Criptorquidia

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Dr. Hélberte Fernandes Freitas

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Criptorquidia

  1. 1. CRIPTORQUIDIA Hélberte Fernandes Freitas Residência de Urologia HC-UFG Goiânia, 15 de Março de 2011.
  2. 2. CRIPTORQUIDIA <ul><li>Introdução: </li></ul><ul><li>Origem grega = Kryptos – oculto </li></ul><ul><li> Orkhis – testículo </li></ul><ul><li>Testículo não atinge sua posição anatômica dentro da bolsa escrotal </li></ul>
  3. 3. CRIPTORQUIDIA <ul><li>Incidência: </li></ul><ul><ul><li>Idade dependente - 1,8 a 4 % a termo </li></ul></ul><ul><ul><li>30 % prematuros </li></ul></ul><ul><ul><li>Peso ao nascimento é principal fator determinante; </li></ul></ul><ul><ul><li>80% palpáveis; </li></ul></ul><ul><ul><li>20% impalpáveis; </li></ul></ul><ul><ul><li>Descida espontânea até os 9 meses. </li></ul></ul>
  4. 4. CRIPTORQUIDIA <ul><li>Definição: </li></ul><ul><li>Testículos maldescidos – retrátil, ectópico e criptorquídico. </li></ul><ul><li>Retrátil: reflexo cremastérico exarcebado, uni ou bilateral, sem alteração histológica, desaparece até puberdade; </li></ul><ul><li>Ectópico: posição anômala, implantação anômala do gubernaculum testis, sem alteração histológica, trauma testicular, correção com 1 ano; </li></ul>
  5. 5. CRIPTORQUIDIA <ul><li>Criptorquidia: trajeto normal de descida (abdominal, inguinal, pré-púbica), quanto mais alta, mais alterações histológicas; </li></ul><ul><li>Outras situações: testículo evanescente, agenesia testicular; </li></ul>Campbell-Walsh Urology, 9th ed.
  6. 6. CRIPTORQUIDIA <ul><li>Etiologia: </li></ul><ul><li>Condição multifatorial: endócrina, genética e anatômica; </li></ul><ul><li>Ausência de neurotransmissores que atuariam no gubernaculum testis e músculo cremaster; </li></ul><ul><li>Involução incompleta do ligamento diafragmático; </li></ul><ul><li>Anormalidades no epidídimo (90%); </li></ul><ul><li>Redução da pressão intra-abdominal; </li></ul>
  7. 7. CRIPTORQUIDIA Campbell-Walsh Urology, 9th ed.
  8. 8. CRIPTORQUIDIA Síndrome de Prune - Belly Campbell-Walsh Urology, 9th ed.
  9. 9. CRIPTORQUIDIA <ul><li>Aspectos histológicos: </li></ul><ul><ul><li>Interstício vazio e alargado, túbulos seminíferos pequenos e com número reduzido de células germinativas; </li></ul></ul><ul><ul><li>Até 6 meses número normal de células germinativas; </li></ul></ul><ul><ul><li>Número de células germinativas depende da altura testicular; </li></ul></ul>
  10. 10. CRIPTORQUIDIA <ul><li>Malignização testicular: </li></ul><ul><ul><li>10% dos cânceres de testículo são de criptorquidia; </li></ul></ul><ul><ul><li>Seminomas são os mais freqüentes; </li></ul></ul><ul><ul><li>Risco 20 – 40 vezes maior nos pacientes criptorquídicos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Causas: aumento da temperatura testicular,disgenesia testicular congênita; </li></ul></ul><ul><ul><li>Discutível se tratamento cirúrgico precoce (até 1 ano) diminui incidência. </li></ul></ul>
  11. 11. CRIPTORQUIDIA <ul><li>Criptorquidia e Infertilidade: </li></ul><ul><ul><li>21,5% unilateral, 49% bilateral inférteis; </li></ul></ul><ul><ul><li>Quanto mais cefálica posição testicular, pior fertilidade; </li></ul></ul><ul><ul><li>Correção cirúrgica ou clínica não aumenta de maneira significativa número de células germinativas; </li></ul></ul>
  12. 12. CRIPTORQUIDIA <ul><li>Diagnóstico: </li></ul><ul><ul><li>Exame físico cuidadoso: localização da gônada, consistência e tamanho; </li></ul></ul><ul><ul><li>Exames de imagem não estão indicados; </li></ul></ul><ul><ul><li>Laparoscopia é o método mais indicado nos não palpáveis; </li></ul></ul><ul><ul><li>Dois testículos não palpáveis ou associação com hipospádia, fazer avaliação genética; </li></ul></ul>
  13. 13. CRIPTORQUIDIA <ul><li>Tratamento: </li></ul><ul><ul><li>Reduzir risco de torção testicular; </li></ul></ul><ul><ul><li>Reduzir risco potencial de infertilidade; </li></ul></ul><ul><ul><li>Minimizar o risco de degeneração maligna; </li></ul></ul><ul><ul><li>Corrigir a hérnia inguinal associada; </li></ul></ul><ul><ul><li>Reduzir danos psicológicos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Deve ser realizado entre 6 e 12 meses de vida; </li></ul></ul><ul><ul><li>Tratamento hormonal ou cirúrgico; </li></ul></ul>
  14. 14. CRIPTORQUIDIA <ul><li>Tratamento hormonal: </li></ul><ul><li>HCG: descida testicular em 14% dos casos de criptorquidia unilateral, melhor resposta em crianças de maior idade; </li></ul><ul><li>- 1000 UI IM 1x semana por três semanas; </li></ul>
  15. 15. CRIPTORQUIDIA <ul><li>Tratamento hormonal: </li></ul><ul><li>LH-RH (Cryptokur ®) : spray nasal 1,2 mg diário por um mês; </li></ul><ul><li>- 33% de descida (estudos placebo controlado); </li></ul><ul><li>- Idade não é fator limitante; </li></ul>
  16. 16. CRIPTORQUIDIA <ul><li>Tratamento hormonal: </li></ul><ul><li>Análogo sintético do LH-RH (Buserelin ®): spray nasal 20 mg diário por um mês; </li></ul><ul><li>- 15% de descida (estudos placebo controlado); </li></ul><ul><li>- Melhor resposta em testículos mais inferiores; </li></ul><ul><li>- Aumento do número de células germinativas; </li></ul>
  17. 17. CRIPTORQUIDIA <ul><li>Abordagem cirúrgica: </li></ul><ul><ul><li>Princípios gerais: </li></ul></ul><ul><ul><li>Adequada mobilização do testículo e do cordão espermático; </li></ul></ul><ul><ul><li>Reparo da hérnia inguinal associada; </li></ul></ul><ul><ul><li>Fixação na bolsa escrotal. </li></ul></ul>
  18. 18. CRIPTORQUIDIA <ul><li>Abordagem cirúrgica: </li></ul><ul><li>- Testículos palpáveis: </li></ul><ul><li>Incisão arqueada na prega abdominal inferior; </li></ul>Opetative Urology at the Cleveland Clinic - chapter 49 Inguinal surgery in children 2006
  19. 19. CRIPTORQUIDIA <ul><li>Individualização da aponeurose do oblíquo externo e anel inguinal externo, com abertura da mesma; </li></ul>Opetative Urology at the Cleveland Clinic - chapter 49 Inguinal surgery in children 2006
  20. 20. CRIPTORQUIDIA <ul><li>Identificação do saco herniário, separação das estruturas do cordão, abertura do mesmo até o anel inguinal interno; </li></ul>Opetative Urology at the Cleveland Clinic - chapter 49 Inguinal surgery in children 2006
  21. 21. CRIPTORQUIDIA <ul><li>Ressecção de saco herniário, ligadura proximal (sutura contínua, fio absorvível); </li></ul>Opetative Urology at the Cleveland Clinic - chapter 49 Inguinal surgery in children 2006
  22. 22. CRIPTORQUIDIA <ul><li>Incisão transversa da bolsa escrotal, cria-se um plano entre a pele e a dartos, fixação do testículo fio absorvível, pontos separados; </li></ul>Opetative Urology at the Cleveland Clinic - chapter 49 Inguinal surgery in children 2006
  23. 23. CRIPTORQUIDIA <ul><li>Abordagem cirúrgica: </li></ul><ul><li>- Testículos impalpáveis: </li></ul>Campbell-Walsh Urology, 9th ed .
  24. 24. CRIPTORQUIDIA <ul><li>Abordagem cirúrgica: </li></ul><ul><li>- Testículos impalpáveis: </li></ul><ul><li>Exploração cirúrgica aberta: </li></ul><ul><ul><ul><li>Incisão inguinal arqueada ou Pfannenstiel; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Orquiopexia primária, ou por ligadura dos vasos ou estagiada; </li></ul></ul></ul>
  25. 25. CRIPTORQUIDIA <ul><li>Orquiopexia laparoscópica: </li></ul>Opetative Urology at the Cleveland Clinic - chapter 49 Inguinal surgery in children 2006
  26. 26. CRIPTORQUIDIA Opetative Urology at the Cleveland Clinic - chapter 49 Inguinal surgery in children 2006
  27. 27. CRIPTORQUIDIA Opetative Urology at the Cleveland Clinic - chapter 49 Inguinal surgery in children 2006
  28. 28. CRIPTORQUIDIA <ul><li>Orquiopexia laparoscópica: </li></ul><ul><li>- vantagens: magnificação da imagem, definição precisa do suprimento sanguíneo, dissecção acurada, </li></ul><ul><li>- desvantagens: maior duração, maior tendência a fazer ligadura vascular com orquiopexia em dois estágios, maior índice de orquiectomia. </li></ul>
  29. 29. CRIPTORQUIDIA <ul><li>Bibliografia: </li></ul><ul><li>Urologia pediátrica – Antônio Macedo Júnior, Salvador Vilar C. Lima – Capítulo18 – Pg 227- 236 - 2004. </li></ul><ul><li>Urology – Campbell – Walsh - 9 0 Edição. </li></ul><ul><li>Guia Prático de Urologia – Eric Roger et al. – 2003. </li></ul><ul><li>Opetative Urology at the Cleveland Clinic - chapter 49 Inguinal surgery in children 2006. </li></ul>

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