Literatura jesuítica

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Apresentação sobre Literatura Brasileira, focando a obra do Padre José de Anchieta.

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Literatura jesuítica

  1. 1. Literatura Brasileira 1Literatura Brasileira 1 Literatura jesuítica José de Anchieta
  2. 2. Fichamento dos livros História Concisa da Literatura Brasileira, de Alfredo Bosi, e Literatura Brasileira, de Luiz Roncari. Para fins didáticos.
  3. 3. Também informativa, mas com fins catequéticos. Também quinhentista, mas com fundo religioso ainda mais evidenciado. Europa da época é fortemente cristã, atmosfera era totalmente religiosa. Fé ibérica e medieval.
  4. 4. Zelo pela conversão dos índios. Companhia de Jesus militava pela expansão do Cristianismo. Princípios: -- afirmação exclusiva da Igreja Católica; -- regulação da conduta dos colonos europeus; -- catequese das populações indígenas.
  5. 5. Ao lado da militância, lado contemplativo e ascético. Concepção dos jesuítas sobre os índios difere da dos colonos portugueses. Concepções conflitam em Diálogo sobre a Conversão do Gentio.
  6. 6. Questões colocadas: índios eram humanos? Descendiam de Adão? Eram animais? Tinham alma? Seria mais fácil converter um ignorante (índio) ou um arrogante (intelectual)? Ideias impediam escravização do índio. Por outro lado, cultura indígena era vista como desprezível.
  7. 7. Nóbrega é mais administrador, Cardim é mais cronista. Anchieta está mais próximo do literário. Ilha de Tenerife (1534) - Reritiba (Espírito Santo) (1597) Veio para São Paulo em 1553 Fundou, com Manuel da Nóbrega, o colégio de Piratininga.
  8. 8. Exemplo heroico de vida espiritual em condições adversas. Escreveu em português, castelhano, tupi e latim. Escreveu toda a sua obra no Brasil. Preocupação mais universalista que nativista.
  9. 9. Entre seus escritos, há os de veio mais místico, mais literários, dentro do contexto religioso. Parte da obra é relato da experiência jesuítica: Cartas, Informações, Fragmentos históricos e Sermões. Parte da obra é poesia e dramaturgia, de maior interesse literário.
  10. 10. Para Roncari, relatos, estudos teóricos e mesmo a dramaturgia formam bloco ligado ao ativismo. Já poemas voltam-se para o ascetismo contemplativo. Público do segundo bloco era diferente do do primeiro. Poemas são literariamente mais elaborados.
  11. 11. Dramaturgia ainda é fortemente catequética e pedagógica. Poemas são estruturas literárias mais independentes. Tradição literária espanhola e portuguesa. Metros breves, medida velha.
  12. 12. Visão de mundo ainda teocêntrica, alheia ao Renascimento. Visão alheia aos bens terrenos. Traço ascético, mas compensação na alegria do amor divino. Mortificação faz contraponto com elevação própria da união com Deus.
  13. 13. Recuperação da tradição popular medieval: símiles tomados às necessidades materiais, como calor, nutrição e medicamento. Alguns poemas cômicos, com glosas de motes populares. Bom domínio do Latim.
  14. 14. Composições utilizam formas clássicas da literatura latina. Uso do Latim não se relaciona ao Classicismo, em Anchieta, sendo mera influência das leituras de autores latinos. Autos possuem menor autonomia estética. Língua utilizada dependia do povo a ser doutrinado.
  15. 15. Teatro jesuítico segue tradição portuguesa do vilancico, composto em versos. Figuras fixas de Bem e Mal, anjos e demônios. Alegorias maniqueístas. Obras são misto de fatos variados, com fundo de pregação.

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