Alergia canina

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Alergia canina

  1. 1. Dermatite Atópica Canina WWW.VETLABORATORIO.COM.BR
  2. 2. Dermatite Atópica Canina <ul><li>A Dermatite atópica ou Atopia Canina trata-se de uma doença dos cães causada pela resposta exagerada do sistema imunológico a uma substância estranha ao organismo, ou seja uma hipersensibilidade imunológica a um estímulo externo específico. Os portadores de alergias são chamados de “ atópicos ” ou mais popularmente de “alérgicos”. </li></ul>
  3. 3. Alergia no cão <ul><li>Cães atópicos, além de sofrerem com o prurido, a inflamação severa da pele causada principalmente pelo ato de coçar, eles também podem apresentar espirros, coriza, queda de pelos e otite. Esses sintomas aparecem com mais frequência em cães entre 1 e 7 anos idade, sendo que raças extremamente sensíveis podem tê-los com menos de 6 meses como o Akita, Sharpei e Golden Retrievier. Tais sintomas podem ser comuns de outros tipos de alergias, portanto, o diagnóstico preciso deve ser feito pelo médico veterinário. </li></ul>
  4. 4. Alergia <ul><ul><ul><li>Alguns cães atópicos desenvolvem sinais não cutâneos, como rinite, catarata, asma, ceratoconjuntivite seca, distúrbios urinários, gastrointestinais e hipersensibilidade hormonal. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Cadelas podem apresentar ciclos estrais irregulares, taxa de concepção diminuída e incidência elevada de pseudociese </li></ul></ul></ul>
  5. 5. Diagnóstico <ul><ul><ul><li>O plano diagnóstico inicia-se com o intuito de promover o controle em relação aos fatores perpetuantes. Assim sendo, é necessário se estabelecer os possíveis diagnósticos diferenciais, baseados na resenha, histórico e sinais clínicos. </li></ul></ul></ul>
  6. 6. Diagnóstico <ul><li>O diagnóstico definitivo da dermatite atópica geralmente não é dado na primeira consulta. Realizar raspado cutâneo e exame micológico (direto e cultura) são imperativos para qualquer paciente portador de dermatopatia, salvo exceções, como nos casos de neoplasia cutânea. </li></ul>
  7. 7. Diagnóstico <ul><li>Devem-se obter amostras da superfície da pele em mais de um local acometido, por meio de “imprint”, para realização de exame de gram. Fazer swab de pústulas para a cultura bacteriana. </li></ul><ul><li>Estes exames são parte do Perfil Dermatológico 2 </li></ul>
  8. 8. Diagnóstico <ul><li>O exame citológico, bem como a cultura bacteriana das orelhas acometidas também é indicado. </li></ul><ul><li>Após a confirmação da Alergia, a detecção dos alérgenos envolvidos no quadro pode ser feita com testes alérgicos sorológicos </li></ul><ul><li>Estes testes identificam os anticorpos IgE específicos circulantes no soro dos pacientes atópicos </li></ul>
  9. 9. Diagnóstico <ul><li>Quando se compara os testes sorológicos com os intradérmicos, verifica-se que eles são mais vantajosos, devido a fatores como não haver necessidade de tricotomia nem de contenção química, nos casos de tratamentos anteriores ou atuais há menor interferência destes nos resultados do teste, pode ser usado em pacientes com dermatite difusa e também torna-se menos invasivo, pois se necessita apenas de 3 ml de sangue do paciente </li></ul>
  10. 10. Tratamento <ul><li>O tratamento da atopia consiste na combinação de vários fatores e a consideração de apenas um deles pode levar ao insucesso </li></ul><ul><li>O proprietário deve estar consciente de que o tratamento é vitalício e que as modificações terapêuticas são esperadas ao longo da vida do animal </li></ul>
  11. 11. Tratamento <ul><li>A opção em relação à terapia irá variar de acordo com o resultado e tipo de testes realizados </li></ul><ul><li>O uso de antibióticos na maioria das vezes constitui a primeira medida no tratamento </li></ul><ul><li>Quando se confirma à presença de malassezíase, antifúngicos são necessários como parte coadjuvante do tratamento </li></ul>
  12. 12. Tratamento <ul><li>Evitar o contato do paciente com os alérgenos é o ponto chave do tratamento </li></ul><ul><li>Esta etapa do tratamento depende da cooperação e compreensão dos proprietários, pois leva tempo e é trabalhosa. </li></ul>
  13. 13. Imunoterapia <ul><li>A imunoterapia alérgeno-específica é um tratamento biológico tipicamente usado para pacientes atópicos, com a finalidade de amenizar os sintomas da doença quando há exposição ao alérgeno. </li></ul>
  14. 14. Imunoterapia <ul><li>Consiste em administrações subcutâneas de crescentes doses de alérgenos aos quais o animal é sensível </li></ul><ul><li>A taxa de sucesso da imunoterapia convencional é de 50% a 70% </li></ul><ul><li>O objetivo da terapia consiste em aumentar a capacidade do paciente em tolerar os alérgenos ambientais sem sinais clínicos. </li></ul>
  15. 15. Imunoterapia <ul><li>A imunoterapia permite a redução significativa na terapia farmacológica sintomática e ocasionalmente sua eliminação </li></ul><ul><li>A imunoterapia para cães não é padronizada, havendo variações no tipo do alérgeno, número e freqüência de administração na fase de indução, dose, potencia do extrato e via de administração </li></ul><ul><li>Todos os protocolos da imunoterapia exigem período de indução seguido por dosagem de manutenção. </li></ul><ul><li>Uma vez alcançada a dose de manutenção, repete-se a aplicação a cada três semanas durante todo o ano </li></ul>
  16. 16. Terapia tópica <ul><li>O tratamento tópico tem como objetivo à remoção dos alérgenos da pele. O uso de agentes tópicos antipruriginosos é geralmente mais eficiente no tratamento de áreas localizadas de prurido. </li></ul>
  17. 17. Anti-histamínicos <ul><li>Os Anti-histamínicos são freqüentemente recomendados para o tratamento sintomático do prurido na dermatite atópica canina. </li></ul><ul><li>O efeito adverso mais comum está relacionado ao SNC, como letargia, depressão, sedação e sonolência. Efeitos gastrointestinais também podem ocorrer como vômito, diarréia, anorexia e constipação. </li></ul>
  18. 18. Glicocorticóides <ul><ul><ul><li>Os glicocorticóides sistêmicos são geralmente muito eficazes no tratamento da alergia, entretanto, são consideradas as drogas potencialmente mais danosas dentre as utilizadas, devido aos possíveis efeitos colaterais. </li></ul></ul></ul>
  19. 19. Ciclosporina Em dermatologia humana têm se mostrado útil no tratamento da psoríase e dermatite atópica. Na dermatologia canina, tem sido objeto de crescente interesse para o tratamento da fístula perianal e dermatite atópica. Em cães e em seres humanos, a ciclosporina é metabolizada pelo fígado e intestino, sendo que nos primeiros, ela sofre metabolismo hepático 3 vezes mais ativo que em humanos
  20. 20. VetLab laboratório de Referência Fonte: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/semagrarias/article/viewFile/2732/2356

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