Cavalhada

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Trabalho de Artes sobre Cavalhadas.

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Cavalhada

  1. 1. Arte
  2. 2. Cavalhada
  3. 3. <ul><li>Isaac Gonçalves da Silva </li></ul><ul><li>Mônize Dutra da Silva </li></ul><ul><li>Nagela </li></ul><ul><li>Paulo Henrique Monteiro Fernandes </li></ul><ul><li>Renata da Fonseca Silva </li></ul><ul><li>Thalita </li></ul><ul><li>Cavalhada </li></ul><ul><li>Setembro de 2008 </li></ul>
  4. 4. CAVALHADA <ul><li>A Cavalhada teve origem nos torneios medievais, dos quais  tem, entre outras reminiscências, o uso de fitas como prêmio, que são oferecidas pelo ganhador a uma mulher ou outra pessoa que deseje homenagear. Em Portugal teve feição cívico-religiosa, envolvendo temas do período da Reconquista. Sua difusão no Brasil, registrada desde o século XVII, partiu do Nordeste e espalhou-se pelo resto do país. Em 1641, quando da aclamação de D. João IV, foram promovidas várias cavalhadas como parte dos festejos oficiais. É ainda um folguedo vivo em vários pontos do Brasil, como Alagoas, Minas Gerais e Goiás. Em Pirenópolis (GO) a cavalhada é realizada durante a festa do Divino e representa o auto de cristãos e mouros. </li></ul>
  5. 5. CAVALHADA EM PIRENÓPOLIS (GO) <ul><li>Encenado em Pirenópolis, cidade de Goiás, desde o início do século XIX, esse folguedo faz parte das comemorações em homenagem ao Divino Espírito Santo e existe em várias partes do Brasil, ganhando perfil diferente em cada estado. </li></ul><ul><li>A Cavalhada acontece em três dias, sob a forma de cortejo, apresentando desfiles, evoluções nas lutas entre os participantes, jogos e disputas de prêmios. </li></ul><ul><li>Entre as peças executadas encontra-se o galope, as quadrilhas: violeta, flor-da-noite, noiva encantada e três sossegados, a valsa do batismo e o hino do Divino, cantado com fé por todos os presentes. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>A encenação começa sempre com a entrada dos mascarados, também conhecidos por &quot;Curucucús&quot;, usando roupas extravagantes e máscaras com caras de animais, montando cavalos ou a pé, que saem fazendo algazarras e dançando ao som das músicas. </li></ul><ul><li>A seguir, ocorre a delimitação do campo, dividido entre os mouros à esquerda e os cristãos à direita, formados por um rei, um embaixador, e dez soldados de cada lado. </li></ul><ul><li>Todos os personagens se vestem luxuosamente, com capas bordadas e enfeites prateados e dourados, trazendo sempre uma arma </li></ul><ul><li>de fogo, uma lança e uma espada. Os cristãos usam a cor azul, a cor do manto de Nossa Senhora, e os mouros, a vermelha, símbolo do mal. </li></ul>
  7. 7. Os Mascarados <ul><li>Os Mascarados é tão grande atração quanto os cavaleiros mouros e cristãos. Conhecidos também como &quot;Curucucús&quot;, por causa do som que emitem, são pessoas que se vestem com máscaras, roupas coloridas, luvas e botas. Mudam a voz ao falar e cobrem todo o corpo para que ninguém os reconheçam. Enfeitam seus cavalos com fitas, tecidos, plantas e tudo quanto a criatividade mandar. Tradicionalmente existe vários tipos. Os mais tradicionais são aqueles com máscara de cabeça de boi, seguindo pelos que usam máscaras de onça, máscara de homem, e mais recentemente apareceram aqueles com máscaras de borracha, com cara de monstro, enfocando um pouco a originalidade da Festa. Mas isso não diminui a beleza e o entusiasmo dos Mascarados, que já no sábado saem às ruas à galope em algazarra, pedem com vozes fanhosas cervejas e cigarros aos transeuntes e divertem a população com suas acrobacias e brincadeiras. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Não se sabe a origem destes personagem, que são encontrados em todas as cavalhadas do Brasil com diversas diferenças entre as </li></ul><ul><li>cidades. Eles se fundem com os cristãos e mouros num trinômio perfeito. </li></ul><ul><li>Representam o papel do povo e daqueles que não tem acesso a pompa dos cavaleiros, que representam socialmente a elite e o poder. São irônicos e debochados, fazendo críticas aos poderosos e ao sistema. E, ao contrário da rigidez dos Cavaleiros, entre os Mascarados não há regras, tudo é permitido, menos mostrar sua identidade. </li></ul><ul><li>Seus cavalos, muito enfeitados, trazem pendurados latinhas e guisos que produzem um barulho característico quando a galope ou trotando.  </li></ul>
  9. 9. Os cavaleiros <ul><li>Os Cavaleiros (em número de 24 - 12 para cada grupo) reúnem-se ao som de um tambor que ecoa pelas ruas e, juntos, dirigem-se marcialmente para o campo da exibição onde serão desenvolvidos: no primeiro dia, desafios, embaixadas de mouros e de cristãos, arrazoados dos reis e carreiras. No segundo, ocorrem carreiras, rendição, conversão e batismo dos mouros. No terceiro dia, os grupos se confraternizam através de jogos de adestramento (&quot;cabeças&quot; - &quot;argolinhas&quot;) e habilidades eqüestres. É uma competição real de desfecho imprevisto com possibilidades de vitória para qualquer grupo. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Deve-se acrescentar que a entrada dos Cavaleiros em campo é precedida por Banda de Música, grupo de ginastas, moças levando as bandeiras dos Cristãos, dos Mouros, da Festa do Divino e de Banda, dos Grupos de Vilão a de Contradança a dos Mascarados. Estes Cavaleiros usam trajes luxuosos, predominando o vermelho para os mouros e o azul para os cristãos; as armas e os cavalos apresentam-se ricamente ajaezados. </li></ul><ul><li>Ao final do espetáculo, os Cavaleiros retiram-se a galope em conjunto, e, mantendo uma hierarquia, dirigem-se, a passo, para a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, onde deporão suas armas. Estas voltarão a ser utilizadas no próximo ano. </li></ul>

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