Cuidados com o corpo e a doença
na compra e transporte de
escravos

Seminário de Pesquisa
CORPO E SAÚDE NUMA PERSPECTIVA
A...
OBJETIVOS
• Geral: Discutir as visões europeias sobre
corpo e a saúde dos africanos no tráfico de
escravos e a questão das...
PREÂMBULO
• Havia cuidado com a saúde dos escravos
nos tumbeiros?
• Na hipótese afirmativa: por quê?
• Qual a origem das t...
ETAPAS DESTA APRESENTAÇÃO
1) Breve revisão bibliográfica;
2) Métodos empregados;
3) Visões e intervenções europeias
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1) BREVE REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
1) BREVE REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
• Origem e razão do
tráfico de escravos
europeu de escravos
(MENARD;
SCHWARTZ,
1996.
p.12)....
TRÁFICO ATLÂNTICO EM NÚMEROS
Escravos embarcados
Escravos desembarcados
Porcentagem de escravos
mortos na “Middle Passage”...
COSTA DA MINA

Mapa1. A África Ocidental, com enfoque na Costada Mina e suas divisões, entre os
finais do século XVII e in...
1) BREVE REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
• Historiadores debruçados sobre o tema:
Alencastro (2000), Curtin (1982), Thornton
(1998) ...
2) MÉTODOS EMPREGADOS
2) MÉTODOS EMPREGADOS
• Revisão bibliográfica;
• Pesquisa histórica de documentos
impressos e manuscritos, publicados ou
d...
3) VISÕES E INTERVENÇÕES EUROPEIAS SOBRE
OS CORPOS AFRICANOS
3) VISÕES E INTERVENÇÕES EUROPEIAS SOBRE
OS CORPOS AFRICANOS

• Recorrente descrições do corpo africano
nos escritos croni...
4) ASPECTOS DA INTERMEDICALIDADE NO
TRÁFICO DE ESCRAVOS
4) ASPECTOS DA INTERMEDICALIDADE NO
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• Enfoque da bibliografia: intermedicalidade
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4) ASPECTOS DA INTERMEDICALIDADE NO
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“Os negros são tão indispostos e enfadados de deixar a
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4) ASPECTOS DA INTERMEDICALIDADE NO
TRÁFICO DE ESCRAVOS

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fazíamos os escravos ...
5) CONSIDERAÇÕES FINAIS E DISCUSSÕES
5) CONSIDERAÇÕES FINAIS E DISCUSSÕES
• A experiência do tráfico atlântico como
“fronteira
aberta”
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interdiscipli...
CONTATO COM O CONFERENCISTA
• Vinicius Lins Gesteira
• vlins@dcc.ufba.br
• Esta apresentação está disponível em:
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FONTES HISTÓRICAS CITADAS
• BOSMAN, Williem. A new and accurate description of the coast of
Guinea, divided into the Gold,...
REFERÊNCIAS (1/2)
• CANGUILHEM, Georges. Le normal et le pathologique. Paris: Presses
Universitaires de France, coleção “G...
REFERÊNCIAS (2/2)
• GRUZINSKI, Serge. The mestizo mind. The intellectual dynamics of
colonization and globalization. Tradu...
MUITO OBRIGADO A TODAS E A
TODOS.
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  1. 1. Cuidados com o corpo e a doença na compra e transporte de escravos Seminário de Pesquisa CORPO E SAÚDE NUMA PERSPECTIVA ANTROPOLÓGICA E INTER-DISCIPLINAR VINICIUS LINS GESTEIRA PPGA/UFBA – 10 DEZEMBRO DE 2013
  2. 2. OBJETIVOS • Geral: Discutir as visões europeias sobre corpo e a saúde dos africanos no tráfico de escravos e a questão das suas técnicas sanitárias, tendo como foco a Costa da Mina e o relato do viajante Thomas Phillips. • Específicos: contextualizar o tema histórica e antropologicamente; propor a hipótese da intermedicalidade euro-africana no tráfico atlântico.
  3. 3. PREÂMBULO • Havia cuidado com a saúde dos escravos nos tumbeiros? • Na hipótese afirmativa: por quê? • Qual a origem das técnicas sanitárias empregadas?
  4. 4. ETAPAS DESTA APRESENTAÇÃO 1) Breve revisão bibliográfica; 2) Métodos empregados; 3) Visões e intervenções europeias sobre os corpos africanos; 4) Aspectos da Intermedicalidade no tráfico de escravos; 5) Considerações finais e discussões.
  5. 5. 1) BREVE REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
  6. 6. 1) BREVE REVISÃO BIBLIOGRÁFICA • Origem e razão do tráfico de escravos europeu de escravos (MENARD; SCHWARTZ, 1996. p.12). • A Costa da Mina como um dos portos mais importantes de embarque. Imagem disponível em: http://africanhistory.about.com/od/slaveryimages/ig/SlaveryImages-Gallery/SlaveShipBrookes.htm. Acesso: 08 dez 2013.
  7. 7. TRÁFICO ATLÂNTICO EM NÚMEROS Escravos embarcados Escravos desembarcados Porcentagem de escravos mortos na “Middle Passage” Duração da “Middle Passage” (em dias) 10,147,907 8,752,593 12.1% 60.2 Escravos do sexo masculino 64.6% Crianças 20.9% Extraído de: http://www.slavevoyages.org/tast/database/search.faces. Acesso: 08 dez 2013.
  8. 8. COSTA DA MINA Mapa1. A África Ocidental, com enfoque na Costada Mina e suas divisões, entre os finais do século XVII e início do século XVIII. In: BARBOT, Jean; HAIR, Paul; JONES, Adam; LAW, Robin. Barbot on Guinea: the writings of Jean Barbot on West Africa 1678-1712. Londres: Ashgate Pub Co, 1999. [adaptado e com legendas traduzidas por Nicolau Parés. Disponível no site: <http://www.costadamina.ufba.br/index.php?/conteudo/exibir/11>. Acesso: 15 set 2013.
  9. 9. 1) BREVE REVISÃO BIBLIOGRÁFICA • Historiadores debruçados sobre o tema: Alencastro (2000), Curtin (1982), Thornton (1998) e Maria Cristina Wissenbach (2009). • Aporte da antropologia histórica: Sahlins (1980). • Reflexão transdisciplinar sobre o corpo e a saúde: Canguilhem (1979) e Foucault (1968).
  10. 10. 2) MÉTODOS EMPREGADOS
  11. 11. 2) MÉTODOS EMPREGADOS • Revisão bibliográfica; • Pesquisa histórica de documentos impressos e manuscritos, publicados ou digitalizados por bibliotecas europeias. • Crítica documental e “decompilação”. • Análise qualitativa dos documentos à luz da antropologia histórica.
  12. 12. 3) VISÕES E INTERVENÇÕES EUROPEIAS SOBRE OS CORPOS AFRICANOS
  13. 13. 3) VISÕES E INTERVENÇÕES EUROPEIAS SOBRE OS CORPOS AFRICANOS • Recorrente descrições do corpo africano nos escritos cronistas: o corpo é um topos frequente. • Costa da Mina: clima e doenças. • Presença dos europeus nos fortes: mestiçagem étnica e cultural.
  14. 14. 4) ASPECTOS DA INTERMEDICALIDADE NO TRÁFICO DE ESCRAVOS
  15. 15. 4) ASPECTOS DA INTERMEDICALIDADE NO TRÁFICO DE ESCRAVOS • Enfoque da bibliografia: intermedicalidade no tráfco entre os povos europeus. • Viajante Pieter De Marees (1605): desacreditado da medicina africana. • Viajante Williem Bosman (1705): fascinado pela farmacopeia, mas crítico voraz dos médicos-sacerdotes. • Viajante Thomas Phillips: discutiremos adiante.
  16. 16. 4) ASPECTOS DA INTERMEDICALIDADE NO TRÁFICO DE ESCRAVOS • O caso do relato de Thomas Phillips: – Conduz 700 escravos, 480 homens e 220 mulheres, da Costa da Mina para a Ilha de Barbados no Caribe. – Preocupado em detalhar os traços físicos e detalhes dos negros. – Manifesta-se horrorizado com as danças dos africanos. – Reitera o combate aos médicos sacerdotes, mas agradece quando eles afastam a chuva.
  17. 17. 4) ASPECTOS DA INTERMEDICALIDADE NO TRÁFICO DE ESCRAVOS “[…] porém nosso maior cuidado de todos é o de não comprar nenhum [escravo] que estivesse infectado pela varíola, a fim de que eles não infectassem o resto a bordo a partir das feridas e bulbos para prevenir querelas e brigas entre eles, [...] então nosso cirurgião é forçado a examinar suas partes íntimas tanto de homens quanto de mulheres, com o mais detalhado exame, o que é muito vexatório, mas não pode ser omitido [.] ” (PHILLIPS, 1732, p.218).
  18. 18. 4) ASPECTOS DA INTERMEDICALIDADE NO TRÁFICO DE ESCRAVOS “Os negros são tão indispostos e enfadados de deixar a sua terra, que eles geralmente pulam para fora das canoas e dos navios para dentro do mar[...] por eles terem a mais terrível apreensão de Barbados que nós temos do inferno, embora na realidade eles vivam muito melhor lá [em Barbados] do que em seu próprio país [...] Nós tivemos cerca de 12 negros que lançaramse por conta própria e outros que privaram-se de alimentos até morrerem; pois isso é uma crença de que quando eles morrem retornam para seu próprio país e amigos de novo.” (PHILLIPS, 1732, p.219, livre tradução).
  19. 19. 4) ASPECTOS DA INTERMEDICALIDADE NO TRÁFICO DE ESCRAVOS “Nós geralmente no mar durante as tardes[,] fazíamos os escravos vir para tomar banho de sol, e dar saltos e dançar durante uma hora ou duas com nossas gaitas-de-fole, harpa e [...], pelo que exercitam-se para preservá-los em saúde; porém apesar de todo o nosso esforço, eu tive meu maior fracasso por haver grandes enfermidades e mortalidades entre eles.” (PHILLIPS, 1732, p.224, livre tradução).
  20. 20. 5) CONSIDERAÇÕES FINAIS E DISCUSSÕES
  21. 21. 5) CONSIDERAÇÕES FINAIS E DISCUSSÕES • A experiência do tráfico atlântico como “fronteira aberta” de estudos interdisciplinares. • Papel nevrálgico da saúde no tráfico atlântico; • Rumos ambivalentes das visões europeias sobre os corpos africanos; • Indícios de intermedicalidade de conhecimentos africanos para a manutenção do tráfico.
  22. 22. CONTATO COM O CONFERENCISTA • Vinicius Lins Gesteira • vlins@dcc.ufba.br • Esta apresentação está disponível em: <http://pt.slideshare.net/viniciuslins5621/cuidad os-com-o-corpo-e-a-doena-na-compra-etransporte-de-escravosppt>. • Site contendo fontes históricas sobre práticas religiosas na Costa da Mina: <www.costadamina.ufba.br>
  23. 23. FONTES HISTÓRICAS CITADAS • BOSMAN, Williem. A new and accurate description of the coast of Guinea, divided into the Gold, the Slave, and the Ivory Coasts. Londres: Knpaton, 1705. • DE MAREES, Pieter. Description et récit historial du riche royaume d'or de Guinea, aultrement nommé la Coste d'or de Mina, gisante en certain endroict d'Africque... Amsterdam: C. Claesson, 1605. • PHILLIPS, Thomas. “A journal of a voyage made in ... 1693, 1694 ... to Africa.” In: VÁRIOS. A Collection of voyages and travels some now first printed from original manuscripts, others now first published in English : in six volumes with a general preface giving an account of the progress of navigation from its first beginning. vol 6. Londres: Churchill and Churchill, 1735. p.173-239.
  24. 24. REFERÊNCIAS (1/2) • CANGUILHEM, Georges. Le normal et le pathologique. Paris: Presses Universitaires de France, coleção “Galien” , 1979. • CURTIN, Philip. Death by Migration: Europe’s Encounter with the Tropical World in the Nineteenth Century. Cambridge: Cambridge University Press, 1989. • ELTIS, David. The Volume and Structure of the Transatlantic Slave Trade: A Reassessment. In: The William and Mary Quarterly, Third Series, Vol. 58, No. 1, New Perspectives onthe Transatlantic Slave Trade (Jan., 2001), p. 17-46. Disponível em: <http://www.jstor.org/stable/2674417>. Acesso: 15 jan 2011. • FOUCAULT, Michel. Naissance de la clinique. Paris: Presses Universitaires de France, 1963.
  25. 25. REFERÊNCIAS (2/2) • GRUZINSKI, Serge. The mestizo mind. The intellectual dynamics of colonization and globalization. Tradução Deke Dusinberre. Londres: Routledge, 2002 [1999]. • MENARD, Russel; SCHWARTZ, Stuart B. “Por que a escravidão africana?” In: SZMRECSÁNYI, Tamás (org.). História econômica do período colonial. São Paulo: FAPESP, HUCITEC, 1996. p.3-19. • THORNTON, John. Africa and Africans in the Making of the Atlantic World, 1400–1800 Cambridge University Press, 1998.3 • SAHLINS, Marshall. Islands of History. Chicago: University of Chicago Press, 1985. • WIESSENBACH, Maria Cristina Cortez. Cirurgiões e mercadores nas dinâmicas do comércio atlântico de escravos (séculos XVIII e XIX) In: SOUZA, Laura de Mello e; FURTADO, Júnia Ferreira; BICALHO, Maria Fernanda (orgs.). O governo dos povos. São Paulo: Alameda, 2009. p.281300.
  26. 26. MUITO OBRIGADO A TODAS E A TODOS.

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