Aula antropologia da educação

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Aula antropologia da educação

  1. 1. Antropologia da Educação Antropologia na Educação Antropologia e Educação
  2. 2. PAIDEIA * JAEGER, Werner. Paidéia: A Formação do Homem Grego. 3ª edição. São Paulo: Martins Fontes, 1995.  Paidéia, a partir do século V vem a referir-se na cultura grega a "todas as formas e criações espirituais e ao tesouro completo da sua tradição, tal como nós o designamos por Bildung ou pela palavra latina, cultura."*  Ao trazermos aos nossos os dias o termo fica claro então que não se pode “evitar o emprego de expressões modernas como civilização, tradição, literatura, ou educação; nenhuma delas coincidindo, porém, com o que os gregos entendiam por paideia. Cada um daqueles termos se limita a exprimir um aspecto daquele conceito global. Para abranger o campo total do conceito grego, teríamos de empregá-los todos de uma só vez."*
  3. 3. Antropologia Alteridade Relativismo O conceito de cultura
  4. 4. Alteridade – Qualidade do que é outro ou do que pertence ou caracteriza o outro; carater ou estado do que é diferente; que se opõe a identidade. “A experiência da alteridade (e a elaboração dessa experiência) leva-nos a ver aquilo que nem teríamos conseguido imaginar, dada a nossa dificuldade em fixar nossa atenção no que nos é habitual, familiar, cotidiano, e que consideramos „evidente‟. Aos poucos, notamos que o menor dos nossos comportamentos (gestos, mímicas, posturas, reações afetivas) não tem realmente nada de „natural‟. Começamos, então, a nos surpreender com aquilo que diz respeito a nós mesmos, a nos espiar. O conhecimento (antropológico) da nossa cultura passa inevitavelmente pelo conhecimento das outras culturas; e devemos especialmente reconhecer que somos uma cultura possível entre tantas outras, mas não a única.” LAPLANTINE, François. Aprender Antropologia. São Paulo: ed. Brasiliense, 2000.
  5. 5. Relativismo O relativismo cultural - é um método de se observar sistemas culturais, sem uma visão etnocêntrica da sociedade vigente, ou seja, realizar a observação sem usar nem um meio ou parâmetro pré concebido pela cultura ocidental e, assim, realizar um estudo e/ou observação do sistema cultural sem nenhum pré conceito. Com isso, realizar a avaliação sem privilegiar os valores de um só ponto de vista, e estruturar o corpo social a partir de suas próprias características. Adquirem, assim, seus próprios sistemas de valores e sua própria integridade cultural.
  6. 6. Civilization “O conceito de “civilization” refere-se a uma larga variedade de fatos: ao nível tecnológico, as formas do comportament, ao desenvolvimento do conhecimento científico, aos costumes e ideias religiosas<...> não há nada que não possa ser feito de forma “civilizada” ou “incivilizada”; por isso, parece sempre dificil resumir em poucas palavras tudo o que se descreve como “civilization”. Mas quando se examina qual a função geral do conceito de civilization realmente, e quais qualidades comuns guiam todos essas diferentes atitudes humanas e atividades descritas como civilizadas, inicia-se com uma muito simples descoberta: Esse conceito expressa a autoconsciência do Ocidente.” (tradução livre) Norbert Elias em “O Processo civilizador”
  7. 7. Kultur But “civilization” does not mean the same thing to different Western nations. Above all, there is a great difference between the English and French use of the word, on the one hand, and the German use of it, on the other. For the former, the concept sums up in a single term their pride in the significance of their own nations for the progress of the West and of humankind. But in German usage, Zivilisation means something which is indeed useful, but nevertheless only a value of the second rank, comprising only the outer appearance of human beings, the surface of human existence. The word through which Germans interpret themselves, which more than any other expresses their pride in their own achievements and their own being, is Kultur. .

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