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Mamografia (Artigo)

Vanessa Farias
Vanessa Farias
Vanessa FariasTécnico/ Tecnólogo em Radiologia Médica/ Pós Graduação em Proteção Radiológica

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Gisele Alborghetti Nai
Adriana Fleury
Maria Fernanda F. B. Jacob
Edilaine Gonçalves A. Silva
Ricardo Luís Barbosa
Carolina Ribeiro, Hildanielle Duque, Laudira Azevedo e
Vanessa Farias
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  • 1. Gisele Alborghetti Nai Adriana Fleury Maria Fernanda F. B. Jacob Edilaine Gonçalves A. Silva Ricardo Luís Barbosa
  • 2. Carolina Ribeiro, Hildanielle Duque, Laudira Azevedo e Vanessa Farias
  • 3.  Revisamos os resultados dos exames patológicos de 85 pacientes com lesões não palpáveis da mama, cujo diagnóstico mamográfico foi de microcalcificações suspeitas para malignidade.
  • 4.  28,4% tratavam-se de alterações benignas do tecido mamário  36,3% de lesões pré-malignas  35,2% de carcinomas  54,8% com predomínio dos carcinomas "in situ" (no local)  58,6%com carcinomas do tipo ductal
  • 5.  A grande variação da correlação entre estes dois exames pode ser estreitada pelo uso combinado da classificação de BI-RADS e de Le Gal na avaliação dos exames mamográficos.
  • 6. Categoria Avaliação Conduta 0 Incompleta Outras incidências de mamografia ou ultra- sonografia são necessárias 1 Negativa (nada encontrado) Rastreamento normal 2 Achados benignos Rastreamento normal 3 Provavelmente benignos Seguimento 06 meses (às vezes indica-se biopsia) 4 Anomalias suspeitasA - menor suspeitaB - média suspeitaC - maior suspeita Biópsia deve ser avaliada 5 Alta suspeita de malignidade Necessita esclarecimento definitivo 6 Já existe diagnóstico do
  • 7. Tipos Microcalcificações- Morfologia % de Malignidade Tipo I Anulares, redondas, discóides, com centro lucentes Todas são benignas Tipo II Redondas, isodensas, uniformes 22% são malignas Tipo III Puntiformes, tipo “poeira”, difícil identificação 40% são malignas Tipo IV Irregulares, poliédricas, tipo “grão de sal” 66% são malignas Tipo V Vermiculares, ramificadas, em forma de letras Todas são malignas
  • 8.  O diagnóstico precoce do câncer de mama tem importância fundamental para o tratamento e prognóstico da doença.  A mamografia é, atualmente, a única ferramenta que pode detectar lesões pré-malignas e um câncer na sua fase pré-invasiva, quando a possibilidade de cura é aproximadamente 100%.
  • 10.  59% tinham entre 40 e 59 anos, porém em 21,2% dos casos a idade não foi informada.  53,4% dos casos houve predomínio de achados na mama esquerda. -27,2% nos quadrantes superiores. -66,6% mais especificamente no quadrante externo.  28,4% tratavam-se de alterações benignas do tecido mamário.  36,3% de lesões pré-malignas.  35,2% de carcinomas existindo uma associação entre lesões malignas e pré-malignas e microcalcificações suspeitas para malignidade.
  • 11.  A esquerda, radiografia da peça cirúrgica da mama mostrando foco de microcalcificações irregulares e agrupadas.  A direita, fotomicrografia da área mostrando microcalcificações associadas a ductos dilatados
  • 12.  A esquerda, radiografia da peça cirúrgica da mama mostrando foco de microcalcificações irregulares e agrupadas.  A direita, fotomicrografia da área mostrando microcalcificações associadas a carcinoma ductal invasivo.
  • 13.  A detecção precoce é o fator mais importante para melhorar a taxa de sobrevida das pacientes com câncer de mama.  A mamografia é o exame disponível com maior acurácia para detecção de pequenos carcinomas da mama e tem a habilidade de mostrar até mesmo lesões pré-malignas.
  • 15.  Microcalcificações mamárias suspeitas para malignidade representam não apenas um achado diagnóstico, mas também prognóstico e terapêutico.  Microcalcificações à mamografia não são patognomônicas de carcinoma, mesmo quando apresentam um padrão morfológico suspeito para tal, mas representam uma área de alto risco no tecido mamário e requerem uma biópsia para exame histológico e diagnóstico definitivo.