Placenta

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Resumo de embriologia sobre placenta.
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Placenta

  1. 1. PLACENTA Descrição de suas estruturas, características e organização endometrial Vanessa Cunha Enfermagem
  2. 2. O que é? É um órgão formado por tecido materno e tecidos do concepto extraembrionário.  Período de formação: da segunda semana até a quarta semana.  Período de crescimento: da quarta semana até o final E da gravidez.se a placenta parar de crescer? Haverá comprometimento da nutrição e oxigenação para a criança, levando ao parto prematuro, por exemplo.  Período de envelhecimento: a partir do terceiro semestre.
  3. 3. Consequência do seu envelhecimento Ser parida inteira, caso contrário, a mulher ficará sujeita ao quadro de toxicemia.  Por que? A toxicemia ocorre porque os restos da placenta que permaneceram no organismo materno já estão em estado de morte celular; assim, as enzimas presentes nas células são liberadas, destruindo os tecidos os quais entram em contato. Além disso, altera a flora vaginal da mulher, tornando-a patogênica de forma que tanto as bactérias podem invadir a vascularização da mulher quanto produzir substâncias tóxicas ao organismo.
  4. 4. Como o envelhecimento placentário se caracteriza? • Gradativa parada de crescimento e involução do citotrofoblasto ao longo do terceiro trimestre. 1º SINAL 2º SINAL • Vascularização placentária aumenta de tamanho e diâmetro. 3º SINAL • Aumento, junto da vascularização placentária, de células fagocitais denominadas de Hoeffbauer.
  5. 5. Estruturas formadas pelos tecidos do feto  Início da segunda semana: formação de lacunas trofoblásticas e vilosidades primárias (sinciciotrofoblasto e citotrofoblasto).  Final da segunda semana: formação de vilosidades secundárias (sinciciotrofoblástico + cório ou, podese dizer também, vilosidades primárias + mesoderma extraembrionário).  Final da terceira semana: formação das vilosidades terciárias (vilosidades secundárias + vasos sanguíneos do concepto).
  6. 6. Desenvolvimento das vilosidades
  7. 7. Vilosidades terciárias  São encontradas mergulhadas no sangue materno contido nas lacunas trofoblásticas.  Os tecidos que formam as vilosidades terciárias tem a capacidade de: Filtrar e transportar, através do gradiente de concentração, as substâncias presentes no sangue materno dentro das lacunas trofoblásticas; Realizar pinocitose, que permite a difusão de oxigênio presente nas hemácias maternas em direção as hemácias presentes na vascularização das vilosidades terciárias.  As vilosidades terciárias são denominadas também de
  8. 8. “Todas as vilosidades secundárias tornam-se vilosidades terciárias”: FALSO! As vilosidades secundárias que não recebem vascularização, terão a função de aumentar a fixação do concepto no tecido conjuntivo endometrial. Assim sendo, a partir da quarta semana, os mecanismos de fixação do concepto são: 1. Interação entre as integrinas, presentes na membrana plasmática do sinciciotrofoblasto, com as fibronectinas presentes no tecido conjuntivo endometrial materno. 2. Vilosidades de ancoragem: vilosidades secundárias que não se tornam em vilosidades
  9. 9. Distribuição das vilosidades placentárias  Sua distribuição é heterogênea. Dessa forma, podemos observar uma região pobre na quantidade de vilosidades e uma região rica tanto em quantidade quanto em tamanho. Região pobre em vilosidades: forma o cório liso. O cório liso estará em contato com o tecido conjuntivo endometrial adjacente ao epitélio de revestimento do útero. Esta região é denominada Decídua Capsular. Portanto, o cório liso e a Decídua Capsular estão do lado oposto ao pólo embrionário. Região rica em vilosidades: forma o cório viloso. O cório viloso, que está em continuidade com o pólo embrionário, encontra-se diretamente em contato com o tecido conjuntivo do endométrio materno. Esta região do tecido conjuntivo, junto ao cório viloso, receberá o nome de Decídua Basal.
  10. 10. Decídua  A Decídua Basal e a Decídua Capsular são regiões do tecido conjuntivo endometrial onde ocorreu a implantação. Na parede do útero oposta a parede onde houve a implantação, o tecido conjuntivo endometrial recebe o nome de Decídua Parietal. Qual é o significado da palavra DECÍDUA? Significa saída. As Decíduas saem depois que a mulher tem a criança, pois constituem a área total da placenta. No entanto, a área da placenta onde ocorre a difusão de oxigênio e o transporte de substâncias será no cório viloso em contato com a Decídua Basal.
  11. 11. Características gerais da Placenta  Forma: discoide com o cordão umbilical fixado e revestido pela membrana do saco amniótico.  Hematose: é o local onde ocorre a reoxigenação do sangue do bebê em formação. Em toda a gravidez, a hematose é placentária, mesmo com a formação dos pulmões, a hematose permanece placentária porque os pulmões formados durante a gravidez estão encharcados por líquido amniótico.
  12. 12. Características gerais da Placenta  Filtração: pinocitose, difusão simples, difusão facilitada e, já no final da gravidez, transporte ativo. a) Constituintes presentes no sangue materno circulando nas lacunas trofoblásticas. b) Excretas do bebê em formação.  Biotransformação: metabolização das substâncias filtradas do sangue materno. Ocorre no citotrofoblasto, sinciciotrofoblasto e endotélio das vilosidades placentárias.
  13. 13. Características gerais da Placenta  Produção de hormônios: a) HCG: principalmente produzido pelo sinciciotrofoblasto. Para a mãe – mantém o corpo lúteo ativo produzindo estrogênio e progesterona que atuam nas glândulas mamárias e na própria placenta. Para o bebê – ativa o crescimento do feixe muscular (fibras colágenas e tecido muscular liso) que promove a descida dos testículos em direção a bolsa escrotal. b) Estrogênio e progesterona placentárias Para a placenta – mantém a placenta em crescimento e funcionando.
  14. 14. Características gerais da Placenta Prolactina placentária ou hormônio mamotrófico: atua nas glândulas mamárias para produção de leite. d) “Like-insulin” ou Insulina placentária: age na metabolização da glicose na criança, mas não atua no organismo materno. e) Somatostatina placentária: age no bebê como uma das substâncias que promovem o seu crescimento. f) Relaxina: é o último hormônio a ser produzido, atua no canal do parto fazendo a dilatação do canal vaginal. c)
  15. 15. Organização endometrial: reação decidual  O que é? É a resposta do sistema imunológico aos fenômenos de implantação e nidação, acompanhada do aumento em quantidade dos fibroblastos e células deciduais. Formar as Decíduas Basal, Capsular CONSEQUÊN CIA e Parietal.
  16. 16. Consequências do crescimento dos fibroblastos  O que são fibroblastos? São células específicas do tecido conjuntivo cuja função é de produção de matriz para sustentação de suas próprias células e epitélios, junto a vasos sanguíneos e tecido muscular.  Características da matriz do tecido conjuntivo: Tem aparência gelatinosa firme, é uma substância amorfa formada por fibronectina, laminina, polissacarídeos (geralmente solvatados ou sulfatados), glicosaminoglicanos e ácido hialurônico (rico em A presença de polissacarídeos solvatados hidroxilas). Como apresenta poros,ou sulfatados e hidroxilas é capaz de promover no ácido hialurônico permite a hidratação tecidual. A água é atraída a difusão de substâncias. de hidrogênio, sendo denominada pelos radicais, formando pontes de água de solvatação. Através da água de solvatação há passagem de vitaminas, medicamentos, drogas, oxigênio, nutrientes e outras substâncias.
  17. 17. Consequências do crescimento dos fibroblastos  Características da matriz do tecido conjuntivo: É uma matriz com proteínas que se arrumam como fibras (substância fibrosa e proteínas com conformação tridimensional). Divide-se em dois grandes sistemas: a) Sistema colágeno propriamente dito: localizado mais profundamente, é formado por fibras colágenas. São fibras de resistência, suportando tensão e distribuindo-a pelo tecido. b) Sistema elástico: composto por fibras elásticas que permitem a distensão. Assim, permite a sustentação do feto e da placenta.
  18. 18. Consequências do crescimento das células deciduais As células deciduais tem como função: armazenar, metabolizar e distribuir a glicose.  Por que há necessidade de uma célula especializada nesta questão de armazenamento, metabolização e distribuição? A glicose é essencial, sendo a fonte de energia (ATP) para o crescimento, desenvolvimento e especializações celulares.
  19. 19. Consequências da reação imunológica Apesar do concepto ser um corpo estranho, o organismo da mãe não reage contra, devido a maturidade do sistema imune materno e ausência de proteínas principais de histocompatibilidade no sinciciotrofoblasto. Há um infiltrado mononuclear e aumento da população de linfócitos, monócitos e macrófagos – sendo este último responsável pela produção de interleucinas que diminuem a atividade do sistema imune, ou seja, reduzem a atividade desse sistema: Em situações normais, isto ocorre. Entretanto, há casos em que o sistema imunológico imunodepressão. da mãe é imaturo e a mulher é incapaz de desenvolver uma gravidez devido ao ataque do sistema imune ao concepto.
  20. 20. Consequências do crescimento do útero  Referente as Decíduas Capsular e Parietal: A partir da quarta semana até o final do oitavo mês de gravidez, a parede onde houve a implantação cresce em consequência do crescimento global do concepto. Neste crescimento observamos que o cório liso se apoia e toma totalmente a Decídua Capsular; portanto, ele fica diretamente em contato com o epitélio endometrial da parede onde ocorreu a implantação. A partir do sexto mês de gravidez,com o crescimento do concepto, a parede onde ele se encontra avança de forma a gradativamente ocupar toda a cavidade do útero. Portanto, no nono mês de gravidez, não mais será vista a cavidade do útero e será o epitélio endometrial que estabelecerá limite entre o cório liso e a Decídua Parietal. OBS:Como é formada a membrana amniocoriônica? Cório liso + pedaço do tecido do saco amniótico.
  21. 21. Consequências do Crescimento do útero  Crescimento do miométrio:lembrando que as células do miométrio não realizam mitose, este processo ocorre através de dois fenômenos dependentes de estrogênio. São estes: a) HIPERTROFIA: aumento de tamanho e volume das células musculares lisas do miométrio. b) HIPERPLASIA: aumento de quantidade das células mesenquimais, que participam do fenômeno de miogênese, dando origem aos mioblastos e estes geneticamente são determinados a se especializar em células musculares lisas.
  22. 22. Obrigada!

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