Professor Doutor Artur Filipe dos Santos,
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Falar do Palácio de Cristal é sempre uma
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Inicialmente a construção
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Inicialmente a construção
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Pedro V, era constituído por uma
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Jones iniciou o palácio em 1861,
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Conde de Samodães, em 30 de Agosto de
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As decorações foram entregues a
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O edifício mede 150 metros de
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Fernando inauguraram a 1ª Exposição
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Em 1886 instalou-se em edifício adequado
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Municipal adquiriu o Palácio de Cristal
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Na Casa de Entre-Quintas, paredes
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Sardenha. Recordando a su...
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Ao mestre pedreiro António Lopes
Ferreira, ficou entregue a execução
da obra, cuja planta riscara a
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A capela ficou concluída em 1862,
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Em 1907 os delegados da Exposição
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expressamente ao Pôrto para deporem,
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A grave sobriedade das linhas e
ornatos da capela corresponde ao
piedoso e melancólico intento da
edificação. É obra de fo...
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História da cidade e dos monumentos portuenses o barroco na cidade do porto2 - palácio de cristal - Professor Doutor Artur Filipe dos Santos

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Cadeira de História da Cidade e dos Monumentos Portuenses, lecionada pelo Professor Doutor Artur Filipe dos Santos

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História da cidade e dos monumentos portuenses o barroco na cidade do porto2 - palácio de cristal - Professor Doutor Artur Filipe dos Santos

  1. 1. Professor Doutor Artur Filipe dos Santos, Universidade Sénior Contemporânea Usc.no.sapo.pt Artursantos.no.sapo.pt 1História da Cidade e dos Monumentos Portuenses
  2. 2. Professor Doutor Artur Filipe dos Santos Usc.no.sapo.pt Artursantos.no.sapo.pt 2História da Cidade e dos Monumentos Portuenses
  3. 3. Falar do Palácio de Cristal é sempre uma entrada na porta do passado e recordar as suas origens, pois a sua primitiva construção não teve, nem tem relação com a actual utilidade. 3História da Cidade e dos Monumentos Portuenses
  4. 4. Inicialmente a construção do edifício do Palácio destinava-se à realização de exposições industriais, agrícolas e artísticas. 4História da Cidade e dos Monumentos Portuenses
  5. 5. Inicialmente a construção do edifício do Palácio destinava-se à realização de exposições industriais, agrícolas e artísticas. 5História da Cidade e dos Monumentos Portuenses
  6. 6. O edifício, inaugurado a 3 de Setembro de 1861 por el-rei D. Pedro V, era constituído por uma grandiosa obra de pedra, ferro e cristal, orçamentada em 108 contos. Media 150 metros de cumprimento por 72 metros de largura e era dividido em três naves. 6História da Cidade e dos Monumentos Portuenses
  7. 7. A 18 de Setembro de 1865 é realizada a primeira Exposição Internacional Portuguesa em que participaram mais de 3000 expositores nacionais e estrangeiros. 7História da Cidade e dos Monumentos Portuenses
  8. 8. Depois desta outra lhe seguiu como foi o caso da exposição da Rosas, em 1879 e a Exposição Agrícola em 1903 8História da Cidade e dos Monumentos Portuenses
  9. 9. Mas em 1933 a Câmara Municipal comprou o Palácio e os seus terrenos e por deliberação da mesma, sob a presidência do Coronel Lícinio Presa, o edifício de Cristal foi condenado à demolição em Dezembro de 1951, dando lugar a um Pavilhão dos Desportos que iria permitir a realização dos Campeonatos Mundial e Europeu de Hóquei em Patins em 1952. 9História da Cidade e dos Monumentos Portuenses
  10. 10. Mas em 1933 a Câmara Municipal comprou o Palácio e os seus terrenos e por deliberação da mesma, sob a presidência do Coronel Lícinio Presa, o edifício de Cristal foi condenado à demolição em Dezembro de 1951, dando lugar a um Pavilhão dos Desportos que iria permitir a realização dos Campeonatos Mundial e Europeu de Hóquei em Patins em 1952. 10História da Cidade e dos Monumentos Portuenses
  11. 11. Num dos mais deslumbrantes locais da cidade do Porto, no antigo campo da Torre da Marca, foi erguido o Palácio de Cristal, donde se pode contemplar um soberbo panorama sobre o Rio Douro, a margem de Miragaia e Massarelos, desaguando o nosso olhar no vasto Oceano Atlântico. 11História da Cidade e dos Monumentos Portuenses
  12. 12. O arquiteto inglês Thomas Dillen Jones iniciou o palácio em 1861, vindo este a ser inaugurado no dia 18 de setembro de 1865, inspirando- se no modelo que tinha sido realizado para idêntico evento na cidade de Londres, alguns anos antes. 12História da Cidade e dos Monumentos Portuenses
  13. 13. «Segundo o texto histórico do sr. Conde de Samodães, em 30 de Agosto de 1861, reuniram-se no edifício da Bolsa, os fundadores do Palácio de Cristal, sob a presidência do sr. Guilherme Augusto Machado Pereira, sendo eleitos para a direcção e conselho fiscal os srs. Alfredo Allen, Francisco Pinto Bessa, Visconde da Trindade, José Joaquim Pereira de Lima e José Frutuoso Aires de Gouveia Osório. 13História da Cidade e dos Monumentos Portuenses
  14. 14. Em 3 de Setembro do mesmo ano, fez-se a inauguração do Palácio de Cristal, presidida por D. Pedro V. O soberano inaugurou os trabalhos lançando um punhado de terra em um carrinho de serviço. A planta, perfil, alçado e cortes do edifício foram feitos pelo arquitecto inglês Thomas Dillen Jones. 14História da Cidade e dos Monumentos Portuenses
  15. 15. No dia seguinte à inauguração partiu D. Pedro V para Lisboa, tendo-lhe sido entregue, antes de embarcar, o diploma de presidente honorário da Sociedade. 15História da Cidade e dos Monumentos Portuenses
  16. 16. A obra de pedra, ferro e cristal, segundo o dr. Carlos de Passos, tomaram- na os empreiteiros C. D. Young & Cª por 108 contos, sob a inspecção do engenheiro F. W. Shields e direcção do engenheiro Gustavo Adolfo Gonçalves de Sousa. Emilio David, jardineiro-paisagista alemão, encarregou-se do desenho dos jardins e do parque. 16História da Cidade e dos Monumentos Portuenses
  17. 17. As decorações foram entregues a um pintor inglês e a direcção coube a Shilds. 17História da Cidade e dos Monumentos Portuenses
  18. 18. O edifício mede 150 metros de comprimento por 72 de largura e é dividido em três naves cobertas de ferro e cristal. No fundo da nave ergue-se um magnifico órgão construído por C. W. Vidor, um dos melhores do mundo. 18História da Cidade e dos Monumentos Portuenses
  19. 19. A gruta que foi destruída, bem como o lado foram construídos sob a direcção do engenheiro belga Class, em 1881. 19História da Cidade e dos Monumentos Portuenses
  20. 20. Aos 18 de Setembro de 1865, D. Luiz e D. Fernando inauguraram a 1ª Exposição Internacional portuguesa. Das múltiplas exposições destacam-se principalmente a primeira colonial portuguesa, de 1894, e a segunda de 1934. A de 1894, inaugurada por D. Carlos, constituía um dos elementos memorativos do V centenário Henriquino. 20História da Cidade e dos Monumentos Portuenses
  21. 21. Em 1886 instalou-se em edifício adequado UM Museu Industrial e em 1933 a Câmara Municipal adquiriu o Palácio de Cristal Portuense e seus anexos, tendo-lhe introduzido nestes últimos anos importantes melhoramento. 21História da Cidade e dos Monumentos Portuenses
  22. 22. História da Cidade e dos Monumentos Portuenses 22
  23. 23. Na Casa de Entre-Quintas, paredes meias com o Palácio de Cristal, passou o rei Carlos Alberto de Sardenha. Recordando a sua passagem por ali, a princeza de Montleart, irmã do infortunado soberano, mandou construir a capela de Carlos Alberto, no Campo do Duque de Bragança, antes da Tôrre da Marca, sendo colocada a primeira pedra no dia 17 de Maio de 1854. 23História da Cidade e dos Monumentos Portuenses
  24. 24. História da Cidade e dos Monumentos Portuenses 24
  25. 25. Ao mestre pedreiro António Lopes Ferreira, ficou entregue a execução da obra, cuja planta riscara a própria princeza, auxiliada pelo arquitecto Joaquim Costa Lima. 25História da Cidade e dos Monumentos Portuenses
  26. 26. A capela ficou concluída em 1862, sendo visitada em 22 de Outubro do mesmo ano pelo príncipe Humberto de Sabóia. 26História da Cidade e dos Monumentos Portuenses
  27. 27. Em 1907 os delegados da Exposição Internacional de Milão, foram expressamente ao Pôrto para deporem, na capela Carlos Alberto uma coroa de bronze; e em 1934, por doação das rainhas D. Amélia e D. Augusta Vitória, mãe e esposa de D. Manuel II, ficou a Santa Casa com a propriedade da capela, sob condição de lá promover sufrágios nos aniversários da morte do último rei português. 27História da Cidade e dos Monumentos Portuenses
  28. 28. A grave sobriedade das linhas e ornatos da capela corresponde ao piedoso e melancólico intento da edificação. É obra de formas clássicas inteiramente de granito.»  in Gazeta dos Caminhos de Ferro, nº1261, 1 de Julho de 1940 28História da Cidade e dos Monumentos Portuenses
  29. 29. História da Cidade e dos Monumentos Portuenses 29
  30. 30. História da Cidade e dos Monumentos Portuenses 30
  31. 31. MONUMENTOS DESAPARECIDOS  http://monumentosdesaparecidos.blogspot .pt Porto Antigo  http://www.portoantigo.org História da Cidade e dos Monumentos Portuenses 31

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