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                                Novembro/212.



“Como a língua pressupõe o uso e, portanto, a sua atualização concreta,
determinada pela situação e pelo contexto de produção, necessariamente
estudá-la significa olhar e tentar compreender a composição de texto (e sua
correlação com o gênero que o constitui) e a situação de interação na qual
ele está inserido.”
A partir dessa afirmação, pensemos: como deve ser o ensino da gramática
da Língua Portuguesa?

Muito se tem questionado nas discussões de ensino de Língua Portuguesa o
estudo da gramática, se ela deve ou não ser ensinada e, se sim, como deve ser
esse ensino. Deve ser sistematizado?! Decorado, regrado, o texto pelo texto um
fim em si mesmo?! Embora saiba se que a gramática normativa não garante o
ensino da 'fala, da leitura e da escrita' com precisão, é preciso que haja o seu
ensino na escola, tendo em vista que esse é o ambiente o qual tem o papel de
oferecer condições ao aluno de adquirir competências a respeito de sua língua
para usá-la de acordo com as diferentes situações a que vivencia.
Durante o percurso no presente módulo, estudamos através da concepção
interacionista da linguagem que esse ensino, no entanto, não pode nem deve ser
proposto apenas com teorias gramaticais, que propõe o ensino da língua como um
fim em si mesma, de caráter homogênea, com a função apenas de expressar
ideias dentro de determinada organização lógica de pensamento. Para que a
gramática atinja sua finalidade e seus objetivos, é preciso que ela seja concebida
através de seu uso, isto é, para que o indivíduo aprenda a respeito de sua língua é
preciso que atue diretamente no processo de cognição, realizando ações por meio
da linguagem que não é apenas elemento da exteriorização do pensamento ou um
código de transmissão e retransmissão de informações, mas agente de interação
comunicativa dentro de determinado contexto histórico, social, cultural, ideológico,
etc.
A maior dificuldade em relação à aprendizagem da língua materna, por parte dos
alunos, de acordo com a gramática normativa (norma culta) é talvez, em relação a
sua própria cultura, que diversas vezes é incompatível, resultando em frustrações,
reprovações e discriminações que iniciam-se no próprio ambiente escolar
(preconceito linguístico) atingindo a vida pessoal, social, etc. levando-os a
concluírem a vida escolar sem saber ler e escrever corretamente e,
consequentemente, tendo a vida profissional, pessoal, social prejudicadas.
Refletindo a respeito de todas essas constatações, é possível afirmar portanto
que, o ensino da gramática, bem como sua concepção não deve ser tida como
uma verdade única, absoluta e acabada, que não deve-se adotar uma doutrina de
repetições, aplicando métodos totalmente teóricos sem relação de sentido, até
porque o propósito, a finalidade do ensino da gramática não é apenas proteger ou
conservar a composição estrutural da língua, mas auxiliar o falante, usuário o
conhecimento a respeito de sua própria língua e, para que isso aconteça, esse
ensino deve ser o mais dinâmico possível, o conteúdo deve ser passado de forma
mais reflexiva através de atividades contextualizada e interdisciplinares,
individuais e/ou coletivas que induzam os alunos a conhecer as variedades, a
mobilização da língua através de estudos e pesquisas que envolvam a leitura, a
compreensão e a produção textual, construindo seu próprio conhecimento,
adquirindo suas próprias competências linguísticas.
O ensino deve abranger de maneira harmônica a gramática à sua aplicabilidade,
isto é, contextualizar o uso, sem descartar as terminologias as nomenclaturas e as
regras, que são fundamentais para o desenvolvimento educacional, cultura e
social dos alunos. O aluno somente será capaz de interiorizar o conhecimento da
estrutura gramatical, se esta for contextualizada em situações ou contextos
comunicativos.
Nesse sentido de ensino, retomamos ao discurso dos gêneros, como recursos
para positivar o ensino da língua portuguesa, da gramática, quanto mais variado
for o contato dos alunos com os diferentes gêneros textuais, maior será sua
facilidade de assimilação das regularidades que determinam o uso da norma
culta/padrão, bem como sua estrutura e seus elementos constitutivos clareza,
coesão, coerência, objetividade entre outros.
A ampliação das competências e habilidades discursivas do aluno se construirá
portanto, por meio de práticas que levem-no a compreender outras exigências de
adequação da linguagem como a argumentação a situacionalidade,
intertextualidade, informatividade, concordância, regência e informalidade
(Diretrizes Curriculares (p. 36).
Por fim, considerando o texto como foco nas aulas de ensino da gramática,
trabalhando a formulação de atividades que conduzam os alunos à reflexão da
flexibilidade da língua acerca dos diversos gêneros, bem como a proposição de
atividades que priorizem os textos redigidos pelos próprios alunos; produção,
revisão, reestruturação e refacção textual, permitirá a exploração das categorias
gramaticais, no entanto, não se enfatizará na categoria em si, mas em sua função
para a (re)construção de sentido, que será, efetivamente construída quando o
leitor é capaz de 'agir no texto e sobre o texto' isto é, de compreender e
interpretar, argumentar, elaborar perguntas, levantar hipóteses acerca do uso de
determinados elementos linguísticos, relacionando-o a sua contextualização
cultural, histórica, social etc.
O desenvolvimento da competência textual do aluno está associado a sua
competência comunicativa/discursiva, o que implica, para uma significativa
produção leitora e escritora, a realização de análise linguística, já que a
competência textual não pode prescindir do estabelecimento de relações entre os
recursos expressivos presentes em um texto e os efeitos de sentido que provocam
no leitor. Assim, considerando-se que os recursos expressivos utilizados por um
autor provêm das escolhas que opera nos elementos oferecidos pela língua, o que
o professor pode propor ao aluno como procedimento de leitura intrinsecamente
ligado aos mecanismos gramaticais. Em outras palavras: o aluno, para sua leitura
produzir sentido, observa que elementos gramaticais no texto do autor?
O desenvolvimento da competência textual do aluno está associado à sua
competência comunicativa/discursiva, o que implica, para uma significativa
produção leitora e escritora, a realização de análise linguística, já que a
competência textual não pode prescindir do estabelecimento de relações entre os
recursos expressivos presentes em um texto e os efeitos de sentido que provocam
no leitor.
Assim, considerando-se que os recursos expressivos utilizados por um
autor provêm das escolhas que opera nos elementos oferecidos pela língua,
o que o professor pode propor ao aluno como procedimento de leitura
intrinsecamente ligado aos mecanismos gramaticais? Em outras palavras: o
aluno, para sua leitura produzir sentido, observa que elementos gramaticais
no texto do autor?

Discursar a respeito da leitura remete-nos à questão da produção de sentidos,
construídos no contexto interativo e recíproco entre o autor e o leitor via texto, os
quais se expressam de maneira distintas, de acordo com a subjetividade do leitor,
bem como seus conhecimentos de mundo, suas experiências e valores, os quais
se expressam de maneiras diferentes, nesse sentido, podemos dizer que o texto
constrói-se a partir de cada leitura, sua compreensão é orientada pelas marcas
gráficas do texto, e sobretudo, pelo que estas marcas têm a dizer e pelo modo
como o leitor apreende e interpreta a intenção pretendida pelo autor.
O texto é unidade significativa composta por duas estruturas fundamentais para
seu entendimento: coesão e coerência, os elementos gramaticais são os
conectivos que oferecem através deles e das ligações que estabelecem é que se
dará a construção de sentido; coerência.
Dos elementos conectivos e coesivos de um texto faz parte os pronomes, os
advérbios, adjetivos, interjeições, metáforas, pleonasmos, ironia, etc. É
fundamental que em seu 'repertório mental' o aluno saiba identificar e distinguir
tais recursos.
Exemplo, quando pronunciamos: “Ela comeu uma caixa de chocolate”, ora
evidente que não estamos falando do objeto caixa, mas, sim o que está dentro
dela; metonímia, é preciso que o aluno saiba identificar essa comparação objetiva,
para que a ele faça sentido o que está sendo dito;
O uso de recursos expressivos possibilitam uma leitura para além dos elementos
superficiais do texto e auxiliam o leitor na construção, reconstrução de sentidos,
quando pronunciamos por exemplo: “Cuide do que for verdadeiro, cuide bem do
seu amor”,o indivíduo precisa saber qual o conceito de verdadeiro e de amor,
tendo conhecimento de tais significados há várias interpretações possíveis para
essa única frase, o verdadeiro pode ser um bem material, ou alguém, uma crença
ou convicção filosófica, logo há uma imensidão de coisas, objetos e/ou a pessoas
que podem vir a ser o 'verdadeiro, o amor' ... É através da observação dos
recursos expressivos da linguagem presentes nos textos, que será possível que
os alunos construam sentidos, relacionando textos/contextos, mediante a
natureza, a função, a organização e a estrutura, de acordo com as condições de
produção/recepção (intenção, época, local, interlocutores).

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  • 1. Vanessa Aparecida Ricardo Anastacio Letras- Licenciatura em Língua Portuguesa. Dissertação apresentada ao Curso de Formação de Professores do Estado de São Paulo. Novembro/212. “Como a língua pressupõe o uso e, portanto, a sua atualização concreta, determinada pela situação e pelo contexto de produção, necessariamente estudá-la significa olhar e tentar compreender a composição de texto (e sua correlação com o gênero que o constitui) e a situação de interação na qual ele está inserido.” A partir dessa afirmação, pensemos: como deve ser o ensino da gramática da Língua Portuguesa? Muito se tem questionado nas discussões de ensino de Língua Portuguesa o estudo da gramática, se ela deve ou não ser ensinada e, se sim, como deve ser esse ensino. Deve ser sistematizado?! Decorado, regrado, o texto pelo texto um fim em si mesmo?! Embora saiba se que a gramática normativa não garante o ensino da 'fala, da leitura e da escrita' com precisão, é preciso que haja o seu ensino na escola, tendo em vista que esse é o ambiente o qual tem o papel de oferecer condições ao aluno de adquirir competências a respeito de sua língua para usá-la de acordo com as diferentes situações a que vivencia. Durante o percurso no presente módulo, estudamos através da concepção interacionista da linguagem que esse ensino, no entanto, não pode nem deve ser proposto apenas com teorias gramaticais, que propõe o ensino da língua como um fim em si mesma, de caráter homogênea, com a função apenas de expressar ideias dentro de determinada organização lógica de pensamento. Para que a gramática atinja sua finalidade e seus objetivos, é preciso que ela seja concebida através de seu uso, isto é, para que o indivíduo aprenda a respeito de sua língua é preciso que atue diretamente no processo de cognição, realizando ações por meio da linguagem que não é apenas elemento da exteriorização do pensamento ou um código de transmissão e retransmissão de informações, mas agente de interação comunicativa dentro de determinado contexto histórico, social, cultural, ideológico, etc. A maior dificuldade em relação à aprendizagem da língua materna, por parte dos alunos, de acordo com a gramática normativa (norma culta) é talvez, em relação a sua própria cultura, que diversas vezes é incompatível, resultando em frustrações, reprovações e discriminações que iniciam-se no próprio ambiente escolar (preconceito linguístico) atingindo a vida pessoal, social, etc. levando-os a concluírem a vida escolar sem saber ler e escrever corretamente e, consequentemente, tendo a vida profissional, pessoal, social prejudicadas. Refletindo a respeito de todas essas constatações, é possível afirmar portanto que, o ensino da gramática, bem como sua concepção não deve ser tida como
  • 2. uma verdade única, absoluta e acabada, que não deve-se adotar uma doutrina de repetições, aplicando métodos totalmente teóricos sem relação de sentido, até porque o propósito, a finalidade do ensino da gramática não é apenas proteger ou conservar a composição estrutural da língua, mas auxiliar o falante, usuário o conhecimento a respeito de sua própria língua e, para que isso aconteça, esse ensino deve ser o mais dinâmico possível, o conteúdo deve ser passado de forma mais reflexiva através de atividades contextualizada e interdisciplinares, individuais e/ou coletivas que induzam os alunos a conhecer as variedades, a mobilização da língua através de estudos e pesquisas que envolvam a leitura, a compreensão e a produção textual, construindo seu próprio conhecimento, adquirindo suas próprias competências linguísticas. O ensino deve abranger de maneira harmônica a gramática à sua aplicabilidade, isto é, contextualizar o uso, sem descartar as terminologias as nomenclaturas e as regras, que são fundamentais para o desenvolvimento educacional, cultura e social dos alunos. O aluno somente será capaz de interiorizar o conhecimento da estrutura gramatical, se esta for contextualizada em situações ou contextos comunicativos. Nesse sentido de ensino, retomamos ao discurso dos gêneros, como recursos para positivar o ensino da língua portuguesa, da gramática, quanto mais variado for o contato dos alunos com os diferentes gêneros textuais, maior será sua facilidade de assimilação das regularidades que determinam o uso da norma culta/padrão, bem como sua estrutura e seus elementos constitutivos clareza, coesão, coerência, objetividade entre outros. A ampliação das competências e habilidades discursivas do aluno se construirá portanto, por meio de práticas que levem-no a compreender outras exigências de adequação da linguagem como a argumentação a situacionalidade, intertextualidade, informatividade, concordância, regência e informalidade (Diretrizes Curriculares (p. 36). Por fim, considerando o texto como foco nas aulas de ensino da gramática, trabalhando a formulação de atividades que conduzam os alunos à reflexão da flexibilidade da língua acerca dos diversos gêneros, bem como a proposição de atividades que priorizem os textos redigidos pelos próprios alunos; produção, revisão, reestruturação e refacção textual, permitirá a exploração das categorias gramaticais, no entanto, não se enfatizará na categoria em si, mas em sua função para a (re)construção de sentido, que será, efetivamente construída quando o leitor é capaz de 'agir no texto e sobre o texto' isto é, de compreender e interpretar, argumentar, elaborar perguntas, levantar hipóteses acerca do uso de determinados elementos linguísticos, relacionando-o a sua contextualização cultural, histórica, social etc.
  • 3. O desenvolvimento da competência textual do aluno está associado a sua competência comunicativa/discursiva, o que implica, para uma significativa produção leitora e escritora, a realização de análise linguística, já que a competência textual não pode prescindir do estabelecimento de relações entre os recursos expressivos presentes em um texto e os efeitos de sentido que provocam no leitor. Assim, considerando-se que os recursos expressivos utilizados por um autor provêm das escolhas que opera nos elementos oferecidos pela língua, o que o professor pode propor ao aluno como procedimento de leitura intrinsecamente ligado aos mecanismos gramaticais. Em outras palavras: o aluno, para sua leitura produzir sentido, observa que elementos gramaticais no texto do autor? O desenvolvimento da competência textual do aluno está associado à sua competência comunicativa/discursiva, o que implica, para uma significativa produção leitora e escritora, a realização de análise linguística, já que a competência textual não pode prescindir do estabelecimento de relações entre os recursos expressivos presentes em um texto e os efeitos de sentido que provocam no leitor. Assim, considerando-se que os recursos expressivos utilizados por um autor provêm das escolhas que opera nos elementos oferecidos pela língua, o que o professor pode propor ao aluno como procedimento de leitura intrinsecamente ligado aos mecanismos gramaticais? Em outras palavras: o aluno, para sua leitura produzir sentido, observa que elementos gramaticais no texto do autor? Discursar a respeito da leitura remete-nos à questão da produção de sentidos, construídos no contexto interativo e recíproco entre o autor e o leitor via texto, os quais se expressam de maneira distintas, de acordo com a subjetividade do leitor, bem como seus conhecimentos de mundo, suas experiências e valores, os quais se expressam de maneiras diferentes, nesse sentido, podemos dizer que o texto constrói-se a partir de cada leitura, sua compreensão é orientada pelas marcas gráficas do texto, e sobretudo, pelo que estas marcas têm a dizer e pelo modo como o leitor apreende e interpreta a intenção pretendida pelo autor. O texto é unidade significativa composta por duas estruturas fundamentais para seu entendimento: coesão e coerência, os elementos gramaticais são os conectivos que oferecem através deles e das ligações que estabelecem é que se dará a construção de sentido; coerência. Dos elementos conectivos e coesivos de um texto faz parte os pronomes, os advérbios, adjetivos, interjeições, metáforas, pleonasmos, ironia, etc. É fundamental que em seu 'repertório mental' o aluno saiba identificar e distinguir tais recursos. Exemplo, quando pronunciamos: “Ela comeu uma caixa de chocolate”, ora evidente que não estamos falando do objeto caixa, mas, sim o que está dentro dela; metonímia, é preciso que o aluno saiba identificar essa comparação objetiva, para que a ele faça sentido o que está sendo dito; O uso de recursos expressivos possibilitam uma leitura para além dos elementos superficiais do texto e auxiliam o leitor na construção, reconstrução de sentidos, quando pronunciamos por exemplo: “Cuide do que for verdadeiro, cuide bem do seu amor”,o indivíduo precisa saber qual o conceito de verdadeiro e de amor,
  • 4. tendo conhecimento de tais significados há várias interpretações possíveis para essa única frase, o verdadeiro pode ser um bem material, ou alguém, uma crença ou convicção filosófica, logo há uma imensidão de coisas, objetos e/ou a pessoas que podem vir a ser o 'verdadeiro, o amor' ... É através da observação dos recursos expressivos da linguagem presentes nos textos, que será possível que os alunos construam sentidos, relacionando textos/contextos, mediante a natureza, a função, a organização e a estrutura, de acordo com as condições de produção/recepção (intenção, época, local, interlocutores).