Cadeira de
PATRIMÓNIO CULTURAL PORTUGUÊS
Artur Filipe dos Santos
O CAMINHO DE SANTIAGO
PATRIMÓNIO CULTURAL DA FÉ
2
Aula 2
Artur Filipe dos Santos
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• Artur Filipe ...
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Contemporânea
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• Em finais do século VIII
difunde-se no noroeste
da península Ibérica a
lenda de que Santiago
Maior tinha sido
enterrado ...
• Em 812 ou 813, um
eremita chamado
Pelágio avistou uma
estrela pousada no
bosque Libredón (local
onde se situa
atualmente...
• Isso mesmo comunicou
ao bispo Teodomiro de
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deslocou ao local e ali
identificou o achado
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• Esta suposta descoberta
coincide com a chegada
ao reino asturiano de
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• A figura de Santiago
está intimamente ligada
à Reconquista, da qual
foi de certa forma
padroeiro, como ainda
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• Uma das representações mais
comuns em Espanha do apóstolo é
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(Matamoros), que representa a
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• A batalha de Clavijo, por
muitos considerada
uma lenda, é
frequentemente
apontada como uma
das batalhas decisivas
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• Os estudos histórico-
arqueológicos levados a
cabo no século XX na
catedral de Santiago
revelaram que desde as
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• Isto pode corroborar a
opinião de diversos
estudiosos de que foi
Prisciliano, patriarca da
igreja galega no século IV,
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• Outros estudiosos
propoem que
Prisciliano teria sido
enterrado perto de
Astorga, outros no lugar
de Os Martores ("Os
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• Segundo outra tradição,
os restos mortais de
Santiago Maior estão na
Basílica Saint-Sernin
(São Saturnino), em
Toulouse,...
• O rei Afonso II das Astúrias
(r. 791–842) teria também
sido o primeiro peregrino
de Santiago da história
quando se deslo...
• Com o passar dos anos,
essa igreja converteu-se
num dos principais
centros de peregrinação
da cristandade e deu
origem a...
• O Caminho estendeu-
se por toda a Europa
cristã e o número de
peregrinos aumentou
consideravelmente
graças aos contactos...
• Início da peregrinação
• A promoção de Compostela
como centro de peregrinação
teve o beneplácito de Carlos
Magno, que ne...
• O culto a Santiago
estendeu-se por toda a
Galiza e Astúrias no
século IX. Afonso III
peregrinou em 872 e
voltou em 874 c...
• É durante o reinado de
Afonso III que a
peregrinação a Compostela
chega aos Pirenéus. A
Diocese de Iria e o seu
titular ...
• No século X começou a
desenvolver-se o
Caminho Francês,
passando a haver
peregrinos vindos de
Tours, Limoges e de Le
Puy...
• No início do século XI,
Sancho III, o Grande fixou
o traçado definitivo do
Caminho de Santiago a
norte, ao livrar de
inc...
• A ele deve-se também a
influência dos
beneditinos da Abadia
de Cluny ao longo de
toda o Caminho.
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Património Cultural ...
• Na opinião do
historiador espanhol
Menéndez Pidal, em
certo sentido pode
considerar-se o
caudilho muçulmano
Almançor com...
• Com efeito, os
repetidos ataques de
Almançor aos reinos
cristãos hispânicos
chegaram a preocupar
os monges de Cluny,
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• Um dos grandes
impulsionadores da
peregrinação no século
XII foi o papa Calisto II
(r. 1119–1124), instituiu
os Anos San...
• Tudo isto acontece em
pleno período das
cruzadas (a primeira
iniciada em 1095) e da
fundação da Ordem dos
Templários em ...
• Religiosos vinculados a
Cluny elaboraram a
Historia Compostellana e
o Codex Calixtinus. Este
último foi publicado cerca
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• Este livro descreve quatro
rotas em França, uma a
partir de Paris, e as
restantes a partir de
Vézelay, Puy e Arles, que ...
• Os reis ibéricos favoreceram
muito a constituição e
proteção de uma rede de
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• Muitos dos primeiros
peregrinos provinham
de regiões da Europa
pioneiras em novidades
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que todo o ocidente cristão
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que, uma vez entrados em
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e castelhanos ainda se
encarariam com algum
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antigas cerimónias e
costumes foram sendo
modificados para que
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de Afonso VI, o rito
autóctone foi abolido e
substituído pela liturgia
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• Consolidação da rota jacobeia
• O número de peregrinos aumentou consideravelmente a
partir do século X, quando a populaç...
• Roma, Jerusalém e
Santiago de Compostela
serão os destinos mais
importantes: todos os
caminhos levam a
Roma. Os cruzados...
• Os monarcas de Navarra,
Aragão, Castela e Leão
facilitam a viagem a Santiago
através da construção de
pontes, reparação ...
• Os registos mais antigos
de peregrinos vindos de
além-Pirenéus que
visitaram o santuário data
de meados do século XI,
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• Os registos mais
antigos de peregrinos
de Inglaterra são do
período entre 1092 e
1105. Porém, no início
do século XII a
...
• Tendo-se convertido no
terceiro centro de
peregrinação da
cristandade, só superado
por Roma e Jerusalém, a
partir do séc...
• O fenómeno jacobeu foi decisivo para
a conformação cultural e económica
do Reino da Galiza. O caráter
apostólico da sua ...
• Declínio
• Depois do século XIV
deram-se muitas
convulsões sociais na
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potenciais peregrinos
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O Caminho de Santiago
perde o esplendor dos
séculos anteriores. O
Grande Cisma do
Ocidente em 1378
agrava a situação e
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• O século XV também
não trouxe a
revitalização, devido às
muitas conturbações
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continente nesse
período: ...
• Apesar de tudo, muitos
peregrinos continuaram
a acorrer ao túmulo do
apóstolo para cumprir a
sua penitência mas, ano
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• Ressurgimento no final do século XX
• Depois de séculos em que pouco mais foi
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algumas fontes a maioria,
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por razões religiosas, mas
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católico sofreu uma
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Fonte: Wikipedia
• Símbolos do Caminho
• A concha de vieira, facilmente
encontrada nas costas da
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símbolo do Cami...
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mais comuns sobre a
origem do símbolo
relacionam-se com a morte
de Santiago, que foi
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morte de Santiago os seus
discípulos levaram o corpo
de barco para a península
Ibérica, para ...
• Segunda versão: Depois
da morte de Santiago o
seu corpo foi
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transportado por um
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• O jovem noivo estava
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• A concha de vieira
também é uma metáfora.
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representam as vári...
• A concha além disso
uma metáfora do
peregrino: como as
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• A concha tinha também
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peregrinos, pois tem o
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• No passado, os
peregrinos apresentavam-
se em igrejas, castelos,
mosteiros, etc. ao longo
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contar com...
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os peregrinos sem risco de serem
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• Outros símbolos: o bastão e a
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Património cultural O CAMINHO DE SANTIAGO PATRIMÓNIO CULTURAL DA FÉ aula 2 - artur filipe dos santos - universidade sénior contemporânea facebook

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Em finais do século VIII difunde-se no noroeste da península Ibérica a lenda de que Santiago Maior tinha sido enterrado nessas terras. Em 812 ou 813, um eremita chamado Pelágio avistou uma estrela pousada no bosque Libredón (local onde se situa atualmente a Igreja de São Félix de Solovio (San Fiz), sobre uma urna de mármore.

Artur Filipe dos Santos, Doutorado em Comunicação, Publicidade Relações Públicas e Protocolo, pela Universidade de Vigo, Galiza, Espanha, Professor Universitário, consultor e investigador em Comunicação Institucional e Património, Protocolista, Sociólogo.
Director Académico e Professor Titular na Universidade Sénior Contemporânea, membro da Direção do OIDECOM-Observatório Iberoamericano de Investigação e Desenvolvimento em Comunicação, membro da APEP-Associacao Portuguesa de Estudos de Protocolo. Membro do ICOMOS (International Counsil on Monuments and Sites), consultor da UNESCO para o Património Mundial, membro do Grupo de Investigação em Comunicação (ICOM-X1) da Faculdade de Ciências Sociais e da Comunicação da Universidade de Vigo, membro do Grupo de Investigação em Turismo e Comunicação da Universidade de Westminster. Professor convidado da Escola Superior de Saúde do Instituto Piaget. Orador e palestrante convidado em várias instituições de ensino superior.

A Universidade Sénior Contemporânea
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A Universidade Sénior Contemporânea é uma instituição vocacionada para a ocupação de tempos livres dos indivíduos que se sintam motivados para a aprendizagem constante de diversas matérias teóricas e práticas,adquirindo conhecimentos em múltiplas áreas, como línguas, ciências sociais, saúde, informática, internet, dança, teatro, entre outras, tendo ainda a oportunidade de participação em actividades como o Grupo de Teatro, Coro da USC, USC Web TV, conferências, colóquios, visitas de estudo. Desenvolve manuais didáticos das próprias cadeiras lecionadas(23), acessivéis a séniores, estudantes e profissionais através de livraria online.

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  1. 1. Cadeira de PATRIMÓNIO CULTURAL PORTUGUÊS Artur Filipe dos Santos
  2. 2. O CAMINHO DE SANTIAGO PATRIMÓNIO CULTURAL DA FÉ 2 Aula 2
  3. 3. Artur Filipe dos Santos artursantosdocente@gmail.com artursantos.no.sapo.pt politicsandflags.wordpress.com • Artur Filipe dos Santos, Doutorado em Comunicação, Publicidade Relações Públicas e Protocolo, pela Universidade de Vigo, Galiza, Espanha, Professor Universitário, consultor e investigador em Comunicação Institucional e Património, Protocolista, Sociólogo. • Director Académico e Professor Titular na Universidade Sénior Contemporânea, membro da Direção do OIDECOM-Observatório Iberoamericano de Investigação e Desenvolvimento em Comunicação, membro da APEP-Associacao Portuguesa de Estudos de Protocolo. Membro do ICOMOS (International Counsil on Monuments and Sites), consultor da UNESCO para o Património Mundial, membro do Grupo de Investigação em Comunicação (ICOM-X1) da Faculdade de Ciências Sociais e da Comunicação da Universidade de Vigo, membro do Grupo de Investigação em Turismo e Comunicação da Universidade de Westminster. Professor convidado da Escola Superior de Saúde do Instituto Piaget. Orador e palestrante convidado em várias instituições de ensino superior. Artur Filipe dos Santos - artursantos.no.sapo.pt 3
  4. 4. A Universidade Sénior Contemporânea Web: www.usc.no.sapo.pt Email: usc@sapo.pt Edições online: www.edicoesuscontemporanea.webnode.com • A Universidade Sénior Contemporânea é uma instituição vocacionada para a ocupação de tempos livres dos indivíduos que se sintam motivados para a aprendizagem constante de diversas matérias teóricas e práticas,adquirindo conhecimentos em múltiplas áreas, como línguas, ciências sociais, saúde, informática, internet, dança, teatro, entre outras, tendo ainda a oportunidade de participação em actividades como o Grupo de Teatro, Coro da USC, USC Web TV, conferências, colóquios, visitas de estudo. Desenvolve manuais didáticos das próprias cadeiras lecionadas(23), acessivéis a séniores, estudantes e profissionais através de livraria online. 4
  5. 5. • Em finais do século VIII difunde-se no noroeste da península Ibérica a lenda de que Santiago Maior tinha sido enterrado nessas terras. 5 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  6. 6. • Em 812 ou 813, um eremita chamado Pelágio avistou uma estrela pousada no bosque Libredón (local onde se situa atualmente a Igreja de São Félix de Solovio (San Fiz), sobre uma urna de mármore. 6 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  7. 7. • Isso mesmo comunicou ao bispo Teodomiro de Iria Flávia, que se deslocou ao local e ali identificou o achado como sendo o o sepulcro de Santiago com o corpo decapitado do apóstolo, nos restos de uma antiga capela e de um antigo cemitério romano. 7 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  8. 8. • Esta suposta descoberta coincide com a chegada ao reino asturiano de moçárabes fugidos das zonas dominadas pelos muçulmanos, que procuravam um local onde pudessem praticar as suas crenças religiosas cristãs. 8 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  9. 9. • A figura de Santiago está intimamente ligada à Reconquista, da qual foi de certa forma padroeiro, como ainda é de Espanha. 9 Património Cultural – O Caminho de Santiago Os Caminhos de Santiago correm toda a Europa
  10. 10. • Uma das representações mais comuns em Espanha do apóstolo é a de Santiago Mata-mouros (Matamoros), que representa a sua aparição milagrosa como combatente montado num corcel branco na batalha de Clavijo, supostamente travada em 844, na qual Ramiro I das Astúrias, que tinha sido cercado por um grande exército muçulmano na sequência de se ter recusado a pagar tributo, conseguiu vencer os infiéis com a ajuda milagrosa de Santiago. 10 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  11. 11. • A batalha de Clavijo, por muitos considerada uma lenda, é frequentemente apontada como uma das batalhas decisivas do início da reconquista cristã da península Ibérica. 11 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  12. 12. • Os estudos histórico- arqueológicos levados a cabo no século XX na catedral de Santiago revelaram que desde as épocas galaico-romana e sueva Compostela ora um lugar importante, onde eram sepultados altos dignitários civis ou religiosos, muito antes de 813. 12 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  13. 13. • Isto pode corroborar a opinião de diversos estudiosos de que foi Prisciliano, patriarca da igreja galega no século IV, e não Santiago, que foi enterrado no local. Prisciliano foi decapitado em Tréveris, Alemanha, em 385, mas o seu corpo teria sido trazido para o norte da Península. 13 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  14. 14. • Outros estudiosos propoem que Prisciliano teria sido enterrado perto de Astorga, outros no lugar de Os Martores ("Os Mártires" em galego), em San Miguel de Valga, na província de Pontevedra. 14 Património Cultural – O Caminho de Santiago blogs.hoy.es
  15. 15. • Segundo outra tradição, os restos mortais de Santiago Maior estão na Basílica Saint-Sernin (São Saturnino), em Toulouse, para onde teriam sido levadas por Carlos Magno, vindas da Galiza durante uma campanha contra os Sarracenos. 15 Património Cultural – O Caminho de Santiago en.wikipedia.org
  16. 16. • O rei Afonso II das Astúrias (r. 791–842) teria também sido o primeiro peregrino de Santiago da história quando se deslocou ao local com a sua corte. Afonso II, o Casto mandou também construir uma igreja no local onde, segundo a lenda, repousam os restos do apóstolo Santiago, onde estabeleceu uma comunidade religiosa permanente. 16 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  17. 17. • Com o passar dos anos, essa igreja converteu-se num dos principais centros de peregrinação da cristandade e deu origem ao Caminho de Santiago, uma via pela qual se expandiram na península Ibérica os novos estilos arquitetónicos que triunfaram na Europa. 17 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  18. 18. • O Caminho estendeu- se por toda a Europa cristã e o número de peregrinos aumentou consideravelmente graças aos contactos culturais entre as nações europeias. 18 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  19. 19. • Início da peregrinação • A promoção de Compostela como centro de peregrinação teve o beneplácito de Carlos Magno, que nela via mais uma forma de defender as suas fronteiras de invasões árabes. A notícia espalhou-se por toda a Europa cristã e os peregrinos começaram a acorrer ao lugar do sepulcro, o chamado Campus Stellae ("Campo da Estrela"), que degenerou no termo Compostela. 19 Património Cultural – O Caminho de Santiago Fonte: Wikipedia
  20. 20. • O culto a Santiago estendeu-se por toda a Galiza e Astúrias no século IX. Afonso III peregrinou em 872 e voltou em 874 com a rainha Jimena, ordenando a edificação de uma nova basílica, que foi consagrada no ano 889. 20 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  21. 21. • É durante o reinado de Afonso III que a peregrinação a Compostela chega aos Pirenéus. A Diocese de Iria e o seu titular tornaram-se a mais poderosa administração eclesiástica não só da Galécia medieval, como de toda a península Ibérica cujo poder e riqueza foi crescendo com as constantes doações por parte de monarcas. 21 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  22. 22. • No século X começou a desenvolver-se o Caminho Francês, passando a haver peregrinos vindos de Tours, Limoges e de Le Puy. Em meados do século anterior, o bispo Godescalco de Le Puy, é um dos primeiros peregrinos estrangeiros de renome. 22 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  23. 23. • No início do século XI, Sancho III, o Grande fixou o traçado definitivo do Caminho de Santiago a norte, ao livrar de incursões muçulmanas a zona compreendida entre os Pirenéus e Nájera, aproveitando o uma antiga estrada romana e substituindo o percurso anterior que atravessava Álava. 23 Património Cultural – O Caminho de Santiago Fonte: Wikipédia
  24. 24. • A ele deve-se também a influência dos beneditinos da Abadia de Cluny ao longo de toda o Caminho. 24 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  25. 25. • Na opinião do historiador espanhol Menéndez Pidal, em certo sentido pode considerar-se o caudilho muçulmano Almançor como o grande revitalizador do Caminho de Santiago, que a ele deve a sua fama internacional. 25 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  26. 26. • Com efeito, os repetidos ataques de Almançor aos reinos cristãos hispânicos chegaram a preocupar os monges de Cluny, então o centro mais importante do cristianismo europeu. 26 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  27. 27. • Um dos grandes impulsionadores da peregrinação no século XII foi o papa Calisto II (r. 1119–1124), instituiu os Anos Santos (ou jubilares) Compostelanos. 27 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  28. 28. • Tudo isto acontece em pleno período das cruzadas (a primeira iniciada em 1095) e da fundação da Ordem dos Templários em 1118 para proteger a peregrinação a Jerusalém. 28 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  29. 29. • Religiosos vinculados a Cluny elaboraram a Historia Compostellana e o Codex Calixtinus. Este último foi publicado cerca de 1140 e o seu Livro V, atribuído ao monge do Poitou Aimery Picaud, é ainda hoje considerado a fonte de muitos guias publicados atualmente. 29 Património Cultural – O Caminho de Santiago É tradição dar um abraço à imagem De Santiago, que se encontra no Altar da catedral em Compostela
  30. 30. 30
  31. 31. • Este livro descreve quatro rotas em França, uma a partir de Paris, e as restantes a partir de Vézelay, Puy e Arles, que se juntam em Ostabat-Asme, nos Pirenéus Atlânticos; o caminho seguia depois para Navarra convergindo com outras rotas em Puente la Reina, de onde sai uma rota bem definida que liga Burgos, Carrión de los Condes, Sahagún, Leão, Astorga e Compostela. 31 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  32. 32. • Os reis ibéricos favoreceram muito a constituição e proteção de uma rede de mosteiros cluniacenses no norte da península Ibérica, particularmente em redor do Caminho. Essa política está intimamente ligada ao desejo dos monarcas de romper o seu isolamento em relação ao resto da Cristandade mediante laços dinásticos, culturais e religiosos. 32 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  33. 33. • Muitos dos primeiros peregrinos provinham de regiões da Europa pioneiras em novidades musicais. Partindo do norte e de zonas mais centrais de França, tinham passado por locais de culto como Chartres e Tours. 33 Património Cultural – O Caminho de Santiago Codex Calixtinus Fonte: Wikipedia
  34. 34. • Ali puderam escutar as melodias que todo o ocidente cristão considerava o verdadeiro legado do papa Gregório. Pouco importava aqueles que vinham do norte de Itália, atravessando os Alpes e Pirenéus, que lhes dissessem que nas suas terras de origem o rito litúrgico era mais antigo e venerável do que aquele a que eles chamavam romano. 34 Património Cultural – O Caminho de Santiago www.uv.es
  35. 35. • Tão pouco importava muito que, uma vez entrados em território hispânico, estando reunidos peregrinos de distintas procedências num mesmo Caminho, parassem em algum mosteiro riojano e ali se lhes falasse com alguma nostalgia de uma liturgia que até há pouco tempo era o elemento unificador frente às hostes de Alá que desde há séculos ocupava grande parte do território hispânico. 35 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  36. 36. • Nesses mosteiros riojanos e castelhanos ainda se encarariam com algum receio aqueles caminhantes que se dirigiam a Campus Stellae seguindo precisamente a a rota pela qual tinha entrado o principal inimigo do rito hispânico. 36 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  37. 37. • Pela rota jacobeia as antigas cerimónias e costumes foram sendo modificados para que aqueles que vinham de regiões remotas pudessem entender algo do culto que escutavam. 37 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  38. 38. • Tanto é assim que, ante os desejos unificadores de Afonso VI, o rito autóctone foi abolido e substituído pela liturgia dita romana. 38 Património Cultural – O Caminho de Santiago www.documentarios.org
  39. 39. • Consolidação da rota jacobeia • O número de peregrinos aumentou consideravelmente a partir do século X, quando a população europeia logrou sair do isolamento de épocas anteriores e inicia uma série de contactos e intercâmbios que, no campo religiosos, levaram a fazer da peregrinação a forma mais difundida de devoção. 39 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  40. 40. • Roma, Jerusalém e Santiago de Compostela serão os destinos mais importantes: todos os caminhos levam a Roma. Os cruzados e as cidades marítimas italianas abrem a rota de Jerusalém. 40 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  41. 41. • Os monarcas de Navarra, Aragão, Castela e Leão facilitam a viagem a Santiago através da construção de pontes, reparação de caminhos, edificação de hospitais e, de modo geral, melhorando as infraestruturas das localidades por onde passava o caminho. Isso favoreceu a o repovoamento das cidades, em especial com francos, o que também foi estimulado através da isenção de taxas de portagem aos peregrinos. 41 Património Cultural – O Caminho de Santiago Fonte: Wikipedia
  42. 42. • Os registos mais antigos de peregrinos vindos de além-Pirenéus que visitaram o santuário data de meados do século XI, mas aparentemente só um século depois é que um elevado número de peregrinos de fora da península Ibérica começaram a ser presença regular. 42 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  43. 43. • Os registos mais antigos de peregrinos de Inglaterra são do período entre 1092 e 1105. Porém, no início do século XII a peregrinação já se tinha transformado em algo altamente organizado. 43 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  44. 44. • Tendo-se convertido no terceiro centro de peregrinação da cristandade, só superado por Roma e Jerusalém, a partir do século XI ou XII chegavam a Compostela peregrinos vindos dos mais diversos pontos da Europa, desde a Occitânia e resto da França, Navarra, Aragão e Catalunha por terra, até às Ilhas Britânicas, Escandinávia e Alemanha por via marítima. 44 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  45. 45. • O fenómeno jacobeu foi decisivo para a conformação cultural e económica do Reino da Galiza. O caráter apostólico da sua igreja e as riquezas acumuladas graças aos peregrinos permitiram a um bispo empreendedor, Diego Gelmires (ca. 1059–1139), converter a sua sé de Compostela em arquidiocese e construir não só uma catedral que foi um centro artístico e religioso de primeira importância, como tornar Santiago uma cidade com intensa atividade comecial derivada da sua condição de cidade santa, onde seriam coroados os reis galegos e onde se desenvolveria a a escola literária galaico-portuguesa. 45 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  46. 46. • Declínio • Depois do século XIV deram-se muitas convulsões sociais na Europa que afastam os potenciais peregrinos para outros destinos. Por outro lado, a Reconquista desloca toda a atenção económica e governamental dos reinos ibéricos para sul. 46 Património Cultural – O Caminho de Santiago www.ccvalg.pt
  47. 47. O Caminho de Santiago perde o esplendor dos séculos anteriores. O Grande Cisma do Ocidente em 1378 agrava a situação e divide a cristandade ocidental. 47 Património Cultural – O Caminho de Santiago velocipedia.blogspot.com
  48. 48. • O século XV também não trouxe a revitalização, devido às muitas conturbações vividas no velho continente nesse período: guerras, fome, peste, más colheitas, secas, etc. 48 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  49. 49. • Apesar de tudo, muitos peregrinos continuaram a acorrer ao túmulo do apóstolo para cumprir a sua penitência mas, ano após ano, o Caminho foi caindo no esquecimento. 49 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  50. 50. • Ressurgimento no final do século XX • Depois de séculos em que pouco mais foi que uma memória do passado — em 1985/86 registaram-se na Oficina de Acogida de Peregrinos da catedral de Santiago apenas 2 491 peregrinos — a partir da década de 1980 o Caminho ganhou cada vez mais popularidade, para o que contribuiu o esforço de sinalização dos trilhos e percursos urbanos, principalmente no norte de Espanha (o Caminho Francês, o mais concorrido), mas também pelo resto de Espanha, em França e Portugal (principalmente no Norte), a par da recuperação e da abertura de novos albergues de peregrinos ao longo do caminho. 50 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  51. 51. • Apesar de muitas das pessoas, — segundo algumas fontes a maioria, — não fazerem o percurso por razões religiosas, mas por lazer, o número de peregrinos registados não tem parado de crescer, principalmente nos Anos Jubilares, quando o dia do apóstolo, 25 de julho coincide com um domingo (1993, 1999, 2004 e 2010; o próximo é em 2021). 51 Património Cultural – O Caminho de Santiago http://ocaminhodecompostela.blogspot.pt/
  52. 52. • Nas últimas décadas, a interpretação do santuário católico sofreu uma evolução doutrinal, com a palavra "túmulo" a desaparecer dos discursos dos últimos papas. João Paulo II falou do "memorial de Santiago", sem usar a palavra "relíquias", e Bento XVI disse simplesmente que a catedral de Compostela "está ligada à memória de Santiago“. 52 Património Cultural – O Caminho de Santiago Fonte: Wikipedia
  53. 53. 53 Fonte: Wikipedia
  54. 54. • Símbolos do Caminho • A concha de vieira, facilmente encontrada nas costas da Galiza, é desde há muito o símbolo do Caminho de Santiago e dos seus peregrinos. Ao longo dos séculos, a vieira ganhou significados míticos, metafóricos e práticos, se bem que possivelmente a sua relevância se deva ao desejo dos peregrinos e visitantes de Compostela levarem para casa uma recordação. 54 Património Cultural – O Caminho de Santiago • Fonte: Wikipedia
  55. 55. • As duas versões lendárias mais comuns sobre a origem do símbolo relacionam-se com a morte de Santiago, que foi decapitado em Jafa ou Jerusalém em 44 d.C.. Segundo a tradição, ele teria passado algum tempo pregando o Evangelho na Hispânia, mas voltou para a Judeia depois de ter tido uma visão da Virgem Maria na margem do rio Ebro. 55 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  56. 56. • Primeira versão: Depois da morte de Santiago os seus discípulos levaram o corpo de barco para a península Ibérica, para ser enterrado no que é hoje Santiago de Compostela. Ao largo da costa ibérica, uma violenta tempestade atingiu o navio e o corpo caiu ao mar tendo-se perdido. Contudo, depois de algum tempo, deu à costa sem estragos, coberto por vieiras. 56 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  57. 57. • Segunda versão: Depois da morte de Santiago o seu corpo foi misteriosamente transportado por um navio sem tripulação para a península Ibérica, para ser enterrado no que é hoje Santiago de Compostela. Quando o navio se aproximou de terra, estava a decorrer um casamento na costa. 57 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  58. 58. • O jovem noivo estava montado num cavalo e ao ver o navio aproximar-se o cavalo assustou-se e cavaleiro e montada mergularam no mar. Através de uma intervenção miraculosa, o cavaleiro e o seu cavalo emergiram da água vivos, cobertos de conchas 58 Património Cultural – O Caminho de Santiago www.caminhodesantiago.com.br
  59. 59. • A concha de vieira também é uma metáfora. Os sulcos radiantes na concha, que se juntam num só ponto, representam as várias rotas usadas pelos peregrinos, que acabavam por chegar todos ao mesmo destino — o sepulcro de Santiago em Compostela. 59 Património Cultural – O Caminho de Santiago santiago2009.no.sapo.pt
  60. 60. • A concha além disso uma metáfora do peregrino: como as ondas do oceano arrastam conchas de vieira para as costas da Galiza, a mão de Deus guia os peregrinos para Santiago. 60 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  61. 61. • A concha tinha também utilidade prática para os peregrinos, pois tem o tamanho adequado para tirar e beber água das fontes e para servir como tigela de comida. Tradicionalmente, a vieira é pendurada no chapéu, outro artefato típico do peregrino, ou então na roupa. 61 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  62. 62. • No passado, os peregrinos apresentavam- se em igrejas, castelos, mosteiros, etc. ao longo do Caminho e podiam contar com oferta da comida que conseguissem recolher com uma colherada da concha. Provavelmente davam- lhes aveia, cevada e talvez cerveja ou vinho. 62 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  63. 63. • Dessa forma, até as casas mais humildes podiam ser caridosas com os peregrinos sem risco de serem sobrecarregadas. A vieira como animal está associada a Santiago nos léxicos de várias línguas; coquille Saint Jacques ("concha de Santiago") designa o molusco e o molho com o qual é geralmente preparado em francês; em alemão as vieiras são chamada Jakobsmuscheln (literalmente "mexilhões de Santiago"). 63 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  64. 64. • Outros símbolos: o bastão e a Via Láctea • Outro acessório típico do peregrino é um bordão de caminhada ou cajado,que tradicionalmente tem uma travessant ou um gancho para poder ser levado no ombro com coisas penduradas nele penduradas. 64 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  65. 65. • O nome popular da nossa galáxia, a Via Láctea, em Portugal e Espanha é "Caminho de Santiago, porque supostamente indica o caminho para Santiago de Compostela à noite. De acordo com uma lenda medieval, a Via Láctea (do latim "estrada de leite", devida ao seu aspecto de mancha esbranquiçada no céu), foi formada pela poeira levantada pelos peregrinos quando caminhavam. 65 Património Cultural – O Caminho de Santiago pt.wikipedia.org
  66. 66. • Compostela (em latim: Campus Stellae) também tem reminiscências cósmicas, pois significa "campo de estrelas", em alusão à lenda da descoberta do túmulo pelo eremita Pelágio. Outra origem para a associação entre a galáxia e o Caminho é o volume IV do Liber Sancti Jacobi ("Livro de Santiago", ou Codex Calixtinus), do século XII que relata que o santo apareceu em sonhos a Carlos Magno, pedindo-lhe que libertasse o seu túmulo dos Mouros e dizendo-lhe que para o encontrar devia seguir o caminho indicado pela Via Láctea. 66 Património Cultural – O Caminho de Santiago pt.wikipedia.org
  67. 67. Bibliografia – http://www.caminhoportosantiago.com/PT/santiago.html – http://www.caminhoportuguesdesantiago.com/PT/caminho.php – http://pt.wikipedia.org/wiki/Caminhos_de_Santiago – http://www.spain.info/pt/que-quieres/rutas/grandes-rutas/camino- santiago/ – http://atc.pt/files/72/7201.pdf – http://www.santiago.org.br/caminho-de-santiago-historia.asp – http://www.santiago.org.br/caminho-de-santiago-o-que-e.asp – http://www.confrariaapostolosantiago.com.br/depoimentos/historia- do-caminho.pdf – http://www.caminhoportosantiago.com/PT/santiago-historia.html – http://ocaminhodecompostela.blogspot.pt/2006/12/historia-de- santiago-de-compostela.html – http://pt.wikipedia.org/wiki/Caminho_Portugu%C3%AAs_de_Santiago 67 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  68. 68. Bibliografia – http://whc.unesco.org/en/list/669 68 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  69. 69. Bibliografia fotográfica – http://medicablogs.diariomedico.com/normapernett/files/2010/09/vi eira.jpg – http://jornalc.pt/wp-content/uploads/2014/03/Peregrino.jpg – http://peronegro.com/fileadmin/_processed_/csm_Jakobswege_ES_P T_9f52bce1ca.gif – http://www.caminodesantiagohoteles.com/images/peregrinos.jpg – http://caminodesantiagoguide.org/wp- content/uploads/2011/09/Camino-de-Santiago-2005-278- 1024x550.jpg – http://sunshineandsiestas.com/wp-content/uploads/2013/09/camino- de-santiago-scallop-shell.jpg – http://www.caminhoportosantiago.com/PT/images/santiago_1.jpg – http://www.millionsteps.org/wp-content/uploads/2010/07/Camino- de-Europa.jpg 69 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  70. 70. Bibliografia fotográfica – http://focusmissions.org/wp-content/uploads/2012/11/camino- de-santiago.jpg – http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/ea/ Ruta_del_Camino_de_Santiago_Frances.svg/2000px- Ruta_del_Camino_de_Santiago_Frances.svg.png – http://photos.wildjunket.com/WildJunketMagazinePreview/Wil dJunket-Magazine-JuneJuly/i-ScPqctM/0/M/WildJunket-June- July-2012-37-M.jpg – http://mividaen.sampere.com/wp- content/uploads/2014/06/Camino-de-Santiago.jpg – http://www.sandstead.com/camino_de_santiago/camino_de_s antiago.jpg – https://www.google.pt/search?q=%22camino+de+santiago%22 &es_sm=93&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ei=lAcSVbe4Jcv5UP aAg7AH&ved=0CAcQ_AUoAQ&biw=1366&bih=667#imgdii=_ 70 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  71. 71. Bibliografia fotográfica – http://www.mscvocations.ie/wp-content/uploads/2014/12/Camino- 9.jpg – http://www.acelerada.com.br/wp- content/uploads/2013/08/5550035.jpg – http://www.encaminodesdealicante.org/contents/historia/historia- 21.jpg – http://studentweb.cortland.edu/Sarah.Elmore/miniproj2/camino.gif – https://laametralladora.files.wordpress.com/2014/02/camino- francc3a9s.jpg – https://jauntmagazine.files.wordpress.com/2013/10/camino-de- santiago-route.jpg – https://i0.wp.com/www.bicigrino.com/images/santo.jpg – http://imageshack.com/f/689/santiagomaiordecomposte.jpg – https://albertosolana.files.wordpress.com/2013/02/pablo-y- santiago.png 71 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  72. 72. Bibliografia fotográfica – http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B86148b4b/17277149_vzEDG.png – http://megaconstrucciones.net/images/edificios-religiosos/foto/santiago- compostela-catedral.jpg – http://4.bp.blogspot.com/- TDzwOgQI1PE/UMsbbwCjgNI/AAAAAAAAAJc/5tlpcAAIowo/s1600/campus -stellae.jpg – http://www.paradoxplace.com/Photo%20Pages/Spain/Spain%20Map%20I mages/Camino%20Frances/800/Camino-Map-BAR900.jpg – http://www.caminosantiago.org/cpperegrino/encuesta/img/10hechospat rimonio.jpg – http://www.spain-holiday.com/blog/wp- content/uploads/2010/04/caminofrances3.gif – http://www.hoy.es/RC/201107/22/Media/GF0IUD11--647x350.jpg – http://img.ibxk.com.br//2013/8/megacurioso/12042800006059434_meg a.jpg – http://s4.photobucket.com/user/Armesto/media/Reino_de_Galicia_Suev os.png.html 72 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  73. 73. Bibliografia fotográfica – http://2.bp.blogspot.com/- 6sjIwT7QqoQ/VNld6pmPkKI/AAAAAAAAsrY/0N-OhbkM- GU/s1600/Teodomiro%2Bdescobre%2Bo%2Bt%C3%BAmul o%2Bde%2BSantiago.jpg 73 Património Cultural – O Caminho de Santiago

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