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DIRETORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO
JAÇANÃ / TREMEMBÉ
Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos
CIEJA Santana/Tucuruvi
Projeto Político Pedagógico
2021
2
ÍNDICE
1. IDENTIFICAÇÃO DA UNIDADE ........................................................... 3
2. PREFÁCIO............................................................................................. 4
3. REGIME DE FUNCIONAMENTO ......................................................... 6
3.1. NÍVEIS DE ENSINO.............................................................................. 14
4. QUADRO DE PROFISSIONAIS DA UNIDADE..................................... 16
5. ESPAÇO FÍSICO................................................................................... 19
6. CONCEPÇÓES NOSSAS..................................................................... 20
7. ALUNOS DO CIEJA E SEU PERFIL..................................................... 33
8. EQUIPE DOCENTE E SEU PERFIL: ................................................... 43
9. A COMUNIDADE NO CIEJA E O CIEJA NA COMUNIDADE:.............. 55
10. PLANO DA EQUIPE GESTORA – NOSSAS CONCEPÇÕES.............. 56
11. MEDIANDO CONFLITOS ..................................................................... 58
12. PROPOSITIVAS E ENCAMINHAMENTOS PARA ESTE ANO............. 58
13. ANEXOS ............................................................................................... 59
3
CENTRO INTEGRADO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2020 – CIEJA SANTANA/ TUCURUVI
1. Identificação da Unidade
Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos – CIEJA Santana/Tucuruvi
Diretoria Regional de Educação Jaçanã / Tremembé
Rua Cel. João da Silva Feijó, 34 – Parque do Mandaqui.
CEP: 02422-018
Fone: 2233-2170 / 2233-0025
FORMAS DE CONTATO ON-LINE
DECRETO DE CRIAÇÃO: 38.817 de 16 de Dezembro de 1999.
DECRETO DE FUNCIONAMENTO: 53.676 de 28 de Dezembro de 2012.
Parecer do C.M.E.: 10/2002 de 07/11/2002.
E-mail: ciejasantanatucuruvi@prefeitura.sp.gov.br
Blog: http://ciejasantanatucuruvi.blogspot.com.br/
Facebook: https://www.facebook.com/ciejasantanatucuruvioficial/
4
2. Prefácio
Projeto Político Pedagógico (PPP) - o que traduz esse nome? Pensamos ser um esforço
coletivo de planejamento e ações concretas para o alcance de metas de aprendizagem e
desenvolvimento que trilharão nosso percurso durante todo o ano de 2021. Muito já
caminhamos e construímos nesse trajeto, porém como escola é movimento e plural, nosso
Projeto necessariamente deve acompanhar essa dinâmica, sendo flexível e cumprindo a sua
função que é dar vida ao que acontece na escola. Ao fazermos referência à Projeto projetamos
aprendizagens, experiências que possam ser significativas e aonde queremos chegar.
Escrever o PPP de forma coletiva é um movimento Político ao considerarmos a escola
como espaço de construção de saberes, formando cidadãos conscientes, que atuam na
sociedade, provocando mudanças, alterando os rumos de nossa história, além de caracterizar
uma ação coletiva.
É também Pedagógico porque nos conduz, trazendo propostas, atividades, projetos
educativos e propositivas pedagógicas contemporâneas que agreguem a aprendizagem.
Por essa razão é tão importante a participação de todos nesse percurso garantindo a
riqueza da pluralidade presente no CIEJA e ao mesmo tempo considerando a singularidade da
nossa realidade.
Tudo isso, revela a identidade do CIEJA Santana/ Tucuruvi, nossas concepções estão
explicitadas no nosso fazer e agir, envolvendo desde o atendimento que se faz na entrada da
escola, aos cartazes informativos espalhados pelos corredores, na relação entre os alunos e
professores, funcionários e equipe gestora, bem como até o trabalho desenvolvido em sala de
aula. Atendendo jovens, adultos e idosos, pessoas com e sem deficiência é uma marca do
trabalho do CIEJA, contemplando as mais diversas histórias de vida e apostando em uma
educação que considera essa diversidade.
O PPP é um documento escrito com a participação de todos, podendo ser repensado a
cada momento do nosso percurso, por isso que é tão importante que ele NÃO SEJA UM
DOCUMENTO ENGESSADO, INFLEXÍVEL.
Por essa razão que foi necessária toda uma reformulação desse documento para alinhar
nossas diretrizes diante de tudo o que vivemos e ainda estamos vivendo em virtude da situação
de emergência ocasionada pela pandemia do novo Coronavírus. A educação sempre se deu
5
na troca, no contato com o outro, no olho no olho, na presença física... Mas, por volta da
segunda quinzena de março de 2020, começamos a entender que não estaríamos mais de
corpo presente dentro do espaço físico da escola por um determinado período, então nos
deparamos com a responsabilidade de darmos continuidade ao trabalho que vínhamos
desempenhando de forma inclusiva, mas os desafios eram ainda maiores, como compartilhar
conhecimento sem estarmos juntos? É importante ressaltar que nos dias 13, 14 e 15 de abril
de 2020, tivemos momentos importantes de encontros on-line com todo o grupo de Educadores
e Equipe Gestora, para organização dessa nova forma de trabalho. Nesses dias, debatemos
sobre o momento histórico da humanidade do qual nos deparávamos naquele instante e de
que era preciso priorizar outras formas na construção do conhecimento, tendo o cuidado para
não levarmos propostas que acabassem aprofundando ainda mais as desigualdades.
Dada a situação inédita da qual estamos vivendo, principalmente ao pensar em uma
rede com as dimensões da Cidade de São Paulo e a necessidade de respeitarmos a
territorialidade de cada Unidade Educacional atreladas ao PPP, em um primeiro momento, a
nossa ação inicial pautou-se em contatar os nossos alunos e suas famílias, através de
plataformas de rede social, como por exemplo, Facebook, Instagram Blog, bem como o
WhatsApp, por meio da criação de um vídeo onde falávamos diretamente como estávamos nos
organizando, como seria o atendimento e que eles em breve receberiam um material impresso
elaborado pela SME/COPED/DIEJA, chamado Trilhas de Aprendizagem e para que ficassem
atentos aos nossos contatos.
Na sequência, a Gestão da escola teve o cuidado e a preocupação de consultar todos
os professores, sobre a possibilidade da criação de grupos de WhatsApp com os alunos, mas
que não fossem usados os números pessoais de nenhum educador, para tanto, foi proposto
pela Equipe Gestora, a utilização do WhatsApp Business, garantindo assim a privacidade de
todos. Com a concordância do grupo, a Gestão cadastrou os números de todos os alunos,
criando as turmas e as reencaminhou para cada professor.
Com a criação de todas as turmas, entramos em contanto com os alunos para saber
como se encontravam, se precisavam de algo e se estavam bem, pois a nossa primeira
proposta era o “acolhimento” e manter o vínculo dos mesmos com a escola, estreitando esses
laços para quando o nosso retorno fosse possível, os vínculos estivessem fortalecidos. A
manutenção dos grupos com números atualizados foi outro desafio, e isso se tornou um
trabalho árduo de professores e gestão para que tudo funcionasse adequadamente.
6
Em 2020 a mudança de planejamento rápida do presencial para o remoto, a
contingência de demandas e questões burocráticas como se não houvesse uma pandemia que
consumisse nosso fazer diário foi um dos nossos desafios. Já neste ano de 2021 as demandas
são outras, o de preparar a escola para o retorno das aulas presenciais em meio a Pandemia,
em um período onde os números de infectados e óbitos só aumentam.
Mantermos todos em segurança é a nossa maior preocupação, lidarmos com todas as
incertezas, os lutos e restabelecermos a confiança para que o aprendizado aconteça. Mas
acreditamos que a educação se faz junto, na troca, com o outro e isso nos fortalece
mutuamente com o intuito de que essas conexões aconteçam e pouco a pouco, jovens adultos
e idosos, ocupem novamente seus lugares na EJA, esse espaço que lhes são de direito.
Convidamos a todos a mergulharem conosco nesse processo, a lerem o nosso PPP e
conhecerem nossas ideias, projetos, concepções que delinearão nosso ano letivo de 2021.
3. Regime de Funcionamento
Para ingressar no CIEJA é necessário realizar um cadastro em nosso blog:
http://ciejasantanatucuruvi.blogspot.com.br/, de qualquer lugar que você esteja e tenha um
acesso à internet ou caso encontre alguma dificuldade, basta nos procurar com comprovante
de escolaridade e comprovante de endereço que os funcionários da secretaria realizarão o seu
cadastro. A secretaria do CIEJA receberá sua inscrição com seus dados e entrará na lista
organizada automaticamente por ordem de recebimento, assim que surgir a vaga no Módulo e
horário de sua escolha, a secretaria da nossa Unidade entrará em contato para a efetivação da
matrícula.
A seguir, montamos um passo a passo para a realização do cadastro:
7
Para aqueles que não têm comprovante de escolaridade, foi pensado em uma Prova de
Classificação, validando como um documento oficial para o seu acesso à escola. Essa prova foi
construída pensando naqueles que estão há muito tempo afastados da escola, mas que por se
tratarem de pessoas com historicidade e grandes vivências, poderão realizá-la. Dividimos a
prova em 2 etapas: um preenchimento de ficha inicial com dados elementares como nome,
telefone, endereço e porque o estudante decidiu retomar seus estudos; e na sequência, se o
candidato realizar de forma tranquila essa etapa, passamos para a etapa seguinte que
compreende situações problema, interpretação de texto, articulação de informações com o
cotidiano e produção textual, envolvendo todas as áreas do conhecimento.
É importante registrarmos que nossa Prova de Classificação foi construída retratando a
realidade em que vivemos, situações de desigualdades, a luta dos trabalhadores formais e
informais e apresentamos Carolina Maria de Jesus, muitas vezes esquecida em nossa
literatura.
Muitos são os alunos que nos procuram para a realização da Prova de Classificação,
dentre muitas histórias, ressaltamos o exemplo de uma aluna que no momento em que
realizava a prova, teve forte identificação com a história de vida da Carolina Maria de Jesus,
pois a mesma, também para seu sustento, era catadora de lixo. E nas questões apresentadas,
conseguiu realizar com propriedade, uma vez que aproximou os exercícios de sua realidade.
8
Trazendo sua experiência de vida e profissional para a resolução das atividades. Além disso,
relatou o quanto ela se sentiu representada na escolha do tema da prova.
Acreditamos que a Prova de Classificação, para muitos, é uma porta de entrada e é de
extrema importância que os alunos se sintam representados e que a prova, não seja encarada
como uma barreira.
O CIEJA Santana/Tucuruvi atende jovens, adultos e idosos, pessoas com e sem
deficiência na modalidade EJA. Somos uma escola regular da Prefeitura de São Paulo
organizada em módulos (etapas) anuais sequenciais e progressivas que compreende o Ensino
Fundamental. Atende maiores de 15 anos de idade, nos períodos diurno e noturno, em grupos
de classe com até 20 (vinte) estudantes, de segunda à sexta-feira no período das 7h15 às
22h30, de fevereiro a dezembro com no mínimo 200 dias letivos de encontros diários de
2h15min, e complementação de carga horária com atividades de efetivo trabalho pedagógico
extraclasse.
Em função da pandemia ocasionada pela Covid-19 e a partir do Decreto nº 59.283 de
16/03/20, que declara situação de emergência no Município de São Paulo e define outras
medidas para o enfrentamento da pandemia decorrente do Coronavírus foram necessárias
algumas alterações de horário, com vistas a cumprirmos os protocolos de Higiene e
Desinfecção das salas. Elaboramos um Plano de Retorno com a participação da Equipe
Gestora, Corpo Docente e Supervisão Escolar que se encontra anexo ao final deste
documento. Sendo assim, a partir das especificidades do CIEJA, reduzimos o período de aula
para 1h30, ficando no período da manhã um intervalo para esse procedimento, porém entre o
período vespertino e noturno teremos apenas 1h15 para a execução do serviço. Na tabela
abaixo, colocamos os horários de cada turno:
Manhã 7h30 às 9h00
Intermediário 10h30 às 12h00
Vespertino 17h45 às 19h15
Noturno 20h30 às 22h00
9
Foi realizada uma pesquisa de interesse junto aos pais/responsáveis quanto ao retorno
dos adolescentes, jovens e adultos para atividades presenciais, por meio de um formulário
específico disponibilizado pela SME/DRE (https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfXL457_g3zHKbf--B-
E6hZCzEgD_aMwnHuQ9hdTgjn3RmwIw/viewform).
O resultado para a pergunta “O(a) jovem ou adulto retornará às aulas presenciais a
partir do dia 15 de fevereiro?” foi o seguinte:
SIM NÃO
TOTAL DE
RESPONDENTES
77 52 129
Esses números demonstram o quão ineficaz são pesquisas padronizadas que vêm da
SME, dado o baixo número de respostas que obtivemos. As especificidades de cada modelo
de ensino são inúmeras e a realidades dos jovens, adultos e idosos que estudam no CIEJA
exige uma busca ativa em outras linguagens. Muitos não têm acesso à internet e os que têm,
muitas vezes não conseguem compreender as questões generalizadas que geralmente vêm
nesse tipo de pesquisa, ou até mesmo não possuem todas as informações. Desse modo,
tivemos que realizar um verdadeiro mutirão, contando com a ajuda do corpo docente para
entrarmos em contato via telefone e whatsApp com todos os alunos que não responderam a
pesquisa.
Considerando que o retorno às atividades presenciais é facultativo aos estudantes,
informamos a todos alunos e/ou pais/responsáveis que optaram pelo ensino remoto dos seus
filhos que estes últimos deverão realizar as atividades de caráter obrigatório por meio da
plataforma Google Classroom, plataformas virtuais ou materiais impressos a serem retirados na
UE, conforme plano de trabalho dos professores.
Ressaltamos ainda que o ensino remoto se dará exclusivamente pelo Google Classroom
e para aqueles que não têm acesso a plataforma digital, será disponibilizado o material
impresso para ser retirado na escola pelo aluno periodicamente e entregue em tempo
estipulado pelos educadores. Visando uma melhor organização para a retirada e devolução
10
das atividades, bem como, procurando obedecer aos protocolos de quarentena do material,
separamos caixas por turno para esse fim, conforme imagem a seguir:
As atividades são colocadas em saquinhos individuais devidamente etiquetados, cada
uma delas acompanha uma folha de autoavaliação para que o aluno classifique seu grau de
dificuldades diante de cada uma delas. Isso nos servirá inicialmente como uma Avaliação
Diagnóstica, bem como uma Avaliação Reguladora para um planejamento mais individualizado
pensando em cada estilo cognitivo.
A seguir trazemos o número de vagas oferecidas e nosso quadro atual:
VAGAS OFERECIDAS 474 VAGAS
NÚMERO DE ALUNOS MATRICULADOS 337 ALUNOS
ALUNOS (AS) COM DEFICIÊNCIA 37 ALUNOS
ALUNOS MENORES(AS) 47 ALUNOS
A tabela abaixo mostra a situação regular de funcionamento da UE em tempos normais
e nos termos da IN SME nº 01/21 em que prevê um limite de até 35% dos estudantes.
11
Situação regular em Fev/2021
Alunos
Total de
Turmas
Alunos
Turno
Matutino
Alunos
Turno
Intermediário
Alunos Turno
Vespertino
Alunos Turno
Noturno
302 23 59 50
85 108
Neste momento de pandemia, os cuidados de distanciamento e circulação das pessoas,
a ventilação de ambientes, o fluxo/sinalização de entrada e saída, as regras de higiene,
principalmente a lavagem de mãos (especialmente na entrada), tornou as questões prediais do
CIEJA mais visível, para a resolução dos problemas encontrados no sentido de atender com
qualidade os estudantes, professores e funcionários, dentro das regras de segurança predial,
de saúde e do trabalho foram necessárias à realização de adequações que atendessem tais
demandas. Ressalta-se que neste momento não se trata de reforma de prédios, mas
adequações imprescindíveis com a verba PTRF COVID.
Situação nos termos da IN SME nº 01/21 - atualização em Fev/2021
Nº reduzido - 35%
Alunos
atendidos
Alunos
Turno
Matutino
Alunos Turno
Intermediário
Alunos
Turno
Vespertino
Alunos
Turno
Noturno
84 25 15 16 28
12
Para atender os protocolos ao atendimento presencial ao estudante foi necessário:
Substituição de parte da janela por uma portinha de ferro para que a entrega da merenda seja
feita pela área externa, evitando assim aglomerações no hall interno, onde era feita a
distribuição da mesma, uma vez que o espaço físico do CIEJA é limitado.
Instalação de uma cobertura em policarbonato em uma área ao lado de onde será
servida a merenda, para que nossos alunos tenham um ambiente coberto, porém ao mesmo
tempo arejado, além disso, em dias de chuva tenham uma maior proteção. Em novos tempos,
há também que se pensar em espaços abertos para a realização das aulas, e este ambiente
será propicio para esse fim.
Serviços de hidráulica e alvenaria para a instalação de pias na entrada e piso superior,
com vistas atender os protocolos sanitários ampliando a higienização das mãos de alunos e
funcionários.
Placas de sinalização com orientações, quanto ao fluxo e direções na entrada e saída da
Unidade Educacional; bem como para o distanciamento entre os assentos nas áreas comuns
na entrada. Barreiras acrílicas na sala da Direção e Coordenação para o acolhimento aos
alunos e funcionários, preservando a saúde de todos; Barreiras acrílicas na secretaria para o
atendimento aos munícipes, alunos e proteção entre os funcionários da secretaria.
13
No início de fevereiro de 2021, tivemos o total de 77 alunos que optaram pelas aulas
presenciais, porém tínhamos certeza de que esse número aumentaria gradativamente no
decorrer dos dias. Cumprindo a IN SME nº1 que estabelece 35% no atendimento presencial,
poderemos atender neste momento até 105 alunos, caso esse número seja superior a IN
(Instrução Normativa), haverá o rodízio de dias e turmas priorizando o atendimento dos
estudantes em um sistema de revezamento nos dias da semana, entre grupos de alunos de
uma mesma turma, assegurando o retorno às atividades presenciais dos educados: com
histórico de baixo rendimento escolar; que em 2020 não tiveram acesso às plataformas digitais;
que estejam em situação de vulnerabilidade social; que assinaram sua desistência no ano de
2020, por apresentarem dificuldades em acompanhar o Ensino Remoto. Em todos estes casos,
excetuam-se os alunos que se enquadrarem nos grupos de risco elencados pelos protocolos
supracitados, que deverão permanecer no ensino remoto.
14
3.1 Níveis de ensino:
Módulo I Modulo II
Compreende o 1o
, 2o
e 3º ano do
Ensino Fundamental.
Compreende o 4o
e 5º ano do
Ensino Fundamental.
Módulo III Módulo IV
Compreende o 6o
e 7o
ano do Ensino
Fundamental II.
Compreende o 8o
. e 9o
. ano do
Ciclo II do Ensino Fundamental.
Os componentes curriculares contemplam as áreas de conhecimento:
 Linguagens e Códigos – (Língua Portuguesa, Inglês)
 Ciências da Natureza e Matemática – (Ciências e Matemática)
 Ciências Humanas – (História e Geografia)
 Informática,
 Arte,
 Educação Física. (vide Matriz Curricular abaixo).
15
Prefeitura do Município de São Paulo
Secretaria Municipal de Educação
Diretoria Regional de Educação “Jaçanã / Tremembé”
Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos – CIEJA “Santana / Tucuruvi”
Matriz Curricular
Organização Curricular Ciclo I Ciclo II
Total da
Carga
Horária
Base
Nacional
Comum
Áreas do
Conhecimento
Componente
Curricular
Módulo I – Alfabetização Módulo II – Básico
Módulo III –
Complementar
Módulo IV - Final
Em
Classe
h/a
Extra
Classe
Total
de
horas
Em
Classe
h/a
Extra
Classe
Total
de
horas
Em
Classe
h/a
Extra
Classe
Total
de
horas
Em
Classe
h/a
Extra
Classe
Total
de
horas
Matemática Matemática 3 2 150h 3 2 150h 2 2 120h 2 2 120h 540h
Ciências da Natureza Ciências 2 1 90h 2 1 90h 2 1 90h 2 1 90h 360h
Ciências Humanas
História 2
2 180h
2
2 180h
2
2 180h
2
2 180h 720h
Geografia 2 2 2 2
Linguagens e Códigos
Língua
Portuguesa
3
4 300h
3
4 300h
3
4 300h
3
4 300h 1200h
Arte 1 1 1 1
Educação
Física*
2 2 2 2
Total da Base Nacional Comum 15 9 720h 15 9 720h 14 9 690h 14 9 690h 2820h
Parte
Diversificada
Língua Estrangeira
Moderna
Inglês** - - - - - 1 - 30h 1 - 30h 60h
Informática 2 - 60h 2 - 60h 2 - 60h 2 - 60h 240h
Total da Parte Diversificada 2 - 60h 2 - 60h 3 - 90h 3 - 90h 300h
Total da Carga Horária 17 9 26 17 9 26 17 9 26 17 9 26
780h 780h 780h 780h 3.120h
Carga horária total do curso para cada módulo: 780h + 50h (socialização)= 830h x 4 módulos 3.320h
Componentes curriculares tratados de forma interdisciplinar
*Aulas fora do horário de funcionamento do turno
**Desenvolvido integrado à Área de Linguagens e Códigos
Atividades Complementares
Módulos I e II Módulos III e IV
Nº de horas-aula Carga Horária Nº de horas-aula Carga Horária
Itinerários Formativos Informática (Qualificação Profissional) 2 60h 2 60h
Oficinas de Estudos Projetos / Recuperação / Reposição 3 90h 3 90h
Total 5 150h 5 150h
Total Geral – 150h x 4 módulos = 600h
*Atividades optativas de acordo com o Projeto Político-Pedagógico do CIEJA
16
4. Quadro de Profissionais do CIEJA
Nome RF Cargo Escolaridade
Rosana de C. Pinson S. da
Silva
730.870.1 Auxiliar Técnico de
Educação Serviço de
Secretária
Ensino Superior
Airton Cícero Morais 884.970-6 Auxiliar Técnico de
Educação Serviço de
secretaria
Ensino Médio
Ana Amélia Hipolito Reis da
Silva
619.243.2 Auxiliar Técnico de
Educação
Ensino Fundamental
Durval de Andrade Teixeira 725.333.82 Auxiliar Técnico de
Educação
Ensino Médio
Marcelo do Amaral 712.756.1 Agente escolar Ensino Médio
Maria José Meschke Costa 715.181.1 Agente escolar Ensino Fundamental
Maria Vitoria P. Cardoso 612.770.3 Agente escolar Ensino Médio
Israel da Silva Ramos 699.204.8 Agente de apoio – Vigia Ensino Fundamental
Rafael Hernandes 882.043.1 Auxiliar Técnico de
Educação Serviço de
secretaria
Ensino Superior
Regina Lopes Teixeira 885.195.6 Auxiliar Técnico de
Educação
Ensino Médio
Rita Maria Nunes 738.133-6 Auxiliar Técnico de
Educação
Ensino Superior
Sonia Elizabete R. de M.
Pinto
885.260.0 Auxiliar Técnico de
Educação Serviço de
secretaria
Ensino Médio
Sueli Vieira Stopa 774.798.5 Auxiliar Técnico de
Educação Serviço de
secretaria
Ensino Superior
17
Com o agravamento da pandemia e a necessidade cada vez mais latente da higienização e
segurança dos estudantes, a prefeitura de São Paulo lançou o (P.O.T.) Programa Operação
Trabalho. Destinado à inserção de mães de alunos de escolas públicas e/ou mulheres que fazem
parte da comunidade escolar. Desse modo, elas contribuirão na realização de atividades voltadas à
higiene e segurança dos estudantes, de aferição de temperatura, higienização de equipamentos e
ambientes de uso coletivo, monitorando e sensibilizando quanto aos meios de prevenção da Covid-
19 no ambiente escolar. No CIEJA, recebemos em 01 de Março as mães a seguir:
A seguir trazemos o quadro da Equipe Gestora e Docente da nossa Unidade Educacional:
Terceirizada Arcolimp
Nome Cargo
Ana Paula Teixeira de Andrade Auxiliar de Serviços Gerais
Roseli de Fátima da Silva Auxiliar de Serviços Gerais
P.O.T. “Mães Guardiãs” (Programa Operação Trabalho)
Nome RG
Thaís Fernandes Silva 28.293.292-3
Vanessa Aparecida Gouveia 41.650.276-3
Equipe Gestora
Nome RF Cargo Escolaridade
Patricia Christiane Hypoliti 779.803.2 Coordenador Geral Especialização
Adriana Aparecida de Araújo 778.999.8 Assistente do Coord. Geral Ensino Superior
Cirley Pinheiro M. Santana 782.603.6 Assistente Pedagógico e
Educacional
Especialização
Viviane Lemos de Jesus
Moreiras
780.836.4 Assistente Pedagógico e
Educacional
Mestrado
18
Nome RF Cargo Escolaridade
Adriana Zenezi
824.978.4
Prof. de Ens. Fund. II e Médio -
História
Ensino Superior
Claudineia Teixeira Santana 845.979.7
Prof. Ens. Fund. II e Médio –
Arte
Ensino Superior
Douglas Dubisnkas
Takenaka 772.196.0
Prof. de Ens. Fund. II e Médio –
História Ensino Superior
Eduardo Parladore Aliotti 822.004.2
Prof. de Ens. Fund. II e Médio –
Educação Física
Especialização
Isabel Pecim de Souza 577.249.4 Prof. de Educação Infantil e Fund. I Especialização
João Batista Vitor Neto 752.870.1
Prof. Ens. Fund. II e Médio –
Ciências
Superior
Maria Batista Morais Xavier 730.308.4
Prof. Ens. Fund. II e Médio –
Inglês
Especialização
Marta dos Santos
795.701.7
Prof. de Educação Infantil e Fund. I
Especialização
Natália Aparecida Santos
Reis
802.046.9
Prof. Ens. Fund. II e Médio –
Português/ Inglês
Especialização
Patricia Palma Parlangeli
722.852.0
Prof. de Educação Infantil e Fund. I
Especialização
Ricardo José Pellegrini
808.513.7 Prof. Ens. Fund. II e Médio –
Matemática
Especialização
Silvia da Silva Gaia
813.346.8
Prof. de Educação Infantil e Fund. I
Especialização
Valéria Pereira Velosa
750.927.8
Prof. de Ens. Fund. II e Médio –
Português
Mestrado
Vanderlei de Lima França
668.122.1
Prof. Ens. Fund. II e Médio –
Matemática
Especialização
19
5. Espaço Físico
Piso Térreo
 Secretaria
 02 Salas de aula
 Sala de Recursos Multifuncionais - SRM
 Sala de leitura / Multimídias
 Depósito de Merenda
 Banheiros feminino e masculino
 Cozinha
 Depósito de Materiais diversos
 Cantinhos de Leitura
Piso Superior
 Sala da Equipe Gestora
 03 Salas de aula
 Sala dos Professores
 Banheiros feminino e masculino discente
 Laboratório de Informática
20
6. Concepções nossas
Foi discutido com os docentes e funcionários qual a situação da sociedade
contemporânea e qual o nosso papel nessa história. Os professores comentaram que vivemos
em um momento de alguns retrocessos e conservadorismos, bem como intolerância mediante
os mais diversos assuntos. Porém, é inegável o quanto todo o processo histórico de lutas
desencadeou em conquistas, um exemplo disso é a participação da mulher em nossa
sociedade. Temos consciência de que a luta ainda não acabou, pois ainda sofremos com o
sexismo (discriminação fundamentada no sexo), violência física e psicológica ligada à mulher,
estereótipos, disparidades no Mercado de Trabalho entre outros.
Durante nosso debate vários temas foram sendo retomados e os docentes trouxeram
exemplos sobre a questão do acesso e permanência na escola. Há não muito tempo, eram
poucos aqueles que tinham o direito de ingressar na escola e quando conseguiam, eram
engolidos por um sistema de exclusão, hoje o acesso passou pela universalização, mas ainda
assim temos um grande desafio que é a permanência desses estudantes na escola, evitando a
evasão. Isso é uma preocupação para nós do CIEJA Santana/ Tucuruvi, antes da pandemia,
fazíamos levantamentos bimestrais dos alunos que possuíam um número elevado de faltas, os
professores pediam para que cada estudante tomasse ciência de suas faltas e junto com a
coordenação, oferecíamos um plano de compensação de ausências no contraturno, bem como
a possibilidade dessas faltas serem compensadas nas mais diversas Oficinas oferecidas em
nossa escola. Quando se trata de alunos menores de idade, além desse procedimento,
também entrávamos em contato com a família, solicitando sua presença na escola para
cientificá-la das faltas para que juntos, pensássemos em possibilidades para que esse
problema fosse sanado.
Com a pandemia realizamos uma busca ativa aos alunos, uma vez que muitos não
preencheram o link enviado pela SME para optarem em qual modalidade de Ensino ficariam.
Com o contato via telefone conseguimos organizar quem estaria presencialmente na escola a
partir do dia 15 de fevereiro, desse modo obtivemos números mais fidedignos para nos
planejarmos e montarmos o sistema de rodízio dos alunos, obedecendo aos protocolos de
distanciamento e atendimento de 35%. Além disso, também era necessário o controle de quem
estaria no Ensino Remoto com a retirada de material impresso na escola e quem participaria do
Google Classroom. Conseguimos estabelecer contato com parte dos estudantes, outros,
porém, o telefone estava desatualizado, ou não respondiam as nossas ligações. Com o passar
dos dias, os próprios alunos dos quais não havíamos conseguido contato, começaram a entrar
21
em contato conosco para se encaixarem no cronograma de aulas presencias ou para serem
inseridos no ensino remoto.
A partir disso, montamos uma planilha por módulo, contendo a quantidade de alunos em
cada modalidade. No presencial criamos um sistema de cores semanais e alunos e/ou
responsáveis foram informados sobre o sistema de rodízio.
Ainda sobre nossas concepções, discutimos também sobre as desigualdades presentes em
nossa sociedade e que nem todos têm as mesmas oportunidades, sabemos que o ponto de
largada não é o mesmo e que as classes sociais estão postas em nossa realidade, na maioria
das vezes demarcando lugares. E qual o nosso papel diante disso? Os docentes trouxeram
que temos a responsabilidade de instrumentalizar os nossos alunos. Pensar em um currículo
que seja significativo e possa ser usado tanto em seu dia a dia, como em sua vida profissional.
Sempre se fala que o papel da escola é formar estudantes críticos e autônomos e nós
acreditamos que quando desenvolvemos um trabalho significativo, damos repertório para que
nossos alunos para além de ter informações que hoje em dia são facilmente encontradas na
internet, nos meios de comunicação, e entre outros, consiga
articulá-las com sua realidade, possibilitando mudanças em
sua vida pessoal, em sua comunidade, em sua vida
profissional, em sua cidade, em seu país.
Trazendo para a discussão o fator desigualdade, vimos o
quanto a pandemia veio para agravar essas diferenças,
como embasamento teórico nos aprofundamos em nosso
horário coletivo no livro de Boaventura Santos: “A Cruel
Pedagogia do Vírus”, segundo ele, a pandemia só vem
agravar a situação de crise que a população tem vivido.
Trazendo essa discussão para o nosso público, fizemos uma
pesquisa por meio de formulário Google e detectamos quão alto foi o número de alunos
desempregados, afetados pela pandemia. E muitos deles estavam inclusive com dificuldades
até para trazer o sustento para casa. Desse modo, desde o mês de Julho/2020, realizamos
campanhas para a doação de cestas básicas para famílias que não foram contempladas pelas
cestas do Governo, auxiliando assim nossos alunos que estão em situação de vulnerabilidade.
22
Com nossos esforços e contribuição de professores, funcionários, equipe gestora, amigos e
até alguns ex-alunos, nos meses de Julho, Agosto e Setembro, conseguimos um total de 40
cestas em cada mês para doação.
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No ano de 2019, a Prefeitura de São Paulo, publicou o Currículo da Cidade para a EJA
preparado a muitas mãos pelos profissionais de nossa Rede.
Nele temos discussões a respeito dos objetivos essenciais que visam ao
desenvolvimento integral dos estudantes. O Currículo da Cidade traz três conceitos
orientadores, são eles: Educação Integral, Equidade e Educação Inclusiva. Apostamos na
aplicabilidade de um currículo inovador e significativo. Partindo da observação atenta e
minuciosa do perfil dos alunos da EJA, das suas demandas sociais e expectativas de vida,
considerando as especificidades de cada área de conhecimento e a atuação interdisciplinar, os
professores podem repensar a importância dos conteúdos curriculares e a maneira de abordá-
los.
Repensar, problematizar, recriar e adequar práticas pedagógicas é uma urgência para a
melhoria da qualidade do ensino no CIEJA, preparando os jovens e adultos para uma atuação
social e política mais autônoma, consciente e cidadã.
Com o surgimento da Pandemia, ficaram ainda mais latentes as diferenças e a
necessidade de termos como propósito tais princípios a fim de garantirmos a equidade, a
integralidade e a educação inclusiva em nosso fazer pedagógico.
O nosso desafio só estava começando em 2020 e continua nos desafiando diariamente:
por isso, no último ano pesquisamos, criamos materiais e atividades constantemente, na busca
de diversas ferramentas para que as atividades tornassem cada vez mais inclusivas, não
somente para os alunos com deficiência, mas para TODOS que apresentassem dificuldades
tanto na compreensão dos conteúdos apresentados quanto no acesso às plataformas,
respeitando os ritmos e estilos de aprendizagens individuais.
Nas primeiras semanas de atividades remotas no ano passado, nos deparamos com
diferentes realidades, como nas atividades presenciais, esse novo formato de educação, nos
ensinou outras formas de lidarmos com esse público tão diverso: alunos que aprendiam melhor
com vídeos e imagens; alunos que precisavam de formulários para se organizarem (usamos a
plataforma do Google Forms com atividades interativas); alunos que precisavam escutar o
professor por meio de áudios com as suas orientações; alunos que não conseguiam acessar
nenhuma dessas informações, mas contavam com o apoio dos familiares e cuidadores para
orientá-los e apoiá-los nessas atividades; assim também como há aqueles com dificuldade
integral, necessitando de atividades “autoexplicativas”, uma vez que seus familiares também
não são escolarizados, dificultando assim auxiliá-los nas tarefas.
No momento, que iniciamos as propostas das atividades à distância nos deparamos com
a necessidade de fazer materiais, uma vez que a chegada do Caderno Trilhas da
24
Aprendizagem na residência de nossos alunos foi bastante precária, pensando nos alunos com
deficiência ou com dificuldades de aprendizagem, acreditamos que caberia a cada escola
enriquecer esse material realizando as devidas adequações. Assim pensamos na necessidade
da criação de atividades personalizadas para o público alvo da EJA, que é escasso ou quase
nulo em pesquisa de produções de terceiros. Então decidimos que faríamos vídeos e
atividades autorais, porém a nossa dificuldade era a quantidade de adaptações que eram
necessárias por semana para os alunos com deficiência. Com a análise da realidade que
tínhamos a nossa frente, decidimos realizar um trabalho em equipe, sendo as coordenadoras
pedagógicas Viviane Moreiras e Cirley Pinheiro, a professora da SRM Patrícia Parlangeli e
mais alguns professores com habilidades na formulação para a adequação de atividades como
Larissa Patrício (Ciências Humanas), e Ricardo Pellegrini (Ciências da Natureza e Matemática)
começamos um trabalho a muitas mãos, nos inspirando uns nos outros, aprendendo a cada
dia, buscando novas possibilidades e fazendo as devidas adequações para os alunos conforme
os diferentes estilos cognitivos.
Na primeira semana, a PAEE elaborou uma planilha contendo todos os alunos com
deficiência e as reais intensidades de apoio, desse modo, isso daria um direcionamento para o
nosso trabalho, bem como na criação das adequações.
A partir das primeiras atividades enviadas, percebemos que algumas famílias dos alunos
com deficiência não tinham acesso a nenhum tipo de plataforma, desse modo, decidimos
25
elaborar um material impresso que foi entregue nas casas desses estudantes pelos
condutores, antes da suspenção dos contratos, com todos os cuidados e recomendações das
autoridades de saúde e da OMS para evitarmos a propagação da COVID-19. Com o material
em mãos, as famílias receberam orientações por telefone, meio pelo qual os professores as
orientavam para apoiarem os alunos na realização das atividades impressas.
Percebemos que apesar do nosso contato inicial com alunos e famílias, muitos não
estavam realizando as atividades da primeira semana, então vimos à necessidade de criarmos
uma planilha contendo algumas indicações para termos um panorama mais abrangente de
nossas ações e irmos à busca de soluções. Na planilha colocamos se havia o contato do
WhatsApp, se o aluno havia realizado alguma participação no grupo, se estava entregando as
atividades, se apresentava dificuldades com trabalho, filhos, com a educação remota. Muitas
informações conseguimos a partir de novos contatos realizados com os alunos e tomando por
base o que eles nos relatavam vimos tamanha dificuldade que muitos estavam encontrando. O
trabalho com a EJA requer um olhar diferenciado, para um público que já passou por inúmeras
situações excludentes, que chegam até o CIEJA com o sentimento de não pertencimento,
somente com um trabalho diário de acolhimento e empatia, esse sentimento se transforma,
estreitando os vínculos e a aprendizagem acontece.
Desse modo, para que possamos garantir o direito às aprendizagens, em um momento
tão ímpar da educação, faz-se mais do que necessário pensarmos em múltiplas linguagens
para o acesso de TODOS. Quando falamos em adequações das atividades, estamos buscando
dentro da proposta do conteúdo regular, formas outras para que os estudantes aprendam,
sejam por imagens, por textos mais curtos, ou baixando aplicativos e gravando áudios dos
textos tornando acessível para aqueles que possuem dificuldades na leitura, trazendo para o
concreto atividades que são mais subjetivas, criando vídeos e narrando o conteúdo com
imagens que ilustrem cada ponto.
Diante desse panorama, de forma coletiva, criamos a Adequação de todo um material,
pensando nos alunos com deficiência e ou aqueles com dificuldades de aprendizagem,
tomando como base o Material Trilhas da Aprendizagem. Já estamos nas adequações do 2º
Volume e ambos foram criados a várias mãos, envolvendo um trabalho com a nossa PAEE
(Professora de Atendimento Educacional Especializado), os Professores de todas as Áreas de
Conhecimento, a Coordenação Pedagógica e a Direção da Escola. Além do material impresso
há também vídeos explicativos das atividades que acompanham o material. No Volume 1
entregamos mídias de DVDs aos alunos após realizarmos uma pesquisa com os familiares e
descobrirmos que muitos ainda tinham esse equipamento em casa.
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Para a construção desse material, nossa PAEE, fez o levantamento dos eixos presentes
no Trilhas para que pudéssemos pensar de forma coletiva com o Corpo Docente, quais
atividades seriam mais adequadas aos nossos estudantes,
de acordo com suas necessidades.
Vimos que no Trilhas 1 da SME os eixos se
concentravam no tema da “Covid-19”, da “Alimentação
Saudável” e de atividades que tratavam sobre
“Identidade e o Meio”. Já no Trilhas 2 da SME, os eixos
giravam em torno da “Identidade e Diversidade”,
“Mundo do Trabalho” e “Saúde e Bem Estar”.
Nossa tarefa era a de pensarmos como esses eixos
seriam contemplados em cada Área do Conhecimento... o
caminho que encontramos foi o de realizarmos Articulações do trabalho com cada professor,
nessa Articulação estavam presentes a PAEE, as Coordenadoras Pedagógicas um Professor
de Área. Juntos, discutíamos sobre os eixos e pensávamos sobre as possíveis atividades.
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Houve também a adequação de um material de Arte em parceria com a profª. Claudineia
Teixieira, a PAEE Patrícia Palma Parlangeli e a Coordenadora Pedagógica Viviane Moreiras. A
adequação do Trilhas Volume 2 mais o material de Arte, foram devidamente embalados,
identificados, higienizados de acordo com os protocolos de Saúde para serem entregues por
nossos condutores na casa dos alunos com deficiência.
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Diante de todos os esforços e material construído, em uma de nossas JEIFs (on-line), o
professor Douglas Dubinskas, sugeriu que divulgássemos para a rede o trabalho realizado,
principalmente todo o percurso e esforço da nossa PAEE Patrícia Parlangeli. Diante disso, a
Coordenadora Pedagógica Viviane Moreiras, entrou em contato com a Diretora da Divisão
Pedagógica DIEJA, Milena Marques Micosi, bem como com a nossa Supervisora Antônia de
Paula Fernandes e com o CEFAI, solicitando a participação no Itinerário Formativo da EJA.
Tomando como base as discussões sobre a Readequação Curricular da EJA 2020/2021
e a necessidade de um processo de construção coletiva, propomos junto à SME participarmos
do Itinerário Formativo dos CPs da rede, que já ocorreria na semana seguinte, com base nas
Adequações do Trilhas 1, uma vez que o Trilhas volume 2 ainda estava em construção.
Além de termos criado um Padlet de Adequações de Atividades com todas as Áreas do
Conhecimento, tomando como base o Caderno Trilhas da Aprendizagem da SME, elaboramos
um material pensando nas especificidades dos nossos alunos, respeitando os eixos
contemplados no material. Para atingir a todos, foi necessária a criação de 4 cadernos Trilhas
Volume 1, a saber:
Trilhas 1: para alunos silábicos com valor;
Trilhas 2: para alunos pré-silábicos;
Trilhas 3: para alunos muito comprometidos;
Trilhas 4: para alunos alfabéticos.
Disponível em: https://padlet.com/ciejasantana/geiptkr7sipwgca1
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Todo o material foi construído e pensado de acordo com as necessidades e
potencialidades de cada aluno, garantindo que todos, sem exceção, tenham acesso à
educação remota e estejam em contato com a escola, que lhes é tão cara.
Propomos também à SME a promoção do nosso trabalho de adequação na página do
Facebook, bem como solicitamos uma Live, com a participação da profª Patrícia Parlangeli e da
CP Viviane Moreiras, sobre esse tema, com vistas a compartilharmos tais práticas para que
elas possam ser expandidas em outros territórios.
Foi aprovada nossa participação tanto no Itinerário Formativo de CPs da EJA, quanto no
I Encontro de Nutrição Pedagógica da EJA, o nome que demos a nossa formação foi: “Na
Trilha de um Trabalho Inclusivo: Nenhum a Menos”. Seguem algumas imagens da nossa
participação no Itinerário Formativo e na Nutrição Pedagógica da EJA:
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Colocamos a seguir, alguns dos comentários no chat dos participantes após nossa
apresentação:
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Além de ministrarem formações no Itinerário Formativo da EJA para CPs da EJA e
participarem da Nutrição Pedagógica da EJA, a nossa PAEE Patrícia Parlangeli também teve
participação em uma “live” sob o título: “Educação Especial – Desafios e possibilidades em
tempos de pandemia” e a nossa Coordenadora Pedagógica Viviane Moreiras ministrou um
curso pela Escola do Parlamento intitulado: “Políticas da Educação de Jovens e Adultos na
cidade de São Paulo”, com o tema: Experiências de Educação de Jovens e Adultos na
cidade de São Paulo – CIEJAs.
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O curso teve sua fundamentação teórica no artigo
escrito por nossa Coordenadora Pedagógica Viviane
Moreiras, para a Revista Repertório da EJA – Grandes
Temas. O artigo: “As pessoas com deficiência na EJA –
Educação Inclusiva em foco” foi escrito em parceria com
profissionais de outros CIEJAs, abordando como se dá a
educação inclusiva nessa modalidade de ensino, os entraves
e possibilidades. Além de trazer o embasamento teórico para
o Curso ministrado na Escola do Parlamento, Viviane
também trouxe suas experiências vividas na coordenação do
CIEJA Santana/Tucuruvi.
O ano de 2020 foi um ano de muitas participações e
divulgação do trabalho que aqui fazemos... A DIEJA, sob a
coordenação de Milena Micosi, propôs aos 16 CIEJAs da cidade de São Paulo, a publicação de
um livro contendo as histórias, as experiências e desafios enfrentados por nós. Foi um trabalho
árduo de escrita, contando com o auxílio de professores e ex-funcionários para o resgate da
nossa história, além disso, deixamos registrado o trabalho inclusivo que aqui realizamos por
meio de nossas formações, avaliações do PEA e Reuniões Pedagógicas. O capítulo do Livro:
“CIEJAs na cidade de São Paulo – Territórios de lutas, resistências e saberes”, foi escrito
por nossa Coordenadora Pedagógica Viviane Moreiras e por nossa Diretora Patrícia Hypoliti.
Ainda estamos no aguardo da publicação desse material, mas em Dezembro de 2020, ocorreu
uma “live” para divulgação do livro e tivemos a participação da nossa Diretora Patrícia Hypoliti
representando o CIEJA Santana/Tucuruvi.
33
7. Alunos do CIEJA e seu perfil:
Em 2020 o professor Eduardo Parladore, elaborou uma pesquisa colaborativa com toda
a Equipe CIEJA, no Google Forms intitulada: “Pesquisa de Atividades Virtuais”, com ela
nosso maior objetivo era obter ainda mais informações tanto para avaliarmos nosso trabalho
e/ou o redimensionarmos no que era preciso.
Na pesquisa haviam perguntas relacionadas ao:
 Acompanhamento das atividades enviadas: Como é o acesso - pelo celular,
computador ou se não há acesso;
 Se o celular é de uso pessoal ou se divide com outras pessoas;
 Quais dificuldades os alunos têm encontrado nas aulas virtuais: se são
dificuldades com a internet, na organização da rotina, se precisam de apoio, ou se
não compreendem as atividades;
 Sobre a utilização da internet: se há acesso ilimitado, se não tem acesso de
dados no celular, se utiliza e compartilha a internet com um vizinho ou utiliza a
internet no trabalho, ou se não há acesso à internet;
 O que mais tem facilitado a aprendizagem: os vídeos gravados pelos professores,
os textos preparados, os áudios explicativos que acompanham as atividades, as
imagens que acompanham cada atividade, os vídeos indicados, a flexibilidade
nas respostas podendo ser escrito, por áudio ou vídeo; tirando a dúvida com o
professor durante a troca de mensagens.
A seguir, apresentamos um recorte dessa pesquisa e algumas propositivas pensadas a
partir da mesma:
34
35
36
Diante das respostas, debatemos outras formas de atendimento e vimos o quanto a
utilização do Google Classroom, plataforma disponibilizada pela SME para a realização das
atividades eram inalcançáveis por boa parte dos nossos alunos, dada tamanha dificuldades
que eles possuem de acesso. Desse modo, a necessidade latente de pensarmos em formas
mais acessíveis a eles, era primordial para a manutenção das aprendizagens e fortalecimento
dos vínculos.
Tendo em vista as especificidades e a pluralidade do perfil dos estudantes do CIEJA,
que atende jovens, adultos afastados há muito tempo da escola, idosos, pessoas com
deficiência, entre outros, urge problematizar e reelaborar as práticas pedagógicas
37
desenvolvidas nesse segmento. Esse público, muitas vezes, apresenta múltiplas e diversas
dificuldades de aprendizagem e convive no mesmo ambiente de ensino e socialização, para se
chegar a um currículo inovador e significativo, deve-se partir da observação atenta e minuciosa
do perfil dos alunos do CIEJA, das suas demandas sociais e expectativas de vida. A partir daí,
considerando-se as especificidades de cada disciplina e o conhecimento interdisciplinar, os
professores podem repensar a importância dos conteúdos curriculares e a maneira de abordá-
los em sala de aula.
É relevante mencionarmos que nossas formações no horário coletivo (JEIFs) têm a
intencionalidade de aprimorarmos nossas práticas considerando essa diversidade. No ano
passado, nossos encontros mudaram o formato, de presencial para virtual. Apesar de termos o
PEA suspenso em 2020 e até a presente data de 2021, continuamos a cada encontro
discutindo, planejando, registrando e crescendo enquanto grupo.
Ainda sobre o perfil de nossos estudantes, antes da pandemia eram disponibilizados em
diversos horários, Oficinas com diferentes focos, trazendo aqui para a discussão a Leitura e
Escrita, tínhamos Oficinas que davam um embasamento maior aos estudantes, habilitando-os
a acessarem o currículo de forma mais autônoma. Porém, com a Instrução Normativa SME Nº
1 de 15 de fevereiro de 2021, em seu Art. 12, fica suspensa a escolha de aulas para o
desenvolvimento de projetos do contraturno escolar. Pensando em estratégias para a
recuperação das aprendizagens para os alunos que estão no Ensino Presencial foram
realizadas avaliações diagnósticas, para aqueles que se encontram no Ensino Remoto quanto
no Google Classroom, pensamos em auto-avalições para que os alunos preencham a cada
atividade realizada, como no exemplo a seguir:
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É importante também lembrarmos que dentro dessa diversidade há alunos que mesmo
há muito tempo fora da escola, trazem seus conhecimentos acumulados conseguindo transpor
para a aprendizagem formal. Dessa forma, respeitamos o direito de que ele dê continuidade
aos seus estudos, avançando inclusive de módulo. A partir de um olhar apurado dos
professores, ou até mesmo pela manifestação do próprio aluno, oferecemos uma Prova de
Reclassificação. Essa prova é construída com o conteúdo anual, compreendendo todas as
áreas do conhecimento, do Módulo em que ele está cursando. Há questões de múltipla
escolha, questões dissertativas e produção textual. Após correção e análise da Comissão de
Reclassificação, a partir de critérios pré-estabelecidos o aluno é considerado Reclassificado
para o próximo Módulo ou Não Reclassificado, permanecendo assim no Módulo em que se
encontra.
Uma característica marcante na modalidade CIEJA é o atendimento aos alunos com as
mais diversas deficiências, atualmente temos 37 alunos matriculados e a presença da Sala de
Recursos Multifuncionais (SRM) e de um olhar apurado da Professora de Atendimento
Educacional Especializado (PAEE) configura um privilégio no cenário da educação inclusiva.
Notamos então que há uma iminente procura das famílias tanto de jovens, ainda
menores de idade, como também tem crescido o número de matrículas das pessoas com
deficiência. Pensando em cada vez mais oferecer um trabalho de qualidade para todos, após a
efetivação da matrícula, os responsáveis e os estudantes, passam por uma conversa com a
coordenação pedagógica do CIEJA. Esse momento é de fundamental importância para
conhecermos um pouco da história desse aluno, obtermos informações sobre suas
especificidades, assim como também passarmos informações do funcionamento de nossa
escola e tirarmos possíveis dúvidas.
39
No caso específico de alunos com deficiência, a fim de que proporcionemos um melhor
acolhimento, a partir dessa conversa, a coordenação acorda com a família alguns dias para o
início do estudante, para que seja passado a toda equipe CIEJA que receberemos um novo
aluno, e todos se prepararem para sua chegada.
Nesse período de pandemia, orientamos as famílias quanto aos procedimentos
adotados pela U.E. e como os protocolos devem ser seguidos.
Dando continuidade ao atendimento realizado no CIEJA, a PAEE (Professora de
Atendimento Educacional Especializado) Patrícia Parlangeli já iniciou o trabalho de Sondagens
de Aprendizagem para mapear as habilidades e dificuldades de cada aluno, que caracteriza
público para o AEE (Atendimento Educacional Especializado). Como ocorreu nos últimos dois
anos, a ideia é de que posteriormente as sondagens sejam projetadas para a Equipe Docente
e Gestora e de forma colaborativa pensando nas formas de atendimento desses alunos, bem
como as necessidades pedagógicas, e de que maneira podemos favorecer um processo de
equidade diante da aprendizagem.
Contemplamos outra ação com a escuta das famílias dos alunos com deficiência, através
das Anamneses, possibilitando ampliar o olhar, sobre o cotidiano dos alunos, bem como
pensar em possíveis intervenções pedagógicas que favoreçam o acesso ao currículo e como
essas ações possam reverberar no cotidiano da sala de aula. Neste momento, o atendimento
às famílias está suspenso devido a Instrução Normativa SME nº 7 de 12 de Março de 2021,
que dispõe sobre a antecipação do período de recesso nas unidades educacionais e declara
situação de emergência no município de São Paulo
em seu artigo 6º cita que o atendimento ao público
dar-se-á por meio telefônico e eletrônico. Desse
modo, no retorno das atividades presenciais dos
professores e alunos em 05 de abril de 2021, será
retomado esse trabalho.
Pensando em uma Educação Inclusiva, podemos
aqui falar um pouco sobre a nossa 3ª Semana da
Educação Inclusiva ocorrida entre os dias 16 a 30 de
Setembro de 2020.
Pensar em uma Semana de Educação Inclusiva é
planejar atividades que atenda a TODOS!!!
Quando falamos de inclusão estamos falando
de jovens que foram excluídos do sistema escolar e
40
hoje estão na EJA;
Estamos tratando da educação de idosos que há muito tempo tiveram seus direitos
negados, e agora procuram o CIEJA para concluírem o Ensino Fundamental;
Falamos de mulheres afastadas dos bancos escolares em nome de uma sociedade
machista e excludente;
Tratamos de negras e negros que sofrem todos os dias na pele as consequências do
racismo;
Trazemos em pauta a sociedade LGBTQI+, lembrando a necessidade de que eles
tenham seus direitos básicos assegurados;
Falar sobre educação inclusiva é também falar sobre os povos indígenas... Podemos ser
brasileiros sem considerar nossos povos originários?
Trazemos também para a discussão as pessoas com deficiência que por muito tempo
foram excluídos e impedidos de terem acesso ao sistema regular de ensino. Hoje falamos de
inclusão, incluir para nós do CIEJA, é promover uma educação de qualidade, estudando
pesquisando, aprimorando, estabelecendo parcerias, a fim de que possamos cada vez mais e
sempre mais, proporcionarmos uma educação que inclua a todos de forma qualitativa e
equânime.
A exemplo disso, trouxemos Kátia Fonseca que trouxe temas relevantes a respeito do
Ensino Remoto e a aplicabilidade do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), tão
importante para o trabalho que aqui fazemos.
Kátia Fonseca
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Na sequência trouxemos Victor Martinez para falar sobre a pessoa
com deficiência e o mundo do trabalho. O palestrante abordou pontos
importantes sobre a autonomia e o trabalho realizado com PcD e suas
famílias para o ingresso no Mundo do Trabalho.
Já nossa convidada Valéria Milhare abordou um tema bastante
polêmico quando se trata de pessoas com deficiência que é a sexualidade
em suas vidas. Valéria trouxe de forma clara e didática a importância de
trabalharmos isso na escola, tanto com os alunos quanto com as famílias,
pois a negação dos desejos e não tocar no assunto não exclui a existência da sexualidade. Até
mesmo trouxe a necessidade do conhecimento para que a PcD possa se proteger e se
defender em caso de um possível abuso.
A sexualidade para a pessoa com deficiência é sempre encarada
como um tabu, não é raro acontecer de os pais ou responsáveis preferirem
encarar como um questão nula, optam sempre por ignorar e ou suprimir
esse aspecto da vida da PcD, não necessariamente por crueldade, mas por
ignorarem os aspectos que envolvem esse tema e muitas vezes por
relacionarem a ele a moralidade e até mesmo a religiosidade.
Valéria Milhare nos trouxe uma gama de informações e por meio de conhecimento
científico quebrou paradigmas desse tema delicado e pouco abordado.
E por fim, tivemos Paula Quintal que tratou sobre as barreiras
de aprendizagem e possibilidades dentro do ambiente escolar. A
palestrante trouxe jogos e a aplicabilidade dos mesmos para a
nossa prática diária.
Realizar uma Semanada de Educação Inclusiva de forma
virtual, foi uma tarefa árdua, em contatar os palestrantes, em tentar
assegurar que todo o corpo docente recebesse o link para sua
participação, assim como convidados: PAEEs de outras UEs e as
PAAIs do CEFAI. Mas apesar de algumas travas do sistema, vimos
que esse formato, possibilitou a participação de palestrantes mesmo estando fora de São
Paulo, o que muito provavelmente, se tivéssemos a possibilidade de realizar a Semana da
Educação Inclusiva no presencial, conforme ocorreu em 2019, talvez não pudéssemos contar
com alguns deles. Nossos professores sugeriram que para os próximos anos, poderemos
Paula Quintal
Victor Martinez
Valéria Milhare
42
pensar mesmo no presencial, intercalarmos com palestras virtuais, dando uma pausa entre
uma e outra para consolidarmos os conhecimentos adquiridos.
Ainda pensando em um trabalho inclusivo, a PAEE vem desenvolvendo o Trabalho
Colaborativo nas turmas do período da manhã, para conhecer os novos alunos, observar as
necessidades pedagógicas e evidenciar as potencialidades de cada aluno. Concomitante a isso
está montando os horários de Articulação com os professores da sala regular, em parceria
com as coordenadoras pedagógicas. O atendimento no contraturno está suspenso de acordo
com a Instrução Normativa SME nº 1 de 15 de fevereiro de 2021.
É importante mencionarmos que a Articulação com os professores da Sala Regular, em
parceria da PAEE com as coordenadoras Pedagógicas (Viviane e Cirley) se mantém,
possibilitando momentos de reflexão e construção de forma colaborativa das atividades
adequadas, pois se constituem em possibilidades educacionais de atuar frente às dificuldades
de aprendizagem dos alunos. Pressupõe que se realize a adequação do currículo regular,
quando necessário, para torná-lo apropriado às peculiaridades dos alunos com deficiência,
prevalecendo um currículo dinâmico, alterável, passível de ampliação, para que atenda
realmente a todos os educandos.
O material construído pela professora do AEE em elaborar portfólios individuais dos
alunos com deficiência, como instrumento de consulta e para registrar os avanços dos mesmos
diante do processo de aprendizagem, sendo composto por: Ficha de matrícula na SRM, laudo
médico, anamnese, sondagem de aprendizagem, registros, PDIs e encaminhamentos, são um
forte aliado para os planejamentos de aulas dos educadores, bem como pensarmos em um
trabalho cada vez mais inclusivo e que atenda as especificidades dos nossos educandos.
Temos como meta a formação de uma rede de apoio que envolva profissionais das áreas
de Saúde, Assistência Social e Trabalho, sempre que necessário, para o desenvolvimento e
progresso do aluno. Exemplo: CEFAI, DICEU, UBS, Emprego Apoiado, APD
(Acompanhamento da Pessoa com Deficiência) etc., com isso favorecer atitudes pró-ativas das
famílias com o intuito de participação no processo educativo e também buscando recursos na
comunidade.
A construção dos PDIs (Plano de Desenvolvimento Individual) será realizada por toda
equipe escolar, com o objetivo de registrar os avanços pedagógicos, bem como as
intervenções quando necessárias.
A SRM contempla novas formas de ensinar e aprender. As atividades são
potencializadas, por meio da ludicidade, manifestações artísticas e dinâmicas e o trabalho
pedagógico se desenvolve a partir e com temas de interesse dos alunos.
43
O princípio fundamental da educação inclusiva no CIEJA Santana/ Tucuruvi é o de que
todos os alunos podem aprender juntos; independentemente de qualquer dificuldade ou
diferença, sempre que for possível, reconhecendo as diversidades e acomodando vários estilos
e ritmos de aprendizagem, assegurando uma educação equânime e de qualidade.
Como já mencionamos em nosso PPP, nossas concepções estão em toda parte,
inclusive nos cartazes que colocamos no CIEJA, respeito à diversidade e a garantia da
representatividade. Cartazes que asseguram o direito de serem chamados pelo Nome Social,
quando for o caso, bem como o acesso aos banheiros da escola.
Ainda sobre o perfil de nossos estudantes, em 2018, realizamos uma pesquisa para
sabermos quantos tinham computador em casa com acesso à internet e 44,5% revelaram
possuir o equipamento bem como o acesso à internet. Esse dado seria produtivo dado que a
tecnologia é uma importante ferramenta em todas as áreas. Assim como o uso de celulares,
cada vez mais presentes em nossas vidas. Porém, esse resultado, foi significativamente
discrepante, quando houve a necessidade do acesso às mídias e plataformas por conta da
Educação Remota. Nossos estudantes apresentaram inúmeras dificuldades tanto no acesso,
por não terem internet disponível, ou pelo aparelho ter pouco espaço de memória,
impossibilitando que muitos documentos enviados pelos professores fossem abertos, quanto
na compreensão dessa linguagem.
8. Equipe docente e seu perfil:
O perfil dos professores que atuam nessa U.E. fica evidenciado pela maior característica
desse coletivo, que é ser um grupo pesquisador e engajado, haja visto muitos deles terem
participado dos GTs de elaboração do Currículo da Cidade.
44
Durante a pandemia o trabalho foi sendo desenvolvido a partir das necessidades do
grupo de professores e de alunos. Vimos que apesar do distanciamento social, era possível
realizarmos um trabalho de qualidade, a muitas mãos.
O trabalho inclusivo conforme já apontamos, trabalhos de resgate da história de nossos
alunos, trabalho com a sensibilidade fazendo aflorarem o seu lado artístico, muitas foram as
atividades desenvolvidas. Um exemplo disso foi o resgate das memórias, por meio de um
trabalho interdisciplinar entre os professores Adriana Zenezi e Eduardo Parladore. Criaram um
podcast como resultado de uma sequência de aulas colaborativas de Educação Física,
Ciências Humanas e Informática a edição com músicas que remetiam a regionalidade, tudo
isso por meio de memórias remotas, mas a emoção e a riqueza dos relatos estiveram
presentes o tempo todo. Como bem comentou nossa Coordenadora Pedagógica Cirley, ouvir o
podcast foi uma verdadeira aula de humanidade. Ouvirmos a participação do aluno Pedro com
seu amor pelo futebol, o destaque para as Festas Juninas, conseguimos perceber que cada
região aconteciam de formas distintas. A voz de alguns deles chega a ficar embargada pela
emoção. Outros nos transmitem por meio de sua narração o real vivido. Cada detalhe que
trazem na memória faz parte da história dessa gente sofrida.
O profº Eduardo comentou que o surgimento desse trabalho surgiu a partir de uma
simples pergunta! Ele perguntou ao grupo: - Quem está trabalhando nordeste com os alunos?
A partir daí as coisas foram acontecendo naturalmente... cada professor foi contribuindo
com seus conhecimentos e juntos construíram um material extremamente rico. Por fim, ele
termina dizendo que os alunos nos emocionaram muito com seus relatos.
A profª Claudineia Teixeira de Arte realizou um importante trabalho com os recursos
possíveis nesse período. Ela nomeou com Atividades da Quarentena, a proposta era a de que
os alunos mostrassem como estavam vivendo nesse período através de fotos, vejam algumas
imagens enviadas pelos estudantes:
45
Com a impossibilidade de vivenciarmos as manifestações culturais, a Profª Claudineia,
propôs aos estudantes que brincassem de Festa Junina no papel:
46
Os alunos foram convidados a mergulharem em um fragmento das Culturas Africanas:
Muitos foram os trabalhos realizados nesse período de quarentena, a Arte esteve
presente e alimentando a todos nós... Uma inspiração foi a releitura de nossos alunos com as
obras de arte:
47
As discussões com temas inerentes a educação são debatidas de maneira exaustiva, os
professores agregam sempre conceitos e informações decorrentes de suas leituras e vivências,
experiências e opiniões que enriquecem os momentos da formação coletiva, o grupo não se
restringe a assuntos do universo “escola”, trazem temas de muitas outras áreas que são
correlatos e que subsidiam o fazer pedagógico, ampliando as possibilidades de abordagem,
repertoriando os discentes de maneira diversa e significativa. Aproximadamente 77% do grupo
afirma ser o tema educação o de seu maior interesse, bem como os assuntos ligados, de uma
maneira ou outra à educação, e na sequência o segundo tema de interesse seria a política,
disso podemos aferir que os professores acreditam ser a educação intrinsecamente vinculada à
política, demonstrando assim uma perspectiva engajada do âmbito educacional.
O grupo é formato majoritariamente por pessoas de formação de nível superior, além
disso, 52,6% possuem especialização em diversas áreas, ainda temos 21% que possuem
mestrado. Esse dado é revelador do perfil de toda a equipe, são pessoas comprometidas com
as demandas da educação, vivem uma busca constante de referenciais teóricos que possam
respaldar a prática pedagógica se faz necessário ainda dizer, que praticamente 80% do grupo
investiram em seu capital cultural realizando vários cursos nos últimos anos, o que configura o
como um grupo que age e interage com os estudantes de maneira a impactá-los por estarem
subsidiados e respaldados constantemente por referencial teórico de boa qualidade.
Visto que os desafios para a realização do trabalho são grandes e frequentes, como por
exemplo: elevado índice de evasão escolar, presença de faixas etárias distintas, alunos com
deficiência, alunos que cumprem medidas socioeducativas, dificuldades de aprendizagem
como também alunos que trazem uma riqueza em suas vivências, faz-se necessário o
investimento permanente em nossa formação.
No período da pandemia, a preocupação com o grupo era tamanha... se estavam bem
fisicamente e psicologicamente, afinal houve uma mudança drástica na rotina de todos, onde
era necessário conciliar vida profissional com vida pessoal e familiar. O acúmulo de tarefas só
aumentava, não havia mais um horário determinado onde saíamos de casa para ir até ao
trabalho, agora ele estava conosco praticamente 24h, para tal nossos aparelhos de celulares
não nos fazíamos desligar um só minuto. Por essa razão era tão importante, termos
discernimento das prioridades e urgências, o planejamento era primordial para mantermos
nossa sanidade e continuarmos nosso trabalho. O acolhimento deveria ser quase que diário
para mantermos os vínculos entre professoras e professores, funcionários e gestão.
48
Em nossas JEIFs virtuais, procurávamos tranquilizar o grupo, nos fazermos presentes e
estabelecendo diálogo e escuta. Na Avaliação da Unidade que ocorre ao final do ano,
perguntamos ao grupo como se deram suas participações em JEIF e tivemos as seguintes
respostas:
49
50
Ao perguntarmos se eles se sentiam à vontade para expressar suas opiniões à Equipe
Gestora no que diz respeito ao andamento dos trabalhos e melhorar a dinâmica dos
processos durante todo esse período de atividades remotas, tivemos um bom retorno desse
processo, conforme trazemos a seguir:
51
Outro momento de acolhimento em que pensamos foi como homenagear todos os
nossos Professores e Funcionários Públicos em seu dia, estando afastados pelo
distanciamento social e trabalho remoto? Então pensamos que neste dia, uma forma de fazê-
los se sentirem acolhidos era o de montarmos Cestas de Frutas para todos professores e
funcionários e, nós da Equipe Gestora, nos dividiríamos para levarmos esse mimo para cada
um deles em suas casas. Foram momentos de troca, afeto, afago, reciprocidade... Momentos
de doação em tempos de afastamentos sociais causados pela pandemia. Ficamos muito felizes
com a reação de cada um deles na entrega!
Para os professores escrevemos a seguinte mensagem:
52
E para os demais funcionários a mensagem foi a seguinte:
Na sequência trazemos algumas imagens da cesta que preparamos:
53
Por se tratar de um grupo bem informado, discute-se com frequência sobre as
demandas do ponto de vista legal, e os educadores entendem que os espaços de discussão
coletiva (JEIF), são prioritariamente destinados à busca de maiores e melhores conhecimentos
da área da Educação, bem como temas relacionados à legislação. Por causa dessa formação
permanente e engajada, 38,9% sentem-se confortáveis para discutir temas como o ECA e o
Estatuto do Idoso, 27,8 %, Direitos Humanos e Violência, e também 27,8% História e Cultura
Afro-brasileira; ou seja, boa parte dos professores tem embasamento teórico para discutir
diferentes temáticas em sala de aula.
O caráter engajado do professor do CIEJA, que busca aprofundar cada vez mais sua
formação, relaciona-se com o motivo pelo qual a maioria escolheu a carreira do magistério
sendo o desejo de mudar o espaço ao seu redor, conforme o gráfico abaixo com 44,4% das
respostas e 33% visava educar e multiplicar o conhecimento. O resultado do gráfico reverbera
no trabalho realizado em nossa escola, pois temos por concepção que a educação transforma
e é propulsora de mudanças significativas tanto em nossas vidas, como na vida de nossos
alunos. Como bem retratou Paulo Freire: “Educação não transforma o mundo. Educação muda
pessoas. Pessoas transformam o mundo”.
No cotidiano profissional, os maiores desafios encontrados pelos professores são a
diversidade na sala de aula, 55,6%, e a organização da rotina, 50%. Esses desafios referem-se
à realidade peculiar do CIEJA, que recebe tanto alunos jovens, egressos do ensino regular,
quanto trabalhadores, idosos e pessoas com deficiência. Sendo assim, o professor precisa
pensar nas diferentes necessidades educacionais dos estudantes e preparar adequações de
atividades que garantam o acesso ao currículo de forma equânime e significativa. Deste modo,
com vistas a um processo avaliativo capaz de abarcar os múltiplos estilos cognitivos presentes
em nossa realidade escolar, a grande maioria dos professores prioriza aspectos relacionados
54
ao dia a dia da sala de aula com relação às práticas pedagógicas, como debates, exercícios e
a própria participação dos estudantes.
Ao perguntarmos aos educadores se eles criam atividades para os alunos com
deficiência e/ou dificuldades de aprendizagem, 88,9% responderam que sim e 11,1% ainda
apresentam dificuldades na preparação dessas adequações de atividades, conforme gráfico a
seguir.
Desse modo, acreditamos ser importante o investimento constante em nossas JEIFs
(Formação Continuada), favorecendo uma formação que instrumentalize o professor para um
trabalho efetivo em sala de aula. Assim como, um investimento em nossas Reuniões
Pedagógicas que também privilegiam importantes momentos de formação. Além de um efetivo
trabalho de nossa PAEE no Horário Colaborativo junto ao professor em sala de aula, como
também na Articulação do Trabalho que se faz um intensivo momento de construção de
saberes.
O gráfico a seguir demonstra que os professores também apontam que a formação
permanente é um fator decisivo para a melhoria de sua atuação profissional.
55
Sobre esse tema, temos também um trabalho ativo e direcionado pela CIPA (Comissão
Interna de Prevenção de Acidentes) tanto para a formação de professores e funcionários no
Horário Coletivo, como também de alunos durante as aulas, trazendo informações relevantes
quanto à prevenção de doenças, epidemias, cuidados necessários com a saúde e bem estar, e
os procedimentos de Primeiros Socorros (em anexo encontra-se o Manual de Normas e
Procedimentos da SME, pág. 446 a 451).
Neste momento de pandemia, os cuidados com o Protocolo de Saúde e o cumprimento
do mesmo, é uma responsabilidade de todos e a CIPA também tem uma forte participação
nessa direção.
9. A comunidade no CIEJA e o CIEJA na comunidade:
Quando falamos da relação da comunidade com a escola, é importante que tenhamos
troca, parcerias, trabalho em conjunto.
Neste sentido, as parcerias realizadas com a comunidade têm como meta, oferecer novas
perspectivas, transformando o espaço escolar em espaço de convívio, por meio das relações
extramuros, exemplificando, o que acontece na escola tem que refletir na comunidade e vice-
versa. Essas relações devem ser alimentadas a fim de que nossos alunos tenham acesso aos
mais diversos espaços, havendo assim um sentimento de pertencimento tanto por parte dos
alunos como da comunidade em relação à escola.
Essa relação com a comunidade foi ainda mais estreitada com a pandemia, pois o
nosso contato com as famílias e educando, ficou ainda mais presente. Como mencionamos a
56
criação do WhatsApp Business para os professores, possibilitou um contato bem próximo de
todos.
Quando pensamos o CIEJA na comunidade e a comunidade no CIEJA, é trazer a
comunidade pra dentro da escola, é também pensar em ações que promovam essa
transformação do entorno, é possibilitar sua participação. Por essa razão, desde 2017 vimos
num movimento de realizarmos o Conselho de Classe Participativo o qual requer escuta,
mas como diz Paulo Freire em seu livro Pedagogia da Autonomia (1997), trata-se de uma
escuta para além da capacidade auditiva, para nós do CIEJA, há de se ter uma escuta
sensível, uma escuta atenta... para que não corramos o risco de cairmos na armadilha de dizer
que escutamos sem ouvirmos.
Com o distanciamento social ocasionado pelo novo Coronavírus tivemos que repensar
outras formas de participação da comunidade nas decisões da escola, um exemplo disso, foi a
criação de Reuniões Virtuais
para o Conselho de Escola. Para
sua realização, criamos um link
pelo Meet e enviávamos para
alunos, pais e responsáveis,
equipe docente, funcionários e
toda a equipe gestora para
debatermos os temas em pauta.
Assim como também a criação
de um grupo de WhatsAPP para
todos os funcionários que se encontram afastados pelo regime de Teletrabalho, respaldados
pelo Decreto Nº 59.283 de 16 de Março de 2020. A intenção é deixá-los sempre informados de
tudo o que está acontecendo na escola, bem como a manutenção dos vínculos.
10. Plano da Equipe Gestora – Nossas Concepções
Temos por concepção e prática, que as relações desenvolvidas no dia a dia da escola
devam primar pelo respeito, pela dialogicidade, envolvendo toda a comunidade escolar
integrada a esse processo. Viver uma gestão democrática pressupõe espaço de escuta atenta
e fala pontual, que dividi com todos a corresponsabilidade das ações que regem o
funcionamento da Unidade Educacional. Nesse sentido, nossa identidade vai tomando corpo,
delineando assim uma gestão democrática.
57
Compreendemos que estar no CIEJA pressupõe o convívio com a multiplicidade de
historicidades que envolvem alunas, alunos, corpo docente e todos os funcionários que desse
universo fazem parte. Desse modo, abarcamos as diferenças sociais, étnicas, culturais,
religiosas e de gênero. Tendo em vista o explicitado acima, as ações que evidenciam um
trabalho coletivo e humanista é o de propiciar um ambiente acolhedor para todos aqueles que
trabalham e que estudam em nossa escola. É também promovermos momentos de
participação em Conselhos de Escola, Conselhos de Classe Participativo, Reunião de Pais e
espaço aberto para sugestões e ou críticas com vistas a melhorarmos o nosso trabalho,
Reuniões regulares com funcionários com o objetivo de formarmos uma equipe coesa e
motivada, onde cada um é parte do todo, considerando as especificidades e os talentos de
cada um. Uma gestão que privilegia a escuta e considera a fala do outro para repensar e
redimensionar as ações, valoriza os profissionais que fazem parte desse espaço que é coletivo
e feito por todos. Quando nos deparamos em situações de conflito que ocorrem nas mais
diversas instâncias da escola, a mediação é algo presente em nossas ações.
A proposta de itinerância nos 16 CIEJAS da Cidade de São Paulo, que foi vivenciado em
2019 pela equipe gestora, corroborou com a opção de uma Gestão Democrática, os CIEJAS
são antes de tudo Territórios Educativos, convivem de maneira dialógica com a comunidade,
agem sobre ela e recebem suas intervenções, cumprindo assim em alguma medida, a função
social da escola.
Os anos de 2020/2021 têm sido desafiadores na manutenção desse trabalho, pois
tínhamos como principal meta assegurarmos o bem-estar de todos, bem como o acolhimento
em um momento tão ímpar para todos. Por essa razão, a cada encontro (virtual) com os
professores, buscávamos saber como todos estavam, se estavam bem de saúde, se
precisavam de algo e tentamos dentro de nossas possibilidades, passar tranquilidade para
atravessarmos tudo isso. Além disso, estávamos presentes em tempo integral em todos os
grupos de WhatsApp, para atendê-los, ouvi-los e pensarmos em soluções de quaisquer
problemas que pudessem surgir de forma coletiva. Desse modo, tínhamos o grupo com os
professores da Turma da Manhã, outro grupo com os professoras do Fundamental I, outro
ainda com os professores dos Módulos 3 do período vespertino e noturno, um grupo com os
professores dos Módulos 4 dos períodos vespertino e noturno, um grupo com a profª de Arte e
por fim um grupão com todos os professores.
A ideia da divisão em grupos era porque em determinados momentos, os assuntos eram
específicos, isso agilizava o diálogo e soluções.
58
Conceber uma educação equânime é contemplar toda essa diversidade presente no
CIEJA Santana/ Tucuruvi, esse território múltiplo, transformador, coletivo e inclusivo. Em anexo
o nosso Plano de Trabalho.
11. Mediando Conflitos: Vivendo e Convivendo
Viver é conviver, a máxima citada faz todo sentido na realidade do CIEJA, Como já
mencionamos, no CIEJA estudam jovens, adultos e idosos, pessoas com e sem deficiência.
Essa diversidade carrega em si uma um problema e também um desafio, coexistir respeitando
as diferenças de tempos e estilos, diferenças de gerações, hábitos e valores, não é uma tarefa
fácil e por vezes acaba surgindo alguns conflitos.
O diálogo nessas situações surge como principal mediador para a solução desses
impasses, primando pelo respeito e tolerância. Buscamos ouvir os envolvidos no conflito
individualmente para que se sintam à vontade para colocar sua versão do ocorrido. Após
ouvirmos os dois lados, buscamos a solução juntamente com os envolvidos.
Em caso de reincidência, chamamos novamente para o diálogo, e realizamos o registro
da ocorrência, solicitando que tomem ciência por meio de suas assinaturas e de forma conjunta
assumam o compromisso de conviver de forma respeitosa.
No caso de alunos menores, primeiro estabelecemos um diálogo com eles, e caso seja
necessário entramos em contato com seu responsável legal para que tome conhecimento do
ocorrido.
Viver e conviver pressupõe respeito, mediação e escuta sensível, tais ações têm
contribuído para a prevenção e resolução de conflitos que surgem no CIEJA. Além disso,
temos na unidade a Comissão de Mediação de Conflitos, conforme Decreto nº 56.560/2015
(em anexo, membro da Comissão).
12. Propositivas e encaminhamentos para este ano...
O trabalho que se realiza na escola, necessita de planejamento e organização, porém
estamos em um momento de inconstâncias frequentes que afetam diretamente o nosso
trabalho. Trazemos como exemplo, as datas que havíamos estipulado para a entrega dos
59
planos anuais. Devido a antecipação do Recesso Escolar e mais recentemente com a
antecipação de feriados, não conseguimos receber todos em tempo. Assim sendo, anexaremos
posteriormente os planos.
Como já mencionamos o PPP é um documento fulcral, vivo e dinâmico que requer
flexibilidade, mas diante da atual conjuntura, muitos dos nossos planejamentos caem por terra
e são necessárias novas adequações. Estamos diante de uma situação inédita, as decisões
envolvem trabalho pedagógico, coletivo e planejado, mas, sobretudo, o trabalho requer o
cuidado com VIDAS. Vidas que se perderam, que ainda estão por se perder, famílias
dilaceradas e que demandam uma ação humana que os acolham, que supra suas reais
necessidades que muitas vezes está para além da escola. Envolvem questões sociais, políticas
e econômicas.
Da nossa parte, estamos trabalhando, buscando fazer o nosso melhor para os alunos
que depositam em nós a sua confiança. Acreditamos na Escola e de todos que dela fazem
parte, colocamos nela uma porta para novas possibilidades, queremos acolher a todos, mas
primamos pela segurança de cada um em respeito ao trabalho que aqui fazemos e em respeito
à vida!
Abril/2021
Assinaturas da Equipe Gestora do Cieja Santana/Tucuruvi

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  • 1. DIRETORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO JAÇANÃ / TREMEMBÉ Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos CIEJA Santana/Tucuruvi Projeto Político Pedagógico 2021
  • 2. 2 ÍNDICE 1. IDENTIFICAÇÃO DA UNIDADE ........................................................... 3 2. PREFÁCIO............................................................................................. 4 3. REGIME DE FUNCIONAMENTO ......................................................... 6 3.1. NÍVEIS DE ENSINO.............................................................................. 14 4. QUADRO DE PROFISSIONAIS DA UNIDADE..................................... 16 5. ESPAÇO FÍSICO................................................................................... 19 6. CONCEPÇÓES NOSSAS..................................................................... 20 7. ALUNOS DO CIEJA E SEU PERFIL..................................................... 33 8. EQUIPE DOCENTE E SEU PERFIL: ................................................... 43 9. A COMUNIDADE NO CIEJA E O CIEJA NA COMUNIDADE:.............. 55 10. PLANO DA EQUIPE GESTORA – NOSSAS CONCEPÇÕES.............. 56 11. MEDIANDO CONFLITOS ..................................................................... 58 12. PROPOSITIVAS E ENCAMINHAMENTOS PARA ESTE ANO............. 58 13. ANEXOS ............................................................................................... 59
  • 3. 3 CENTRO INTEGRADO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2020 – CIEJA SANTANA/ TUCURUVI 1. Identificação da Unidade Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos – CIEJA Santana/Tucuruvi Diretoria Regional de Educação Jaçanã / Tremembé Rua Cel. João da Silva Feijó, 34 – Parque do Mandaqui. CEP: 02422-018 Fone: 2233-2170 / 2233-0025 FORMAS DE CONTATO ON-LINE DECRETO DE CRIAÇÃO: 38.817 de 16 de Dezembro de 1999. DECRETO DE FUNCIONAMENTO: 53.676 de 28 de Dezembro de 2012. Parecer do C.M.E.: 10/2002 de 07/11/2002. E-mail: ciejasantanatucuruvi@prefeitura.sp.gov.br Blog: http://ciejasantanatucuruvi.blogspot.com.br/ Facebook: https://www.facebook.com/ciejasantanatucuruvioficial/
  • 4. 4 2. Prefácio Projeto Político Pedagógico (PPP) - o que traduz esse nome? Pensamos ser um esforço coletivo de planejamento e ações concretas para o alcance de metas de aprendizagem e desenvolvimento que trilharão nosso percurso durante todo o ano de 2021. Muito já caminhamos e construímos nesse trajeto, porém como escola é movimento e plural, nosso Projeto necessariamente deve acompanhar essa dinâmica, sendo flexível e cumprindo a sua função que é dar vida ao que acontece na escola. Ao fazermos referência à Projeto projetamos aprendizagens, experiências que possam ser significativas e aonde queremos chegar. Escrever o PPP de forma coletiva é um movimento Político ao considerarmos a escola como espaço de construção de saberes, formando cidadãos conscientes, que atuam na sociedade, provocando mudanças, alterando os rumos de nossa história, além de caracterizar uma ação coletiva. É também Pedagógico porque nos conduz, trazendo propostas, atividades, projetos educativos e propositivas pedagógicas contemporâneas que agreguem a aprendizagem. Por essa razão é tão importante a participação de todos nesse percurso garantindo a riqueza da pluralidade presente no CIEJA e ao mesmo tempo considerando a singularidade da nossa realidade. Tudo isso, revela a identidade do CIEJA Santana/ Tucuruvi, nossas concepções estão explicitadas no nosso fazer e agir, envolvendo desde o atendimento que se faz na entrada da escola, aos cartazes informativos espalhados pelos corredores, na relação entre os alunos e professores, funcionários e equipe gestora, bem como até o trabalho desenvolvido em sala de aula. Atendendo jovens, adultos e idosos, pessoas com e sem deficiência é uma marca do trabalho do CIEJA, contemplando as mais diversas histórias de vida e apostando em uma educação que considera essa diversidade. O PPP é um documento escrito com a participação de todos, podendo ser repensado a cada momento do nosso percurso, por isso que é tão importante que ele NÃO SEJA UM DOCUMENTO ENGESSADO, INFLEXÍVEL. Por essa razão que foi necessária toda uma reformulação desse documento para alinhar nossas diretrizes diante de tudo o que vivemos e ainda estamos vivendo em virtude da situação de emergência ocasionada pela pandemia do novo Coronavírus. A educação sempre se deu
  • 5. 5 na troca, no contato com o outro, no olho no olho, na presença física... Mas, por volta da segunda quinzena de março de 2020, começamos a entender que não estaríamos mais de corpo presente dentro do espaço físico da escola por um determinado período, então nos deparamos com a responsabilidade de darmos continuidade ao trabalho que vínhamos desempenhando de forma inclusiva, mas os desafios eram ainda maiores, como compartilhar conhecimento sem estarmos juntos? É importante ressaltar que nos dias 13, 14 e 15 de abril de 2020, tivemos momentos importantes de encontros on-line com todo o grupo de Educadores e Equipe Gestora, para organização dessa nova forma de trabalho. Nesses dias, debatemos sobre o momento histórico da humanidade do qual nos deparávamos naquele instante e de que era preciso priorizar outras formas na construção do conhecimento, tendo o cuidado para não levarmos propostas que acabassem aprofundando ainda mais as desigualdades. Dada a situação inédita da qual estamos vivendo, principalmente ao pensar em uma rede com as dimensões da Cidade de São Paulo e a necessidade de respeitarmos a territorialidade de cada Unidade Educacional atreladas ao PPP, em um primeiro momento, a nossa ação inicial pautou-se em contatar os nossos alunos e suas famílias, através de plataformas de rede social, como por exemplo, Facebook, Instagram Blog, bem como o WhatsApp, por meio da criação de um vídeo onde falávamos diretamente como estávamos nos organizando, como seria o atendimento e que eles em breve receberiam um material impresso elaborado pela SME/COPED/DIEJA, chamado Trilhas de Aprendizagem e para que ficassem atentos aos nossos contatos. Na sequência, a Gestão da escola teve o cuidado e a preocupação de consultar todos os professores, sobre a possibilidade da criação de grupos de WhatsApp com os alunos, mas que não fossem usados os números pessoais de nenhum educador, para tanto, foi proposto pela Equipe Gestora, a utilização do WhatsApp Business, garantindo assim a privacidade de todos. Com a concordância do grupo, a Gestão cadastrou os números de todos os alunos, criando as turmas e as reencaminhou para cada professor. Com a criação de todas as turmas, entramos em contanto com os alunos para saber como se encontravam, se precisavam de algo e se estavam bem, pois a nossa primeira proposta era o “acolhimento” e manter o vínculo dos mesmos com a escola, estreitando esses laços para quando o nosso retorno fosse possível, os vínculos estivessem fortalecidos. A manutenção dos grupos com números atualizados foi outro desafio, e isso se tornou um trabalho árduo de professores e gestão para que tudo funcionasse adequadamente.
  • 6. 6 Em 2020 a mudança de planejamento rápida do presencial para o remoto, a contingência de demandas e questões burocráticas como se não houvesse uma pandemia que consumisse nosso fazer diário foi um dos nossos desafios. Já neste ano de 2021 as demandas são outras, o de preparar a escola para o retorno das aulas presenciais em meio a Pandemia, em um período onde os números de infectados e óbitos só aumentam. Mantermos todos em segurança é a nossa maior preocupação, lidarmos com todas as incertezas, os lutos e restabelecermos a confiança para que o aprendizado aconteça. Mas acreditamos que a educação se faz junto, na troca, com o outro e isso nos fortalece mutuamente com o intuito de que essas conexões aconteçam e pouco a pouco, jovens adultos e idosos, ocupem novamente seus lugares na EJA, esse espaço que lhes são de direito. Convidamos a todos a mergulharem conosco nesse processo, a lerem o nosso PPP e conhecerem nossas ideias, projetos, concepções que delinearão nosso ano letivo de 2021. 3. Regime de Funcionamento Para ingressar no CIEJA é necessário realizar um cadastro em nosso blog: http://ciejasantanatucuruvi.blogspot.com.br/, de qualquer lugar que você esteja e tenha um acesso à internet ou caso encontre alguma dificuldade, basta nos procurar com comprovante de escolaridade e comprovante de endereço que os funcionários da secretaria realizarão o seu cadastro. A secretaria do CIEJA receberá sua inscrição com seus dados e entrará na lista organizada automaticamente por ordem de recebimento, assim que surgir a vaga no Módulo e horário de sua escolha, a secretaria da nossa Unidade entrará em contato para a efetivação da matrícula. A seguir, montamos um passo a passo para a realização do cadastro:
  • 7. 7 Para aqueles que não têm comprovante de escolaridade, foi pensado em uma Prova de Classificação, validando como um documento oficial para o seu acesso à escola. Essa prova foi construída pensando naqueles que estão há muito tempo afastados da escola, mas que por se tratarem de pessoas com historicidade e grandes vivências, poderão realizá-la. Dividimos a prova em 2 etapas: um preenchimento de ficha inicial com dados elementares como nome, telefone, endereço e porque o estudante decidiu retomar seus estudos; e na sequência, se o candidato realizar de forma tranquila essa etapa, passamos para a etapa seguinte que compreende situações problema, interpretação de texto, articulação de informações com o cotidiano e produção textual, envolvendo todas as áreas do conhecimento. É importante registrarmos que nossa Prova de Classificação foi construída retratando a realidade em que vivemos, situações de desigualdades, a luta dos trabalhadores formais e informais e apresentamos Carolina Maria de Jesus, muitas vezes esquecida em nossa literatura. Muitos são os alunos que nos procuram para a realização da Prova de Classificação, dentre muitas histórias, ressaltamos o exemplo de uma aluna que no momento em que realizava a prova, teve forte identificação com a história de vida da Carolina Maria de Jesus, pois a mesma, também para seu sustento, era catadora de lixo. E nas questões apresentadas, conseguiu realizar com propriedade, uma vez que aproximou os exercícios de sua realidade.
  • 8. 8 Trazendo sua experiência de vida e profissional para a resolução das atividades. Além disso, relatou o quanto ela se sentiu representada na escolha do tema da prova. Acreditamos que a Prova de Classificação, para muitos, é uma porta de entrada e é de extrema importância que os alunos se sintam representados e que a prova, não seja encarada como uma barreira. O CIEJA Santana/Tucuruvi atende jovens, adultos e idosos, pessoas com e sem deficiência na modalidade EJA. Somos uma escola regular da Prefeitura de São Paulo organizada em módulos (etapas) anuais sequenciais e progressivas que compreende o Ensino Fundamental. Atende maiores de 15 anos de idade, nos períodos diurno e noturno, em grupos de classe com até 20 (vinte) estudantes, de segunda à sexta-feira no período das 7h15 às 22h30, de fevereiro a dezembro com no mínimo 200 dias letivos de encontros diários de 2h15min, e complementação de carga horária com atividades de efetivo trabalho pedagógico extraclasse. Em função da pandemia ocasionada pela Covid-19 e a partir do Decreto nº 59.283 de 16/03/20, que declara situação de emergência no Município de São Paulo e define outras medidas para o enfrentamento da pandemia decorrente do Coronavírus foram necessárias algumas alterações de horário, com vistas a cumprirmos os protocolos de Higiene e Desinfecção das salas. Elaboramos um Plano de Retorno com a participação da Equipe Gestora, Corpo Docente e Supervisão Escolar que se encontra anexo ao final deste documento. Sendo assim, a partir das especificidades do CIEJA, reduzimos o período de aula para 1h30, ficando no período da manhã um intervalo para esse procedimento, porém entre o período vespertino e noturno teremos apenas 1h15 para a execução do serviço. Na tabela abaixo, colocamos os horários de cada turno: Manhã 7h30 às 9h00 Intermediário 10h30 às 12h00 Vespertino 17h45 às 19h15 Noturno 20h30 às 22h00
  • 9. 9 Foi realizada uma pesquisa de interesse junto aos pais/responsáveis quanto ao retorno dos adolescentes, jovens e adultos para atividades presenciais, por meio de um formulário específico disponibilizado pela SME/DRE (https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfXL457_g3zHKbf--B- E6hZCzEgD_aMwnHuQ9hdTgjn3RmwIw/viewform). O resultado para a pergunta “O(a) jovem ou adulto retornará às aulas presenciais a partir do dia 15 de fevereiro?” foi o seguinte: SIM NÃO TOTAL DE RESPONDENTES 77 52 129 Esses números demonstram o quão ineficaz são pesquisas padronizadas que vêm da SME, dado o baixo número de respostas que obtivemos. As especificidades de cada modelo de ensino são inúmeras e a realidades dos jovens, adultos e idosos que estudam no CIEJA exige uma busca ativa em outras linguagens. Muitos não têm acesso à internet e os que têm, muitas vezes não conseguem compreender as questões generalizadas que geralmente vêm nesse tipo de pesquisa, ou até mesmo não possuem todas as informações. Desse modo, tivemos que realizar um verdadeiro mutirão, contando com a ajuda do corpo docente para entrarmos em contato via telefone e whatsApp com todos os alunos que não responderam a pesquisa. Considerando que o retorno às atividades presenciais é facultativo aos estudantes, informamos a todos alunos e/ou pais/responsáveis que optaram pelo ensino remoto dos seus filhos que estes últimos deverão realizar as atividades de caráter obrigatório por meio da plataforma Google Classroom, plataformas virtuais ou materiais impressos a serem retirados na UE, conforme plano de trabalho dos professores. Ressaltamos ainda que o ensino remoto se dará exclusivamente pelo Google Classroom e para aqueles que não têm acesso a plataforma digital, será disponibilizado o material impresso para ser retirado na escola pelo aluno periodicamente e entregue em tempo estipulado pelos educadores. Visando uma melhor organização para a retirada e devolução
  • 10. 10 das atividades, bem como, procurando obedecer aos protocolos de quarentena do material, separamos caixas por turno para esse fim, conforme imagem a seguir: As atividades são colocadas em saquinhos individuais devidamente etiquetados, cada uma delas acompanha uma folha de autoavaliação para que o aluno classifique seu grau de dificuldades diante de cada uma delas. Isso nos servirá inicialmente como uma Avaliação Diagnóstica, bem como uma Avaliação Reguladora para um planejamento mais individualizado pensando em cada estilo cognitivo. A seguir trazemos o número de vagas oferecidas e nosso quadro atual: VAGAS OFERECIDAS 474 VAGAS NÚMERO DE ALUNOS MATRICULADOS 337 ALUNOS ALUNOS (AS) COM DEFICIÊNCIA 37 ALUNOS ALUNOS MENORES(AS) 47 ALUNOS A tabela abaixo mostra a situação regular de funcionamento da UE em tempos normais e nos termos da IN SME nº 01/21 em que prevê um limite de até 35% dos estudantes.
  • 11. 11 Situação regular em Fev/2021 Alunos Total de Turmas Alunos Turno Matutino Alunos Turno Intermediário Alunos Turno Vespertino Alunos Turno Noturno 302 23 59 50 85 108 Neste momento de pandemia, os cuidados de distanciamento e circulação das pessoas, a ventilação de ambientes, o fluxo/sinalização de entrada e saída, as regras de higiene, principalmente a lavagem de mãos (especialmente na entrada), tornou as questões prediais do CIEJA mais visível, para a resolução dos problemas encontrados no sentido de atender com qualidade os estudantes, professores e funcionários, dentro das regras de segurança predial, de saúde e do trabalho foram necessárias à realização de adequações que atendessem tais demandas. Ressalta-se que neste momento não se trata de reforma de prédios, mas adequações imprescindíveis com a verba PTRF COVID. Situação nos termos da IN SME nº 01/21 - atualização em Fev/2021 Nº reduzido - 35% Alunos atendidos Alunos Turno Matutino Alunos Turno Intermediário Alunos Turno Vespertino Alunos Turno Noturno 84 25 15 16 28
  • 12. 12 Para atender os protocolos ao atendimento presencial ao estudante foi necessário: Substituição de parte da janela por uma portinha de ferro para que a entrega da merenda seja feita pela área externa, evitando assim aglomerações no hall interno, onde era feita a distribuição da mesma, uma vez que o espaço físico do CIEJA é limitado. Instalação de uma cobertura em policarbonato em uma área ao lado de onde será servida a merenda, para que nossos alunos tenham um ambiente coberto, porém ao mesmo tempo arejado, além disso, em dias de chuva tenham uma maior proteção. Em novos tempos, há também que se pensar em espaços abertos para a realização das aulas, e este ambiente será propicio para esse fim. Serviços de hidráulica e alvenaria para a instalação de pias na entrada e piso superior, com vistas atender os protocolos sanitários ampliando a higienização das mãos de alunos e funcionários. Placas de sinalização com orientações, quanto ao fluxo e direções na entrada e saída da Unidade Educacional; bem como para o distanciamento entre os assentos nas áreas comuns na entrada. Barreiras acrílicas na sala da Direção e Coordenação para o acolhimento aos alunos e funcionários, preservando a saúde de todos; Barreiras acrílicas na secretaria para o atendimento aos munícipes, alunos e proteção entre os funcionários da secretaria.
  • 13. 13 No início de fevereiro de 2021, tivemos o total de 77 alunos que optaram pelas aulas presenciais, porém tínhamos certeza de que esse número aumentaria gradativamente no decorrer dos dias. Cumprindo a IN SME nº1 que estabelece 35% no atendimento presencial, poderemos atender neste momento até 105 alunos, caso esse número seja superior a IN (Instrução Normativa), haverá o rodízio de dias e turmas priorizando o atendimento dos estudantes em um sistema de revezamento nos dias da semana, entre grupos de alunos de uma mesma turma, assegurando o retorno às atividades presenciais dos educados: com histórico de baixo rendimento escolar; que em 2020 não tiveram acesso às plataformas digitais; que estejam em situação de vulnerabilidade social; que assinaram sua desistência no ano de 2020, por apresentarem dificuldades em acompanhar o Ensino Remoto. Em todos estes casos, excetuam-se os alunos que se enquadrarem nos grupos de risco elencados pelos protocolos supracitados, que deverão permanecer no ensino remoto.
  • 14. 14 3.1 Níveis de ensino: Módulo I Modulo II Compreende o 1o , 2o e 3º ano do Ensino Fundamental. Compreende o 4o e 5º ano do Ensino Fundamental. Módulo III Módulo IV Compreende o 6o e 7o ano do Ensino Fundamental II. Compreende o 8o . e 9o . ano do Ciclo II do Ensino Fundamental. Os componentes curriculares contemplam as áreas de conhecimento:  Linguagens e Códigos – (Língua Portuguesa, Inglês)  Ciências da Natureza e Matemática – (Ciências e Matemática)  Ciências Humanas – (História e Geografia)  Informática,  Arte,  Educação Física. (vide Matriz Curricular abaixo).
  • 15. 15 Prefeitura do Município de São Paulo Secretaria Municipal de Educação Diretoria Regional de Educação “Jaçanã / Tremembé” Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos – CIEJA “Santana / Tucuruvi” Matriz Curricular Organização Curricular Ciclo I Ciclo II Total da Carga Horária Base Nacional Comum Áreas do Conhecimento Componente Curricular Módulo I – Alfabetização Módulo II – Básico Módulo III – Complementar Módulo IV - Final Em Classe h/a Extra Classe Total de horas Em Classe h/a Extra Classe Total de horas Em Classe h/a Extra Classe Total de horas Em Classe h/a Extra Classe Total de horas Matemática Matemática 3 2 150h 3 2 150h 2 2 120h 2 2 120h 540h Ciências da Natureza Ciências 2 1 90h 2 1 90h 2 1 90h 2 1 90h 360h Ciências Humanas História 2 2 180h 2 2 180h 2 2 180h 2 2 180h 720h Geografia 2 2 2 2 Linguagens e Códigos Língua Portuguesa 3 4 300h 3 4 300h 3 4 300h 3 4 300h 1200h Arte 1 1 1 1 Educação Física* 2 2 2 2 Total da Base Nacional Comum 15 9 720h 15 9 720h 14 9 690h 14 9 690h 2820h Parte Diversificada Língua Estrangeira Moderna Inglês** - - - - - 1 - 30h 1 - 30h 60h Informática 2 - 60h 2 - 60h 2 - 60h 2 - 60h 240h Total da Parte Diversificada 2 - 60h 2 - 60h 3 - 90h 3 - 90h 300h Total da Carga Horária 17 9 26 17 9 26 17 9 26 17 9 26 780h 780h 780h 780h 3.120h Carga horária total do curso para cada módulo: 780h + 50h (socialização)= 830h x 4 módulos 3.320h Componentes curriculares tratados de forma interdisciplinar *Aulas fora do horário de funcionamento do turno **Desenvolvido integrado à Área de Linguagens e Códigos Atividades Complementares Módulos I e II Módulos III e IV Nº de horas-aula Carga Horária Nº de horas-aula Carga Horária Itinerários Formativos Informática (Qualificação Profissional) 2 60h 2 60h Oficinas de Estudos Projetos / Recuperação / Reposição 3 90h 3 90h Total 5 150h 5 150h Total Geral – 150h x 4 módulos = 600h *Atividades optativas de acordo com o Projeto Político-Pedagógico do CIEJA
  • 16. 16 4. Quadro de Profissionais do CIEJA Nome RF Cargo Escolaridade Rosana de C. Pinson S. da Silva 730.870.1 Auxiliar Técnico de Educação Serviço de Secretária Ensino Superior Airton Cícero Morais 884.970-6 Auxiliar Técnico de Educação Serviço de secretaria Ensino Médio Ana Amélia Hipolito Reis da Silva 619.243.2 Auxiliar Técnico de Educação Ensino Fundamental Durval de Andrade Teixeira 725.333.82 Auxiliar Técnico de Educação Ensino Médio Marcelo do Amaral 712.756.1 Agente escolar Ensino Médio Maria José Meschke Costa 715.181.1 Agente escolar Ensino Fundamental Maria Vitoria P. Cardoso 612.770.3 Agente escolar Ensino Médio Israel da Silva Ramos 699.204.8 Agente de apoio – Vigia Ensino Fundamental Rafael Hernandes 882.043.1 Auxiliar Técnico de Educação Serviço de secretaria Ensino Superior Regina Lopes Teixeira 885.195.6 Auxiliar Técnico de Educação Ensino Médio Rita Maria Nunes 738.133-6 Auxiliar Técnico de Educação Ensino Superior Sonia Elizabete R. de M. Pinto 885.260.0 Auxiliar Técnico de Educação Serviço de secretaria Ensino Médio Sueli Vieira Stopa 774.798.5 Auxiliar Técnico de Educação Serviço de secretaria Ensino Superior
  • 17. 17 Com o agravamento da pandemia e a necessidade cada vez mais latente da higienização e segurança dos estudantes, a prefeitura de São Paulo lançou o (P.O.T.) Programa Operação Trabalho. Destinado à inserção de mães de alunos de escolas públicas e/ou mulheres que fazem parte da comunidade escolar. Desse modo, elas contribuirão na realização de atividades voltadas à higiene e segurança dos estudantes, de aferição de temperatura, higienização de equipamentos e ambientes de uso coletivo, monitorando e sensibilizando quanto aos meios de prevenção da Covid- 19 no ambiente escolar. No CIEJA, recebemos em 01 de Março as mães a seguir: A seguir trazemos o quadro da Equipe Gestora e Docente da nossa Unidade Educacional: Terceirizada Arcolimp Nome Cargo Ana Paula Teixeira de Andrade Auxiliar de Serviços Gerais Roseli de Fátima da Silva Auxiliar de Serviços Gerais P.O.T. “Mães Guardiãs” (Programa Operação Trabalho) Nome RG Thaís Fernandes Silva 28.293.292-3 Vanessa Aparecida Gouveia 41.650.276-3 Equipe Gestora Nome RF Cargo Escolaridade Patricia Christiane Hypoliti 779.803.2 Coordenador Geral Especialização Adriana Aparecida de Araújo 778.999.8 Assistente do Coord. Geral Ensino Superior Cirley Pinheiro M. Santana 782.603.6 Assistente Pedagógico e Educacional Especialização Viviane Lemos de Jesus Moreiras 780.836.4 Assistente Pedagógico e Educacional Mestrado
  • 18. 18 Nome RF Cargo Escolaridade Adriana Zenezi 824.978.4 Prof. de Ens. Fund. II e Médio - História Ensino Superior Claudineia Teixeira Santana 845.979.7 Prof. Ens. Fund. II e Médio – Arte Ensino Superior Douglas Dubisnkas Takenaka 772.196.0 Prof. de Ens. Fund. II e Médio – História Ensino Superior Eduardo Parladore Aliotti 822.004.2 Prof. de Ens. Fund. II e Médio – Educação Física Especialização Isabel Pecim de Souza 577.249.4 Prof. de Educação Infantil e Fund. I Especialização João Batista Vitor Neto 752.870.1 Prof. Ens. Fund. II e Médio – Ciências Superior Maria Batista Morais Xavier 730.308.4 Prof. Ens. Fund. II e Médio – Inglês Especialização Marta dos Santos 795.701.7 Prof. de Educação Infantil e Fund. I Especialização Natália Aparecida Santos Reis 802.046.9 Prof. Ens. Fund. II e Médio – Português/ Inglês Especialização Patricia Palma Parlangeli 722.852.0 Prof. de Educação Infantil e Fund. I Especialização Ricardo José Pellegrini 808.513.7 Prof. Ens. Fund. II e Médio – Matemática Especialização Silvia da Silva Gaia 813.346.8 Prof. de Educação Infantil e Fund. I Especialização Valéria Pereira Velosa 750.927.8 Prof. de Ens. Fund. II e Médio – Português Mestrado Vanderlei de Lima França 668.122.1 Prof. Ens. Fund. II e Médio – Matemática Especialização
  • 19. 19 5. Espaço Físico Piso Térreo  Secretaria  02 Salas de aula  Sala de Recursos Multifuncionais - SRM  Sala de leitura / Multimídias  Depósito de Merenda  Banheiros feminino e masculino  Cozinha  Depósito de Materiais diversos  Cantinhos de Leitura Piso Superior  Sala da Equipe Gestora  03 Salas de aula  Sala dos Professores  Banheiros feminino e masculino discente  Laboratório de Informática
  • 20. 20 6. Concepções nossas Foi discutido com os docentes e funcionários qual a situação da sociedade contemporânea e qual o nosso papel nessa história. Os professores comentaram que vivemos em um momento de alguns retrocessos e conservadorismos, bem como intolerância mediante os mais diversos assuntos. Porém, é inegável o quanto todo o processo histórico de lutas desencadeou em conquistas, um exemplo disso é a participação da mulher em nossa sociedade. Temos consciência de que a luta ainda não acabou, pois ainda sofremos com o sexismo (discriminação fundamentada no sexo), violência física e psicológica ligada à mulher, estereótipos, disparidades no Mercado de Trabalho entre outros. Durante nosso debate vários temas foram sendo retomados e os docentes trouxeram exemplos sobre a questão do acesso e permanência na escola. Há não muito tempo, eram poucos aqueles que tinham o direito de ingressar na escola e quando conseguiam, eram engolidos por um sistema de exclusão, hoje o acesso passou pela universalização, mas ainda assim temos um grande desafio que é a permanência desses estudantes na escola, evitando a evasão. Isso é uma preocupação para nós do CIEJA Santana/ Tucuruvi, antes da pandemia, fazíamos levantamentos bimestrais dos alunos que possuíam um número elevado de faltas, os professores pediam para que cada estudante tomasse ciência de suas faltas e junto com a coordenação, oferecíamos um plano de compensação de ausências no contraturno, bem como a possibilidade dessas faltas serem compensadas nas mais diversas Oficinas oferecidas em nossa escola. Quando se trata de alunos menores de idade, além desse procedimento, também entrávamos em contato com a família, solicitando sua presença na escola para cientificá-la das faltas para que juntos, pensássemos em possibilidades para que esse problema fosse sanado. Com a pandemia realizamos uma busca ativa aos alunos, uma vez que muitos não preencheram o link enviado pela SME para optarem em qual modalidade de Ensino ficariam. Com o contato via telefone conseguimos organizar quem estaria presencialmente na escola a partir do dia 15 de fevereiro, desse modo obtivemos números mais fidedignos para nos planejarmos e montarmos o sistema de rodízio dos alunos, obedecendo aos protocolos de distanciamento e atendimento de 35%. Além disso, também era necessário o controle de quem estaria no Ensino Remoto com a retirada de material impresso na escola e quem participaria do Google Classroom. Conseguimos estabelecer contato com parte dos estudantes, outros, porém, o telefone estava desatualizado, ou não respondiam as nossas ligações. Com o passar dos dias, os próprios alunos dos quais não havíamos conseguido contato, começaram a entrar
  • 21. 21 em contato conosco para se encaixarem no cronograma de aulas presencias ou para serem inseridos no ensino remoto. A partir disso, montamos uma planilha por módulo, contendo a quantidade de alunos em cada modalidade. No presencial criamos um sistema de cores semanais e alunos e/ou responsáveis foram informados sobre o sistema de rodízio. Ainda sobre nossas concepções, discutimos também sobre as desigualdades presentes em nossa sociedade e que nem todos têm as mesmas oportunidades, sabemos que o ponto de largada não é o mesmo e que as classes sociais estão postas em nossa realidade, na maioria das vezes demarcando lugares. E qual o nosso papel diante disso? Os docentes trouxeram que temos a responsabilidade de instrumentalizar os nossos alunos. Pensar em um currículo que seja significativo e possa ser usado tanto em seu dia a dia, como em sua vida profissional. Sempre se fala que o papel da escola é formar estudantes críticos e autônomos e nós acreditamos que quando desenvolvemos um trabalho significativo, damos repertório para que nossos alunos para além de ter informações que hoje em dia são facilmente encontradas na internet, nos meios de comunicação, e entre outros, consiga articulá-las com sua realidade, possibilitando mudanças em sua vida pessoal, em sua comunidade, em sua vida profissional, em sua cidade, em seu país. Trazendo para a discussão o fator desigualdade, vimos o quanto a pandemia veio para agravar essas diferenças, como embasamento teórico nos aprofundamos em nosso horário coletivo no livro de Boaventura Santos: “A Cruel Pedagogia do Vírus”, segundo ele, a pandemia só vem agravar a situação de crise que a população tem vivido. Trazendo essa discussão para o nosso público, fizemos uma pesquisa por meio de formulário Google e detectamos quão alto foi o número de alunos desempregados, afetados pela pandemia. E muitos deles estavam inclusive com dificuldades até para trazer o sustento para casa. Desse modo, desde o mês de Julho/2020, realizamos campanhas para a doação de cestas básicas para famílias que não foram contempladas pelas cestas do Governo, auxiliando assim nossos alunos que estão em situação de vulnerabilidade.
  • 22. 22 Com nossos esforços e contribuição de professores, funcionários, equipe gestora, amigos e até alguns ex-alunos, nos meses de Julho, Agosto e Setembro, conseguimos um total de 40 cestas em cada mês para doação.
  • 23. 23 No ano de 2019, a Prefeitura de São Paulo, publicou o Currículo da Cidade para a EJA preparado a muitas mãos pelos profissionais de nossa Rede. Nele temos discussões a respeito dos objetivos essenciais que visam ao desenvolvimento integral dos estudantes. O Currículo da Cidade traz três conceitos orientadores, são eles: Educação Integral, Equidade e Educação Inclusiva. Apostamos na aplicabilidade de um currículo inovador e significativo. Partindo da observação atenta e minuciosa do perfil dos alunos da EJA, das suas demandas sociais e expectativas de vida, considerando as especificidades de cada área de conhecimento e a atuação interdisciplinar, os professores podem repensar a importância dos conteúdos curriculares e a maneira de abordá- los. Repensar, problematizar, recriar e adequar práticas pedagógicas é uma urgência para a melhoria da qualidade do ensino no CIEJA, preparando os jovens e adultos para uma atuação social e política mais autônoma, consciente e cidadã. Com o surgimento da Pandemia, ficaram ainda mais latentes as diferenças e a necessidade de termos como propósito tais princípios a fim de garantirmos a equidade, a integralidade e a educação inclusiva em nosso fazer pedagógico. O nosso desafio só estava começando em 2020 e continua nos desafiando diariamente: por isso, no último ano pesquisamos, criamos materiais e atividades constantemente, na busca de diversas ferramentas para que as atividades tornassem cada vez mais inclusivas, não somente para os alunos com deficiência, mas para TODOS que apresentassem dificuldades tanto na compreensão dos conteúdos apresentados quanto no acesso às plataformas, respeitando os ritmos e estilos de aprendizagens individuais. Nas primeiras semanas de atividades remotas no ano passado, nos deparamos com diferentes realidades, como nas atividades presenciais, esse novo formato de educação, nos ensinou outras formas de lidarmos com esse público tão diverso: alunos que aprendiam melhor com vídeos e imagens; alunos que precisavam de formulários para se organizarem (usamos a plataforma do Google Forms com atividades interativas); alunos que precisavam escutar o professor por meio de áudios com as suas orientações; alunos que não conseguiam acessar nenhuma dessas informações, mas contavam com o apoio dos familiares e cuidadores para orientá-los e apoiá-los nessas atividades; assim também como há aqueles com dificuldade integral, necessitando de atividades “autoexplicativas”, uma vez que seus familiares também não são escolarizados, dificultando assim auxiliá-los nas tarefas. No momento, que iniciamos as propostas das atividades à distância nos deparamos com a necessidade de fazer materiais, uma vez que a chegada do Caderno Trilhas da
  • 24. 24 Aprendizagem na residência de nossos alunos foi bastante precária, pensando nos alunos com deficiência ou com dificuldades de aprendizagem, acreditamos que caberia a cada escola enriquecer esse material realizando as devidas adequações. Assim pensamos na necessidade da criação de atividades personalizadas para o público alvo da EJA, que é escasso ou quase nulo em pesquisa de produções de terceiros. Então decidimos que faríamos vídeos e atividades autorais, porém a nossa dificuldade era a quantidade de adaptações que eram necessárias por semana para os alunos com deficiência. Com a análise da realidade que tínhamos a nossa frente, decidimos realizar um trabalho em equipe, sendo as coordenadoras pedagógicas Viviane Moreiras e Cirley Pinheiro, a professora da SRM Patrícia Parlangeli e mais alguns professores com habilidades na formulação para a adequação de atividades como Larissa Patrício (Ciências Humanas), e Ricardo Pellegrini (Ciências da Natureza e Matemática) começamos um trabalho a muitas mãos, nos inspirando uns nos outros, aprendendo a cada dia, buscando novas possibilidades e fazendo as devidas adequações para os alunos conforme os diferentes estilos cognitivos. Na primeira semana, a PAEE elaborou uma planilha contendo todos os alunos com deficiência e as reais intensidades de apoio, desse modo, isso daria um direcionamento para o nosso trabalho, bem como na criação das adequações. A partir das primeiras atividades enviadas, percebemos que algumas famílias dos alunos com deficiência não tinham acesso a nenhum tipo de plataforma, desse modo, decidimos
  • 25. 25 elaborar um material impresso que foi entregue nas casas desses estudantes pelos condutores, antes da suspenção dos contratos, com todos os cuidados e recomendações das autoridades de saúde e da OMS para evitarmos a propagação da COVID-19. Com o material em mãos, as famílias receberam orientações por telefone, meio pelo qual os professores as orientavam para apoiarem os alunos na realização das atividades impressas. Percebemos que apesar do nosso contato inicial com alunos e famílias, muitos não estavam realizando as atividades da primeira semana, então vimos à necessidade de criarmos uma planilha contendo algumas indicações para termos um panorama mais abrangente de nossas ações e irmos à busca de soluções. Na planilha colocamos se havia o contato do WhatsApp, se o aluno havia realizado alguma participação no grupo, se estava entregando as atividades, se apresentava dificuldades com trabalho, filhos, com a educação remota. Muitas informações conseguimos a partir de novos contatos realizados com os alunos e tomando por base o que eles nos relatavam vimos tamanha dificuldade que muitos estavam encontrando. O trabalho com a EJA requer um olhar diferenciado, para um público que já passou por inúmeras situações excludentes, que chegam até o CIEJA com o sentimento de não pertencimento, somente com um trabalho diário de acolhimento e empatia, esse sentimento se transforma, estreitando os vínculos e a aprendizagem acontece. Desse modo, para que possamos garantir o direito às aprendizagens, em um momento tão ímpar da educação, faz-se mais do que necessário pensarmos em múltiplas linguagens para o acesso de TODOS. Quando falamos em adequações das atividades, estamos buscando dentro da proposta do conteúdo regular, formas outras para que os estudantes aprendam, sejam por imagens, por textos mais curtos, ou baixando aplicativos e gravando áudios dos textos tornando acessível para aqueles que possuem dificuldades na leitura, trazendo para o concreto atividades que são mais subjetivas, criando vídeos e narrando o conteúdo com imagens que ilustrem cada ponto. Diante desse panorama, de forma coletiva, criamos a Adequação de todo um material, pensando nos alunos com deficiência e ou aqueles com dificuldades de aprendizagem, tomando como base o Material Trilhas da Aprendizagem. Já estamos nas adequações do 2º Volume e ambos foram criados a várias mãos, envolvendo um trabalho com a nossa PAEE (Professora de Atendimento Educacional Especializado), os Professores de todas as Áreas de Conhecimento, a Coordenação Pedagógica e a Direção da Escola. Além do material impresso há também vídeos explicativos das atividades que acompanham o material. No Volume 1 entregamos mídias de DVDs aos alunos após realizarmos uma pesquisa com os familiares e descobrirmos que muitos ainda tinham esse equipamento em casa.
  • 26. 26 Para a construção desse material, nossa PAEE, fez o levantamento dos eixos presentes no Trilhas para que pudéssemos pensar de forma coletiva com o Corpo Docente, quais atividades seriam mais adequadas aos nossos estudantes, de acordo com suas necessidades. Vimos que no Trilhas 1 da SME os eixos se concentravam no tema da “Covid-19”, da “Alimentação Saudável” e de atividades que tratavam sobre “Identidade e o Meio”. Já no Trilhas 2 da SME, os eixos giravam em torno da “Identidade e Diversidade”, “Mundo do Trabalho” e “Saúde e Bem Estar”. Nossa tarefa era a de pensarmos como esses eixos seriam contemplados em cada Área do Conhecimento... o caminho que encontramos foi o de realizarmos Articulações do trabalho com cada professor, nessa Articulação estavam presentes a PAEE, as Coordenadoras Pedagógicas um Professor de Área. Juntos, discutíamos sobre os eixos e pensávamos sobre as possíveis atividades.
  • 27. 27 Houve também a adequação de um material de Arte em parceria com a profª. Claudineia Teixieira, a PAEE Patrícia Palma Parlangeli e a Coordenadora Pedagógica Viviane Moreiras. A adequação do Trilhas Volume 2 mais o material de Arte, foram devidamente embalados, identificados, higienizados de acordo com os protocolos de Saúde para serem entregues por nossos condutores na casa dos alunos com deficiência.
  • 28. 28 Diante de todos os esforços e material construído, em uma de nossas JEIFs (on-line), o professor Douglas Dubinskas, sugeriu que divulgássemos para a rede o trabalho realizado, principalmente todo o percurso e esforço da nossa PAEE Patrícia Parlangeli. Diante disso, a Coordenadora Pedagógica Viviane Moreiras, entrou em contato com a Diretora da Divisão Pedagógica DIEJA, Milena Marques Micosi, bem como com a nossa Supervisora Antônia de Paula Fernandes e com o CEFAI, solicitando a participação no Itinerário Formativo da EJA. Tomando como base as discussões sobre a Readequação Curricular da EJA 2020/2021 e a necessidade de um processo de construção coletiva, propomos junto à SME participarmos do Itinerário Formativo dos CPs da rede, que já ocorreria na semana seguinte, com base nas Adequações do Trilhas 1, uma vez que o Trilhas volume 2 ainda estava em construção. Além de termos criado um Padlet de Adequações de Atividades com todas as Áreas do Conhecimento, tomando como base o Caderno Trilhas da Aprendizagem da SME, elaboramos um material pensando nas especificidades dos nossos alunos, respeitando os eixos contemplados no material. Para atingir a todos, foi necessária a criação de 4 cadernos Trilhas Volume 1, a saber: Trilhas 1: para alunos silábicos com valor; Trilhas 2: para alunos pré-silábicos; Trilhas 3: para alunos muito comprometidos; Trilhas 4: para alunos alfabéticos. Disponível em: https://padlet.com/ciejasantana/geiptkr7sipwgca1
  • 29. 29 Todo o material foi construído e pensado de acordo com as necessidades e potencialidades de cada aluno, garantindo que todos, sem exceção, tenham acesso à educação remota e estejam em contato com a escola, que lhes é tão cara. Propomos também à SME a promoção do nosso trabalho de adequação na página do Facebook, bem como solicitamos uma Live, com a participação da profª Patrícia Parlangeli e da CP Viviane Moreiras, sobre esse tema, com vistas a compartilharmos tais práticas para que elas possam ser expandidas em outros territórios. Foi aprovada nossa participação tanto no Itinerário Formativo de CPs da EJA, quanto no I Encontro de Nutrição Pedagógica da EJA, o nome que demos a nossa formação foi: “Na Trilha de um Trabalho Inclusivo: Nenhum a Menos”. Seguem algumas imagens da nossa participação no Itinerário Formativo e na Nutrição Pedagógica da EJA:
  • 30. 30 Colocamos a seguir, alguns dos comentários no chat dos participantes após nossa apresentação:
  • 31. 31 Além de ministrarem formações no Itinerário Formativo da EJA para CPs da EJA e participarem da Nutrição Pedagógica da EJA, a nossa PAEE Patrícia Parlangeli também teve participação em uma “live” sob o título: “Educação Especial – Desafios e possibilidades em tempos de pandemia” e a nossa Coordenadora Pedagógica Viviane Moreiras ministrou um curso pela Escola do Parlamento intitulado: “Políticas da Educação de Jovens e Adultos na cidade de São Paulo”, com o tema: Experiências de Educação de Jovens e Adultos na cidade de São Paulo – CIEJAs.
  • 32. 32 O curso teve sua fundamentação teórica no artigo escrito por nossa Coordenadora Pedagógica Viviane Moreiras, para a Revista Repertório da EJA – Grandes Temas. O artigo: “As pessoas com deficiência na EJA – Educação Inclusiva em foco” foi escrito em parceria com profissionais de outros CIEJAs, abordando como se dá a educação inclusiva nessa modalidade de ensino, os entraves e possibilidades. Além de trazer o embasamento teórico para o Curso ministrado na Escola do Parlamento, Viviane também trouxe suas experiências vividas na coordenação do CIEJA Santana/Tucuruvi. O ano de 2020 foi um ano de muitas participações e divulgação do trabalho que aqui fazemos... A DIEJA, sob a coordenação de Milena Micosi, propôs aos 16 CIEJAs da cidade de São Paulo, a publicação de um livro contendo as histórias, as experiências e desafios enfrentados por nós. Foi um trabalho árduo de escrita, contando com o auxílio de professores e ex-funcionários para o resgate da nossa história, além disso, deixamos registrado o trabalho inclusivo que aqui realizamos por meio de nossas formações, avaliações do PEA e Reuniões Pedagógicas. O capítulo do Livro: “CIEJAs na cidade de São Paulo – Territórios de lutas, resistências e saberes”, foi escrito por nossa Coordenadora Pedagógica Viviane Moreiras e por nossa Diretora Patrícia Hypoliti. Ainda estamos no aguardo da publicação desse material, mas em Dezembro de 2020, ocorreu uma “live” para divulgação do livro e tivemos a participação da nossa Diretora Patrícia Hypoliti representando o CIEJA Santana/Tucuruvi.
  • 33. 33 7. Alunos do CIEJA e seu perfil: Em 2020 o professor Eduardo Parladore, elaborou uma pesquisa colaborativa com toda a Equipe CIEJA, no Google Forms intitulada: “Pesquisa de Atividades Virtuais”, com ela nosso maior objetivo era obter ainda mais informações tanto para avaliarmos nosso trabalho e/ou o redimensionarmos no que era preciso. Na pesquisa haviam perguntas relacionadas ao:  Acompanhamento das atividades enviadas: Como é o acesso - pelo celular, computador ou se não há acesso;  Se o celular é de uso pessoal ou se divide com outras pessoas;  Quais dificuldades os alunos têm encontrado nas aulas virtuais: se são dificuldades com a internet, na organização da rotina, se precisam de apoio, ou se não compreendem as atividades;  Sobre a utilização da internet: se há acesso ilimitado, se não tem acesso de dados no celular, se utiliza e compartilha a internet com um vizinho ou utiliza a internet no trabalho, ou se não há acesso à internet;  O que mais tem facilitado a aprendizagem: os vídeos gravados pelos professores, os textos preparados, os áudios explicativos que acompanham as atividades, as imagens que acompanham cada atividade, os vídeos indicados, a flexibilidade nas respostas podendo ser escrito, por áudio ou vídeo; tirando a dúvida com o professor durante a troca de mensagens. A seguir, apresentamos um recorte dessa pesquisa e algumas propositivas pensadas a partir da mesma:
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  • 35. 35
  • 36. 36 Diante das respostas, debatemos outras formas de atendimento e vimos o quanto a utilização do Google Classroom, plataforma disponibilizada pela SME para a realização das atividades eram inalcançáveis por boa parte dos nossos alunos, dada tamanha dificuldades que eles possuem de acesso. Desse modo, a necessidade latente de pensarmos em formas mais acessíveis a eles, era primordial para a manutenção das aprendizagens e fortalecimento dos vínculos. Tendo em vista as especificidades e a pluralidade do perfil dos estudantes do CIEJA, que atende jovens, adultos afastados há muito tempo da escola, idosos, pessoas com deficiência, entre outros, urge problematizar e reelaborar as práticas pedagógicas
  • 37. 37 desenvolvidas nesse segmento. Esse público, muitas vezes, apresenta múltiplas e diversas dificuldades de aprendizagem e convive no mesmo ambiente de ensino e socialização, para se chegar a um currículo inovador e significativo, deve-se partir da observação atenta e minuciosa do perfil dos alunos do CIEJA, das suas demandas sociais e expectativas de vida. A partir daí, considerando-se as especificidades de cada disciplina e o conhecimento interdisciplinar, os professores podem repensar a importância dos conteúdos curriculares e a maneira de abordá- los em sala de aula. É relevante mencionarmos que nossas formações no horário coletivo (JEIFs) têm a intencionalidade de aprimorarmos nossas práticas considerando essa diversidade. No ano passado, nossos encontros mudaram o formato, de presencial para virtual. Apesar de termos o PEA suspenso em 2020 e até a presente data de 2021, continuamos a cada encontro discutindo, planejando, registrando e crescendo enquanto grupo. Ainda sobre o perfil de nossos estudantes, antes da pandemia eram disponibilizados em diversos horários, Oficinas com diferentes focos, trazendo aqui para a discussão a Leitura e Escrita, tínhamos Oficinas que davam um embasamento maior aos estudantes, habilitando-os a acessarem o currículo de forma mais autônoma. Porém, com a Instrução Normativa SME Nº 1 de 15 de fevereiro de 2021, em seu Art. 12, fica suspensa a escolha de aulas para o desenvolvimento de projetos do contraturno escolar. Pensando em estratégias para a recuperação das aprendizagens para os alunos que estão no Ensino Presencial foram realizadas avaliações diagnósticas, para aqueles que se encontram no Ensino Remoto quanto no Google Classroom, pensamos em auto-avalições para que os alunos preencham a cada atividade realizada, como no exemplo a seguir:
  • 38. 38 É importante também lembrarmos que dentro dessa diversidade há alunos que mesmo há muito tempo fora da escola, trazem seus conhecimentos acumulados conseguindo transpor para a aprendizagem formal. Dessa forma, respeitamos o direito de que ele dê continuidade aos seus estudos, avançando inclusive de módulo. A partir de um olhar apurado dos professores, ou até mesmo pela manifestação do próprio aluno, oferecemos uma Prova de Reclassificação. Essa prova é construída com o conteúdo anual, compreendendo todas as áreas do conhecimento, do Módulo em que ele está cursando. Há questões de múltipla escolha, questões dissertativas e produção textual. Após correção e análise da Comissão de Reclassificação, a partir de critérios pré-estabelecidos o aluno é considerado Reclassificado para o próximo Módulo ou Não Reclassificado, permanecendo assim no Módulo em que se encontra. Uma característica marcante na modalidade CIEJA é o atendimento aos alunos com as mais diversas deficiências, atualmente temos 37 alunos matriculados e a presença da Sala de Recursos Multifuncionais (SRM) e de um olhar apurado da Professora de Atendimento Educacional Especializado (PAEE) configura um privilégio no cenário da educação inclusiva. Notamos então que há uma iminente procura das famílias tanto de jovens, ainda menores de idade, como também tem crescido o número de matrículas das pessoas com deficiência. Pensando em cada vez mais oferecer um trabalho de qualidade para todos, após a efetivação da matrícula, os responsáveis e os estudantes, passam por uma conversa com a coordenação pedagógica do CIEJA. Esse momento é de fundamental importância para conhecermos um pouco da história desse aluno, obtermos informações sobre suas especificidades, assim como também passarmos informações do funcionamento de nossa escola e tirarmos possíveis dúvidas.
  • 39. 39 No caso específico de alunos com deficiência, a fim de que proporcionemos um melhor acolhimento, a partir dessa conversa, a coordenação acorda com a família alguns dias para o início do estudante, para que seja passado a toda equipe CIEJA que receberemos um novo aluno, e todos se prepararem para sua chegada. Nesse período de pandemia, orientamos as famílias quanto aos procedimentos adotados pela U.E. e como os protocolos devem ser seguidos. Dando continuidade ao atendimento realizado no CIEJA, a PAEE (Professora de Atendimento Educacional Especializado) Patrícia Parlangeli já iniciou o trabalho de Sondagens de Aprendizagem para mapear as habilidades e dificuldades de cada aluno, que caracteriza público para o AEE (Atendimento Educacional Especializado). Como ocorreu nos últimos dois anos, a ideia é de que posteriormente as sondagens sejam projetadas para a Equipe Docente e Gestora e de forma colaborativa pensando nas formas de atendimento desses alunos, bem como as necessidades pedagógicas, e de que maneira podemos favorecer um processo de equidade diante da aprendizagem. Contemplamos outra ação com a escuta das famílias dos alunos com deficiência, através das Anamneses, possibilitando ampliar o olhar, sobre o cotidiano dos alunos, bem como pensar em possíveis intervenções pedagógicas que favoreçam o acesso ao currículo e como essas ações possam reverberar no cotidiano da sala de aula. Neste momento, o atendimento às famílias está suspenso devido a Instrução Normativa SME nº 7 de 12 de Março de 2021, que dispõe sobre a antecipação do período de recesso nas unidades educacionais e declara situação de emergência no município de São Paulo em seu artigo 6º cita que o atendimento ao público dar-se-á por meio telefônico e eletrônico. Desse modo, no retorno das atividades presenciais dos professores e alunos em 05 de abril de 2021, será retomado esse trabalho. Pensando em uma Educação Inclusiva, podemos aqui falar um pouco sobre a nossa 3ª Semana da Educação Inclusiva ocorrida entre os dias 16 a 30 de Setembro de 2020. Pensar em uma Semana de Educação Inclusiva é planejar atividades que atenda a TODOS!!! Quando falamos de inclusão estamos falando de jovens que foram excluídos do sistema escolar e
  • 40. 40 hoje estão na EJA; Estamos tratando da educação de idosos que há muito tempo tiveram seus direitos negados, e agora procuram o CIEJA para concluírem o Ensino Fundamental; Falamos de mulheres afastadas dos bancos escolares em nome de uma sociedade machista e excludente; Tratamos de negras e negros que sofrem todos os dias na pele as consequências do racismo; Trazemos em pauta a sociedade LGBTQI+, lembrando a necessidade de que eles tenham seus direitos básicos assegurados; Falar sobre educação inclusiva é também falar sobre os povos indígenas... Podemos ser brasileiros sem considerar nossos povos originários? Trazemos também para a discussão as pessoas com deficiência que por muito tempo foram excluídos e impedidos de terem acesso ao sistema regular de ensino. Hoje falamos de inclusão, incluir para nós do CIEJA, é promover uma educação de qualidade, estudando pesquisando, aprimorando, estabelecendo parcerias, a fim de que possamos cada vez mais e sempre mais, proporcionarmos uma educação que inclua a todos de forma qualitativa e equânime. A exemplo disso, trouxemos Kátia Fonseca que trouxe temas relevantes a respeito do Ensino Remoto e a aplicabilidade do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), tão importante para o trabalho que aqui fazemos. Kátia Fonseca
  • 41. 41 Na sequência trouxemos Victor Martinez para falar sobre a pessoa com deficiência e o mundo do trabalho. O palestrante abordou pontos importantes sobre a autonomia e o trabalho realizado com PcD e suas famílias para o ingresso no Mundo do Trabalho. Já nossa convidada Valéria Milhare abordou um tema bastante polêmico quando se trata de pessoas com deficiência que é a sexualidade em suas vidas. Valéria trouxe de forma clara e didática a importância de trabalharmos isso na escola, tanto com os alunos quanto com as famílias, pois a negação dos desejos e não tocar no assunto não exclui a existência da sexualidade. Até mesmo trouxe a necessidade do conhecimento para que a PcD possa se proteger e se defender em caso de um possível abuso. A sexualidade para a pessoa com deficiência é sempre encarada como um tabu, não é raro acontecer de os pais ou responsáveis preferirem encarar como um questão nula, optam sempre por ignorar e ou suprimir esse aspecto da vida da PcD, não necessariamente por crueldade, mas por ignorarem os aspectos que envolvem esse tema e muitas vezes por relacionarem a ele a moralidade e até mesmo a religiosidade. Valéria Milhare nos trouxe uma gama de informações e por meio de conhecimento científico quebrou paradigmas desse tema delicado e pouco abordado. E por fim, tivemos Paula Quintal que tratou sobre as barreiras de aprendizagem e possibilidades dentro do ambiente escolar. A palestrante trouxe jogos e a aplicabilidade dos mesmos para a nossa prática diária. Realizar uma Semanada de Educação Inclusiva de forma virtual, foi uma tarefa árdua, em contatar os palestrantes, em tentar assegurar que todo o corpo docente recebesse o link para sua participação, assim como convidados: PAEEs de outras UEs e as PAAIs do CEFAI. Mas apesar de algumas travas do sistema, vimos que esse formato, possibilitou a participação de palestrantes mesmo estando fora de São Paulo, o que muito provavelmente, se tivéssemos a possibilidade de realizar a Semana da Educação Inclusiva no presencial, conforme ocorreu em 2019, talvez não pudéssemos contar com alguns deles. Nossos professores sugeriram que para os próximos anos, poderemos Paula Quintal Victor Martinez Valéria Milhare
  • 42. 42 pensar mesmo no presencial, intercalarmos com palestras virtuais, dando uma pausa entre uma e outra para consolidarmos os conhecimentos adquiridos. Ainda pensando em um trabalho inclusivo, a PAEE vem desenvolvendo o Trabalho Colaborativo nas turmas do período da manhã, para conhecer os novos alunos, observar as necessidades pedagógicas e evidenciar as potencialidades de cada aluno. Concomitante a isso está montando os horários de Articulação com os professores da sala regular, em parceria com as coordenadoras pedagógicas. O atendimento no contraturno está suspenso de acordo com a Instrução Normativa SME nº 1 de 15 de fevereiro de 2021. É importante mencionarmos que a Articulação com os professores da Sala Regular, em parceria da PAEE com as coordenadoras Pedagógicas (Viviane e Cirley) se mantém, possibilitando momentos de reflexão e construção de forma colaborativa das atividades adequadas, pois se constituem em possibilidades educacionais de atuar frente às dificuldades de aprendizagem dos alunos. Pressupõe que se realize a adequação do currículo regular, quando necessário, para torná-lo apropriado às peculiaridades dos alunos com deficiência, prevalecendo um currículo dinâmico, alterável, passível de ampliação, para que atenda realmente a todos os educandos. O material construído pela professora do AEE em elaborar portfólios individuais dos alunos com deficiência, como instrumento de consulta e para registrar os avanços dos mesmos diante do processo de aprendizagem, sendo composto por: Ficha de matrícula na SRM, laudo médico, anamnese, sondagem de aprendizagem, registros, PDIs e encaminhamentos, são um forte aliado para os planejamentos de aulas dos educadores, bem como pensarmos em um trabalho cada vez mais inclusivo e que atenda as especificidades dos nossos educandos. Temos como meta a formação de uma rede de apoio que envolva profissionais das áreas de Saúde, Assistência Social e Trabalho, sempre que necessário, para o desenvolvimento e progresso do aluno. Exemplo: CEFAI, DICEU, UBS, Emprego Apoiado, APD (Acompanhamento da Pessoa com Deficiência) etc., com isso favorecer atitudes pró-ativas das famílias com o intuito de participação no processo educativo e também buscando recursos na comunidade. A construção dos PDIs (Plano de Desenvolvimento Individual) será realizada por toda equipe escolar, com o objetivo de registrar os avanços pedagógicos, bem como as intervenções quando necessárias. A SRM contempla novas formas de ensinar e aprender. As atividades são potencializadas, por meio da ludicidade, manifestações artísticas e dinâmicas e o trabalho pedagógico se desenvolve a partir e com temas de interesse dos alunos.
  • 43. 43 O princípio fundamental da educação inclusiva no CIEJA Santana/ Tucuruvi é o de que todos os alunos podem aprender juntos; independentemente de qualquer dificuldade ou diferença, sempre que for possível, reconhecendo as diversidades e acomodando vários estilos e ritmos de aprendizagem, assegurando uma educação equânime e de qualidade. Como já mencionamos em nosso PPP, nossas concepções estão em toda parte, inclusive nos cartazes que colocamos no CIEJA, respeito à diversidade e a garantia da representatividade. Cartazes que asseguram o direito de serem chamados pelo Nome Social, quando for o caso, bem como o acesso aos banheiros da escola. Ainda sobre o perfil de nossos estudantes, em 2018, realizamos uma pesquisa para sabermos quantos tinham computador em casa com acesso à internet e 44,5% revelaram possuir o equipamento bem como o acesso à internet. Esse dado seria produtivo dado que a tecnologia é uma importante ferramenta em todas as áreas. Assim como o uso de celulares, cada vez mais presentes em nossas vidas. Porém, esse resultado, foi significativamente discrepante, quando houve a necessidade do acesso às mídias e plataformas por conta da Educação Remota. Nossos estudantes apresentaram inúmeras dificuldades tanto no acesso, por não terem internet disponível, ou pelo aparelho ter pouco espaço de memória, impossibilitando que muitos documentos enviados pelos professores fossem abertos, quanto na compreensão dessa linguagem. 8. Equipe docente e seu perfil: O perfil dos professores que atuam nessa U.E. fica evidenciado pela maior característica desse coletivo, que é ser um grupo pesquisador e engajado, haja visto muitos deles terem participado dos GTs de elaboração do Currículo da Cidade.
  • 44. 44 Durante a pandemia o trabalho foi sendo desenvolvido a partir das necessidades do grupo de professores e de alunos. Vimos que apesar do distanciamento social, era possível realizarmos um trabalho de qualidade, a muitas mãos. O trabalho inclusivo conforme já apontamos, trabalhos de resgate da história de nossos alunos, trabalho com a sensibilidade fazendo aflorarem o seu lado artístico, muitas foram as atividades desenvolvidas. Um exemplo disso foi o resgate das memórias, por meio de um trabalho interdisciplinar entre os professores Adriana Zenezi e Eduardo Parladore. Criaram um podcast como resultado de uma sequência de aulas colaborativas de Educação Física, Ciências Humanas e Informática a edição com músicas que remetiam a regionalidade, tudo isso por meio de memórias remotas, mas a emoção e a riqueza dos relatos estiveram presentes o tempo todo. Como bem comentou nossa Coordenadora Pedagógica Cirley, ouvir o podcast foi uma verdadeira aula de humanidade. Ouvirmos a participação do aluno Pedro com seu amor pelo futebol, o destaque para as Festas Juninas, conseguimos perceber que cada região aconteciam de formas distintas. A voz de alguns deles chega a ficar embargada pela emoção. Outros nos transmitem por meio de sua narração o real vivido. Cada detalhe que trazem na memória faz parte da história dessa gente sofrida. O profº Eduardo comentou que o surgimento desse trabalho surgiu a partir de uma simples pergunta! Ele perguntou ao grupo: - Quem está trabalhando nordeste com os alunos? A partir daí as coisas foram acontecendo naturalmente... cada professor foi contribuindo com seus conhecimentos e juntos construíram um material extremamente rico. Por fim, ele termina dizendo que os alunos nos emocionaram muito com seus relatos. A profª Claudineia Teixeira de Arte realizou um importante trabalho com os recursos possíveis nesse período. Ela nomeou com Atividades da Quarentena, a proposta era a de que os alunos mostrassem como estavam vivendo nesse período através de fotos, vejam algumas imagens enviadas pelos estudantes:
  • 45. 45 Com a impossibilidade de vivenciarmos as manifestações culturais, a Profª Claudineia, propôs aos estudantes que brincassem de Festa Junina no papel:
  • 46. 46 Os alunos foram convidados a mergulharem em um fragmento das Culturas Africanas: Muitos foram os trabalhos realizados nesse período de quarentena, a Arte esteve presente e alimentando a todos nós... Uma inspiração foi a releitura de nossos alunos com as obras de arte:
  • 47. 47 As discussões com temas inerentes a educação são debatidas de maneira exaustiva, os professores agregam sempre conceitos e informações decorrentes de suas leituras e vivências, experiências e opiniões que enriquecem os momentos da formação coletiva, o grupo não se restringe a assuntos do universo “escola”, trazem temas de muitas outras áreas que são correlatos e que subsidiam o fazer pedagógico, ampliando as possibilidades de abordagem, repertoriando os discentes de maneira diversa e significativa. Aproximadamente 77% do grupo afirma ser o tema educação o de seu maior interesse, bem como os assuntos ligados, de uma maneira ou outra à educação, e na sequência o segundo tema de interesse seria a política, disso podemos aferir que os professores acreditam ser a educação intrinsecamente vinculada à política, demonstrando assim uma perspectiva engajada do âmbito educacional. O grupo é formato majoritariamente por pessoas de formação de nível superior, além disso, 52,6% possuem especialização em diversas áreas, ainda temos 21% que possuem mestrado. Esse dado é revelador do perfil de toda a equipe, são pessoas comprometidas com as demandas da educação, vivem uma busca constante de referenciais teóricos que possam respaldar a prática pedagógica se faz necessário ainda dizer, que praticamente 80% do grupo investiram em seu capital cultural realizando vários cursos nos últimos anos, o que configura o como um grupo que age e interage com os estudantes de maneira a impactá-los por estarem subsidiados e respaldados constantemente por referencial teórico de boa qualidade. Visto que os desafios para a realização do trabalho são grandes e frequentes, como por exemplo: elevado índice de evasão escolar, presença de faixas etárias distintas, alunos com deficiência, alunos que cumprem medidas socioeducativas, dificuldades de aprendizagem como também alunos que trazem uma riqueza em suas vivências, faz-se necessário o investimento permanente em nossa formação. No período da pandemia, a preocupação com o grupo era tamanha... se estavam bem fisicamente e psicologicamente, afinal houve uma mudança drástica na rotina de todos, onde era necessário conciliar vida profissional com vida pessoal e familiar. O acúmulo de tarefas só aumentava, não havia mais um horário determinado onde saíamos de casa para ir até ao trabalho, agora ele estava conosco praticamente 24h, para tal nossos aparelhos de celulares não nos fazíamos desligar um só minuto. Por essa razão era tão importante, termos discernimento das prioridades e urgências, o planejamento era primordial para mantermos nossa sanidade e continuarmos nosso trabalho. O acolhimento deveria ser quase que diário para mantermos os vínculos entre professoras e professores, funcionários e gestão.
  • 48. 48 Em nossas JEIFs virtuais, procurávamos tranquilizar o grupo, nos fazermos presentes e estabelecendo diálogo e escuta. Na Avaliação da Unidade que ocorre ao final do ano, perguntamos ao grupo como se deram suas participações em JEIF e tivemos as seguintes respostas:
  • 49. 49
  • 50. 50 Ao perguntarmos se eles se sentiam à vontade para expressar suas opiniões à Equipe Gestora no que diz respeito ao andamento dos trabalhos e melhorar a dinâmica dos processos durante todo esse período de atividades remotas, tivemos um bom retorno desse processo, conforme trazemos a seguir:
  • 51. 51 Outro momento de acolhimento em que pensamos foi como homenagear todos os nossos Professores e Funcionários Públicos em seu dia, estando afastados pelo distanciamento social e trabalho remoto? Então pensamos que neste dia, uma forma de fazê- los se sentirem acolhidos era o de montarmos Cestas de Frutas para todos professores e funcionários e, nós da Equipe Gestora, nos dividiríamos para levarmos esse mimo para cada um deles em suas casas. Foram momentos de troca, afeto, afago, reciprocidade... Momentos de doação em tempos de afastamentos sociais causados pela pandemia. Ficamos muito felizes com a reação de cada um deles na entrega! Para os professores escrevemos a seguinte mensagem:
  • 52. 52 E para os demais funcionários a mensagem foi a seguinte: Na sequência trazemos algumas imagens da cesta que preparamos:
  • 53. 53 Por se tratar de um grupo bem informado, discute-se com frequência sobre as demandas do ponto de vista legal, e os educadores entendem que os espaços de discussão coletiva (JEIF), são prioritariamente destinados à busca de maiores e melhores conhecimentos da área da Educação, bem como temas relacionados à legislação. Por causa dessa formação permanente e engajada, 38,9% sentem-se confortáveis para discutir temas como o ECA e o Estatuto do Idoso, 27,8 %, Direitos Humanos e Violência, e também 27,8% História e Cultura Afro-brasileira; ou seja, boa parte dos professores tem embasamento teórico para discutir diferentes temáticas em sala de aula. O caráter engajado do professor do CIEJA, que busca aprofundar cada vez mais sua formação, relaciona-se com o motivo pelo qual a maioria escolheu a carreira do magistério sendo o desejo de mudar o espaço ao seu redor, conforme o gráfico abaixo com 44,4% das respostas e 33% visava educar e multiplicar o conhecimento. O resultado do gráfico reverbera no trabalho realizado em nossa escola, pois temos por concepção que a educação transforma e é propulsora de mudanças significativas tanto em nossas vidas, como na vida de nossos alunos. Como bem retratou Paulo Freire: “Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo”. No cotidiano profissional, os maiores desafios encontrados pelos professores são a diversidade na sala de aula, 55,6%, e a organização da rotina, 50%. Esses desafios referem-se à realidade peculiar do CIEJA, que recebe tanto alunos jovens, egressos do ensino regular, quanto trabalhadores, idosos e pessoas com deficiência. Sendo assim, o professor precisa pensar nas diferentes necessidades educacionais dos estudantes e preparar adequações de atividades que garantam o acesso ao currículo de forma equânime e significativa. Deste modo, com vistas a um processo avaliativo capaz de abarcar os múltiplos estilos cognitivos presentes em nossa realidade escolar, a grande maioria dos professores prioriza aspectos relacionados
  • 54. 54 ao dia a dia da sala de aula com relação às práticas pedagógicas, como debates, exercícios e a própria participação dos estudantes. Ao perguntarmos aos educadores se eles criam atividades para os alunos com deficiência e/ou dificuldades de aprendizagem, 88,9% responderam que sim e 11,1% ainda apresentam dificuldades na preparação dessas adequações de atividades, conforme gráfico a seguir. Desse modo, acreditamos ser importante o investimento constante em nossas JEIFs (Formação Continuada), favorecendo uma formação que instrumentalize o professor para um trabalho efetivo em sala de aula. Assim como, um investimento em nossas Reuniões Pedagógicas que também privilegiam importantes momentos de formação. Além de um efetivo trabalho de nossa PAEE no Horário Colaborativo junto ao professor em sala de aula, como também na Articulação do Trabalho que se faz um intensivo momento de construção de saberes. O gráfico a seguir demonstra que os professores também apontam que a formação permanente é um fator decisivo para a melhoria de sua atuação profissional.
  • 55. 55 Sobre esse tema, temos também um trabalho ativo e direcionado pela CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) tanto para a formação de professores e funcionários no Horário Coletivo, como também de alunos durante as aulas, trazendo informações relevantes quanto à prevenção de doenças, epidemias, cuidados necessários com a saúde e bem estar, e os procedimentos de Primeiros Socorros (em anexo encontra-se o Manual de Normas e Procedimentos da SME, pág. 446 a 451). Neste momento de pandemia, os cuidados com o Protocolo de Saúde e o cumprimento do mesmo, é uma responsabilidade de todos e a CIPA também tem uma forte participação nessa direção. 9. A comunidade no CIEJA e o CIEJA na comunidade: Quando falamos da relação da comunidade com a escola, é importante que tenhamos troca, parcerias, trabalho em conjunto. Neste sentido, as parcerias realizadas com a comunidade têm como meta, oferecer novas perspectivas, transformando o espaço escolar em espaço de convívio, por meio das relações extramuros, exemplificando, o que acontece na escola tem que refletir na comunidade e vice- versa. Essas relações devem ser alimentadas a fim de que nossos alunos tenham acesso aos mais diversos espaços, havendo assim um sentimento de pertencimento tanto por parte dos alunos como da comunidade em relação à escola. Essa relação com a comunidade foi ainda mais estreitada com a pandemia, pois o nosso contato com as famílias e educando, ficou ainda mais presente. Como mencionamos a
  • 56. 56 criação do WhatsApp Business para os professores, possibilitou um contato bem próximo de todos. Quando pensamos o CIEJA na comunidade e a comunidade no CIEJA, é trazer a comunidade pra dentro da escola, é também pensar em ações que promovam essa transformação do entorno, é possibilitar sua participação. Por essa razão, desde 2017 vimos num movimento de realizarmos o Conselho de Classe Participativo o qual requer escuta, mas como diz Paulo Freire em seu livro Pedagogia da Autonomia (1997), trata-se de uma escuta para além da capacidade auditiva, para nós do CIEJA, há de se ter uma escuta sensível, uma escuta atenta... para que não corramos o risco de cairmos na armadilha de dizer que escutamos sem ouvirmos. Com o distanciamento social ocasionado pelo novo Coronavírus tivemos que repensar outras formas de participação da comunidade nas decisões da escola, um exemplo disso, foi a criação de Reuniões Virtuais para o Conselho de Escola. Para sua realização, criamos um link pelo Meet e enviávamos para alunos, pais e responsáveis, equipe docente, funcionários e toda a equipe gestora para debatermos os temas em pauta. Assim como também a criação de um grupo de WhatsAPP para todos os funcionários que se encontram afastados pelo regime de Teletrabalho, respaldados pelo Decreto Nº 59.283 de 16 de Março de 2020. A intenção é deixá-los sempre informados de tudo o que está acontecendo na escola, bem como a manutenção dos vínculos. 10. Plano da Equipe Gestora – Nossas Concepções Temos por concepção e prática, que as relações desenvolvidas no dia a dia da escola devam primar pelo respeito, pela dialogicidade, envolvendo toda a comunidade escolar integrada a esse processo. Viver uma gestão democrática pressupõe espaço de escuta atenta e fala pontual, que dividi com todos a corresponsabilidade das ações que regem o funcionamento da Unidade Educacional. Nesse sentido, nossa identidade vai tomando corpo, delineando assim uma gestão democrática.
  • 57. 57 Compreendemos que estar no CIEJA pressupõe o convívio com a multiplicidade de historicidades que envolvem alunas, alunos, corpo docente e todos os funcionários que desse universo fazem parte. Desse modo, abarcamos as diferenças sociais, étnicas, culturais, religiosas e de gênero. Tendo em vista o explicitado acima, as ações que evidenciam um trabalho coletivo e humanista é o de propiciar um ambiente acolhedor para todos aqueles que trabalham e que estudam em nossa escola. É também promovermos momentos de participação em Conselhos de Escola, Conselhos de Classe Participativo, Reunião de Pais e espaço aberto para sugestões e ou críticas com vistas a melhorarmos o nosso trabalho, Reuniões regulares com funcionários com o objetivo de formarmos uma equipe coesa e motivada, onde cada um é parte do todo, considerando as especificidades e os talentos de cada um. Uma gestão que privilegia a escuta e considera a fala do outro para repensar e redimensionar as ações, valoriza os profissionais que fazem parte desse espaço que é coletivo e feito por todos. Quando nos deparamos em situações de conflito que ocorrem nas mais diversas instâncias da escola, a mediação é algo presente em nossas ações. A proposta de itinerância nos 16 CIEJAS da Cidade de São Paulo, que foi vivenciado em 2019 pela equipe gestora, corroborou com a opção de uma Gestão Democrática, os CIEJAS são antes de tudo Territórios Educativos, convivem de maneira dialógica com a comunidade, agem sobre ela e recebem suas intervenções, cumprindo assim em alguma medida, a função social da escola. Os anos de 2020/2021 têm sido desafiadores na manutenção desse trabalho, pois tínhamos como principal meta assegurarmos o bem-estar de todos, bem como o acolhimento em um momento tão ímpar para todos. Por essa razão, a cada encontro (virtual) com os professores, buscávamos saber como todos estavam, se estavam bem de saúde, se precisavam de algo e tentamos dentro de nossas possibilidades, passar tranquilidade para atravessarmos tudo isso. Além disso, estávamos presentes em tempo integral em todos os grupos de WhatsApp, para atendê-los, ouvi-los e pensarmos em soluções de quaisquer problemas que pudessem surgir de forma coletiva. Desse modo, tínhamos o grupo com os professores da Turma da Manhã, outro grupo com os professoras do Fundamental I, outro ainda com os professores dos Módulos 3 do período vespertino e noturno, um grupo com os professores dos Módulos 4 dos períodos vespertino e noturno, um grupo com a profª de Arte e por fim um grupão com todos os professores. A ideia da divisão em grupos era porque em determinados momentos, os assuntos eram específicos, isso agilizava o diálogo e soluções.
  • 58. 58 Conceber uma educação equânime é contemplar toda essa diversidade presente no CIEJA Santana/ Tucuruvi, esse território múltiplo, transformador, coletivo e inclusivo. Em anexo o nosso Plano de Trabalho. 11. Mediando Conflitos: Vivendo e Convivendo Viver é conviver, a máxima citada faz todo sentido na realidade do CIEJA, Como já mencionamos, no CIEJA estudam jovens, adultos e idosos, pessoas com e sem deficiência. Essa diversidade carrega em si uma um problema e também um desafio, coexistir respeitando as diferenças de tempos e estilos, diferenças de gerações, hábitos e valores, não é uma tarefa fácil e por vezes acaba surgindo alguns conflitos. O diálogo nessas situações surge como principal mediador para a solução desses impasses, primando pelo respeito e tolerância. Buscamos ouvir os envolvidos no conflito individualmente para que se sintam à vontade para colocar sua versão do ocorrido. Após ouvirmos os dois lados, buscamos a solução juntamente com os envolvidos. Em caso de reincidência, chamamos novamente para o diálogo, e realizamos o registro da ocorrência, solicitando que tomem ciência por meio de suas assinaturas e de forma conjunta assumam o compromisso de conviver de forma respeitosa. No caso de alunos menores, primeiro estabelecemos um diálogo com eles, e caso seja necessário entramos em contato com seu responsável legal para que tome conhecimento do ocorrido. Viver e conviver pressupõe respeito, mediação e escuta sensível, tais ações têm contribuído para a prevenção e resolução de conflitos que surgem no CIEJA. Além disso, temos na unidade a Comissão de Mediação de Conflitos, conforme Decreto nº 56.560/2015 (em anexo, membro da Comissão). 12. Propositivas e encaminhamentos para este ano... O trabalho que se realiza na escola, necessita de planejamento e organização, porém estamos em um momento de inconstâncias frequentes que afetam diretamente o nosso trabalho. Trazemos como exemplo, as datas que havíamos estipulado para a entrega dos
  • 59. 59 planos anuais. Devido a antecipação do Recesso Escolar e mais recentemente com a antecipação de feriados, não conseguimos receber todos em tempo. Assim sendo, anexaremos posteriormente os planos. Como já mencionamos o PPP é um documento fulcral, vivo e dinâmico que requer flexibilidade, mas diante da atual conjuntura, muitos dos nossos planejamentos caem por terra e são necessárias novas adequações. Estamos diante de uma situação inédita, as decisões envolvem trabalho pedagógico, coletivo e planejado, mas, sobretudo, o trabalho requer o cuidado com VIDAS. Vidas que se perderam, que ainda estão por se perder, famílias dilaceradas e que demandam uma ação humana que os acolham, que supra suas reais necessidades que muitas vezes está para além da escola. Envolvem questões sociais, políticas e econômicas. Da nossa parte, estamos trabalhando, buscando fazer o nosso melhor para os alunos que depositam em nós a sua confiança. Acreditamos na Escola e de todos que dela fazem parte, colocamos nela uma porta para novas possibilidades, queremos acolher a todos, mas primamos pela segurança de cada um em respeito ao trabalho que aqui fazemos e em respeito à vida! Abril/2021 Assinaturas da Equipe Gestora do Cieja Santana/Tucuruvi