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EQUIPE TÉCNICA                 RIMA/C - 4
1. ENTENDENDO O   EMPREENDIMENTO............................062. O PORTO DE SUAPE COMO   ALTERNATIVA   LOCACIONAL............
1 - ENTENDENDO O EMPREENDIMENTOO Empreendimento analisado e que pretende ser implantado no Porto deSUAPE, consiste de um e...
A área que ficará sob a responsabilidade da empresa PROMAR S.A será de97,40 hectares conforme se mostra na Figura 1, a seg...
QUE TIPO DE BARCOS SERÃO CONSTRUÍDOS NO ESTALEIRO ?O Estaleiro PROMAR S.A terá como ponto de partida a construção de 8 nav...
Exemplos de navios de apóio marítimo a serem construídos no      Figura 2 –                   Estaleiro    Fonte: Projeto ...
Fabricação de estruturas metálicas em ambientes protegidos;        Sistemas de acondicionamento, tratamento e descarte de ...
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Quadro 1 – Relação de unidades áreas previstas no Layout do Empreendimento  Oficina Estrutural III                      1 ...
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Quadro 5 –     Previsão de geração de resíduos sólidos durante operação                             Quantidade  Descrição ...
que, no perímetro do Empreendimento, não sejam superados os 70dB, que é omáximo estabelecido na NBR 10.151 para áreas indu...
2 - O PORTO DE SUAPE COMO ALTERNATIVA LOCACIONALSUAPE TEM CAPACIDADE FÍSICA E LOGÍSTICA PARA RECEBER MAIS UMEMPREENDIMENTO...
abertura de um leque de oferta de serviços voltados para o atendimento dasdemandas geradas em SUAPE.Esta oferta de serviço...
− Existência de boa infra-estrutura já desenvolvida na área industrial;  − Custos menores nos investimentos para implantaç...
que ao longo destes anos, o número de embarcações com bandeira brasileira(construídas no Brasil) vem aumentando e substitu...
3 - CONHECENDO A ÁREA DE IMPLANTAÇÃOFoto 2 – Panorâmica da Ilha de Cocaia desde a área do EmpreendimentoNeste caso do Esta...
Os pontos de levantamento e amostragem utilizados estão apresentados naFigura a seguir: Figura 7 –   Pontos de Amostragem ...
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Porto do Recife são fornecidas pela DHN (Diretoria de Hidrografia e Navegação- Marinha do Brasil).      BOX 1.8         Me...
mais superficial (primeiro metro) em resposta ao ciclo diurno de insolação e aograu de participação na mistura das águas d...
Já em termos de correntes marinhas na área de estudo, os resultados obtidospara as medições efetuadas nas camadas superfic...
Representação polar da intensidade e direção das correntes à superfície e no   Figura 8 –    fundo no entorno da área de i...
Os resultados obtidos mostram que a camada mais superficial (0-15cm) dossedimentos ativos do estuário dos rios Massagana e...
através de termômetro comum com escala de -20 até 60˚C, salinidade atravésde um refratômetro manual da Atago com escala de...
identificados considerados potenciais causadores de blooms tóxicos estão:Tricodesmium erytraeum, T. thiebautii, Dinophysis...
Resultado das medições de dados abióticos e clorofila a coletados na área  Quadro 7 –        estuarina do Rio Massangana e...
Foto 3 – Algas rodofíceas (Bostrychia spp) associadas a pneumatóforos de Laguncularia    racemosa na área estuarina do Rio...
Os prados de angiospermas são considerados, dentre os ecossistemasmarinhos, um dos mais produtivos, beneficiando significa...
Nas raízes, caules e ramos de árvores de mangue foi possível detectar apresença fixa de alguns cirrípedes (cracas), organi...
Foto 7 – Moluscos (Neritina virginea e Littorina angulifera) identificados na AID do empreendimento, em abril de 2010.Na p...
pesca dedicando-se a outras atividades como agricultura e turismo. A verdade éque a movimentação nas praias e nas águas e ...
MARISCÃOO mariscão, também chamado de lambreta, é um molusco de maior valor devenda no mercado local. Em uma jornada de tr...
GUAIAMUNSAbrigam-se em buracos cavados na parte alta do mangue, no limite com a terrafirme. São capturados com armadilhas ...
duas pessoas, sendo uma quem rema a jangada e outra que lança a rede àágua. O pescador lança a rede quando observa peixes ...
(Trachurus lathami) e bonito (família Scombridae). Com covo pesca-sesaramunete (Pseudupeneus maculatus), xira (Haemulon sp...
Modificação da composição do sedimento, sendo cada vez mais fino, o      que prejudica os bancos de mariscos. Mariscão não...
Manilkara salzmannii (A.DC.) H.J.Lam (maçaranduba), com aproximadamente9,0m de altura. A maçaranduba, pertence à família d...
Figura 10 – Cobertura vegetal na área de implantação do estaleiroForam lançadas 7 parcelas nos dois fragmentos de restinga...
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  1. 1. O RIMA COMPLEMENTARO presente documento foi elaborado pela Empresa MORAES &ALBUQUERQUE ADVOGADOS E CONSULTORES e corresponde ao Relatóriode Impacto Ambiental Complementar, RIMA, do projeto de “IMPLANTAÇÃO DOESTALEIRO PROMAR S.A”, que faz parte do cluster naval planejado parainstalação na zona portuária do Porto de SUAPE.Este documento corresponde ao resumo não técnico do Estudo de ImpactoAmbiental Complementar, EIAC, onde se apresentam de forma resumida osprincipais aspectos relacionados com o Empreendimento analisado, de tal formaa permitir que pessoas interessadas possam entender a proposta e asconsequências ambientais dela, sem precisar ter um conhecimento técnicoaprofundado dos assuntos abordados.No documento poderão ser consultados os aspectos mais relevantes da etapade diagnóstico, os prognósticos futuros com e sem o Empreendimento e aavaliação de impacto ambiental.Para informações mais detalhadas dos estudos realizados, deverá serconsultado o estudo principal que é o EIAC na biblioteca da CPRH ou naEmpresa SUAPE. RIMA/C - 2
  2. 2. PROTOCOLO DO DOCUMENTO A. SITUAÇÃO DE LICENCIAMENTO A) N° DE PROCESSO CPRH 7742/2010 B) ETAPA DE LICENCIAMENTO Solicitação de Licença de Instalação (LI) B. DOCUMENTO Estudo de Impacto Ambiental Complementar – EIAC A) TÍTULO do Estaleiro PROMAR S.A B) ESTRUTURA DO ESTUDO Volume 1 – Volume 2 do EIA + RIMA C) VERSÃO FINAL D) DATA 19 de novembro de 2010 C. EMPREENDEDOR A) RAZÃO SOCIAL EMPRESA PROMAR S.A B) ATIVIDADE Construção de embarcações de médio e grande porte STX Europe AS e PJMR C) COMPOSIÇÃO SOCIETÁRIA www.stxeurope.com D) TELEFONE 55 (81) 2122-3150 / 2122-3151 E) CNPJ / M.F 11.084.194/0001-77 Rua Engenheiro Antonio de Góes, nº 60, Ed. JCPM F) ENDEREÇO COMERCIAL Trade Center, 7º andar, sala 14, Pina, Recife/PE G) PESSOA DE CONTATO Dail Ferreira Cardoso – Diretor H) E-MAIL DE CONTATO dail.cardoso@stxeurope.com D. COORDENAÇÃO DO ESTUDO MORAES & ALBUQUERQUE ADVOGADOS E A) RAZÃO SOCIAL CONSULTORES Consultoria especializada nas áreas jurídica e B) ATIVIDADE ambiental C) TELEFONE (81) 3222-2802 D) CNPJ / M.F 05.942.843/0001-20 E) ENDEREÇO COMERCIAL Av. Agamenon Magalhães, n.° 2615, Empresarial Burle Marx, sala 606, Espinheiro, Recife/PE Umbelina Moraes F) PESSOA DE CONTATO umbelina@moraesealbuquerque.adv.br RIMA/C - 3
  3. 3. EQUIPE TÉCNICA RIMA/C - 4
  4. 4. 1. ENTENDENDO O EMPREENDIMENTO............................062. O PORTO DE SUAPE COMO ALTERNATIVA LOCACIONAL.......................................213. CONHECENDO A ÁREA DE IMPLANTAÇÃO....................................254. AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL .......................545 O QUE FAZER PARA MINIMIZAR OS IMPACTOS IDENTIFICADOS ? ..............................676 CONCLUSÕES DO ESTUDO ............................................73 RIMA/C - 5
  5. 5. 1 - ENTENDENDO O EMPREENDIMENTOO Empreendimento analisado e que pretende ser implantado no Porto deSUAPE, consiste de um estaleiro para fabricação de navios voltados para oapoio offshore de plataformas petroleiras principalmente. BOX 1.1 Um estaleiro é o local onde se constroem, reparam e/ou reformam embarcações de diversas finalidades como cruzeiros para turistas, barcos pesqueiros, barcos militares, barcos de transporte de carga e barcos de apoio como os que se pretende construir no estaleiro PROMAR. Os estaleiros têm que ter saída para o mar obrigatoriamente, por isso são construídos comumente anexos a portos como neste caso. Estas fábricas de barcos consistem basicamente de uma grande área plana aterrada, na qual se desenvolvem as atividades básicas de corte, dobragem e solda de aço, pintura, montagem de grandes blocos através de guindastes de grande porte e atividades complementares como montagem de motores, máquinas e toda a infraestrutura interna de um navio. Algumas atividades, como os cortes de aço e a pintura, são realizadas dentro de enormes galpões que são construídos na área. Outras atividades são realizadas a céu aberto como a montagem de blocos que em conjunto vão formando o casco e a estrutura do navio. Na industria naval, todas as atividades que se desenvolvem em terra firme se denominam como onshore e as que se desenvolvem na água, se denominam como offshore. No estaleiro igualmente, uma parte das atividades será realizada offshore, pois durante a construção e quando o navio estiver em condições de se sustentar na água, será lançado para o mar, onde será realizada grande parte do acoplamento de blocos e acabamentos.A área proposta se localiza dentro do território do Complexo Industrial Portuáriode SUAPE, mais especificamente na porção leste da Ilha de Tatuoca, estandolimitada ao norte pelo Rio Massangana, ao oeste pela vertente direita do Riachoda Cana (afluente do Massangana), ao leste pelo canal que separa Tatuoca daIlha de Cocaia e ao sul pelo Estaleiro Atlântico Sul. RIMA/C - 6
  6. 6. A área que ficará sob a responsabilidade da empresa PROMAR S.A será de97,40 hectares conforme se mostra na Figura 1, a seguir, salientando que 17hectares serão dragados para conformação do canal de navegação, restandoentão 80,0 hectares onshore para construção das facilidades do Estaleiro.Durante a primeira etapa de implantação do empreendimento serão afetados os45 hectares de terreno localizados mais para o lado sul e oeste do terreno, nãosendo requerido afetar áreas de manguezais, mas somente algumas áreas comvegetação de restinga. Figura 1 – Localização da área na Ilha de Tatuoca RIMA/C - 7
  7. 7. QUE TIPO DE BARCOS SERÃO CONSTRUÍDOS NO ESTALEIRO ?O Estaleiro PROMAR S.A terá como ponto de partida a construção de 8 naviosgaseiros, sendo 4 do tipo LPG 7000 m³ , 2 do tipo LPG 4000 m³ e 2 do tipo LPG12000 m³. Com essa demanda, o Estaleiro Promar S.A. terá sua carteira inicialde encomendas ocupada até meados de 2015. Além dos navios gaseiros, oEstaleiro Promar manterá o seu foco no segmento de construção de naviosespeciais para o mercado de Apoio Offshore, como navios Supridores, deManuseio de Âncoras, de Monitoramento por ROV, de ConstruçõesSubaquáticas, de Estimulação de Poços, entre outros.Com essas necessidades, o Empreendimento foi concebido para ser implantadogradativamente, conforme sua necessidade. Na 1ª etapa da implantação serãoocupados em torno de 45 hectares do setor oeste da área de implantação,incluindo o setor offshore que como já dito ocupa em torno de 17 hectares, nosquais foram lançadas as instalações básicas mínimas para poder executar oescopo do primeiro contrato, já assinado, de oito (8) navios gaseiros, como jámencionado. BOX 1.2 Os navios especiais de Apoio offshore cuja construção será o foco de ação do Estaleiro PROMAR S.A, desempenam uma função relevante na indústria do petróleo, pois são estas as que se aproximam dos locais de produção em mar aberto para atendimento de diferentes situações como carga, descarga, emergências dentre outras. As embarcações empregadas no Apoio Marítimo (offshore) devem possuir uma alta tecnologia e uma capacidade de manobra aprimorada para seu posicionamento próximo às unidades a serem atendidas. Este atendimento consiste no recebimento e fornecimento de granéis líquidos e sólidos (água, óleo, diesel, cimento, baritina, bentonita), operações de carga no convés, além das operações de manuseio de âncoras, reboque e S.O.S. Frota de Navios de Apoio Marítimo offshore, controlam um foco de incêndio em uma plataforma da BP no Golfo do México. RIMA/C - 8
  8. 8. Exemplos de navios de apóio marítimo a serem construídos no Figura 2 – Estaleiro Fonte: Projeto Básico PROMAR S.ACONHECENDO AS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DA INFRAESTRUTURADO ESTALEIRO PROMARAs principais características do empreendimento são apresentadas a seguir: Área industrial: entre 250.000m² e 300.000 m² na primeira etapa; Área coberta: 100.000m²; Capacidade Produtiva: 20.000 ton de aço por ano; Mão de obra direta: 1.500 postos de trabalho; Cais de acabamento: 700 metros; Área de edificação: 300m x 35m (para dois navios simultaneamente); Área de pré-edificação: 300m x 35m; Pórtico cobrindo as áreas de edificação e de pré-edificação: 2 X 150 t x 70m. Sistema de lançamento através de Load Out com dique flutuante de 150 x 40m com capacidade de içamento de 15.000 t. Tratamento, pintura e corte de chapas em processo automático fechado, com sistema de filtragem e reaproveitamento de granalha, sem poluentes. RIMA/C - 9
  9. 9. Fabricação de estruturas metálicas em ambientes protegidos; Sistemas de acondicionamento, tratamento e descarte de efluentes líquidos e sólidos de acordo com os padrões requeridos pelos órgãos ambientais. Figura 3 – Layout do EmpreendimentoA. Estacionamento veicular - B. Guarita de acesso - C. Controle de Acesso (main gate);D. Vestiários - E. Administração - F. Refeitório - G. Cabines de Pintura - H. Área de Edificação - I. Cais deAcabamento - J. Dique Flutuante - K. Pátio de Estocagem de aço -L. Oficina de processamento.O arranjo geral do projeto básico prevê a ocupação inicial de entorno de 45hectares (incluindo aproximadamente 17 hectares da dragagem do canal) dáárea, localizados do lado oeste dela, no limite confrontante com o EstaleiroAtlântico Sul. Esse setor do terreno apresenta, atualmente, cotas entre 2 e 5m,não alagáveis, as quais serão elevadas até o nível de +4,60m, coincidindo como nível atual da plataforma do Estaleiro Atlântico Sul.A área será aterrada preferencialmente com o material proveniente da dragagemdo canal de acesso, contudo, em função das necessidades de agilizar aimplantação do site, poderá ser utilizada a opção de importação de material dejazida licenciada. A área terraplenada ficará confinada pelo seu lado oeste peloEAS e pelo lado leste com o canal de navegação que dará acesso naval aoEstaleiro, e onde está prevista uma dragagem até o nível -16,0m, RIMA/C - 10
  10. 10. aproximadamente. O arranjo geral do Empreendimento mostrado na Figura 3acima, foi concebido estrategicamente para facilitar o fluxo de materiais,equipamentos, peças e matérias primas dentro da área, otimizando o percursoentre estas e minimizando as interferências com áreas de circulação. O ladonorte, onde ficará localizado o acesso terrestre do local, será delimitado pelainfraestrutura rodoferroviária prevista por SUAPE.O quadro de áreas com a discriminação das unidades a serem implantadaspode ser conferido a seguir: Quadro 1 – Relação de unidades áreas previstas no Layout do Empreendimento ALTURA / N° DE DIMENSÕES ÁREA DESCRIÇÃO PÉ DIREITO UNIDADES (m) (m²) (m) ÁREAS DE APOIO, ADMINISTRAÇÃO E LOGÍSTICA EDIFICAÇÕES Prédio Administrativo 3 4,00 83,00 x 10,00 830,00 Portaria Principal 1 4,00 25,00 x 15,00 375,00 Vestiário 1 4,50 50,00 x 37,00 1.850,00 Refeitório 1 4,50 55,00 x 33,00 1.815,00 Escritório de Produção 1 4,50 50,00 x 25,00 1.250,00 Posto Médico 1 4,50 10,00 x 25,00 250,00 ÁREAS DE APOIO E ESTOCAGEM Estacionamento de veículos 2 - 250,00 x 30,00 7.500,00 Estacionamento de equipamentos 1 - 250,00 x 30,00 7.500,00 Pátio de estocagem de aço 1 - 130,00 x 20,00 2.600,00 Pátio de estocagem de tubos 1 - 15,00 x 15,00 225,00 Pátio de andaimes 1 - 30,00 x 50,00 1.500,00 Pátio de sucatas 1 - 30,00 x 50,00 1.500,00 ÁREAS DE INFRA-ESTRUTURA DE SERVIÇOS Subestações 9 5,00 10,00 x 7,50 75,00 Central de ar comprimido 3 5,00 10,00 x 7,50 75,00 Central de Gases Industriais 1 - 20,00 x 7,50 150,00 Castelo d’água 1 20,00 7,50 x 7,50 56,25 Reservatório 1 3,00 20,00 x 10,00 200,00 Central de estocagem de Resíduos Sólidos 1 - 20,00 x 10,00 200,00 Estação de Tratamento de Efluentes líquidos 1 - 20,00 x 10,00 200,00 Sistema Viário Interno 1 - 2063,00 15,00 30.945,00 ÁREAS DE PRODUÇÃO ALMOXARIFADOS Almoxarifado de Equipamentos 1 10,00 55,00 x 20,00 1.100,00 Almoxarifado de Acabamentos 1 10,00 50,00 x 25,00 1.250,00 OFICINAS Oficina de Processamento 1 10,00 130,00 x 25,00 3.250,00 Oficina Estrutural I 1 15,00 130,00 x 25,00 3.250,00 Oficina Estrutural II 1 15,00 100,00 x 20,00 2.000,00 Oficina Estrutural III 1 20,00 165,00 x 45,00 7.425,00 Oficina de Submontagem 1 10,00 165,00 x 15,00 2.475,00 RIMA/C - 11
  11. 11. Quadro 1 – Relação de unidades áreas previstas no Layout do Empreendimento Oficina Estrutural III 1 20,00 165,00 x 45,00 7.425,00 Oficina de Submontagem 1 10,00 165,00 x 15,00 2.475,00 Oficina de Tubulação 1 10,00 55,00 x 15,00 825,00 Oficina de Módulos 1 10,00 25,00 x 15,00 375,00 Oficina de Acessórios de Aço 1 10,00 55,00 x 15,00 825,00 Oficina Mecânica 1 10,00 25,00 x 10,00 250,00 Oficina de Decapagem 1 10,00 15,00 x 15,00 225,00 Oficina de Acab. Avançado 1 15,00 25,00 x 14,00 350,00 Oficina de Carpintaria 1 10,00 25,00 x 10,00 250,00 Oficina de Elétrica 1 10,00 25,00 x 10,00 250,00 Cabines de Pintura 3 15,00 27,00 x 15,00 405,00 ÁREA DE MONTAGEM Área de edificação 1 - 80,00 x 300,00 24.000,00 Cais de acabamento 1 - 520,00 x 20,00 10.400,00 Dique Flutuante 1 - 150,00 x 40,00 6.000,00 TOTAL DE ÁREA PREVISTA 124.001,25A ETAPA DE IMPLANTAÇÃO DO ESTALEIRO PROMARA duração das obras de implantação do Estaleiro será de aproximadamente 28meses, nos quais serão aplicados os métodos construtivos tradicionalmenteutilizados em obras portuárias.Em função das restrições de acesso à área, está planejado como primeira açãoconstrutiva, a construção de um acesso rodoviário ao terreno, ou melhor, areabilitação e utilização da antiga estrada de acesso ao Estaleiro Atlântico Sul,construída igualmente durante o período de implantação do referidoEmpreendimento.O local de implantação do Canteiro de Obras ainda não foi definido, sendoobjeto do Projeto Executivo, contudo, estima-se que se dará na íntegra dentroda área destinada à construção do Estaleiro, tendo em vista que na primeiraetapa serão ocupados em torno de 25 hectares. No primeiro momento, deveráser executado um canteiro provisório em um ponto de apoio de fácil acesso, atéa disponibilização da área definitiva. BOX 1.3 As obras de implantação do Estaleiro não diferem em nada das obras portuárias convencionais, envolvendo inicialmente a limpeza do terreno incluindo com supressão de vegetação das áreas a serem ocupadas, aterramento da área para elevar o nível do terreno até uma cota acima dos níveis de maré alta, sendo que este aterramento pode ser feito com material proveniente da dragagem do canal, ou com material proveniente de jazidas externas. Nesta etapa o maior desafio é a de garantir uma fundação adequada para as estruturas, especialmente para os guindastes, dimensionados para levantar um grande número de toneladas durante as manobras de montagem do navio. Esta fundação é construída normalmente com estacas, tendo em vista que o solo na área do porto não apresenta uma boa capacidade de suporte. RIMA/C - 12
  12. 12. Estando a área terraplenada, seguem-se mais duas etapas da implantação: a primeira se refere à obra civil convencional com a construção de sistema viário galpões, prédios, pátios, etc e a segunda que se refere à montagem eletromecânica de equipamentos como guindastes e gruas. Observe-se do cronograma de implantação abaixo, que a fabricação de navios começará antes mesmo da finalização total das obras, contudo, após que todas as unidades de controle à poluição estejam finalizadas. t Figura 4 – Cronograma de implantação do Empreendimento CRONOGRAMA DE CONSTRUÇÃO DO ESTALEIRO PROMAR 2011 2012 Meses e Anos Jul Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Atividades -4 -3 -2 -1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 1) ASSINATURA DE CONTRATO COM A TRANSPETRO ok 2)CONTRATO ARRENDAMENTO DA ÁREA ok 4) LICENÇA AMBIENTAL PRÉVIA ok 5) REUNIÃO FMM 6) EFICÁCIA DO CONTRATO COM A TRANSPETRO 7) LICENÇA AMBIENTAL DE INSTALAÇÃO Cumprimento das demandas da LP (Projetos de PBA) Obtenção da LI 8) PREPARAÇÃO DA ÁREA / SERVIÇOS PRELIMINARES Projetos Básico Seleção de Empreiteira p/ Construção (com proj. executivo) Construção de Acesso Rodoviário provisório ao Terreno Limpeza do Terreno e Remoção Camada Orgânica Superficial Levantamento Topográfico da Área Sondagem Geotécnica detalhada e Análise de Solo Infraestrutura Governo (Dragagem, Acessos, Água, Esgoto...) Nivelamento do Terreno Início de Cravação de Estacas 9) PRIMEIRA LIBERAÇÃO DE RECURSOS FINANCIAMENTO 10) CONSTRUÇÃO DO ESTALEIRO Início da Construção do Estaleiro Início da Produção no Oficinas Estaleiro Patio de Aço Shot Blast Processamento Estrutura I, II, III TubulaçãoI Acessórios de Aço Módulos de Máquinas Elétrica Carpintaria Manutenção Cabines de Pintura Almoxarifado Carreira de Edificação do Navio Cais de Atracação Dique Flutuante Elaboração do Projeto básico e detalhamento Classificação do Projeto Construção do Dique Flutuante Instalações Prediais Portaria e Segurança Patrimonial Prédio da Administração Posto médico Vestiário Refeitório Estação de Tratamento Sanitário Facilidades Industriais Término da Construção do Estaleiro 11) LICENÇA AMBIENTAL DE OPERAÇÃO Cumprimento de demandas da LI (PBA, Monitoramentos, etc.) Obtenção da LO Fonte: Projeto Básico PROMAR S.Acanal de navegação até a área da PROMAR S.A. RIMA/C - 13
  13. 13. A PROMAR S.A, baseada na experiência em projetos similares, estima que nopico da obra serão gerados em torno de 1.000 empregos diretos atrelados àconstrução civil e montagem mecânica de equipamentos, envolvendo desdecargos de gerência, até operários de baixa qualificação. Nesse sentido, estima-se que durante a obra será verificada uma distribuição da seguinte forma: Quadro 2 – Previsão de mão de obra durante implantação PROFISSIONAL QUANTIDADE ESCOLARIDADE Engenheiros 10 Superior Administradores 2 Superior Técnicos 10 Técnico Encarregados 12 Primeiro Grau Operários 360 Primeiro Grau Mestre-arrais 2 Segundo Grau Motoristas (próprios) 10 Primeiro Grau Operadores de equip. 24 Primeiro Grau TOTAL 430A ETAPA DE OPERAÇÃO DO ESTALEIRO PROMARA etapa de operação do Estaleiro começa no momento em que se iniciem ostrabalhos de construção de navios no local, com contratação de mão de obra,recepção de matérias primas, transformação desta matéria prima em módulos,depois em conjuntos e finalmente em uma embarcação, através deprocedimento de corte, solda, pintura dentre outros. BOX 1.4 O porte dos estaleiros pode ser avaliado através da sua capacidade de manuseio e processamento de aço por ano. No caso do PROMAR, esta capacidade está estimada em 30.000 toneladas de aço por ano, valor este notadamente inferior às 160.000 toneladas de aço que pode processar o Estaleiro Atlântico Sul.A técnica construtiva que será implementada no Estaleiro PROMAR S.A, vemsendo desenvolvido e aprimorado pela Empresa ao longo da sua experiência naconstrução de 33 navios, só no Brasil. É um procedimento testado e consideradoadequado para ser implantado na Unidade de SUAPE.O processo todo se desencadeia a partir da elaboração de um projeto deengenharia, onde se apresenta em detalhe toda a modulação e bitolas daschapas de aço, bem como os projetos complementares elétricos, mecânicos eoutros constantes em embarcações de alta tecnologia como as que sepretendem construir no local. A partir daí se desencadeia um processo produtivo RIMA/C - 14
  14. 14. de compra de insumos, corte, solda, pintura, montagem de blocos paraconstrução do casco.Quando o casco do navio está finalizado, promove-se seu lançamento no mar,através da transferência da estrutura para uma plataforma submergível, sendoque para isso se desliza sobre trilhos com ajuda de dois rebocadores. Estandona água, realizam-se as atividades de acabamento e testes de todos osequipamentos. As Figuras a seguir ilustram a seqüência construtiva do casco donavio e sua transferência para o mar. Figura 5 – Seqüência de construção do Casco do Navio e transferência para o mar RIMA/C - 15
  15. 15. BOX 1.5 Observe-se na Figura acima que o sistema de transferência do navio para o mar é diferente daquele utilizado pelo Estaleiro Atlântico Sul. Neste caso não é utilizado o denominado “Dique Seco”, que consiste em uma enorme piscina que enche ou esvazia com água do mar, em função das necessidades do Estaleiro. Neste caso, e conforme se mostra na Figura, a tecnologia utilizada prevê o deslocamento do navio para uma plataforma submersível e logo depois para o mar.Na FASE DE OPERAÇÃO do Estaleiro PROMAR S.A, estima-se que serãogerados cerca de dois mil empregos diretos (2.000 empregos), num prazomáximo de um ano após o início de sua operação, conforme se mostra noQuadro a seguir: Distribuição de funcionários durante operação, por Grau de Quadro 3 – Escolaridade QUADRO DE FUNCIONÁRIOS POR GRAU DE ESCOLARIDADE QTD DE ÁREAS GRAU DE ESCOLARIDADE PESSOAS Básico Médio Superior ADMINISTRAÇÃO PRES./V.PRES./DIRETORES/GERENTES 10 100% SECRETÁRIA 2 100% RECURSOS HUMANOS/SERVIÇOS GERAIS 72 30% 60% 10% FINANCEIRO/CONTABILIDADE 14 50% 50% COMERCIAL 6 30% 70% PROJECT MANAGEMENT / COORDENADOR 6 30% 70% PLANEJAMETNO 25 70% 30% ENGENHARIA 38 60% 40% CONTROLE DE QUALIDADE 22 70% 30% SUPRIMENTOS 22 70% 30% ALMOXARIFADO 14 30% 60% 10% SUBTOTAL 231 11,2% 57,7% 31,1% PRODUÇÃO ADM DA PRODUÇÃO 23 30% 70% SUPERVISÃO DA PRODUÇÃO 44 90% 10% CONTRAMESTRES 139 100% OPERÁRIOS 10. TURNO 1160 80% 20% OPERÁRIOS 20.TURNO 348 80% 20% MANUTENÇÃO 55 50% 50% SUBTOTAL 1.769 69,8% 29,1% 1,2% TOTAL GERAL 2.000 63,0% 32,4% 4,6%Toda esta mão de obra estará submetida ao regime de trabalho regido pela CLT,ou seja, 44 horas de trabalho semanais, sendo que as jornadas serão de 7h às17h com uma hora de intervalo para almoço, de segunda a quinta-feira, e de 7hàs 16h, as sextas-feiras, desta forma compensando a jornada dos sábados.Deverá ser implementado um sistema de transporte alternativo para todos osfuncionários, devendo operar por cidades/bairros até o Estaleiro na vinda e oretorno, vice-versa. O Estaleiro será dotado de refeitório, sendo que todos os RIMA/C - 16
  16. 16. alimentos, tanto para o café da manhã como para as refeições diárias, almoço ejantar, deverão ser fornecidos por empresa especializada e qualificada no ramo.Em termos de FORNECIMENTO DE MATÉRIAS PRIMAS, salienta-se que oEstaleiro será abastecido via marítima e via rodoviária e ferroviária para atendersua capacidade anual de processamento de aço de 30.000 toneladas por ano,conforme discriminado no quadro a seguir: Quadro 4 – Quantitativos de insumos esperados no Estaleiro PROMAR (mensal) Descrição Unid. Origem Modo de Freqüência Previsão de transporte de chegada quantidade t Minas Gerais Rodovia / Ferrovia Bimensal 18.000 Chapas de aço São Paulo Rodovia / Marítimo t Minas Gerais Rodovia/Ferrovia Bimensal 2.000 Perfis de aço São Paulo Rodovia/Marítimo t Minas Gerais Rodovia/Ferrovia Bimensal 2.000 Tubos de aço São Paulo Chapas t Minas Gerais Rodovia Mensal 150 galvanizadas São Paulo Equipamentos, t Brasil Marítimo/ Rodovia Mensal 3.000 peças, motores, etc Exterior Fios e cabos m Rio de Janeiro Marítimo/ Rodovia Bimestral 900.000 elétricos m³ (deverá ser Rodovia Trimestral 100 Madeira compra local) Granalha de aço t São Paulo Rodovia Semestral 12.000 litros Rio de Janeiro Rodovia Mensal 150.000 Tintas São Paulo CONSUMÍVEIS Eletrodos, arames, t Minas Gerais Rodovia Mensal 1.100 outros Rio de Janeiro São Paulo Gases industriais kg (deverá ser Rodovia Mensal 150.000 (Acetileno, argônio, compra local) GLP, outros) CO2 kg (deverá ser Rodovia Mensal 2.200.000 compra local) Oxigênio m³ (deverá ser Rodovia Mensal 850.000 compra local) Óleo diesel t (deverá ser Rodovia Mensal 1.500 compra local)QUAL É A GERAÇÃO DE EFLUENTES E RESÍDUOS SÓLIDOS DURANTE AOPERAÇÃO, E QUAIS OS CUIDADOS QUE SERÃO TOMADOS ?Durante a operação do Estaleiro será verificado um fluxo constante, onde osistema é alimentado por matérias primas e consumíveis, as quais setransformam em módulos ou unidades para a indústria naval, mas também emsub-produtos que precisam ser controlados para não gerarem impactosambientais. Esses sub-produtos serão gerados nos estados: sólido em forma de resíduos sólidos; RIMA/C - 17
  17. 17. líquido em forma de efluentes; gasoso em forma de gases e vapores;Em termos de RESÍDUOS SÓLIDOS, a experiência do Empreendedor em maisde 30 navios construídos, permitiu elaborar a previsão de geração apresentadano Quadro 5, a seguir, salientando que o gerenciamento deles será feito atravésdo seguimento de procedimentos constantes no sistema de gestão ambiental doEmpreendimento. Quadro 5 – Previsão de geração de resíduos sólidos durante operação Quantidade Descrição do Resíduo gerada por Unidade Destino mês Coleta 3x por semana e Resíduos sólidos Metros 300 destino em aterro sanitário domésticos cúbicos licenciado. Reciclagem externa Lâmpadas 100 Peças realizada por empresa Fluorescentes especializada. Acondicionadas em caixas Bateria de rádios 8 Peças próprias e devolvidas ao fabricante. Tambores de óleo Tratado e reutilizado para 20 Peças combustível vazios coleta de resíduos. Água com óleo da Retida no separador de Central de separação - - água e óleo. Agua e Óleo (CSAO) Lodo + Óleo da CSAO + Coleta realizada por 1200 Litros Óleo Usado empresa especializada. Fossa séptica e caixa Metros Coleta realizada por 40 de gordura cúbicos empresa especializada. Cera utilizada no lançamento das - - - embarcações Acondicionado em caixas Resíduos Sólidos de Pequena - próprias e retirado por Serviços de Saúde quantidade empresa especializada. Tintas e solventes com - - Retornam ao fabricante. prazo vencido São retirados por empresa Trapos sujos de óleo 200 Kg especializada. Sucata ferrosa, É retirada por empresa pneumáticos, cera e 80 Toneladas especializada. eletrodos de solda É neutralizado e sua coleta Ácido utilizado da - - é realizada por empresa decapagem química especializada. Resíduos do processo 5 Toneladas Coleta realizada por RIMA/C - 18
  18. 18. Quadro 5 – Previsão de geração de resíduos sólidos durante operação Quantidade Descrição do Resíduo gerada por Unidade Destino mês de jateamento empresa especializada.Já em termos de EFLUENTES LÍQUIDOS, destaca-se que o processo produtivodo Estaleiro PROMAR S.A. terá como principais poluentes nas águasresiduárias o óxido de ferro e hidrocarbonetos (óleos e graxas). Em funçãodisso, propõe-se, como sistema de tratamento de águas, um sistema baseadoem dois processos físico-químicos: decantação e flotação. O processo deprecipitação por agentes químicos poderá ser eventualmente utilizado.O lodo gerado nesse processo será encaminhado a um aterro industrial. Oshidrocarbonetos retidos serão coletados periodicamente e acondicionados emtambores ou contêineres para posterior revenda e reaproveitamento por umaempresa autorizada pela CPRH para tal intento. A construção do separador deóleos e graxas será feito segundo o dimensionamento proposto pelas normastécnicas. O efluente tratado será descartado no meio ambiente, após sergarantido através de monitoramento ambiental que suas características sãocompatíveis com os padrões de lançamento especificados pela Resolução doCONAMA 357/05.Salienta-se que dentro das atividades do Estaleiro é preciso realizar umtratamento químico das tubulações de aço para remover a denominada “carepa”que é uma camada de óxidos que se forma na superfície do aço. Para isso, serárequerida a implantação de um processo de DECAPAGEM QUÍMICA, queconsiste no mergulho da peça de aço em uma seqüência de 5 tanques, queatravés de diferentes produtos químicos promove: o desengraxe da peça comsolução alcalina  o enxágüe da peça com água  a decapagempropriamente dita com ácido clorídrico a 15%  um novo enxágüe da peça 5 a passivação da superfície tratada com ácido fosfórico.As soluções nos tanques serão utilizadas por um período de 6 meses,aproximadamente, até se saturarem e serem coletadas por empresadevidamente licenciada.A operação do Estaleiro prevê a utilização de máquinas como guindastes,geradores diesel, veículos automotores, dentre outros que GERARÃO RUÍDOSem diversos níveis. Estima-se que estes níveis de intensidade sonora nãoultrapassem os 85 dB a uma distância de poucos metros da fonte de geração, oque estaria em concordância com a NR 15, Atividades e Operações Insalubres,que especifica uma exposição máxima de 8 horas para esse nível deintensidade sonora. Os equipamentos geradores de ruído serão dotados deabafadores. Igualmente, os geradores diesel estarão confinados em estruturasrevestidas com materiais e isolamento acústico, de tal forma que a previsão é RIMA/C - 19
  19. 19. que, no perímetro do Empreendimento, não sejam superados os 70dB, que é omáximo estabelecido na NBR 10.151 para áreas industriais durante o períododiurno.As fontes de EMISSÕES GASOSAS identificadas para a operação do Estaleirosão as decorrentes da operação de motores diesel (NOx, SOx, CO e materialparticulado). Contudo, esta emissão será de baixo porte, não devendo superar,ao nível do solo, os padrões de imissão estabelecidos pela resolução doCONAMA 003 de 1990. Já nos galpões de corte, poderá ser verificada ageração de fumos, fuligem e vapores e VOC, no caso das cabines de pintura.Para este caso está prevista a implantação de exaustores e filtros, minimizandoassim a exposição dos operários. RIMA/C - 20
  20. 20. 2 - O PORTO DE SUAPE COMO ALTERNATIVA LOCACIONALSUAPE TEM CAPACIDADE FÍSICA E LOGÍSTICA PARA RECEBER MAIS UMEMPREENDIMENTO ?Para responder este questionamento foi preciso que a equipe técnica doEIA/RIMA mergulhasse nas pesquisas voltadas à obtenção das informaçõesexistentes referentes ao planejamento futuro previsto para SUAPE. Parte-se dodiagnóstico realizado pelo EIA/RIMA do “Projeto de Ampliação e Modernizaçãodo Porto de Suape” (Pires Advogados & Consultores, 2000), associado aodiagnóstico que compõe o EIA/RIMA do Estaleiro Atlântico Sul (Multiconsultoria,2004), confrontando-os com documentos realizados recentemente, entre 2006 e2010, tais como o “Plano do Território Estratégico de Suape”, o “PlanoEstratégico de Turismo” e o “Plano de Desenvolvimento e Zoneamento deSuape, PDZ”, além de visitas e entrevistas realizadas sobre o tema no CIPS.Da análise dos mencionados estudos, conclui-se que o formato atual queapresenta o CIPS é uma etapa transitória havia um crescimento ainda maior quedeverá ocorrer na próxima década. Com efeito, o planejamento estratégico deSUAPE envolve a implantação de industrias de grande porte como a RefinariaAbreu e Lima e as empresas que entorno dela começarão a orbitar, envolve aimplantação do Cluster Naval, envolve a implantação de um terminal de minériona ilha de Cocaia com acesso rodoferroviário e ligação direta com a ferroviatransnordestina, a construção de uma estação de metró para facilitar a chegadade operários, envolve a construção de um sistema de veículo leve (VL) elétrico.Adicionalmente envolve a integração rodoviária com o sistema existente eprevisto, a exemplo do futuro Contorno rodoviário do Cabo de Santo Agostinho ea ligação com o futuro Arco Viário Metropolitano.Entorno deste crescimento de SUAPE, verifica-se o crescimento da oferta deserviços de abastecimento de água, com a ampliação do Sistema Pirapama e aprevisão de construção da Barragem do Engenho Maranhão. Verifica-setambém a ampliação do sistema de fornecimento de energia elétrica, com aprevisão de implantação de subestações e unidades termoelétricas nasproximidades de SUAPE. Verifica-se igualmente a ampliação da oferta deserviços de proteção ambiental na RMR, com empresas de coleta, recolhimentoe destinação final de resíduos industriais, de tratamento de efluentes, em fim, a RIMA/C - 21
  21. 21. abertura de um leque de oferta de serviços voltados para o atendimento dasdemandas geradas em SUAPE.Esta oferta de serviços verifica-se igualmente no campo da capacitação de mãode obra, onde a parceria entre empresa privada, prefeituras, SUAPE, entidadesfederais de ensino superior, dentre outros, vem promovendo a abertura decursos técnicos voltados para a capacitação de mão de obra local, o que éigualmente um ponto importante na análise de efeitos cumulativos doempreendimento.Diante do exposto, pode-se dizer que SUAPE possui atualmente a capacidadede absorver este novo empreendimento, não significando isto que algunsconflitos poderão ocorrer nos pontos onde os efeitos cumulativos são maisimportantes, como são a mão de obra e as condições de acesso ao local.Contudo, considerando que as propostas globais do governo do estado dedotação do porto de uma infraestrutura mais adequada deverão acontecerconforme previsto, considera-se que estes eventuais atritos serão equacionadoscom soluções que em curto prazo, deverão permitir a total inserção regional doempreendimento ora proposto.PORQUE NO PORTO DE SUAPE, QUAIS SERIAM OS BENEFÍCIOS PARA OESTADO ?Observa-se na mídia uma corrida geral de vários estados para sediar osestaleiros que em grande número vêm sendo anunciados por diferentesempresas privadas do país. A afinidade dos governos por este tipo deempreendimento está atrelada basicamente a sua capacidade de gerarempregos diretos na fase de operação, em função das característicasconstrutivas de navios. Com efeito, diferentemente das linhas de produção deveículos e outros produtos onde a robótica foi substituindo progressivamente oser humano, na fabricação de navios ainda o operário treinado é a peça chavepara os processos de corte e de solda, isto pelo fato das operações realizadasnão serem repetitivas e cíclicas.Por enquanto, e só para ilustrar a capacidade de geração de emprego deste tipode empreendimento, compare-se a Refinaria Abreu e Lima que ocupa uma áreade 600 hectares e deverá gerar durante operação em torno de 1.500 empregosdiretos. Já o Estaleiro PROMAR ocupará uma área de 80 hectares com umaprevisão de postos de trabalho com carteira assinada da ordem de 2.000. Istoem termos de indicadores mostra que a Refinaria gerará 2,5 postos de trabalhopara cada hectare ocupada, contra 25 do estaleiro para um mesmo hectare.A escolha do local para implantação da nova Unidade se deve aos seguintesfatores: − Estrutura de serviços nas áreas náutica e naval; RIMA/C - 22
  22. 22. − Existência de boa infra-estrutura já desenvolvida na área industrial; − Custos menores nos investimentos para implantação de um Estaleiro; − Mão-de-obra disponível com custos inferiores aos grandes centros urbanos; − Logística e infra-estrutura favoráveis, tais como: aeroporto, ferrovia e porto comercial próximo ao Estaleiro, bem como, disponibilidade de energia e de fornecimento de água; − A mentalidade marítima verificada na região, propiciando o melhor desenvolvimento de atividades ligadas à navegação e ao setor náutico; − Região favorável para o acesso de embarcações de médio e grande porte; − Disponibilidade de Universidades, Escolas Técnicas e de formação profissional; − Disponibilidade de área abrigada com possibilidade de acesso marítimo de bom calado; − A região Nordeste do Brasil possui incentivo fiscal do Governo Federal para investimentos através dos projetos SUDENE (benefício fiscal no Imposto de Renda).EXISTIRÁ DEMANDA PARA MAIS DE UM ESTALEIRO NO PORTO DESUAPE?O empreendimento proposto encontra justificativa na elevada demanda atual vsa insuficiente capacidade instalada de processamento de aço em estaleiros emterritório nacional. Com efeito, a Transpetro iniciou em 2005 o Programa deModernização e Expansão da Frota (PROMEF), o qual prevê a construção denavios Suezmax, Aframax, Panamax, Produtos (Claros e Escuros) e Gaseiros:PROMEF 1 (26 Navios) e PROMEF 2 (23 Navios). Neste último grupo estãoincluídos os 8 Gaseiros a serem construídos pelo Estaleiro PROMAR comocontrato de arranque do empreendimento. Até 2014, a Petrobras visa oafretamento de 146 embarcações Offshore (PSVs, AHTSs e OSRVs)construídas em território nacional. Parte destas embarcações apoiará aprodução no Pré-sal.Além disso, existem outras companhias de Petróleo, por exemplo, a OGX(http://www.ogx.com.br), que busca no mercado nacional opções paraconstrução de embarcações para logística e apoio a sua produção. Estima-seque serão necessárias vinte embarcações offshore e quatro a cinco plataformassemi-submersíveis. Para Cabotagem, estima-se 40 navios mercantes (Panamaxou menor) e para a Marinha do Brasil, quinze navios patrulha.Estas informações de contextualização estão sumarizadas no gráfico daAssociação Brasileira de Empresas de Apoio Marítimo (ABEAM), que mostra RIMA/C - 23
  23. 23. que ao longo destes anos, o número de embarcações com bandeira brasileira(construídas no Brasil) vem aumentando e substituindo as embarcaçõesestrangeiras, sendo pela curva apresentada uma tendência que deve garantirocupação total dos estaleiros até os anos de 2018 a 2020. Tendência de encomendas de embarcações para serem construídas Figura 6 – em território nacional Fonte: Associação Brasileira de Empresas de Apoio Marítimo (ABEAM), constante no projeto básico do empreendedor.O EMPREENDIMENTO VEM ATENDENDO TODOS OS TRÂMITES LEGAIS ?O Empreendimento em apreço vem seguindo rigorosamente todos os trâmiteslegais para implantação, no tocante ao órgão ambiental do Estado dePernambuco CPRH (onde se encontra na etapa de Licença de Instalação (LI).Na análise jurídica requerida no EIA, não foi identificado nenhum aspecto queconfronte com a legislação ambiental em vigor, nas escalas Federal, Estadual eMunicipal.Foto 1 – Panorâmica do acesso principal atual à Ilha de Tatuoca. RIMA/C - 24
  24. 24. 3 - CONHECENDO A ÁREA DE IMPLANTAÇÃOFoto 2 – Panorâmica da Ilha de Cocaia desde a área do EmpreendimentoNeste caso do Estaleiro PROMAR, tentou-se ser objetivo nas atividades dediagnóstico, focando principalmente nos levantamentos na Área DiretamenteAfetada – ADA. A metodologia de levantamento foi proposta e desenvolvida porcada especialista, mas seguindo um objetivo comum definido pela coordenação,notadamente que nos resultados obtidos pudessem ser identificados três tiposde informações: a história das transformações ambientais do território, oinventário ambiental com a descrição das alterações ecológicas ou ambientaisexistentes, e finalmente, a valoração do estado atual do meio ambiente. BOX 1.6 Quiçá no exista no Estado de Pernambuco um local mais estudado que o Porto de SUAPE. Com efeito, desde o ano de 2000 quando foram realizados os estudos para elaboração do EIA/RIMA de Ampliação e Modernização do CIPS, onde participaram mais de 30 consultores de diversas especialidades, vem sendo desenvolvidos ano trás ano estudos de impacto para implantação de empreendimentos em SUAPE. Este conhecimento prévio e amplo da área de implantação, é uma garantia adicional que não se terá nenhum aspecto importante que não seja considerado no diagnóstico. RIMA/C - 25
  25. 25. Os pontos de levantamento e amostragem utilizados estão apresentados naFigura a seguir: Figura 7 – Pontos de Amostragem realizados na áreaAS ÁREAS DE INFLUÊNCIA DO EMPREENDIMENTODefiniu-se como área de Influência Direta (AID) do empreendimento um recortede terreno com aproximadamente 3.640 hectares, abrangendo a totalidade dasIlhas de Tatuoca e Cocaia, a totalidade do Rio Massangana, incluindo o canalnorte e o trecho final do Rio Tatuoca. Do lado oeste, o limite da AID compartilhao limite do Cluster Naval, enquanto que do lado leste coincide com o limite RIMA/C - 26
  26. 26. oceânico do CIPS, muito embora os impactos possam estar restritos à áreaportuária.A Área de Influencia Indireta (AII) físico – biótica foi definida como sendo o limitedo CIPS, enquanto que para o meio socioeconômico considerou-se que osimpactos do empreendimento  positivos principalmente  devem-se refletirnos municípios do entorno, tendo sido considerados os municípios de Cabo,Ipojuca, Escada, Jaboatão, Moreno, Sirinhaém e Rio Formoso. BOX 1.7 As áreas de influência correspondem a aquelas que poderão ser impactadas de forma positiva ou negativa, com a implantação ou operação do empreendimento. A área de implantação corresponde à ÁDA (Área Diretamente Afetada), depois vem a AID (Área de Influência Direta) na qual o diagnóstico é feito com base em estudos diretos de campo, e finalmente, vem a Área de Influência Indireta (AII) na qual os impactos acontecem com menor intensidade, e onde as pesquisas se desenvolvem principalmente através da consulta de documentos existentes.AS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DA ÁREAA região de Suape experimenta clima tropical, quente e úmido, Ams’, segundo osistema Köppen de classificação climática. A temperatura do ar é elevada, commédia anual variando de 22 a 26ºC. A precipitação total acumulada situa-seentorno de 2000 mm, com estação chuvosa no período de março a agosto comuma precipitação média mensal de 250 mm. Os meses mais chuvosos sãonormalmente os de maio, junho e julho, quando a precipitação mensal podeatingir 400-500 mm. Na área do Complexo Estuarino de Suape, predominam osventos alísios com intensidade média anual de 2,2 m.s-1. Os ventos maisfreqüentes (72%) sopram do setor E-SSE, alternando para o setor N-ENEdurante cerca de 20% do tempo, seguidos por ventos de NE (26%) (Consuplan,1992).Regime das MarésAs marés na Terra resultam do efeito combinado da atração gravitacionalexercida por corpos celestes, em particular Lua e Sol e da força centrípetaresultante de seus movimentos relativos. Ainda contribuem para estesmovimentos os efeitos meteorológicos como os ventos e as mudanças depressão barométrica.As marés em áreas costeiras e estuarina podem ser modificadas pela descargafluvial e pela morfologia local do fundo marinho. As marés no Porto de Suapesão mesomarés (Davies, 1964) com altura média de sizígia de 2,0 m e alturamédia de quadratura de 0,9 m (DHN, 2010) do tipo semidiurna, apresentandoduas preamares e duas baixa-mares por dia lunar, com pouca inequalidadediurna e um período de cerca de 12,42 horas. Previsões regulares das marés no RIMA/C - 27
  27. 27. Porto do Recife são fornecidas pela DHN (Diretoria de Hidrografia e Navegação- Marinha do Brasil). BOX 1.8 Mesomaré – Maré que apresenta amplitude (diferença entre a maré cheia e a seca) entre 2 e 4m. Maré de Sizígia – Maré de grande amplitude, influenciada pelo alinhamento do sol e a lua em relação á terra. Maré de Quadratura - Maré de pequena amplitude, que se segue ao dia de quarto crescente ou minguante.Hidrologia, hidrodinâmica e qualidade d’águaAs características hidrológicas dos ambientes costeiros e estuarinos refletem erespondem a fatores como cobertura vegetal, ação dos ventos, marés, aportesde água doce do continente, lançamento de efluentes e resíduos e da batimetriae morfologia do ambiente e estão dentre os principais fatores que limitam econdicionam a flora e fauna aí existentes.Visando caracterizar a qualidade das águas estuarinas na região de entorno daárea prevista para a instalação do Empreendimento e conhecer os padrões dedistribuição de suas características, perfis verticais da distribuição datemperatura, salinidade e da capacidade de retroespalhamento ótico, foramobtidos com perfilador CTD Seabird19 munido de sonda OBS da D&AInstrument, desde a superfície até próximo ao fundo em 7 pontos do sistema.Adicionalmente, amostras de água da camada superficial foram obtidas comuma garrafa tipo Nansen, acondicionadas, preservadas e transportadas paralaboratórios especializados para determinação dos teores de oxigênio dissolvido,demanda bioquímica de oxigênio, pH e da concentração de coliformes totais efecais.Paralelamente, medições instantâneas da intensidade e da direção dascorrentes foram efetuadas em 2 níveis de profundidade (próximo à superfície epróximo ao fundo), nas mesmas 7 estações, com uso de correntômetroSensordata SD30, para permitir caracterizar o padrão de circulação das águasna área de influência direta do Empreendimento.As medições in situ foram realizadas de Dez/2009 a Jan/2010 durante o períodode estiagem e de modo a representarem os estágios de preamar, baixa-mar,enchente e vazante de uma maré de sizígia.Os resultados das análises permitiram verificar que ao longo da área estudada,a coluna d’água apresenta-se bem misturada, com temperatura média de 29,0ºC e variando em geral entre 28,5 ºC e 29,5 ºC e à superfície, entre 26,5 ºC e32,4 ºC. As flutuações de temperatura de 2-6 ºC são verificadas na camada RIMA/C - 28
  28. 28. mais superficial (primeiro metro) em resposta ao ciclo diurno de insolação e aograu de participação na mistura das águas da drenagem continental.Nas sete estações amostradas, a salinidade das águas apresentou-se elevada,com valores médios de 36,1 e variáveis de 2,0 a 39,1 (camada mais superficial)e mais freqüentemente (abaixo de 1 m de profundidade) entre 35 e 36. Osregistros de salinidade obtidos indicam um domínio das águas marinhas na área,que apresentam tipicamente salinidades de 35-37 e a restrição da influência dabaixa descarga fluvial do período de estiagem ao primeiro metro da colunad’água.Os sensores de retroespalhamento ótico (OBS) são mini nefelometros capazesde medir a quantidade de radiação infravermelha retroespalhada pelaspartículas presentes na coluna d’água. Sendo assim, a leitura do aparelho é umindicativo da quantidade de partículas na água, que por sua vez se relacionacom a turbidez.Os valores de OBS medidos em toda a área e ao longo da coluna d’água foramsempre extremamente reduzidos, variando de 2 a 10 unidades, valorescomparáveis aos encontrados em marinhas claras. Na camada mais superficial(primeiros 1-2 metro), no entanto, as concentrações de partículas em suspensãoforam mais elevadas, com valores de OBS de 10-200 unidades, mas bastanteinferiores aos valores de 200-800 unidades, relatados para águas superficiais doRio Ipojuca (MULTICONSULTORIA, 2004).Os baixos valores da capacidade retroespalhamento ótico encontradas noslevantamentos realizados no período de estiagem, confirmam igualmente omaior domínio das águas marinhas e o baixo aporte de sedimentos carreadospelos Rios Massangana e Tatuoca naquele período. Valores relativamentereduzidos, também próximos ao fundo, indicam baixa capacidade deressuspensão do material de fundo, mesmo durante os estágios de maiordinâmica (enchente e vazante).Em termos de parâmetros de qualidade d’água, destaca-se que nas seteestações amostrais, os valores do pH mantiveram-se na faixa alcalina, variandoentre 7,6 e 8,0 durante a baixa-mar e entre 7,0 e 8,0, durante a preamar,quando é maior a influência das águas marinhas. Já os teores de oxigêniodissolvido, medidos nas estações 1 a 7, oscilaram entre 2,8 mL.L-1 e 4,3 mL.L-1,durante a baixa-mar, e entre 4,3 e 4,9 mL.L-1, durante a preamar, indicando umcerto nível de depleção nas águas do Rio Massangana (estações 1 a 4) evalores mais próximos aos de saturação nas estações 5 a 7 que recebem maiorinfluencia marinha.Os valores da demanda bioquímica de oxigênio para a área de estudo foramrelativamente reduzidos e variaram, ao longo do ciclo das marés entre 0,2 e 1,1mL.L-1. A concentração de coliformes totais e fecais nas águas superficiais àsestações 1 a 7, foi reduzida, com valores sempre iguais ou inferiores a 20NMP/100mL, indicando um baixo nível de contaminação por esgoto. RIMA/C - 29
  29. 29. Já em termos de correntes marinhas na área de estudo, os resultados obtidospara as medições efetuadas nas camadas superficiais e de fundo (Figura 8), sãoapresentados sob forma vetorial, onde a direção da corrente é referida ao norteverdadeiro e a intensidade da corrente, proporcional ao comprimento das setas. Representação polar da intensidade e direção das correntes à superfície e no Figura 8 – fundo no entorno da área de instalação do Estaleiro PROMAR S.A RIMA/C - 30
  30. 30. Representação polar da intensidade e direção das correntes à superfície e no Figura 8 – fundo no entorno da área de instalação do Estaleiro PROMAR S.AAs maiores intensidade de correntes estão associadas aos estágios de vazantee baixa-mar, quando as drenagens fluvial e correntes de maré apresentammesmo sentido. Na região prevista para abertura do fosso permanente doEstaleiro as correntes são menos intensas, variando de 5 a 17,6 cm.s-1 àsuperfície e de 1,6 a 10,6 cm.s-1 próximo ao fundo.SedimentologiaAs características granulométricas dos sedimentos existentes no entorno daárea do empreendimento foram determinadas das amostras coletadas em quatro(4) pontos do Estuário conforme se mostra na Figura 7. RIMA/C - 31
  31. 31. Os resultados obtidos mostram que a camada mais superficial (0-15cm) dossedimentos ativos do estuário dos rios Massagana e Tatuoca tem predominânciade sedimentos lamasos, enquanto em que a fração areia aumento com aprofundidade, conforme se mostra no quadro a seguir: Variação granulométrica de amostras Quadro 6 – de sedimentos superficiais da AID Ponto Coleta Cascalho Areia Lama % % % P4 2,48 8,59 88,93 P3 0,00 71,27 28,74 P2 0,13 38,53 61,35 Fonte: Coletas expeditas de campoAs análises nas amostras de sedimento incluíram também a determinação dasconcentrações dos principais metais. Como primeiro resultado, destaca-se queos valores das concentrações de todos os metais estão abaixo do Nível 1 daResolução do Conama 344 de 2004, porém, quando comparados com osresultados de outros estudos (Chagas 2003 e EAS, 2007) verifica-se umatendência crescente que deve ser observada pelo porto de Suape. Em qualquercaso e mesmo exibindo uma tendência crescente, os resultados indicam que osníveis atuais de metais traço e hidrocarbonetos (HPA e HTP) em solos esedimentos superficiais do CIPS encontram-se abaixo da média dos valoresencontrados em outras áreas portuárias no Brasil e no mundo.OS PRINCIPAIS ASPECTOS DA BIOTA AQUÁTICA DA AIDMicrobiota Aquática na AIDPara identificar os organismos da fauna e flora aquáticas presentes na áreacosteira adjacente ao Complexo Industrial Portuário de Suape (CIPS) foirealizado um trabalho de campo envolvendo coletas de amostras, observações eregistro in loco, no dia 1/4/2010. A amostragem do plâncton ocorreu em 4 pontospreviamente demarcados (Figura 7) a partir de uma embarcação, nos períodosde baixa-mar (pela manhã) e preamar (à tarde), em maré de sizígia, cobrindotoda Área de Influência Direta (AID) do Empreendimento. Na coleta foi utilizadauma rede de plâncton de 1m de comprimento, 30cm de boca e malha de 65µm,com um tempo de arrasto de 3 minutos realizado contra a corrente. Após osarrastos, as amostras foram acondicionadas em recipientes de plástico comtampa rosqueada com capacidade de 200ml contendo formol a 4%.Anteriormente aos arrastos, foram aferidos dados de profundidade local porintermédio de uma ecossonda manual digital da Plastimo, temperatura da água RIMA/C - 32
  32. 32. através de termômetro comum com escala de -20 até 60˚C, salinidade atravésde um refratômetro manual da Atago com escala de 0 a 100‰ e transparênciada água pelo uso do disco de Secchi, seguro por um cabo graduado em cm.Os organismos do macrobentos foram identificados e devidamente registrados insitu ao longo do percurso entre os pontos de amostragem e ainda a partir deuma prospecção na Ilha de Cocaia e na margem esquerda do Rio Massanganapróximo à foz. BOX 1.9 Fitoplâncton – Organismos vegetais, de vida livre, em geral microscópicos que flutuam no corpo de águas marinhas, ou doces, sendo os grandes responsáveis pela produção primária em ambiente marinho. Zooplâncton - Conjunto de animais suspensos (flutuadores) ou que nadam na coluna de água, em geral microscópicos, com pequena capacidade de locomoção. Bentos – Conjunto de organismos microscópicos que habita nos sedimentos do fundo marinho. Clorofila – Grupo de pigmentos presentes nas plantas que lhes confere a cor verde. É a molécula responsável pela conversão da energia luminosa em energia química, dentro do processo de fotossíntese.O resultado das análises do fitoplâncton presente nas amostras coletadasindicou a presença de 63 táxons, sendo 43 espécies e 20 gêneros, divididos nasDivisões Cyanophyta, Euglenophyta, Dinophyta, Bacillariophyta e Chlorophyta.Os valores encontrados expressam um esforço de coleta único, em baixa-mar epreamar, que evidentemente não revelam as variações sazonais quecondicionam as flutuações do fitoplâncton e zooplâncton, não permitindo,portanto, comparações amplas com resultados anteriores.Das cinco Divisões encontradas a Bacillariophyta (diatomáceas) foi a que maiscontribuiu para riqueza florística do fitoplâncton local, sendo responsável por60% de todos os táxons identificados, correspondendo a um total de 38organismos. A Divisão Dinophyta (dinoflagelados) e a Cyanophyta (cianofíceas)ambos com 8 táxons corresponderam a 13% dos indivíduos.A partir da análise ecológica das espécies registradas observou-se umpredomínio de organismos marinhos neríticos (32%), seguidos por espéciesoceânicas (30%), ticoplanctônicos (19%), estuarinas (12%) e, em menorproporção, comparando a composição da microflora encontrada com os estudosrealizados anteriormente na área, observa-se que existe uma similaridade comrelação à ocorrência de várias espécies identificadas no presente trabalho. Noque diz respeito a espécies bioindicadoras de ambiente estuarino identificadas eencontradas também em outros trabalhos realizados na área (Koening et al.,2002; PIRES, 2000) estão: Bacillaria paxillifer, Climacosphaenia moniligera,Coscinodiscus centralis, Chaetoceros curvisetus, C. lorenzianus, Cylindrothecaclosterium, Merismopodia punctata e Oscillatoria princeps. Entre os táxons RIMA/C - 33
  33. 33. identificados considerados potenciais causadores de blooms tóxicos estão:Tricodesmium erytraeum, T. thiebautii, Dinophysis caudata, Pseudonitzschiapungens. A presença de euglena sp. nas amostras é um indicativo deeutrofização, uma vez que as espécies desse gênero são encontradas em locaisonde há alta concentração de matéria orgânica.Quantitativamente, ficou evidente o impacto que as dragagens exercem nodesenvolvimento dos produtores primários na área do ponto 2. Neste local, tantona baixa-mar quanto na preamar, a riqueza de espécies identificadas foi inferioraos demais pontos (Figura 9). Riqueza de táxons do fitoplâncton identificado nas amostras Figura 9 – coletadas na AID do empreendimento. 34 N° de Espécies identificadas 32 30 28 26 24 22 20 18 16 14 12 P1BM P2BM P3BM P4BM P1PM P2PM P3PM P4PM Ponto de Coleta/MaréEm todos os grupos de microalgas a clorofila “a” está presente, sendo opigmento fotossintetizante mais importante. Sua quantificação é um dosmétodos mais preciso e de baixo custo, possibilitando determinar a biomassafitoplanctônica, bem como avaliar a comunidade dos produtores primáriosaquáticos. No presente estudo, os teores de clorofila a variaram de um mínimode 0,38 mg.m-3, registrado no P1PM, a um máximo de 3,40mg.m-3, no P4BM. Aconcentração média para o período de baixa-mar foi 2,04 e 0,79 mg.m-3 para apreamar (Quadro 7). A partir desses valores de biomassa fitoplanctônica épossível inferir que o ambiente, no geral, não apresenta indicativo deeutrofização, ou seja, apresenta um padrão de mesotrofia na baixa-mar eoligotrofia na preamar.Resumem-se a continuação os dados obtidos para parâmetros abióticos e paraa biomassa de clorofila a (Quadro 7). RIMA/C - 34
  34. 34. Resultado das medições de dados abióticos e clorofila a coletados na área Quadro 7 – estuarina do Rio Massangana e entorno das Ilhas de Tatuoca e Cocaia em abril de 2010. Data Hora Local Prof. (m) Secchi Temp. Salin. Maré Clorofila a -3 (m) (ºC) (‰) (mg.m ) 01/04/10 09:25 P1 4,00 1,10 29,50 36,00 BM 1,77 01/04/10 10:00 P2 2,00 0,55 30,00 36,00 BM 1,28 01/04/10 10:35 P3 7,50 0,90 30,00 32,00 BM 1,74 01/04/10 11:10 P4 7,50 0,70 30,00 32,00 BM 3,40 01/04/10 17:20 P1 7,00 2,50 29,00 39,00 PM 0,38 01/04/10 16:50 P2 3,50 0,60 29,50 38,00 PM 0,77 01/04/10 16:30 P3 9,00 2,00 29,50 39,00 PM 0,55 01/04/10 16:10 P4 8,50 1,00 30,50 35,00 PM 1,48Quanto aos organismos do zooplâncton identificados nas amostras, foramregistrados representantes dos grupos Tintinnina, Foraminifera, Rotifera,Nematoda, Mollusca, Annelida, Crustacea (outros), Crustacea (Copepoda),Echinodermata e Chordata. No total, foram identificados 51 táxons,considerando-se a menor unidade possível para cada grupo, tendo-sedestacado os Copepoda, com 18 espécies e Tintinnina com 13.O meroplâncton, formado por estágios de organismos bentônicos e nectônicos,que passam apenas parte do ciclo de vida na coluna d’água como plâncton, foipredominante principalmente nas amostras de BM, enquanto o holoplâncton,formado pelos organismos plânctonicos que passam todo o ciclo de vida nacoluna d’água, predominou nas amostras de PM e no P1_BM. A predominânciade organismos meroplanctônicos nas amostras de BM ocorre, uma vez que énesse momento que esses organismos são exportados para a área costeiraadjacente ao estuário, afetando as teias alimentares pelágicas marinhas. Issoacontece com diversos organismos do zooplâncton, como por exemplo, aslarvas de crustáceos decápodes.Macrobiota Aquática na AIDA partir das prospecções realizadas na baixa-mar foi possível registrar algumasespécies de macroalgas representadas pelas três Divisões: Rhodophyta,Chlorophya e Ochrophyta. Esses organismos foram encontrados no ambiente,fixados em rochas (epilíticas), vegetação (epífitas) e sobre areia ou lama(episâmicas). O “Bostrychietum”, constituído pela associação entre macroalgas eas raízes de mangue, está representado principalmente pelas rodofíceas(Bostrychia caliptera, B. leprieurii e B. radicans) e foi registrado nospneumatóforos de Avicennia schaueriana e Laguncularia racemosa (Foto 3). RIMA/C - 35
  35. 35. Foto 3 – Algas rodofíceas (Bostrychia spp) associadas a pneumatóforos de Laguncularia racemosa na área estuarina do Rio Massangana.Fixadas na areia, uma grande quantidade de espécies feofíceas foi encontradanas adjacências da Ilha de Cocaia (Foto 4).Entre as espécies identificadas estão: Dictyopteris delicatula, Dictyopteris justii,Dyctiota bartayresiana, Dyctiota sp., Padina gymnospora e Sargassum sp,.Também foi anotada a presença da espécie de rodofícea Hypnea musciformis,além de verificado artículos de Halimeda sp. espalhados ao largo da ilha.Foto 4 – Macroalgas feofíceas presentes no entorno da Ilha de Cocaia.As fanerógamas marinhas, habitam áreas costeiras e nos locais onde ocorrem,tendem a formar extensos prados.Halodule wrightii é a fanerógama mais comum no litoral de Pernambuco,ocupando sedimentos constituídos por areias quartzosas como calcárias, emlugares relativamente calmos, freqüentemente, em posições intermediarias entreos estuários e o mar, desde a linha de maré baixa até os 10 mts deprofundidade. RIMA/C - 36
  36. 36. Os prados de angiospermas são considerados, dentre os ecossistemasmarinhos, um dos mais produtivos, beneficiando significativamente àprodutividade de áreas costeiras, tanto em águas temperadas como emtropicais. A área da Baía de Suape é conhecida pelos vastos prados defanerógamas Halodule wrightii (capim agulha ou grama marinha). Taisconcentrações de H. wrightii foram observadas ao largo de toda a baía, porémem maior concentração na área marginal da Ilha de Cocaia com mais ao norteda região, próximo à Praia de Paraíso. Foto 5 – Fanerógama marinha (Halodule wrightii) registrada na Baía de Suape, próximo à Praia de Paraíso, em abril de 2010.Crustáceos e moluscosNos quatro pontos analisados na área estuarina do CIPS percebe-se umadiferença espacial na distribuição das espécies de crustáceos em termosquantitativos e específicos. Nas áreas de maior influência marinha foi registradaa presença dos siris Callinectes danae e Callinectes larvatus, e marinha farinha(Ocypode quadrata). Nesta região também foram notados várias tocas dedecápodos. A espécie Uca leptodactyla foi registrada na areia nos lugaresensolarados e secos. Já as espécies Uca burguesi, U. maracoani, e U. thayeri,conhecidas como chama-maré, foram mais notadas onde o sedimento é lamoso(Foto 6).Nos ambientes mais internos do rio Massangana foram identificados espécies decrustáceos de grande valor econômico, como Ucides cordatus (caranguejo-uçá),Goniopsis cruentata (aratu-do-mangue) e Cardisoma guanhumi (guaiamum).Algumas destas espécies preferem ambientes com condições particulares, o quepermite utilizá-las como bioindicadoras. RIMA/C - 37
  37. 37. Nas raízes, caules e ramos de árvores de mangue foi possível detectar apresença fixa de alguns cirrípedes (cracas), organismos de importânciaecológica e filtradores como o gênero Balanus spp, Chthamalus spp, Euraphiasp.Dentre os camarões, as espécies Macrobrachium acanthurus (pitu) M. carcinus,Palaemon northropi, Palaemon pandaliformis, Penaeus brasiliensis (camarão-rosa) e Penaeus schmitti são citadas em trabalhos anteriores como presentes naárea. De acordo com informações colhidas informalmente com pescadoreslocais, a pesca de camarão na região é hoje bastante reduzida, apontada pelospróprios pescadores como reflexo das alterações ambientais do Porto esobrepesca.Nos ambientes com salinidade marinha e mesohalina, Baía de Suape e estuáriodo Massangana, podem ser encontrados exemplares juvenis de camarões(predominantemente Penaeus spp), indicando o uso destes locais como áreasde berçários.Foto 6 – Toca de caranguejo-uça e chama-maré, na porção interna do estuário do Rio Massangana,em abril de 2010.Em termos de moluscos, destaca-se o estudo realizado pela Pires Advogados eConsultores (2000), que registrou naquela oportunidade a ocorrência de 94espécies de Gastrópodes e 16 de Bivalves, totalizando 110 espécies para a áreado CIPS. No presente estudo, foram identificadas na AID do empreendimento asclasses de moluscos Gastropoda, Bivalvia, Scaphopoda e Amphineura.Entre as espécies anotadas no presente estudo estão: Anomalocardia brasiliana(marisco-pedra), Tagelus plebeius (unha-de-velho), Iphigenia brasiliana (taioba),Mytella falcata (sururu), Crassostrea rhizophorae (ostra-do-mangue), o mexilhãoMytillus charruana, os gastrópodes comestíveis Neritina virginea, Pugilina morioe Teredo navalis. A espécie Littorina angulifera (mela-pau) também foi vista naspartes mais altas das árvores de mangue (Foto 7). RIMA/C - 38
  38. 38. Foto 7 – Moluscos (Neritina virginea e Littorina angulifera) identificados na AID do empreendimento, em abril de 2010.Na porção mais interna do Rio Massangana, percebe-se que os substratosduros, principalmente, as raízes de Rhizophora mangle são densamentecolonizadas por cracas e ostras (Foto 8).Foto 8 – Ostras e cracas colonizando raízes de Rhizophora mangle na margem esquerda do RioMassangana, em abril de 2010.Esforço de Pesca na AIDDe acordo com levantamento da Prefeitura do Cabo informado pela Colônia depescadores, a área da bacia de SUAPE congrega 47 pescadores, dos 489associados à Colônia Z-8. Tal Colônia tem jurisdição sobre o Município do Cabode Santo Agostinho e sede na Praia de Gaibu. Abrange além de Gaibu, SUAPE,Calheitas, Itapoama e Xaréu.47 pescadores para SUAPE e entorno da Ilha de Tatuoca é um pequenocontingente mesmo considerando que boa parte não vive exclusivamente da RIMA/C - 39
  39. 39. pesca dedicando-se a outras atividades como agricultura e turismo. A verdade éque a movimentação nas praias e nas águas e as informações colhidas juntoaos pescadores locais indicam que o contingente pode ser menor. Essapossibilidade é reforçada pelo fato de que o defeso da lagosta protege apenas14 pescadores em todo o Município do Cabo.A produção local, como mencionado anteriormente, apóia-se nas capturas demoluscos (ostra, sururu, mariscão e marisquinho), de crustáceos (caranguejos,siris, aratus, guaiamu) e de peixes (tainha e agulha basicamente), sendo que aspesquisas desenvolvidas pela equipe resultaram no seguinte perfil da pescalocalMARISQUINHOO catador do marisquinho opera nos bancos de areia que se põem à descobertonas baixa-mares (Foto 9). O esforço de captura direcionado para este e osdemais moluscos é pequeno não se conseguindo listar 15 chefes (líderes degrupos de 3 ou quatro pessoas geralmente de uma mesma família) operandonos bancos da área de SUAPE. Nesta faina utilizam canoa, balde, puçá e gálea.Com base nas operações de catadores acompanhadas pela equipe do EIA, nosmeses de abril/maio, estimou-se a produtividade atual de Marisquinho com 15pescarias/mês o que representa uma produção média de 75kg de carne domolusco/mês. Foto 9 – Coleta de Marisquinho na ilha de Cocaia (Fotos: Aldemir Castro Barros). RIMA/C - 40
  40. 40. MARISCÃOO mariscão, também chamado de lambreta, é um molusco de maior valor devenda no mercado local. Em uma jornada de trabalho pode-se obter 10 litros demariscão que é vendido inteiro a R$4,00 (quatro reais) e R$5,00 (cinco reais) olitro. O litro local é a metade da cuia de queijo do reino.SURURUÉ coletado na lama na baixa-mar, no interior do mangue. A produção observadacorrespondeu a uma jornada de 4 horas, das 9h às 13h, de duas pessoas erendeu 20kg quilos brutos que resultou em 2kg de carne que foram vendidos aR$13,00 (treze reais) o quilo. A atividade depende dos pedidos dos clientes, poisse não há a quem entregar imediatamente, perde-se o produto.CARANGUEJOPraticamente só pescam caranguejo na área de SUAPE durante as “andadas”do crustáceo. São muito poucas as pessoas que penetram o mangue para tirarcaranguejos nos buracos onde se abrigam. Em áreas isoladas da regiãoencontram-se pessoas dedicadas a esse affair. É o caso de Tiriri de Dentro,comunidade ao lado do “Mangue da Diamar” no qual algumas pessoas dedicam-se à tira não apenas de caranguejos, mas também de guaiamuns, siris, sururus.Pesca-se também com “laço” que é um saco desfiado que emaranha ocaranguejo ao sair do buraco. Antigo pescador descreve que antigamente sepescava caranguejos onde agora está o Porto de SUAPE e em Cocaia.Hoje a pesca é praticamente só no Tiriri, na Ilha Mercês ao lado do porto. Ajornada de pesca vai da quarta até sexta-feira ou sábado, quando levam as“cordas” para a feira do Cabo no mercado público. A produção nas segundas eterças-feiras não consegue compradores correndo o risco de ser perdida. Nesteano já ocorreram três andadas de caranguejos. Na primeira andada oentrevistado capturou 110 caranguejos em jornada de seis horas, na segundaandada, 90-100 caranguejos sempre no Mangue da Diamar. O mangue do RioMassangana possibilita a pesca de mariscão, caranguejo, aratu, siri eguaiamum.SIRISO siri é capturado na maré vazante com gancho que é uma forquilha obtida degalhos de embiriba ou de mangue canoé. Também se usam covos iscados comtripa de peixe ou com caranguejo morto. Às vezes o pescador percorre trêsmanguezais para conseguir uma baixa captura representada por 3-5exemplares. Quando a produção é boa, consegue-se 30 siris e nesta época vêmpessoas do Cabo pescar siri e caranguejo, levando na volta até dois sacos doscrustáceos no quadro das bicicletas. RIMA/C - 41
  41. 41. GUAIAMUNSAbrigam-se em buracos cavados na parte alta do mangue, no limite com a terrafirme. São capturados com armadilhas denominadas “ratoeiras” em vista dasemelhança do funcionamento com as verdadeiras ratoeiras. Preferem a Ilha deCocaia para captura de guaiamuns quando uma pessoa conduz 20-30 ratoeiraspegando 20-30 guaiamuns.OSTRASOs ostreiros trabalham no mangue. Aí as partes inferiores dos caules dasárvores emergem nas baixa-mares permitindo o descolamento das ostras comauxilio de facões (Foto 10).PEIXESAs principais espécies variam segundo o local de pesca e o apetrechoempregado:No Rio Massangana usa-se rede de emalhe, com a qual se pesca uma grandevariedade de espécies: camurim (robalo, Centropomus spp.), arraias, bagres,carapeba (Diapterus spp.), caranha (Lutjanus griseus), carapitanga (Lutjanusspp.), baúna (dentão jovem, Lutjanus jocu), sauna (tainha jovem, Mugil spp.),mero (Epinephelus itaiara, é devolvido à água, está proibida sua captura porestar em perigo).Empregam rede de seda (gill net) com malhas de 20-30 mm, que eles mesmosfazem a mão. São redes de 18 a 40 metros de comprimento e 2 metros dealtura, usam redes continuas alcançando até 700 metros de comprimento,segundo o local de pesca. Pescam 8 pescadores juntos, todos vão de canoa aremo. A pescaria dura 24 horas obtendo produções de 40-50 kg em cada saídade espécies misturadas, sendo realizadas 3 pescarias por semana.Também ocorre este tipo de pescaria realizada por pescadores individuais daIlha de Tatuoca, obtendo produções de 10-15 kg por pessoa, em 24 horas depesca. A produção neste caso é maior, pois os pescadores mais experientesrealizam duas coletas, uma às 10 pm e outra ao retirar o apetrecho para obteruma melhor qualidade da carne.A venda da produção se realiza na feira de Cabo ou Gaibu, ou no barzinho deTatuoca, aos trabalhadores do Estaleiro ou a turistas. Os preços variam segundoa espécie e o tamanho, sendo as melhor pagas: camorim, R$15,00 (quinzereais); carapeba, R$15,00 (quinze reais); tainha, R$8,00 (oito reais) e as maisbaratas: carapitanga, R$4,00 (quatro reais); baúna, R$4,00 (quatro reais);sauna, R$4,00 (quatro reais) o quilo.No canal de navegação emprega-se principalmente tarrafa para pescar tainha ecarapeba. A tarrafa geralmente possui 32 palmos de circunferência e malha de30 mm, e é geralmente construída com náilon fio 40. A pesca se realiza com RIMA/C - 42
  42. 42. duas pessoas, sendo uma quem rema a jangada e outra que lança a rede àágua. O pescador lança a rede quando observa peixes passando perto daembarcação. A pescaria dura aproximadamente 5 horas, na maré baixa-enchente, obtendo produções de 6 kg, porém dependendo em grande medidado vento. A captura é vendida na feira de Cabo, no mercadão, no dia sábado.Um total de 20 kg de peixe inteiro rende R$150,00 (cento e cinqüenta reais) aogrupo de pescadores.Baía de SUAPE, perto do arrecife, obtêm-se tainha, carapeba, peixe gato(família Serranidae), cambuba (Haemulon flavolineatum), carapau (garajuba,Caranx chrysos), canguitos (gordinho, Prepilus paru), dentão, salema.Esta pesca, como a da agulha, é feita com rede de cerco cuja operaçãogeralmente requer duas pessoas uma que conduz a canoa com a rede e outraque lança a rede à água. Ao cercar o cardume, batem com varas ou remos nocentro da rede quando os peixes em fuga são emalhados no pano da rede. Asduas últimas pescarias registradas foram realizadas, respectivamente, entre 11-16 horas e entre 8-12 horas obtendo produções de 4,0 e 4,5kg. Especificamente,para a pesca de tainha emprega-se a rede tainheira, com malhas de 35mm e adepender das condições dos pescadores o seu comprimento oscila em torno de300 metros. O cerco ao cardume é feito com duas canoas. Juntamente com atainha, ocorrem espécies acompanhantes como sauna, camorim e serra. Foto 10 – (a) Pesca com tarrafa em jangada no canal de navegação de Tatuoca. (b) Pesca de tainha com covo (armadilha) na Baía de SUAPE e mar de fora. (c) Tarrafa secando-se no porão da casa.No mar de fora pesca-se com rede e covo. Com rede obtêm-se biquara(Haemulon spp.), serra (Scomberomorus brasiliensis), garajuba, chicharro RIMA/C - 43
  43. 43. (Trachurus lathami) e bonito (família Scombridae). Com covo pesca-sesaramunete (Pseudupeneus maculatus), xira (Haemulon spp.), ariacó (Lutjanussynagris), biquara, macaça.Em SUAPE, muitos pescam no “mar de fora”, principalmente, além do Recifeque limita a Baía de SUAPE, com embarcações de motor e 3-4 pessoas porbarco. Geralmente a pescaria dura 12 horas, mas às vezes podem ficar no marpor até 3 ou 5 dias. As capturas vendem-se em barzinhos da Praia de SUAPE,na feira de Cabo o Gaibu ou na peixaria de Neném na Praia de SUAPE. Aprodução varia entre 50-200 kg/saída.Segundo observações in situ, os peixes são geralmente de pequeno porte. Dascapturas observadas, os maiores foram as arraias, carapebas, e salemas.Segundo os depoimentos dos pescadores, os bagres e tainhas são também ospeixes de maior tamanho obtidos. Foto 11 – (a) Arraia pintada de 38 cm de comprimento e 60 cm de envergadura. (b) Cambuba de 20 a 27 cm de comprimento. Foto 12 – (c) Peixe gato de 29 cm de comprimento. (d) Dentão de 24 cm de comprimento.Os principais problemas apontados pelos pescadores relacionados com osimpactos na pescaria são os seguintes: Aumento da profundidade do canal de Tatuoca, o que prejudica a captura dos peixes. RIMA/C - 44
  44. 44. Modificação da composição do sedimento, sendo cada vez mais fino, o que prejudica os bancos de mariscos. Mariscão não é mais encontrado. Mais pescadores que há vários anos atrás. Desmatamento dos manguezais para construção e expansão do Estaleiro Atlântico Sul.OS PRINCIPAIS ASPECTOS DA BIOTA TERRESTRE DA ADAOs 97 hectares que correspondem à Área Diretamente Afetada - ADA doempreendimento, apresentam uma conformação topográfica enganosamenteplana, com cotas altimétricas que variam desde o zero hidrográfico até a cota5,0m na porção sul do terreno limitando com o EAS. Estas elevações do terrenopossivelmente correspondem a aterros antrópicos efetuados por SUAPE quandoda dragagem da primeira etapa do canal de navegação.As áreas baixas do terreno correspondem, ora a áreas de manguezais, ora aplanícies alagáveis onde foi verificada a presença de vegetação de restinga. Operímetro da área de implantação, percorrido desde o mar, mostra-se variado,destacando-se uma faixa de areia existente parcialmente nos lados norte e lestedo terreno que, outrossim, é onde se verifica ocupação humana. Foramverificados também afloramentos de arenito do lado norte da ilha, bem comsetores de pequenas barreiras arenosas, aonde vem se instalando pequenosfocos de processos erosivos.Cobertura Vegetal na Área Diretamente Afetada (ADA)Apesar de verificarem ações antrópicas que alteraram a cobertura vegetalnatural, a Ilha de Tatuoca apresenta grande parte de sua área bem conservada.Na localidade se destacam espécies típicas de ecossistemas litorâneos,formando conjunto de comunidades vegetais fisionomicamente distintas,arbóreas, arbustivas e herbáceas, sob influência marinha e flúvio-marinha,distribuídas em mosaíco.Hoje, a cobertura vegetal da área de implantação do Estaleiro PROMARapresenta a aparência mostrada na Figura 10 abaixo, construída com base emuma fotografia aérea captada em agosto de 2010. Observam-se basicamentedois remanescentes de restinga separados por uma área alagável de salgado euma área de manguezal localizada na esquina nordeste do terreno. Nestasáreas de restinga focaram-se as pesquisas de campo da parte de flora, tendoem vista que sua supressão será iminente para efeitos de implantação doempreendimento.Na orla, podem ser observados pequenos fragmentos de mangue formados porRhizophora mangle L. (mangue vermelho ou gaiteiro) e Laguncularia racemosa(L.) Gaertn. f. (mangue branco). Próximos à praia, destacam-se indivíduos de RIMA/C - 45
  45. 45. Manilkara salzmannii (A.DC.) H.J.Lam (maçaranduba), com aproximadamente9,0m de altura. A maçaranduba, pertence à família das Sapotaceae, seapresentando como espécie abundante em alguns estudos sobre a florestaAtlântica do Estado de Pernambuco, possuindo grande valor comercial (SILVA-JÚNIOR et al., 2008; PESSOA et al., 2009). Nas proximidades do Bar do Biu, atípica paisagem praieira é dominada por Annacardium occidentale (cajueiro) eCocus nucifera (coqueiro).Foto 13 – Vegetação peridoméstica nas proximidades do Bar do Biu, predominando cajueiros.Hoje, a cobertura vegetal da área de implantação do Estaleiro PROMARapresenta a aparência mostrada na Figura 10 abaixo, construída com base emuma fotografia aérea captada em agosto de 2010. Observam-se basicamentedois remanescentes de restinga separados por uma área alagável de salgado euma área de manguezal localizada na esquina nordeste do terreno. Nestasáreas de restinga focaram-se as pesquisas de campo da parte de flora, tendoem vista que sua supressão será iminente para efeitos de implantação doempreendimento. RIMA/C - 46
  46. 46. Figura 10 – Cobertura vegetal na área de implantação do estaleiroForam lançadas 7 parcelas nos dois fragmentos de restinga remanescentes daárea, tendo sido reconhecidas e/ou coletadas 69 espécies vegetais pertencentesa 38 famílias botânicas. A maior riqueza de espécies foi encontrada no estratoherbáceo, com 23 espécies, seguido pelo estrato arbóreo, com 18 espécies.Epífitas e trepadeiras apresentaram baixa riqueza (Figura 11), devendo-sedestacar que as trepadeiras observadas foram herbáceas, não se identificandoespécies de lianas na comunidade. RIMA/C - 47

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