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       A concepção da Linguagem como Espaço de Interação. Competências
Cognitivas Necessárias ao Professor para a Prática em Sala de Aula.


       A concepção de linguagem como espaço de interação, envolvendo um determinado
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aula. De um lado, convencionou-se trabalhar com tipos textuais; de outro, gêneros
textuais.
       Nesse sentido, que conceitos o professor precisa dominar para realizar tal prática?
        Primeiramente, é preciso que o professor tenha a compreensão e conceba a
linguagem no seu mais amplo e dinâmico sentido; a serviço da comunicação e expressão
como mediadora das práticas sociais e do ensino. Através dessa concepção o professor
conseguirá trabalhar a linguagem em situação real de isto é, não só ensinar as palavras,
mas contextualizá-la a seus significados culturais e/ou sociais.
       É recorrente nas discussões de ensino o tema tratado no presente módulo, de
como trabalhar os textos, a tipologia e os gêneros textuais em sala de aula, quando o que
encontramos muitas vezes é uma forte resistência por parte dos alunos em relação à
leitura e, principalmente, a produção de textos. Os argumentos alegados para tal
resistência é que a ação de expressar concretamente suas idéias, se expressar oralmente
em conversa informal ou questionamentos orais por parte do professor, é algo que flui
naturalmente, é um processo do qual se sentem à vontade a desenvolver, no entanto,
quando têm que fazer isso concretamente, isto é, colocar as idéias no papel, torna-se
uma tarefa árdua quase que impossível, desempenhada sempre de má vontade ou ‘sob
tortura’ (Qual vai ser minha nota professora? O que você espera que eu escreva, o que eu
tenho que escrever?!), essa resistência é humanamente justificável, tendo em vista que o
processo da fala é tão espontâneo e de certa forma livre que oferece aos alunos uma
certa liberdade em expressar-se sem censuras, quanto ao desenvolvimento do texto,
vocabulário, sentido, objetivos do professor, dentre outros.
Vejamos, se a comunicação, bem como a interação social se constrói também por
intermédio dos textos, o professor deve possibilitar aos alunos a oportunidade de produzir
e compreender textos, de maneira adequada a cada situação de interação comunicativa.
Para que isso aconteça o professor precisa ter conhecimento das tipologias e dos
gêneros textuais, de como se estruturam, de onde se aplicam, por onde circulam, a quem
e a que se destinam e, qual o mais adequado para a proposta dada. Criando aos alunos
situações-problema, o uso real da língua que desafiem o aluno não só a compreender
como também a identificar e produzir os diferentes tipos e gêneros discursivos.
      Isto é, não se trata de apresentar apenas aos alunos que tipologia textual
constituem sequências linguísticas ou sequências de enunciados no interior dos gêneros
que abrangem um conjunto limitado de categorias teóricas determinadas por aspectos
lexicais, sintáticos, relações lógicas e tempo verbal, que são denominados; narração,
argumentação, descrição, injunção e exposição; e que gêneros por sua vez constituem
textos realizados cumprindo funções em situações comunicativas, que podem ser;
telefonema, sermão, carta comercial, carta pessoal, aula expositiva, romance, conversa
espontânea, cardápio etc. Evidente que seria uma insanidade conceber o ensino dessa
maneira, o professor precisa claro apresentar a matéria de maneira teórica, mas ela deve
sempre estar correlacionada, ou melhor, diretamente relacionada com a prática.         Só
através do uso real, isto é, colocados em situações de ‘conflito’ cuja única resolução
possível provenha da produção e compreensão dos tipos/ e gêneros é que esses alunos
perceberão a importância de conhecer e aprimorar-se linguisticamente para poderem
interagir nos mais variados contextos e com diversos objetivos e interlocutores, tirando o
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A concepção da linguagem como espaço de interação

  • 1. Vanessa Aparecida Ricardo Anastacio Letras - Português Outubro/2012 Dissertação Apresentada ao Curso de Formação de Professores do Estado de São Paulo. A concepção da Linguagem como Espaço de Interação. Competências Cognitivas Necessárias ao Professor para a Prática em Sala de Aula. A concepção de linguagem como espaço de interação, envolvendo um determinado contexto de comunicação, requer uma nova postura diante do ensino do texto em sala de aula. De um lado, convencionou-se trabalhar com tipos textuais; de outro, gêneros textuais. Nesse sentido, que conceitos o professor precisa dominar para realizar tal prática? Primeiramente, é preciso que o professor tenha a compreensão e conceba a linguagem no seu mais amplo e dinâmico sentido; a serviço da comunicação e expressão como mediadora das práticas sociais e do ensino. Através dessa concepção o professor conseguirá trabalhar a linguagem em situação real de isto é, não só ensinar as palavras, mas contextualizá-la a seus significados culturais e/ou sociais. É recorrente nas discussões de ensino o tema tratado no presente módulo, de como trabalhar os textos, a tipologia e os gêneros textuais em sala de aula, quando o que encontramos muitas vezes é uma forte resistência por parte dos alunos em relação à leitura e, principalmente, a produção de textos. Os argumentos alegados para tal resistência é que a ação de expressar concretamente suas idéias, se expressar oralmente em conversa informal ou questionamentos orais por parte do professor, é algo que flui naturalmente, é um processo do qual se sentem à vontade a desenvolver, no entanto, quando têm que fazer isso concretamente, isto é, colocar as idéias no papel, torna-se uma tarefa árdua quase que impossível, desempenhada sempre de má vontade ou ‘sob tortura’ (Qual vai ser minha nota professora? O que você espera que eu escreva, o que eu tenho que escrever?!), essa resistência é humanamente justificável, tendo em vista que o processo da fala é tão espontâneo e de certa forma livre que oferece aos alunos uma certa liberdade em expressar-se sem censuras, quanto ao desenvolvimento do texto, vocabulário, sentido, objetivos do professor, dentre outros.
  • 2. Vejamos, se a comunicação, bem como a interação social se constrói também por intermédio dos textos, o professor deve possibilitar aos alunos a oportunidade de produzir e compreender textos, de maneira adequada a cada situação de interação comunicativa. Para que isso aconteça o professor precisa ter conhecimento das tipologias e dos gêneros textuais, de como se estruturam, de onde se aplicam, por onde circulam, a quem e a que se destinam e, qual o mais adequado para a proposta dada. Criando aos alunos situações-problema, o uso real da língua que desafiem o aluno não só a compreender como também a identificar e produzir os diferentes tipos e gêneros discursivos. Isto é, não se trata de apresentar apenas aos alunos que tipologia textual constituem sequências linguísticas ou sequências de enunciados no interior dos gêneros que abrangem um conjunto limitado de categorias teóricas determinadas por aspectos lexicais, sintáticos, relações lógicas e tempo verbal, que são denominados; narração, argumentação, descrição, injunção e exposição; e que gêneros por sua vez constituem textos realizados cumprindo funções em situações comunicativas, que podem ser; telefonema, sermão, carta comercial, carta pessoal, aula expositiva, romance, conversa espontânea, cardápio etc. Evidente que seria uma insanidade conceber o ensino dessa maneira, o professor precisa claro apresentar a matéria de maneira teórica, mas ela deve sempre estar correlacionada, ou melhor, diretamente relacionada com a prática. Só através do uso real, isto é, colocados em situações de ‘conflito’ cuja única resolução possível provenha da produção e compreensão dos tipos/ e gêneros é que esses alunos perceberão a importância de conhecer e aprimorar-se linguisticamente para poderem interagir nos mais variados contextos e com diversos objetivos e interlocutores, tirando o máximo de proveito dessas interações.