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Postfix
18 de abril de 2007
Sumário
I Sobre essa Apostila 2
II Informações Básicas 4
III Postfix 9
1 O que é o Postfix 10
2 Plano de ensino 11
2.1 Objetivo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
2.2 Público Alvo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
2.3 Pré-requisitos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
2.4 Descrição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
2.5 Metodologia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
2.6 Cronograma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
2.7 Programa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
2.8 Avaliação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
2.9 Bibliografia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
3 Introdução ao Postfix 13
3.1 Introdução ao Postfix . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
4 Instalação e configuração básica 14
4.1 Instalação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
4.2 Configuração básica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
5 O daemon do Postfix 16
5.1 O daemon do Postfix . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
6 O utilitário Postconf (Gerenciamento de configurações) 17
6.1 O utilitário Postconf (Gerenciamento de configurações) . . . . . . . . . . . . . . . . 17
6.1.1 Gerenciamento das configurações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
6.1.2 Consultando parâmetros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
6.1.3 Modificando parâmetros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
1
CDTC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento Brasil/DF
7 Configurações Gerais 19
7.1 RELAY . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
7.2 FQDN . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
7.3 Gerenciamento de interfaces de rede . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
7.4 Maildir . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
7.5 RELAYHOST . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
7.6 Aliases . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
7.6.1 Definindo um alias para o postmaster . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
7.6.2 Definindo um alias para o root . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
8 Configuração de domínios virtuais 24
8.1 Configuração de domínios virtuais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
9 POP3 e IMAP 26
9.1 POP3 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
9.2 IMAP . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
9.3 Servidores POP3 e IMAP . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
9.4 Instalação do Courier . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
9.5 Configuração do Courier . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
10 Testando o funcionamento do Servidor 28
10.1 Testando o funcionamento do Servidor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
2
Parte I
Sobre essa Apostila
3
CDTC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento Brasil/DF
Conteúdo
O conteúdo dessa apostila é fruto da compilação de diversos materiais livres publicados na in-
ternet, disponíveis em diversos sites ou originalmente produzido no CDTC em http://www.cdtc.org.br.
O formato original deste material bem como sua atualização está disponível dentro da licença
GNU Free Documentation License, cujo teor integral encontra-se aqui reproduzido na seção de
mesmo nome, tendo inclusive uma versão traduzida (não oficial).
A revisão e alteração vem sendo realizada pelo CDTC (suporte@cdtc.org.br) desde outubro
de 2006. Críticas e sugestões construtivas são bem-vindas a qualquer tempo.
Autores
A autoria deste é de responsabilidade de Waldemar Silva Júnior (waldemar@cdtc.org.br).
O texto original faz parte do projeto Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento, que
vem sendo realizado pelo ITI (Instituto Nacional de Tecnologia da Informação) em conjunto com
outros parceiros institucionais, atuando em conjunto com as universidades federais brasileiras
que tem produzido e utilizado Software Livre, apoiando inclusive a comunidade Free Software
junto a outras entidades no país.
Informações adicionais podem ser obtidas através do email ouvidoria@cdtc.org.br, ou da
home page da entidade, através da URL http://www.cdtc.org.br.
Garantias
O material contido nesta apostila é isento de garantias e o seu uso é de inteira responsabi-
lidade do usuário/leitor. Os autores, bem como o ITI e seus parceiros, não se responsabilizam
direta ou indiretamente por qualquer prejuízo oriundo da utilização do material aqui contido.
Licença
Copyright ©2006, Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (cdtc@iti.gov.br) .
Permission is granted to copy, distribute and/or modify this document under the terms
of the GNU Free Documentation License, Version 1.1 or any later version published by
the Free Software Foundation; with the Invariant Chapter being SOBRE ESSA APOS-
TILA. A copy of the license is included in the section entitled GNU Free Documentation
License.
4
Parte II
Informações Básicas
5
CDTC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento Brasil/DF
Sobre o CDTC
Objetivo Geral
O Projeto CDTC visa a promoção e o desenvolvimento de ações que incentivem a dissemina-
ção de soluções que utilizem padrões abertos e não proprietários de tecnologia, em proveito do
desenvolvimento social, cultural, político, tecnológico e econômico da sociedade brasileira.
Objetivo Específico
Auxiliar o Governo Federal na implantação do plano nacional de software não-proprietário e
de código fonte aberto, identificando e mobilizando grupos de formadores de opinião dentre os
servidores públicos e agentes políticos da União Federal, estimulando e incentivando o mercado
nacional a adotar novos modelos de negócio da tecnologia da informação e de novos negócios
de comunicação com base em software não-proprietário e de código fonte aberto, oferecendo
treinamento específico para técnicos, profissionais de suporte e funcionários públicos usuários,
criando grupos de funcionários públicos que irão treinar outros funcionários públicos e atuar como
incentivadores e defensores de produtos de software não proprietários e código fonte aberto, ofe-
recendo conteúdo técnico on-line para serviços de suporte, ferramentas para desenvolvimento de
produtos de software não proprietários e de seu código fonte livre, articulando redes de terceiros
(dentro e fora do governo) fornecedoras de educação, pesquisa, desenvolvimento e teste de pro-
dutos de software livre.
Guia do aluno
Neste guia, você terá reunidas uma série de informações importantes para que você comece
seu curso. São elas:
• Licenças para cópia de material disponível
• Os 10 mandamentos do aluno de Educação a Distância
• Como participar dos foruns e da wikipédia
• Primeiros passos
É muito importante que você entre em contato com TODAS estas informações, seguindo o
roteiro acima.
Licença
Copyright ©2006, Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (cdtc@iti.gov.br).
6
CDTC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento Brasil/DF
É dada permissão para copiar, distribuir e/ou modificar este documento sob os termos
da Licença de Documentação Livre GNU, Versão 1.1 ou qualquer versão posterior
públicada pela Free Software Foundation; com o Capitulo Invariante SOBRE ESSA
APOSTILA. Uma cópia da licença está inclusa na seção entitulada "Licença de Docu-
mentação Livre GNU".
Os 10 mandamentos do aluno de educação online
• 1. Acesso à Internet: ter endereço eletrônico, um provedor e um equipamento adequado é
pré-requisito para a participação nos cursos a distância.
• 2. Habilidade e disposição para operar programas: ter conhecimentos básicos de Informá-
tica é necessário para poder executar as tarefas.
• 3. Vontade para aprender colaborativamente: interagir, ser participativo no ensino a distân-
cia conta muitos pontos, pois irá colaborar para o processo ensino-aprendizagem pessoal,
dos colegas e dos professores.
• 4. Comportamentos compatíveis com a etiqueta: mostrar-se interessado em conhecer seus
colegas de turma respeitando-os e fazendo ser respeitado pelo mesmo.
• 5. Organização pessoal: planejar e organizar tudo é fundamental para facilitar a sua revisão
e a sua recuperação de materiais.
• 6. Vontade para realizar as atividades no tempo correto: anotar todas as suas obrigações e
realizá-las em tempo real.
• 7. Curiosidade e abertura para inovações: aceitar novas idéias e inovar sempre.
• 8. Flexibilidade e adaptação: requisitos necessário à mudança tecnológica, aprendizagens
e descobertas.
• 9. Objetividade em sua comunicação: comunicar-se de forma clara, breve e transparente é
ponto - chave na comunicação pela Internet.
• 10. Responsabilidade: ser responsável por seu próprio aprendizado. O ambiente virtual não
controla a sua dedicação, mas reflete os resultados do seu esforço e da sua colaboração.
Como participar dos fóruns e Wikipédia
Você tem um problema e precisa de ajuda?
Podemos te ajudar de 2 formas:
A primeira é o uso dos fóruns de notícias e de dúvidas gerais que se distinguem pelo uso:
. O fórum de notícias tem por objetivo disponibilizar um meio de acesso rápido a informações
que sejam pertinentes ao curso (avisos, notícias). As mensagens postadas nele são enviadas a
7
CDTC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento Brasil/DF
todos participantes. Assim, se o monitor ou algum outro participante tiver uma informação que
interesse ao grupo, favor postá-la aqui.
Porém, se o que você deseja é resolver alguma dúvida ou discutir algum tópico específico do
curso. É recomendado que você faça uso do Forum de dúvidas gerais que lhe dá recursos mais
efetivos para esta prática.
. O fórum de dúvidas gerais tem por objetivo disponibilizar um meio fácil, rápido e interativo
para solucionar suas dúvidas e trocar experiências. As mensagens postadas nele são enviadas
a todos participantes do curso. Assim, fica muito mais fácil obter respostas, já que todos podem
ajudar.
Se você receber uma mensagem com algum tópico que saiba responder, não se preocupe com a
formalização ou a gramática. Responda! E não se esqueça de que antes de abrir um novo tópico
é recomendável ver se a sua pergunta já foi feita por outro participante.
A segunda forma se dá pelas Wikis:
. Uma wiki é uma página web que pode ser editada colaborativamente, ou seja, qualquer par-
ticipante pode inserir, editar, apagar textos. As versões antigas vão sendo arquivadas e podem
ser recuperadas a qualquer momento que um dos participantes o desejar. Assim, ela oferece um
ótimo suporte a processos de aprendizagem colaborativa. A maior wiki na web é o site "Wikipé-
dia", uma experiência grandiosa de construção de uma enciclopédia de forma colaborativa, por
pessoas de todas as partes do mundo. Acesse-a em português pelos links:
• Página principal da Wiki - http://pt.wikipedia.org/wiki/
Agradecemos antecipadamente a sua colaboração com a aprendizagem do grupo!
Primeiros Passos
Para uma melhor aprendizagem é recomendável que você siga os seguintes passos:
• Ler o Plano de Ensino e entender a que seu curso se dispõe a ensinar;
• Ler a Ambientação do Moodle para aprender a navegar neste ambiente e se utilizar das
ferramentas básicas do mesmo;
• Entrar nas lições seguindo a seqüência descrita no Plano de Ensino;
• Qualquer dúvida, reporte ao Fórum de Dúvidas Gerais.
Perfil do Tutor
Segue-se uma descrição do tutor ideal, baseada no feedback de alunos e de tutores.
O tutor ideal é um modelo de excelência: é consistente, justo e profissional nos respectivos
valores e atitudes, incentiva mas é honesto, imparcial, amável, positivo, respeitador, aceita as
idéias dos estudantes, é paciente, pessoal, tolerante, apreciativo, compreensivo e pronto a ajudar.
8
CDTC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento Brasil/DF
A classificação por um tutor desta natureza proporciona o melhor feedback possível, é crucial, e,
para a maior parte dos alunos, constitui o ponto central do processo de aprendizagem.’ Este tutor
ou instrutor:
• fornece explicações claras acerca do que ele espera, e do estilo de classificação que irá
utilizar;
• gosta que lhe façam perguntas adicionais;
• identifica as nossas falhas, mas corrige-as amavelmente’, diz um estudante, ’e explica por-
que motivo a classificação foi ou não foi atribuída’;
• tece comentários completos e construtivos, mas de forma agradável (em contraste com um
reparo de um estudante: ’os comentários deixam-nos com uma sensação de crítica, de
ameaça e de nervossismo’)
• dá uma ajuda complementar para encorajar um estudante em dificuldade;
• esclarece pontos que não foram entendidos, ou corretamente aprendidos anteriormente;
• ajuda o estudante a alcançar os seus objetivos;
• é flexível quando necessário;
• mostra um interesse genuíno em motivar os alunos (mesmo os principiantes e, por isso,
talvez numa fase menos interessante para o tutor);
• escreve todas as correções de forma legível e com um nível de pormenorização adequado;
• acima de tudo, devolve os trabalhos rapidamente;
9
Parte III
Postfix
10
Capítulo 1
O que é o Postfix
Postfix é um software de servidor de email que tem o objetivo de ser rápido, fácil de configurar,
e que é esperançosamente seguro. Ele é um MTA, com bastante robustez, desempenho e maior
facilidade na manutenção e configuração. Além disso, o Postfix é capaz de emular várias funções
do Sendmail, evitando assim modificações nas aplicações que utilizam o Sendmail.
11
Capítulo 2
Plano de ensino
2.1 Objetivo
Qualificar técnicos na instalação e configuração básica do Postfix.
2.2 Público Alvo
Técnicos que desejam trabalhar com Postfix.
2.3 Pré-requisitos
Os usuários deverão ser, necessariamente, indicados por empresas públicas e ter conheci-
mento básico acerca da instalação e configuração de servidores.
2.4 Descrição
O curso de Postfix será realizado na modalidade EAD e utilizará a plataforma Moodle como
ferramenta de aprendizagem. Ele é composto de um módulo de aprendizado e um módulo de
avaliação. O material didático estará disponível on-line de acordo com as datas pré-estabelecidas
no calendário. A versão utilizada para o Postfix será a 2.0.18.
2.5 Metodologia
O curso está dividido da seguinte maneira:
2.6 Cronograma
• Módulo 1
Lições
• Módulo 2
Avaliação Final
12
CDTC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento Brasil/DF
Todo o material está no formato de lição, e estará disponível ao longo do curso. A lição poderá
ser acessada quantas vezes forem necessárias. Aconselhamos a leitura de "Ambientação do
Moodle", para que você conheça o produto de Ensino a Distância, evitando dificuldades advindas
do "desconhecimento"sobre o mesmo.
Os instrutores estarão a sua disposição ao longo de todo curso. Qualquer dúvida deve ser dispo-
nibilizada no fórum ou enviada por e-mail. Diariamente os monitores darão respostas e esclare-
cimentos.
2.7 Programa
• Módulo 1
– Introdução, Instalação e Configuração
– Usando domínios virtuais com o Postfix
– Filtros de E-Mail
– POP3 e IMAP
• Módulo 2
– Avaliação Final
2.8 Avaliação
Toda a avaliação será feita on-line.
Aspectos a serem considerados na avaliação:
• Iniciativa e autonomia no processo de aprendizagem e de produção de conhecimento;
• Capacidade de pesquisa e abordagem criativa na solução dos problemas apresentados.
Instrumentos de avaliação:
• Participação ativa nas atividades programadas.
• Avaliação ao final do curso.
• O participante fará várias avaliações referente ao conteúdo do curso. Para a aprovação e
obtenção do certificado o participante deverá obter nota final maior ou igual a 6.0 de acordo
com a fórmula abaixo:
• Nota Final = ((ML x 7) + (AF x 3)) / 10 = Média aritmética das lições
• AF = Avaliações
2.9 Bibliografia
• Site oficial: http://www.postfix.org
• Lista de discussão em Português: http://listas.softwarelivre.org/mailman/listinfo/postfix-br
13
Capítulo 3
Introdução ao Postfix
3.1 Introdução ao Postfix
O Postfix é um dos mais revolucionários servidores de e-mail já desenvolvidos. Trata-se de
um robusto sistema de e-mail que possui algumas raízes do Sendmail, mas é um produto comple-
tamente reformulado para as necessidades atuais da internet, pois foi criado com a preocupação
em segurança, velocidade e facilidade de integração.
A forma com que o Postfix é configurado permite fácil integração com outros produtos que
o adicionam funcionalidades, como filtros de e-mail (AntiVírus e AntiSpam) e gerenciadores de
entrega.
O Postfix possui centenas de parâmetros de configuração controlados através de seu arquivo
de configuração principal, o arquivo main.cf. Felizmente, a configuração padrão do Postfix já
utiliza valores corretos para a maioria dos cenários de utilização. Sendo assim, poucos parâme-
tros precisam ser realmente modificados para que o Postfix possa oferecer sua funcionalidade
principal.
Iremos tratar dos parâmetros de configuração que devem ser alterados em um arquivo de
configuração padrão fornecido pela instalação do pacote Debian do Postfix. O pacote pode ser
encontrado nos CDs de instalação e/ou nos repositórios de pacotes oficiais Debian.
14
Capítulo 4
Instalação e configuração básica
4.1 Instalação
Basicamente esta parte se resume em instalar o pacote que provê o Postfix. Para instalar o
pacote Debian do Postfix, use o comando a seguir:
#apt-get insall postfix
Ao instalar o pacote Postfix, o pacote do que estiver provendo "mail-transport-agent"(Pode
ser o Exim ou o Sendmail, por exemplo) será removido. Uma particularidade do pacote Debian
do Postfix é que o mesmo utiliza o debconf para sua configuração inicial básica. Devido a isso,
logo após instalar o pacote Postfix, o script de pós-instalação do pacote irá executar a etapa de
configuração básica inicial do pacote.
4.2 Configuração básica
A primeira tela a ser exibida é a tela que lhe questiona que tipo de configuração você deseja
para o Postfix. Diversas configurações são possíveis, como Internet com smarthost, Internet Site,
Sistema satélite, Somente local e a opção Sem configuração.
Como o processo de configuração básica inicial do Postfix baseada em debconf ainda não
pode gerenciar todos os parâmetros geralmente necessários, o procedimento a ser usado é se-
lecionar a opção Somente local, de modo que somente algumas perguntas serão feitas e, ao
terminar de respondê-las, você terá um Postfix com uma configuração que lhe permitirá enviar
e receber mensagens de e para usuários locais. A maioria das distribuições Linux já provêm
pacotes do Postfix com este nível de configuração.
Configurações adicionais para modificar o comportamento do Postfix devem ser feitas direta-
mente no arquivo de configuração principal, /etc/postfix/main.cf.
Após escolher a opção Somente local, surgirá uma pergunta lhe questionando sobre qual
será o Mail name padrão. O Mail name é a porção logo após o símbolo de arroba (@) dos
endereços de e-mail, e será usado para compor o endereço exibido no campo "De:"das men-
sagens enviadas a partir do servidor Postfix. Por exemplo, caso uma mensagem seja enviada
do console do servidor pelo usuário waldemar e o Mail name esteja definido como cdtc.org.br, o
destinatário da mensagem irá recebê-la e visualizar no campo "De:"desta mensagem o remetente
waldemar@cdtc.org.br.
15
CDTC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento Brasil/DF
Responda "Não"para a próxima pergunta, que questiona se o Postfix deverá acrescentar o
sufixo .domínio (na verdade, o que será acrescentado será .$mydomain, ou seja, o ponto mais
o valor da variável $mydomain) em mensagens que contém somente um componente na porção
hostname.
A próxima pergunta questiona quais os domínios que o servidor Postfix deve considerar ele
mesmo como sendo o destino final. Ou seja, se você acrescentar o domínio cdtc.org.br nessa
listagem, o Postfix irá tentar entregar localmente todas as mensagens enviadas para endereços
que contenham @cdtc.org.br no campo "Para:". Sendo assim, somente adicione nessa listagem
os domínios que realmente serão hospedados no servidor Postfix sendo instalado.
O padrão sugerido é o hostname totalmente qualificado (FQDN) do servidor onde o Postifix
está sendo instalado. localhost.cdtc.org.br e localhost neste caso. Acrescente à essa lista os
domínios para os quais você deseja que o Postfix seja o destino final. Por exemplo, caso o Postfix
sendo instalado tenha que ser o destino final para os domínios cdtc.org.br e iti.br, a listagem
informada como resposta à essa pergunta ficaria como:
servidor.cdtc.org.br, localhost.cdtc.org.br, localhost, cdtc.org.br, iti.br
Essa lista pode ser modificada posteriormente no parâmetro mydestination do arquivo /etc/postfix/main.cf.
A próxima pergunta questiona para qual endereço de e-mail as mensagens enviadas para o
usuário root deverão ser redirecionadas. O Postfix não entrega mensagens diretamente na caixa
do usuário root, pois precisaria ser executado com priviégios de root para fazê-lo. Como isso
pode ser uma falha de segurança, o padrão é definir uma conta de usuário comum para onde as
mensagens destinadas ao usuário root serão enviadas.
Ao definir essa conta, uma entrada será acrescentada no arquivo de aliases padrão do Postfix,
o arquivo /etc/aliases, criando um alias de root para o usuário definido.
Pronto! A etapa de configuração será finalizada e o Postfix será iniciado, já funcionando para
o envio e recebimento de e para usuários locais.
16
Capítulo 5
O daemon do Postfix
5.1 O daemon do Postfix
Após a definição ou modificação da maioria dos parâmetros do Postfix, não é necessário
reiniciá-lo por completo. Apenas um reload é necessário, o que já fará com que quaisquer modi-
ficações nos arquivos de configuração do Postfix passem a ser válidas.
Somente alguns parâmetros requerem que o Postfix seja reiniciado por completo (com o co-
mando postfix restart, por exemplo) para que passem a ser válidos. O parâmetro inet_interfaces,
do qual trataremos adiante, é um exemplo.
Ao longo desse treinamento, será assumido que sempre que a definição ou modificação de
um parâmetro do Postfix seja requisitada, um reload do mesmo seja executado. Quando existir a
necessidade de um restart completo do Postfix, isso será explicitamente informado.
Para referência, um reload do Postfix é equivalente a executar o comando a seguir:
#postfix reload
Um restart do Postfix, por sua vez, é equivalente a executar o comando a seguir:
#postfix restart
17
Capítulo 6
O utilitário Postconf (Gerenciamento de
configurações)
6.1 O utilitário Postconf (Gerenciamento de configurações)
Veremos agora a função de alguns parâmetros do Postfix no arquivo /etc/postfix/main.cf.
6.1.1 Gerenciamento das configurações
Existem duas formas básicas de gerenciar as configurações do Postfix. A primeira é a mais
óbvia, editando diretamene o arquivo main.cf. A segunda é através do comando postconf (con-
sulte a man page para maiores detalhes).
O postconf permite basicamente visualizar e editar as configurações do postfix a partir da
linha de comando, sem a necessidade de utilizar um editor de texto para edição do main.cf.
6.1.2 Consultando parâmetros
O funcionamento é bem simples. Para exibir todos os parâmetros que o Postfix suporta, assim
como seus respectivos parâmetros configurados atualmente, digite:
#postconf
Isso resultará em umas 300 linhas possíveis, cada uma contando um parâmetro de configura-
ção do Postfix. Os valores padrão para cada parâmetro podem ser visualizados com a opção -d
do postconf, assim:
#postconf -d
Para direcionar sua pesquisa a um parâmetro específico, basta especificar o parâmetro na
frente do comando. Por exemplo, digamos que você queira visualizar o parâmetro myhostname,
utilize:
#postconf myhostname
Será exibido o valor atual do parâmetro myhostname. Para exibir o valor "padrão", utilize:
#postconf -d myhostname
18
CDTC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento Brasil/DF
Para exibir somente os parâmetros diferentes do padrão, utilize:
#postconf -n
Serão exibidos os parâmetros que foram definidos no arquivo main.cf, mesmo que através do
postconf.
6.1.3 Modificando parâmetros
Agora vamos aprender a utilizar o postconf para modificar parâmetros de configuração sem
tocar no arquivo main.cf.
A sintaxe também é bem simples, basta acionar a opção -e do postconf e especificar (entre
aspas, geralmente) o valor desejado para a opção:
#postconf -e myhostname="servidor.$mydomain"
Não se esqueça de que o caractere "$"deve ser escapado com barra invertida "¨para que o
shell não interprete como uma variável de ambiente.
Agora verifique as mudanças no arquivo /etc/postfix/main.cf.
19
Capítulo 7
Configurações Gerais
7.1 RELAY
O parâmetro mynetworks controla para quais endereços de IP e/ou redes o Postfix irá fazer
RELAY (oferecer o serviço de envio de mensagens). Segue um exemplo de configuração do
parâmetro mynetworks:
mynetworks = 127.0.0.0/8, 192.168.1.0/24
No exemplo acima, o RELAY está sendo liberado para as redes 127.0.0.0/8 (rede da interface
de loopback) e 192.168.1.0/24 (rede de classe C inválida de exemplo).
7.2 FQDN
O parâmetro myhostname indica ao Postfix qual o hostname totalmente qualificado (FQDN)
da máquina onde o Postfix está sendo implantado. O padrão é obter esse valor do hostname
padrão do servidor. É importante ter o hostname definido no arquivo /etc/hosts para que o Postfix
de forma geral funcione satisfatoriamente. Um exemplo de arquvivo /etc/hosts segue abaixo:
127.0.0.1 localhost.localdomain localhost
192.168.1.12 cursos.cdtc.org.br cursos
Certifique-se de que o "nome curto"do servidor seja o único conteúdo do arquivo /etc/hostname
(isto é espercífico do Debian) e que a saída dos comandos abaixo seja semelhante:
#cat /etc/hostname
cursos
#hostname
cursos
#hostname -f
cursos.cdtc.org.br
#grep `hostname -f` /etc/hosts
192.168.1.12 cursos.cdtc.org.br cursos
Isto garante que a configuração de nomes do servidor esteja correta.
Como estamos revisando a configuração e vamos precisar utilizar o DNS, verifique também se
existe uma entrada de nameserver apontando para seu próprio IP (pode ser o loopback também)
no arquivo /etc/resolv.conf.
20
CDTC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento Brasil/DF
#cat /etc/resolv.conf
search cdtc.org.br
nameserver 127.0.0.1
Agora voltemos ao Postfix. Um exemplo de configuração do parâmetro myhostname seria:
#postconf myhostname
myhostname = cursos.$mydomain
Constate também que o parâmetro mydomain comporta realmente o seu domínio, que deve
ser a mesma saída do comando dnsdomainname
#dnsdomainname
cdtc.org.br
#postconf -e mydomain="`dnsdomainname`"
#postconf mydomain
mydomain = cdtc.org.br
Dessa forma, é garantido que o Postfix esteja configurado corretamente com seu FQDN.
7.3 Gerenciamento de interfaces de rede
O parâmetro inet_interfaces controla em quais interfaces de rede o Postfix deverá aguardar
por conexões SMTP. Caso seja necessário oferecer os serviços do daemon SMTP para todas
as redes nas quais o servidor Postfix tenha uma interface de rede, defina o valor do parâmetro
inet_interfaces como a seguir:
inet_interfaces = all
Logicamente, as restrições do parâmetro mynetworks ainda são válidas para controle de quais
endereços IP e/ou redes podem fazer RELAY utilizando o Postfix, uma vez que o parâmetro
inet_interfaces somente controla em quais interfaces de rede o Postfix vai ouvir.
Somente no caso do servidor possuir mais de uma interface de rede é que este parâmetro
começa a se tornar útil. Conforme dito, se o valor de inet_interfaces estiver definido para "all", o
postfix deixará a porta SMTP (25/tcp) aberta em todas as interfaces de rede, isso inclui a interface
loopback.
Digamos que seu provedor possua 2 interfaces de rede (além da loopback, é claro) onde, uma
fica com o IP 192.168.1.12, a outra com o IP 200.1.2.3, e não queremos oferecer os serviços do
Postfix para a interface de rede com o IP 200.1.2.3. A configuração ficaria assim:
inet_interfaces = 127.0.0.1, 192.168.1.12
A modificação do parâmetro inet_interfaces requer um restart do Postfix e não simples-
mente um reload.
21
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7.4 Maildir
O padrão do Postfix é utilizar o formato de caixas-postais mbox (igual ao Sendmail). Mas o
Postfix pode lidar com diversos formatos de caixas-postais, dentre elas, uma boa alternativa é o
formato Maildir, que organiza em uma estrutura de diretórios as mensagens de caixa-postal, tor-
nando a varredura muito mais rápida. Porém, para que isso seja possível, precisamos configurar
o Postfix para entregar as mensagens dos usuários locais nesse formato de caixa-postal.
O parâmetro necessário é o home_mailbox, que não possui padrão definido (O que leva o
Postfix a optar pelo formato mbox). Vejamos:
#postconf home_mailbox
home_mailbox =
#postconf -e home_mailbox="Maildir/"
#postconf home_mailbox
home_mailbox = Maildir/
#postfix reload
postfix/postfix-script: refreshing the Postfix mail system
Por padrão, o Postfix entrega mensagens no formato mbox sob o diretório /var/mail (/var/spool/mail
é um link simbólico para /var/mail). A configuração acima instrui o Postfix a entregar as mensa-
gens dos usuários em um diretório de nome Maildir, sob o diretório pessoal de cada usuário.
Não é necessário a existência prévia de um diretório de nome Maildir sob o diretório pessoal
de cada usuário uma vez que o próprio Postfix se encarregará de criar tal diretório caso o mesmo
ainda não exista, bem como criar a estrutura de subdiretórios necessária para a entrega das
mensagens e acertar quaisquer permissões necessárias.
7.5 RELAYHOST
Por vezes, é necessário encaminhar mensagens geradas localmente no servidor de men-
sagens ou através da rede para que sejam entregues em outro servidor de mensagens e não
localmente, assim como um SmartHost do Sendmail.
Para habilitar o suporte a esse recurso, o parâmetro relayhost pode ser utilizado, configurado
da seguinte forma:
relayhost = [1.2.3.4]:25
Onde 1.2.3.4 é o endereço IP do servidor de mensagens para o qual as mensagens devem
ser encaminhadas. O endereço IP deve ser especificado entre colchetes para evitar pesquisas
DNS e agilizar o envio. Após os dois pontos, 25 representa no exemplo acima o número da porta
TCP onde o servidor de mensagens remoto está ouvindo por conexões SMTP (geralmente 25).
7.6 Aliases
O arquivo de aliases do Postfix é definido pelo parâmetro alias_maps. O valor padrão desse
parâmetro no pacote Debian do Postfix é:
alias_maps = hash:/etc/aliases
22
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Modifique somente no caso de querer especificar um arquivo de aliases alternativo.
Outro ponto importante a ser lembrado é que o Postfix possui um comando próprio para gerar
a base de dados de aliases a partir do arquivo de aliases definido no parâmetro alias_maps. O
comando usado para geração dessa base de dados é postalias. Segue abaixo um exemplo de
utilização do comando postalias para geração da base de dados de aliases:
#postalias /etc/aliases
O parâmetro alias_database define qual arquivo de aliases será lido pelo Postfix para obter a
lista de aliases. Em uma configuração comum o valor desse parâmetro é idêntico ao parâmetro
alias_maps, que apontam para arquivos de mapa do tipo hash.
Ao utilizarmos o comando postalias em um arquivo de mapa (/etc/aliases, por exemplo), será
criado um arquivo binário no formato hash de mapa. Este arquivo terá o mesmo nome do arquivo
de entrada, mas com a extensão ".db". No nosso exemplo (e na maioria dos casos) o arquivo
binário criado pelo comando "postalias /etc/aliases"será "/etc/aliases.db".
7.6.1 Definindo um alias para o postmaster
É de extrema importância definir um alias para o postmaster, uma vez que as mensagens de
erro enviadas pelo Postfix recomendam relatar o problema sendo reportado para o postmaster
do domínio em questão. O destino desse alias costuma ser a conta de usuário encarregado de
administar o servidor de email.
Adicionalmente, é um padrão estabelecido em sistemas de controle de mensagens manter um
endereço no formato postmaster@dominio para receber mensagens administrativas e de usuá-
rios que desejam relatar problemas ao responsável pelo gerenciamento de mensagens, inclusive
usuários de outros domínios que precisem relatar um problema que possam eventualmente estar
enfrentando na tentativa de se comunicar com um usuário do domínio atendido pelo Postfix.
A sintaxe da definição do alias é exatamente a mesma usada na definição de um alias no
MTA Sendmail. Segue abaixo um exemplo definindo um alias do postmaster para o usuário local
aluno:
postmaster: aluno
7.6.2 Definindo um alias para o root
Da mesma forma que o alias para o postmaster, definir um alias para o root também é extre-
mamente importante. Até mesmo mais importante do que o caso do postmaster, uma vez que o
Postfix, por razões de segurança, não entrega mensagens diretamente na caixa postal do usuá-
rio. Para que a entrega direta para o usuário root funcionasse seria necessário que o usuário
Postfix pudesse gravar na caixa de mensagens do usuário root ou que o processo do Postfix
fosse executado com privilégios de root. Como um dos focos do Postfix é segurança, isso não é
permitido.
Sendo assim, é obrigatório ter definido um alias do usuário root para um usuário comum.
Esta configuração deve ser modificada e as mensagens com destino ao usuário root deverão
ser entregues na conta de um usuário comum encarregado de administração do servidor ou até
mesmo um grupo de usuários encarregados. Como exemplo, a seguir veremos uma linha do
arquivo de aliases do Postfix que define que as mensagens destinadas ao usuário root serão
entregues para o usuário aluno (o qual, logicamente, já deve existir):
23
CDTC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento Brasil/DF
root: aluno
Após realizar modificações no arquivo de aliases não se esqueça de recriar os mapas de
aliases com o comando "postalias /etc/aliases".
24
Capítulo 8
Configuração de domínios virtuais
8.1 Configuração de domínios virtuais
O suporte a domínios virtuais no Postfix, assim como muitos outros de seus recursos, é imple-
mentado utilizando mapas de lookup. Simplificando para nossos propósitos, um mapa de lookup
é onde o Postfix busca informações de equivalência de endereços de e-mail para usuários.
O Postfix suporta domínios virtuais no estilo do Sendmail e em seu próprio estilo. O suporte
ao estilo do Sendmail só está disponível para compatibilidade com instalações que estão sendo
migradas do MTA Sendmail para o Postfix. Em novas instalações, o melhor é utilizar o formato do
Postfix.
Para configurar o Postfix para buscar informações de domínios virtuais no mapa de lookup
correto, especifique-o na opção virtual_maps, conforme abaixo:
#postconf virtual_maps
virtual_maps =
#postconf -e virtual_maps="hash:/etc/postfix/virtual"
O arquivo /etc/postfix/virtual deve seguir o seguinte formato:
cdtc.org.br Um comentário qualquer aqui
aluno@cdtc.org.br aluno
sidney@cdtc.org.br sydney
fredao@cdtc.org.br fredao
tomas@cdtc.org.br tomas
iti.br Um comentário qualquer aqui
aluno@iti.br aluno2
sidney@iti.br sydney2
25
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fredao@iti.br fredao2
tomas@iti.br tomas2
A principal diferença de formato do Postfix é que os domínios devem ser separados e deve
existir um cabeçalho com um comentário antes da primeira entrada para cada domínio.
Para ativar as configurações, execute:
#postmap /etc/postfix/virtual
#postfix reload
O primeiro comando cria o mapa em formato binário, /etc/postfix/virtual.db. O segundo ativa
as configurações efetuadas no Postfix.
O conteúdo do arquivo /etc/postfix/virtual.db, ao contrário do arquivo /etc/postfix/virtual, não
pode ser lido normalmente (trata-se de um arquivo binário). O Postfix sabe como ler o arquivo
binário /etc/postfix/virtual.db, o que é feito em detrimento da leitura do arquivo /etc/postfix/virtual,
devido a leitura do arquivo binário ser extremamente mais rápida do que interpretar todo o arquivo,
/etc/postfix/virtual, em texto puro.
26
Capítulo 9
POP3 e IMAP
9.1 POP3
Para muitos sistemas, é inviável manter um sistema completo para uso de correio eletrônico:
servidor de e-mail, checagens contra vírus, servidor de caixas postais, etc. Além, é claro, de
termos o fator conexão, onde nem todas as máquinas têm condições de estar permanentemente
ligadas à internet.
Independente de todos estes fatores, é interessante e muito útil a possibilidade de gerenciar
mensagens de correio eletrônico a partir dessas máquinas e usar o programa cliente ("mail user
agent- MUA) disponível para esta tarefa. São exemplos de clientes: Outlook, KMail, Evolution,
Sylpheed, pine, mutt, Netscape Messenger, entre outros.
Para resolver esse problema de uso de e-mail em uma máquina menos poderosa, foram
criados servidores que disponibilizam caixas postais para e-mail. O protocolo POP - Post Office
Protocol — versão 3 (POP3) permite que as estações acessem essas caixas dinamicamente,
de uma maneira útil. Isso significa que o protcolo POP3 é usado para permitir que estações de
trabalho recuperem mensagens de e-mail de um servidor que as armazena.
O protocolo POP3 não tem por objetivos permitir manipulações de mensagens no servidor. A
intenção é permitir que as mensagens sejam recuperadas e então deletadas.
A especificação e regulamentação do protocolo POP3 é dada pela RFC 1939 (http://www.rfc-
editor.org/rfc/rfc1939.txt).
9.2 IMAP
O protocolo IMAP - Internet Message Access Protocol — versão 4, revisão 1 (IMAP4 rev. 1),
permite que um cliente acesse e manipule mensagens de correio eletrônico disponíveis em um
servidor.
Este protocolo permite a manipulação de pastas remotas, chamadas ”mailbox”, de maneira
funcionalmente equivalente a pastas locais. O protocolo IMAP4rev1 também disponibiliza me-
canismos capazes de fazer com que clientes offline possam ressincronizar suas pastas com o
servidor.
São disponibilizadas operações para criação, deleção, renomeação de mailboxes; checagem
por novas mensagens; remoção permanente de mensagens; busca; recuperação seletiva de
atributos, textos e partes de mensagens. As mensagens são acessadas individualmente através
de números que são ou seqüenciais ou identificadores únicos para cada mensagem.
27
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O protocolo IMAP, assim como o POP, não pode ser usado para enviar mensagens, apenas
para recuperá-las. O envio de mensagens deve ser feito com o uso de um servidor SMTP, como
o Postfix, por exemplo.
9.3 Servidores POP3 e IMAP
Agora que já implementamos o protocolo SMTP no servidor de e-mail, pode ser necessário
disponibilizar acesso remoto às caixas postais através dos protocolos POP3 e IMAP, que explica-
dos anteriormente.
É importante compreender que os protocolos POP3 e IMAP não são responsabilidade do
MTA instalado no sistema (Sendmail ou Postfix). O suporte a esses protocolos é dado através
de servidores específicos para cada um. Geralmente o serviço que provê suporte ao POP3 é o
mesmo que provê suporte à IMAP.
No Debian, existem diversas alternativas, mas a mais simples, funcional e com boa interação
com o formato de caixas postais Maildir é o courier. Outras distribuições, como a Conectiva por
exemplo, utilizam o courier por padrão.
9.4 Instalação do Courier
Para instalar o courier com suporte a POP3 e IMAP no Debian, utilize o comando a seguir:
#aptitude install courier-pop courier-imap
Após o download, descompactação e instalação dos pacotes courier-pop e courier-imap e
suas dependências, uma nota debconf será exibida, informando que o empacotamento do Courier
foi totalmente revisado. Simplesmente tecle [Enter] para continuar.
9.5 Configuração do Courier
Os arquivos de configuração do Courier ficam armazenados no diretório /etc/courier. A confi-
guração do servidor POP é feita no arquivo /etc/courier/pop3d e a configuração do servidor IMAP
é feita no arquivo /etc/courier/imapd.
O arquivo /etc/courier/authdaemonrc não precisará ser modificado a menos que seja neces-
sário aumentar a quantidade de daemons de autenticação iniciados por padrão, ou seja, cinco
instâncias do daemon ou que sejam utilizados outros métodos de autenticação.
Os valores padrões fornecidos pelos pacotes courier-pop e courier-imap já são adequados
para a grande maioria das instalações.
28
Capítulo 10
Testando o funcionamento do Servidor
10.1 Testando o funcionamento do Servidor
Para testarmos o funcionamento dos daemons POP e IMAP, precisamos de uma conta válida
no sistema. Vamos supor que haja uma conta "waldemar".
Envie uma mensagem para o usuário utilizando o comando a seguir:
#echo "Testando.." | mail -s "Teste" waldemar
Após o envio da mensagem, consulte o log de mensagens do Postifix localizado no arquivo
/var/log/mail.log e procure no final do arquivo por uma linha indicando a entrega da mensagem
na caixa postal do usuário waldemar.
Depois de verificarmos o funcionamento da entrega da mensagem, vamos utilizar o comando
telnet para testar o funcionamento dos daemons de POP e IMAP.
#telnet 127.0.0.1 110
Este comando estabelecerá uma conexão na porta 110/tcp. O mesmo poderia ser feito para
testar o servidor IMAP (porta 143). Daí em diante, basta configurar o seu Mail User Agent (MUA)
para utilizar o servidor configurado. :-p
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Postfix

  • 2. Sumário I Sobre essa Apostila 2 II Informações Básicas 4 III Postfix 9 1 O que é o Postfix 10 2 Plano de ensino 11 2.1 Objetivo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 2.2 Público Alvo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 2.3 Pré-requisitos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 2.4 Descrição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 2.5 Metodologia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 2.6 Cronograma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 2.7 Programa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 2.8 Avaliação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 2.9 Bibliografia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 3 Introdução ao Postfix 13 3.1 Introdução ao Postfix . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 4 Instalação e configuração básica 14 4.1 Instalação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14 4.2 Configuração básica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14 5 O daemon do Postfix 16 5.1 O daemon do Postfix . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16 6 O utilitário Postconf (Gerenciamento de configurações) 17 6.1 O utilitário Postconf (Gerenciamento de configurações) . . . . . . . . . . . . . . . . 17 6.1.1 Gerenciamento das configurações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17 6.1.2 Consultando parâmetros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17 6.1.3 Modificando parâmetros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18 1
  • 3. CDTC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento Brasil/DF 7 Configurações Gerais 19 7.1 RELAY . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19 7.2 FQDN . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19 7.3 Gerenciamento de interfaces de rede . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 7.4 Maildir . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21 7.5 RELAYHOST . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21 7.6 Aliases . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21 7.6.1 Definindo um alias para o postmaster . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22 7.6.2 Definindo um alias para o root . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22 8 Configuração de domínios virtuais 24 8.1 Configuração de domínios virtuais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24 9 POP3 e IMAP 26 9.1 POP3 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26 9.2 IMAP . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26 9.3 Servidores POP3 e IMAP . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27 9.4 Instalação do Courier . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27 9.5 Configuração do Courier . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27 10 Testando o funcionamento do Servidor 28 10.1 Testando o funcionamento do Servidor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28 2
  • 4. Parte I Sobre essa Apostila 3
  • 5. CDTC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento Brasil/DF Conteúdo O conteúdo dessa apostila é fruto da compilação de diversos materiais livres publicados na in- ternet, disponíveis em diversos sites ou originalmente produzido no CDTC em http://www.cdtc.org.br. O formato original deste material bem como sua atualização está disponível dentro da licença GNU Free Documentation License, cujo teor integral encontra-se aqui reproduzido na seção de mesmo nome, tendo inclusive uma versão traduzida (não oficial). A revisão e alteração vem sendo realizada pelo CDTC (suporte@cdtc.org.br) desde outubro de 2006. Críticas e sugestões construtivas são bem-vindas a qualquer tempo. Autores A autoria deste é de responsabilidade de Waldemar Silva Júnior (waldemar@cdtc.org.br). O texto original faz parte do projeto Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento, que vem sendo realizado pelo ITI (Instituto Nacional de Tecnologia da Informação) em conjunto com outros parceiros institucionais, atuando em conjunto com as universidades federais brasileiras que tem produzido e utilizado Software Livre, apoiando inclusive a comunidade Free Software junto a outras entidades no país. Informações adicionais podem ser obtidas através do email ouvidoria@cdtc.org.br, ou da home page da entidade, através da URL http://www.cdtc.org.br. Garantias O material contido nesta apostila é isento de garantias e o seu uso é de inteira responsabi- lidade do usuário/leitor. Os autores, bem como o ITI e seus parceiros, não se responsabilizam direta ou indiretamente por qualquer prejuízo oriundo da utilização do material aqui contido. Licença Copyright ©2006, Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (cdtc@iti.gov.br) . Permission is granted to copy, distribute and/or modify this document under the terms of the GNU Free Documentation License, Version 1.1 or any later version published by the Free Software Foundation; with the Invariant Chapter being SOBRE ESSA APOS- TILA. A copy of the license is included in the section entitled GNU Free Documentation License. 4
  • 7. CDTC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento Brasil/DF Sobre o CDTC Objetivo Geral O Projeto CDTC visa a promoção e o desenvolvimento de ações que incentivem a dissemina- ção de soluções que utilizem padrões abertos e não proprietários de tecnologia, em proveito do desenvolvimento social, cultural, político, tecnológico e econômico da sociedade brasileira. Objetivo Específico Auxiliar o Governo Federal na implantação do plano nacional de software não-proprietário e de código fonte aberto, identificando e mobilizando grupos de formadores de opinião dentre os servidores públicos e agentes políticos da União Federal, estimulando e incentivando o mercado nacional a adotar novos modelos de negócio da tecnologia da informação e de novos negócios de comunicação com base em software não-proprietário e de código fonte aberto, oferecendo treinamento específico para técnicos, profissionais de suporte e funcionários públicos usuários, criando grupos de funcionários públicos que irão treinar outros funcionários públicos e atuar como incentivadores e defensores de produtos de software não proprietários e código fonte aberto, ofe- recendo conteúdo técnico on-line para serviços de suporte, ferramentas para desenvolvimento de produtos de software não proprietários e de seu código fonte livre, articulando redes de terceiros (dentro e fora do governo) fornecedoras de educação, pesquisa, desenvolvimento e teste de pro- dutos de software livre. Guia do aluno Neste guia, você terá reunidas uma série de informações importantes para que você comece seu curso. São elas: • Licenças para cópia de material disponível • Os 10 mandamentos do aluno de Educação a Distância • Como participar dos foruns e da wikipédia • Primeiros passos É muito importante que você entre em contato com TODAS estas informações, seguindo o roteiro acima. Licença Copyright ©2006, Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (cdtc@iti.gov.br). 6
  • 8. CDTC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento Brasil/DF É dada permissão para copiar, distribuir e/ou modificar este documento sob os termos da Licença de Documentação Livre GNU, Versão 1.1 ou qualquer versão posterior públicada pela Free Software Foundation; com o Capitulo Invariante SOBRE ESSA APOSTILA. Uma cópia da licença está inclusa na seção entitulada "Licença de Docu- mentação Livre GNU". Os 10 mandamentos do aluno de educação online • 1. Acesso à Internet: ter endereço eletrônico, um provedor e um equipamento adequado é pré-requisito para a participação nos cursos a distância. • 2. Habilidade e disposição para operar programas: ter conhecimentos básicos de Informá- tica é necessário para poder executar as tarefas. • 3. Vontade para aprender colaborativamente: interagir, ser participativo no ensino a distân- cia conta muitos pontos, pois irá colaborar para o processo ensino-aprendizagem pessoal, dos colegas e dos professores. • 4. Comportamentos compatíveis com a etiqueta: mostrar-se interessado em conhecer seus colegas de turma respeitando-os e fazendo ser respeitado pelo mesmo. • 5. Organização pessoal: planejar e organizar tudo é fundamental para facilitar a sua revisão e a sua recuperação de materiais. • 6. Vontade para realizar as atividades no tempo correto: anotar todas as suas obrigações e realizá-las em tempo real. • 7. Curiosidade e abertura para inovações: aceitar novas idéias e inovar sempre. • 8. Flexibilidade e adaptação: requisitos necessário à mudança tecnológica, aprendizagens e descobertas. • 9. Objetividade em sua comunicação: comunicar-se de forma clara, breve e transparente é ponto - chave na comunicação pela Internet. • 10. Responsabilidade: ser responsável por seu próprio aprendizado. O ambiente virtual não controla a sua dedicação, mas reflete os resultados do seu esforço e da sua colaboração. Como participar dos fóruns e Wikipédia Você tem um problema e precisa de ajuda? Podemos te ajudar de 2 formas: A primeira é o uso dos fóruns de notícias e de dúvidas gerais que se distinguem pelo uso: . O fórum de notícias tem por objetivo disponibilizar um meio de acesso rápido a informações que sejam pertinentes ao curso (avisos, notícias). As mensagens postadas nele são enviadas a 7
  • 9. CDTC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento Brasil/DF todos participantes. Assim, se o monitor ou algum outro participante tiver uma informação que interesse ao grupo, favor postá-la aqui. Porém, se o que você deseja é resolver alguma dúvida ou discutir algum tópico específico do curso. É recomendado que você faça uso do Forum de dúvidas gerais que lhe dá recursos mais efetivos para esta prática. . O fórum de dúvidas gerais tem por objetivo disponibilizar um meio fácil, rápido e interativo para solucionar suas dúvidas e trocar experiências. As mensagens postadas nele são enviadas a todos participantes do curso. Assim, fica muito mais fácil obter respostas, já que todos podem ajudar. Se você receber uma mensagem com algum tópico que saiba responder, não se preocupe com a formalização ou a gramática. Responda! E não se esqueça de que antes de abrir um novo tópico é recomendável ver se a sua pergunta já foi feita por outro participante. A segunda forma se dá pelas Wikis: . Uma wiki é uma página web que pode ser editada colaborativamente, ou seja, qualquer par- ticipante pode inserir, editar, apagar textos. As versões antigas vão sendo arquivadas e podem ser recuperadas a qualquer momento que um dos participantes o desejar. Assim, ela oferece um ótimo suporte a processos de aprendizagem colaborativa. A maior wiki na web é o site "Wikipé- dia", uma experiência grandiosa de construção de uma enciclopédia de forma colaborativa, por pessoas de todas as partes do mundo. Acesse-a em português pelos links: • Página principal da Wiki - http://pt.wikipedia.org/wiki/ Agradecemos antecipadamente a sua colaboração com a aprendizagem do grupo! Primeiros Passos Para uma melhor aprendizagem é recomendável que você siga os seguintes passos: • Ler o Plano de Ensino e entender a que seu curso se dispõe a ensinar; • Ler a Ambientação do Moodle para aprender a navegar neste ambiente e se utilizar das ferramentas básicas do mesmo; • Entrar nas lições seguindo a seqüência descrita no Plano de Ensino; • Qualquer dúvida, reporte ao Fórum de Dúvidas Gerais. Perfil do Tutor Segue-se uma descrição do tutor ideal, baseada no feedback de alunos e de tutores. O tutor ideal é um modelo de excelência: é consistente, justo e profissional nos respectivos valores e atitudes, incentiva mas é honesto, imparcial, amável, positivo, respeitador, aceita as idéias dos estudantes, é paciente, pessoal, tolerante, apreciativo, compreensivo e pronto a ajudar. 8
  • 10. CDTC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento Brasil/DF A classificação por um tutor desta natureza proporciona o melhor feedback possível, é crucial, e, para a maior parte dos alunos, constitui o ponto central do processo de aprendizagem.’ Este tutor ou instrutor: • fornece explicações claras acerca do que ele espera, e do estilo de classificação que irá utilizar; • gosta que lhe façam perguntas adicionais; • identifica as nossas falhas, mas corrige-as amavelmente’, diz um estudante, ’e explica por- que motivo a classificação foi ou não foi atribuída’; • tece comentários completos e construtivos, mas de forma agradável (em contraste com um reparo de um estudante: ’os comentários deixam-nos com uma sensação de crítica, de ameaça e de nervossismo’) • dá uma ajuda complementar para encorajar um estudante em dificuldade; • esclarece pontos que não foram entendidos, ou corretamente aprendidos anteriormente; • ajuda o estudante a alcançar os seus objetivos; • é flexível quando necessário; • mostra um interesse genuíno em motivar os alunos (mesmo os principiantes e, por isso, talvez numa fase menos interessante para o tutor); • escreve todas as correções de forma legível e com um nível de pormenorização adequado; • acima de tudo, devolve os trabalhos rapidamente; 9
  • 12. Capítulo 1 O que é o Postfix Postfix é um software de servidor de email que tem o objetivo de ser rápido, fácil de configurar, e que é esperançosamente seguro. Ele é um MTA, com bastante robustez, desempenho e maior facilidade na manutenção e configuração. Além disso, o Postfix é capaz de emular várias funções do Sendmail, evitando assim modificações nas aplicações que utilizam o Sendmail. 11
  • 13. Capítulo 2 Plano de ensino 2.1 Objetivo Qualificar técnicos na instalação e configuração básica do Postfix. 2.2 Público Alvo Técnicos que desejam trabalhar com Postfix. 2.3 Pré-requisitos Os usuários deverão ser, necessariamente, indicados por empresas públicas e ter conheci- mento básico acerca da instalação e configuração de servidores. 2.4 Descrição O curso de Postfix será realizado na modalidade EAD e utilizará a plataforma Moodle como ferramenta de aprendizagem. Ele é composto de um módulo de aprendizado e um módulo de avaliação. O material didático estará disponível on-line de acordo com as datas pré-estabelecidas no calendário. A versão utilizada para o Postfix será a 2.0.18. 2.5 Metodologia O curso está dividido da seguinte maneira: 2.6 Cronograma • Módulo 1 Lições • Módulo 2 Avaliação Final 12
  • 14. CDTC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento Brasil/DF Todo o material está no formato de lição, e estará disponível ao longo do curso. A lição poderá ser acessada quantas vezes forem necessárias. Aconselhamos a leitura de "Ambientação do Moodle", para que você conheça o produto de Ensino a Distância, evitando dificuldades advindas do "desconhecimento"sobre o mesmo. Os instrutores estarão a sua disposição ao longo de todo curso. Qualquer dúvida deve ser dispo- nibilizada no fórum ou enviada por e-mail. Diariamente os monitores darão respostas e esclare- cimentos. 2.7 Programa • Módulo 1 – Introdução, Instalação e Configuração – Usando domínios virtuais com o Postfix – Filtros de E-Mail – POP3 e IMAP • Módulo 2 – Avaliação Final 2.8 Avaliação Toda a avaliação será feita on-line. Aspectos a serem considerados na avaliação: • Iniciativa e autonomia no processo de aprendizagem e de produção de conhecimento; • Capacidade de pesquisa e abordagem criativa na solução dos problemas apresentados. Instrumentos de avaliação: • Participação ativa nas atividades programadas. • Avaliação ao final do curso. • O participante fará várias avaliações referente ao conteúdo do curso. Para a aprovação e obtenção do certificado o participante deverá obter nota final maior ou igual a 6.0 de acordo com a fórmula abaixo: • Nota Final = ((ML x 7) + (AF x 3)) / 10 = Média aritmética das lições • AF = Avaliações 2.9 Bibliografia • Site oficial: http://www.postfix.org • Lista de discussão em Português: http://listas.softwarelivre.org/mailman/listinfo/postfix-br 13
  • 15. Capítulo 3 Introdução ao Postfix 3.1 Introdução ao Postfix O Postfix é um dos mais revolucionários servidores de e-mail já desenvolvidos. Trata-se de um robusto sistema de e-mail que possui algumas raízes do Sendmail, mas é um produto comple- tamente reformulado para as necessidades atuais da internet, pois foi criado com a preocupação em segurança, velocidade e facilidade de integração. A forma com que o Postfix é configurado permite fácil integração com outros produtos que o adicionam funcionalidades, como filtros de e-mail (AntiVírus e AntiSpam) e gerenciadores de entrega. O Postfix possui centenas de parâmetros de configuração controlados através de seu arquivo de configuração principal, o arquivo main.cf. Felizmente, a configuração padrão do Postfix já utiliza valores corretos para a maioria dos cenários de utilização. Sendo assim, poucos parâme- tros precisam ser realmente modificados para que o Postfix possa oferecer sua funcionalidade principal. Iremos tratar dos parâmetros de configuração que devem ser alterados em um arquivo de configuração padrão fornecido pela instalação do pacote Debian do Postfix. O pacote pode ser encontrado nos CDs de instalação e/ou nos repositórios de pacotes oficiais Debian. 14
  • 16. Capítulo 4 Instalação e configuração básica 4.1 Instalação Basicamente esta parte se resume em instalar o pacote que provê o Postfix. Para instalar o pacote Debian do Postfix, use o comando a seguir: #apt-get insall postfix Ao instalar o pacote Postfix, o pacote do que estiver provendo "mail-transport-agent"(Pode ser o Exim ou o Sendmail, por exemplo) será removido. Uma particularidade do pacote Debian do Postfix é que o mesmo utiliza o debconf para sua configuração inicial básica. Devido a isso, logo após instalar o pacote Postfix, o script de pós-instalação do pacote irá executar a etapa de configuração básica inicial do pacote. 4.2 Configuração básica A primeira tela a ser exibida é a tela que lhe questiona que tipo de configuração você deseja para o Postfix. Diversas configurações são possíveis, como Internet com smarthost, Internet Site, Sistema satélite, Somente local e a opção Sem configuração. Como o processo de configuração básica inicial do Postfix baseada em debconf ainda não pode gerenciar todos os parâmetros geralmente necessários, o procedimento a ser usado é se- lecionar a opção Somente local, de modo que somente algumas perguntas serão feitas e, ao terminar de respondê-las, você terá um Postfix com uma configuração que lhe permitirá enviar e receber mensagens de e para usuários locais. A maioria das distribuições Linux já provêm pacotes do Postfix com este nível de configuração. Configurações adicionais para modificar o comportamento do Postfix devem ser feitas direta- mente no arquivo de configuração principal, /etc/postfix/main.cf. Após escolher a opção Somente local, surgirá uma pergunta lhe questionando sobre qual será o Mail name padrão. O Mail name é a porção logo após o símbolo de arroba (@) dos endereços de e-mail, e será usado para compor o endereço exibido no campo "De:"das men- sagens enviadas a partir do servidor Postfix. Por exemplo, caso uma mensagem seja enviada do console do servidor pelo usuário waldemar e o Mail name esteja definido como cdtc.org.br, o destinatário da mensagem irá recebê-la e visualizar no campo "De:"desta mensagem o remetente waldemar@cdtc.org.br. 15
  • 17. CDTC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento Brasil/DF Responda "Não"para a próxima pergunta, que questiona se o Postfix deverá acrescentar o sufixo .domínio (na verdade, o que será acrescentado será .$mydomain, ou seja, o ponto mais o valor da variável $mydomain) em mensagens que contém somente um componente na porção hostname. A próxima pergunta questiona quais os domínios que o servidor Postfix deve considerar ele mesmo como sendo o destino final. Ou seja, se você acrescentar o domínio cdtc.org.br nessa listagem, o Postfix irá tentar entregar localmente todas as mensagens enviadas para endereços que contenham @cdtc.org.br no campo "Para:". Sendo assim, somente adicione nessa listagem os domínios que realmente serão hospedados no servidor Postfix sendo instalado. O padrão sugerido é o hostname totalmente qualificado (FQDN) do servidor onde o Postifix está sendo instalado. localhost.cdtc.org.br e localhost neste caso. Acrescente à essa lista os domínios para os quais você deseja que o Postfix seja o destino final. Por exemplo, caso o Postfix sendo instalado tenha que ser o destino final para os domínios cdtc.org.br e iti.br, a listagem informada como resposta à essa pergunta ficaria como: servidor.cdtc.org.br, localhost.cdtc.org.br, localhost, cdtc.org.br, iti.br Essa lista pode ser modificada posteriormente no parâmetro mydestination do arquivo /etc/postfix/main.cf. A próxima pergunta questiona para qual endereço de e-mail as mensagens enviadas para o usuário root deverão ser redirecionadas. O Postfix não entrega mensagens diretamente na caixa do usuário root, pois precisaria ser executado com priviégios de root para fazê-lo. Como isso pode ser uma falha de segurança, o padrão é definir uma conta de usuário comum para onde as mensagens destinadas ao usuário root serão enviadas. Ao definir essa conta, uma entrada será acrescentada no arquivo de aliases padrão do Postfix, o arquivo /etc/aliases, criando um alias de root para o usuário definido. Pronto! A etapa de configuração será finalizada e o Postfix será iniciado, já funcionando para o envio e recebimento de e para usuários locais. 16
  • 18. Capítulo 5 O daemon do Postfix 5.1 O daemon do Postfix Após a definição ou modificação da maioria dos parâmetros do Postfix, não é necessário reiniciá-lo por completo. Apenas um reload é necessário, o que já fará com que quaisquer modi- ficações nos arquivos de configuração do Postfix passem a ser válidas. Somente alguns parâmetros requerem que o Postfix seja reiniciado por completo (com o co- mando postfix restart, por exemplo) para que passem a ser válidos. O parâmetro inet_interfaces, do qual trataremos adiante, é um exemplo. Ao longo desse treinamento, será assumido que sempre que a definição ou modificação de um parâmetro do Postfix seja requisitada, um reload do mesmo seja executado. Quando existir a necessidade de um restart completo do Postfix, isso será explicitamente informado. Para referência, um reload do Postfix é equivalente a executar o comando a seguir: #postfix reload Um restart do Postfix, por sua vez, é equivalente a executar o comando a seguir: #postfix restart 17
  • 19. Capítulo 6 O utilitário Postconf (Gerenciamento de configurações) 6.1 O utilitário Postconf (Gerenciamento de configurações) Veremos agora a função de alguns parâmetros do Postfix no arquivo /etc/postfix/main.cf. 6.1.1 Gerenciamento das configurações Existem duas formas básicas de gerenciar as configurações do Postfix. A primeira é a mais óbvia, editando diretamene o arquivo main.cf. A segunda é através do comando postconf (con- sulte a man page para maiores detalhes). O postconf permite basicamente visualizar e editar as configurações do postfix a partir da linha de comando, sem a necessidade de utilizar um editor de texto para edição do main.cf. 6.1.2 Consultando parâmetros O funcionamento é bem simples. Para exibir todos os parâmetros que o Postfix suporta, assim como seus respectivos parâmetros configurados atualmente, digite: #postconf Isso resultará em umas 300 linhas possíveis, cada uma contando um parâmetro de configura- ção do Postfix. Os valores padrão para cada parâmetro podem ser visualizados com a opção -d do postconf, assim: #postconf -d Para direcionar sua pesquisa a um parâmetro específico, basta especificar o parâmetro na frente do comando. Por exemplo, digamos que você queira visualizar o parâmetro myhostname, utilize: #postconf myhostname Será exibido o valor atual do parâmetro myhostname. Para exibir o valor "padrão", utilize: #postconf -d myhostname 18
  • 20. CDTC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento Brasil/DF Para exibir somente os parâmetros diferentes do padrão, utilize: #postconf -n Serão exibidos os parâmetros que foram definidos no arquivo main.cf, mesmo que através do postconf. 6.1.3 Modificando parâmetros Agora vamos aprender a utilizar o postconf para modificar parâmetros de configuração sem tocar no arquivo main.cf. A sintaxe também é bem simples, basta acionar a opção -e do postconf e especificar (entre aspas, geralmente) o valor desejado para a opção: #postconf -e myhostname="servidor.$mydomain" Não se esqueça de que o caractere "$"deve ser escapado com barra invertida "¨para que o shell não interprete como uma variável de ambiente. Agora verifique as mudanças no arquivo /etc/postfix/main.cf. 19
  • 21. Capítulo 7 Configurações Gerais 7.1 RELAY O parâmetro mynetworks controla para quais endereços de IP e/ou redes o Postfix irá fazer RELAY (oferecer o serviço de envio de mensagens). Segue um exemplo de configuração do parâmetro mynetworks: mynetworks = 127.0.0.0/8, 192.168.1.0/24 No exemplo acima, o RELAY está sendo liberado para as redes 127.0.0.0/8 (rede da interface de loopback) e 192.168.1.0/24 (rede de classe C inválida de exemplo). 7.2 FQDN O parâmetro myhostname indica ao Postfix qual o hostname totalmente qualificado (FQDN) da máquina onde o Postfix está sendo implantado. O padrão é obter esse valor do hostname padrão do servidor. É importante ter o hostname definido no arquivo /etc/hosts para que o Postfix de forma geral funcione satisfatoriamente. Um exemplo de arquvivo /etc/hosts segue abaixo: 127.0.0.1 localhost.localdomain localhost 192.168.1.12 cursos.cdtc.org.br cursos Certifique-se de que o "nome curto"do servidor seja o único conteúdo do arquivo /etc/hostname (isto é espercífico do Debian) e que a saída dos comandos abaixo seja semelhante: #cat /etc/hostname cursos #hostname cursos #hostname -f cursos.cdtc.org.br #grep `hostname -f` /etc/hosts 192.168.1.12 cursos.cdtc.org.br cursos Isto garante que a configuração de nomes do servidor esteja correta. Como estamos revisando a configuração e vamos precisar utilizar o DNS, verifique também se existe uma entrada de nameserver apontando para seu próprio IP (pode ser o loopback também) no arquivo /etc/resolv.conf. 20
  • 22. CDTC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento Brasil/DF #cat /etc/resolv.conf search cdtc.org.br nameserver 127.0.0.1 Agora voltemos ao Postfix. Um exemplo de configuração do parâmetro myhostname seria: #postconf myhostname myhostname = cursos.$mydomain Constate também que o parâmetro mydomain comporta realmente o seu domínio, que deve ser a mesma saída do comando dnsdomainname #dnsdomainname cdtc.org.br #postconf -e mydomain="`dnsdomainname`" #postconf mydomain mydomain = cdtc.org.br Dessa forma, é garantido que o Postfix esteja configurado corretamente com seu FQDN. 7.3 Gerenciamento de interfaces de rede O parâmetro inet_interfaces controla em quais interfaces de rede o Postfix deverá aguardar por conexões SMTP. Caso seja necessário oferecer os serviços do daemon SMTP para todas as redes nas quais o servidor Postfix tenha uma interface de rede, defina o valor do parâmetro inet_interfaces como a seguir: inet_interfaces = all Logicamente, as restrições do parâmetro mynetworks ainda são válidas para controle de quais endereços IP e/ou redes podem fazer RELAY utilizando o Postfix, uma vez que o parâmetro inet_interfaces somente controla em quais interfaces de rede o Postfix vai ouvir. Somente no caso do servidor possuir mais de uma interface de rede é que este parâmetro começa a se tornar útil. Conforme dito, se o valor de inet_interfaces estiver definido para "all", o postfix deixará a porta SMTP (25/tcp) aberta em todas as interfaces de rede, isso inclui a interface loopback. Digamos que seu provedor possua 2 interfaces de rede (além da loopback, é claro) onde, uma fica com o IP 192.168.1.12, a outra com o IP 200.1.2.3, e não queremos oferecer os serviços do Postfix para a interface de rede com o IP 200.1.2.3. A configuração ficaria assim: inet_interfaces = 127.0.0.1, 192.168.1.12 A modificação do parâmetro inet_interfaces requer um restart do Postfix e não simples- mente um reload. 21
  • 23. CDTC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento Brasil/DF 7.4 Maildir O padrão do Postfix é utilizar o formato de caixas-postais mbox (igual ao Sendmail). Mas o Postfix pode lidar com diversos formatos de caixas-postais, dentre elas, uma boa alternativa é o formato Maildir, que organiza em uma estrutura de diretórios as mensagens de caixa-postal, tor- nando a varredura muito mais rápida. Porém, para que isso seja possível, precisamos configurar o Postfix para entregar as mensagens dos usuários locais nesse formato de caixa-postal. O parâmetro necessário é o home_mailbox, que não possui padrão definido (O que leva o Postfix a optar pelo formato mbox). Vejamos: #postconf home_mailbox home_mailbox = #postconf -e home_mailbox="Maildir/" #postconf home_mailbox home_mailbox = Maildir/ #postfix reload postfix/postfix-script: refreshing the Postfix mail system Por padrão, o Postfix entrega mensagens no formato mbox sob o diretório /var/mail (/var/spool/mail é um link simbólico para /var/mail). A configuração acima instrui o Postfix a entregar as mensa- gens dos usuários em um diretório de nome Maildir, sob o diretório pessoal de cada usuário. Não é necessário a existência prévia de um diretório de nome Maildir sob o diretório pessoal de cada usuário uma vez que o próprio Postfix se encarregará de criar tal diretório caso o mesmo ainda não exista, bem como criar a estrutura de subdiretórios necessária para a entrega das mensagens e acertar quaisquer permissões necessárias. 7.5 RELAYHOST Por vezes, é necessário encaminhar mensagens geradas localmente no servidor de men- sagens ou através da rede para que sejam entregues em outro servidor de mensagens e não localmente, assim como um SmartHost do Sendmail. Para habilitar o suporte a esse recurso, o parâmetro relayhost pode ser utilizado, configurado da seguinte forma: relayhost = [1.2.3.4]:25 Onde 1.2.3.4 é o endereço IP do servidor de mensagens para o qual as mensagens devem ser encaminhadas. O endereço IP deve ser especificado entre colchetes para evitar pesquisas DNS e agilizar o envio. Após os dois pontos, 25 representa no exemplo acima o número da porta TCP onde o servidor de mensagens remoto está ouvindo por conexões SMTP (geralmente 25). 7.6 Aliases O arquivo de aliases do Postfix é definido pelo parâmetro alias_maps. O valor padrão desse parâmetro no pacote Debian do Postfix é: alias_maps = hash:/etc/aliases 22
  • 24. CDTC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento Brasil/DF Modifique somente no caso de querer especificar um arquivo de aliases alternativo. Outro ponto importante a ser lembrado é que o Postfix possui um comando próprio para gerar a base de dados de aliases a partir do arquivo de aliases definido no parâmetro alias_maps. O comando usado para geração dessa base de dados é postalias. Segue abaixo um exemplo de utilização do comando postalias para geração da base de dados de aliases: #postalias /etc/aliases O parâmetro alias_database define qual arquivo de aliases será lido pelo Postfix para obter a lista de aliases. Em uma configuração comum o valor desse parâmetro é idêntico ao parâmetro alias_maps, que apontam para arquivos de mapa do tipo hash. Ao utilizarmos o comando postalias em um arquivo de mapa (/etc/aliases, por exemplo), será criado um arquivo binário no formato hash de mapa. Este arquivo terá o mesmo nome do arquivo de entrada, mas com a extensão ".db". No nosso exemplo (e na maioria dos casos) o arquivo binário criado pelo comando "postalias /etc/aliases"será "/etc/aliases.db". 7.6.1 Definindo um alias para o postmaster É de extrema importância definir um alias para o postmaster, uma vez que as mensagens de erro enviadas pelo Postfix recomendam relatar o problema sendo reportado para o postmaster do domínio em questão. O destino desse alias costuma ser a conta de usuário encarregado de administar o servidor de email. Adicionalmente, é um padrão estabelecido em sistemas de controle de mensagens manter um endereço no formato postmaster@dominio para receber mensagens administrativas e de usuá- rios que desejam relatar problemas ao responsável pelo gerenciamento de mensagens, inclusive usuários de outros domínios que precisem relatar um problema que possam eventualmente estar enfrentando na tentativa de se comunicar com um usuário do domínio atendido pelo Postfix. A sintaxe da definição do alias é exatamente a mesma usada na definição de um alias no MTA Sendmail. Segue abaixo um exemplo definindo um alias do postmaster para o usuário local aluno: postmaster: aluno 7.6.2 Definindo um alias para o root Da mesma forma que o alias para o postmaster, definir um alias para o root também é extre- mamente importante. Até mesmo mais importante do que o caso do postmaster, uma vez que o Postfix, por razões de segurança, não entrega mensagens diretamente na caixa postal do usuá- rio. Para que a entrega direta para o usuário root funcionasse seria necessário que o usuário Postfix pudesse gravar na caixa de mensagens do usuário root ou que o processo do Postfix fosse executado com privilégios de root. Como um dos focos do Postfix é segurança, isso não é permitido. Sendo assim, é obrigatório ter definido um alias do usuário root para um usuário comum. Esta configuração deve ser modificada e as mensagens com destino ao usuário root deverão ser entregues na conta de um usuário comum encarregado de administração do servidor ou até mesmo um grupo de usuários encarregados. Como exemplo, a seguir veremos uma linha do arquivo de aliases do Postfix que define que as mensagens destinadas ao usuário root serão entregues para o usuário aluno (o qual, logicamente, já deve existir): 23
  • 25. CDTC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento Brasil/DF root: aluno Após realizar modificações no arquivo de aliases não se esqueça de recriar os mapas de aliases com o comando "postalias /etc/aliases". 24
  • 26. Capítulo 8 Configuração de domínios virtuais 8.1 Configuração de domínios virtuais O suporte a domínios virtuais no Postfix, assim como muitos outros de seus recursos, é imple- mentado utilizando mapas de lookup. Simplificando para nossos propósitos, um mapa de lookup é onde o Postfix busca informações de equivalência de endereços de e-mail para usuários. O Postfix suporta domínios virtuais no estilo do Sendmail e em seu próprio estilo. O suporte ao estilo do Sendmail só está disponível para compatibilidade com instalações que estão sendo migradas do MTA Sendmail para o Postfix. Em novas instalações, o melhor é utilizar o formato do Postfix. Para configurar o Postfix para buscar informações de domínios virtuais no mapa de lookup correto, especifique-o na opção virtual_maps, conforme abaixo: #postconf virtual_maps virtual_maps = #postconf -e virtual_maps="hash:/etc/postfix/virtual" O arquivo /etc/postfix/virtual deve seguir o seguinte formato: cdtc.org.br Um comentário qualquer aqui aluno@cdtc.org.br aluno sidney@cdtc.org.br sydney fredao@cdtc.org.br fredao tomas@cdtc.org.br tomas iti.br Um comentário qualquer aqui aluno@iti.br aluno2 sidney@iti.br sydney2 25
  • 27. CDTC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento Brasil/DF fredao@iti.br fredao2 tomas@iti.br tomas2 A principal diferença de formato do Postfix é que os domínios devem ser separados e deve existir um cabeçalho com um comentário antes da primeira entrada para cada domínio. Para ativar as configurações, execute: #postmap /etc/postfix/virtual #postfix reload O primeiro comando cria o mapa em formato binário, /etc/postfix/virtual.db. O segundo ativa as configurações efetuadas no Postfix. O conteúdo do arquivo /etc/postfix/virtual.db, ao contrário do arquivo /etc/postfix/virtual, não pode ser lido normalmente (trata-se de um arquivo binário). O Postfix sabe como ler o arquivo binário /etc/postfix/virtual.db, o que é feito em detrimento da leitura do arquivo /etc/postfix/virtual, devido a leitura do arquivo binário ser extremamente mais rápida do que interpretar todo o arquivo, /etc/postfix/virtual, em texto puro. 26
  • 28. Capítulo 9 POP3 e IMAP 9.1 POP3 Para muitos sistemas, é inviável manter um sistema completo para uso de correio eletrônico: servidor de e-mail, checagens contra vírus, servidor de caixas postais, etc. Além, é claro, de termos o fator conexão, onde nem todas as máquinas têm condições de estar permanentemente ligadas à internet. Independente de todos estes fatores, é interessante e muito útil a possibilidade de gerenciar mensagens de correio eletrônico a partir dessas máquinas e usar o programa cliente ("mail user agent- MUA) disponível para esta tarefa. São exemplos de clientes: Outlook, KMail, Evolution, Sylpheed, pine, mutt, Netscape Messenger, entre outros. Para resolver esse problema de uso de e-mail em uma máquina menos poderosa, foram criados servidores que disponibilizam caixas postais para e-mail. O protocolo POP - Post Office Protocol — versão 3 (POP3) permite que as estações acessem essas caixas dinamicamente, de uma maneira útil. Isso significa que o protcolo POP3 é usado para permitir que estações de trabalho recuperem mensagens de e-mail de um servidor que as armazena. O protocolo POP3 não tem por objetivos permitir manipulações de mensagens no servidor. A intenção é permitir que as mensagens sejam recuperadas e então deletadas. A especificação e regulamentação do protocolo POP3 é dada pela RFC 1939 (http://www.rfc- editor.org/rfc/rfc1939.txt). 9.2 IMAP O protocolo IMAP - Internet Message Access Protocol — versão 4, revisão 1 (IMAP4 rev. 1), permite que um cliente acesse e manipule mensagens de correio eletrônico disponíveis em um servidor. Este protocolo permite a manipulação de pastas remotas, chamadas ”mailbox”, de maneira funcionalmente equivalente a pastas locais. O protocolo IMAP4rev1 também disponibiliza me- canismos capazes de fazer com que clientes offline possam ressincronizar suas pastas com o servidor. São disponibilizadas operações para criação, deleção, renomeação de mailboxes; checagem por novas mensagens; remoção permanente de mensagens; busca; recuperação seletiva de atributos, textos e partes de mensagens. As mensagens são acessadas individualmente através de números que são ou seqüenciais ou identificadores únicos para cada mensagem. 27
  • 29. CDTC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento Brasil/DF O protocolo IMAP, assim como o POP, não pode ser usado para enviar mensagens, apenas para recuperá-las. O envio de mensagens deve ser feito com o uso de um servidor SMTP, como o Postfix, por exemplo. 9.3 Servidores POP3 e IMAP Agora que já implementamos o protocolo SMTP no servidor de e-mail, pode ser necessário disponibilizar acesso remoto às caixas postais através dos protocolos POP3 e IMAP, que explica- dos anteriormente. É importante compreender que os protocolos POP3 e IMAP não são responsabilidade do MTA instalado no sistema (Sendmail ou Postfix). O suporte a esses protocolos é dado através de servidores específicos para cada um. Geralmente o serviço que provê suporte ao POP3 é o mesmo que provê suporte à IMAP. No Debian, existem diversas alternativas, mas a mais simples, funcional e com boa interação com o formato de caixas postais Maildir é o courier. Outras distribuições, como a Conectiva por exemplo, utilizam o courier por padrão. 9.4 Instalação do Courier Para instalar o courier com suporte a POP3 e IMAP no Debian, utilize o comando a seguir: #aptitude install courier-pop courier-imap Após o download, descompactação e instalação dos pacotes courier-pop e courier-imap e suas dependências, uma nota debconf será exibida, informando que o empacotamento do Courier foi totalmente revisado. Simplesmente tecle [Enter] para continuar. 9.5 Configuração do Courier Os arquivos de configuração do Courier ficam armazenados no diretório /etc/courier. A confi- guração do servidor POP é feita no arquivo /etc/courier/pop3d e a configuração do servidor IMAP é feita no arquivo /etc/courier/imapd. O arquivo /etc/courier/authdaemonrc não precisará ser modificado a menos que seja neces- sário aumentar a quantidade de daemons de autenticação iniciados por padrão, ou seja, cinco instâncias do daemon ou que sejam utilizados outros métodos de autenticação. Os valores padrões fornecidos pelos pacotes courier-pop e courier-imap já são adequados para a grande maioria das instalações. 28
  • 30. Capítulo 10 Testando o funcionamento do Servidor 10.1 Testando o funcionamento do Servidor Para testarmos o funcionamento dos daemons POP e IMAP, precisamos de uma conta válida no sistema. Vamos supor que haja uma conta "waldemar". Envie uma mensagem para o usuário utilizando o comando a seguir: #echo "Testando.." | mail -s "Teste" waldemar Após o envio da mensagem, consulte o log de mensagens do Postifix localizado no arquivo /var/log/mail.log e procure no final do arquivo por uma linha indicando a entrega da mensagem na caixa postal do usuário waldemar. Depois de verificarmos o funcionamento da entrega da mensagem, vamos utilizar o comando telnet para testar o funcionamento dos daemons de POP e IMAP. #telnet 127.0.0.1 110 Este comando estabelecerá uma conexão na porta 110/tcp. O mesmo poderia ser feito para testar o servidor IMAP (porta 143). Daí em diante, basta configurar o seu Mail User Agent (MUA) para utilizar o servidor configurado. :-p 29