Composição dos gases de descarga e 
poluição 
A energia química contida no combustível, quando é queimada libera-se em for...
A transformação do fluido operante nos motores do ciclo Diesel, apresenta uma 
menor complexibilidade em relação aquela do...
Podemos verificar que quanto maior for o título, isto é, mais pobre for a mistura, 
menor será a quantidade de CO e de fum...
diesel com 0,3% em substituição ao óleo diesel com 0,5% de enxofre, 
nas regiões de São Paulo, Santos, Cubatão, Salvador e...
Recife e Fortaleza serão as primeiras cidades a receber o novo produto 
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Composição dos gases de descarga e poluição

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Composição dos gases de descarga e poluição

  1. 1. Composição dos gases de descarga e poluição A energia química contida no combustível, quando é queimada libera-se em forma de calor produzindo trabalho. Para que o combustível queime, é necessário que haja oxigênio (ar), e essa porcentagem de ar introduzido, (na mistura),e varia de acordo com as necessidades do motor. Esta variação do título, produz uma variação na composição dos gases de descarga, que por sua vez estão relacionados com o tipo do ciclo do motor. Um motor normal, sem nenhum sistema de regulagem anti-poluidora apresenta a seguinte porcentagem de gases tóxicos, em função do seu regime de marcha. Concentração dos poluentes na descarga Regime de operação Combustível Monoxido de carbono % Óxido de Nitrogênio P.P Hidrocarbonetos P.P Marcha lenta Diesel 0,0 59 390 Gasolina 11,7 33 4830 Aceleração Diesel 0,05 849 210 Gasolina 3,0 1347 960 Cruzeiro Diesel 0,0 237 90 Gasolina 3,4 653 320 Desaceleração Diesel 0,0 30 330 Gasolina 5,5 18 16750 O teor desses gases expelidos na descarga dos automóveis, são rigorosamente controlados em diversos países, por causa dos seus poderes tóxicos e outros inconvenientes. Dentre esses gases, o que apresenta maior problema, devido ao seu alto garu tóxico, é o CO.
  2. 2. A transformação do fluido operante nos motores do ciclo Diesel, apresenta uma menor complexibilidade em relação aquela dos motores do ciclo Otto. Isto porque os primeiros funcionam com a mistura muito pobre já que o tempo entre a injeção e a combustão é muito pequeno, não permitindo que o combustível se misture bem com o ar. Na figura abaixo é representado o gráfico da relação da mistura em função da potência do motor Podemos notar que devido ao fator fumaça, o motor do ciclo Diesel não opera com a mistura que dá a máxima potência. A relação da mistura ar-combustível em um motor Diesel é de 20 a 30/1 para médio e máximo regime e de 50/1 para marcha lenta. Em relação a eliminação de gases poluentes, o motor do ciclo Diesel tem uma grande vantagem sobre o motor do ciclo Otto, que é a baixa porcentagem de monóxido de carbono eliminad, podendo ser até 100 vezes menor. Os gases de descarga de um motor Diesel, não contêm quase nenhum efeito tóxico, entretanto, a emissão dos NOx é maior que a dos motores do ciclo Otto. Em alguns países como nos Estados Unidos, por exemplo o controle do NOx é muito rigoroso e a utilização dos motores Diesel torna-se dificultosa. Na figura abaixo temos a curva de teor de CO e de fumaça em função do título da mistura.
  3. 3. Podemos verificar que quanto maior for o título, isto é, mais pobre for a mistura, menor será a quantidade de CO e de fumaça expelida. Política ambiental em relação ao diesel no Brasil A maior parte da frota de veículos brasileira é concentrada no consumo de óleo diesel, o que demanda cerca de 500 mil bbl/dia, correspondendo a 35% do volume de petróleo processado. A Petrobras, como a maior fornecedora de óleo diesel no Brasil, vem desenvolvendo novos processos para aumentar a produção de óleo diesel e adequar a sua qualidade as novas exigências ambientais. São estes os objetivos do Programa Tecnológico de Óleo Diesel, o Prodiesel: Definir os requisitos da qualidade do óleo diesel que atendam às exigências quanto às emissões veiculares, ao desempenho do motor e a tempo de estocagem. Dominar tecnologias de formulação do óleo diesel para atender aos requisitos da qualidade: correntes, tratamentos e aditivação. Disponibilizar para a Companhia, em articulação com o Proter, rotas de processo que permitam manter ou aumentar a atual produção de óleo diesel na qualidade exigida pelo mercado. Suportar sob o ponto de vista tecnológico a definição, por refinaria, dos melhores processos para ajuste da produção e da Qualidade do óleo diesel. A Petrobras lançou o óleo diesel metropolitano - com menor teor de enxofre - durante a Rio 92, Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro. Desde lá, nove regiões metropolitanas já foram atendidas com óleo diesel com um teor de 0,5% de enxofre: Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador,Aracaju, Recife e Fortaleza. A partir de outubro de 1996, começou a ser comercializado um óleo
  4. 4. diesel com 0,3% em substituição ao óleo diesel com 0,5% de enxofre, nas regiões de São Paulo, Santos, Cubatão, Salvador e Aracaju. Isso proporcionou uma redução das emissões de SO2 para a atmosfera de cerca de 1400 ton/mês, para as regiões atendidas, sendo que só na área de São Paulo a redução foi de 960 ton/mês. As demais regiões metropolitanas estão recebendo este óleo diesel, a partir de outubro de 1997. Assim, o atual diesel metropolitano com 0,5% de enxofre vem sendo substituído pelo óleo diesel metropolitano com 0,3% de enxofre. No restante do Brasil, a partir de janeiro de 1998, o óleo diesel terá o seu teor de enxofre reduzido de 1,0% para 0,5% em peso. Nas regiões de São Paulo, Santos, Cubatão, Rio de Janeiro, Salvador, Aracaju, Recife e Fortaleza começará também a ser comercializado um óleo diesel com 0,2% de enxofre, sendo que, até o ano 2000,todas as regiões metropolitanas terão a dispor este tipo de óleo diesel. Para adequar o seu parque de refino às exigências ambientais, a Petrobras está investindo US$ 1,2 bilhões na construção de cinco unidades de hidrotratamento,necessárias para a produção do óleo diesel com baixo teor de enxofre. Em função da necessidade de modificações do parque de refino, e a fim de atender os requisitos futuros de qualidade do óleo diesel, foi criado em 1993 o Programa deDesenvolvimento de Tecnologias do Óleo Diesel (Prodiesel), que tem como objetivos definir os requisitos da qualidade do óleo diesel que atendam às exigências quanto as emissões veiculares, ao desempenho e ao tempo de estocagem. Sob o ponto de vista tecnológico, o Prodiesel apóia o planejamento da Petrobras quanto a definição e adequação do esquema de produção, por refinaria, dos melhores processos para ajuste da produção e da qualidade do óleo diesel. O Prodiesel também dá suporte tecnológico à Petrobras Distribuidora (BR) e definiu os requisitos de qualidade quando do lançamento, em 1993, do óleo aditivado Extra Diesel com ação anticorrosiva, antiespumante, detergente e dispersante. Este pacote de aditivos tem como objetivo principal manter o sistema de injeção limpo,contribuindo com a manutenção das emissões dos motores diesel ao longo do uso. Dentro do portfólio de projetos do Prodiesel, atualmente está em andamento, em parceria com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), um projeto que tem como objetivo avaliar a durabilidade das emissões em motores de tecnologia avançada que serão lançados brevemente no mercado brasileiro. Será avaliada a adequação do binômio combustível-motor, usando óleo diesel com teor de enxofre de 0,2% m/m, em um ciclo de teste, em laboratório, que simule 160.000 km de uso de veículo. O novo diesel metropolitano, com teor de enxofre de 0,2 %, será lançado em janeiro do ano que vem pela Petrobras nos principais centros consumidores do país. Isso representará a redução de 60 % em relação à atual especificação, que é de 0,5 %. Rio de Janeiro, São Paulo, Santos, Cubatão, Salvador, Aracaju,
  5. 5. Recife e Fortaleza serão as primeiras cidades a receber o novo produto que, numa segunda etapa, estará disponível em todas as regiões do Brasil. Com esta iniciativa, de grande alcance social, a Petrobras espera contribuir para baixar ainda mais os índices de poluição na atmosfera e , conseqüentemente, melhorar as condições do meio ambiente. Por essa razão, a Empresa está investindo US$ 1 bilhão no programa que inclui a construção de centros de remoção do enxofre, chamados de unidades de hidrotratamento. Elas já existem nas refinarias Duque de Caxias-Reduc (RJ), Henrique Lage-Revap, em São José dos Campos (SP) e Gabriel Passos-Regap, em Betim (MG). Outras duas que estão programadas para entrar brevemente em operação são as unidades das refinarias de Paulínia-Replan (SP) e de Presidente Bernardes-RPBC, em Cubatão (SP). E já se encontram em construção as unidades das refinarias Presidente Getúlio Vargas-Repar, em Araucária (PR) e Alberto Pasqualini-Refap, em Canoas (RS). A operação será facilitada pela grande produção de petróleo na Bacia de Campos (RJ), cujo teor de enxofre é muito baixo. Participam também do programa o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Além de emitir menos poluentes, o novo diesel tem melhor combustão (queima do combustível), solta pouca fumaça, diminui o mau cheiro e reduz a corrosão no interior dos motores. Com o lançamento do produto no mercado, haverá uma redução em todo o país de 35 mil toneladas de enxofre, que anualmente são despejadas na atmosfera, poluindo o meio ambiente. Só na região metropolitana do Rio de Janeiro, a diminuição será da ordem de 5,8 mil toneladas por ano. O programa está dividido em duas fases. A primeira começa agora em outubro com a redução no diesel de 0,5 % para 0,3 % , o que significa uma retirada de 40 % do teor do enxofre e uma diminuição de 3,8 mil toneladas/ano de poluentes na região do Grande Rio. E, mesmo com todos esses benefícios, a Petrobras , pelo menos por enquanto, não pretende aumentar o novo produto que continuará sendo vendido pelo mesmo preço do diesel que é comercializado hoje. Outra vantagem do novo diesel é que permitirá a entrada no Brasil dos motores Euro, fabricados na Europa. Trata-se de modelos avançados que consomem o diesel que vamos produzir a partir do próximo ano com 0,2 % de enxofre. Eles são utilizados em caminhões, picapes, vans e outros veículos de grande e médio porte. São motores desenvolvidos com emprego de modernas tecnologias, com alto nível de desempenho, e que agora poderão ser importados pelas montadoras ou fabricados no Brasil. E o que está viabilizando a chegada desses motores é mudança da especificação do diesel.

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