Como clonar HDs e fazer backup sem precisar do GhostPor Carlos E. Morimotohttp://www.guiadohardware.net30/06/2002         ...
No Linux, os HDs IDE são reconhecidos com /dev/hda, /dev/hdb, /dev/hdc e /dev/hdd, onde o hda e ohdb são respectivamente o...
som, modem e o que mais for necessário. No Windows, delete tudo que estiver dentro do gerenciadorde dispositivos antes da ...
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Como clonar h ds e fazer backup sem precisar do ghost

  1. 1. Como clonar HDs e fazer backup sem precisar do GhostPor Carlos E. Morimotohttp://www.guiadohardware.net30/06/2002 Sejamos sinceros. O Norton Ghost é um excelente software. É fácil de usar e oferece umgrande conjunto de recursos. Nada mais prático do que fazer uma imagem do sistema e recuperá-lasempre que tiver problemas, ou mesmo restaurá-la em vários PCs, muito mais rápido que reinstalar osistema.Mas, o Ghost tem um pequeno defeito, os 100 reais que custa nas lojas. A boa notícia é que você nãoprecisa dele para Clonar HDs.:. Usando o ddEm qualquer distribuição Linux você vai encontrar um pequeno programa chamado dd (de direct copy)que permite criar e restaurar imagens facilmente. Você pode tanto utilizá-lo tanto para fazer uma cópiadireta, de um HD para o outro, quanto para salvar a imagem num arquivo, que poderá ser restauradoposteriormente.A sintaxe do dd é "dd if=origem of=destino". Se você tiver dois HDs, um instalado como primary mastere o outro instalado como primary slave e quiser clonar o conteúdo do primeiro para o segundo, ocomando seria: dd if=/dev/hda of=/dev/hdbComo a cópia é feita bit a bit, não importa qual é sistema operacional, nem o sistema de arquivos usadono HD de origem. A cópia é completa, incluindo a tabela de partição do HD e o setor de boot.Não é preciso utilizar HDs da mesma capacidade; pelo contrário: existe uma grande flexibilidade nesteaspecto. Se por exemplo o HD doador tiver 20 GB e o destino tiver 30 GB, depois da cópia você ficarácom 10 GB de espaço não particionado no HD destino. Bastará criar uma nova partição usando esteespaço livre, ou mesmo redimensionar as partições copiadas de forma a englobarem todo o disco.Mas, e se for o contrário, o HD de origem tiver 30 GB e o destino tiver 20 GB? Neste caso vocêprecisaria primeiro deixar pelo menos 10 GB livres no HD de origem e em seguida redimensionar aspartições de forma a deixar 10 GB de espaço não particionados no final do disco para que a imagem"caiba" no HD destino. Não importa qual seja o tamanho dos dois HDs, desde que as partiçõesexistentes no HD de origem não ultrapassem a capacidade total do HD destino.Existem vários programas que você pode utilizar para redimensionar partições. Dois exemplos são obom e velho Partition Magic e o DiskDrake, incluído no Mandrake Linux. Você pode dar boot usando oCD 1 do Mandrake 8.1 ou 8.2 CD, seguir a instalação até a etapa de particionamento do disco,redimensionar as partições, salvar a tabela de partição no HD e em seguida abortar a instalação. ODiskdrake é tão fácil de usar quanto o Partition Magic, basta clicar sobre a partição e em seguida em"resize":
  2. 2. No Linux, os HDs IDE são reconhecidos com /dev/hda, /dev/hdb, /dev/hdc e /dev/hdd, onde o hda e ohdb são respectivamente o master e o slave da IDE primária e o hdc e hdd são o master e slave da idesecundária. Você pode alterar o comando de acordo com a localização dos HDs na sua máquina. Paraclonar o hdc para o hdd, o comando seria dd if=/dev/hdc of=/dev/hdd.O comando pode ser dado tanto em modo texto, quanto num terminal dentro da interface gráfica, nãofaz diferença. O único incômodo é que o dd não mostra nenhum tipo de indicador de progresso e é umpouco demorado. Na minha máquina demorou 35 minutos para copiar 10 GB de dados de um HDQuantum LCT de 20 GB para um Plus AS de 30 GB num Celeron 600.:. Salvando a imagem num arquivoAlém de fazer uma cópia direta, você pode usar o dd para salvar a imagem num arquivo, que pode sercopiado num CD, transferido via rede, etc. Para isto, basta indicar o arquivo destino, como em ddif=/dev/hdc of=imagem.img, que salvará todo o conteúdo do /dev/hdc num arquivo chamadoimagem.img, dentro do diretório corrente.O arquivo terá o tamanho de todo o espaço ocupado no HD. Ou seja, se você tiver um HD de 5 GB, mascom apenas 2 GB ocupados, a imagem terá apenas 2 GB e não 5. Depois de gerar o arquivo, você podecompactá-lo e quebra-lo em vários arquivos para gravar em CDs por exemplo. Na hora de restaurar osistema, bastará reconstituí-lo e usar o comando inverso para restaurar a imagem, como em ddif=imagem.img of=/dev/hdbObs: O recebi um mail do Wooky lembrando que o Kernel do Linux possui uma limitação quanto aotamanho máximo dos arquivos, que não podem ter mais de 2 GB, assim como na FAT 32. Isto se aplicanaturalmente também aos arquivos gerados pelo dd, que não podem superar esta marca. Não tenhocerteza se esta limitação se aplica também ao G4U (abaixo), pois ele utiliza o Kernel do NetBSD, não doLinux.O idéia é que você utilize o espaço livre do HD da máquina Linux para guardar e restaurar as imagensdos HDs de outras máquinas, que serão clonados. Isto é muito prático se você tiver várias máquinas equiser fazer backups, tiver comprado um HD maior e quiser migrar o sistema, sem precisar reinstalartudo, ou caso precise instalar o mesmo sistema operacional em vários PCs.Naturalmente, caso os PCs tenham uma configuração diferente, você precisará reconfigurar o vídeo,
  3. 3. som, modem e o que mais for necessário. No Windows, delete tudo que estiver dentro do gerenciadorde dispositivos antes da cópia e deixe que o sistema detecte novamente todos os periféricos no bootseguinte. No Linux, mantenha o kudzu ativado, para que ele detecte as mudanças durante o boot. Vocêpode ativa-lo através do ntsysv (rode o comando como root), ou então utilizando o Linuxconf, MandrakeControl Center ou outro utilitário incluído na distribuição. Muitas vezes você precisará reconfigurar ovídeo, som e mouse manualmente, após o boot.:. Usando o G4UO G4U, ou "Ghost for Unix" é mais um programa gratuito, na verdade uma mini-distribuição do NetBSDque complementa o dd, oferecendo a possibilidade de salvar ou recuperar imagens a partir de umservidor FTP. A principal vantagem é que ele roda a partir de um único disquete, o que permite usa-loem máquinas rodando qualquer sistema operacional e sem necessidade de abrir a máquina.Comece baixando a imagem do disquete no http://www.feyrer.de/g4u/. Se o link não estiverfuncionando, tente este.Para gravar a imagem no disquete, use o comando cat g4u-1.7.fs >/dev/floppy no Linux ou use oRawwritewin para gravá-lo através do Windows.Como o G4U não oferece outra opção além de salvar as imagens no servidor de FTP, precisaremossempre de duas máquinas para usá-lo. Mas, hoje em dia é muito fácil encontrar bons servidores de FTPtanto para Linux quanto para Windows.Se você estiver utilizando o Linux, provavelmente já têm um servidor instalado, o Proftpd. Tudo o quevocê têm a fazer é ativá-lo. No Mandrake você pode fazer isso através do Mandrake Control Center >Sistema > Serviços. No Conectiva ou Red Hat você pode usar o LinuxConf e em outras distribuições ontsysv. No Slackware edite o arquivo etc/rc.d/init.d, descomentando a linha com o comando parainicializá-lo.O Windows não acompanha nenhum servidor de FTP, mas você pode baixar o GildFTPD, que é gratuitono http://www.nitrolic.com/download.htmA configuração do servidor se resume a:1- Habilitar um servidor DHCP, que pode ser o compartilhamento de conexão do Windows, ou o serviçoDHCPD no Linux.2- Criar uma conta de usuário chamada "install" que será usada pelo G4U. Não se esqueça que estaconta deverá ter permissão de escrita para a pasta onde serão gravados os arquivos de imagem.No Linux, usando o Proftpd, existe uma forma muito simples de criar o usuário install já com permissãode escrita, basta adicionar o usuário no sistema utilizando os comandos (como root):# adduser install (cria o usuário)# passwd install (define a senha)O diretório do usuário será /home/install, local onde as imagens ficarão armazenadas.Você pode utilizar duas placas Realtek baratinhas e um cabo cross-over para interligar os micros. Amaior limitação de velocidade na hora de fazer os backups será o poder de processamento do cliente,não tanto a velocidade da rede. Sendo assim não fará muita diferença utilizar placas de 10 ou 100megabits.O G4U detectará automaticamente a placa de rede instalada no cliente durante o boot, e obterá umendereço IP automaticamente a partir do servidor DHCP. A lista de placas de rede compatíveis inclui:
  4. 4. Placas PCI: DEC 21x4x PCnet-PCI Ethernet ENI/Adaptec ATM NE2000 Compatível 3Com 3c59x SiS 900 Ethernet 3Com 90x[B] ThunderLAN Ethernet SMC EPIC/100 Ethernet DECchip 21x4x Ethernet Essential HIPPI card VIA Rhine Fast Ethernet DEC DEFPA FDDI Lan Media Corp SSI/HSSI/DS3 Intel EtherExpress PRO Realtek 8129/8139 Placas ISA: AT1700 DEC EtherWORKS III CS8900 Ethernet DEPCA 3Com 3c503 NE2100 3C505 BICC IsoLan 3C501 NE[12]000 ethernet 3C509 SMC91C9x Ethernet 3C507 IBM TROPIC (Token-Ring) StarLAN IBM TROPIC (Token-Ring) FMV-180 series 3COM TROPIC (Token-Ring) EtherExpress/16 WD/SMC Ethernet EtherExpress 10 ISA Placas PCMCIA BayStack 650 (802.11FH) Raytheon Raylink (802.11) Xircom/Netwave AirSurfer Megahertz Ethernet 3Com 3c589 e 3c562 Lucent WaveLan IEEE (802.11) MB8696x based Ethernet Xircom CreditCard Ethernet NE2000-compatívelEsta lista é bem abrangente, além de incluir a grande maioria das placas PCI e ISA, já inclui váriasplacas PCMCIA 802.11b. Mas, se mesmo assim a placa do seu PC não for suportada, troque-a por umaRealteck 8139 na hora do backup. Trinta reais não vão pesar no bolso.Durante o boot o G4U vai contatar automaticamente o servidor. A partir daí o uso do programa seresume a apenas dois comandos: uploaddisk e slurpdisk. O primeiro serve para copiar as imagenspara o servidor e o segundo para recuperar as imagens gravadas. As imagens são compactadas noformato .gz, isto significa que você terá uma redução de algo entre 30 e 60% do espaço ocupado noHD. Se o servidor tiver um HD grande você poderá usá-lo parar armazenar imagens de várias máquinasdiferentes. Mas, em compensação, a compactação exige uma grande carga de processamento nocliente, o que torna a transferência bem mais lenta.Fazer um backup de uma instalação do Slackware, de pouco mais de 1 GB feita num Pentium 100 gerouum arquivo de 635 MB e demorou pouco mais de 4 horas, devido à lentidão do processador. Um backupde 5 GB, feito num Celeron 600 já foi bem mais rápido, "apenas" duas horas e meia. Ou seja, mesmousando um micro rápido, prepare-se para uma certa demora.Para gravar as imagens no servidor use:uploaddisk IP_do_servidor nome_do_arquivo.gz wd0Como em: "uploaddisk 192.168.0.1 backup1.gz wd0".O "wd0" indica o HD local que será copiado, caso exista mais de um instalado no cliente. O wd0 é o HD
  5. 5. instalado como primary master, o wd1 é o primary slave, enquanto o wd2 e wd3 são respectivamente osecondary master e secondary slave. No caso de HDs SCSI as identificações são sd0, sd1, sd2, etc. deacordo com a posição do HD no bus SCSI.Para recuperar as imagens basta trocar o comando: slurpdisk IP_do_servidor nome_do_arquivo.gzwd0, como em "slurpdisk 192.168.0.1 backup1.gz wd0".Apesar de na teoria parecer um pouco complicada, depois de colocar a mão na massa você vai perceberque o uso destas ferramentas é bastante simples e, pode ter certeza, você ainda vai precisar delas.Afinal, quanta gente acaba reinstalando o Windows toda vez que precisa trocar o HD? quanta gentepassa dias instalando o sistema em várias máquinas, uma por uma, enquanto poderia instalar apenasna primeira e copiar para as demais?

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