Prova de português 3º ano médio gabarito

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Prova de português 3º ano médio gabarito

  1. 1. 3º ANO – ENSINO MÉDIO PORTUGUÊS GABARITO 1. Qual alternativa abaixo completa melhor a seguinte frase: “ O professor pareceu-me cansado, porém ...” a) ...queria dormir. b) ...corrigiu todas as provas. c) ...não deu aula. d) ...estava triste. JUSTIFICATIVA: Identificar elementos coesivos 2. Argumento pode ser definido como uma opinião fundamentada. Essa fundamentação pode ser feita por meio de dados da realidade (fatos, estatísticas, exemplos) ou de premissas (axiomas, verdades universais, conceitos amplos). Leia o parágrafo abaixo e assinale a opção que contenha uma consideração pertinente: “Pessoas solteiras deveriam ter direito a adotar crianças órfãs nas mesmas condições dos casais. É preciso considerar que a função central de uma família, no que diz respeito às crianças, é educá-las da melhor maneira possível, com afeto e valores sólidos. Tais características não dependem da estrutura familiar, podendo ser alcançadas também por pessoas solteiras, com filhos naturais ou adotados. A essência seria a mesma.” a) No primeiro período apresenta-se uma fundamentação feita pelo autor para sua opinião. b) Ao definir a função da família, no segundo parágrafo, inicia-se uma fundamentação por premissa. c) A coerência entre o primeiro e os demais períodos é prejudicada pelo aspecto não- argumentativo do parágrafo. d) A distinção entre as palavras “função” e “estrutura” dificulta a compreensão do argumento. e) A rigor, o parágrafo não apresenta qualquer opinião a ser fundamentada por qualquer tipo de argumentação. JUSTIFICATIVA: Extrair conclusões do texto apresentado
  2. 2. 3. Este texto poderia ser facilmente classificado como: a) Descritivo b) Injuntivo c) Narrativo d) Carta Argumentativa e) Dissertativo JUSTIFICATIVA: Identificar os diversos tipos de textos 4. O segundo parágrafo do texto “É preciso considerar que a função central de uma família, no que diz respeito às crianças, é educá-las da melhor maneira possível, com afeto e valores sólidos” exerce função de uma oração subordinada: a) Adverbial Final b) Substantiva Subjetiva c) Adjetiva Restritiva d) Adverbial Causal e) Adjetiva Explicativa JUSTIFICATIVA: Identificar relações de coordenação e de subordinação na estrutura frasal;
  3. 3. TEXTO SalesioNuhs* O Veto de Dilma O recente veto da presidente Dilma Rousseff ao projeto de lei complementar que permite agentes penitenciários e outras categorias profissionais a portarem armas de fogo fora do horário de serviço evidencia que a política de segurança pública adotada pelo governo federal está muito aquém de solucionar os reais problemas do País e de seus cidadãos. A alegação de que a autorização do projeto iria na contramão da política nacional de combate à violência demonstra que o fio condutor não visa defender a vida do trabalhador e respeitar a decisão do eleitor e da maioria dos políticos do Congresso e do Senado. Só na última década, mais de 2 mil mortes de agentes penitenciários aconteceram em todo o país, sem que os mesmos estivessem em condições de reação. A defesa pessoal é uma necessidade para aqueles que exercem atividades de risco à própria vida e à sua integridade física. Com o veto, 80 mil trabalhadores vão continuar à mercê de pressões de criminosos. De janeiro a outubro de 2012 foram mortos no Brasil 229 policiais civis e militares. Os dados mostram que grande parte desses policiais, entre civis e militares (183, ou 79%), estava de folga no momento do crime. Essa é a realidade do país, onde trabalhadores que dedicam suas vidas em proteger a sociedade não possuem respaldo do Estado e de leis para proteção de sua própria vida. As forças de segurança pública estão desamparadas. O sistema prisional brasileiro é altamente defasado e, conforme noticiado constantemente na mídia, os presos facilmente mantêm contato com o mundo externo, podendo, a qualquer momento, planejar e ordenar atentados contra a vida de agentes penitenciários ou seus familiares. Fora do expediente o agente penitenciário se torna mais vulnerável do que o cidadão comum, já que paira contra si o constante risco de ser alvo de vingança ou ataque para desestabilização da segurança pública, como temos visto com frequência nos últimos meses em São Paulo. O porte de arma fora do horário de serviço garantiria a esses trabalhadores o legítimo direito a defesa. O veto também ignora uma decisão do Congresso Nacional, que aprovou a proposta. Durante a tramitação do projeto, a maioria dos parlamentares da Câmara e do Senado emitiram pareceres favoráveis. O tema foi amplamente discutido nas Comissões de Segurança Pública e na de Constituição e Justiça, ou seja, comissões que aprovaram o mérito e a constitucionalidade. Toda a dedicação em elaborar, discutir e aprovar leis em prol da sociedade parece não ter valor diante de tal decisão. Um outro ponto é a política de redução de armas no território nacional, que simplesmente anula o resultado do referendo de 2005 em que 65% da população votou que não queria o fim do comércio legal de armas de fogo. Ignorar a opinião refletida em quase 60 milhões de votos é uma clara demonstração de desrespeito ao cidadão e à nossa Constituição federal — um verdadeiro atentando à democracia brasileira, que nas últimas eleições já teve a prova do desinteresse recorde com milhões de abstenções, votos em brancos e nulos.
  4. 4. A decisão alerta a população de que não basta alguns políticos não se importarem verdadeiramente com a morte de milhares de cidadãos. Parece que agora também não se importam com a morte da democracia. O país precisa de leis que combatam o crime e não que favoreçam os criminosos. É isso o que os cidadãos de bem desejam. Enquanto isso, famílias inteiras choram pelos seus entes queridos, e casos como o ocorrido no Rio Grande do Norte, ainda há pouco, em que um agente penitenciário foi torturado e morto, tendo seus olhos arrancados, continuarão ocorrendo no país. * SalesioNuhs é presidente da Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições (Aniam). 5. “A defesa pessoal é uma necessidade para aqueles que exercem atividades de risco à própria vida e à sua integridade física.” O termo destacado pode ser substituído por: a) Todos b) Os mesmos c) Estes d) Políticos e) Marginais JUSTIFICATIVA: Identificar elementos coesivos 6. Em relação ao terceiro parágrafo, marque a alternativa que corresponde ao que é constantemente noticiado pela mídia: a) Os presos são sempre alvo de repressões por parte dos agentes penitenciários. b) Os agentes sempre planejam e ordenam atentados contra os presos e seus familiares. c) Os presos facilmente mantêm contato com o mundo externo. d) O preso é constante alvo da desestabilização da Segurança Pública. e) O porte de armas para presidiários garantiria a esses trabalhadores o legítimo direito de defesa. JUSTIFICATIVA: Extrair conclusões do texto apresentado
  5. 5. 7. “...já que paira contra si o constante risco de ser alvo de vingança ou ataque para desestabilização da segurança pública, como temos visto com frequência nos últimos meses em São Paulo.” O termo destacado se refere: a) Aos presidiários b) Aos agentes penitenciários c) Sistema prisional brasileiro d) Câmara e) Dilma Rousseff JUSTIFICATIVA: Reconhecer recursos retóricos 8. A única alternativa que NÃO corresponde ao teor do texto é: a) A maioria dos Parlamentares da Câmara e do Senado é contra o porte de arma para agente penitenciário fora do horário de trabalho. b) O Congresso nacional não aprovou, juntamente com Dilma, o projeto de lei sobre o porte de arma para agentes penitenciários. c) As Comissões de Segurança Pública e Justiça aprovaram o mérito e a constitucionalidade do projeto de lei que permite aos agentes penitenciários portar armas de fogo fora do horário de trabalho. d) Dilma afirma que o sistema prisional sofreu significativas melhorias e os agentes penitenciários não são profissionais capacitados para manusearem armas de fogo. e) O referendo de 2005 apoia a decisão de Dilma, já que a maioria da população apoiou o desarmamento. JUSTIFICATIVA: Extrair informações contidas no texto 9. Sobre o texto é correto afirmar que: a) O autor do texto é a favor do porte de armas para agentes penitenciários fora do horário de trabalho por se tratar de seu interesse pessoal, já que ele é um agente penitenciário. b) O autor do texto é a favor do porte de armas para agentes penitenciários fora do horário de trabalho por se tratar de seu interesse pessoal, já que ele é presidente da Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições. c) O autor não procura defender de armas para agentes penitenciários, pois ele apenas elabora um texto informativo, expondo fatos da realidade brasileira.
  6. 6. d) SalesioNuhs, autor do texto, não se mostra preocupado com o veto ao projeto de lei que permite o porte de arma para agentes penitenciários, e sim, com o fato de que a população se mostra escravizada às decisões de Dilma. e) O autor se preocupa com o aumento do número de armas no território nacional, já que no referendo de 2005 a população. JUSTIFICATIVA: Inferir informações contidas no texto 10. Observe o seguinte trecho: “Ignorar a opinião refletida em quase 60 milhões de votos é uma clara demonstração de desrespeito ao cidadão e à nossa Constituição federal — um verdadeiro atentando à democracia brasileira, que nas últimas eleições já teve a prova do desinteresse recorde com milhões de abstenções, votos em brancos e nulos.” O travessão, neste caso, está sendo empregado para: a) Indicar mudança de interlocutor no diálogo b) Realçar uma opinião c) Isolar a fala do narrador d) Indicar uma citação e) Indicar um estrangeirismo JUSTIFICATIVA: Dominar a norma culta da língua. 11. “É isso o que os cidadãos de bem desejam.” Tendo como base o trecho apresentado, podemos afirmar que os cidadão de bem desejam: a) Leis que combatam a democracia. b) Leis que combatam a democracia e os criminosos. c) Leis que combatam o crime e não favoreçam os criminosos. d) Leis que combatam o crime organizado e punam os políticos corruptos. e) Leis mais severas e punição impetuosa para traficantes. JUSTIFICATIVA: Inferir informações a partir de ideias contidas no texto.
  7. 7. TEXTO Conheço muitos testes de inteligência. Não conheço nenhum teste de sabedoria. É importante saber a diferença entre essas duas, inteligência e sabedoria, frequentemente confundidas. A inteligência é a nossa capacidade de conhecer e manipular o mundo. Ela tem a ver com o poder. A sabedoria é a graça de saborear o mundo. Ela tem a ver com a felicidade. As escolas se dedicam a desenvolver e avaliar a inteligência. Para isso desenvolveram testes. Os testes avaliam a inteligência dos alunos por meio de números. Mas elas nada sabem sobre a sabedoria, e nem elaboram testes para avaliá-la. Nas escolas e universidades muitos tolos são aprovados cum laude. A inteligência é muito importante. Ela nos dá os meios para viver. Mas somente a sabedoria é capaz de nos dar razões para viver. Muitas pessoas se suicidam porque, tendo todos os meios para viver, não tinham as razões para viver. Proponho-lhe um teste de sabedoria. Ele é muito simples. O seu aniversário está chegando. Você já não é mais jovem. O espelho lhe revela coisas que você não gostaria de saber. Diante da sua imagem no espelho existe sempre o perigo de que uma magia perversa aconteça, e você seja repentinamente transformado em bruxa ou ogro — tal como aconteceu com a madrasta da Branca de Neve. Em desespero, você invoca os deuses. Eles vêm em seu socorro e lhe dizem que atenderão a um desejo seu, a um único desejo. Que súplica você lhes faria? Digo-lhe que essa seria a hora da pureza de coração, quando todos os supérfluos têm de ser deixados de lado. "Pureza de coração" — assim disse Kierkegaard, meu querido filósofo solitário, companheiro já morto; por vezes os mortos são companhia melhor que os vivos, porque falam menos e ouvem mais —, pureza de coração, ele disse, "é desejar uma só coisa". Digo que isso é sabedoria, mas pode parecer mais coisa de neurótico obsessivo, ficar querendo uma coisa só, o tempo todo. Você entenderá o que digo se você prestar atenção no vôo dos pássaros. E para ajudá-lo nesse dever de casa, transcrevo o que Camus pensou, ao observá-los. "Se durante o dia o vôo dos pássaros parece sempre sem destino, à noite, dir-se-ia reencontrar sempre uma finalidade. Voam para alguma coisa. Assim talvez, na noite da vida..." O texto termina assim, com essas reticências que, segundo Mário Quintana, são o caminho que o pensamento deve continuar a seguir. Assim é o coração. Há momentos na vida em que ele é como o vôo dos pássaros durante o dia: oscila em todas as direções, sem saber direito o que quer, ao sabor das dez mil coisas que o fascinam, tão desejáveis, cada uma delas uma taça de prazer. Chega um momento, entretanto, em que é preciso escolher uma direção —é preciso descobrir aquela palavra, aquela única palavra que dá nome ao nosso sofrimento, que nomeia a nossa nostalgia, para que saibamos para onde ir. A Adélia Prado passou por esse teste. Disse ela no seu poema "O tempo": (...) Descobri que a seu tempo vão me chorar e esquecer. Vinte anos mais vinte é o que tenho. Nesse exato momento do dia vinte de julho de mil novecentos e setenta e seis, o céu é bruma, está frio, estou feia, acabo de receber um beijo pelo correio. Quarenta anos! Não quero faca nem queijo. Quero a fome. (...) Rubem Alves (in "Cenas da Vida")
  8. 8. 12. No trecho “Mas elas nada sabem sobre a sabedoria, e nem elaboram testes para avaliá-la.” o pronome “elas” substitui: a) Sabedoria e Inteligência b) Inteligência e testes c) As escolas d) Sabedoria e avaliações e) Felicidade e avaliações JUSTIFICATIVA: Identificar elementos coesivos 13. Ainda no mesmo trecho, observamos a presença das conjunções “e nem” que introduz uma oração: a) Coordenada Sindética Aditiva b) Subordinada Sindética Adversativa c) Assindética d) Coordenada Sindética Conclusiva e) Subordinada Sindética Explicativa JUSTIFICATIVA: Identificar relações de coordenação e de subordinação na estrutura frasal; 14. “Há momentos na vida que ele é como o voo dos pássaros durante o dia.” Neste trecho encontramos a figura de linguagem chamada de: a) Metáfora b) Metonímia c) Anáfora d) Assonância e) Comparação JUSTIFICATIVA: Dominar as figuras de linguagem.
  9. 9. 15. Marque a alternativa INCORRETA quanto à regência verbal das frases abaixo: a) Acreditei dinheiro a você. b) Suas palavras agradaram os jovens. c) Aspiro o ar puro da natureza. d) Este é um direito que assiste às pessoas. e) Esqueceu-se do livro. JUSTIFICATIVA: Dominar a norma culta da língua. 16. Marque a alternativa INCORRETA em relação às assertivas contidas no texto: a) “Pureza de coração”- é desejar uma coisa só. b) “o coração é como o voo dos pássaros” – nossos sentimentos voam em todas as direções, mas chega o momento que precisamos escolher. c) “Assim talvez, na noite da vida...” – no nosso último momento de vida, no nosso último suspiro. d) “Inteligência” – nossa capacidade de conhecer e manipular o mundo. e) “Sabedoria” – graça de saborear a vida. JUSTIFICATIVA: Inferir uma informação a partir das ideias contidas no texto. 17. Em “Muitas pessoas se suicidam porque, tendo todos os meios para viver, não tinham as razões para viver”, a oração destacada apresenta uma relação com a anterior de: a) Explicação b) Conclusão c) Contradição d) Proporção e) Finalidade JUSTIFICATIVA: Reconhecer fórmulas de articulação
  10. 10. TEXTO Soneto de Fidelidade De tudo ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento. Quero vivê-lo em cada vão momento E em seu louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento E assim, quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama Eu possa me dizer do amor (que tive): Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure. Vinicius de Moraes
  11. 11. 18. “E rir meu riso e derramar meu pranto”. Assinale a alternativa que apresenta a figura de linguagem que aparece no trecho destacado: a) comparação b) pleonasmo c) antítese d) onomatopeia e) prosopopeia JUSTIFICATIVA: Dominar as figuras de linguagem 19.A principal ideia trabalhada no soneto é: a) que o poeta não acredita no amor. b) o poeta acredita que o amor pode ser compartilhado a três. c) o poeta acredita que o amor verdadeiro só pode acabar com a morte. d) o poeta concebe o amor como um sentimento intenso a ser compartilhado, tanto na alegria quanto na tristeza. e) o poeta enxerga a morte como um incentivo ao amor. JUSTIFICATIVA: Extrair conclusões a partir das ideias contidas no texto.
  12. 12. 20. No segundo verso do poema, o poeta apresenta as expressões “com tal zelo”, “sempre” e “tanto” dando, respectivamente, a ideia de: a) modo – intensidade – lugar. b) tempo – tempo – intensidade. c) modo – tempo – modo. d) modo – lugar – modo. e) modo – lugar – intensidade. JUSTIFICATIVA: Dominar todas as classes gramaticais da língua.

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