Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos de Bartolomeu Perestrelo                                               Ano Letivo 2011 / ...
utilizando recursos verbais e não verbais com um grau de complexidade adequado às situações de comunicação (5) (6).•Divers...
Estratégias / Metodologias:A. Antecipação da oralidade1.Como atividade de antecipação da oralidade, sugere-se uma discussã...
Joaquina – Se te eu entendo...José Félix – Ah! tu não entendes? Bem, Joaquina, bem. Nem eu: nem ninguém. Por isso mesmo, J...
já desenganar o papá. E se é preciso que eu tome parte na questão...Joaquina – O caso era saber a gente o que é, e onde a ...
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Sequência pedagógica oralidade

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Sequência pedagógica oralidade

  1. 1. Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos de Bartolomeu Perestrelo Ano Letivo 2011 / 2012 Tempo: 90 m Ano: 8ºTema: Texto dramático / debateCompetência (s): Compreensão e expressãooralDescritores de desempenho: Conteúdos: Dispor-se física e psicologicamente a escutar, ●Ouvinte (DT C.1.1.) ●Discurso; universo de discurso (DT C.1.1.) focando a atenção no objeto enos objetivos da ●Figuras de retórica e tropos (DT C.1.3.1.) comunicação (1). ●Relato; paráfrase; síntese Utilizar procedimentos para clarificar, registar, ●Contexto (DT C.1.1.) tratar e reter a informação, emfunção de ●Caraterísticas da fala espontânea necessidades de comunicação específicas (2): ecaraterísticasda fala preparada − identificar ideias-chave; tomar notas; ●Tipologia textual: texto conversacional (DT ● Interpretar discursos orais com diferentes graus C.1.2.) de formalidade e complexidade: ●Língua padrão (traços específicos) (DT A.2.2.) − agir em conformidade com instruções e ●Coerência; coesão DT C.1.2.) informações recebidas; ●Princípio de pertinência e de cooperação (DT − identificar o assunto, tema ou tópicos; C.1.1.1.) ● Reproduzir o material ouvido recorrendo a ●Sequência de enunciados técnicas de reformulação (4). ●Progressão temática (C.1.2.) ●Manifestar ideias, sentimentos e pontos de vista ●Entoação (DT B.1.2.4.) suscitados pelos discursos ouvidos. ●Locutor; interlocutor (C.1.1.) ● Utilizar informação pertinente, mobilizando ●Princípios reguladores da interação discursiva conhecimentos pessoais ou dados obtidos em (C1.1.1.) diferentes fontes. ●Diálogo; (DT C.1.1.) ● Organizar o discurso, assegurando a progressão ●Estratégias discursivas (DT C.1.1.) de ideias e a sua hierarquização (2). ● Produzir textos orais, de diferentes tipos, adaptados às situações e finalidades decomunicação (3) (4): − exprimir sentimentos e emoções; − informar/explicar; − fazer apreciações críticas; − apresentar e defender ideias, comportamentos e valores; − argumentar/convencer os interlocutores; −fazer exposições orais. ● Usar da palavra com fluência e correção,
  2. 2. utilizando recursos verbais e não verbais com um grau de complexidade adequado às situações de comunicação (5) (6).•Diversificar o vocabulário e as estruturas utilizadas no discurso, com recurso ao português- padrão.● Explorar diferentes formas de comunicar e partilhar ideias e produções pessoais (7) selecionando estratégias e recursos adequados para envolver a audiência (8).●Seguir diálogos, discussões ou exposições, intervindo oportuna econstrutivamente (1).● Implicar-se na construção partilhada de sentidos: − atender às reações verbais e não-verbais do interlocutor para umapossível reorientação do discurso; − pedir e dar informações, explicações, esclarecimentos; − apresentar propostas e sugestões; − retomar, precisar ou resumir ideias para facilitar a interação; −estabelecer relações com outros conhecimentos; − debater e justificar ideias e opiniões; − considerar pontos de vista contrários e reformular posições.● Assumir diferentes papéis (2) em situações de comunicação, adequando asestratégias discursivas às funções e aos objetivos visados (3).● Respeitar as convenções que regulam a interação verbal (4).●Explorar os processos de construção do diálogo e o modo como se pode agiratravés da fala (5) (6).●Expressar, de forma fundamentada e sustentada, pontos de vista e apreciações críticas suscitadas pelos textos lidos em diferentes suportes.
  3. 3. Estratégias / Metodologias:A. Antecipação da oralidade1.Como atividade de antecipação da oralidade, sugere-se uma discussão na turma sobre três provérbios(registados no quadro): - “Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo.” - “A mentira só é vício quando faz mal; se faz bem, é uma grande virtude.” - “A mentira é como uma bola de neve; quanto mais rola, mais engrossa.”2.O professor solicita aos alunos que estabeleçam uma relação entre estes provérbios e o título da peça emestudo.B. Compreensão oral1. Audição da cena I2. Preenchimento de um texto lacunar CENA I JOAQUINA, JOSÉ FELIXJoaquina – Entre, senhor ____________, entre. Isto são umas madrugadas!... Para uma pessoa como osenhor José Félix, o ____________ ____________ de um fidalgo da corte! Lá por fora ainda mal são novehoras...José Félix – Nove horas... e fidalgo da corte!... Recolha o seu espírito, senhora ____________. Meu amo égeneral, estamos de acordo; nove horas deram há muito. Mas cá em ____________ contam-se as horas eos fidalgos por outro modo. Lá na ____________, minha querida Joaquina...Joaquina – Ai, como tu estás tolo! A província, a província... Ora isto!Saiba que eu venho do ____________, senhor José Félix, que é a ____________ ____________do reino, e acidade eterna, como dizem os periódicos. Província será a terra de você, que há de ser a Lourinhã, ou aaldeia de Paio Pires, ou coisa que o valha. E então?...José Félix – Basta, Joaquina, basta; recolhe o teu espírito, que já aqui não está quem falou. Soube aindaagora que tinham chegado ontem à noite no vapor, que estavam aqui nesta hospedaria, que é pegadaquase com a nossa casa; e vim logo, minha adorada Joaquina, reclamar o prémio de ________________________de eternas ____________.Joaquina – E você, vamos a saber, você tem sido constante, fiel?...José Félix – Horrivelmente fiel! Maldição, Joaquina, maldição!...Joaquina – Que diz ele?...José Félix – Se tu vens da!... da província não. Não, Joaquina, tu não vens da província, vensda________________________... Virás. Maldição eterna sobre quem o duvidar! Mas vens, vens donde aindase não sabe a língua das ____________ ____________, dos sentimentos copiados do nu da natureza comonós cá a temos na Rua dos Condes, e nos folhetins das folhas públicas, que são o órgão da opiniãoincomensurável dos séculos.
  4. 4. Joaquina – Se te eu entendo...José Félix – Ah! tu não entendes? Bem, Joaquina, bem. Nem eu: nem ninguém. Por isso mesmo, Joaquina.A moda é esta. Deixa: em tu estando aqui oito dias, ficarás mais perfeita do que eu; porque a tua alma de____________ é feita para compreender o meu coração de____________. E então, vês tu? Oh Joaquina,anjo, mulher, sopro, silfo, demónio! eu amo-te! Amo-te, porque...Joaquina – Cruzes!José Félix – Não me interrompas, não me interrompas, deixa ir. Silfo, anjo, sopro, mulher! amo-te porque omeu ____________ está em brasa, e tenho umas veias, e estas veias... têm umas artérias... e estas artériastêm... não têm... as artérias não têm nada; mas batem, batem como os sinos que dobram pelo finado nahora do passamento, que é morrer, morrer, morrer... oh Joaquina, morrer! E que é a morte? É a vida quecai nos abismos estrepitosos da eternidade, que é, que é...Joaquina – Isso é ____________, ou tu estás a mangar comigo?José Félix – Isto é o drama das ____________, que o sentimento, a ____________...Joaquina – Pois olha: tinha uma coisa muito séria que te dizer mas como tu estás doido, adeus!José Félix – A poesia da vida é esta, Joaquina. Mas... mas passemos à vil prosa dos________________________ do país, se é preciso. Vá. Far-te-ei mais esse sacrifício. Que exiges tu de mim?Joaquina – Que deixes essas patetices agora e oiças. Meu amo, o senhor ____________ ____________, queé um ricaço como tu sabes, um daqueles negociantes do Porto que têm____________________________________, vem de propósito a Lisboa para casar a menina. É uma________________________, e morre por mim, coitada! É um anjo! Prometeu-me que no dia que seassinassem as escrituras tinha eu o meu ____________.José Félix – Dote! Céus! um dote... Oh Joaquina, pois tu tens um dote?... Não quero saber de____________.Quem eu! Maldição sobre mim!Joaquina –____________ ____________.José Félix – Oh! seja o que for, que me importa? O amor, o amor verdadeiro não conta os pintos do objetoamado... Não... E é em ____________ ____________ ____________, sonante, Joaquina?Joaquina – Sim senhor.José Félix – Melhor: porque bem vês, com a minha educação, um rapaz que ____________, estive em Paris,e hoje sou ________________________ de um general...habilitado para ser mordomo de um clube dos deprimeira ordem – a Galocha já eu recusei – bem vês, não podia formar uma aliança que me não desse osmeios de sustentar a posição social em que me acho colocado. Mas tu tens dote; acabou-se. Recolho omeu espírito e estendo a minha mão.Joaquina – Ai, José Félix! mas o ____________ de minha ama ainda não está feito.José Félix – Pois que há... que____________?Joaquina – Não sei... quando vínhamos no vapor, pareceu-me, vi que ________________________. O pai e afilha tiveram suas coisas a esse respeito. E a menina anda ____________, desassossegada. Estou certa quehá impedimento grande, há ____________...José Félix – Obstáculos! Não há, não os pude haver. A minha ____________, a nossa ____________,____________________________________, mil pintos cos diabos! absolutamente não pode deixar de ser, háde se fazer este casamento, Joaquina... A honra, a delicadeza, tudo lhe ordena, senhora Joaquina, que vá
  5. 5. já desenganar o papá. E se é preciso que eu tome parte na questão...Joaquina – O caso era saber a gente o que é, e onde a coisa pega... Mas espere; olha, aí vem a senhora D.____________: deixa-te tu estar e... Mas não vás tu fazer falta em casa a teu amo.José Félix – Meu amo! Toma. Tu estás muito atrasada, Joaquina. Meu amo é um cavalheiro, um____________, uma pessoa da ________________________, portanto costumado a fazer esperar os outros, ea esperar ele pelos seus criados, que é a regra. Além disso, eu tenho licença por todo o dia, que houve láuma coisa em casa... A senhora chorou, o senhor ralhou. Eu te contarei noutra ocasião, que hás de rir. Ocaso é que hoje tenho o dia por meu. Ela aí vem, a tua ama. Vem triste, coitada! Firme, Joaquina! Olha quea coisa é séria para ti, um ____________ e um ____________!3. Procede-se a uma nova audição para correção da atividade.C. Depois da audição:debate 1. O professor solicita aos alunos que se disponham em U, a fim de levar a cabo um debate, partindo dos provérbios já registados no quadro e que serviram de base à atividade de pré- oralidade. 2. O objetivo é estabelecer uma relação entre os provérbios e a temática da peça, associando uma personagem a cada um deles. Provérbios: “Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo.” “A mentira só é vício quando faz mal; se faz bem, é uma grande virtude.” “A mentira é como uma bola de neve; quanto mais rola, mais engrossa.” 3. Os alunos auto e heteroavaliam-se, segundo os parâmetros da grelha em anexo.Recursos: computador e colunas fotocópias quadro e gizPré-requisitos: Os alunos conhecem as caraterísticas dos provérbios.

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