Pif

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Pif

  1. 1. Peritonite Infecciosa Felina WWW.VETLABORATORIO.COM.BR
  2. 2. PIF A Peritonite Infecciosa Felina é uma doença infecto-contagiosa, sistêmica, imunomediada, progressiva e fatal que afeta não só os gatos domésticos, mas também outros felídeos.
  3. 3. PIF É provavelmente a doença infecto- contagiosa mais importante do gato, pois apesar de sua baixa morbidade, é fatal para quase a totalidade dos gatos afetados. O vírus da peritonite infecciosa felina (FIPV) é antigenicamente indistinguível do coronavírus entérico felino (FECV), mas o primeiro produz a PIF e o segundo produz apenas um leve quadro gastrintestinal.
  4. 4. PIF • Acredita-se que o FIPV resulte de uma pequena mutação no genoma do FECV durante sua replicação no epitélio intestinal. O FIPV adquire a capacidade de replicar-se nos monócitos • As formas clínicas encontradas podem ser duas: efusiva ou úmida (caracterizada pela presença de liquido nas cavidades) e não efusiva ou seca. Alguns gatos manifestam características de ambas as formas da doença.
  5. 5. PIF • A resposta imune de cada gato é determinante para o estabelecimento da imunidade protetora, mas também determina a forma de PIF que será produzida. • Assim, gatos que apresentem forte resposta imune humoral e celular mediada estarão protegidos da doença; • os que desenvolvem uma forte resposta imune humoral, mas uma celular mediada fraca, apresentarão a forma efusiva da PIF; • e aqueles que apresentam uma resposta imune celular mediada e humoral parciais apresentarão a forma não-efusiva da PIF
  6. 6. EPIDEMIOLOGIA Quando o gato entra em contato com o FCoV: 1. Cerca de 10% dos gatos desenvolvem a PIF. 2. A maioria dos gatos liberam FCoV por um tempo que varia de 1 a 9 meses, desenvolvem anticorpos, param de liberar o FCoV e seus títulos de anticorpos voltam a zero. 3. Cerca de 13% dos gatos tornam-se portadores e continuam liberando o FCoV continuamente nas suas fezes. Geralmente permanecem perfeitamente saudáveis, embora alguns possam apresentar diarréia crônica. 4. Cerca de 4% dos gatos são resistentes à infecção pelo FCoV, não liberam o vírus e sua produção de
  7. 7. TRANSMISSÃO O PIFV é excretado nas secreções orais e respiratórias, nas fezes e urina dos gatos infectados. A infecção ocorre através da ingestão ou inalação das partículas virais sob condições de contato íntimo, especialmente pela via oro-fecal.
  8. 8. TRANSMISSÃO Os filhotes ao nascer são protegidos nas primeiras semanas pela imunidade materna. Quando essa imunidade materna declina, eles são infectados. Uma pequena diarréia, e ocasionalmente alguma coriza podem ser os únicos sinais clínicos nesses filhotes, entretanto, mais tarde caso seu sistema imune enfraqueça ou em situações de estresse, podem desenvolver a PIF.
  9. 9. SINAIS CLINICOS • Inicialmente, os gatos apresentam sinais clínicos inespecíficos e não localizados como febre persistente e não responsiva a antibióticos, anorexia, inatividade, perda de peso, vomito, diarréia, desidratação e palidez
  10. 10. SINAIS CLINICOS • À medida que a doença avança, os sinais inespecíficos progridem e a PIF manifesta-se ou na forma úmida (efusiva), ou na seca (não efusiva), com base na quantidade de derrame cavitário. • Alguns gatos apresentam características de ambas as formas. • Na PIF efusiva, o curso clínico é usualmente agudo, e na PIF não efusiva é lento. Os gatos com envolvimento somente ocular algumas vezes sobrevivem por um ano ou mais. Entretanto o prognóstico da doença é bastante reservado, pois a PIF é progressiva e fatal.
  11. 11. DIAGNÓSTICO • O diagnóstico da PIF baseia-se no histórico, nos sinais clínicos e no grande potencial de exposição ao coronavírus, tendo como auxílio exames complementares associados ao exame de ELISA para PIF e citologia.
  12. 12. Exames Laboratoriais A avaliação laboratorial é útil para dar suporte ao diagnóstico da PIF, ou sugerir outra causa para os sinais clínicos encontrados. Os achados hematológicos são: linfopenia, leucocitose neutrofílica que pode ser acompanhada de desvio à esquerda, trombocitopenia e uma leve a moderada anemia normocítica não regenerativa.
  13. 13. Exames Laboratoriais O resultado laboratorial mais consistente encontrado em gatos com PIF é a hiperproteinemia, que é encontrada em cerca de 50% dos gatos com efusão e 70% dos gatos sem efusão. A hiperproteinemia reflete normalmente uma hiperglobulinemia, principalmente pelo aumento das -globulinas (no soro e nas efusões). Paralelamente, há uma redução na proporção albumina/globulina. Um A:G menor que 0,4 indica que a PIF é bastante provável, entre 0,4-0,8 deve-se considerar também outros parâmetros e acima de 0,8
  14. 14. Exames Laboratoriais As alterações na bioquímica sérica variam dependendo do órgão acometido. A análise da efusão, quando presente, tem valor diagnóstico mais importante que qualquer exame de sangue. O teste PCR é altamente sensível e específico para detectar o FCoV, porém não dá um diagnóstico definitivo de PIF pois não diferencia as cepas dos coronavírus felinos.
  15. 15. ELISA PARA PIF Animais com títulos < 1: 30 apresentam ausência de anticorpos para o PIF. Animais com títulos de 1:90 e 1:270 estão incluídos na pró-zona, faixa esta considerada interminada, sendo necessária a repetição do exame após 3 meses. Animais com títulos de 1:810 apresentam anticorpos para PIF. A maioria dos gatos com anticorpos positivos (especialmente aqueles com títulos altos) são possíveis carreadores.
  16. 16. TRATAMENTO A PIF é uma doença fatal. Não existe ainda nenhuma cura conhecida para PIF. Entretanto, alguns gatos podem ter uma sobrevida de vários meses e gozar de uma relativa qualidade de vida com o tratamento.
  17. 17. TRATAMENTO Independentemente do protocolo utilizado, é importante o monitoramento do progresso do paciente com avaliações hematológicas e pesagens semanais. Se o gato continuar a perder peso e progredir para anemia não- regenerativa, pode-se pensar em eutanásia. Infelizmente, gatos com PIF efusiva não sobrevivem mais que alguns dias, na melhor das hipóteses, algumas semanas. Gatos com PIF não-efusiva podem durar muitas semanas ou até meses até que comecem a apresentar sinais
  18. 18. VetLab laboratório de Referência Fonte: http://www.qualittas.com.br/documentos/Peritonite%20Infecciosa http://redalyc.uaemex.mx/pdf/331/33133518.pdf

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