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I COLÓQUIO
  TEMAS CONTEMPORÂNEOS


Dit dur M it r– 4 A do G pe
  a a il a 0 nos ol




               Coordenador: Prof. Cícero Valeriano
Ditadura Militar – 40 anos do golpe




             Olga Fernandes Marques – de Jango a Castelo Branco
             Alana Correia Silva – Artur Costa e Silva
             Danilo de Santana Bezerra – Emílio Garrastazu Médici I
             Antônio Nazário da S. Filho – Emílio Garrastazu Médici I I
             Larissy Lima Santos – Ernesto Geisel
             Rafaelle Alves Almeida – João Baptista Figueiredo
De Jango     a       Castelo
Branco
( 1961 – 1964 )
( 1964- 1967 )

                    Palestrante: Olga Fernandes Marques
Jânio Quadros no dia de sua
                            posse. (janeiro de 1961)




Jânio Quadros ao lado de
“Che” Guevara, o qual foi
condecorado com a
Ordem do Cruzeiro do
Sul.
O famoso apelido do
                      presidente Jânio
                      Quadros se enquadrou
                      exatamente com suas
                      idéias. Dizia ele que
                      varreria do poder a
                      corrupção e o
                      comunismo.


Jânio Quadros em
campanha eleitoral,
1960.
Quando voltou da China foi
feito um plebiscito (1963)
onde 10 milhões de pessoas
optaram pelo
presidencialismo. Na foto, ao
seu lado, Ranieri Mazzilli que
governou enquanto ele estava
na China, junto ao
parlamento.
Quando tornou-se presidente Jango
iniciou suas Reformas de Base:
•Educacional;
•Tributária;
•Urbana;
•Agrária (Liga Camponesa);
•Eleitoral (extinguindo voto censitário);
•Lei de remessa de lucros;
A to Ins titucional nº 1:
•O presidente da República teria amplos
poderes para suspender por 10 anos os
direitos políticos de qualquer cidadão e
cassar mandatos de parlamentares;

•Ficavam suspensas por 6 meses as
garantias constitucionais de
estabilidade dos servidores públicos;

•O presidente da República passava a
ter o exclusivo poder de decretar estado
de sítio ou prolongá-lo por mais 30 dias,
e o de apresentar emendas
constitucionais e projetos de leis que o
Congresso Nacional só poderia recusar
por maioria absoluta (50% + 1) num
prazo de até 30 dias.
Ato Institucional nº 2:                  Ato Institucional nº 3:
•Ficava estabelecido que as eleições     •Estabelecia que os governadores
para presidente, a partir de então,      seriam eleitos indiretamente pelas
seriam definitivamente indiretas;        respectivas assembléias legislativas
                                         de seus estados;
•Extinguiam-se todos os partidos
políticos;                               •Ficava firmado que seriam
                                         considerados eleitos para vice-
•Competia ao presidente decretar
                                         presidente da República e para vice-
estado de sítio ou prorrogá-lo por
                                         governador do estado os candidatos
um prazo máximo de 180 dias;
                                         escritos para cargo na chapa dos
•Ficavam excluídos de apreciação         vitoriosos;
judicial todos os atos praticados
                                         •Os prefeitos das capitais dos
pelo Comando Supremo da
                                         estados seriam nomeados pelos
Revolução e pelo governo federal;
                                         governadores, mediante prévio
•O presidente da República passava       assentimento da Assembléia
ter o direito de decretar o recesso do   Legislativa ao nome proposto, bem
Congresso Nacional, das                  como os prefeitos das cidades
Assembléias Legislativas e das           consideradas áreas de “Segurança
Câmaras Municipais, estando o país       Nacional”.
sob estado de sítio ou não.
Ato Institucional nº 4:
•Estabelecia todas as regras que o
Congresso Nacional deveria obedecer
para a aprovação da nova Constituição.



“Não tenho
vocação para
ditador.”




                                              “Caminharemos para a frente
                                              com a segurança de que o
                                              remédio para os malefícios da
                extrema esquerda não será o nascimento de uma direita
                reacionária, mas o das reformas que se fizerem necessárias.”
Artur Costa e Silva
    1967 - 1969



                Palestrante: Alanna Correia Silva
Foi contra a vontade de Castelo Branco que
Costa e Silva assumiu a presidência. Manteve
o poder com o auxilio do Comando do
Supremo da Revolução, junta militar que
decretou o AI-1, cuja chefia estava em seu
encargo.
Em eleições indiretas para a presidência,
obteve 295 votos da Arena enquanto os
parlamentares do MDB, retiraram-se do local
de votação em sinal de protesto.
Durante o governo de Castelo Branco, esteve à frente da
institucionalização da ditadura por meio do AI-2 e alinhou-se aos
setores que exigiam mais repressões por parte do presidente.
A oposição ganhava adeptos; alguns políticos que
prepararam e participaram ativamente do Golpe, estavam
descontentes com o novo governo, pois estavam sendo
marginalizados. Carlos Lacerda organizou então, uma
“Frente ampla” de oposição, que reuniu participantes do
MDB, de liberais cassados, como Juscelino Kubitschek,
burgueses conservadores, estudantes e trabalhadores. O
objetivo era exclusivamente político, exigindo elaboração
de uma Constituição democrática e restabelecimento das
eleições diretas em todos os níveis.
       Apesar do fracasso, o protesto foi sintoma da não-
legitimação consensual dos caminhos que o regime
estava tomando.
O descontentamento aumentava; as
promessa de abertura democrática do presidente
Costa e Silva foram cobradas. Ressurgia mais uma
vez a crise, estudantes descontentes,
trabalhadores devido a contenção de salários,
geraram greves. Foi resultado disso, a passeata
dos cem mil. Em 1968 foi editado o Ato
Institucional 5, que dava o presidente quase os
mesmos poderes que o AI-2, acrescentando o de
confiscar bens no caso de enriquecimento “ilícito”
e da suspensão do direito de Habeas Corpus no
caso da infração da Lei de Segurança Nacional.
Nessa época houve o fechamento do Congresso.
Com a criação do AI-5,
houve cassações, prisões e
grande silêncio nos meios
estudantis, sindicais,
artísticos e intelectuais.
Além disso, o
desenvolvimento político
estava subordinado ao ato.      A partir daí, há um acordo entre o
                        estado e a burguesia: essa abria mão dos
                        controles políticos tradicionais como a
                        liberdade de imprensa e do
                        pluripartidarismo, o Habeas Corpus; o
                        estado, por sua vez, mantinha a ordem a
                        qualquer custo, assumindo os interesses
                        dos empresários como se fossem de toda a
                        nação.
Costa e Silva
morreu de uma
trombose cerebral. No
segundo semestre de
1969, uma junta militar
assumiu o poder,
encerrando o mandato
de Costa e Silva, e
indicando para
presidência o General
Emílio Garrastazu
Médici, ex-chefe do
SNI.
Emílio Garrastazu Médici
             (I)
        1968 - 1974
       “A Luta Armada”

                Palestrante: Danilo de Santana Bezerra
A foto ao lado mostra o
estudante Edson Luís, morto em
manifestação UNE (União
Nacional dos Estudantes).




A foto acima mostra os
guerrilheiros Lamarca e Zequinha
mortos no sertão da Bahia.
Convencidos de que não atingiriam a
democracia por via pacífica alguns
setores de esquerda optaram pela
luta armada.

A figura ao lado mostra Carlos
Lamarca ex-cap. do exército e líder
mais expressivo da VPR.
Os grupos de guerrilha se dividiam
quanto a tática definida:
• Alguns acreditavam que a guerrilha
rural era o melhor meio de tomar o
poder;
•Outros acreditavam na guerrilha
urbana como meio de tomar o poder.
O governo Médici foi
                                             marcado pela
                                             violenta repressão a
                                             certos setores
                                             sociais como
                                             estudantes, políticos,
                                             artistas e intelectuais
                                             de esquerda. Em
                                             1970, com a criação
                                             do DOI-CODI,
                                             intensifica-se o uso
                                             da tortura pela linha
                                             dura para intimidar
os grupos armados de esquerda que lutavam contra o regime.
A figura ao lado mostra o corpo de Carlos
                Marighella morto em 1969, numa emboscada
                comandada por Sérgio Paranhos Fleury, notório
                torturador. Marighella era o dirigente da ALN
                ( Ação Libertadora Nacional ), a organização de
                maior contingente e expressão.




Carlos Lamarca:
líder da VPR, que depois ingressou no MR-8
( movimento revolucionário 8 de outubro ),
morto em 1972 no sertão da Bahia.
Emílio Garrastazu
   Médici ( II )
    1969 - 1974
“Crescimento Econômico”

                 Palestrante: Antônio Nazário da S. Filho
O 3º presidente da era
militar, que governou de
1969 a 1974 num regime de
extrema repressão e um
“crescimento” explosivo.
No período do governo Médici,
                       o então Ministro da Fazenda,
                       Antônio Delfim Netto, teve uma
                       contribuição expressiva para
                       concretizar o plano de
                       desenvolvimento da economia.


Um dia, certo jornalista pergunta
sobre a dívida externa para
Delfim Netto e ele responde:
“A dívida externa é grande, mas
é bem administrada”
• O setor terciário cresce acompanhando
                         o ritmo de atividade do setor industrial
                         (secundário), com uma taxa média de
                         crescimento de 12,5% a.a.
                         •O setor primário (agricultura) apresenta
                         uma taxa de crescimento inferior a dos
                         demais setores (4,5% a.a.), mas cresce
                         mais do que a população (3%).
                          •A indústria de construção civil também
                          cresce atendendo à demanda para as
                          obras de infra-estrutura do Estado.
O crescimento econômico foi                               A capacidade produtiva utilizada
impulsionado pelo bom                                     em 1967 era de 76%, crescendo
desempenho nas indústrias de                              para 93% em 1971, chegando à
bens duráveis (automóveis e                               plena utilização no período entre
eletrodomésticos) e de                                    1972-73.
construção civil.
                                                          Esse crescimento gerou uma
  As indústrias de material                               riqueza fabulosa, que elevou o PIB
elétrico, química, construção                             de 4,8%, em 1967, para 14%, em
naval e de bens de capital                                1973. Mas todo o dinheiro estava
também aumentaram sua                                     concentrado na mão da minoria .
produção.
O governo de Médici foi marcado principalmente pelo arrocho
salarial, pela forte entrada de indústrias estrangeiras, grande
desenvolvimento e tecnologia, fome e miséria nacional.


                                                 Foi nesse período que
                                                 a Rede Globo, se
                                                 desenvolveu bastante
                                                 e tornou-se a mais
                                                 popular e poderosa
                                                 do país, por conta do
                                                 grande apoio junto ao
                                                 governo Médici.
O tricampeonato mundial de
                                         futebol no México, em 1970,
                                         colaborou para criar um clima de
                                         otimismo, quase euforia, e
                                         reforçar a imagem do país que
                                         dá certo. Foi nesse tempo que
                                         surgiu a canção, “90 milhões em
                                         ação, pra frente Brasil, do meu
                                         coração...”

Os governos lançaram-se ainda à
concretização de grandes projetos de
engenharia civil, as obras faraônicas,
símbolos do Brasil potência, obras de
interesse questionável, mas ótima
para a propaganda. Exemplos dessas
obras foram as construções da ponte
Rio-Niterói, da Transamazônica e a
hidrelétrica de Itaipu.
Com o desenvolvimento econômico, surgiu o
mito do Brasil potência, alimentado pelos
slogans divulgados pela propaganda oficial
(“Ninguém mais segura este país”, “Brasil,
ame-o ou deixe-o”, “Pra frente Brasil”, “Até
1964 o Brasil era o país do futuro: agora o    Brasil, Eu te amo!!!
futuro chegou”).
Ernesto Geisel
 1974 - 1979



             Palestrante: Larissy Lima Santos
O penúltimo presidente
da ditadura centrou seu
plano de governo na
abertura política, usada
como estratégia para
prolongar a duração da
ditadura.
Grandes ajudantes na elaboração
                                     do plano de governo do Geisel,
                                     antes mesmo de o mandato de
                                     Médici terminar, foram o general
                                     Golbery, Leitão de Abreu, Delfim
                                     Netto e Cândido Mendes de
                                     Almeida.



Este último até convidou o
professor Samuel Huntington,
cientista político de Harvard para
elaborar o plano de abertura do
presidente.
Uma boa demonstração da
impopularidade do partido de
direita, a ARENA, foi o êxito do
MDB nas eleições para o Senado
e Câmara. Isso causou a reação
da direita, pois esta elaborou a
Lei Falcão e o Pacote de Abril
para evitar a chegada de um
candidato do MBD às eleições
presidenciais.
As mortes do jornalista Vladimir
Herzog e do sindicalista Manoel Fiel
Filho nas mesmas instalações do DOI-
CODI, executadas pelo mesmo
comandante, Ednardo D´Ávila Melo
provou que Geisel não tinha pulso para
controlar a “linha dura”.
Manoel Fiel Filho




                    Comandante do II exército, General
                    Ednardo D´Ávila Melo
João Baptista
 Figueiredo
 1979 - 1985


           Palestrante: Rafaelle Alves Almeida
O general João
Batista Figueiredo foi
o nosso presidente
eqüestre. Ex-chefe
do SNI, declarou que
“preferia o cheiro
dos cavalos ao
cheiro do povo”
O crescimento da oposição
acelerou o processo de
abertura política.
A anistia veio em 1979. Mas não foi "ampla,
                         geral e irrestrita". O pior é que os torturadores
                         também foram anistiados, sem jamais terem
                         sentado no banco dos réus.




Em 1982 o país negociou
com o FMI, como sempre
este faz exigências cruéis.
Em janeiro de 1985, Tancredo Neves foi
                 eleito pelo Colégio Eleitoral




                              Figueiredo
                  O PT recusa-se a comparecer ao
TANCREDO NEVES    Colégio Eleitoral sob o argumento de
                  não compactuar com a farsa das
                  eleições indiretas.
“O Brasil dos nossos
dias não admite nem o
exclusivismo do governo
nem da oposição.
Governo e oposição,
acima dos seus
objetivos políticos, tem
deveres inalienáveis
com o nosso povo”


Tancredo Neves, 1983
• Restabelecimento das eleições diretas
para presidente e vice, e
conseqüentemente eliminação do colégio
eleitoral;
• Restauração das eleições diretas para
prefeitos das capitais, das áreas
consideradas de segurança nacional;
•Liberalização das atividades sindicais;
•Direito de voto aos analfabetos;
•Liberdade de organização de novos
partidos e legalização dos partidos que
viviam na clandestinidade;
“Quem sa fa ahor . . .
        be z a



                    ‘




                         ~
                . . . na esper a ecer
                        o     a cont ”

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Ditadura militar 40 anos do golpe

  • 1. I COLÓQUIO TEMAS CONTEMPORÂNEOS Dit dur M it r– 4 A do G pe a a il a 0 nos ol Coordenador: Prof. Cícero Valeriano
  • 2. Ditadura Militar – 40 anos do golpe Olga Fernandes Marques – de Jango a Castelo Branco Alana Correia Silva – Artur Costa e Silva Danilo de Santana Bezerra – Emílio Garrastazu Médici I Antônio Nazário da S. Filho – Emílio Garrastazu Médici I I Larissy Lima Santos – Ernesto Geisel Rafaelle Alves Almeida – João Baptista Figueiredo
  • 3. De Jango a Castelo Branco ( 1961 – 1964 ) ( 1964- 1967 ) Palestrante: Olga Fernandes Marques
  • 4. Jânio Quadros no dia de sua posse. (janeiro de 1961) Jânio Quadros ao lado de “Che” Guevara, o qual foi condecorado com a Ordem do Cruzeiro do Sul.
  • 5. O famoso apelido do presidente Jânio Quadros se enquadrou exatamente com suas idéias. Dizia ele que varreria do poder a corrupção e o comunismo. Jânio Quadros em campanha eleitoral, 1960.
  • 6.
  • 7.
  • 8.
  • 9. Quando voltou da China foi feito um plebiscito (1963) onde 10 milhões de pessoas optaram pelo presidencialismo. Na foto, ao seu lado, Ranieri Mazzilli que governou enquanto ele estava na China, junto ao parlamento.
  • 10. Quando tornou-se presidente Jango iniciou suas Reformas de Base: •Educacional; •Tributária; •Urbana; •Agrária (Liga Camponesa); •Eleitoral (extinguindo voto censitário); •Lei de remessa de lucros;
  • 11. A to Ins titucional nº 1: •O presidente da República teria amplos poderes para suspender por 10 anos os direitos políticos de qualquer cidadão e cassar mandatos de parlamentares; •Ficavam suspensas por 6 meses as garantias constitucionais de estabilidade dos servidores públicos; •O presidente da República passava a ter o exclusivo poder de decretar estado de sítio ou prolongá-lo por mais 30 dias, e o de apresentar emendas constitucionais e projetos de leis que o Congresso Nacional só poderia recusar por maioria absoluta (50% + 1) num prazo de até 30 dias.
  • 12. Ato Institucional nº 2: Ato Institucional nº 3: •Ficava estabelecido que as eleições •Estabelecia que os governadores para presidente, a partir de então, seriam eleitos indiretamente pelas seriam definitivamente indiretas; respectivas assembléias legislativas de seus estados; •Extinguiam-se todos os partidos políticos; •Ficava firmado que seriam considerados eleitos para vice- •Competia ao presidente decretar presidente da República e para vice- estado de sítio ou prorrogá-lo por governador do estado os candidatos um prazo máximo de 180 dias; escritos para cargo na chapa dos •Ficavam excluídos de apreciação vitoriosos; judicial todos os atos praticados •Os prefeitos das capitais dos pelo Comando Supremo da estados seriam nomeados pelos Revolução e pelo governo federal; governadores, mediante prévio •O presidente da República passava assentimento da Assembléia ter o direito de decretar o recesso do Legislativa ao nome proposto, bem Congresso Nacional, das como os prefeitos das cidades Assembléias Legislativas e das consideradas áreas de “Segurança Câmaras Municipais, estando o país Nacional”. sob estado de sítio ou não.
  • 13. Ato Institucional nº 4: •Estabelecia todas as regras que o Congresso Nacional deveria obedecer para a aprovação da nova Constituição. “Não tenho vocação para ditador.” “Caminharemos para a frente com a segurança de que o remédio para os malefícios da extrema esquerda não será o nascimento de uma direita reacionária, mas o das reformas que se fizerem necessárias.”
  • 14. Artur Costa e Silva 1967 - 1969 Palestrante: Alanna Correia Silva
  • 15.
  • 16.
  • 17. Foi contra a vontade de Castelo Branco que Costa e Silva assumiu a presidência. Manteve o poder com o auxilio do Comando do Supremo da Revolução, junta militar que decretou o AI-1, cuja chefia estava em seu encargo. Em eleições indiretas para a presidência, obteve 295 votos da Arena enquanto os parlamentares do MDB, retiraram-se do local de votação em sinal de protesto. Durante o governo de Castelo Branco, esteve à frente da institucionalização da ditadura por meio do AI-2 e alinhou-se aos setores que exigiam mais repressões por parte do presidente.
  • 18.
  • 19. A oposição ganhava adeptos; alguns políticos que prepararam e participaram ativamente do Golpe, estavam descontentes com o novo governo, pois estavam sendo marginalizados. Carlos Lacerda organizou então, uma “Frente ampla” de oposição, que reuniu participantes do MDB, de liberais cassados, como Juscelino Kubitschek, burgueses conservadores, estudantes e trabalhadores. O objetivo era exclusivamente político, exigindo elaboração de uma Constituição democrática e restabelecimento das eleições diretas em todos os níveis. Apesar do fracasso, o protesto foi sintoma da não- legitimação consensual dos caminhos que o regime estava tomando.
  • 20. O descontentamento aumentava; as promessa de abertura democrática do presidente Costa e Silva foram cobradas. Ressurgia mais uma vez a crise, estudantes descontentes, trabalhadores devido a contenção de salários, geraram greves. Foi resultado disso, a passeata dos cem mil. Em 1968 foi editado o Ato Institucional 5, que dava o presidente quase os mesmos poderes que o AI-2, acrescentando o de confiscar bens no caso de enriquecimento “ilícito” e da suspensão do direito de Habeas Corpus no caso da infração da Lei de Segurança Nacional. Nessa época houve o fechamento do Congresso.
  • 21. Com a criação do AI-5, houve cassações, prisões e grande silêncio nos meios estudantis, sindicais, artísticos e intelectuais. Além disso, o desenvolvimento político estava subordinado ao ato. A partir daí, há um acordo entre o estado e a burguesia: essa abria mão dos controles políticos tradicionais como a liberdade de imprensa e do pluripartidarismo, o Habeas Corpus; o estado, por sua vez, mantinha a ordem a qualquer custo, assumindo os interesses dos empresários como se fossem de toda a nação.
  • 22. Costa e Silva morreu de uma trombose cerebral. No segundo semestre de 1969, uma junta militar assumiu o poder, encerrando o mandato de Costa e Silva, e indicando para presidência o General Emílio Garrastazu Médici, ex-chefe do SNI.
  • 23. Emílio Garrastazu Médici (I) 1968 - 1974 “A Luta Armada” Palestrante: Danilo de Santana Bezerra
  • 24. A foto ao lado mostra o estudante Edson Luís, morto em manifestação UNE (União Nacional dos Estudantes). A foto acima mostra os guerrilheiros Lamarca e Zequinha mortos no sertão da Bahia.
  • 25. Convencidos de que não atingiriam a democracia por via pacífica alguns setores de esquerda optaram pela luta armada. A figura ao lado mostra Carlos Lamarca ex-cap. do exército e líder mais expressivo da VPR. Os grupos de guerrilha se dividiam quanto a tática definida: • Alguns acreditavam que a guerrilha rural era o melhor meio de tomar o poder; •Outros acreditavam na guerrilha urbana como meio de tomar o poder.
  • 26. O governo Médici foi marcado pela violenta repressão a certos setores sociais como estudantes, políticos, artistas e intelectuais de esquerda. Em 1970, com a criação do DOI-CODI, intensifica-se o uso da tortura pela linha dura para intimidar os grupos armados de esquerda que lutavam contra o regime.
  • 27. A figura ao lado mostra o corpo de Carlos Marighella morto em 1969, numa emboscada comandada por Sérgio Paranhos Fleury, notório torturador. Marighella era o dirigente da ALN ( Ação Libertadora Nacional ), a organização de maior contingente e expressão. Carlos Lamarca: líder da VPR, que depois ingressou no MR-8 ( movimento revolucionário 8 de outubro ), morto em 1972 no sertão da Bahia.
  • 28. Emílio Garrastazu Médici ( II ) 1969 - 1974 “Crescimento Econômico” Palestrante: Antônio Nazário da S. Filho
  • 29. O 3º presidente da era militar, que governou de 1969 a 1974 num regime de extrema repressão e um “crescimento” explosivo.
  • 30. No período do governo Médici, o então Ministro da Fazenda, Antônio Delfim Netto, teve uma contribuição expressiva para concretizar o plano de desenvolvimento da economia. Um dia, certo jornalista pergunta sobre a dívida externa para Delfim Netto e ele responde: “A dívida externa é grande, mas é bem administrada”
  • 31.
  • 32. • O setor terciário cresce acompanhando o ritmo de atividade do setor industrial (secundário), com uma taxa média de crescimento de 12,5% a.a. •O setor primário (agricultura) apresenta uma taxa de crescimento inferior a dos demais setores (4,5% a.a.), mas cresce mais do que a população (3%). •A indústria de construção civil também cresce atendendo à demanda para as obras de infra-estrutura do Estado. O crescimento econômico foi A capacidade produtiva utilizada impulsionado pelo bom em 1967 era de 76%, crescendo desempenho nas indústrias de para 93% em 1971, chegando à bens duráveis (automóveis e plena utilização no período entre eletrodomésticos) e de 1972-73. construção civil. Esse crescimento gerou uma As indústrias de material riqueza fabulosa, que elevou o PIB elétrico, química, construção de 4,8%, em 1967, para 14%, em naval e de bens de capital 1973. Mas todo o dinheiro estava também aumentaram sua concentrado na mão da minoria . produção.
  • 33. O governo de Médici foi marcado principalmente pelo arrocho salarial, pela forte entrada de indústrias estrangeiras, grande desenvolvimento e tecnologia, fome e miséria nacional. Foi nesse período que a Rede Globo, se desenvolveu bastante e tornou-se a mais popular e poderosa do país, por conta do grande apoio junto ao governo Médici.
  • 34. O tricampeonato mundial de futebol no México, em 1970, colaborou para criar um clima de otimismo, quase euforia, e reforçar a imagem do país que dá certo. Foi nesse tempo que surgiu a canção, “90 milhões em ação, pra frente Brasil, do meu coração...” Os governos lançaram-se ainda à concretização de grandes projetos de engenharia civil, as obras faraônicas, símbolos do Brasil potência, obras de interesse questionável, mas ótima para a propaganda. Exemplos dessas obras foram as construções da ponte Rio-Niterói, da Transamazônica e a hidrelétrica de Itaipu.
  • 35. Com o desenvolvimento econômico, surgiu o mito do Brasil potência, alimentado pelos slogans divulgados pela propaganda oficial (“Ninguém mais segura este país”, “Brasil, ame-o ou deixe-o”, “Pra frente Brasil”, “Até 1964 o Brasil era o país do futuro: agora o Brasil, Eu te amo!!! futuro chegou”).
  • 36. Ernesto Geisel 1974 - 1979 Palestrante: Larissy Lima Santos
  • 37. O penúltimo presidente da ditadura centrou seu plano de governo na abertura política, usada como estratégia para prolongar a duração da ditadura.
  • 38. Grandes ajudantes na elaboração do plano de governo do Geisel, antes mesmo de o mandato de Médici terminar, foram o general Golbery, Leitão de Abreu, Delfim Netto e Cândido Mendes de Almeida. Este último até convidou o professor Samuel Huntington, cientista político de Harvard para elaborar o plano de abertura do presidente.
  • 39. Uma boa demonstração da impopularidade do partido de direita, a ARENA, foi o êxito do MDB nas eleições para o Senado e Câmara. Isso causou a reação da direita, pois esta elaborou a Lei Falcão e o Pacote de Abril para evitar a chegada de um candidato do MBD às eleições presidenciais.
  • 40. As mortes do jornalista Vladimir Herzog e do sindicalista Manoel Fiel Filho nas mesmas instalações do DOI- CODI, executadas pelo mesmo comandante, Ednardo D´Ávila Melo provou que Geisel não tinha pulso para controlar a “linha dura”.
  • 41. Manoel Fiel Filho Comandante do II exército, General Ednardo D´Ávila Melo
  • 42. João Baptista Figueiredo 1979 - 1985 Palestrante: Rafaelle Alves Almeida
  • 43. O general João Batista Figueiredo foi o nosso presidente eqüestre. Ex-chefe do SNI, declarou que “preferia o cheiro dos cavalos ao cheiro do povo”
  • 44. O crescimento da oposição acelerou o processo de abertura política.
  • 45.
  • 46.
  • 47. A anistia veio em 1979. Mas não foi "ampla, geral e irrestrita". O pior é que os torturadores também foram anistiados, sem jamais terem sentado no banco dos réus. Em 1982 o país negociou com o FMI, como sempre este faz exigências cruéis.
  • 48. Em janeiro de 1985, Tancredo Neves foi eleito pelo Colégio Eleitoral Figueiredo O PT recusa-se a comparecer ao TANCREDO NEVES Colégio Eleitoral sob o argumento de não compactuar com a farsa das eleições indiretas.
  • 49.
  • 50. “O Brasil dos nossos dias não admite nem o exclusivismo do governo nem da oposição. Governo e oposição, acima dos seus objetivos políticos, tem deveres inalienáveis com o nosso povo” Tancredo Neves, 1983
  • 51. • Restabelecimento das eleições diretas para presidente e vice, e conseqüentemente eliminação do colégio eleitoral; • Restauração das eleições diretas para prefeitos das capitais, das áreas consideradas de segurança nacional; •Liberalização das atividades sindicais; •Direito de voto aos analfabetos; •Liberdade de organização de novos partidos e legalização dos partidos que viviam na clandestinidade;
  • 52. “Quem sa fa ahor . . . be z a ‘ ~ . . . na esper a ecer o a cont ”