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Entrevista de Luís Vidigal à revista Visão 26/2/2015

  1. 1. :~1:íaINILI: :. 'I r ñÍííiIãüIIIÍIfift. III; Em: IVNIJIIIFÇINÉI : mI ¡V¡II_II_'I_AI, UII[_I ÂIIIAIIÍSKJINIIEÍNZIÍIÍ! CZCIIIIIWÍJ» IIIAIIIIÍIIÍ I lj| I'II'I“91:II'I: It. r 'IIIIL V/ IKIIÍIÍIIÍC 'II' . LIHLICÍIIIIIIIJ 'IIIMITIIÍIIII HPI! ” : .'IOI"II : Iíhll : ITIIIIÉII "II; *'I'*ÍI IILZIJÍIIIJIIIUIIÍ rInmRIINnII-'IHIIHII PIIIIEI| IHIITIII IIIIIIIIIIIHI IINÍCIIIKHZCXUI 'gm '›<*-'«›* v-n-i-U'Nlbz"Ut-LgLiui4vamu-nn¡ixiiq-I-PHOU ° ~ A . e 'f-; ntíiliiiíl ¡HTN I. g.§". -Ill'-'l'-I É? IÉ *É v II', 'PÍÍEÍIVHIHJIIIIII m. *- EDIÇÃO PARA GUARDAR . f __- “A . u. : iÍL-F' 1-'. ' I . " . í _ I. 9* . _ _Br_ 'IAHTIÍÍÀIÍÍTIÍITIIEÀTIÍI ~'I_¡I_. 'I1_I EII/ _ELIÀEÍV II _IVAIUIL-TIE _', Í'I*_¡Ê~"if: _I_II0I _I / . ---' j IA' , __. ... .. ..__--'~<' ; Lui-I-Igollv: .mftagluií-Inam . Io-amami ' , M _l nmiwig-«I - ! FIIMIÁQJIIIIIIIÀ-l -Iwlçilwli _ ' I I « Í _nominal g-aoIunIa-n.9;ç- ík-iiluaagzikiqln) , - Q j, I íllulliIàlllmfüfíÍlf-. IÍIIÍIIÍHÍÓ¡ 'Elm ¡M! v' _uioidi-Irt-nlñiápiaieia-nk I 11;¡ v¡ ! .|: l.I›~1-7.| 141' r J. " Ç¡ I __-¡' 1 : "Jima A? , m TR-'IFÂAIHÚ - um - wparâsonyxssc - ciíaenrEmanisxve - LL". '-'«. › DHN“HÉ¡›? 'Í. Lv». - ÊEISTEIITÀEIEIÇIÍLÓE AS NOVAS FRONTEIRAS “ pa¡ DA MEDICINA *iu/ gy -Inxureae v: "IIIIÍIH/ ~ , i ÚLIII: AÍIIIUL. : IL'. . '|'IV¡; II, ¡Ij1H_L'- 5;; 03 INOVADORES §Iã: kLL'I, Í*1.”f. v.-Ê5Í'1>Í 5 W à: QUE DOMINAM O PLANETA o I
  2. 2. e que falamos, quando falamos do . futuro do Estado, que sabe tudo Ade nós? Consultor independente _ e doutorando em e-Government, Luis Vidigal usa termos como «arquitetura informacional do Estado» e «Citizenware» com a mesma naturalidade e paixão que o levam a colecionar miniaturas de carros an- tigos. Está convicto de que «as mudanças de paradigma não se fazem numa legislatura», apesar dos estudos europeus colocarem Portugal em 2.. ° lugar ria orientação para o ci- dadão e em 3.° nas questões da transparência. O futuro constrói-se aqui e agora e compete a todos nós. > considera-se um tecnólogo. O que quer dizer isso? Se calhar digo «tecnólogo» por ser alentejano e de gostar que as máquinas trabalhem para mim. Desde miúdo que me lembro de desmontar e re- i"(' l L Í . l. ,I . (BI) Formado em Gestão e Ciência Politica. destacou-se nas áreas da tecnologia de informação. impostos e modernização administrativa, ao longo de 25 governos. Fundador da Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, foi consultor em missões internacionais para a OCDE, União Europeia e Banco Mundial, no campo de e-Government e IT Governance. LUÍSVIDIGAL SAIR I ill E montar brinquedos e, apesar 7 de querer ser arquiteto, aca- bei ligado aos computadores. Ainda não se falava em por- f_ w fxríniillííi E I I ~ tais, quando, nos anos oiten- ta, reuni 52 diretores gerais As tecnologias de informação estão a para trabalharem em colabo- . . . raçãoefoicñadoolNFoclD› desmaterializar a burocracia e a tornar a janela aberta ao Cidadão, possivel o sonho do er dirigente do _ g com ecrãtátil_ Ma, femme Estado. a modernização administrativa ã difíciltrabanrwrnamovação›o vaI dar poder real as pessoas g Estado não estava preparado. POR cLARA SOARES É Aindahojenãoestá. *g > Porque é que o Estado não está próximo das pessoas? As tecnologias estiveram sempre à margem das reformas, como a própria OCDE reco- nhece. Já não estamos na era analógica, dos papéis. Cada acontecimento de vida - ca- sar, ter um filho, criar uma empresa, emi- grar - deve poder ser certificada, em tempo real, pelos web services, na ótica do cidadão. É preciso colocar a tecnologia ao serviço do cidadão, não dos departamentos estatais, dos ministérios, das câmaras. > Usam-se tecnologias «do futuro» mas andamos todos aos papéis. .. As pessoas deviam recusar-se a preencher novos formulários. A modernização ad- ministrativa assenta no principio «uma só vez Há 15 anos, no Canadá, fizum manifes- : o contra a burocracia eletronica, por não 54 'IISÁO 26 DE FEVEREIRO DE 2015 concordar com o transpor para o digital o que se fazia no papel. Mas interessa que as- sim seja: a incerteza, o «mais ou menos>›, o «vamos ver», são um negócio. > Esse projeto existiu, há sete anos, para funcionar em pleno. sensivelmente agora. .. Será? O Governo em Tempo Real, extrapolação da Empresa na Hora, tinha como meta abolir certidões e comprovativos. Não se conseguiu. Porem, queira-se ou não, há ver- bos que estão mais associados às máquinas (contar, ordenar, conferir ou calcular) e as pessoas vão adaptar-se a isso. Precisamos de uma legislação lógica, em que muitas de- cisões sejam tomadas por computadores. Depois, é o cidadão que deve pedir, ou co- reografur, os seus dados à sua medida, não apenas o Estado. > Hoje. Isso já é possivel? Sim, mas nem sempre ao serviço do cida- dão. Veja a carta de condução: se ficar inibi- da de conduzir, bastaria um telemóvel para poder aceder e consultar diretamente esse evento, na hora, como sucede com o esta- cionamento eletrónico. Sem formulários ou documentos, apenas dados em templates, tal como com as declarações de IRS. > Depois de ter atravessado 25 governos. nunca atirou os papéis ao ar? Está desiludido? Pedi a demissão várias vezes. Recusei par- ticipar nas Lojas do Cidadão porque os processos não eram automatizados. Sem- pre lutei por uma administração pública orientada para os dados e para os eventos de vida. J á não acredito na mudança cul- tural, mas sim na dos processos. Os traba- lhadores do Estado têm de deixar de ser
  3. 3. li máquinas e estarem disponíveis para aju- dar pessoas. > O poder do cidadão. ou contribuinte, como é tratado, é ficção? Pedem-Ihe para confirmar faturas eletrônicas no portal das finanças, ninguém lhe explica porque mudou de escalão. .. Sim, acaba por ser um fiscal da administra- ção pública. Esse é o lado negro das tecno- logias. Mas as teorias atuais do novo serviço público defendem que o caminho é a gover- nação partilhada entre o Estado e o cidadão, como sucede na Austrália, Nova Zelândia e Canadá. > E na Europa? Aindaestamos no fim da vaga iniciada com Margaret Thatcher e, nos anos oitenta, Esta- do-prestador e C idadão-cliente. No Reino tem a meu respeito! Manifesto pelo lim da burocracia - Libertem o cidadão de todos os papéis que o oprimeml - Quero os serviços públicos no meu telemóvel! o Fim a todas as certidões e comprovantes! - Quero aceder a toda a informação que o Estado - Não preencho nem mais um formulário onde me peçam informação que o Estado já tem! - Quero que os organismos públicos colaborem entre si e, efetivamente, sirvam o cidadão! - Não quero continuar a ser um paquete do Estado a levar os papéis de um lado para o outro! - Quero respostas claras, transparentes e em tempo real, sem adiamentos nem incertezas! - Prefiro máquinas a cumprir regras claras do que a opacidade da corrupção humana! Unido, já não funciona. A nova lógica do join up government, juntar departamentos e ser- vir o cidadão, está a combater os interesses de quem vende aplicações informáticas e ga- nha com a separação de clientes no Estado. > Que tendências se perfilam nos próximos anos, com o crescimento tecnológico acelerado? Os processos serão automatizados. A des- materialização vai provocar redução de des- pesa pública e o cidadão não sera' mais o pa- quete do Estado. > Haverá mais controlo dos nossos dados pessoais, do seu uso indevido? Basta não dar os seus dados a terceiros. Po- rém, quando há um grupo bancário que tem o seguro com o mesmo grupo, pode haver um uso abusivo dessa privacidade. Há esta dualidade mas os níveis de segurança vão melhorar, com canais mais protegidos em relação a terceiros. > Imagina um movimento de cidadãos a reivindicar o poder partilhado? Não, mas devia existir. Hoje seria possível ter coisas que só vão existir daqui a 2o anos, porque há forças contrárias a essa tendên- cia. Não tem de ser assim. Um exemplo: nas reclamações à comissão de acesso aos docu- mentos administrativos, em quase 100% dos casos é dada razão ao cidadão. Temos de ter consciência do nosso poder cívico. m 26 DE FEVEREIRO DE 2015 VISÃO 55

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