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Folhetim do Estudante - Ano III - Núm. 32

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Folhetim do Estudante - Ano III - Núm. 32

  1. 1. 1 do estudanteNúm. 32 - ANO III 1ª quinzena - Maio/2014 Folhetim do estudante é uma publicação de cunho cultural e educacional com artigos e textos de Professores, alunos, membros de comunidades das Escolas Públicas do Estado de SP e pensadores humanistas. Acesse o BLOG do folhetim http://folhetimdoestudante.blogspot.com.br Sugestões e textos para: vogvirtual@gmail.com Marca d´água “A Bússola e o Mapa” Carta ao Leitor... pág. 3 Opinião... pág. 2 Resenhas... págs. 4 e 5 EDITORIAL Do Cavalo às nuvens... “No mundo antigo o cavalo representava para os homens o que hoje a tecnologia virtual representa para o mundo contemporâneo” Essas foram as palavras do professor de Filosofia na escola Domingos Mignoni, trocar o cavalo pelas nuvens de armazenamento e navegação (termo usado pela área de tecnologia da informação para definir o que é a internet) não é errado, pelo contrário, é algo bem proveitoso. Mas tudo que vem fácil tem seus problemas, certo? E é deles que poucos falam e que quero lhes mostrar. A internet traz a facilidade de muitas atividades que antes exigiam muito trabalho para o ser humano, hoje em dia o que se é procurado é justamente aquilo que não é nada trabalhoso, o que causa certo sedentarismo nas pessoas. A distância e o tempo foram diminuídos, mas os prazeres que são vividos no dia a dia com novas experiências também se tornaram mínimos, pelo encantamento com o rápido e pouco complexo. Atualmente, ler um livro postado na internet é mais proveitoso de se ler do que pegar um monte de folhas, folhea- las e cheira-las com prazer. É nesta tecla que insisto em bater, a tecnologia virtual separa até mesmo os velhinhos da sua vida real, que dirá os jovens que se levam por exemplos alheios. Somos incentivados a todo momento a fazer o maior número de coisas possíveis ao mesmo tempo, se não tivéssemos um meio com que pudéssemos contar com as facilidades tudo seria triplamente mais difícil, mas é tanta vontade que temos de nos livrarmos das tarefas que utilizamos o recurso virtual até para aquilo que é mais fácil de ser resolvido do que acertar a senha de uma das suas redes sociais. É por isso que ocorre também o sedentarismo, desejamos tanto não ter que sair de nossas casas confortáveis, que criamos uma vida inútil focada sempre na dependência da internet, colocando em nossas cabeças que é mais legal ficar em frente a uma tela que transmite imagens do que sentir o calor do sol. Como o próprio ser humano, a tecnologia virtual vem evoluindo, aliás é o que se espera de todas as coisas, e cada vez mais ela toma conta da vida de cada um que tem acesso a ela, fazendo até com que essas pessoas se tornem servos dela. Os benefícios que ela nos traz podem até ser maravilhosos, mas o próprio ser humano não consegue controlar seu uso, o que em excesso causa até doenças como stress, depressão, vista cansada, problemas psicológicos que até podem causar, uma espécie de vicio. Ninguém que ficar doente por aproveitar o que esta época tem de melhor à nos oferecer, mas não pensamos nos riscos quando colocamos essas relações virtuais em primeiro plano. Meu caro leitor, não peço que deixe de usar essas ferramentas modernas mas, os prazeres da vida não podem ser resumidos em ficar teclando em um smartfone com o dedo rolando para cima e para baixo, viver ultrapassa esses limites que o mundo digital e virtual lhe impõe, e sentir a brisa que bate no rosto andando pelo rua é mais refrescante e verdadeiro que isso. Procure saber utilizar tudo àquilo que lhe é oferecido, porém com moderação, pois tudo em excesso se torna ruim, a tecnologia não surgiu para nos destruir e sim para nos completar. Fabíola Santos – 2ºB E. E. Domingos Mignoni Folhetim
  2. 2. 2 do estudante ano III maio/2014 OPINIÃO A Necessidade Humana O homem, desde os primórdios, tenta melhorar sua condição de vida e o período de sua existência. Com fome buscou alimento, tornou-se nômade para obter segurança, se junto em bandos, depois viveria de maneira sedentária além de desenvolver uma cultura e uma civilização, para se locomover mais rapidamente e para o trabalho adestrou animais. Muito tempo se passou sem mudanças significativas, pois a ideologia dominante, de cunho religioso, restringia ou anulava o progresso científico (não havia permissão para se contestar os dogmas da igreja), tal período foi denominado Idade Média (alguns historiadores chamam esse período de Idade das trevas em referência ao pouco avanço da época). Predominava uma sociedade estamental dividida em nobreza, clero e servos. Tal período só findou com a tomada de Constantinopla, capital do Império Bizantino, em 1453, pelos Turcos Otomanos. Inaugurou-se a Idade Moderna, o que viria a mudar a ideologia do ser humano; a medicina avançou no ocidente devido ao contato cultural com os povos do oriente, a Igreja não era a mesma instituição poderosa de antes, ocorreu a difusão do conhecimento, pois o homem passou a usar a razão. Dentre os avanços ocorreram as navegações e o descobrimento de novas terras em mares distantes. Na sequência da Modernidade teve inicio a Idade Contemporânea que desencadeou a Era Digital carac- terizada pela instantaneidade e fluidez, tanto no tráfego de informações quanto de merca- dorias. Essa necessidade de acelerar fluxos advém da Revolução Industrial que visava a diminuição do tempo de produção, transporte e contato entre as pessoas, para tal foram utilizadas novas fontes de energia (vapor, carvão, gasolina) e invenções (máquinas, locomotivas, embarca- ções, veículos automotores). A Era digital compõe a terceira fase da Revolução Industrial com os avanços nas áreas da tecnologia da informação e na medicina. Contudo, após tantos séculos, tanta evolução e descobertas o homem continua com o mesmo objetivo de seus ancestrais, seja com invenções que diminuíram distâncias e reduziram o tempo gasto (ferrovias, embarcações, balões, planadores, aviões, automóveis, etc.) ou com redes e sistemas que diminuíram a demora na comunicação entre longas distâncias (entregadores á cavalo, aves de correio, código Morse, telegrafo, telefone, internet, etc.), o objetivo de melhorar, estender e otimizar a sua própria existência. Lucas Barbosa – 2ºA E. E. Domingos Mignoni A Fase da Tecnologia Estamos vivendo a terceira fase da Revolução Industrial onde o que está em alta é a tecnologia e a informática. O objetivo disso tudo é ganhar tempo, derrubar barreiras e fazer com que haja facilidade em tudo. A Tecnologia deixou de ser algo bom (em partes) e passa a ser uma necessidade para o ser humano, ou seja, algo que pode se tornar ruim. De fato ela nos trouxe inúmeros benefícios, o ser humano e a tecnologia estão sofrendo uma série de mudanças e, é claro, evoluindo. Como seria se ainda estivéssemos usando o cavalo como meio de comunicação? Difícil é imaginar como a população da idade medieval usava esse meio de comunicação e transporte já que é bem mais fácil usar o aplicativo whatsapp? Facilidade e tempo é o que nós precisamos e é o que a tecnologia nos trouxe. O problema surge quando deixamos nossa vida de lado e nos prendemos em um mundo virtual, quando deixamos de nos divertir e ficamos presos á aparelhos e dispositivos. Um grande problema que vemos atualmente é a falta do contato pessoal, onde a pessoa possa ter amigos próximos a ela, para que possa sair, ir ao parque ou ao shopping. Conhecer mais lugares, novas culturas é muito mais positivo e produtivo do que ficar em casa, sentado, em frente a um computador conhecendo o mundo através de um monitor quadrado de 17 polegadas, a vida real pode nos oferecer muito mais que isto. Por outro lado a quem defenda as vantagens dessa tecnologia, pois ela ajuda com a comunicação de longa distância e nos trás inúmeros conhecimentos sobre variados assuntos. Usa-la com esse propósito é saudável, agora se prender ás tecnologias pode nos trazer consequências ruins. Viver para o mundo virtual não nos trás fatores positivos, o mundo real nos oferece diversos lugares e atividades para serem explorados. A tecnologia pode ser sim um recurso muito bom, desde que seja utilizada de maneira correta. Daniele Soares – 2ºB E. E. Domingos Mignoni folhetim
  3. 3. 3 do estudante ano III maio/2014 CARTAAO LEITOR Gira Mundo Uma das necessidades vitais do ser humano é a comunicação, tanto verbal como visual. É através dela que expressamos nossas ideias e interagimos entre nós. Ela esteve presente desde os tempos remotos, sofrendo alterações e evoluindo ao longo dos tempos, e não duvido que o modo de comunicação que conhecemos e utilizamos atualmente ainda vá evoluir mais e passar por novas modificações. Os próprios avanços tecnológicos têm nos dado acesso a novos horizontes, facilitado nossa comunicação e economizado nosso tempo, e eles continuam sendo aprimorados desenfreadamente. Em outras palavras, se hoje podemos nos beneficiar de tal praticidade proporcionada pela tecnologia, amanhã poderemos utilizar-nos do dobro desta praticidade. Entretanto, o período que antecede a Era Digital não dispunha dos mesmos privilégios. Exemplificando, o homem nômade transitava de um território para outro á pé, pois este não tinha sequer conhecimento de que algo como uma facilidade de transporte pudesse existir. Não digo facilidade no sentido de tecnologia, referindo-me à informática, mas sim a todos os tipos de mecanismos revolucionários descobertos pelo homem. Um marco muito importante na história foi a invenção da roda. Ela permitia que o homem se deslocasse mais rápido, de um lugar para o outro, além da facilitar o transporte de objetos, como suas ferramentas e os alimentos que cultivava, pois ele não precisava mais carregá-los nas mãos ou nas costas, já que todo o trabalho duro de carregar ou puxar as carroças era da tração animal, o que evidenciou a era do cavalo. Hoje em dia tudo é instantâneo graças á tecnologia. O transporte, a produção, a troca de informações são dinâmicos e fáceis de realizar. Um dos fenômenos mais extraordinários dos dias de hoje é a democratização de basicamente tudo, e acredito que isso seja apenas o começo, pois a tecnologia continua a ser cada vez mais aprimorada, afinal são ideias novas que colocam esse mundo pra girar. Larissa Russo – 2ºA E. E. Domingos Mignoni Razão e Revolução O termo razão expressa o acúmulo de conhecimento que o individuo possui sobre os aspectos que constituem a vida humana, propondo explicações e formulando ideologias que, consequentemente , podem aca- bar provocando as chamadas “Revoluções”. Na atualidade, a razão é bastante empregada no campo das “ciências”. Isto porque o home tendo a posse de inúmeras informações sobre o universo, acaba formulando teses que visam promover melhorias ou até mesmo explicações para tudo o que nos rodeia. Os remédios e tratamentos, por exemplo, surgem através do estudo dos animais e seres humanos com o intuito de prolongar a vida, identificando possíveis curas para as inúmeras doenças existentes. Ainda podemos citar outros exemplos que derivam das ciências como os aparelhos eletrônicos desenvolvidos para suprir as necessidades do individuo ou até mesmo para facilitar a vida deste, revolucionando os meios de comunicação e produção, as previsões meteorológicas que consistem em avaliar as condições climáticas, evitando os prejuízos causados por enchentes ou outros desastres naturais; a astronomia para compreender a natureza do universo; dentre outros benefícios propiciados pelo conhecimento cientifico. Assim, podemos concluir que a razão é aplicada no cotidiano e, é de fato, um elemento essencial para o desencadeamento das transformações que caracterizam as revoluções em um contexto social. Juan Marcco Lino Cruz – 2ºC E. E. Com. Miguel Maluhy folhetim
  4. 4. 4 do estudante ano III maio/2014 RESENHAS Lutero O filme Lutero retrata a trajetória de Martinho Lutero durante sua passagem pela Igreja Católica, suas contradições a respeito das Leis imposta pela Igreja e as consequências que todos esses fatos acarretaram. Lutero era um homem que havia decidido entregar sua preciosa vida a Deus por meio do sacerdócio, porém essa não era sua única vontade. Martinho buscava um Deus que o amasse incondicionalmente, um Deus capaz de perdoá-lo e absolvê-lo de qualquer pecado ou influência do demônio. Na época de Lutero a Igreja Católica possuía grande influência social e começava a demonstrar atos que demonstravam o seu interesse no poder acarretando grande corrupção. Por esses e outros motivos, Lutero chegou a criticar a Santa Sé e o Papado, principalmente pela venda de indulgências. Após inúmeras criticas em relação às leis da Igreja, o Papa Leão X o excomungou, trazendo à tona, várias revoltas manifestadas por Lutero. Ele começou a pregar um cristianismo puro, sem as intervenções existentes entre os homes e Deus. Com todas as manifestações envolvendo o Lutero muitas pessoas ser converteram ao luteranismo, o que causou a divisão da comunidade católica em: católica e protestantes. Lutero foi alguém que mudou radicalmente a história da igreja. Mas a crítica do filme se dá quando o diretor propõe discutir, através das imagens, o poder da igreja e sua capacidade de determinar o tempo dos fieis no purgatório, sobre pecar em nome de Cristo, sobre Deus ser o bem e o mal, o que fere gravemente a figura de Deus, que é o único a ter poder sobre todo o universo, porém nos dá a liberdade de escolher qual caminho queremos trilhar em nossa vida terrena. Ficha técnica: Lançamento 26/setembro/2003(112min) Dirigido por Eric Till Gênero Histórico , Biografia Nacionalidade Alemanha , EUA Grazieli Lisboa – 2ºA E. E. Com. Miguel Maluhy LUTERO, um outro olhar! Lutero, o filme, retrata da forma mais minuciosa possível os acontecimentos que marcaram o século XVI, aprofundando-se em aspectos delineados nos livros de história, como as práticas ilegais da Igreja Católica e a estruturação de uma reforma protestante. No filme, as motivações de Martinho Lutero são enfatizadas de forma excepcional, levando o expectador a sentir uma empatia por suas ideologias. Isto porque no início do filme, vemos que o protagonista possui plena convicção em sua fé, o catolicismo, porém, ao visitar Roma, sua perspectiva sobre a fé católica é alterada de forma drástica presenciando a corrupção do clero religioso. Insatisfeito com as práticas do clero religioso, Lutero elabora alguns conceitos baseados no verdadeiro ensinamento da Bíblia e, em seguida, formula 95 teses que vão contra as doutrinas empregadas e difundidas pela Igreja Católica, onde, posterior- mente começam a ser divulgadas em todas as partes. É a partir daí que o filme começa a tomar um rumo eletrizante, pois o pensa- mento de Martinho Lutero passa a ter inúmeras consequências na sociedade, inclusive revoluciona- rias, além de distorção de suas ideias, o que acarretaria na morte de milhares de pessoas, e as atitudes da Igreja Católica com o intuito de conter a propagação das ideias e da reforma protestante. Portanto, podemos afirmar que a trama do filme é inteligente, profunda e cheia de dilemas, além de possibilitar inúmeros momentos de reflexão ao expectador, podendo ser utilizado até como fonte de conhecimento. É importante destacar que apesar de ser um filme alemão e do ano de 2003, os cenários condizem perfeitamente com a temática proposta no longa metragem. Juan Marcco Lino Cruz – 2ºC E. E. Com. Miguel Maluhy folhetim
  5. 5. 5 do estudante ano III maio/2014 RESENHAS A Outra No começo do filme já pude estabelecer uma forma de enxergar o inicio da modernidade, onde a mulher ainda era vista como moeda de troca, situação recorrente desde os tempos remotos, e também vista como uma maneira de enriquecer a família através de casamentos por interesse. Mas também, com ela, pode se trazer desonra para o nome da família, que poderia ficar manchada e descartada em termos sociais. Se o casamento com algum soberano, ou alguém da nobreza, elite da época, ocorresse, o pai da noiva teria poder e agregaria status e renome à família. Enfim, o foco principal dessa análise é conseguir extrair elementos que me permitam enxergar os conflitos causados pela reforma protestante. O Rei Henrique VIII era católico e, sendo assim, todo o povo da Inglaterra seguia a religião oficial do estado, do rei e de sua rainha. Envolvido em uma relação extraconjugal com Ana e, ela com seu poder de persuasão e ambição, o rei foi manipulado e levado a separar-se da rainha. A separação tinha como objetivo uma nova união, o intuito era casar-se com Ana Bolenna. Todavia, por ser católico, e seguindo a tradição e os sacramentos, sabia-se que aos olhos de Deus isso não seria, pois se você se separa, na tradição católica, não pode de maneira alguma se casar na Igreja outra vez a não ser que a primeira união seja anulada ou você fique viúvo(a). Pois bem, a única opção que ele teria era converter-se à outra religião que espalhava-se rapidamente entre os cristãos, e o rei decidiu assumir o protestantismo e se afastar da Igreja Católica. Por ele ser o Rei da Inglaterra isso acabaria influenciando toda a sociedade e assumir uma nova prática religiosa fez com que uma grande parcela da população também se adequasse a essa nova ordenação social. Isso tudo gerou uma convulsão social, trouxe revolta, e os paradoxos religiosos vieram á tona além de modificar os dogmas que estavam presentes a várias gerações. Esse rompimento com a Igreja Católica acabou trazendo grandes perturbações políticas e sociais para a Inglaterra não contando mais com o apoio de Roma e nem de seu soberano, o Papa. Foi uma época muito delicada para a Inglaterra sem apoio e ainda por cima os cidadãos se revoltando, entre si, com essa mudança brusca de valores. O que pude observar também é que a religião desde o inicio dos tempos foi importante para sustentar o poder em uma civilização ou nação e, de certa forma, auxiliando na obtenção de lucros e aliados. O filme também aborda o poder que um rei tinha naquele período, momento no qual predominava o regime de governo Monárquico Absolutista. Ficha Técnica: Lançamento 13/ junho/ 2008 (115min) Dirigido por Justin Chadwick Gênero Drama , Histórico Nacionalidade EUA , Reino Unido Bruna Vieira – 2ºE E. E. Com. Miguel Maluhy A Rainha Margot A história se passa no ano de 1572, enfatizando de forma clara o que a França enfrentava em termos religiosos e de divisão da sociedade. Inicia-se com a divulgação do acordo de casamento de Margot (princesa e irmã do rei católico da França) e Henrique (príncipe e futuro rei de Navarra). É possível ver a reação do povo contra o casamento, ao qual o objetivo até parecia fazer com que os protestantes se aliassem aos católicos, porém sabemos que não era apenas isso. Fora o romance, que está presente em dramas históricos ou não, esse casamento não era por amor e sim um jogo de interesses e poder, e é o que vemos no decorrer da história em que personagens ocultos de órgãos políticos secretos vão sendo revelados juntamente com seus interesses. É possível ter uma noção do massacre, da guerra, envolvendo protestantes e católicos, a morte era certa quando ambos habitavam uma mesma região; porém, é possível notar que a ignorância é deixada de lado quando um católico salva um protestante ferido, o que nos faz refletir sobre se existia tanto ódio por que não acabou com a vida daquele homem? Seria drama de consciência? Ainda não entendo o que leva alguém a tirar a vida de outro, simplesmente pelo fato de acreditarem em coisas diferentes ou por terem pensamentos que se contrariam... Bom, o filme relata diversos conflitos em suas cenas, mas no fim o povo se divide novamente, após milhares de mortes, e o Rei Henrique passa a governar Navarra. Margot, apesar de tudo, viveu em Navarra, não como rainha, até os 68 anos, porém como cristã protestante. Ficha técnica: Lançamento 13/maio/1994 (159min) Dirigido por Patrice Chéreau Gênero Histórico , Drama Nacionalidade França , Alemanha , Itália Ellen de Souza – 2ºE E. E. Com. Miguel Maluhy folhetim
  6. 6. 6 do estudante ano III maio/2014 OBSERVATÓRIO Caminhos Cruzados... Trabalho Duro e diversão... Em um sábado de Abril, enquanto todos descansavam do trabalho e dos estudos da semana, alguns jovens estiveram na escola, não para estudar, mas sim para um ensaio fotográfico, estranho isso, não? Nem tão estranho assim, pois essa atividade era para o projeto “Caminhos Cruzados” que envolve um intercâmbio entre estudantes de algumas escolas do Brasil e do Mali, país situado no continente Africano, nesse projeto eles teriam que tirar fotografias mostrando o seu jeito, como estavam se sentido e o que queriam passar para os jovens das outras escolas através das fotografias, algo que parecia bem complicado, mas com a ajuda de alguns profissionais tudo foi ficando mais fácil e todo o pessoal começou a se soltar e entrar no clima. O dia na escola começou bem cedo, lá pelas nove horas, com todo mundo reunido em um único grupo no pátio escolar, esse foi o momento de todos se conhecerem e apresentarem o que imaginavam que iria acontecer ali, alguns pensando que seria um dia parado e monótono, até que o fotógrafo levantou e começou a fazer uma brincadeira indicando que todos os alunos eram profissionais e tinha uma função muito clara e definida naquela produção de fotos que iríamos fazer. Ninguém estava entendendo nada, achavam que era uma brincadeira, mas ele falava a verdade, todos tinham uma função em uma etapa da produção, alguns viraram estilistas, outros maquiadores, etc., e assim foi, alunos que iriam posar para fotos virando participantes de todo o processo de produção do trabalho. Todos entraram no clima, se separaram em áreas para começar trabalho, não um trabalho sério, na verdade era sério, mas todo mundo estava se divertindo muito, o que deixou o dia mais agradável do que o que todos imaginavam que seria. Toda essa empolgação deixou o pessoal faminto, então paramos o serviço e começamos um belo piquenique com as comidas que todos levaram. Bolos, salgados, tortas, refrigerantes, sucos e, tudo mais foi sendo colocado nas mesas do jardim lotando aquele espaço onde todos comeram e, mesmo comendo, foram se descobrindo, se divertindo, como se todos fossem os melhores amigos a muitos anos e nem se importando com nada que pudesse atrapalhar aquele momento de confraternização. Satisfeitos e com mais energia recomeçamos o trabalho, mais maquiagem, mais roupas, mais fotos, mais alegria. O dia foi tão bom que até passou rápido, quando olhamos no relógio já se aproximava das quatro horas da tarde, então começamos a organizar tudo, deixar a escola como encontramos e novamente fazermos uma discussão sobre aquele dia de trabalho e nossa expectativa com o andamento do projeto. “Bom do projeto, espero tudo de melhor, ter mais conhecimento e encontrar pessoas novas... agora pra mim esse sábado foi algo totalmente diferente do que eu imaginei, to feliz por tudo o que foi realizado lá, melhorou minha autoestima, aprendi melhor como trabalhar em equipe e a sentir com a alma cada momento, fora que, agora, pra onde olho, eu vejo tudo de vários focos” Fabíola Santos fez esse comentário dentre tantos outros similares que colhi, mostrando o que esse projeto despertou e pode, ainda, despertar em tantos outros estudantes como nós. Leonardo Monteiro – 2ºB E. E. Domingos Mignoni folhetim
  7. 7. 7 do estudante ano III maio/2014 Álbum de Figurinhas ensina boas lições!!! Integração com os amigos, comemoração por conquistas, aprender a negociar e mais! Por Ana Kessler 13/mai/2014 Especial para o MSN Na minha infância, álbum de Copa era coisa de menino. Eram tempos bem mais sexistas, eu sei. Nós, meninas, nos limitávamos a figurinhas da Moranguinho, do Bem-Me-Quer, dos Ursinhos Carinhosos e outras em que os desenhos remetiam a garotas em longos vestidos florais campestres, corações brilhantes e bichinhos fofinhos. Já meus irmãos e a turma de garotos destemidos do prédio saiam pelas redondezas a andar pelo meio-fio, chutando entulhos, metendo a mão em bueiros a catar embalagens de chicletes descartadas muitas vezes em situação pra lá de precárias. O que chiclete tem a ver com o assunto? Nos anos 1980, os jogadores vinham estampados nos invólucros das gomas de mascar Ping-Pong e os cromos, disputados feito pepitas de ouro em garimpo, brotavam das canaletas amassados, rasgados, enlameados, fedorentos, um nojo só de olhar. Mas nada impedia a meninada de sair naquelas verdadeiras caças ao tesouro. Quanto mais limpa e em melhor estado a figurinha, mais os peitos se enchiam de orgulho por, junto com o prêmio, ganharem também a admiração dos adversários. Era uma catarse de mútuos reconhecimentos, tapinhas nas costas, cobiças. A disputa do Mundial começava aí, bem antes da Copa oficialmente começar. Quase ninguém da turma tinha dinheiro para comprar chicletes novos e, quando algum sortudo arranjava um troquinho extra de mesada por ter varrido a casa, lavado o carro, a louça ou ajudado os pais em alguma tarefa, lá ia a cambada feito time de futebol, aos brados com seus hinos, abraçados na irmandade, rumo à vendinha do Português. Eu e minha turma de amigas ficávamos sentadas na frente do prédio só esperando-os voltar da missão para participar: era nossa a gloriosa tarefa de empilhar os chicletes desembalados uns em cima dos outros, dezenas deles, formando uma espécie de tijolo- troféu que em breve se dissiparia em um campeonato de bolotas: ploc. Ploc de Ping Pong (quem viveu entenderá o trocadilho). Às vezes, quando um ou outro cromo raro cruzava nosso caminho, nossa ala feminina chantageava a ala masculina na preferência do pátio para jogarmos caçador ou vôlei. A hegemonia futebolística era, então, rebaixada à segunda divisão, ou seja, o bando de jogadores virava torcida. Também colecionávamos as figu- ras da Copa para participar dos campeonatos de bafo, que adorávamos e dos quais nos excluíam se não tivéssemos um arsenal próprio. Ganhar dos meninos era o ápice da vitória daquela guerra dos sexos mirim e, por isso, só por isso, amávamos o tal álbum da Copa. Eis que agora, mãe, me surpreendi quando minha filha quis colecionar o atual álbum do mundial. “Sério, Bia? Você nem gosta de futebol!”, exclamei perplexa. Então lembrei de tudo o que vivi, das alegrias compartilhadas, das disputas e reuniões, do aprendizado da negociação, das irmandades criadas, de todos os detalhes que se camuflam atrás de um álbum de figurinhas, e nos fascinam, e pensei: por que não? “Pode fazer, filha, eu te ajudo”. Que folia! Deixo aqui, então, 5 (bons) motivos para você entrar na onda verde e amarela e, junto com seu filho, colecionar: folhetim
  8. 8. 8 do estudante ano III maio/2014 Integração e sentimento de pertencimento ao grupo - Ana Bia não gosta de futebol, mas como ela disse: “Até a minha professora está fazendo”. A criança quer interagir, participar, se sentir parte do todo e ser aceita pelos amigos como igual. Ter um álbum estimula a desinibição, o saber se apresentar a um outro grupo (para trocar figurinhas), o vibrar junto quando alguém completa ou tira um cromo raro, o jogar, trocar, brincar. Rir. E, em tempos de Copa, também exalta certo patriotismo. Quem não quer saber o time do Brasil na ponta da língua? E dos nossos adversários (que com certeza derrotaremos!)? Proximidade com os pais – Nós, mães, estamos sempre às voltas com álbuns de figurinhas de mil e um motivos e personagens. O ano inteiro. O da Copa é um dos únicos que os pais, homens, vibram e colecionam com os filhos, se empolga de verdade. É bonito de ver. E como faz bem essa proximidade e sintonia, não? Educação financeira – É uma ótima oportunidade para as crianças entenderem o valor do dinheiro, a ensiná-las a economizar a mesada para comprar figurinhas, terem foco, meta, sonhar e realizar. Para os pequenos também ajuda a desvendar os números, a contar e entender ordem de numeração. Aprender a negociar - Na troca das repetidas, quem nunca tirou aquela figurinha rara e cobiçada e a trocou por mais de uma? Negociar é uma arte. Colecionar um álbum é uma chance e tanto de praticar. Conhecer os países – Bandeiras diferentes, países dos quais eles nunca ouviram falar, biótipos diversos, o álbum do mundial desperta a curiosidade das crianças e os faz correr para os mapas mundi e para a Internet. Os professores de Geografia agradecem. TIRINHAS Fonte: Beckilustras@gmail.com Beatriz Silva e Amanda Rocha – 3ºC E.E. Com. Miguel Maluhy Talita dos Santos, Larissa Basso e Thainara Bispo – 3ºD E.E. Com. Miguel Maluhy folhetim

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