APRENDIZAGEM SOCIOAMBIENTAL EM   LIVRE PERCURSOA EXPERIÊNCIA DA UMAPAZ           PREFEITURA DE SÃO PAULO           Secreta...
APRENDIZAGEM SOCIOAMBIENTAL EM   LIVRE PERCURSOA EXPERIÊNCIA DA UMAPAZ
Aprendizagem socioambiental em livre percurso: a experiência da      UMAPAZ / Rose Marie Inojosa (org.). 1ªed. – São Paulo...
dezembro / 2012   APRENDIZAGEM SOCIOAMBIENTAL EM   LIVRE PERCURSOA EXPERIÊNCIA DA UMAPAZ             PREFEITURA DE SÃO PAU...
apresentação                     para que umapaz?                     Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho1    A experiênc...
Esta forma de pensar é muito nova, mas ao mesmo                Este casamento deve também favorecer/ perse-tempo se baseia...
sumário    	           	 Apresentação    		 Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho    	       10	   introdução    		 Rose Ma...
161 		Programa Aventura Ambiental		 Angélica Berenice de Almeida e Thereza Christina Rosa	        171 	A Escola de Jardina...
INTRODUÇÃO                 Rose Marie Inojosa Esta coletânea registra e comenta o trabalho de edu-      gias e referências...
tecnologia da mediação. São mostradas as escolhas              ro focaliza a questão metodológica e o diálogo quemetodológ...
O EVOLVER DA UMAPAZ                  PRIMEIRO SETÊNIO                  Rose Marie Inojosa, Glacilda Pinheiro Correa Pedros...
1.	Introdução                                                  com a implementação do projeto, de 2006 a 2008.            ...
A Política Nacional de Educação Ambiental, como                  Na base da proposta estava a observação dos confli- polít...
um espaço interconectado onde as ações de um in-               em Curitiba (Paraná, Brasil), a UNIPAZ (Brasília), adivíduo...
O resultado foi a produção do projeto da Univer-     em Responsabilidade Social;Eduardo Coelho e Mello           sidade Ab...
vas do Parque do Ibirapuera17, um imóvel, com face                Ainda no mês de janeiro de 2006, no dia 30, a UMA-para a...
ampliando a rede da UMAPAZ. A Oficina reiterou, em                  carta aberta28, assinada por todos os participantes, s...
seres humanos e os demais seres vivos, bem              Tendo aberto a programação de 2006 com o Ciclo       como o consum...
Em São Paulo, seriam realizadas, na UMAPAZ, mais                  Ambiental do Parque do Ibirapuera34, uma trilha desti- 4...
de promoção social, tem o objetivo de qualificar os                  Na coordenação da UMAPAZ foi instalada, desdeagentes ...
da Escola de Formação do Servidor Público Munici-                destinada a adequá-la ao novo volume de trabalho e pal “Á...
5.	Institucionalização                                          Descentralizada, relacionam-se, pela lógica da matriz,    ...
Note-se, ainda, que a Lei também reforçou, explici-               civil; desenvolver programas de capacitação tamente, o t...
vezes, conflitantes, cujos efeitos se explicitaram no               e Carmo (em reforma) e a Escola Municipal de Astro-tem...
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Livro "Aprendizagem Socioambiental em Livre Percurso" - UMAPAZ

  1. 1. APRENDIZAGEM SOCIOAMBIENTAL EM LIVRE PERCURSOA EXPERIÊNCIA DA UMAPAZ PREFEITURA DE SÃO PAULO Secretaria do Verde e do Meio Ambiente
  2. 2. APRENDIZAGEM SOCIOAMBIENTAL EM LIVRE PERCURSOA EXPERIÊNCIA DA UMAPAZ
  3. 3. Aprendizagem socioambiental em livre percurso: a experiência da UMAPAZ / Rose Marie Inojosa (org.). 1ªed. – São Paulo: Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, 2012. 267 p. ISBN: 978-85-98140-14-81. Educação socioambiental. 2. Cultura de Paz. 3. Metodologia de ensino. 4. Aprendizagem. I. Rose Marie Inojosa II. Secretaria do Verde e do Meio Ambiente – São Paulo (Cidade). III. Título. CDD 372.357 Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca do Departamento de Educação Ambiental e Cultura de Paz, da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo. Foto da Capa: Cássia Domingues. Prédio sede da UMAPAZ, Av. IV Centenário, 1.268 Parque do Ibirapuera, São Paulo, Brasil.
  4. 4. dezembro / 2012 APRENDIZAGEM SOCIOAMBIENTAL EM LIVRE PERCURSOA EXPERIÊNCIA DA UMAPAZ PREFEITURA DE SÃO PAULO Secretaria do Verde e do Meio Ambiente
  5. 5. apresentação para que umapaz? Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho1 A experiência do atual Departamento de Educação Tudo isto imerso num corrosivo caldo de egoísmos Ambiental/ UMAPAZ da Secretaria do Verde e Meio nacionalistas e estímulos midiáticos para um consu- Ambiente da Prefeitura de São Paulo nasceu em mismo estéril e materialista. 2005 de uma pretensão radical de ser mais um pólo Assim, não é pouca coisa o que a ONU nos pede. É irradiador e articulador de duas políticas orquestra- uma reorganização quase revolucionária na nossa das pela Organização das Nações Unidas para reor- forma de viver e conviver. É a reforma/superação ganizar a forma moderna de viver e conviver: o De- das formas de viver capitalistas/ socialistas como senvolvimento Sustentável e a Cultura de Paz. se apresentaram até agora em diversificadas expe- Os dois modelos de organizar nossa forma de viver riências históricas nos últimos séculos em variados e conviver em sociedade que a humanidade criou países de todos continentes. nos últimos séculos - o capitalismo e o socialismo O núcleo desta visão é o casamento do viver sus- - trouxeram muitos avanços na qualidade de vida, tentável, como foi apresentado ao mundo no en- porém a evidente hegemonia, em ambos sistemas, contro Rio/92, com a hegemonia da cultura de paz da cultura da violência, da lei da selva de predomínio sobre a cultura da violência nas nossas relações do mais forte, do egoísmo nacionalista e o desprezo com as pessoas e com as outras espécies vivas e pela preservação do meio ambiente com o predomí- o mundo, enfim. nio extremado das preocupações sociais e econômi- cas levaram a uma situação de crise gravíssima no O viver sustentável busca uma nova alquimia que final do século XX e início deste século XXI. equilibre as preocupações econômicas, sociais e am- bientais. A palavra chave aqui não é dominação de Uma situação caracterizada pela emergência na um fator sobre o outro. A palavra chave é o equilíbrio. consciência popular, científica e espiritual da im- portância decisiva das crises climáticas / aqueci- A hegemonia da cultura de paz não pretende que os mento global e da perda acelerada da riqueza da instintos agressivos que fazem parte da nossa natu- biodiversidade, associadas à persistência da he- reza sejam erradicados totalmente, tarefa aparen- gemonia da cultura da violência e da multissecu- temente impossível e até totalitária, e sim que ou- lar distância opressiva entre a extrema riqueza e a tras tendências nossas de altruísmo, solidariedade extrema pobreza. e amor, sejam predominantes nas nossas relações. 1 | Secretário Municipal do Verde e Meio Ambiente de São Paulo, 2005-2012. Médico Sanitarista. Foi Deputado Estadual e Federal por São Paulo, no período entre 1983 e 2003, e Secretário Municipal de Saúde de São Paulo de 1989 a 1990 e de 2001 a 2002.4
  6. 6. Esta forma de pensar é muito nova, mas ao mesmo Este casamento deve também favorecer/ perse-tempo se baseia nas tradições muito antigas de pesso- guir um ambiente onde a democracia política, aas proféticas, visionárias, que vislumbraram sua impor- tolerância religiosa, o respeito aos direitos hu-tância/ possibilidade e viveram de verdade de acordo manos e a utópica superação dos egoísmos na-com esta crença. Buda, Cristo, São Francisco, Thoreau, cionalistas por uma governabilidade mundialTolstoi, Gandhi e mais recentemente Einstein, Rondon, democrática permita à humanidade continuarMandela, John Lennon, são exemplos sempre vivos, evoluindo sua responsabilidade de ser uma espé-apesar de todos os seus próprios conflitos íntimos e cie de ser vivo na Terra, que tem consciência ple-contradições, de que esta forma de ser não é impossí- na de sua existência, e que por isto tem respon-vel para nós, homens e mulheres comuns. sabilidade de preservar e proteger a sua própria e as outras espécies vivas que conosco habitamA idéia da UMAPAZ é que o casamento das duas pro- este pequena planeta.postas - viver sustentável e cultura de paz - é umacondição necessária para seu progresso reformador. São Paulo, verão de 2012 Cássia DominguesAprendizagem socioambiental em livre percurso | A experiência da UMAPAZ 5
  7. 7. sumário Apresentação Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho 10 introdução Rose Marie Inojosa 12 O Evolver da UMAPAZ: primeiro setênio Rose Marie Inojosa, Glacilda Pinheiro Corrêa Pedroso, Estela Maria Pereira Guidi, Vitor Octávio Lucato 40 A Carta da Terra em Ação em São Paulo Rose Marie Inojosa, Eveline Limaverde, Marina Freitas 62 Educação Gaia São Paulo Rose Marie Inojosa, Paullo Santos e Marcelo Todescan 80 Articulação Local para o Desenvolvimento Sustentável Débora Pontalti Marcondes e Lia Salomão Lopes 96 O ensino das Geociências na UMAPAZ Gustavo Agni Beutenmuller 107 Cidadãos Mediadores na Cidade de São Paulo? Sandra Inês Baraglio Granja 122 A arte do diálogo: o desenvolvimento da qualidade da escuta Márcia Amélia Moura 130 Os direitos humanos, a sustentabilidade e a paz Valério Igor Príncipe Vitorino 145 Alimentação e meio ambiente: relações e contribuições no caminho da sustentabilidade Suely Feldman Bassi8
  8. 8. 161 Programa Aventura Ambiental Angélica Berenice de Almeida e Thereza Christina Rosa 171 A Escola de Jardinagem vai até você Cristina Pereira Araújo 181 Danças Circulares como metodologia integrativa Estela Maria Pereira Guidi 193 Dançando e convivendo nos parques públicos de São Paulo Estela Marie Pereira Guidi 203 Educação Ambiental com Tai Chi e Meditação na UMAPAZ Suely Feldman Bassi 213 O diálogo com o barro: consciência ecológica e sustentabilidade Regina Fiorezzi Chiesa 227 Atos criativos sustentáveis – metodologia para o desenvolvimento integral Maria Cristina Belfort D´Arantes Cariani 241 Contar e ouvir histórias Maricy Elisabeth Montenegro e Maria Cecília Martin Ferri 251 Relato de uma experiência – Parque Lions Clube Tucuruvi e UMAPAZ Ieda Januário Varejão 262 Programa Ambientes Verdes e Saudáveis-PAVS Edjane Maria Torreão Brito, Yamma Mayura Duarte Alves, Eunice Emiko Kishinami de Oliveira Pedro, Eliana Sapucaia Rizzini, Hélio Neves 270 Aprendizes educadores e educadores aprendizes Ana André e Adriano GalhardoAprendizagem socioambiental em livre percurso | A experiência da UMAPAZ 9
  9. 9. INTRODUÇÃO Rose Marie Inojosa Esta coletânea registra e comenta o trabalho de edu- gias e referências, de modo a poderem ser analisa- cação ambiental e cultura de paz que vem sendo reali- dos e porventura utilizados por outros grupos que zado na Cidade de São Paulo pela Universidade Aberta desejem desenvolver programas com propósito se- do Meio Ambiente e Cultura de Paz (UMAPAZ), da Se- melhante, já que a UMAPAZ tem recebido pessoas cretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente de São de outros municípios e regiões. Paulo, desde 2005. Tem o propósito de estimular a re- O artigo seguinte é sobre Educação Gaia São Pau- flexão sobre a experiência e a abordagem metodológica lo e foi produzido por representantes dos parceiros da aprendizagem socioambiental, que incorporou prin- que trouxeram esse programa internacional para a cípios e orientações contemporâneos para a educação Cidade de São Paulo: o Instituto Roerich da Paz e ambiental, crítica e inclusiva, e vem construindo seu Cultura; o CRIS – Centro de Referência e Integração próprio invento. Esse modo de ser no mundo é pauta- em Sustentabilidade e a UMAPAZ. O programa capa- do pela reconstrução do sentimento de pertencimento citou mais de 500 pessoas. e de interdependência sistêmica do Planeta e uns dos outros, pelo reconhecimento dos componentes éticos O quarto artigo, de autoria de Débora P. Marcondes, dessa teia, vem como pelo envolvimento das diferen- bióloga, e Lia S. Lopes, geógrafa, traz o programa tes dimensões da ecologia, como bases da sustentabi- Articulação Local para o Desenvolvimento Susten- lidade da vida e da convivência humana. tável, que visa a fortalecer os cidadãos para a aná- lise crítica de sua realidade e muni-los de ferramen- Com esse intento, seu primeiro artigo conta o evolver tas que contribuam para transformar suas escolhas, da UMAPAZ, de 2005, sua concepção, até 2012. Escrito seu cotidiano e seu entorno de forma sustentável. por um conjunto de pessoas que vivenciaram o proces- O programa, em parceria com o Programa Ambien- so, apresente as fases da instituição, desde a formula- tes Verdes e Saudáveis, da Saúde, vem capacitando ção do seu projeto, e as bases da sua metodologia, que centenas de agentes comunitários. será exemplificada nos artigos que tratam de seus pro- gramas. Observa-se, nesse texto, a preocupação com a A seguir, o artigo O Ensino das Geociências na UMA- identificação dos atores atuantes nas diferentes fases PAZ, do geólogo Gustavo Agni Beutenmuller, vista e seu papel em cada momento da organização. mostrar como o conhecimento relativo às Geociências se desenvolveu no âmbito do município de São Paulo O segundo artigo chama-se Carta da Terra em Ação e em sua relação com outros temas e conhecimentos em São Paulo. A Carta da Terra é documento orien- atuais como as mudanças climáticas e a vulnerabilida- tador da UMAPAZ, mas também dá nome e conteú- de das megacidades frente a esse processo, e apresen- do a dois programas robustos, apresentados nesse texto: o Programa de Difusão da Carta da Terra na ta os cursos oferecidos aos cidadãos sobre o tema. rede municipal de educação e o Programa Carta da Segue-se o texto intitulado Cidadãos Mediadores na Terra em Ação, dedicado à formação de agentes so- Cidade de São Paulo?, trata do processo empreen- cioambientais urbanos. São detalhados objetivos, dido na Cidade para a capacitação de pessoas em organização dos programas, conteúdos, metodolo- resolução pacífica de conflitos e, especialmente, na10
  10. 10. tecnologia da mediação. São mostradas as escolhas ro focaliza a questão metodológica e o diálogo quemetodológicas e o desenvolvimento, pelo olhar crí- as danças circulares estabeleceram com os outrostico da Dra. Sandra Inês Baraglio Granja, que tem um temas e tecnologias que integram a programação dapapel importante nesse processo. UMAPAZ. O segundo aborda o Programa Dançando eO sétimo artigo, de autoria da psicóloga Márcia Convivendo nos Parques públicos da cidade.Amélia Moura, trata da Arte do Diólogo, o desen- A seguir, Suely Feldman Bassi, conta a história davolvimento da qualidade da escuta, que é um refe- inserção do Tai Chi e da Meditação na programaçãorencial fundamental para a cultura de paz e para a da UMAPAZ.resolução pacífica de conflitos. O décimo quinto artigo, apresenta um programa queO artigo seguinte, de autoria do sociólogo Valério Igor visa a promover o encontro entre a arte e a natureza,P. Vitorino, trabalha a relação entre direitos humanos, na busca de despertar a consciência ecológica porsustentabilidade e paz, buscando demonstrar as rela- meio do trabalho com o barro. Sua autora, a artistações históricas e intrínsecas dos temas. e educadora Regina Fiorezzi Chiesa, tem conduzi-Na diversidade dos temas da UMAPAZ é, a seguir, abor- do muitos grupos pela aventura de trabalhar com odada a relação entre alimentação, meio ambiente e barro e refletir, nesse processo, sobre as diferentessustentabilidade. O artigo é de autoria da nutricionista dimensões da ecologia.e psicóloga Suely Feldman Bassi, que tem coordena- Segue-se artigo de outra arte-educadora Mariado, juntamente com Vitor Octávio Lucato, o Programa Christina Belfort d´Arantes Cariani, com o títuloMeio Ambiente, Alimentação e Saúde. Atos Criativos Sustentáveis, trabalha uma meto-O décimo artigo, de autoria de Angélica Berenice de dologia para o desenvolvimento integral, que buscaAlmeida e Thereza Christina Rosa, ambas pedago- transcender o pensamento linear. O artigo relatagas da equipe da UMAPAZ, apresenta o Programa como, em um conjunto de programas, foram sen-Aventura Ambiental, idealizado, inicialmente para do costurados saberes e fazeres, tecendo, com osalcançar diretamente o público infantil e que, ao lon- participantes, um caminho de auto conhecimento ego do tempo, também foi sendo procurado por ou- consciência ecológica.tros grupos. Trata-se de uma trilha especial que visa O décimo sétimo artigo é de autoria de Ieda Januárioa aliar o contato com a natureza, o respeito à vida e Varejão, pedagoga e atual diretora de Formação daa reflexão sobre valores da convivência. Centenas de UMAPAZ, apresenta o desenvolvimento das ativida-grupos já fizeram a Aventura. des de educação ambiental em um parque da cidadeNo artigo A Escola de Jardinagem vai até você, a – o Lions Clube Tucuruvi – e como se deu a articulaçãoarquiteta Cristina Pereira Araujo conta como a tra- dessas atividades com a programação da UMAPAZ.dicional Escola Municipal de Jardinagem, que diri- Segue-se artigo sobre o Programa Ambientes Verdesge desde 2008, transbordou seus muros e levando e Saudáveis, um importante exemplo de atuação in-conhecimentos de jardinagem para toda a cidade, tersetorial, com resultados e desdobramentos locais.despertando o interesse de novos públicos e traba- Finalmente, Aprendizes-educadores e educadores-lhando, em parceria, a inclusãor social. aprendizes traz depoimentos de dois atores, a artistaOs dois artigos seguintes tratam do papel funda- plástica Ana André e o especialista em jogos coope-mental que as Danças Circulares têm tido como par- rativos Adriano Galhardo Pedroso. Eles vivenciaram ate da metodologia integrativa da UMAPAZ. São de metodologia do livre percurso de aprendizagem so-autoria da fonoaudióloga e especialista em dança cioambiental proposto pela UMAPAZ e trazem o rela-circular, Estela Maria Guidi Pereira Gomes. O primei- to de sua visão sobre seus próprios percursos.Aprendizagem socioambiental em livre percurso | A experiência da UMAPAZ 11
  11. 11. O EVOLVER DA UMAPAZ PRIMEIRO SETÊNIO Rose Marie Inojosa, Glacilda Pinheiro Correa Pedroso, Estela Maria Guidi Pereira Gomes e Vitor Octávio Lucato6, Resumo Abstract Este texto tem o objetivo de registrar e comentar o This text aims to register and comment on the proc- processo de constituição e desenvolvimento organi- ess of formation and organizational development of zacional da UMAPAZ – Universidade Aberta do Meio UMAPAZ –  Universidade Aberta do Meio Ambiente Ambiente e Cultura de Paz, de São Paulo, de 2005 a e Cultura de Paz   (The Open University of the En- 2012. Inicia pelo contexto em que o projeto foi gera- vironment and Culture of Peace)  , São Paulo, from do e trata, na sequência, das fases de planejamento; 2005 to 2012. It starts by the context in which the da implementação do projeto; e da institucionaliza- project was generated and continues  on the plan- ção da UMAPAZ como Departamento da Secretaria ning  process, the implementation and institution- Municipal do Verde e Meio Ambiente de São Paulo alization of UMAPAZ as São Paulo´s Municipal e das relações estabelecidas pela nova estrutura Department of Environment Education and the es- organizacional da Secretaria. A seguir, são sucessi- tablished  relationships  by the new organizational vamente focalizados: a equipe e a produção, o tra- structure. Hereafter, are successively focused: the balho intersetorial, especialmente com a saúde, a staff and  production, the intersectoral work, espe- educação, as relações de trabalho, subprefeituras e cially with health, education, labor relations, safety a segurança urbana; as parcerias com organizações and urban boroughs; partnerships with third sector do terceiro setor, com a universidade, e o controle organizations, with the university, and social con- social. Finaliza abrindo espaço para pressupostos e trol. Bringing to completion with reflections on UMA- práticas metodológicas adotadas pela UMAPAZ. PAZ   adopted  methodology Palavras-chave: UMAPAZ, educação socioambiental, Keywords: UMAPAZ, environment education, part- cultura de paz, parcerias, intersetorialidade, rede nerships, intersectoral relations, network 6 | Rose Marie Inojosa, organizadora da coletânea; Glacilda Pinheiro Corrêa Pedroso, pedagoga, integrante da equipe UMA- PAZ e Diretora de Formação do DEA/UMAPAZ de janeiro de 2009 a outubro de 2011; Estela Maria Pereira Gomes, fono- audióloga, integrante da equipe da UMAPAZ desde 2006 e Vitor Octávi Lucato, biólogo e ecólogo, integrante da equipe da UMAPAZ desde 2006. rosemarieinojosa@bol.com.br; glacildamaranhao@gmail.com; estelagomes@uol.com.br; vlucato@ prefeitura.sp.gov.br.12
  12. 12. 1. Introdução com a implementação do projeto, de 2006 a 2008. Aborda-se, no item 5, a Institucionalização do pro-Esta narrativa, feita pelo olhar de observadores par- jeto como parte da estrutura organizacional da Se-ticipantes7, trata do desenvolvimento da UMAPAZ cretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente de São– Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura Paulo, ocorrida em 2009, e as peculiaridades, tantode Paz, cujo foco é a educação socioambiental e a do desenho da Secretaria, com sua proposta matri-cultura de paz, em São Paulo8. Tem os propósitos de cial, como do diálogo entre essa estrutura e a formaregistrar e comentar as etapas percorridas desde a de operar em rede característica da UMAPAZ desde aformulação inicial, de identificar os atores presentes sua concepção. A evolução da equipe e da produçãoem cada etapa, bem como as singularidades dessa da organização é abordada no item 6, abordando, in-organização pública, formulada e desenvolvida em clusive, os projetos e ações intersetoriais, no âmbitoarticulação com uma rede intersetorial. Com isso as- do próprio governo municipal, como na rede de par-pira a contribuir para a análise do caso e, também, cerias, com o terceiro setor e a universidade. O itempara a inspiração de outras iniciativas, sobretudo 7 refere-se as relações de controle social inerentesna esfera local e em rede, do mesmo modo como a a uma organização pública. Finalmente, no item 8,UMAPAZ tem se beneficiado da observação e do con- são apresentados pressupostos e escolhas metodo-vívio com a experiência de outras instituições. lógicas da UMAPAZ, nesse período de sua existência.O texto, intencionalmente, dá relevância aos atores– pessoas e organizações – que participaram e par- 2. Contextoticipam da trajetória da UMAPAZ, entendendo queos arcabouços organizacionais são animados pelas A Prefeitura de São Paulo parece ter ampliado suapessoas. Elas é que configuram a face com que a or- visão sobre as complexas relações socioambientaisganização se apresenta ao mundo, aos parceiros e concomitantemente à movimentação internacional eao público, com seus valores e modo de atuação. nacional no final do século XX.Um mesmo aparato organizacional pode ser habi- Há décadas, a Prefeitura administrava parques etado, no tempo e no espaço, por diferentes grupos jardins públicos e realizava ações de educação am-e ser manejado de muitas formas, embora também biental, na existente Escola de Jardinagem, quandoestabeleça possibilidades e limites aos gestores. do plantio de árvores, com palestras nas escolas eNo item Contexto busca-se delinear o ambiente em conversa com moradores, nas feiras do verde e daque o projeto foi gerado e de que forma, para, em se- primavera que eram realizadas na marquise do Par-guida, abordar o processo de planejamento do pro- que Ibirapuera, entre outras ações. Contudo, somen-jeto, imediatamente após a sua concepção e instala- te em 1993 foi criada uma estrutura mais complexação inicial. Os itens Planejamento e Implementação para tratar das questões ambientais, no primeiro es-(itens 3 e 4) tratam da fase pioneira da organização, calão de seu Poder Executivo: a Secretaria do Verde e Meio9 - SVMA. Essa estrutura agregou, ao já exis- 7 | Os autores participaram de todas as fases do de- tente departamento de áreas verdes, unidades de senvolvimento da UMAPAZ, de 2005 a 2012. Outras nar- controle e fiscalização e de planejamento e educa- rativas, presentes nos demais artigos desta publicação, ção ambiental. Isso ocorreu logo após a Conferência podem iluminar outros aspectos e posições relacionados Internacional do Meio Ambiente, realizada no Rio de ao evolver da organização. Janeiro, em 1992, indicando que o fortalecimento e 8 | Parte dessa história foi registrada e analisada por Dulce Regina Bernardo Campos no texto UMAPAZ – um a ampliação das reflexões sobre a gestão ambiental estudo de caso, que constituiu seu trabalho de con- tiveram impacto em São Paulo. clusão do Curso de Especialização em Ecologia, Arte e Sustentabilidade. 9 | Lei Municipal nº 11.426 de 1993.Aprendizagem socioambiental em livre percurso | A experiência da UMAPAZ 13
  13. 13. A Política Nacional de Educação Ambiental, como Na base da proposta estava a observação dos confli- política pública, por sua vez, seria instituída no país tos socioambientais urbanos, agravados pelo cená- apenas em 1999, pela Lei 9.795. A Lei definiu edu- rio de mudanças climáticas. Conflitos resultantes do cação ambiental como “os processos por meio dos modelo que hegemônica e historicamente orientou quais o indivíduo e a coletividade constroem valo- as escolhas de desenvolvimento na Cidade de São res sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e Paulo, tanto nas decisões das políticas públicas, competências voltadas para a conservação do meio como no estilo de vida e de consumo adotados como ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à exigência inelutável do almejado progresso contínuo sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade.” para a cidade apelidada de locomotiva do país. Essa A idéia de uma universidade aberta surgiu na Secre- percepção foi forjada nos ecos da revolução indus- taria do Verde e Meio Ambiente do Município de São trial e orientou a visão de futuro da Cidade. Paulo alguns anos depois, em 2005, no início de um Apesar das conseqüências socioambientais desse mo- novo período de governo municipal10. delo hegemônico, os nexos causais entre as escolhas A Secretaria tinha, então, doze anos de existência, de desenvolvimento e os problemas de poluição do ainda uma das mais novas unidades da administração ar, sonora e outros e a violência nem sempre são ex- municipal e um orçamento diminuto11. Nesse momen- plícitos. Por isso, ainda prevalece o apoio a projetos, to, contava com uma Divisão de Educação Ambiental decisões e atitudes que reiteram as opções pelo cres- subordinada ao Departamento de Educação Ambien- cimento a qualquer custo e por um estilo de vida onde o tal e Planejamento, a Escola Municipal de Jardina- cidadão é valorizado pela sua capacidade de consumo. gem, criada em 1976, e equipes ou ações realizadas ‘O conflito ambiental torna-se explícito quan- em alguns dos 34 parques da cidade, como o Parque do as comunidades estabelecem uma conexão do Ibirapuera, o Parque da Previdência, o Jardim da lógica imediata entre a degradação ambiental Luz, o Parque do Carmo, o Trianon e o Parque Nabuco. e as atividades de certos agentes sociais.” Para o período 2005-2008, os eixos programáticos (Ascerlad, 1992:35) da Secretaria (SVMA) foram definidos como: água, “A investigação e a comunicação podem aju- ar, solo, verde e biodiversidade, cultura de paz e não dar a estabelecer essa conexão e, por conse- violência e economia nova. Em meados de 2005, a guinte, converter-se em causas próximas do coordenação do eixo cultura de paz12 propôs a insti- conflito e também em catalizadores da apren- tuição de um espaço de geração e compartilhamento dizagem social sobre como manejar os recur- de conhecimentos sobre as relações sócio-ambien- tais, com uma abordagem transdisciplinar, não-frag- sos e os conflitos.(BUCKLES, 2000)” mentada. O propósito foi o de constituir um centro É rara a viabilidade de políticas públicas que não te- de educação sócio-ambiental e de cultura de paz na nham o apoio expressivo da população, quer esse Cidade de São Paulo. apoio seja autônomo, quer seja orientado pela influ- ência de grupos de interesses. E, se não há possibi- 10 | Prefeito José Serra (2005-2006), Prefeito Gilberto lidade de mudança sem que a cidadania deseje e se Kassab (2006-2012) e Secretário Eduardo Jorge Martins envolva em novas escolhas, é preciso trabalhar com Alves Sobrinho (2005-2012). os cidadãos o desenvolvimento da análise crítica das 11 | O orçamento da SVMA aumentou 388%. Era de 64,3 milhões em 2004 e foi para 314,2 milhões em 2012. Mas situações, os nexos entre causas e consequências, ainda é pequeno comparativamente as questões que seus prognósticos e possibilidades de transformação. deve manejar. 12 | O eixo cultura de paz contava com Rose Marie Inojo- A produção de nexos e sentidos passa por perce- sa (coord) e Dulce Regina Bernardo Campos. ber que os recursos naturais estão integrados em14
  14. 14. um espaço interconectado onde as ações de um in- em Curitiba (Paraná, Brasil), a UNIPAZ (Brasília), adivíduo ou grupo podem gerar efeitos que chegam Associação Palas Athena (São Paulo), a U-Peacemuito longe no tempo e no espaço; que estão inte- – Universidade da Paz (Costa Rica), o Schumachergrados igualmente em um espaço social comparti- College (Devon, Reino Unido) – nos seus formatos,lhado onde se estabelecem relações complexas e propósitos, escolhas metodológicas.desiguais entre diferentes grupos de atores sociais A idéia inicial de uma instituição municipal de edu-e, ainda, que há dimensões simbólicas das questões cação socioambiental e de cultura de paz, orientadaambientais e diferentes visões do valor dos recursos por essa visão e experiências, foi apresentada aonaturais, que fomentam disputas ideológicas. Esses Secretário Municipal do Verde e Meio Ambiente e aoaspectos articulam-se na formação de opinião e têm Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvi-impacto nas escolhas. mento Sustentável – CADES, na sua sessão ordiná-É certo que São Paulo, uma cidade global, tanto pela ria de 28 de julho de 2005, ação indispensável paradiversidade da formação étnica e cultural de sua po- que a proposta pudesse ser desenvolvida.pulação, como pela posição econômica no país, naAmérica Latina e entre as maiores cidades do mun- 3. Planejamentodo, conta com pessoas e instituições empenhadas emdialogar sobre as possibilidades e perspectivas de no- Com a aprovação inicial do Secretário do Verde evas escolhas e a visão de um novo paradigma. Muitas Meio Ambiente e do CADES, foi mobilizada uma rededelas têm tido um papel progressivamente significati- de educadores ambientais, técnicos da própria Se-vo no cenário, especialmente a partir do Fórum Global cretaria, representantes de instituições do camporealizado na Eco 92 e seus desdobramentos. do meio ambiente e da cultura de paz e estudio- sos, convidados a participar do desenvolvimento da “Hoje, tomamos consciência de que o sentido proposta. Esse processo de trabalho em rede, que das nossas vidas não está separado do senti- envolveu 60 pessoas, metade da própria Prefeitura e do do próprio planeta.. Diante da degradação metade da sociedade civil, realizou-se de setembro das nossas vidas no planeta chegamos a uma a novembro de 200513. verdadeira encruzilhada entre um caminho Tecnozóico, que coloca toda a fé na capacida- 13 | Esse processo está pormenorizadamente descrito no de da tecnologia de nos tirar da crise sem mu- Relatório Projeto UMAPAZ Universidade Aberta do Meio dar nosso estilo poluidor e consumista de vida Ambiente e da Cultura de Paz da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, dezembro de 2007, disponível na e um caminho Ecozóico, fundado numa nova Biblioteca da UMAPAZ . Participaram de uma ou mais ofi- relação saudável com o planeta, caracterizado cinas: Alessandro Marco Rosini,Professor, Núcleo de Estu- pelas atuais preocupações ecológicas. Temos dos do Futuro - PUC-SP; Ambar de Barros,Jornalista, Co- de fazer escolhas. Elas definirão o futuro que ordenadora do Escritório da UNESCO em São Paulo;André Goldman, Arquiteto, SVMA - Assessor Técnico; André teremos. “(GADOTTI, s data) Luís Moura de Alcântara,Cientista Social, S MA - Dep.Envolvendo uma mudança paradigmática, esse pro- Educação Ambiental; Angélica Berenice de Almeida, Pe- dagoga, SVMA - equipe UMAPAZ; Ariella Setti,Bióloga,cesso necessita de muitos agentes sociais atuantes, SVMA - Administradora do Parque Previdência;Arnoldoincluindo a organização da gestão pública municipal, de Hoyos,Filósofo, Coordenador do Núcleo de Estudos dode modo a propiciar a ampliação da cidadania crítica Futuro da PUC – SP;Aureliano Biancarelli,Jornalista, Rede Gandhi;Cristina Lopes,Psicóloga. Coordenadora do CEC-e a produção de novos sentidos. CO Ibirapuera; Cyra Malta Olegário da Costa,EngenheiraNesse contexto, em 2005, algumas experiências ins- Agrônoma, SVMA - Administradora do Parque São Domingos;Dulce Regina Bernardo Campos,Bibliotecária,piradoras foram observadas pela Secretaria Muni- SVMA - equipe UMAPAZ;Edmundo Fonseca Correa Garcia,cipal do Verde e Meio Ambiente, como a UNILIVRE, Físico, SVMA - Assessor Técnica; Edney Martins,ConsultorAprendizagem socioambiental em livre percurso | A experiência da UMAPAZ 15
  15. 15. O resultado foi a produção do projeto da Univer- em Responsabilidade Social;Eduardo Coelho e Mello sidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz Aulicino,Engenheiro, SVMA - Assessor Técnico;Eliana – UMAPAZ14, como uma instituição pública, aberta Sapucaia Rizzini ,bióloga, SVMA - Equipe UMAPAZ;Ely a todos os cidadãos, independentemente de ida- Inoue, Psicóloga, Rede Gandhi e ConPaz; Eveline Limaver- de Costa,Pedagoga, Educadora;Estela Maria Guidi Pereira de, escolaridade ou ocupação, com a missão de Gomes, Fonoaudióloga, SVMA - equipe UMAPAZ;Gilmar fomentar e facilitar a formação de pessoas, em Altamirando, Comunicólogo, SVMA - Assessor todas as regiões da Cidade de São Paulo, para a Técnico;Glacilda Pinheiro Correa Pedroso,Educadora de Saúde, SVMA; Helena Maria de Campos convivência socioambiental sustentável e pacífi- Magoso,Psicóloga, SVMA - Assessor Técnica do DEPAVE; ca, tendo como valores a responsabilidade am- Jonas Melman,Médico psicanalista, Secretaria Municipal biental, a cultura de paz e não-violência, o acesso de Saúde, Rede Gandhi;Júlio César Rosa,Biólogo, SVMA - equipe UMAPAZ;Karla Reis Mello, SVMA - Divisão de universal a informação, a transdisciplinaridade e a Planejamento, Lara C. B. Freitas,Ambientalista, Instituto diversidade cultural. Roerich;Laura Ceneviva, Arquiteta, SVMA - Coordenadora do CADES;Lia Diskin, Professora, Fundadora da Associa- Na formulação foi explicitado que, como uma insti- ção PALAS ATHENA;Lilian Amaral,Artísta Plástica, Museu tuição de educação não-formal, a UMAPAZ deveria Aberto;Luciano Antonio Prates Junqueira,Sociólogo, Co- cooperar com o sistema educativo existente de for- ordenador da Pós-Graduação em Administração da PUC- SP;Maluh Barciotte,Ambientalista, Instituto Akatu pelo ma associada, complementando e suplementando a Consumo Consciente; Maria Alice Nelli Machado, Assis- sua oferta, realizando a sua própria programação de tente Social - SVMA - equipe UMAPAZ;Maria Augusta To- forma independente e por meio de parcerias com ins- ledo Antunes,Arquiteta, SVMA - Assessora Técnica;Maria Abramo Caldeira Brant,Especialista em Direitos Humanos, tituições do sistema educativo, mediante convênios e técnica da UNESCO;Maricy E. Montenegro,Fonoaudióloga, termos de cooperação15. SVMA - Equipe UMAPAZ;Maridite C. G. Oliveira,Médica Sa- nitarista, gestora de saúde;Miryam Hess,Ambientalista, Os formuladores do projeto explicitaram que, do Ass. Técnica SVMA;Monica Cairrão Rodrigues,Professora, ponto de vista pedagógico, caberia a UMAPAZ con- Núcleo de Estudos do Futuro PUC – SP;Paula Góes tribuir para a autonomia do pensamento e estimular Bakaj Cavagnari,Dirigente da área de Projetos So- ciais da UNINOVE;Paulo Saldiva,Professor, Faculda- a criatividade, a responsabilidade com o planeta e de de Medicina da USP;Paulo Santos,Ambientalista, a solidariedade entre os seres humanos; desenvol- Instituto Roerich;Patrícia Marra Seppe,Geógrafa, ver uma relação de ensino-aprendizagem que in- SVMA - Diretora da Divisão de Planejamento; Renê Costa,Biólogo - SVMA Núcleo de Gestão Descentrali- centive leituras contextualizadas sobre a realidade zada Oeste;Rita Mendonça,Bióloga e socióloga, Insti- sócio-ambiental; orientar para a problematização tuto Romã;Roberto Sadek,Secretário Adjunto da Se- dos achados e reflexões e garantir oportunidades de cretaria Municipal de Cultura;Rodrigo Machado,Gestor Ambiental, turismo, SVMA - Administrador do Parque Vila criação de soluções inovadoras16. Gulherme;Rosa Rizzi,Educadora, Insituto Roerich;Rose Simultaneamente ao processo de formulação do Marie Inojosa,Comunicóloga, SVMA - Assessoria Téc- nica, Coordenadora do Projeto UMAPAZ;Rose Mary projeto UMAPAZ, ocorreu outro movimento. Com dos Santos Gottardo,Secretaria de Coordenação das a transferência das últimas unidades administrati- Sub Prefeituras PMSP, educadora ambiental;Rute Cremonini,Pedagoga, SVMA - Diretora da Divisão de Edu- ca da UNESCO;Vania Nelize Ventura,Socióloga, jornalista, cação Ambiental;Sandra Magali Barbero,Médica sanita- SVMA – Comunicação;Virgínia Gaviolli,Ambientalista+B2, rista, SVMA - Assessora Técnica Descentralização;Sérgio Projeto ECOBAIRRO;Vitor Lucato,Biólogo, SVMA - equipe Talocchi,Administrador,ABDL - Associação Brasileira de UMAPAZ,;Volf Steinbaum,Sociólogo, SVMA - Assessor Desenvolvimento de Lideranças;Silmara Ribeiro Mar- Técnica. ques, Bióloga, SVMA - Assistente Técnica; Sílvia Mac 14 | A proposta da sigla foi de Gilmar Altamirano, então Dowell,Administradora, Professora do SENAC;Simone assessor do Secretário do Verde e Meio Ambiente. Paranhos,Jornalista, SP COMUNICAÇÃO;Sonia R. Ri- beiro de Carvalho,Assistente Social - SVMA - equipe 15 | Relatório Projeto UMAPAZ dezembro de 2007, op cit UMAPAZ;Tania Carla Bendazoli de Falco,Socióloga, técni- 16 | Idem ibidem.16
  16. 16. vas do Parque do Ibirapuera17, um imóvel, com face Ainda no mês de janeiro de 2006, no dia 30, a UMA-para a Av. IV Centenário, foi atribuído à Secretaria PAZ recebeu May East, membro do GEESE (GlobalMunicipal do Verde e Meio Ambiente, pelo Prefei- Ecovillage Educators for a Sustainable Earth) eto18, para sediar e dar início a implantação do então coordenadora do programa Gaia Education21. Mayprojeto UMAPAZ. A coordenação do projeto UMA- East veio a São Paulo por articulação dos parceirosPAZ recebeu as chaves do imóvel em 6 de janeiro Ecobairro, do Instituto Roerich da Paz e Cultura dode 200619. Brasil, e grupo Ecovila São Paulo. Ofereceu, na UMA- PAZ, uma palestra aberta, sobre Educação Gaia, quePara constituir a equipe inicial um grupo de profis- reuniu mais de uma centena de interessados.sionais, com diferentes formações universitáriase experiências em educação ambiental, a maioria Em fevereiro do mesmo ano, foi iniciado o Ciclo deoriunda do Centro de Educação Ambiental do Parque Palestras sobre Meio Ambiente e Cultura de Paz,Ibirapuera, foi alocada no projeto UMAPAZ20. com profissionais de diferentes áreas da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente e convidados22.A rede de parcerias mobilizada para a formulação O Ciclo teve o propósito de ampliar a informação edo projeto foi preciosa para sua implementação, contribuir para a troca de opiniões entre os partici-participando ativamente da programação e levando pantes sobre aspectos do meio ambiente e a convi-profissionais de suas equipes ou rede para pales- vência na cidade de São Paulo.tras e cursos. Em março, por meio de articulação realizada pela 17 | Saíram a PRODAM (Companhia de Processamento Secretária Adjunta da SVMA23, foi realizada uma Ofi- de Dados do Município) e o Departamento de Edifica- cina de Planejamento Participativo, com o apoio de ções (EDIF). Este último, pertencente à Secretaria de Serviços e Obras, ocupara, durante cerca de 50 anos, uma equipe da U-Peace24. Essa Oficina reuniu, além um imóvel de cerca de 1500 m2, contíguo ao Viveiro da equipe básica do projeto, pessoas que haviam Manequinho Lopes, que foi atribuído à UMAPAZ. A ade- participado de sua formulação e novos convidados25, quação inicial do prédio foi possível pelo apoio da Leda Ascherman, então diretora de Administração e Finanças da SVMA e ação do colaborador Mário Sérgio Alves da 21 | O Gaia Education, oficialmente fundado em julho de Cruz e da equipe de Meire Aparecida Fonseca de Abreu. 2005, é um consórcio internacional de experientes edu- cadores, que nasceu do GEESE. May East dissemina pelo 18 | Prefeito José Serra. mundo o programa de formação de designers de susten- 19 | Nesse dia houve uma pequena cerimônia com re- tabilidade e, mais recentemente, o programa Transition presentantes de diferentes tradições que participam da Towns. formação da comunidade paulistana. Kaká Verá Jecupé, 22 | Participaram como palestrantes: Andriane Macelli, representante da comunidade indígena e autor, entre Anita Correa de Souza, Angela Branco, Eduardo Coelho outros, do livro São Paulo a Terra dos Mil Povos, en- de Mello Aulicino, Laura Ceneviva, Luciene Figueiredo, toou, nessa ocasião, um canto para cada uma das quatro Mary Lobas de Castro, Maria Lúcia Bellenzani, Regina direções. Luísa de Barros, Rodrigo Martins dos Santos, Thiago Lo- 20 | A equipe técnica inicial da UMAPAZ foi formada por pes Ferraz Donnini e Volf Steinbaum. Vitor. Octávio Lucato; Eliana Sapucaia Rizzini; Estela 23 | Leda Aschermann. Maria Guidi Pereira Gomes; Angélica Berenice de Almei- da, Júlio César Rosa, Maricy Montenegro, Maria Alice 24 | Tatiana Benavides, Betty Mc Dermott, Carlos Garcia Nelli Machado, Sonia Ribeiro de Carvalho, Vania Nelize e Victor Valle. Ventura, que vieram do núcleo do próprio Parque, Dulce 25 | Participaram representantes e/ou profissionais Regina Bernardo Campos e Glacilda Pinheiro Correa Pe- vinculados a ABDL (Rede Lead), Aliança pela Infância, droso, que vieram com Rose Marie Inojosa, coordenado- Associação Monte Azul, Associação Palas Athena, Co- ra do projeto. De agosto de 2006 a maio de 2007 o pro- missão Municipal de Justiça e Paz, Grupo EcoBairro jeto UMAPAZ foi coordenado por Paullo César Santos, do Instituto Roerich da Paz e Cultura do Brasil, Escola do movimento de cultua de paz e coordenador do projeto da Vila (Fortaleza/CE), Guarda Civil Municipal, Institu- Ecobairro do Instituto Roerich. Retornou à coordenação to Migliori, Instituto Nina Rosa, Instituto Paulo Freire, anterior dessa data até 2012. Instituto Sou da Paz, I Paz Agência de ComunicadoresAprendizagem socioambiental em livre percurso | A experiência da UMAPAZ 17
  17. 17. ampliando a rede da UMAPAZ. A Oficina reiterou, em carta aberta28, assinada por todos os participantes, suas conclusões, a visão da UMAPAZ como com o seguinte teor: “espaço de formação de reeditores da idéia do “Carta Aberta à População, ao Prefeito, ao Le- diálogo e de pessoas estimuladas e equipadas gislativo e ao Secretário do Verde e do Meio para uma relação amorosa com a natureza, di- Ambiente da Cidade de São Paulo, com o ob- fundindo e apoiando alternativas de mudança jetivo de consolidar a Universidade Aberta do do uso e do acesso aos bens e recursos natu- Meio Ambiente e da Cultura de Paz. rais. É também um desafio de comunicação, De seis a dez de março de 2006, pessoas fí- um espaço para gerar encontros, um grande sicas e representantes de instituições públi- laboratório de transformação, trabalhando de cas e privadas, nacionais e internacionais, forma participativa. E deve tornar-se um centro com participação de decano e educadores da de conhecimentos, um espaço para a dissemi- U-Paz, a Universidad para la Paz, criada por nação de conhecimentos, debates e produção mandato das Nações Unidas, reuniram-se na de materiais, e venha a ter influência política.“26 sede do projeto UMAPAZ, à Avenida IV Cen- Os participantes da Oficina27, observando o início da tenário, 1268, no Parque do Ibirapuera, São implementação do projeto UMAPAZ, expressaram Paulo, Brasil, para fazer o planejamento das preocupação especial em relação a sua instituciona- primeiras ações estruturais, em parceria, do lização e atuação em rede, pelo que formularam uma projeto em epígrafe. pela Paz, Rede Gandhi, Secretaria Geral da Presidência Em meados de 2005, nasceu a proposta da Uni- da República, UNESCO – escritório São Paulo, UNIPAZ. versidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultu- 26 | Relatório do Planejamento UMAPAZ – U-PEACE, ra de Paz, originária da Secretaria Municipal do SVMA, março de 2006. Verde e do Meio Ambiente de São Paulo, uma 27 | Adelina Renno; Adriana Friedmann; Affonso Celso A. iniciativa pioneira ao integrar cultura de paz e P. Lima;. Ambar de Barros;. André Spinola e Castro; An- tonio Carlos Ribeiro Fester; Aureliano Biancarelli;Beatriz desenvolvimento sustentável. Desde então, a Silva Cruz; Carlos Magno de Moura; Carmem Silvia Cava- reflexão e a proposição da sua missão, valores lieri; Celia Cristina Whitaker; Célia Cymbalista; Cyra Mal- e objetivos vêm sendo realizadas em rede com ta; Darci Rocha Munin; Dulce Regina B. de Campos; Elia- instituições comprometidas com um novo pa- na S.Rizzini; Estela Gomes; Eveline Lima Verde; Felipe Cunha Barreto; Fernando José de Almeida; Flavia Maria drão de convivência sócio-ambiental ética, res- Soares; Flavio Boleiz Jr.;Glacilda S. Correa Pedroso; Jair ponsável, cooperativa, pacífica e de proteção da Cordeiro Grava;.Jason F. Mafra;.Jerusha Chang;.Jonas vida, alicerçado nas iniciativas da ONU para a Melman;.Jorge Vieira Barros;Juliana de Oliveira Lei- Década Internacional de Cultura de Paz e Não- te; Júlio Cesar Rosa; Julio Cesar Silva Filho; Karla R.C. Mello;Laura Ceneviva; Leda Aschermann; Magda Marly Violência(2001 a 2010),Década Internacional de Fernandes; Manoel J.P.Simão;Marcos Biancardi; Marga- Educação para o Desenvolvimento Sustentável rete Louzanos; Maria A. C. Brant; Maria Alice Machado; (2005 à 2014), na CARTA DA TERRA: Valores Maria Amélia C. F. Fernandes; Maria Augusta Antunes; Maricy E. Montenegro; Marilu Martinelli; Marisa Dab- e Princípios para um Futuro Sustentável (www. bur; Oscar A. B. de Barros Bressane; Patricia Limaverde cartadelatierra.org) e Agenda 21. Nascimento; Paullo Santos; Regina Luisa F. de Barros; Ricardo Ghelman; Rita de Cassia Garcia; Rodrigo Macha- Os signatários compartilham a percepção de do; Rose Marie Inojosa; Rubens Casado; Rute Cremonini que o atual padrão de relacionamento entre os Zarconi; Sergio Bilotta; Sergio Talocchi; Sonia Regina R. de Carvalho; Terezinha de J. Reis; Thiago Donnini; Ute 28 | O original da Carta, assinado pelos participantes, foi Craemer; Valerio Igor P. Victorino; Vania Lucia de Souza encaminhado ao Secretário do Verde e Meio Ambiente e Olívia; Vânia Nely Ventura; Vera Lucia Rolim Salles; Vi- sua reprodução inserida no Relatório da Oficina, disponí- viane Amaral; Yoshiko Marui. vel na Biblioteca da UMAPAZ.18
  18. 18. seres humanos e os demais seres vivos, bem Tendo aberto a programação de 2006 com o Ciclo como o consumo insustentável dos recur- de Palestras, já citado, iniciou, em abril de 2006, a sos naturais do planeta, fomentam conflitos primeira turma do curso Educação Gaia, com 101 sócio-ambientais, esgotando os recursos na- alunos selecionados, em parceria com o GEESE, o turais, o que por sua vez alimenta a violência Programa Permanente Ecobairro, do Instituto Ro- e a destruição. Na cidade de São Paulo, esse erich da Paz e Cultura do Brasil, e o grupo Ecovila diagnóstico é amparado por indicadores que São Paulo29: revelam, por exemplo, que a qualidade do ar “A Educação Gaia é um projeto educacional ela- que respiramos nos retira um ano e meio da borado por um grupo internacional de educado- expectativa de vida, que a disponibilidade de res com larga experiência em desenvolvimento água potável está se reduzindo perigosamen- e gestão de Ecovilas. A união de suas práticas te e que é inaceitável o índice de mortes vio- resultou na elaboração de um projeto curricu- lentas na população. lar educacional que pretende atender e apontar Os signatários propõem, a partir desse diag- soluções para as diversas comunidades, rurais nóstico, realizar atividades culturais e de e urbanas, visando a construção conjunta de educação sócio-ambiental, produção e disse- um futuro sustentável para o planeta. A Educa- minação de conhecimentos, em cooperação ção Gaia não é uma educação tradicional, an- e de forma transdisciplinar, com o objetivo tes, constitui uma nova forma de educação que de sensibilizar, conscientizar e capacitar ci- se pretende universal, uma educação especifi- dadãos para a convivência sócio-ambiental camente designada para detectar e encontrar ética, responsável, cooperativa, pacífica e de os desafios e as oportunidades pertinentes ao reverência à vida. século XXI. O objetivo maior dessa educação é Com o propósito de expressar a sua disposi- propiciar as condições e o poder necessário aos ção e empenho em cooperar para que a UMA- indivíduos e comunidades para que estes, em PAZ seja a Casa das Ações Unidas, espaço de se apropriando de conhecimentos, experiências realização de iniciativas em parceria, onde e práticas, adquiram meios para modificar e cada um ofereça e articule a contribuição de edificar a sua própria realidade.”30 seus saberes e experiências, assinam esta O curso, organizado em 4 módulos - Visão de Mundo, carta aos cidadãos paulistanos, dirigentes Módulo Econômico, Módulo Social e Módulo Ecoló- municipais e representantes eleitos dessa po- gico – recebeu no nome de Educação Gaia São Paulo pulação, para que conheçam essas intenções e foi, também, a primeira das turmas do programa de cidadania e apóiem a iniciativa, participan- realizado, pelo Gaia Education, em outros países31 do da sua viabilização de forma permanente dentro de uma política sustentável. 29 | Depois substituído pelo CRIS – Centro de Referência São Paulo, 10 de março de 2006, e Integração em Sustentabilidade. 30 | Termo de Referência do Curso de Educação Gaia, verão.” 2006. 31 | No mesmo ano de 2006 foram realizadas turmas 4. A implementação do projeto do Gaia Education nos seguintes locais e países: Insti- tuto Tonantzin, México, de 19 de junho a 14 de julho,No período de 2006 a 2008, a UMAPAZ prosseguiu em Keimblatt Oekodorf, na Áustria, de 16 de julho a 6 dee agosto; em Crystal Waters, na Austrália, de 31 decomo um espaço de realização de iniciativas em julho a 26 de agosto; em Sieben Linden, na Alemanha,parcerias internas e com instituições do campo de de 19 de agosto a 17 de setembro; no Kibbutz Lotan,conhecimento. em Israel, de 6 de setembro a 14 de novembro; em Ta-Aprendizagem socioambiental em livre percurso | A experiência da UMAPAZ 19
  19. 19. Em São Paulo, seriam realizadas, na UMAPAZ, mais Ambiental do Parque do Ibirapuera34, uma trilha desti- 4 turmas do Curso, alcançando mais de 500 pesso- nada a acolher e sensibilizar grupos de escolares, que as. Foi crescente o interesse, expresso no número de gradualmente se expandiu para outros públicos, de inscritos a cada nova turma. jovens, adultos e grupos específicos de pessoas com necessidades especiais; o Programa de Danças Circu- Em maio de 2006, iniciou-se uma parceria, que lares35, que, além de reunir semanalmente na sede da também se estenderia até 2012, com a rede Alian- UMAPAZ, viria a expandir-se para outros parques da ça pela Infância32. Considerando a importância de cidade, o que também ocorreu com o programa de Tai- atrair educadores para a reflexão sobre as ques- Chi36. Além de cursos como Água: Recurso Estratégico tões socioambientais e de cultura de paz, a rede para a Vida37. Aliança pela Infância iniciou um programa de fó- runs mensais, com palestras e atividades dedica- Em 2007, os Cursos e Programas começaram a se das aos educadores. fortalecer38 e também foram iniciados os programas intersetoriais. Ainda em 2006, ocorreu, na sede da UMAPAZ, a Exposição Corpo D´Água, que ocupou um espaço Por meio de um contrato com a FUNDAP – Funda- de 500m2. Fruto de parceria da Prefeitura com uma ção do Desenvolvimento Administrativo, fundação pessoa física33, contou, a partir da arte, da ciência, pública do Estado de São Paulo, a UMAPAZ ofere- da educação e da cultura, as diferentes dimensões ceu um curso à distância, com oito módulos, sobre e significados da água na vida dos indivíduos e das conflitos socioambientais para servidores públicos sociedades. Com salas interativas e maquetes, a ex- de várias Secretarias e órgãos municipais, traba- posição, que ocupou durante seis meses, uma ala lhando questões relativas à água, ao ar, ao verde inteira do prédio, trouxe à UMAPAZ, mais de 18 mil e biodiversidade, ao uso do solo e convivência. Al- pessoas, centenas de grupos de escolares das redes cançou 1.700 pessoas, dentre elas dezenas de edu- pública e privada de ensino. cadores da rede municipal39. Concomitantemente, a equipe técnica da UMAPAZ, Nesse mesmo ano, a UMAPAZ sediou o Programa valendo-se da sua experiência anterior e das orienta- Ambientes Verdes e Saudáveis – o PAVS40. Esse ções do próprio projeto, formulou e deu início à imple- Programa, que alcançou, nessa fase inicial, mais de mentação de programas contínuos, como o Aventura cinco mil agentes comunitários de saúde e agentes mera, Portugal, de 24 de setembro a 22 de outubro e em 34 | Coordenada por Angélica Berenice de Almeida e Findhorn Foundation, na Escócia, de 7 de outubro a 4 Thereza Christina Rosa. de novembro. No Brasil, nos anos seguintes, ocorreriam 35 | Coordenado por Estela Maria Guidi Pereira Gomes. turmas em Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador, Minas 36 | Coordenado por Jerusha Chang. Gerais e Curitiba. E, em 2011, com o apoio da UMAPAZ, o Gaia Brasilândia. 37 | Coordenado por Eliana S. Rizzini e Vitor O. Lucato. 32 | Inspirado pela Ute Craemer e organizado pela Gio- 38 | É preciso registrar a rica presença dos estagiários vana Barbosa de Souza, até 2011, e por Ricardo Sequei- desde essa primeira fase. Presença crescente e que ra, em 2012, mobilizando palestrantes e focalizadores possibilitou, no processo de ensino/aprendizagem dos voluntários. mesmos, que emergissem idéias que, na interação com a equipe, resultaram em inovações e aperfeiçoamento 33 | Elizabeth L. Bez Chleba, que articulou outros apoios dos programas e procedimentos. privados necessários a realização. A curadoria foi de Vasco Calderia, arquiteto; a coordenação de conteúdo 39 | Um grupo de participantes produziu o Dicionário da de Gustavo Mattos Accácio, biólogo; a coordenação pe- Paz, que seria lançado em forma de publicação de bolso dagógica de Marília Xavier Cury, museóloga; o gerencia- em janeiro de 2008 e que já teve várias edições. mento do projeto e assessoria jurídica de Suzana Gon- 40 | Realizado com a coordenação do sanitarista Hélio çalves Lobo e a assistência de curadoria e coordenação Neves, então Chefe de Gabinete da SVMA, e um grupo de artística de Flávia D´Amico. parceiros institucionais.20
  20. 20. de promoção social, tem o objetivo de qualificar os Na coordenação da UMAPAZ foi instalada, desdeagentes para observar os nexos entre causas e con- 2006, uma secretaria escolar43, que expandiu pro-sequencias ambientais para a saúde individual e co- gressivamente seu trabalho para garantir infra-letiva e agregar orientações para as famílias. Mais estrutura para os cursos e programas44, realizartarde, o PAVS foi incorporado à Estratégia de Saú- os registros dos cursos, alunos e professores e, ade da Família da Secretaria Municipal de Saúde e, partir de 2007, os contratos dos palestrantes e ofi-desde então, prossegue um trabalho conjunto com cineiros credenciados45.a UMAPAZ, no reforço da capacitação e inclusão das A possibilidade de contratar horas/aula de pales-novas equipes41. trantes e oficineiros constituiu importante diferen-Em 2008, aumentou a oferta de cursos e, além da cial para a ampliação e diversificação progressivacontinuidade do trabalho com os profissionais de da programação46.saúde, foi iniciado o Programa de Difusão da Carta Em maio de 2008, compondo com o acervo vindo dada Terra na rede municipal de educação, com 40 tur- sede da Secretaria e aquele acumulado pela própriamas descentralizadas, formadas com coordenadores UMAPAZ, foi aberto o Espaço Sapucaia47, bibliotecapedagógicos, diretores e professores de escolas da especializada em meio ambiente e cultura de paz,rede, nas 13 Diretorias Regionais de Saúde. Esse para uso dos alunos e professores, mas tambémPrograma foi fruto de uma parceria estabelecida aberto ao público48.entre as Secretarias Municipais de Educação e doVerde e Meio Ambiente, com a interveniência e apoio Em 2008, o projeto UMAPAZ recebeu o Prêmio Sãoda Iniciativa Internacional da Carta da Terra (Earth Paulo Cidade Inovação em Gestão Pública. Esse prê-Charter Initiative), com sede na Costa Rica42. mio, iniciativa da Secretaria Municipal de Gestão, por meio da Coordenadoria de Gestão de Pessoas eNos primeiros três anos (2006 a 2008) a UMAPAZrecebeu, em sua sede, cerca de vinte mil pessoas/ 43 | A organização inicial foi feita por Débora Pontaltiano. Nesse período conviveram, paralelamente, o Marcondes e, na fase subseqüente, assumida por Rodri-projeto UMAPAZ, a Divisão de Educação Ambiental go Matos de Aquino.no Departamento de Planejamento e quatro Núcle- 44 | Parte importante da infra-estrutura é o apoio áudio- visual, para o que a UMAPAZ contou, desde o início comos descentralizados, nas regiões Norte, Sul, Leste a equipe de Audio Visual da Secretaria, comandada pore Centro-Oeste, com a atribuição de realizarem lo- Anderson Alonso e, depois, por Airan Silva Figueiredo.calmente atividades de fiscalização, arborização e Além do apoio áudio-visual, o apoio operacional de Da-educação ambiental. Os parques, vinculados à co- niel de Oliveira e da equipe da própria SVMA já citada.ordenação de Áreas Verdes, se multiplicavam na 45 | Com a operacionalização dos contratos inicialmente realizada por Alice K. Neme e que, no período subse-cidade e, em parte deles, também eram oferecidas qüente, seria reforçada por José Maestro de Queiroz eatividades de educação ambiental, como trilhas e Gilberto José Monteiro.pequenos cursos. 46 | Isso foi viabilizado com a colaboração de Thiago Do- nini, assessor jurídico da Secretaria, que elaborou o Edi- 41 | A relação da UMAPAZ com o PAVS contempla o nú- tal para o credenciamento de palestrantes e oficineiros, cleo gestor na Secretaria Municipal de Saúde e, nos ter- com as normas para sua contratação. ritórios, as organizações parceiras do PSF – Programa 47 | O nome foi escolhido olhando para o fruto da Sapu- de Saúde da Família. caia, espécie nativa da qual há exemplares no Parque, 42 | O protocolo de intenções foi firmado em Seminário que parece um cofre cheio de sementes. promovido na Amana Key, com a articulação de Mirian 48 | A biblioteca foi aberta com as bibliotecárias Eveline Vilela, dirigente da Iniciativa Internacional., e Oscar Mo- Brasileiro Leal e Dulce Regina Bernardo Campos e apoio tomura, com o Prefeito Gilberto Kassab e os Secretários de Madalena S.Rosa . Conta, atualmente, também com a Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho, do Verde e Meio bibliotecária Mayara Parolo Colombo Reibaldi e o apoio Ambiente, e Alexandre Schneider, da Educação. de Patrícia Carla Hilário.Aprendizagem socioambiental em livre percurso | A experiência da UMAPAZ 21
  21. 21. da Escola de Formação do Servidor Público Munici- destinada a adequá-la ao novo volume de trabalho e pal “Álvaro Liberato Alonso Guerra”, tem o objetivo incorporar inovações necessárias para fazer face ao de reconhecer as melhores práticas de gestão pú- cenário de mudanças climáticas e seus impactos na blica no âmbito municipal, que resultam em melhor cidade. A reestruturação, porém, precisava passar serviço ao cidadão49. O prêmio teve um efeito muito pelo crivo do próprio Executivo Municipal e, depois, benéfico na equipe, pois a fortaleceu em um momen- ser aprovada pela Câmara Municipal de São Paulo to de transição. para tornar-se Lei. E esse processo estendeu-se até 2008, um ano eleitoral. O fato de operar como projeto, assim como outras iniciativas inovadoras da Secretaria Municipal do Se havia algum risco em manter-se a UMAPAZ como Verde e Meio Ambiente, que ainda não contavam projeto, por outro lado, é preciso reconhecer que com respaldo na estrutura organizacional, represen- essa forma com que se manteve durante três anos, tava, no entanto, risco à sua sustentabilidade ins- ajudou a moldar seu evolver. titucional na estrutura de governo do município. A “A vida cria suas próprias formas. O rio molda característica dos projetos é serem empreendimen- seu próprio leito. O próprio desenvolvimento tos temporários, com objetivos específicos e que vivo mostrará quais formas são necessárias.” podem ou não resultar em ações e programas que (Bos, 1994:24). se insiram, de forma estável, nas políticas públicas. Sua vantagem é nascerem mais livres das clausuras Com o Prefeito reeleito51 e a reforma aprovada pela das estruturas burocráticas piramidais e poderem Câmara Municipal de São Paulo, foi promulgada a experimentar novos caminhos, propostas, parcerias. Lei de reestruturação da Secretaria, que transfor- Nesse sentido, foi uma estratégia ousada a de testar mou a UMAPAZ em um de seus Departamentos, com possibilidades como projetos antes de buscar a sua as respectivas relações institucionais e recursos. institucionalização na estrutura formal50. Se utilizarmos o quadro de referência proposto O projeto UMAPAZ, desde sua formulação, almeja- por Schaefer (2005), que identifica quatro fases va, explicitamente, inserir seus objetivos e modo de das organizações: Pioneira, da Diferenciação, da atuação na política pública municipal de educação Integração e Associativa, o período de 2005 a ambiental, reconhecendo, desde o início, que traba- 2008 pode ser classificado como a Fase Pioneira lhava com o propósito de transformação de estilos da UMAPAZ. e hábitos de vida e de convivência pela educação, o Para o autor, a Fase Pioneira se caracteriza por or- que exige permanência e persistência. ganizar-se a partir de indivíduos, sem rotinas; com Nesse tempo, também estava sendo formulada e foco em servir ao público; orientada por uma visão; amadurecida, na Secretaria do Verde e Meio Ambien- trabalhando com improvisação, intuição, entusias- te, uma proposta de ampla reforma administrativa, mo e criatividade e com relações diretas, intensas e afetivas. 49 | Na edição de 2008, concorreram 73 projetos. A Fase Pioneira, como ensina Schaefer (2005) é um 50 | Essa é uma prática do gestor público Eduardo Jor- ge Martins Alves Sobrinho, experimentada quando como parto coletivo, centrado numa idéia-força, que pode Secretario Municipal de Saúde (2001-2002), criou, infor- ter leituras diferentes, mas que se apresenta com um malmente, as regionais de saúde e começou a expandir núcleo comum. Embora as pessoas diretamente en- o programa Saúde da Família, e, como Secretário Mu- nicipal do Verde e Meio Ambiente (2005-2012), descen- volvidas possam ter muitas diferenças e divergências, tralizou a Secretaria e instalou um diálogo intenso com elas são contidas pelo esforço e entusiasmo coletivo outras áreas do governo municipal para dar conta dos de trazer para a realidade uma idéia compartilhada. reptos colocados pelo cenário de mudanças climáticas e seus impactos na cidade de São Paulo. 51 | Gilberto Kassab, que sucedeu o Prefeito José Serra.22
  22. 22. 5. Institucionalização Descentralizada, relacionam-se, pela lógica da matriz, com os departamentos de Áreas Verdes (DEPAVE)54;A Lei 14.887, de janeiro de 2009, promoveu uma am- Controle e Fiscalização (DECONT), Educação Ambien-pla reestruturação da Secretaria Municipal do Ver- tal (DEA-UMAPAZ) e Apoio a Políticas Públicas (DPP).de e Meio Ambiente, buscando adequá-la às novas Inovações importantes também foram instaladas pelarealidades, quer de seus programas e orçamento, Lei de reestruturação no que diz respeito ao controleque vinham crescendo exponencialmente, quer dos social: o fortalecimento do CADES – Conselho Munici-desafios apresentados à cidade pela necessidade pal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável,de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. instância deliberativa, e a criação dos CADES regionais,Toda essa movimentação administrativa teve signi- Conselhos de Desenvolvimento Sustentável, Meio Am-ficados importantes para a política de educação am- biente e Cultura de Paz, um em cada Subprefeitura, debiental e cultura de paz no município. caráter consultivo, compostos, paritariamente, por re-A reestruturação explicitou uma lógica inovadora, presentantes do poder público e da população.matricial e em rede52 para a realização da política Teoricamente, não há, em estruturas matriciais, su-municipal para a questão ambiental, indicando a bordinação entre as instâncias central e local. Elasrelevância das relações intersetoriais, quer com ou- trazem a necessidade de diálogo e de projetos inte-tros órgãos e instituições da estrutura municipal que grados, orientados pelas respectivas atribuições. Essa,com atores externos. Nessa dimensão, a reestrutu- no entanto, não é a prática corrente na organizaçãoração dialoga com a Lei municipal que institui a po- da Prefeitura, bastante hierarquizada e segmentada.lítica de mitigação e adaptação a mudanças climáti- É preciso considerar que quem realiza as propostas –cas em São Paulo53, primeira do gênero a ser editada inclusive as determinações legais – são as pessoas e,no país e para cuja efetivação a Secretaria tem sido se elas ainda não estiverem convencidas e preparadasimportante ator-fomentador de transformações na para isso, tendem a se instalar pontos de resistência,administração municipal. quer por incompreensão, quer por discordância. Assim,A Lei de reestruturação horizontalizou a Secretaria, não foi imediata a incorporação de mudanças que afe-organizando-a em sete Departamentos: Gestão Des- tam modos tradicionais de relacionamento e as indica-centralizada; Planejamento; Áreas Verdes; Controle e ções são que formato matricial ainda está em fase deFiscalização; Educação Ambiental/UMAPAZ; Apoio a absorção pelos integrantes da SVMA.Políticas Públicas e Administração e Finanças e ins- Vale lembrar que essa grande mudança ocorreu numtituindo, com base regional, dez divisões de gestão ambiente em que, além da expansão dos serviçosdescentralizada, sendo duas na região Norte; duas na prestados diretamente à população, houve uma am-Centro-Oeste; três na Leste e três na Sul. Cada divi- pliação progressiva do protagonismo da Secretariasão descentralizada atua no território de três subpre- no cenário da gestão socioambiental, coordenando oufeituras, com atividades de controle e fiscalização, de participando de iniciativas e foruns municipais, nacio-arborização e biodiversidade e de educação ambiental, nais e internacionais, como o Comitê Municipal de Mu-além de participar dos conselhos regionais. As dez di- danças Climáticas, a ANAMA55, o C4056, entre outros.visões, coordenadas pelo Departamento de Gestão 52 | Inovadora do ponto de vista da Administração Mu- 54 | Pode ter sido uma contradição manter os parques sob nicipal e da antiga estrutura da Secretaria, cujo modelo gestão direta do DEPAVE, já que eles estão nas regiões prevalente é o piramidal, com o poder bastante cen- coordenadas pelas Divisões de Gestão Descentralizada. tralizado no topo, planejamento também centralizado, 55 | Associação Nacional dos Secretários Municipais de e vários escalões intermediários até chegar a base da Meio Ambiente. pirâmide, onde o serviço encontra o cidadão. 56 | C 40: associação das maiores cidades do mundo, que 53 | Lei 14.933, de 5 de junho de 2009. se reunem periodicamente para compartilhar as solu-Aprendizagem socioambiental em livre percurso | A experiência da UMAPAZ 23
  23. 23. Note-se, ainda, que a Lei também reforçou, explici- civil; desenvolver programas de capacitação tamente, o trabalho intersetorial e em rede, visão de servidores e estagiários da Secretaria nas que esteve presente desde a concepção da UMAPAZ, temáticas ambientais;elaborar e divulgar ações tanto com o fortalecimento dos conselhos como na pertinentes à preservação ambiental; planejar e explicitação das atribuições da estrutura, como, por executar atividades científicas, culturais e edu- exemplo a de “apoiar as ações de educação ambien- cacionais no campo da educação ambiental; tal promovida por outras instâncias de governo e da manter serviços de arquivo, documentação e sociedade civil”. instrumentação científica na área de educação ambiental, promovendo intercâmbio com en- Essa visão inovadora é necessária para viabilizar o tidades congêneres;atuar como apoio técnico atendimento de uma cidade de mais de onze milhões em programas de educação ambiental a cargo de pessoas, com peculiaridades regionais e locais da Secretaria Municipal de Educação e demais importantes, quer seja em traços culturais da popu- instituições públicas ou privadas, em todos os lação, origens étnicas e valores, nas condições so- níveis de educação, mediante acordos formais cioeconômicas e também nas condições ambientais. de cooperação; ministrar cursos de jardina- Apesar de programas e projetos serem desenhados gem destinados à população, incentivando-a para toda a população paulistana, sua implementa- a participar da melhoria da qualidade do meio ção requer leituras que façam a adequação às pecu- ambiente;planejar e executar atividades cien- liaridades locais. tíficas, culturais e educacionais no campo da Do ponto de vista interno, a reestruturação da Se- astronomia e ciências congêneres; coordenar o cretaria transformou o projeto UMAPAZ no Departa- funcionamento dos Planetários, da Escola Mu- mento de Educação Ambiental, constituído de quatro nicipal de Jardinagem, da Universidade Aberta Divisões. A Divisão de Formação, herdeira da história do Meio Ambiente e Cultura de Paz e da Escola e da equipe do projeto original; a Divisão Escola Muni- Municipal de Astrofísica; desenvolver, por meio cipal de Jardinagem, com sua experiência de mais de da Universidade Aberta do Meio Ambiente e três décadas; a Divisão de Astronomia e Astrofísica, Cultura de Paz, programa de formação aberta, que coordena os Planetários do Ibirapuera, do Carmo ampla e permanente para cidadãos de dife- e a Escola Municipal de Astronomia; e a Divisão de rentes faixas ambientais e a cultura de paz e Projetos Especiais constituída pela equipe da Divisão não violência, disseminando conhecimentos e de Educação Ambiental antes alocada no Planeja- tecnologias de mediação de conflitos; adquirir, mento. Então, além de inserir a UMAPAZ na estrutura selecionar, organizar e divulgar toda documen- organizacional formal, a Lei colocou sob sua coorde- tação técnica que compõe o acervo, nas suas nação equipamentos antes independentes ou disper- diferentes formas de apresentação, com vistas sos e que tinham uma história própria. a oferecer ao usuário subsídios para estudos O Departamento (DEA/UMAPAZ) passou a ser res- e pesquisas; organizar educação ambiental e ponsável, entre outras atribuições, por : cultura de paz nos parques, diretamente ou por meio de parcerias.” 57 “coordenar e executar programas e ações edu- cativas para promover a participação da socie- Se, por um lado, a Lei expressou o fortalecimento dade na melhoria da qualidade ambiental; apoiar da UMAPAZ, por outro lado, reforçou contradições, as ações de educação ambiental promovida por aglutinando equipes e tradições diferentes e, por outras instâncias de governo e da sociedade 57 | Artigo 19 da Lei 14.887, de 15 de janeiro de 2009, pu- ções e propostas para problemas comuns e cujo último blicada no Diário Oficial do Município do dia 16 de janeiro encontro, em 2011, foi em São Paulo. de 2009, págs. 01 a 19.24
  24. 24. vezes, conflitantes, cujos efeitos se explicitaram no e Carmo (em reforma) e a Escola Municipal de Astro-tempo. O recém criado departamento acolheu, ao física, onde ofereceu novos cursos e programas paramesmo tempo, um pólo de educação ambiental que educadores, estudantes e público em geral, como odedica especial atenção à questão da convivência, intitulado Família do Universo. É preciso registrar acom a incorporação da cultura de paz, até então es- expressiva dificuldade na gestão dos Planetários pelatranha ao ambiente da Secretaria e equipes com di- administração direta62.Embora conte com professoresferente lógica de funcionamento. de alta especialização, a complexidade dos Planetários de São Paulo impõe a necessidade de uma outra figuraA equipe do projeto UMAPAZ ficou, majoritaria- institucional63. Contudo, é igualmente importante re-mente, na Divisão de Formação58, que foi se for- gistrar a capacidade de impacto que uma simples ses-talecendo no tempo com outros integrantes, ser- são de planetário no público, em relação a percepçãovidores públicos que se propuseram a vir reforçar de sua identidade terrena e pertencimento ao sistemaesse trabalho, quer pela compatibilidade entre vivo do nosso conhecido universo e do desconhecidoos propósitos da organização com seus próprios e hipotético multiverso. Além das sessões abertas aopropósitos, quer motivados, eles próprios, para publico em geral, a UMAPAZ instalou uma prática detrazer inovações e questionamentos que foram inserir sessões nos cursos, como é o caso do curso Car-enriquecendo o grupo. ta da Terra em Ação e Educação Gaia, onde se começa a refletir sobre identidade e pertencimento a partir deA Escola Municipal de Jardinagem59 manteve, com a uma sessão do planetário do Ibirapuera.equipe própria, seus cursos tradicionais, que são muitoprocurados; o Programa Crer-Ser, que focaliza jovens, A chamada diferenciação funcional (SCHAEFER,iniciou o Curso Plantas Medicinais e acolheu, com pro- 2005) traz riscos e impõe a necessidade de trabalhar nesse novo contexto sem fragilizar a criatividade e ofessores contratados, um importante processo de des- comprometimento das pessoas com o projeto. Se acentralização e a capacitação de zeladores de praças. metáfora da Fase Pioneira é a família, a metáfora daA Divisão de Projetos Especiais60 manteve o progra- Fase de Diferenciação é o mecanismo.ma A3P – Agenda Ambiental na Administração Pú- Apesar disso, por ter sido concebida por uma rede deblica, que não logrou a expansão desejada para toda pessoas e de instituições, cujos integrantes continua-a estrutura municipal, embora tenha conseguido ram a participar da implementação do projeto, a Faseapoiar alguns casos exemplares; o programa Trilhas de Diferenciação, tipificada pela transformação insti-Urbanas, restrito a alguns parques, e incorporou tucional, também tem características das Fases In-parte do trabalho de avaliação e o acompanhamento tegrativa e Associativa. A rede, composta por atoresde projetos conveniados com recursos FEMA.A Divisão de Astronomia e Astrofísica61 continuou res- 62 | Quando o Departamento de Educação Ambiental – UMAPAZ foi criado o Planetário do Carmo estava fecha-ponsável por administrar os Planetários do Ibirapuera do. Sua edificação, inaugurada em 2005, logo apresentou grave problema estrutural. Superado esse problema com 58 | Dirigida por Glacilda Pinheiro Correa Pedroso, pe- custosa reforma, apresentou-se a necessidade de revi- dagoga, até novembro de 2011 e, em seguida, por Ieda são e restauro do planetário propriamente dito, isto é, do Varejão, pedagoga. complexo equipamento, impondo a importação de peças e 59 | Dirigida por Cristina Pereira Araújo, arquiteta, dou- tratamento técnico especializado para seu restauro. O Pla- tora em Planejamento Urbano e Regional pela FAU/USP. netário do Carmo foi reaberto em 28 de setembro de 2012. 60 | Dirigida por Thais Prado Horta até julho de 2012 e, 63 | Como o modelo de fundação, por exemplo, ou seu atualmente, por Sonia Jabour. deslocamento para uma universidade, com maior agi- 61 | Dirigido por André Luiz da Silva, até dezembro de lidade e capacidade tanto para a manutenção e a atu- 2010 e João Paulo Delicato, físico e astrônomo, a partir alização dos equipamentos como para contratação de de janeiro de 2011. pessoal especializado.Aprendizagem socioambiental em livre percurso | A experiência da UMAPAZ 25

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