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  1. 1. PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE RONDÔNIA Jaru Rua Raimundo Cantanhede, Setor 02, 76.890-000 e-mail: Fl.______ _________________________ Cad. Documento assinado digitalmente em 07/07/2014 12:06:17 conforme MP nº 2.200-2/2001 de 24/08/2001. Signatário: FLAVIO HENRIQUE DE MELO:101200-2 JAR1CIVEL-13 - Número Verificador: 1003.2014.0031.3481.38463 - Validar em www.tjro.jus.br/adoc Pág. 1 de 3 CONCLUSÃO Aos 07 dias do mês de Julho de 2014, faço estes autos conclusos ao Juiz de Direito Flávio Henrique de Melo. Eu, _________ Fábio da Silva Amaral - Escrivã(o) Judicial, escrevi conclusos. Vara: 1ª Vara Cível Processo: 0002988-11.2014.8.22.0003 Classe: Ação Civil de Improbidade Administrativa Autor: Ministério Público do Estado de Rondônia Requerido: Josemar Figueira; Gerson Gomes Gonçalves DECISÃO 1- O Ministério Público do Estado de Rondônia ajuizou ação civil pública em desfavor de Josemar Fiqueira e Gerson Gomes Gonçalves, alegando que ambos quando no mandato de presidente da Câmara de Vereadores de Jaru, entre nos anos de 2011 a 2012 e de 2013 a 2014, realizaram a nomeação de cargos comissionados que não eram da direção, chefia ou assessoramento, nomeando outros ainda, quando aqueles equivocadamente contratados entravam de férias. Afirmou que na época a Câmara tinha 41 servidores, sendo que 33 em cargos comissionados e apenas 8 servidores efetivos. Afirmou que ambos agiram com dolo, praticando atos de improbidade e má-fé, violando os deveres da honestidade, imparcialidade e lealdade ao Poder Legislativo Municipal. Requereu a condenação dos requeridas as sanções cominadas no art. 11 e 12, da Lei n. 8.429/92 (fls. 03/09). Juntou documentos (fls. 10/254). Os requeridos foram notificados pessoalmente (fls. 258/259). Apenas o requerido Josemar Figueira constituiu advogado, mas apenas requereu que os prazos em dobro fossem contados, em virtude dos requeridos serem representados por procuradores diversos (fls. 262/264). Certificou-se o decurso do prazo para o demandado Gerson Gomes Gonçalves apresentar a defesa preliminar (fls. 265v). É o relatório. Inicialmente, acerca do pleito para os prazos para a defesa serem em dobro, consoante ao art. 191 do CPC, é importante se observar que a respectiva aplicabilidade se dá apenas quando constatado que os requeridos são representados por advogados diversos. Assim sendo, o prazo de notificação da Lei da Improbidade, será contado com o benefício previsto no art. 191 do CPC, o qual assegura a contagem do prazo em dobro para a parte falar nos autos, somente quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores. O que não é verificado no presente caso, pois apenas um requerido constituiu advogado, enquanto o outro permaneceu inerte. Certamente que na hipótese dos demandados serem representados por advogados diferentes, o benefício de prazo é respeitado por este Juízo, quando
  2. 2. PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE RONDÔNIA Jaru Rua Raimundo Cantanhede, Setor 02, 76.890-000 e-mail: Fl.______ _________________________ Cad. Documento assinado digitalmente em 07/07/2014 12:06:17 conforme MP nº 2.200-2/2001 de 24/08/2001. Signatário: FLAVIO HENRIQUE DE MELO:101200-2 JAR1CIVEL-13 - Número Verificador: 1003.2014.0031.3481.38463 - Validar em www.tjro.jus.br/adoc Pág. 2 de 3 constatado, pois justifica-se o princípio da isonomia e do contraditório, já que há mais dificuldades para os litisconsortes praticarem os atos processuais quando são representados por advogados distintos. Porém, não é nos casos dos autos até o presente momento. Não se aplica no neste feito, até agora, a contagem em dobro, já que não houve efetiva demonstração que os litisconsortes passivos possuem defensores diversos. Ao contrário, um dos dois demandados sequer constitui advogado no lapso concedido para apresentar defesa prévia, o que demonstra que acertadamente o cartório certificou o decurso do prazo para o demandado Gerson Gomes Gonçalves se manifestar de forma preliminar, ás fls. 265v. O requerido Josemar Figueira, manifestou-se no prazo para a defesa prévia, mas apresentou qualquer teses de defesa, ou seja, não demonstrou qualquer elemento suficiente a afastar a pretensão do Ministério Público nesta fase preliminar, deixando de apresentar documentos suficientes a elidir aqueles que acompanharam a inicial, dos quais se dá conta de haverem indícios da prática de improbidade administrativa e causa de prejuízo ao erário público. Dessa feita, extrai-se que o recebimento da peça vestibular e o consequente prosseguimento da ação viabilizará aos demandados comprovarem a inexistência dos fatos ou que estes se deram de maneira diversa. Nesse sentido é o entendimento da jurisprudência: AÇÃO CIVIL PÚBLICA - ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA - PROCESSUAL CIVIL - DEFESA PRÉVIA QUE NÃO É CONTESTAÇÃO - INTELIGÊNCIA DO ART. 17, §§ 6º, 7º, 8º, 9º E 10, DA LIA - DECISÃO QUE ACOLHE A INICIAL E DETERMINA O PROCESSAMENTO DA CAUSA NÃO RECORRIDA - PRECLUSÃO - CITADO O RÉU, TEM OPORTUNIDADE DE CONTESTAR O FEITO - AUSÊNCIA DE PREJUÍZO - FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO QUE NÃO GEROU PREJUÍZO - AFASTADA NULIDADE DAQUELA DECISÃO E DEMAIS ATOS PROCESSUAIS - USO INDEVIDO DE CARRO OFICIAL - ATO IMPROBO - PECULATO DE USO - FALTA DE PROVA DA TESE AVENTADA NO RECURSO - REFORMA DA SENTENÇA UNICAMENTE QUANTO A CAPTULAÇÃO DO ATO IMPROBO - ART. 11 DA LEI - VIOLAÇÃO A PRINCÍPIO DA ADMINISTRAÇÃO. APELO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO.17§§ 6º, 7º, 8º, 9º, 10 LIA11. A inércia do requerido, ao não interpor o Agravo de Instrumento, importou na aquiescência com o processamento da causa e com os termos daquela decisão - preclusão -, não havendo se falar em nulidade processual por ausência de fundamentação ou de publicação daquela decisão interlocutória, não estando configurado prejuízo ao recorrente, que dispunha do processo de conhecimento para desenvolver defesa contra a tese exordial, deixando de alegar, a suposta nulidade, na primeira oportunidade que lhe cabia falar nos autos. À míngua de produção de provas consistentes da tese do recorrente de que fora ao litoral, com o carro oficial, para prestar assistência a terceira pessoa necessitada, não bastando para tanto a mera declaração por escrito da suposta beneficiada, juntada ao inquérito civil, em face as demais provas em sentido contrário, não há se falar em reforma da sentença singular. (4130856 PR 0413085-6, Relator: Anny Mary Kuss, Data de Julgamento: 10/12/2007, 4ª Câmara Cível, Data de Publicação: DJ: 7530).
  3. 3. PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE RONDÔNIA Jaru Rua Raimundo Cantanhede, Setor 02, 76.890-000 e-mail: Fl.______ _________________________ Cad. Documento assinado digitalmente em 07/07/2014 12:06:17 conforme MP nº 2.200-2/2001 de 24/08/2001. Signatário: FLAVIO HENRIQUE DE MELO:101200-2 JAR1CIVEL-13 - Número Verificador: 1003.2014.0031.3481.38463 - Validar em www.tjro.jus.br/adoc Pág. 3 de 3 Verifica-se, ainda, estarem preenchidos os pressupostos e condições da ação, bem como ser adequada a via da ação civil pública. Desta forma não sendo o caso consignado no parágrafo 8° do art. 17, da Lei n° 8.429/92, nos termos do parágrafo 9° do mencionado artigo, RECEBO a petição inicial em seus próprios termos. 3- Citem-se pessoalmente todos os requeridos para, querendo, contestar a ação no prazo de 15 dias, anotando no mandado que o feito seguirá o rito ordinário. O cartório deverá se atentar ao de que, caso o requerido Gerson Gomes Gonçalves constitua advogado diferente, deverá já atender a disposição do art. 191, do CPC. 4- Apresentadas contestações com preliminares ou acompanhadas de documentos, dê-se vistas ao autor para réplica. 5- Intime-se o Município de Jaru sobre a presente ação civil pública, bem como para, querendo, ingressar no feito como parte interessada. Envie-se cópia da peça inicial. Dê-se ciência ao Ministério Público. Cumpra-se. Jaru-RO, segunda-feira, 7 de julho de 2014. Flávio Henrique de Melo Juiz de Direito RECEBIMENTO Aos ____ dias do mês de Julho de 2014. Eu, _________ Fábio da Silva Amaral - Escrivã(o) Judicial, recebi estes autos.

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