiva, identificar as mediações se faz necessárias para
para o processo de identificação das particularidades e determinações que
compõem uma dada realidade. Segundo Pontes (2000), esse processo pode
ser compreendido através da tríade: singularidade, particularidade e
universalidade.
No processo da singularidade, consideramos que os fenômenos não
devem ser analisados somente de forma isolada, fragmentados e pontuais.
Porém, essa análise deve estar concatenada com a universalidade,
considerando as relações sociais, econômicas, políticas, de produção, relações
entre Estado, mercado e sociedade, as políticas sociais e econômicas,
históricas, dentre outras, que interferem nos fenômenos ou no problemas. É na
particularidade que o singular se universaliza e o universal se singulariza em
um movimento dialético. Segundo Lukács (1978, p.113): “O movimento
dialético do universal ao particular e vice-versa, devemos observar que o meio
mediador (a particularidade) [...] é sim, em certa medida, um inteiro campo de
mediações.”
A mediação é, portanto, a categoria da articulação e ligação entre as
partes que formam a totalidade, ou seja, a singularidade, a particularidade e a
universalidade. É por meio do desvendamento das mediações de um processo,
que é possível entender e explicar as particularidades das contradições
presentes. Sem compreendermos as mediações, a totalidade se torna amorfa e
não compreensível. Dialeticamente, esse movimento ocorre entre o singular e o
universal, o qual se processa através da particularidade, como um campo de
mediação em que a universidade se “embebe” da realidade do singular.
(PONTES, 1999)
O método de investigação dialético considera que os fatos não podem
ser considerados de forma isolada do contexto social. As análises realizadas
5
pelo viés do método dialético propõem que a investigação se inicie do real
concreto, o que segundo Marx (1982, p.14), deve ser considerado como:
Uma representação caótica do todo, e através de uma determinação
mais precisa, através de uma análise, chegaríamos a conceitos cada
vez mais simples; do concreto idealizado passaríamos a abstrações
cada vez mais tênues até atingirmos as determinações mais simples.
(MARX,1982, p.14).
Neste sentido considera-se o real concreto como a síntese das
múltiplas determinações. É preciso fazer uma análise concreta de situações
concretas, para que possamos conhecer à realidade dos fatos ou fenômenos
analisados. O método dialético propõem que para realizar a análise da
sociedade, devemos considerar a totalidade, o desenvolvimento histórico a
partir das contradições entre as classes sociais.
Analisaremos a seguir o ensino de sociologia a partir do
direcionamento das Diretrizes Curriculares para o Ensino Médio do Estado do
Paraná.
3. O ENSINO DE SOCIOLOGIA SOB O OLHAR DAS DIRETRIZES
CURRICULARES NACIONAIS DE SOCIOLOGIA PARA O ENSINO MÉDIO
A Sociologia surge no Brasil influenciada pela teoria positivista de
Comte no século XIX. Segundos Florestan Fernandes (1977 apud PARANA,
2008, p.8), o desenvolvimento da Sociologia ocorreu em três épocas:
A primeira época, uma conexão episódica entre o direito e a
sociedade, a literatura e o contexto histórico. A segunda é
caracterizada pelo pensamento racional como forma de consciência
social das condições da sociedade, nas primeiras décadas do século
XX; a terceira época, em meados do século XX, é marcada pela
subordinação do estudo dos fenômenos sociais aos padrões de
cientificidade do trabalho intelectual com influência das tendências
metodológicas em países europeus e nos Estados Unidos.
Nos primeiros anos do século XX, vivenciava-se um período de pós-
guerra, consequentemente ocorreu neste período o agravamento das questões
sociais e da pobreza, e também o desenvolvimento capitalista. Este
acontecimento estimulam reflexões sobre as problemáticas em evidencias.
Neste contexto, nos anos de 1930 a sociologia se institucionalizou no Brasil,
com o objetivo de estimular “a reflexão sobre as particularidades da cultura e
sociedade brasileira”. (PARANA, 2008, p.9).
6
Segundo Ianni (1996) a Sociologia lida com as relações, os processos
e as estruturas sociais, buscando contribuir para a transformação da
sociedade, ao proporcionar uma análise crítica e desmistificadora da realidade
capitalista. Para tanto, encontramos no método dialético a possibilidade de
contribuir para a análise crítica do sistema econômico, político e social vigente
na compreensão a sociedade atual. O autor destaca que:
O pensamento dialético também pode ser visto de modo original,
desde os desafios abertos pelo presente e pelo passado da
sociedade brasileira e latino-americana. Mas o seu conteúdo
essencialmente crítico ressoa bem mais perto, congruente,
consistente. Enquanto a sociologia é levada ao ponto de vista crítico,
ainda que moderadamente, devido à força da questão social, o
marxismo se coloca, desde o princípio, no horizonte dessa questão.
As disparidades, desigualdades e contradições colocam-se, desde o
começo, como momentos nucleares das relações, processos e
estruturas de dominação política e apropriação econômica que
produzem e reproduzem a sociabilidade burguesa. (IANINI,1996,
p.27)
Para tanto, pensarmos na Sociologia à luz do método é coloca-la à
serviço da compreensão da sociedade atual, por meio de análises críticas e
atuais e acreditando é possível superá-la, como uma grande desafio. Conforme
Jinkings (2007, p.116):
Na atualidade, em face de um projeto de sociabilidade que ata a vida
social e política aos movimentos do mercado e busca se afirmar
como irreversível, os desafios com que se depara a sociologia são os
de iluminar a natureza e o significado da dinâmica, das contradições
e das relações sociais que emergem nesta nova realidade. Neste
sentido a Sociologia pode contribuir para pensar, na sua
historicidade, o mundo social resultante do modo como o capital se
reproduz em nossos dias. (JINKINGS, 2007, p.116):
Entendermos a realidade social, portanto, é nos atentarmos para o
movimento das contradições, e das mediações, que ocorreram no decorrer da
história, avançando na compreensão para além das aparências dos
fenômenos, buscando a real apreensão da essência.
As Diretrizes Curriculares de Sociologia do Estado do Paraná para o
Ensino Médio apresenta a contribuição de Karl Heinrich Marx4
“1818 - 1883” e
4
Embora Marx não tenha sido um sociólogo, ao contrário de Weber e Durkheim, a sua
influência na teoria social é incontestável, e na Sociologia em particular, e, por ter sido o
fundador da dialética materialista, é sobre sua obra que iremos discorrer.
7
de outros autores como Émile Durkheim “1858 - 1917” , Maximilian Karl Emil
Weber “1864 - 1920” .
Referente à contribuição de Marx para a disciplina, o documento
destaca o princípio da contradição social, sugerindo que é possível trabalhar
com a possibilidade de interpretação da sociedade capitalista, desde sua
formação, composição e interpretação da realidade social vivenciada pelas
pessoas que compõem essa sociedade. Para isso, parte-se de análises com
base na produção econômico-material, considerando uma análise de totalidade
concreta do real (PARANÁ, 2013).
O documento ainda considera que atualmente o professor de
Sociologia do Ensino Médio enfrenta dificuldades especificamente relacionadas
a problemas teórico-clássicos, problemas metodológicos e problemas
pedagógicos.
Os problemas teórico-clássicos apontados trata dos limites das
explicações referentes aos aspectos da realidade social contemporânea. Os
problemas metodológicos são vistos como dificuldades pelos professores na
produção de explicações das diferenças e similitudes em uma única teoria
sociológica para uma abordagem dos autores nacionais e internacionais. E os
problemas pedagógicos pelo fato do professor necessitar adequar as teorias e
vertentes explicativas à contextualização da realidade atual sobretudo na
realidade do país em que vivemos.
Partindo do pressuposto de que o método materialista visa desvelar o
real, suas contradições e as mediações presentes, considerando as relações
existente entre a singularidade, particularidade e universalidade e ainda
considerar o desenvolvimento histórico desde sua gênese, formação e
desenvolvimento, é possível atingirmos uma apreensão concreta da realidade.
Não se trata, claro, de atingir uma verdade absoluta, inquestionável e
ahistórica, mas de apreender o máximo possível as determinações dos
fenômenos sociais estudados pela Sociologia.
Nesta perspectiva, os problemas apontados anteriormente pelo
documento, deixam de ser “problema” quando o professor busca conhecer a
realidade, suas mediações e contradições, por meio da análise dialética, na
compreensão da realidade atual, concatenando com a realidade histórica,
econômica e política, local, do pais e do mundo.
8
As Diretrizes Curriculares de Sociologia do Estado do Paraná prevê e
sugere os chamados “Conteúdos Estruturantes” para se desenvolver a
disciplina. Segundo Silva (2009, p.22), os Conteúdos Estruturantes devem ser
considerados como:
Saberes que identificam o campo de estudos de uma disciplina e que,
a partir de seus desdobramentos em conteúdos pontuais, garantem a
abordagem de seu objeto de estudo/ensino, em sua totalidade e
complexidade. Estes saberes surgiram e foram delimitando o campo
de estudos das disciplinas ao longo da constituição histórica das
mesmas.(SILVA, 2009, p.22)
Os conteúdos estruturantes foram organizados em cinco eixos sendo:
O processo de socialização e as instituições sociais; A cultura e a indústria
cultural; Trabalho, produção e classes sociais; Poder, política e ideologia;
Direitos, cidadania e movimentos sociais. Sugerem ao professor realizar uma
análise do cotidiano, partindo da reflexão local para se chegar ao global. Do
individual para se chegar ao coletivo, da empiria para que seja possível
alcançar e interpretar as inter-relações que compõem a sociedade por meio da
categoria totalidade (PARANA, 2008). Os conteúdos estruturantes propostos
não são totalmente fechados, e possibilitam ao professor adequar e
contextualizar os conteúdos á realidade de seus alunos e da escola que atua.
A forma da avaliação proposta pelo documento sugere uma concepção
de avaliação “formativa e continuada”, na perspectiva de contribuir na
“transformação social”, atuando como mediadora para “desnaturalizar”
conceitos históricos considerados imutáveis, e, assim, propiciar uma análise
crítica da realidade e uma maior e ativa participação na sociedade.
Todo o processo de aprendizado realizado, descoberto e construído
em sala pode e deve ser avaliado de maneira diagnóstica pelo professor. Para
que o mesmo consiga identificar o grau de entendimento de seus alunos e a
partir de então direcionar sua prática e intervenções no processo de ensino -
aprendizagem (Paraná, 2008).
Nesta perspectiva apresentaremos a seguir algumas sugestões para se
desenvolver em sala de aula com aluno do Ensino Médio na perspectiva
dialética. Escolhemos dois conteúdos que contemplam os conteúdos
estruturantes das Diretrizes Curriculares Estaduais de Sociologia.
9
4. NEOLIBERALISMO E QUESTÃO AMBIENTAL: SUGESTÕES DE
TRABALHO
Diante das análises apresentadas referentes ao método dialético e à
concepção da disciplina sob este método, buscou-se propor duas temáticas,
objetivando possibilitar um maior aprofundamento da realidade social atual, o
Neoliberalismo, o qual se enquadra no eixo do Trabalho, Produção e Classes
Sociais; e a Educação Ambiental, pertencente ao eixo do Direitos, Cidadania e
Movimentos Sociais, dos conteúdos estruturantes propostos.
4.1. Neoliberalismo
Entender as medidas neoliberais difundidas inicialmente nos de 1970,
na Inglaterra com Thatcher e nos Estados Unidos com Reagan e que
posteriormente em 1990 no Brasil, foram implementadas pelo presidente da
República na época, Fernando Henrique Cardoso é indispensável para
compreendermos a realidade econômica, política e social de nosso país.
Para desenvolver esse tema é fundamental que o professor de
sociologia proporcione aos seus alunos explicações que estimule a
compreensão e análise sobre o surgimento do neoliberalismo5
, seus princípios,
consequências e contexto históricos, bem como, analisar de que maneira os
princípios neoliberais estão presente e se materializam em nossa vida
cotidiana, da sociedade do país e do mundo. Para tanto devemos elucidar as
seguintes questões: O que é o como surgiu o neoliberalismo? Quais seus
princípios em nossa sociedade globalizada? Quais as principais consequências
que ocorreram após sua implantação inicial na Inglaterra e nos Estados Unidos
na década de 70 e nos anos 90 no em todos os países do planeta? De que
maneira suas manifestações nos afeta diretamente enquanto cidadãos do
mundo e moradores da cidade de Guarapuava?
Os princípios neoliberais estão fundamentados na tríade composta pela
desregulamentação das leis trabalhista, privatizações de empresas estatais e
abertura do mercado e retirada do estado da ordem econômica. È de suma
importância que o professor trabalhe com seus alunos as consequências
destas medidas. Como por exemplo, a redução dos investimentos em Políticas
Sociais, privatizações de empresa estatais, implementadas no Brasil por meio
5
Sobre a questão do neoliberalismo ver: Anderson (2003), Filgueiras (2006), Galvão (2003),
Harvey (2008), Santos (2000) e Petras (1999).
10
da Reforma administrativa do Estado de 1995 e pela abertura da Economia ao
Capital Estrangeiro.
Nesta perspectiva, sugerimos a escolha de vídeos, que possibilitará por
meio do uso de imagens, diversificar a dinâmica da sala de aula, para que em
seguida se promova uma discussão sobre o tema. O professor poderá oferecer
um texto informativo para leitura, propor aos seus alunos pesquisas sobre o
tema, utilizando o laboratório de informática da escola, incentivando e
estimulando a curiosidade do aluno sobre o que está sendo trabalhado em sala
de aula.
O professor pode propor aos seus alunos questões para ser
respondidas e apresentadas em forma de seminários. Durante e mesmo após o
término das apresentações, cabe ao professor a tarefa de mediação do
conteúdo desenvolvido em sala com o movimento da totalidade global.
O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM)6
, é uma
medida utilizada para a classificar e medir o desenvolvimento de municípios
composta por dados como a renda, educação e saúde, considerando os
dados comparativos nos anos de 1991, 2000 e 2010. O IDHM deve ser
considerado como um excelente material para o professor explorar e utilizar na
realização de uma análise buscando concatenando as conteúdos estudados
com a realidade local. Ao trabalhar os dados da particularidade do município,
por meio de uma análise de conjuntura, é possível levar os alunos refletir e
compreender as relações de contradições e mediações na implantação com o
neoliberalismo, bem como suas manifestações e consequências se manifestam
diretamente na realidade do aluno.
4.2. Sociologia e meio ambiente
Trabalhar com essa temática, oportuniza ao professor desenvolver em
seus alunos uma reflexão sobre o meio ambiente e atuação que o homem
exerce sobre a natureza. Especificamente entender as relações de produção e
entre o homem/natureza, avaliando os impactos das medidas neoliberais e
suas consequências também para o meio ambiente.
Nesta proposta objetivamos propiciar aos alunos uma reflexão
referente a questão ambiental , que supere a visão empírica e superficial de
6
Disponível em http://www.atlasbrasil.org.br/2013/
11
que se apenas cuidarmos e reclicarmos o lixo de nossas salas de aula, da
escola,de nossa casa, do bairro e da cidade, como uma tarefa e compromisso
individual e pessoal, estaremos contribuindo e fazendo a nossa parte para a
preservação do meio ambiente.
A questão ambiental na perspectiva materialista precisa ser tratada
como uma questão social, política e econômica. Para tanto, é indispensável
entendermos e discutirmos o sistema de produção capitalista, o qual implica a
produção de mercadorias e o consumo exacerbado da sociedade atual. Este é
o primeiro passo para adentrarmos nessa temática.
O professor de sociologia ao desenvolver essa temática, deverá
questionar aos seus alunos sobre as seguintes questões: Como a questão da
preservação do meio ambiente é apresentada atualmente em todo o mundo,
principalmente com a colaboração da mídia? Existe relação entre a segregação
ambiental e o consumo? Por que atualmente a nossa sociedade é considerada
a sociedade do consumo? De que maneira podemos pensar em uma solução
para a problemática da degradação do meio ambiente causada pelo próprio
homem?
Ao discutirmos as questões ambientais, é necessário nos atentarmos
para essa questão a partir de uma análise global, econômica e política. Plantar
árvores, reclicar o lixo que produzimos, não poluir os rios, são ações positivas
que contribuem para a preservação do meio ambiente, mas, são ações
paliativas, pontuais e de poucas significância e efetividade para a preservação
da natureza. Visto que a principal causa da degradação ambiental está na
transformação e destruição da natureza, pelo modo de produção de materiais e
bens de consumo, estimulada pelo consumo em massa de produtos, como
aponta Gorender (1996):
A humanização da natureza nem sempre tem sido um processo
harmônico. Marx foi um dos primeiros a apontarem o caráter predador
da burguesia, com reiteradas referências, por exemplo, à destruição
dos recursos naturais pela agricultura capitalista. Sob este aspecto,
merece ser considerado precursor dos modernos movimentos de
defesa da ecologia em benefício da vida humana. Do ponto de vista
da Antropologia, o que sobreleva é a relação do homem com a
natureza por meio do trabalho e a humanização sob o aspecto de
autocriação do homem no processo de transformação da natureza
pelo trabalho. (GORENDER, 1996, p 22).
12
Porém, essa transformação da natureza que deveria ter a função social
de suprir as necessidades básicas de sobrevivência dos seres humanos,
perdeu essa função desde quando os portugueses e espanhóis invadiram
nosso país. Essa relação do homem com a natureza na lógica capitalista é
altamente destrutiva, pois seu objetivo final prima somente o lucro. E a função
social da natureza é deixada de lado. O consumo exacerbado pelo homem é a
mola propulsora que contribui para o aumento das necessidade de findarmos
com os recursos naturais existente em nosso planeta, objetivando produzir e
suprir as necessidade de consumo e lucro.
Nesta perspectiva, o documentário “História das coisas”7
é de grande
valia. Neste filme de apenas vinte e um minutos, a pesquisadora ambientalista
Annie Leonnard, apresenta o resultado de seus estudos sobre o sistema de
produção capitalista, as consequências do consumo e do descarte de matérias
primas utilizada para a construção de bens de consumo.
Ao desenvolver essa temática é indispensável trabalhar com os alunos
a relação entre a segregação ambiental e o consumo, bem como os motivos
que corroboram para que a sociedade atual seja considerada como a
sociedade do consumo. Essa análise é imprescindível para avançarmos da
análise da questão ambiental, objetivando ir além da aparência para chegar a
essência.
A utilização de charges para o desenvolvimento dessa temática ilustra
e contribui para despertar o interesse dos alunos, bem como para estimular a
leitura, e principalmente a interpretação e compreensão desse gênero textual.
Escolhermos dentre muitas charges encontradas apenas quatro, que
tratam sobre a temática da questão ambiental. As charges poderão ser
exploradas de modo geral com toda a turma pelo professor ou com a criação
de grupos de estudo, estimulando a criatividade e o debate entre os alunos.
Vejamos a charge 1, a qual enfatiza a depredação ambiental e dos
recursos naturais, em prol do consumo e lucro, de maneira irracional pelo
homem.
7
A História das Coisas ('The Story of Stuff') EUA, 2007. Direção: Louis Fox.
Disponível em : www.youtube.com/watch?v=7qFiGMSnNjw. Acessado em 20 de agosto de
2013.
13
CHARGE 1- Cadeia do consumo
Fonte: http://planetasustentavel-2011.blogspot.com.br/2011/10/charges-sobre-o-meio-
ambiente.html
A charge 2 chama a atenção do leitor para a poluição dos rios, lagos e
mares, causado pelo lixo produzido, utilizado e descartado de forma irregular
pelo próprio homem.
Charge 2- Preservação dos rios, lagos e mares.
Fonte: www.arionaurocartuns.com.br
A charge 3 ilustra como o desejo de consumo, o qual é estimulado
diariamente pelos meios de comunicação de massa, está presente na vida das
pessoas, conforme Annie Leonna denuncia em seu documentário.
14
CHARGE 3- Sonho de consumo
Fonte: https://blogdoonyx.wordpress.com/2011/05/05/
A ultima charge que selecionamos charge 4, chama a atenção do leitor
para o papel que os meios de comunicação especificamente que a televisão
desempenha na vida da grande massa de trabalhadores, transforma-los em
marionetes alienadas.
CHARGE 4 - Cidadania, globalização , consumo de massa e trabalho
Fonte: http://blogs.unigranrio.com.br/formacaogeral/charges/
15
Ao utilizar as charges como material didático, estas possibilitam ao
professor ilustrar e aprofundar as discussões e debate sobre o modelo de vida
capitalista, a preservação ambiental, o consumismo e o papel importante papel
da mídia nesta cadeia capitalista.
O professor ao desenvolver essa temática deve partir da hipótese de
que:
Nesse sentido, uma educação ambiental transformadora exige uma
sistematização que organize os processos de construção crítica de
conhecimentos, atitudes e valores políticos, sociais e históricos.
Assim, se a educação é mediadora na atividade humana, articulando
teoria e prática, a educação ambiental é mediadora da apropriação,
pelos sujeitos, das qualidades e capacidades necessárias à ação
transformadora responsável diante do ambiente em que vivem.
Podemos dizer que a gênese do processo educativo ambiental é o
movimento de fazer-se plenamente humano pela
apropriação/transmissão crítica e transformadora da totalidade
histórica e concreta da vida dos homens no ambiente (TOZONI-REIS,
s/d).
Partimos do pressuposto de que ações individuais e/ou coletivas de
maneiras pontuais são validas para a preservação do meio ambiente. Porém,
para que realmente possamos chegar à raiz do problema, Mészáros (2002)
defende que precisamos liquidar com os seus aspectos fundante da
problemática, em suas causas, as quais se encontram no modo de produção
do sistema capitalista.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Adotar o método dialético é acreditar que a sociedade pode vir a ser
transformada, e que o professor de Sociologia, pelo fato de trabalhar em
específico com a “sociedade”, em seus aspectos históricos, políticos,
econômicos e sociais, tem a oportunidade de propor uma discussão sólida,
crítica e reflexiva aos seus alunos, referente à realidade em que vivemos no
presente, como fruto dos fatos históricos passados, bem como, instigar e
provocar seus alunos para pensarmos no futuro em uma nova possibilidade
para a sociedade.
Para tanto entender os problema pontuais, regionais e globais é
indispensável para realização da análise dialética, porém concatenar as
16
singularidades e particularidades com o todo, compreendendo as contradições
e mediações que a compõe, é indispensável.
Cabe ao professor instigar seus alunos para a compreensão da
sociedade em seus aspectos sociais, históricos e políticos, bem como a de
analisar as relações materiais e de produção, o modo de como o capital vem se
reproduzindo, para discutirmos e pensarmos na possibilidade de superação
dessa realidade.
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
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GORENDER, Jacob. Apresentação. In: Os economistas. O Capital. São
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HARVEY, D. O Neoliberalismo: História e Implicações. São Paulo: Edições
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Paulo Jan./Apr. 1996. Disponível em:
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O método dialético como possível metodologia para o Ensino Médio

  • 1. O método dialético e sua contribuição para o professor de Ensino de Sociologia. Viviane Silveira Batista1 Alessandro de Melo2 RESUMO: Este estudo visa propor o método dialético como prática educativa a ser desenvolvimento na disciplina sociologia do Ensino Médio. Acreditamos que ao adotar o método dialético, devemos considerar a premissa de que o mundo está em constante transformação e que a sociedade capitalista pode vir a ser transformada. Num primeiro momento, iremos expor as bases conceituais e metodológicas do método dialético. Num segundo momento, abordaremos o Ensino de Sociologia sob o olhar das Diretrizes Curriculares Nacionais de Sociologia para o Ensino Médio.E por fim, buscamos propor duas temáticas para serem desenvolvidas em sala com alunos nos anos finais do Ensino Médio na disciplina de sociologia: o Neoliberalismo, o qual se enquadra no eixo do Trabalho, Produção e Classes Sociais; E Educação Ambiental, pertencente ao eixo do Direitos, Cidadania e Movimentos Sociais, dos conteúdos estruturantes propostos, possibilitando um maior aprofundamento da realidade social atual. PALAVRAS –CHAVES: Método Dialético . Sociologia. Ensino Médio. This study aims to propose the dialectical method as an educational practice to be development in the discipline of sociology high school. We believe that by adopting the dialectical method, we must consider the premise that the world is constant changing and that capitalist society can become transformed. At first moment, we will exposed the conceptual and methodological bases of the dialectical method. At Second moment we Will approach the Teach of Sociology beneat the look of the National Curriculum Guidelines of Sociology for High school. Finally, Seek to propose two themes to be developed in classroom with students in the final years of High school in the discipline of sociology: the neoliberalism, which fits at the axis of work,production and Social Classes; And Environmental Education, belonging to the axis of Rights, Citizenry and Social Movements, of proposed structuring content, making possible a greater deepening of the current social reality. KEYWORDS: Dialectical Method. Sociology, Secondary. 1 Pedagoga e Assistente Social, Pós-Graduada em Docência para o Ensino Superior e Mestranda em Educação – UNICENTRO, Graduanda em Ciências Sociais pela Faculdade Guarapuava. E-mail: viibatista@yahoo.com.br 2 Graduado em ciências sociais pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1999), mestrado em Educação Escolar pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2003) e doutorado em Educação pela Universidade Federal do Paraná (2010). Atualmente é professor adjunto B da Universidade Estadual do Centro-Oeste. Professor do Programa de Pós Graduação em Educação da mesma universidade.E-mail: Alessandrodemelo2006@hotmail.com
  • 2. 2 1. INTRODUÇÃO Este estudo objetiva ressaltar a importância da utilização do método dialético para a disciplina Sociologia no Ensino Médio, visto que o mesmo propõe contribuir para a transformação da sociedade, ao sugerir uma análise crítica e desmistificadora da realidade da sociedade capitalista. Nesta perspectiva, buscamos compreender o método dialético, bem como, analisar suas contribuições para a disciplina de sociologia, considerando-a como uma das ciências cuja seu principal objetivo visa elucidar e compreender a sociedade atual. Nesta pesquisa, propomos responder de que maneira a análise crítica da realidade social, a qual tem como base a produção material da sociedade capitalista, pode colaborar para o ensino da disciplina de sociologia no Ensino Médio? Segundo Netto (2011) a perspectiva dialética materialista, a qual surgiu com Marx no século XIX, busca elucidar desde sua gênese, a consolidação e o desenvolvimento do capitalismo, bem como analisar as suas crises e as transformações da sociedade burguesa, ocorridas a partir das mudanças no modo de produção capitalista. Neste contexto, parte da totalidade que compõem a sociedade em seus aspectos conjunturais: políticos, econômicos e sociais, bem como as contradições e as mediações presentes nesse processo histórico. Para tanto, utilizamos a pesquisa bibliográfica para um maior aprofundamento sobre as questões do método e sobre a disciplina de Sociologia. Também fizemos uso da análise documental, para que pudéssemos referenciar esse estudo a partir das Diretrizes Curriculares de Sociologia para o Ensino Médio do Estado do Paraná. Em um primeiro momento buscamos explicitar as contribuições do método dialético e sua relevância para a disciplina de Sociologia. Em um segundo momento, elencamos suas principais contribuições e fundamentos apresentados nas Diretrizes para esta disciplina. E, por fim, desenvolveremos algumas sugestões, para a utilização em sala de aula pelo professor de sociologia, nos anos finais do ensino médio. Para as sugestões apresentadas escolhemos duas temáticas pautadas nos conteúdos estruturante das Diretrizes Curriculares para o ensino de
  • 3. 3 Sociologia: o neoliberalismo, tema que se enquadram no eixo Trabalho, Produção e Classes Sociais e a temática da Educação Ambiental, pertencente ao eixo dos Direitos, Cidadania e Movimentos Sociais. 2. MÉTODO DIALÉTICO O método dialético proposto por Marx visa à compreensão da sociedade burguesa, partindo da análise da totalidade, categoria que expressa as relações sociais em movimento, com as dinâmicas contraditórias inerentes à sua composição como uma sociedade pautada na luta de classes, antagonizadas pela burguesia e proletariado3 . Para Marx a centralidade das relações sociais está no trabalho e nas relações que se estabelece nesse processo, entre o homem-natureza e os outros homens. É nas relações de produção material da vida social que se materializa a relação de exploração de uma classe sobre a outra em cada época histórica. Sob o capitalismo, esta produção ocorre fundamentalmente pela venda da força de trabalho pelo proletariado à burguesia, em troca do pagamento do salário. Marx ressalta que é nesta lógica que o movimento das contradições e antagonismo de classe se reafirma no sistema. E Marx ao fazer a crítica ao sistema, também faz apontamentos que propõem a superação e transformação dessa realidade social (MARX, 1999). Nesta perspectiva, o método dialético busca a apreensão da totalidade, ou seja, a apreensão das dinâmicas das relações sociais. Segundo Konder (1981, p.18): Qualquer objeto que o homem possa perceber ou criar é parte de um todo. Em cada ação empreendida, o ser humano se defronta, inevitavelmente, com problemas interligados. Por isso, para encaminhar uma solução para os problemas, o ser humano precisa ter uma certa visão de conjunto deles: é a partir da visão do conjunto que a gente pode avaliar a dimensão de cada elemento do quadro. A categoria totalidade não deve ser reduzida apenas a um todo construído por partes desarticuladas. Marx considera a sociedade burguesa como uma totalidade concreta, “[...] inclusiva e macroscópica, de máxima 3 Burguesia e proletariado são as chamadas “classes fundamentais”, perante as quais levantam-se frações de classe, cuja composição complexa e contraditória não será tema deste artigo.
  • 4. 4 complexidade, constituída por totalidades de menor totalidade”. (NETTO, 2009, p.57). Considera-se que a sociedade é a totalidade mais complexa, composta de infinitas totalidades, ou seja, um sistema de relações dinâmicas e dialéticas, e para que possamos compreendê-la, necessitamos analisar as contradições e as mediações específicas que constituem o “tecido” de cada totalidade, aquilo que dá “vida” a cada totalidade (KONDER, 1981). Nesta perspectiva, identificar as mediações se faz necessárias para para o processo de identificação das particularidades e determinações que compõem uma dada realidade. Segundo Pontes (2000), esse processo pode ser compreendido através da tríade: singularidade, particularidade e universalidade. No processo da singularidade, consideramos que os fenômenos não devem ser analisados somente de forma isolada, fragmentados e pontuais. Porém, essa análise deve estar concatenada com a universalidade, considerando as relações sociais, econômicas, políticas, de produção, relações entre Estado, mercado e sociedade, as políticas sociais e econômicas, históricas, dentre outras, que interferem nos fenômenos ou no problemas. É na particularidade que o singular se universaliza e o universal se singulariza em um movimento dialético. Segundo Lukács (1978, p.113): “O movimento dialético do universal ao particular e vice-versa, devemos observar que o meio mediador (a particularidade) [...] é sim, em certa medida, um inteiro campo de mediações.” A mediação é, portanto, a categoria da articulação e ligação entre as partes que formam a totalidade, ou seja, a singularidade, a particularidade e a universalidade. É por meio do desvendamento das mediações de um processo, que é possível entender e explicar as particularidades das contradições presentes. Sem compreendermos as mediações, a totalidade se torna amorfa e não compreensível. Dialeticamente, esse movimento ocorre entre o singular e o universal, o qual se processa através da particularidade, como um campo de mediação em que a universidade se “embebe” da realidade do singular. (PONTES, 1999) O método de investigação dialético considera que os fatos não podem ser considerados de forma isolada do contexto social. As análises realizadas
  • 5. 5 pelo viés do método dialético propõem que a investigação se inicie do real concreto, o que segundo Marx (1982, p.14), deve ser considerado como: Uma representação caótica do todo, e através de uma determinação mais precisa, através de uma análise, chegaríamos a conceitos cada vez mais simples; do concreto idealizado passaríamos a abstrações cada vez mais tênues até atingirmos as determinações mais simples. (MARX,1982, p.14). Neste sentido considera-se o real concreto como a síntese das múltiplas determinações. É preciso fazer uma análise concreta de situações concretas, para que possamos conhecer à realidade dos fatos ou fenômenos analisados. O método dialético propõem que para realizar a análise da sociedade, devemos considerar a totalidade, o desenvolvimento histórico a partir das contradições entre as classes sociais. Analisaremos a seguir o ensino de sociologia a partir do direcionamento das Diretrizes Curriculares para o Ensino Médio do Estado do Paraná. 3. O ENSINO DE SOCIOLOGIA SOB O OLHAR DAS DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS DE SOCIOLOGIA PARA O ENSINO MÉDIO A Sociologia surge no Brasil influenciada pela teoria positivista de Comte no século XIX. Segundos Florestan Fernandes (1977 apud PARANA, 2008, p.8), o desenvolvimento da Sociologia ocorreu em três épocas: A primeira época, uma conexão episódica entre o direito e a sociedade, a literatura e o contexto histórico. A segunda é caracterizada pelo pensamento racional como forma de consciência social das condições da sociedade, nas primeiras décadas do século XX; a terceira época, em meados do século XX, é marcada pela subordinação do estudo dos fenômenos sociais aos padrões de cientificidade do trabalho intelectual com influência das tendências metodológicas em países europeus e nos Estados Unidos. Nos primeiros anos do século XX, vivenciava-se um período de pós- guerra, consequentemente ocorreu neste período o agravamento das questões sociais e da pobreza, e também o desenvolvimento capitalista. Este acontecimento estimulam reflexões sobre as problemáticas em evidencias. Neste contexto, nos anos de 1930 a sociologia se institucionalizou no Brasil, com o objetivo de estimular “a reflexão sobre as particularidades da cultura e sociedade brasileira”. (PARANA, 2008, p.9).
  • 6. 6 Segundo Ianni (1996) a Sociologia lida com as relações, os processos e as estruturas sociais, buscando contribuir para a transformação da sociedade, ao proporcionar uma análise crítica e desmistificadora da realidade capitalista. Para tanto, encontramos no método dialético a possibilidade de contribuir para a análise crítica do sistema econômico, político e social vigente na compreensão a sociedade atual. O autor destaca que: O pensamento dialético também pode ser visto de modo original, desde os desafios abertos pelo presente e pelo passado da sociedade brasileira e latino-americana. Mas o seu conteúdo essencialmente crítico ressoa bem mais perto, congruente, consistente. Enquanto a sociologia é levada ao ponto de vista crítico, ainda que moderadamente, devido à força da questão social, o marxismo se coloca, desde o princípio, no horizonte dessa questão. As disparidades, desigualdades e contradições colocam-se, desde o começo, como momentos nucleares das relações, processos e estruturas de dominação política e apropriação econômica que produzem e reproduzem a sociabilidade burguesa. (IANINI,1996, p.27) Para tanto, pensarmos na Sociologia à luz do método é coloca-la à serviço da compreensão da sociedade atual, por meio de análises críticas e atuais e acreditando é possível superá-la, como uma grande desafio. Conforme Jinkings (2007, p.116): Na atualidade, em face de um projeto de sociabilidade que ata a vida social e política aos movimentos do mercado e busca se afirmar como irreversível, os desafios com que se depara a sociologia são os de iluminar a natureza e o significado da dinâmica, das contradições e das relações sociais que emergem nesta nova realidade. Neste sentido a Sociologia pode contribuir para pensar, na sua historicidade, o mundo social resultante do modo como o capital se reproduz em nossos dias. (JINKINGS, 2007, p.116): Entendermos a realidade social, portanto, é nos atentarmos para o movimento das contradições, e das mediações, que ocorreram no decorrer da história, avançando na compreensão para além das aparências dos fenômenos, buscando a real apreensão da essência. As Diretrizes Curriculares de Sociologia do Estado do Paraná para o Ensino Médio apresenta a contribuição de Karl Heinrich Marx4 “1818 - 1883” e 4 Embora Marx não tenha sido um sociólogo, ao contrário de Weber e Durkheim, a sua influência na teoria social é incontestável, e na Sociologia em particular, e, por ter sido o fundador da dialética materialista, é sobre sua obra que iremos discorrer.
  • 7. 7 de outros autores como Émile Durkheim “1858 - 1917” , Maximilian Karl Emil Weber “1864 - 1920” . Referente à contribuição de Marx para a disciplina, o documento destaca o princípio da contradição social, sugerindo que é possível trabalhar com a possibilidade de interpretação da sociedade capitalista, desde sua formação, composição e interpretação da realidade social vivenciada pelas pessoas que compõem essa sociedade. Para isso, parte-se de análises com base na produção econômico-material, considerando uma análise de totalidade concreta do real (PARANÁ, 2013). O documento ainda considera que atualmente o professor de Sociologia do Ensino Médio enfrenta dificuldades especificamente relacionadas a problemas teórico-clássicos, problemas metodológicos e problemas pedagógicos. Os problemas teórico-clássicos apontados trata dos limites das explicações referentes aos aspectos da realidade social contemporânea. Os problemas metodológicos são vistos como dificuldades pelos professores na produção de explicações das diferenças e similitudes em uma única teoria sociológica para uma abordagem dos autores nacionais e internacionais. E os problemas pedagógicos pelo fato do professor necessitar adequar as teorias e vertentes explicativas à contextualização da realidade atual sobretudo na realidade do país em que vivemos. Partindo do pressuposto de que o método materialista visa desvelar o real, suas contradições e as mediações presentes, considerando as relações existente entre a singularidade, particularidade e universalidade e ainda considerar o desenvolvimento histórico desde sua gênese, formação e desenvolvimento, é possível atingirmos uma apreensão concreta da realidade. Não se trata, claro, de atingir uma verdade absoluta, inquestionável e ahistórica, mas de apreender o máximo possível as determinações dos fenômenos sociais estudados pela Sociologia. Nesta perspectiva, os problemas apontados anteriormente pelo documento, deixam de ser “problema” quando o professor busca conhecer a realidade, suas mediações e contradições, por meio da análise dialética, na compreensão da realidade atual, concatenando com a realidade histórica, econômica e política, local, do pais e do mundo.
  • 8. 8 As Diretrizes Curriculares de Sociologia do Estado do Paraná prevê e sugere os chamados “Conteúdos Estruturantes” para se desenvolver a disciplina. Segundo Silva (2009, p.22), os Conteúdos Estruturantes devem ser considerados como: Saberes que identificam o campo de estudos de uma disciplina e que, a partir de seus desdobramentos em conteúdos pontuais, garantem a abordagem de seu objeto de estudo/ensino, em sua totalidade e complexidade. Estes saberes surgiram e foram delimitando o campo de estudos das disciplinas ao longo da constituição histórica das mesmas.(SILVA, 2009, p.22) Os conteúdos estruturantes foram organizados em cinco eixos sendo: O processo de socialização e as instituições sociais; A cultura e a indústria cultural; Trabalho, produção e classes sociais; Poder, política e ideologia; Direitos, cidadania e movimentos sociais. Sugerem ao professor realizar uma análise do cotidiano, partindo da reflexão local para se chegar ao global. Do individual para se chegar ao coletivo, da empiria para que seja possível alcançar e interpretar as inter-relações que compõem a sociedade por meio da categoria totalidade (PARANA, 2008). Os conteúdos estruturantes propostos não são totalmente fechados, e possibilitam ao professor adequar e contextualizar os conteúdos á realidade de seus alunos e da escola que atua. A forma da avaliação proposta pelo documento sugere uma concepção de avaliação “formativa e continuada”, na perspectiva de contribuir na “transformação social”, atuando como mediadora para “desnaturalizar” conceitos históricos considerados imutáveis, e, assim, propiciar uma análise crítica da realidade e uma maior e ativa participação na sociedade. Todo o processo de aprendizado realizado, descoberto e construído em sala pode e deve ser avaliado de maneira diagnóstica pelo professor. Para que o mesmo consiga identificar o grau de entendimento de seus alunos e a partir de então direcionar sua prática e intervenções no processo de ensino - aprendizagem (Paraná, 2008). Nesta perspectiva apresentaremos a seguir algumas sugestões para se desenvolver em sala de aula com aluno do Ensino Médio na perspectiva dialética. Escolhemos dois conteúdos que contemplam os conteúdos estruturantes das Diretrizes Curriculares Estaduais de Sociologia.
  • 9. 9 4. NEOLIBERALISMO E QUESTÃO AMBIENTAL: SUGESTÕES DE TRABALHO Diante das análises apresentadas referentes ao método dialético e à concepção da disciplina sob este método, buscou-se propor duas temáticas, objetivando possibilitar um maior aprofundamento da realidade social atual, o Neoliberalismo, o qual se enquadra no eixo do Trabalho, Produção e Classes Sociais; e a Educação Ambiental, pertencente ao eixo do Direitos, Cidadania e Movimentos Sociais, dos conteúdos estruturantes propostos. 4.1. Neoliberalismo Entender as medidas neoliberais difundidas inicialmente nos de 1970, na Inglaterra com Thatcher e nos Estados Unidos com Reagan e que posteriormente em 1990 no Brasil, foram implementadas pelo presidente da República na época, Fernando Henrique Cardoso é indispensável para compreendermos a realidade econômica, política e social de nosso país. Para desenvolver esse tema é fundamental que o professor de sociologia proporcione aos seus alunos explicações que estimule a compreensão e análise sobre o surgimento do neoliberalismo5 , seus princípios, consequências e contexto históricos, bem como, analisar de que maneira os princípios neoliberais estão presente e se materializam em nossa vida cotidiana, da sociedade do país e do mundo. Para tanto devemos elucidar as seguintes questões: O que é o como surgiu o neoliberalismo? Quais seus princípios em nossa sociedade globalizada? Quais as principais consequências que ocorreram após sua implantação inicial na Inglaterra e nos Estados Unidos na década de 70 e nos anos 90 no em todos os países do planeta? De que maneira suas manifestações nos afeta diretamente enquanto cidadãos do mundo e moradores da cidade de Guarapuava? Os princípios neoliberais estão fundamentados na tríade composta pela desregulamentação das leis trabalhista, privatizações de empresas estatais e abertura do mercado e retirada do estado da ordem econômica. È de suma importância que o professor trabalhe com seus alunos as consequências destas medidas. Como por exemplo, a redução dos investimentos em Políticas Sociais, privatizações de empresa estatais, implementadas no Brasil por meio 5 Sobre a questão do neoliberalismo ver: Anderson (2003), Filgueiras (2006), Galvão (2003), Harvey (2008), Santos (2000) e Petras (1999).
  • 10. 10 da Reforma administrativa do Estado de 1995 e pela abertura da Economia ao Capital Estrangeiro. Nesta perspectiva, sugerimos a escolha de vídeos, que possibilitará por meio do uso de imagens, diversificar a dinâmica da sala de aula, para que em seguida se promova uma discussão sobre o tema. O professor poderá oferecer um texto informativo para leitura, propor aos seus alunos pesquisas sobre o tema, utilizando o laboratório de informática da escola, incentivando e estimulando a curiosidade do aluno sobre o que está sendo trabalhado em sala de aula. O professor pode propor aos seus alunos questões para ser respondidas e apresentadas em forma de seminários. Durante e mesmo após o término das apresentações, cabe ao professor a tarefa de mediação do conteúdo desenvolvido em sala com o movimento da totalidade global. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM)6 , é uma medida utilizada para a classificar e medir o desenvolvimento de municípios composta por dados como a renda, educação e saúde, considerando os dados comparativos nos anos de 1991, 2000 e 2010. O IDHM deve ser considerado como um excelente material para o professor explorar e utilizar na realização de uma análise buscando concatenando as conteúdos estudados com a realidade local. Ao trabalhar os dados da particularidade do município, por meio de uma análise de conjuntura, é possível levar os alunos refletir e compreender as relações de contradições e mediações na implantação com o neoliberalismo, bem como suas manifestações e consequências se manifestam diretamente na realidade do aluno. 4.2. Sociologia e meio ambiente Trabalhar com essa temática, oportuniza ao professor desenvolver em seus alunos uma reflexão sobre o meio ambiente e atuação que o homem exerce sobre a natureza. Especificamente entender as relações de produção e entre o homem/natureza, avaliando os impactos das medidas neoliberais e suas consequências também para o meio ambiente. Nesta proposta objetivamos propiciar aos alunos uma reflexão referente a questão ambiental , que supere a visão empírica e superficial de 6 Disponível em http://www.atlasbrasil.org.br/2013/
  • 11. 11 que se apenas cuidarmos e reclicarmos o lixo de nossas salas de aula, da escola,de nossa casa, do bairro e da cidade, como uma tarefa e compromisso individual e pessoal, estaremos contribuindo e fazendo a nossa parte para a preservação do meio ambiente. A questão ambiental na perspectiva materialista precisa ser tratada como uma questão social, política e econômica. Para tanto, é indispensável entendermos e discutirmos o sistema de produção capitalista, o qual implica a produção de mercadorias e o consumo exacerbado da sociedade atual. Este é o primeiro passo para adentrarmos nessa temática. O professor de sociologia ao desenvolver essa temática, deverá questionar aos seus alunos sobre as seguintes questões: Como a questão da preservação do meio ambiente é apresentada atualmente em todo o mundo, principalmente com a colaboração da mídia? Existe relação entre a segregação ambiental e o consumo? Por que atualmente a nossa sociedade é considerada a sociedade do consumo? De que maneira podemos pensar em uma solução para a problemática da degradação do meio ambiente causada pelo próprio homem? Ao discutirmos as questões ambientais, é necessário nos atentarmos para essa questão a partir de uma análise global, econômica e política. Plantar árvores, reclicar o lixo que produzimos, não poluir os rios, são ações positivas que contribuem para a preservação do meio ambiente, mas, são ações paliativas, pontuais e de poucas significância e efetividade para a preservação da natureza. Visto que a principal causa da degradação ambiental está na transformação e destruição da natureza, pelo modo de produção de materiais e bens de consumo, estimulada pelo consumo em massa de produtos, como aponta Gorender (1996): A humanização da natureza nem sempre tem sido um processo harmônico. Marx foi um dos primeiros a apontarem o caráter predador da burguesia, com reiteradas referências, por exemplo, à destruição dos recursos naturais pela agricultura capitalista. Sob este aspecto, merece ser considerado precursor dos modernos movimentos de defesa da ecologia em benefício da vida humana. Do ponto de vista da Antropologia, o que sobreleva é a relação do homem com a natureza por meio do trabalho e a humanização sob o aspecto de autocriação do homem no processo de transformação da natureza pelo trabalho. (GORENDER, 1996, p 22).
  • 12. 12 Porém, essa transformação da natureza que deveria ter a função social de suprir as necessidades básicas de sobrevivência dos seres humanos, perdeu essa função desde quando os portugueses e espanhóis invadiram nosso país. Essa relação do homem com a natureza na lógica capitalista é altamente destrutiva, pois seu objetivo final prima somente o lucro. E a função social da natureza é deixada de lado. O consumo exacerbado pelo homem é a mola propulsora que contribui para o aumento das necessidade de findarmos com os recursos naturais existente em nosso planeta, objetivando produzir e suprir as necessidade de consumo e lucro. Nesta perspectiva, o documentário “História das coisas”7 é de grande valia. Neste filme de apenas vinte e um minutos, a pesquisadora ambientalista Annie Leonnard, apresenta o resultado de seus estudos sobre o sistema de produção capitalista, as consequências do consumo e do descarte de matérias primas utilizada para a construção de bens de consumo. Ao desenvolver essa temática é indispensável trabalhar com os alunos a relação entre a segregação ambiental e o consumo, bem como os motivos que corroboram para que a sociedade atual seja considerada como a sociedade do consumo. Essa análise é imprescindível para avançarmos da análise da questão ambiental, objetivando ir além da aparência para chegar a essência. A utilização de charges para o desenvolvimento dessa temática ilustra e contribui para despertar o interesse dos alunos, bem como para estimular a leitura, e principalmente a interpretação e compreensão desse gênero textual. Escolhermos dentre muitas charges encontradas apenas quatro, que tratam sobre a temática da questão ambiental. As charges poderão ser exploradas de modo geral com toda a turma pelo professor ou com a criação de grupos de estudo, estimulando a criatividade e o debate entre os alunos. Vejamos a charge 1, a qual enfatiza a depredação ambiental e dos recursos naturais, em prol do consumo e lucro, de maneira irracional pelo homem. 7 A História das Coisas ('The Story of Stuff') EUA, 2007. Direção: Louis Fox. Disponível em : www.youtube.com/watch?v=7qFiGMSnNjw. Acessado em 20 de agosto de 2013.
  • 13. 13 CHARGE 1- Cadeia do consumo Fonte: http://planetasustentavel-2011.blogspot.com.br/2011/10/charges-sobre-o-meio- ambiente.html A charge 2 chama a atenção do leitor para a poluição dos rios, lagos e mares, causado pelo lixo produzido, utilizado e descartado de forma irregular pelo próprio homem. Charge 2- Preservação dos rios, lagos e mares. Fonte: www.arionaurocartuns.com.br A charge 3 ilustra como o desejo de consumo, o qual é estimulado diariamente pelos meios de comunicação de massa, está presente na vida das pessoas, conforme Annie Leonna denuncia em seu documentário.
  • 14. 14 CHARGE 3- Sonho de consumo Fonte: https://blogdoonyx.wordpress.com/2011/05/05/ A ultima charge que selecionamos charge 4, chama a atenção do leitor para o papel que os meios de comunicação especificamente que a televisão desempenha na vida da grande massa de trabalhadores, transforma-los em marionetes alienadas. CHARGE 4 - Cidadania, globalização , consumo de massa e trabalho Fonte: http://blogs.unigranrio.com.br/formacaogeral/charges/
  • 15. 15 Ao utilizar as charges como material didático, estas possibilitam ao professor ilustrar e aprofundar as discussões e debate sobre o modelo de vida capitalista, a preservação ambiental, o consumismo e o papel importante papel da mídia nesta cadeia capitalista. O professor ao desenvolver essa temática deve partir da hipótese de que: Nesse sentido, uma educação ambiental transformadora exige uma sistematização que organize os processos de construção crítica de conhecimentos, atitudes e valores políticos, sociais e históricos. Assim, se a educação é mediadora na atividade humana, articulando teoria e prática, a educação ambiental é mediadora da apropriação, pelos sujeitos, das qualidades e capacidades necessárias à ação transformadora responsável diante do ambiente em que vivem. Podemos dizer que a gênese do processo educativo ambiental é o movimento de fazer-se plenamente humano pela apropriação/transmissão crítica e transformadora da totalidade histórica e concreta da vida dos homens no ambiente (TOZONI-REIS, s/d). Partimos do pressuposto de que ações individuais e/ou coletivas de maneiras pontuais são validas para a preservação do meio ambiente. Porém, para que realmente possamos chegar à raiz do problema, Mészáros (2002) defende que precisamos liquidar com os seus aspectos fundante da problemática, em suas causas, as quais se encontram no modo de produção do sistema capitalista. CONSIDERAÇÕES FINAIS Adotar o método dialético é acreditar que a sociedade pode vir a ser transformada, e que o professor de Sociologia, pelo fato de trabalhar em específico com a “sociedade”, em seus aspectos históricos, políticos, econômicos e sociais, tem a oportunidade de propor uma discussão sólida, crítica e reflexiva aos seus alunos, referente à realidade em que vivemos no presente, como fruto dos fatos históricos passados, bem como, instigar e provocar seus alunos para pensarmos no futuro em uma nova possibilidade para a sociedade. Para tanto entender os problema pontuais, regionais e globais é indispensável para realização da análise dialética, porém concatenar as
  • 16. 16 singularidades e particularidades com o todo, compreendendo as contradições e mediações que a compõe, é indispensável. Cabe ao professor instigar seus alunos para a compreensão da sociedade em seus aspectos sociais, históricos e políticos, bem como a de analisar as relações materiais e de produção, o modo de como o capital vem se reproduzindo, para discutirmos e pensarmos na possibilidade de superação dessa realidade. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ANDERSON, P. Balanço do neoliberalismo. In: SADER, Emir; GENTILI, Pablo. Pós-neoliberalismo: as políticas sociais e o estado democrático. 6. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 2003. MARX, K. O capital: crítica da economía política. São Paulo: Nova Cultural, 1996. GORENDER, Jacob. Apresentação. In: Os economistas. O Capital. São Paulo: Nova Cultural, 1996. HARVEY, D. O Neoliberalismo: História e Implicações. São Paulo: Edições Loyola, 2008. IANNI. O. A Sociologia de Florestan Fernandes. Estud. av. vol.10 no.26 São Paulo Jan./Apr. 1996. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ea/v10n26/v10n26a06.pdf acessado em 14 de fevereiro de 2014. KONDER, L. O que é dialética. 25. ed. São Paulo: Brasiliense, 1981. KOSIK, K. Dialética do concreto. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2010. LEFEBVRE. H. Marxismo. Porto Alegre: L&PM, 2009. LUCKÀCS. G. Introdução a uma estética marxista: Sobre a categoria da Particularidade. Civilização Brasileira, 1978. MARX. K.; E, F. A ideologia alemã. Teses sobre Feuerbach. São Paulo: Moraes, 1984. MARX, K.; F. Manifesto do Partido Comunista. 9. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1999 MARX, K. O capital: crítica da economia política. São Paulo: Nova Cultural, 1996. Disponível em: http://averdade.org.br/novo/Karl%20Marx%20- %20O%20Capital%20(Economistas).pdf Acessado em 20 de abril de 2014. MÉSZÁROS, I. Para além do capital: rumo a uma teoria da transição. São Paulo: Boitempo, 2002.
  • 17. 17 PARANÁ. Diretrizes curriculares da educação básica: Sociologia. Governo do Paraná. Secretaria de Estado da Educação do Paraná. Departamento de Educação Básica. 2008. PETRAS, J. Armadilha neoliberal e alternativas para a América Latina. Ed. Xamã: São Paulo, 1999. PONTES, R. A categoria de mediação em face do processo de intervenção do serviço social. Boletin Electrónico Surá, Costa Rica: Universidad de Costa Rica, 1999. Disponível em: WWW.ts.ucr.ac.cr/suradoc.htm. Acessado em07 de dezembro de 2013. SANTOS. M. Por uma outra globalização: do pensamento único á consciência universal. Rio de Janeiro: Editora Record, 2000 SILVA, I. F. (org.).Caderno de metodologias de ensino e de pesquisa de Sociologia. Londrina:SETI- PR, 2009. Disponível em: http://www.uel.br/projetos/lenpes/pages/arquivos/LIVRO%20INTEIRO%20em% 20PDF%20%20LENPES%20-%2002%20de%20dez-1.pdf. Vários acessos. TOZONI-REIS, M. F. C. Educação ambiental: natureza, razão e história. Campinas: Autores Associados, 2004.