Arcadismo

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Aula de Literatura Brasileira sobre o Arcadismo no Brasil.

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Arcadismo

  1. 1. ARCADISMO (NEO-CLASSICISMO ou SETECENTISMO) (1768 – 1808)
  2. 2. O Arcadismo é uma escola literária surgida na Europa no século XVIII, razão por que também é denominada como Setecentismo ou neoclassicismo. O nome "Arcadismo" é uma referência à Arcádia, região bucólica do Peloponeso, na Grécia antiga, tida como ideal de inspiração poética. Segundo a lenda, a Arcádia era dominada pelo deus Pã e habitada por pastores que, vivendo de modo simples e espontâneo, se divertiam cantando, fazendo disputas poéticas e celebrando o amor e o prazer.
  3. 3. Contexto histórico-social O século XVIII, também referido como “Século das Luzes”, representa uma fase de importantes transformações no campo da cultura europeia. forma-se uma burguesia que passa a dominar economicamente o Estado, através de um intenso comércio ultramarino e da multiplicação de estabelecimentos bancários, a antiga Nobreza arruína-se e o Clero traz o descrédito às questões teológicas. a influência do pensamento Iluminista burguês se alastra. valorização da Ciência e do espírito racionalista.
  4. 4. O método experimental desenvolve-se aguça-se a análise crítica dos valores sociais e religiosos há uma grande confiança na capacidade do homem em promover o progresso social começam a ser publicados os volumes da Enciclopédia, (pode ser considerada o símbolo da nova postura intelectual – enciclopedistas). A segunda metade do século é marcada pela Revolução Industrial aumento da urbanização de modo geral independência dos Estados Unidos (1776).
  5. 5. A Independência dos Estados Uniodos irá inspirar movimentos de revolta em muitas colônias da América Latina como por exemplo a Inconfidência Mineira, no Brasil. Em Portugal e no Brasil, a experiência neoclássica na literatura deu-se em torno dos modelos do Arcadismo italiano, com a fundação de academias literárias, simulação pastoral, ambiente campestre. #$@$%# !!!
  6. 6. Características do Arcadismo O Arcadismo constitui-se em uma forma de literatura mais simples, opondo-se aos exageros e rebuscamentos do Barroco Temas recorrentes: amor, morte, casamento, solidão. Situações mais freqüentes: pastor abandonado pela amada, triste e queixoso. "Retorno aos modelos clássicos da Antiguidade greco-latina e aos renascentistas presença da mitologia pagã Crença de que a Arte era uma cópia da natureza
  7. 7. Fugere urbem" ("fugir da cidade") e teoria do "bom selvagem" de Jean-Jacques Rousseau, os autores árcades voltam-se para a natureza em busca de uma vida simples, bucólica, pastoril, do "locus amoenus", do refúgio ameno em oposição aos centros urbanos dominados pelo Antigo Regime, pelo Absolutismo monárquico. "Inutilia truncat" ("cortar o inútil"), em oposição ao exagero barroco
  8. 8. "Aurea mediocritas" ("mediocridade áurea"): a valorização das coisas cotidianas IMPORTANTE !!! Essa busca configurava apenas um estado de espírito, uma posição política e ideológica, uma vez que esses autores viviam nos centros urbanos e, burgueses que eram, ali mantinham os seus interesses econômicos. Por isso justifica falar-se em "fingimento poético" no arcadismo fato que transparece no uso dos pseudônimos pastoris.
  9. 9. Principais autores Alvarenga Peixoto Cláudio Manuel da Costa Tomás Antônio Gonzaga
  10. 10. Frei José de Santa Rita Durão Caramuru é um poema épico do frei Santa Rita Durão, escrito em 1781. Conta a história de Diogo Álvares Correia , o Caramuru , náufrago português que viveu entre os índios. O livro alude também a sua esposa, Catarina Paraguaçu, como visionária capaz de prever as futuras guerras contra os neerlandeses. Os escritos seguem a inspiração de Luís Vaz de Camões , utilizando-se de mitologia grega, sonhos e previsões, mas ainda assim tem grande valor por incluir informações sobre os povos indígenas brasileiros.
  11. 11. CARTAS CHILENAS Prosas satíricas, em versos decassílabos brancos, que circularam em Vila Rica poucos anos antes da Inconfidência Mineira, em 1789. Revelando seu lado satírico, num tom mordaz, agressivo, jocoso, pleno de alusões e máscaras, o poeta satiriza ferinamente a mediocridade administrativa, os desmandos dos componentes do governo, o governador de Minas e a Independência do Brasil. Critilo é um habitante de Santiago do Chile (na verdade Vila Rica), narra os desmandos despóticos e narcisistas do governador chileno Fanfarrão Minésio (na realidade, Luís da Cunha Meneses, governador de Minas até a Inconfidência Mineira). Por bastante tempo discutiu-se a autoria das Cartas Chilenas. A dúvida só acabou quando comparada a obra com cada um dos elementos do "Grupo Mineiro”, e concluiu-se que o verdadeiro autor é Tomás Antônio Gonzaga e que Critilo é ele mesmo e Doroteu, Cláudio Manuel da Costa. Especula-se que a obra tenha sido influenciada por Cartas Persas, de Montesquieu.

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