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  1. 1. Farmacologia para Enfermagem Noções Gerais
  2. 2.  Origem da palavra ◦ Do baixo alemão droghe vate, expressão que designava o recipiente onde se guardavam as ervas secas. ◦ Do neerlandês droog, que quer dizer seco. ◦ Do céltico, com a acepção de má qualidade.  droug em bretão, e droch em irlandês.  Toda substância orgânica ou inorgânica empregada como ingrediente de tinturaria, química ou farmácia.  Drogas medicinais ◦ Origem animal, vegetal ou mineral. ◦ Substância que modifica a função fisiológica com ou sem intenção benéfica Droga No século XX a palavra droga ganhou um novo significado, passando a ser empregada como sinônimo de tóxico. O verbo drogar e o seu particípio passado, drogado, expressam, respectivamente, o uso de tóxicos e o estado decorrente da ação deste.
  3. 3. Remédio  Remedium (latim), aquilo que cura.  Qualquer substância ou recurso utilizado para curar ou aliviar doenças, sintomas, desconforto e mal-estar  Substância animal, vegetal, mineral ou sintética,  Procedimento; fé ou crença.  Preparados caseiros  chá, compressas  Meios físicos  Radioterapia, massagem  Meios psíquicos  psicanálise, tratamento psicológico
  4. 4.  Do grego phármakon ◦ Qualquer substância capaz de atuar no organismo, seja em sentido benéfico ou maléfico.  Termo utilizado para designar uma substância única, orgânica ou inorgânica, de composição química conhecida, capaz de modificar uma função fisiológica já existente. ◦ Apresenta duplo sentido  Medicamento  Veneno Conceitos Fármaco
  5. 5. Placebo  Placere (latim) ◦ Agradarei  Substância inerte ou inativa, a que se atribui certas propriedades e que, ingerida, pode produzir um efeito que suas propriedades não possuem.  Dicionário médico Hooper ◦ Nome dado a qualquer medicamento administrado mais para agradar do que beneficiar o paciente".  O placebo pode ser eficaz porque pode reduzir a ansiedade do paciente, revertendo: ◦ Aumento da frequência cardíaca e respiratória ◦ Produção e liberação de adrenalina na circulação sanguínea  O efeito placebo pode ainda ser usado para testar a validade de medicamentos ou técnicas verdadeiras Antes de mais nada, não cause danos (Hipócrates)
  6. 6.  Deriva ◦ Medicamentum (Latim)  vocábulo que tem o mesmo tema de médico, medicina, medicar  beberagem mágica, bruxaria, feitiço. ◦ Medeor (Latim)  significa cuidar de, proteger, tratar  São substâncias produzidas com rigoroso controle técnico para atender às especificações determinadas pela Anvisa em laboratórios (Industrias) sob a fiscalização de um farmacêutico.  É todo fármaco ou droga, isolado ou em associação, adicionado de substâncias que lhe conferem tamanho, forma, estabilidade e outros fatores, convenientemente preparado e pronto para utilização em rotinas de prevenção, diagnóstico e terapêutica Medicamentos
  7. 7.  Alopáticos ◦ Contraria contrariis curantur  Contrários são curados por contrários  Princípio seguido por Galeno que estabeleceu também as bases da alopatia ◦ Medicamentos que produzem no organismo, efeitos contrários aos da doença. ◦ Medicamentos alopáticos são produzidos nas indústrias em larga escala, ou em farmácias de manipulação de acordo com a prescrição médica. ◦ São os principais produtos farmacêuticos vendidos nas farmácias e drogarias. Medicamentos - Tipos
  8. 8.  Fitoterápicos ◦ Medicamento farmacêutico obtido por processos tecnologicamente adequados, empregando-se exclusivamente matérias-primas vegetais, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico. ◦ É caracterizado pelo conhecimento da eficácia e dos riscos de seu uso, assim como pela reprodutibilidade e constância de sua qualidade. ◦ Não se considera medicamento fitoterápico aquele que, na sua composição, inclua substâncias ativas isoladas, de qualquer origem, nem as associações destas com extratos vegetais. Medicamentos - Tipos
  9. 9.  Homeopáticos ◦ Similia similibus curantur  Semelhante cura semelhante. ◦ Medicamento homeopático é qualquer substância, submetida a um processo conjunto de diluição e dinamização, capaz de provocar tanto o surgimento de sintomas físicos e psíquicos no homem sadio como o desaparecimento destes mesmos sintomas numa pessoa doente.  Manipulados ◦ Preparados para atender a uma prescrição médica específica, em doses adequadas ao paciente. Qualquer medicamento, alopático, fitoterápico ou homeopático, pode ser manipulado. Medicamentos - Tipos
  10. 10.  Referência ◦ Medicamento inovador registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária e comercializado no país, cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente junto ao órgão federal competente, por ocasião do registro. Conceitos Medicamentos - Tipos
  11. 11.  Similar ◦ Aquele que contém o mesmo ou os mesmos princípios ativos, apresenta a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica, que é equivalente ao medicamento registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária, podendo diferir somente em características relativas ao tamanho e forma do produto, prazo de validade, embalagem, rotulagem, excipientes e veículos, devendo sempre ser identificado por nome comercial ou marca. Conceitos Medicamentos - Tipos
  12. 12.  Similar ◦ Resumindo:  Contém, em relação ao medicamento de referência, igual: ◦ fármaco; ◦ concentração; ◦ forma farmacêutica; ◦ via de administração; ◦ posologia; ◦ Indicação.  Não foi submetido ao estudo de bioequivalência. Conceitos Medicamentos - Tipos
  13. 13. Reconhecendo as denominações
  14. 14. Nomenclaturas OS MEDICAMENTOS TÊM NOMENCLATURA ESPECÍFICA PARA SER IDENTIFICADO :  NOME QUÍMICO: é um nome cientifico que descreve sua estrutura atômica e molecular (não é empregado no dia a dia da clínica)  MEDICAMENTO GENÉRICO: uma forma simples de identificar o medicamento  NOME COMERCIAL: Nome de Marca ou Fantasia - NOME DE MARCA É SELECIONADO PELO FABRICANTE E, O NOME SEGUIDO DO SÍMBOLO - INDICA QUE O NOME ESTÁ REGISTRADO E PERTENCE AO FABRICANTE DO MEDICAMENTO.  ATENÇÃO: DEPOIS de 10 ANOS O PRODUTO É LIBERADO E QUALQUER FABRICANTE PODERÁ PRODUZÍ-LO E PASSA A SER IDENTIFICADO POR UM NOME DE FANTASIA
  15. 15.  GENÉRICO ◦ Medicamentos que possuem o mesmo princípio ativo, na mesma dose e na mesma forma farmacêutica, sendo administrados pelas mesmas vias e com a mesma indicação terapêutica do medicamento de referência, com o qual deve ser intercambiável. ◦ Esse tipo de medicamento se constitui numa verdadeira cópia do medicamento de referência, só podendo ser produzido após a expiração da patente deste ou no caso de haver renúncia de proteção patentária ou de outros direitos de exclusividade. ◦ Além disso, para serem registrados no Ministério da Saúde devem ser submetidos a testes de equivalência farmacêutica e bioequivalência, a fim de que se possa comprovar a idêntica composição qualitativa e quantitativa dos princípios ativos, os quais devem ser absorvidos da mesma forma (em termos de velocidade e extensão) da dosagem de um medicamento de referência. Conceitos Medicamentos - Tipos
  16. 16.  GENÉRICO ◦ Resumindo:  Produzido após a expiração da proteção patentária ou de outros direitos de exclusividade  Contém, em relação ao medicamento de referência, igual: ◦ fármaco; ◦ concentração; ◦ forma farmacêutica; ◦ via de administração; ◦ posologia; ◦ Indicação.  É submetido aos estudos de bioequivalência comprovando a sua eficácia, segurança e qualidade  Designado pela DCB ou, na sua ausência, pela DCI Conceitos Medicamentos - Tipos
  17. 17.  GENÉRICO  Lei 9787/99 ◦ Instituiu o medicamento genérico  Embalagem padronizada com uma tarja amarela e um grande "G“ de Genérico e os seguintes dizeres: ◦ Medicamento Genérico – Lei 9.787/99  Nome do princípio ativo  São proibidos de apresentar marca, nome de referência ou nome fantasia  Apenas o nome do princípio ativo pode ser comunicado  Tem preços em média 35% menores que os originais. Conceitos Medicamentos - Tipos
  18. 18. Amoxilina Medicamento de Referência GlaxoSmithKline Medicamento Similar Ache EMS Germed Ranbaxy EMS Medley Medicamento Genérico Intercabiaveis Medicamentos - intercambialidade
  19. 19.  Medicamentos Isentos de Prescrição (MIP) ◦ São medicamentos que não necessitam de prescrição, mas devem ser utilizados de acordo com a orientação de um profissional farmacêutico. A embalagem destes medicamentos não possui tarja. ◦ (OTC - over the counter ou de venda livre) Conceitos Medicamentos – Segundo o tipo de Prescrição
  20. 20.  Medicamentos de venda sob Prescrição ◦ Devem ser prescritos pelo profissional médico ou dentista e são divididos em dois grupos:  Sem retenção de receita ◦ apresentam na embalagem contendo o seguinte texto:  VENDA SOB PRESCRIÇÃ O MÉDICA. Conceitos Medicamentos – Segundo o tipo de Prescrição TARJA VERMELHA
  21. 21.  Medicamentos de venda sob Prescrição  Com retenção de receita ◦ Apresentam na embalagem TARJA VERMELHA ou TARJA PRETA contendo o seguinte texto:  VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA. Conceitos Medicamentos – Segundo o tipo de Prescrição TARJA VERMELHA TARJA PRETA
  22. 22.  Medicamentos de venda sob Prescrição ◦ Entre os medicamentos que necessitam de prescrição, alguns possuem um controle especial do governo, devendo ter a sua prescrição retida no momento da compra. ◦ É obrigatória a identificação do comprador e seu cadastro no Sistema Informatizado de Gerenciamento de Produtos Controlados da Anvisa (SNGPC). Conceitos Medicamentos – Segundo o tipo de Prescrição
  23. 23. MEDICAMENTOS SEGUNDO O TIPO DE PRESCRIÇÃO LISTA TIPO DE RECEITA E COR QUANTIDADE MÁXIMA DE AMPOLAS QUANTIDADE MÁXIMA POR RECEITA PARA AS DEMAIS FORMAS FARMACÊUTICAS VALIDADE DA RECEITA APÓS EMISSÃO A1/A2/A3 Entorpecentes / Psicotrópicos Notificação Receita A – Amarelo 05 Quantidade para 30 dias de tratamento 30 dias – válida em todo Território Nacional B1 Psicotrópicos Notificação Receita B1 – Azul 05 Quantidade para 60 dias de tratamento 30 dias – válida somente dentro da Unidade Federativa que concedeu a numeração B2 Psicotrópicos Anorexígenos Notificação Receita B2 – Azul - Quantidade para 30 dias de tratamento 30 dias – válida somente no estado emitente C1 Outras Substâncias Sujeitas a Controle Especial Receita de Controle Especial / Branca/ em duas vias. A Primeira via retida na farmácia ou drogaria e a segunda via , para o paciente 05 Quantidade para 60 dias de tratamento 30 dias – válida em todo o território Nacional C2 Retinóides ( uso tópico) Receita de Controle Especial ( sem retenção de receita) - Quantidade para 60 dias de tratamento 30 dias – válida em todo o território Nacional C2 Retinóides ( Uso Sistêmico ) Notificação de Receita Especial Retinóides / Branca / acompanhada do Termo de Consentimento de risco e pós – informação 05 Quantidade para 30 dias de tratamento 30 dias – válida somente dentro da Unidade Federativa que concedeu a numeração RESUMO DE RECEITUÁRIO PORTARIA 344/98 – RDC 58/2007 – ANVISA – SNGPC – RDC 67/2007
  24. 24. MEDICAMENTOS SEGUNDO O TIPO DE PRESCRIÇÃO LISTA TIPO DE RECEITA E COR QUANTIDADE MÁXIMA DE AMPOLAS QUANTIDADE MÁXIMA POR RECEITA PARA AS DEMAIS FORMAS FARMACÊUTICAS VALIDADE DA RECEITA APÓS EMISSÃO C3 Imunossuperessores Notificação de Receita Talidomida / Branca / Deve vir acompanhada do Termo de Esclarecimento para Usuário de Talidomida e Termo de Responsabilidade Para 30 dias Quantidade para 30 dias de tratamento 15 dias – válida somente dentro da Unidade Federativa que concedeu a Numeração C4 Anti – Retrovirais Receita de Controle Especial / Sujeitas a Receituário de Programa DST/AIDS ou Sujeitas a Controle Especial em 02 vias se adquirido em farmácias ou drogarias. - No máximo cinco substâncias constantes na Lista C4 30 dias – válida somente no estado emitente C5 Anabolizantes Receita de Controle Especial / Branca / em 2 vias. A primeira via retida farmácia ou drogaria e segunda via , para o paciente 05 30 dias – válida em todo o território Brasileiro Quantidade para 60 dias de tratamento D2 Sujeito a Controle do Ministério da Justiça - - - Continuação
  25. 25.  É o conjunto de informações necessárias para a utilização mais segura do produto pelo paciente, além de apresentar informações para que os profissionais de saúde orientem os usuários sobre a forma de uso adequada, os cuidados e possíveis problemas relacionados aos medicamentos.  Deve transmitir todas as informações relevantes sobre o produto, contribuindo para o seu uso correto.  O acesso à bula de medicamentos é um direito reconhecido pela Constituição Federal de 1988 e ratificado pelo Código de Defesa do Consumidor! Conceitos Bula
  26. 26.  Nome do medicamento;  Apresentação  Composição  Informações ao paciente  Informações técnicas  Farmacocinética  Contra-indicações  PrecauçõesGravidez  Reações adversas  Posologia  Superdosagem Conceitos Bula
  27. 27.  Identificação impressa ou litografada, bem como, dizeres pintados ou gravados a fogo, pressão ou decalco, aplicados diretamente sobre recipientes, vasilhames, invólucros, envoltórios ou qualquer outro protetor de embalagem. Conceitos Rótulo
  28. 28.  1 - Nome do Cliente  2 - Descrição da fórmula. ◦ Com nome das substâncias ativas e respectivas dosagens.  3 - Modo de usar o produto.  4 - Médico que prescreveu a receita.  5 - Quantidade solicitada.  6 - Endereço do estabelecimento.  7 - CNPJ da empresa.  8 - Número de controle na empresa.  9 - Modo de usar.  10 - Se necessário, deve conter informações como ◦ Uso interno”, “Agite antes de usar”, “Conserve em geladeira”, etc.  11 - Datas de fabricação e de validade  12 - Farmacêutico responsável, com número de inscrição no respectivo Conselho de Farmácia Rótulo – Medicamento Manipulado
  29. 29.  Invólucro, recipiente ou qualquer forma de acondicionamento removível, ou não, destinado a cobrir, empacotar, envasar, proteger ou manter, especificamente ou não, produtos de que trata este Regulamento. Conceitos EMBALAGEM
  30. 30.  Nome comercial do medicamento (ausente em genéricos). ◦ Em caso de medicamentos fitoterápicos, deve ser apresentado o nome botânico da planta.  Denominação genérica.  Nome, endereço e CNPJ da empresa produtora.  Nome do fabricante e local de fabricação do produto.  Número do lote.  Data da fabricação (mês/ano).  Data de validade (mês/ano).  Número de registro (MS seguido do número, constando 13 números, iniciando com 1).  Composição do medicamento, quantidade e via de administração.  Nome do Farmacêutico Responsável Técnico e número da inscrição no CRF.  Telefone do Serviço de Atendimento ao Consumidor – SAC.  Lacre de Segurança (toda a embalagem deve estar lacrada).  Tinta Reativa, que quando raspada com metal deve apresentar a palavra QUALIDADE E NOME DO LABORATÓRIO; ou selo de rastreabilidade. Conceitos EMBALAGEM – Deve Conter:
  31. 31.  A ausência de alguma dessas informações na embalagem, é sinal de que há algo errado com o medicamento.  Caso falte qualquer informação, o produto deve ser encaminhado, em sua embalagem original, ao serviço de vigilância sanitária, a fim de verificar se é falsificado ou não.
  32. 32.  Prescrição escrita de medicamento, contendo orientação de uso para o paciente, efetuada por profissional legalmente habilitado, quer seja de formulação magistral ou de produto industrializado Conceitos Receita Médica
  33. 33. Médico Fulano de Tal Clínico Geral CRM 2012 Para o Sr. Primeiro Paciente R x Uso interno 1. Amoxil 250 mg suspensão___________ 2 vidros uso: 5 ml de 8/8 horas durante 10 dias 2. Nebulização com soro fisiológico 3 vezes ao dia 3. Reavaliação com uma semana Assinatura data (Carimbo) Centro Médico rua Alfredo Huch, 475, RIO GRANDE, RS tel: 2338600 médico@furg.br
  34. 34. Um olhar pela história dos medicamentos Os "remédios" dos nossos Avós...
  35. 35. Heroína da Bayer Um frasco de heroína da Bayer. Entre 1890 a 1910 a heroína era divulgada como um substituto não viciante da morfina e um remédio contra tosse para crianças.
  36. 36. Vinho de coca O vinho de coca da Metcalf era um de uma grande quantidade de vinhos que continham coca disponíveis no mercado. Todos afirmavam que tinham efeitos medicinais, mas indubitavelmente eram consumidos pelo seu valor "recreador" também.
  37. 37. Vinho Mariani O Vinho Mariani (1865) era o principal vinho de coca do seu tempo. O Papa Leão XIII carregava um frasco de Vinho Mariani consigo e premiou o seu criador, Ângelo Mariani, com uma medalha de ouro.
  38. 38. Peso de papel Um peso de papel promocional da C.F. Boehringer & Soehne (Mannheim, Alemanha), "os maiores fabricantes do mundo de quinino e cocaína". Este fabricante tinha orgulho na sua posição de líder no mercado de cocaína.
  39. 39. Tablete de cocaína (1900) Estas tabletes de cocaína eram "indispensáveis para os cantores, professores e oradores". Eles também aquietavam a dor de garganta e davam um efeito "animador" para que estes profissionais atingissem o máximo de sua performance.
  40. 40. Drops de Cocaína para Dor de Dentes Cura instantânea Os dropes de cocaína para dor de dentes (1885) eram populares para crianças. Não apenas acabava com a dor, mas também melhorava o "humor" dos usuários.
  41. 41. Ópio para bebés recém-nascidos Acha que a nossa vida moderna é confortável? Antigamente para aquietar bebés recém-nascidos não era necessário um grande esforço dos pais, mas sim, ópio. Este frasco de paregórico (sedativo) da Stickney and Poor era uma mistura de ópio e de álcool que era distribuída do mesmo modo que os temperos pelos quais a empresa era conhecida. "Dose – [Para crianças com] cinco dias, 3 gotas. Duas semanas, 8 gotas. Cinco anos, 25 gotas. Adultos, uma colher cheia." O produto era muito potente, e continha 46% de álcool.
  42. 42. Conceitos gerais • Farmacocinética – estudo da cinética da droga o que vocêfaz com o fármaco • Farmacodinâmica – estudo do efeito da droga o que o fármaco faz comvocê
  43. 43. Para que um agente terapêutico seja eficaz ele precisa ser:  Absorvido  Distribuído  Metabolizado  Eliminado
  44. 44. O que acontece depois da administração da droga? droga no local da administração droga no plasma droga/metabólitos urina, fezes, bile droga/metabólitos 1. absorção 2. distribuição 4. eliminação 3. metabolismo Nos tecidos
  45. 45. Farmacocinética droga no localda administração absorção absorção droga no plasma distribuição metabolismo excreção droga/metabólitos droga/metabólito s excreção
  46. 46. Vias de administração de drogas Parenteral (IV) Inalada Oral Transdérmica Retal Tópica Parenteral (SC, IM)
  47. 47. Vias de administração: ORAL  via de administração mais usada  conveniente - auto-administração  segura  absorção lenta - ineficaz em emergência  variabilidade individual  irritação gástrica  efeito de primeira passagem
  48. 48. fígado estomago veia porta Intestino delgado metabolismo de primeira passagem para a circulação sistêmica absorção droga metabolizada circulação hepático-portal Metabolismo de primeira passagem
  49. 49. Drogas que sofrem metabolismo de primeira passagem (exemplos) Aspirina Metoprolol Clormetiazol Morfina Clorpromazina Nortriptilina Dextropropoxifeno Petidina Dinitrato de isossorbida Propranolol Imipramina Salbutamol Trinitrato de glicerina Levodopa Lignocaína Verapamil
  50. 50. Vias de administração: ENTERAL SUBLINGUAL  alto fluxo sanguíneo  absorção mais rápida que a oral  evita o efeito de primeira passagem RETAL  vômito  irritação GI  pacientes agitados, inconscientes
  51. 51. Vias de administração: PARENTERAL INTRAVENOSA  início do efeito rápido  controle da concentração plasmática  infusão constante  inadequada para sol. não aquosas  irreversível SUBCUTÂNEA  absorção lenta  inadequada para soluções pouco solúveis em água
  52. 52. Vias de administração: PARENTERAL Outras vias de administração  Mucosas - nasal, vaginal  Pele - dérmica (ação local); transdérmica - adesivos  Inalação – pulmões (asma, anest.)
  53. 53. Como a via de administração afeta a absorção? Depende do número de barreiras entre o local de administração da droga e a circulação sistêmica Administração IV as drogas são 100% absorvidas A droga é colocada diretamente nosangue
  54. 54. Concentrações da droga no plasma Concentração da droga no Plasma (Cp) mcg/mL 50 40 30 20 10 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 Tempo desde a administração da droga (horas) administração IV administração IM administração VO e SC
  55. 55. Objetivo terapêutico: Atingir concentrações da droga no local de ação (tecido alvo)… Que sejam suficientemente altas para produzir o efeito pretendido … sem produzir reações adversas.
  56. 56. Absorção de drogas Transporte da droga para a corrente sanguínea Fatores que influenciam a velocidade de absorção: • via de administração • circulação no local da administração • dose da droga • formulação da droga • propriedades físicoquímicas da droga (ácido ou base); estado físico (tamanho da partícula, estado físico vs líquido) • tipo de transporte • ligação a proteínas
  57. 57. Difusão facilitada Essas moléculas não podem passar a membrana sem ajuda Essas moléculas precisam de um carregador para atravessar a membrana M e m b r a n a C e l u l a r
  58. 58. Difusão facilitada Essa é a proteína carregadora da molécula O carregador faz com que a molécula atravesse a membrana M e m b r a n a C e l u l a r
  59. 59. M e m b r a n a C e l u l a r Difusão facilitada Essa é a proteína carregadora da molécula O carregador faz com que a molécula atravesse a membrana
  60. 60. M e m b r a n a C el u la r Difusão facilitada Essa é a proteína carregadora da molécula O carregador faz com que a molécula atravesse a membrana
  61. 61. M e m b r a n a C el u la r Difusão facilitada Essa é a proteína carregadora da molécula O carregador volta ao estado normal Não é usada nenhuma energia para transportar a molécula Apenas o gradiente de concentração move as moléculas
  62. 62. Como as drogas saem do sangue e vão para os tecidos? Os capilares NÃO são sólidos
  63. 63. Os capilares tem fendas que permitem que as drogas sejam distribuídas para os tecidos moléculas das drogas Capilar corpóreo
  64. 64. Barreira hemato-cerebral Limita a capacidade das drogas de atingir o cérebro: Lipossubilidade (maior) Ligação a proteinas (menor) Grau de ionização (menor)
  65. 65. Dois órgãos principais de eliminação: fígado e rins Eliminação renal vai para a urina Eliminação hepática vai para o ducto biliar e intestino delgado
  66. 66. Eliminação renal Sangue flui para os rins água, drogas, pequenas moléculas filtrados no glomérulo Urina e Droga fluem pelo uretér para a bexiga MAIOR pressão arterial = MAIOR fluxo MAIS fluxo= MAIS filtrado MAIS filtrado = MAIS RÁPIDA eliminação
  67. 67. Quantidade a ser administrada  Dose: representa a quantidade de medicamento no local de ação (biofase) , necessária para produzir o efeito desejado .  Posologia: Descreve a quantidade de um medicamento, que deve ser administrado de uma só vez ou de modo fracionado num intervalo de tempo determinado (em geral por dia) para que a dose seja alcançada.
  68. 68. Formas Farmacêuticas Estado físico no qual se apresenta um medicamento Objetivo das diferentes formas : FACILITAR a ... • Administração • Absorção • Fracionamento • Posologia • Conservação
  69. 69. Viagem fantástica Medicamento é absorvido principalmente no intestino  1.Assim que você ingere um remédio pela boca —-ou "via oral", como dizem os médicos — ele desce pela faringe e atinge o esôfago. Beber um copo de água ou de leite junto ajuda a pílula a atravessar mais facilmente esses dois primeiros "canais". Ao final do esôfago, o remédio chega ao estômago  2. No estômago, as enzimas digestivas começam a triturar a pílula engolida — a mesma função que executam quando você come algo. Se o medicamento não tiver uma cápsula protetora para conter as enzimas, parte do princípio ativo do remédio já será absorvida no estômago, entrando na corrente sanguínea  3. Do estômago a pílula triturada "desce" para o intestino. É lá que ocorrerá a absorção da maior parte do princípio ativo, pois esse órgão é rodeado por muitos vasos sanguíneos. Como a maioria dos remédios são bem solúveis, os princípios ativos atravessam as membranas permeáveis do intestino e penetram nesses vasos http://mundoestranho.abril.com.br/materia/o-que-acontece-com-os-remedios-no-
  70. 70.  4. Uma vez dentro de um vaso sanguíneo, o princípio ativo do remédio começa a circular pelas artérias e veias do organismo, que funcionam como grandes avenidas e pequenas ruas responsáveis por levar a substância química do remédio até o exato ponto onde ela precisa agir  5. Em geral, o remédio que circula na corrente sanguínea só não penetra numa parte do corpo: o cérebro. Para preservar essa sensível região de danos colaterais, existe uma proteção fisiológica chamada barreira hematoencefálica. Ela impede a passagem da maioria das substâncias químicas para o líquor, o líquido que banha o sistema nervoso central  6. O segredo do remédio é que ele só entra em ação quando seu princípio ativo interage com moléculas do corpo chamadas de receptores. Como cada órgão (coração, pulmão, fígado...) tem receptores específicos, o medicamento só age quando seu princípio ativo encontra moléculas que se "encaixem" perfeitamente com sua fórmula química
  71. 71. Critérios para escolha da Via • Quanto ao paciente – “Compliance” • Aquiescência é sinônimo de consentimento, assentimento e concordância – Patologias existentes – Nível de consciência – Impedimento físico de acesso • Quanto ao medicamento – Propriedades físico-químicas • Solubilidade ,Estabilidade em meio ácido, pKa – Propriedades organolépticas – Farmacocinética – Quanto ao efeito desejado • Sistêmico ou localizado • Latência • Duração
  72. 72. Vias de administração  Via oral  Via bucal  Via subling ual  Via gastroi ntestin al Uso Interno  Via Cutâne a (Tópico )  Via Retal  Via Vaginal  Via Oftlami ca  Via Otológi ca  Via Nasal Uso Externo  Via Cutâne a (Intrad érmico)  Injetáv eis  Grande s Volume s  Pequen os Volume Uso Parenteral • Classificação
  73. 73. Vias de administração  Algumas vias de administração podem ser usadas tanto para propósitos tópicos quanto sistêmicos, dependendo das circunstâncias.  Por exemplo, a inalação de drogas para asma visa agir sobre as vias aéreas (efeito tópico), enquanto que a mesma inalação, porém, de anestésicos voláteis visa agir sobre o cérebro (efeito sistêmico).  Uma mesmo Fármaco pode produzir diferentes resultados dependendo da via de administração: ◦ naloxona  um fármaco usado para reverter estado de coma e depressão respiratória nas intoxicações opiáceas (Via parenteral)  usado para tratar constipações sob terapia da dor com opiáceos (Via Oral)
  74. 74. Medicamentos – da forma ao local de ação O tratamento por medicamentos implica a introdução de uma substância no corpo (administração), para que chegue até a corrente sanguínea (absorção) e seja transportada até onde é necessária (distribuição). A substância deixa o corpo (eliminação) pela urina ou pela conversão em outra substância.
  75. 75. Via oral • Medicamentos que devem ser tomados com o estômago vazio: – Necessitam do ambiente mais ácido do estômago para poderem ser absorvidos – Norfloxacino, Captopril, Omeprazol, Cefalexina, Cefadroxila, Azitromicina, Doxiciclina, Loratadina, Sulfato ferroso, Rifampicina, Ciprofloxacino (pode ser tomado com refeições leves, desde que não contenham leite e derivados) – Estômago vazio é considerado quando se está em jejum, ou 1 hora antes ou 2 depois das refeições. • Medicamentos que devem ser tomados com alimentos (estômago cheio): – Cetoconazol, Itraconazol, Hidralazina, Pentoxifilina, Predinisona, Valproato de sódio, Carbamazepina • Medicamentos que podem ser tomados com o estômago cheio ou vazio: – Alopurinol, Amoxicilina, Amiodarona, Diclofenaco
  76. 76. Via Sublingual  Os medicamentos são colocados debaixo da língua para serem absorvidos diretamente pelos pequenos vasos sanguíneos ali situados.  O medicamento difunde-se para a trama capilar e passa diretamente à circulação sistémica.  Produz efeitos terapêuticos em poucos minutos após administração  Não apresenta o efeito de primeira passagem.  A maioria dos medicamentos não pode ser administrada por essa via, porque a absorção é, em geral, incompleta e errática. • Vantagens:  Ideal para fármacos que possuem instabilidade química.  Elevada taxa metabólica (meia-vida curta),  Permite Redução das Dosagens de ½ a 1/4 (dosagem confiável, redução de custos);  Ideal para fármacos de emergência (isordil), hormônios sexuais esteróides.  Não sofre efeito de primeira passagem
  77. 77. Via sublingual  Desvantagens ◦ Poucas drogas são adequadamente absorvidas ◦ Paciente não deve deglutir ◦ Sabor desagradável ◦ Pequenas doses ◦ Somente para farmacos lipossolúvel e possuir elevada potência
  78. 78. Via cutânea • A pele (cútis ou tez), em anatomia, é o órgão integrante do sistema tegumentar (junto ao cabelo e pêlos, unhas, glândulas sudoríparas e sebáceas), que tem por principais funções a proteção dos tecidos subjacentes, regulação da temperatura somática, reserva de nutrientes e ainda conter terminações nervosas sensitivas. • A pele é o revestimento externo do corpo, considerado o maior órgão do corpo humano e o mais pesado. • Compõe-se da pele propriamente dita e da tela subcutânea. • A pele apresenta três camadas: a epiderme, a derme e o hipoderme subcutâneo (tecnicamente externo à pele, mas relacionado funcionalmente). • Há ainda vários órgãos anexos, como folículos pilosos, glândulas sudoríparas e sebáceas. • A pele é praticamente idêntica em todos os grupos étnicos humanos. • Nos indivíduos de pele escura, os melanócitos produzem mais melanina que naqueles de pele clara, porém o seu número é semelhante. • A pele é responsável pela termorregulação, pela defesa, pela percepção e pela proteção.
  79. 79. Via Cutânea • É a aplicação de medicamentos na pele • A pele apresenta efetiva barreira a passagem de substâncias. • No entanto medicamentos podem ser administrados por via cutânea para obtenção fundamentalmente de efeitos tópicos (local). • Sob certas circunstâncias produzem efeitos sistêmicos, terapêuticos ou tóxicos (Transdérmica). • A absorção depende de área de exposição, difusão do fármaco na derme (alta lipossolibilidade), temperatura e estado de hidratação da pele. • As formas farmacêuticas comumente empregadas: – Soluções, cremes, pomadas, óleos, loções, unguentos, geleias – Adesivos transdérmicos, esses destinados á absorção transcutânea para obtenção de efeitos sistêmicos.
  80. 80. Via Cutânea  Vantagens: ◦ Minimiza a ocorrência de efeitos adversos sistêmicos (Uso Tópico) ◦ Evita o efeito de primeira passagem  Desvantagens: ◦ Absorção pobre e errática ◦ Irritação local e alergias ◦ Fotossensibilidade
  81. 81. Via Cutânea • Via Transdérmica (Uso Sistêmico) – Alguns medicamentos podem ser administrados pela aplicação de um emplastro à pele. – Essas substâncias, às vezes misturadas a um agente químico que facilita a penetração cutânea, atravessam a pele e chegam à corrente sanguínea. – A via transdérmica permite que o medicamento seja fornecido de forma lenta e contínua, durante muitas horas ou dias, ou mesmo por mais tempo. – Além disso, a via transdérmica fica limitada pela velocidade com que a substância pode atravessar a pele. – Apenas medicamentos que devem ser administrados em doses diárias relativamente pequenas podem ser dados por via transdérmica. – Alguns exemplos são: nitroglicerina (para angina), escopolamina (contra o enjôo de viagem), nicotina (para a cessação do fumo), clonidina (contra a hipertensão) e fentanil (para o alívio da dor).
  82. 82. Via retal  É a introdução de medicamento no reto, em forma de supositórios ou clister medicamentoso.  Empregada para administração de ação local ou sistêmica  O revestimento fino do reto e a irrigação sanguínea abundante permitem uma absorção rápida do fármaco. • 50% do fluxo venoso retal tem acesso à circulação porta.  Vantagens: • Pode ser usada quando o paciente não podem ingerir medicamento “per os” • Boa opção para uso pediátirco • Parte do medicamento não sofre efeito de primeira passagem • Não produz irritação gástrica
  83. 83. Via retal  Desvantagens: ◦ Absorção errática e irregular ◦ Pode irritar a mucosa anal ◦ Pode desencadear o reflexo de defecação ◦ Muitos pacientes tem aversão por esta via
  84. 84. Via Vaginal  É a introdução de medicamentos no canal vaginal  Medicamentos: ◦ Preparações higiênicas femininas ◦ Contraceptivos ◦ Drogas para induzir trabalho de parto
  85. 85. Via nasal  Vantagens: ◦ Para efeitos locais, minimiza a ocorrência de efeitos adversos ◦ Evita o efeito de primeira passagem ◦ Absorção relativamente rápida para algumas drogas  Desvantagens: ◦ Absorção pobre e errática ◦ Irritação local e alergias
  86. 86. Higienização das narinas • O hábito traz tantas vantagens à saúde que deveria ser uma regra tão comum quanto escovar os dentes todos os dias. • Lavar o nariz com soro fisiológico não só ajuda a limpá-lo de impurezas e secreção como combate mal- estar e doenças de ouvido ou garganta. • Mistura caseira – Em um litro de água adicionar, aproximadamente, uma colher de chá de sal e ferver. • Benefícios – Mais conforto em dias de tempo seco – Diminuição de crises de asma, bonquite e outras alergias – Prevenção de amidalite e faringite – Combate à otite – Alívio de mal-estar e dores de cabeça – Corpo mais protegido da poluição • Para reduzir os danos da poluição, lavar o nariz pelo menos duas vezes por dia: ao acordar e ao dormir – Resultados melhores do que apenas assoar o nariz
  87. 87. Via inalatória • Algumas substâncias, como os gases utilizados em anestesia e os medicamentos contra a asma em recipientes aerossóis de dose medida, são inaladas. • Essas substâncias transitam através das vias respiratórias diretamente até os pulmões, onde são absorvidas pela circulação sanguínea. • Um número pequeno de medicamentos é administrado por essa via, porque a inalação precisa ser cuidadosamente monitorada para garantir que o paciente receba a quantidade certa do medicamento dentro de determinado período. • Os sistemas de dose medida são úteis para os medicamentos que atuam diretamente nos canais condutores do ar até os pulmões. • Considerando que a absorção até a corrente sanguínea é muito variável no caso da inalação por aerossol, raramente esse método é utilizado na administração de medicamentos que atuem em outros tecidos ou órgãos além dos pulmões. • NEBULIZAÇÃO – Método utilizado para administração de fármacos ou fluidificação de secreções respiratórias. Utiliza um mecanismo vaporizador através do qual se favorece a penetração de água ou medicamentos na atmosfera bronquial.
  88. 88. Via inalatória  Via Pulmonar/Alveolar ◦ Boa absorção alveolar:  membranas biológicas de fácil travessia  grande superfície de absorção  rica vascularização sanguínea
  89. 89. Via inalatória
  90. 90. Via auricular  É a introdução de medicamento no canal auditivo  A medicação deve ser administrada à temperatura ambiente. ◦ Se estiver na geladeira, retirar e aguardar o tempo necessário
  91. 91. Via oftálmica/ocular/conjuntival • Uso Tópico/Efeitos locais – A absorção sistêmica pelo canal nasolacrimal geralmente é indesejável • Só é empregada para um número restrito de fármacos • Implantes: liberação lenta e contínua • Medicamentos: – Mióticos e midriáticos ,Anestésicos locais, Antinfecciosos, Anti- inflamatórios • Vantagens: – Absorção mínima – Minimiza a ocorrência de efeitos adversos – Evita o efeito de primeira passagem • Desvantagens: – Irritação local e alergia – Risco de catarata – Absorção pobre e errática
  92. 92. Via oftálmica/ocular/conjuntival ◦ Efeitos locais. ◦ A absorção sistêmica pelo canal nasolacrimal geralmente é indesejável. ◦ Absorção via córnea: evita-se efeitos sistêmicos. ◦ Implantes: liberação lenta e contínua.
  93. 93. Atenção!  Bolus – é a administração IV realizada em tempo ≤ a 1 minuto;  Infusão rápida – é a administração IV realizada entre 1 e 30 minutos;  Infusão lenta – é a administração IV realizada entre 30 e 60 minutos;  Infusão contínua – é a administração IV realizada em tempo superior a 60 minutos, ininterruptamente;  Infusão intermitente – é a administração IV realizada em tempo superior a 60 minutos, não contínua.
  94. 94. Formas farmacêuticas x Vias de administração • Via Oral – Sólidos Orais: Comprimidos , Cápsulas, Pós, Granulados (efervescentes, de Chocolate) – Líquidos Orais: Soluções, Xaropes, Suspensões, Magmas, Géis, Emulsões • Via Sublingual – Sólidos: Comprimidos, Pastilhas – Líquidos: Soluções, Sprays • Via Cutânea - Transdérmica: – Semi-sólidos: Cremes, Géis – Especiais: Adesivos Transdérmicos (Discos , patches) • Via Cutânea – Epidérmica: – Semi-sólidas: Cremes, Loções, Pomadas, Pastas – Líquidas: Soluções – Sólidas: Pós
  95. 95. Vias de administração x Formas farmacêuticas • Via Oftálmica, Conjuntival – Semi-sólidas: Pomadas – Líquidas: Soluções • Via Auricular – Líquidas: Soluções • Via Nasal – Líquidas: Soluções – Semi-sólidas: Pomadas – Especiais: Sprays • Retal – Sólidas: Supositórios, Cápsulas Retais – Semi-solidas: Pomadas, Cremes, Gel (Pomada geléia)
  96. 96. Formas farmacêuticas x Vias de administração  Via Vaginal ◦ Sólidos: Óvulos, Comprimidos vaginais, Cápsulas vaginais ◦ Semi-sólidas: Cremes, Pomadas, Gel (Pomada geléia) ◦ Soluções  Via Uretral ◦ Líquidas: Soluções ◦ Sólidas: Velas
  97. 97. Grupos Farmacológicos • Anestésicos • Diuréticos • Analgésicos • Antibióticos (anti- infectantes) • Antidepressivos • Antiparasitários • Anticoagulantes • Antissépticos • Antitérmicos • Anti-arritmicos • Anti-hipertensivos • Hipolipemiantes • Anticonvulsivantes • Vitaminas • Antifúngico • Antiácidos
  98. 98.  Antiácidos: Medicamentos utilizados PARA neutralizar a ação do ácido clorídrico no estômago. Pode agir de dois modos: Neutralizando o ácido clorídrico.  Ex.: - Bicarbonato de sódio - Óxido de magnésio (Leite de Magnésia); - Hidróxido de alumínio (Aldrox); Absorvendo o ácido clorídrico.  Ex.: - Trissilicato de magnésio frasco (Maalox);
  99. 99.  Antieméticos: compõem uma classe de fármacos que apresentam como principal característica o alívio dos sintomas associados ao enjoo, náuseas e vômitos (êmese). - Bromoprida; - Citroplus; - Dramin; - Eucil Gotas;
  100. 100.  Laxativos: Auxiliam o trânsito intestinal. Facilitando a evacuação de fezes normais. Tem ação suave sobre o intestino. - Tamarine; - Metamucil; - Agarol; Purgativos: Auxiliam o trânsito intestinal. Facilitando a evacuação de fezes diarreicas. Sua ação é mais efetiva que a dos laxantes. - Laxol; - Sulfato de sódio e magnésio; - Lacto Purga;
  101. 101.  Antidiarreicos: São indicados PARA os casos de diarreias severas. Dividem-se em: Absorventes – protegem a mucosa intestinal inflamada, recobrindo com uma camada aderente e absorvente. Ex.: - Carvão Ativado (Passicarbone); - Pectina (Colestase); - Caulim (Kaomagma); Antiperistalticos – eliminam o peristaltismo, diminuindo assim a diarreia e as cólicas. Ex.: - Elixir Paregórico; - Difenoxilato (Lomotil); - Loperamina (Imosec); Antifiséticos: Medicamentos utilizados para impedir o acumulo de gases no trato digestivo. - Dimetilpolioxana (Luftal);
  102. 102.  Bloqueadores da Secreção Gástrica: Bloqueiam a ação da histamina na secreção gástrica, diminuindo assim a úlcera gástrica. - Cimetidina (Tagamet, Ulcimet); - Ranitidina (Zylium); - Omeprazol  (Losec);
  103. 103.  MEDICAMENTOS QUE ATUAM NO APARELHO RESPIRATÓRIO Calmantes da tosse: Os calmantes da tosse ou antitussígenos acalmam a tosse improdutiva, ou seja, sem secreções. Dividem-se em: Opiáceos: - Codeína beladonada (Belacodid); - Etilmorfina (Binelli); Não Opiáceos: - Oxomemazina (Toplexil); - Clobutinol (Silomat);
  104. 104.  Mucolíticos: Neutralizam a aderência das secreções, facilitando a expectoração. - Acetilcisteína (Fluimucil); - Bromexina (Bissolvon); - L-carboximetilcisteína (Mucofan, Mucolitic); Expectorantes: Fluidificam as secreções e favorecem a tosse produtiva, promovendo a expulsão das secreções. - Cloreto de amônio (Santussal); - Guiacol (Polaramine); - Iodeto de Potássio (Iodepol e Iodetal);
  105. 105.  Bálsamos – Tem ação sedativa e descongestionante, são administrados pelas vias respiratórias. - Eucalipitol; - Glycon; - Frenotosse; Broncodilatadores: Dilatam os brônquios facilitando a eliminação de secreções. - Salbutamol (Aerolin); - Terbutalina (Brycanil); - Bromidrato de Fenoterol (Berotec); - Brometo de Ipratrópio (Atrovent);
  106. 106.  MEDICAMENTOS QUE ATUAM NO APARELHO GENITURINÁRIO Diuréticos: São capazes de aumentar a produção de urina e úteis para combater o edema. - Hidroclorotiazida (Clorana); - Hidroclorotiazida + amilorida (Moduretic); - Clortadilona (Higroton);
  107. 107.  Ocitotóxicos: Substancias que provocam a contração uterina. São usadas para induzir o parto e inibir a hemorragia pós- parto e pós-aborto. - Ocitocina (Symtocinon, Orastina); - Ergometrina (Ergotrate); - Metilergometrina (Methergin);
  108. 108.  MEDICAMENTOS ANTIALÉRGICOS Anti-histamínicos: Agem nas regiões alérgicas causadas por agentes extrínsecos. Atuam como anestésicos locais. - Dextroclorfeniramina (Polaramine); - Carbinoxamina (Clistin); - Meclastina (Agasten); Corticóides: Possuem propriedades anti- inflamatórias potentes. - Prednisona (Meticorten);- Triancinolona (Oncilon);Dexametasona (Decadron); - Metilprednisolona (Solumedrol);
  109. 109.  MEDICAMENTOS QUE ATUAM SOBRE A NUTRIÇÃO Tônicos e Reconstituentes: - Sais de cálcio (Calcim); - Sais de fósforo (Fostimol); - Sais de Flúor (Kalyamon); Estimulantes do apetite: - Ciproheptadina (Periatin); - Buclizina (Postavit); Vitaminas: - Tiamina ou vitamina B1 (Benerva); - Riboflavina ou vitamina B2 (Associada no Complexo B); - Piridoxina ou vitamina B6 (Adermina); - Cianocobalamina ou vitamina B12 (Rubranova); - Ácido ascórbico ou vitamina C (Redoxon); - Retinol ou vitamina A (Arovit); - Vitamina D (Aderogil D3); - Vitamina E (Ephynal); - Vitamina K (Kanakion);
  110. 110.  MEDICAMENTOS QUE ATUAM NO APARELHO CIRCULATÓRIO Digitálicos: Agem aumentando adequação da circulação em pacientes com insuficiência cardíaca e para diminuir a frequência ventricular na presença da fibrilação e flutter atriais. Aumenta a força volátil do miocárdio. - Digoxina - Deslanosídeo (Cedilanide); Antiarrítmicos: São usados no tratamento e profilaxia das arritmias. - Amiodarona (Ancoron); - Verapamil (Dilacoron); - Procainamida (Procamide); - Disopiradamida (Dicorantil);
  111. 111.  Anti-hipertensivos: Utilizados no tratamento da hipertensão. Dividem-se em: Diuréticos: Diminuem o volume plasmático, o débito cardíaco, o fluxo sanguíneo e em consequência a PA. - Clortalidona (Higroton); - Espironolactona (Aldactone); - Furosemida; Simpaticoliticos: Atuam no SNC, regulando a PA. - Metildopa (Aldomet); - Prazosin (Minipress); - Clonidina (Atensina); Vasodilatadores: Proporcionam melhor circulação dos tecidos por meio do débito cardíaco. - Butilsimpatol (Vasculat); - Papaverina; - Cinarizina (Stugeron);  Antianginosos: Reduzem a duração das crises, diminuem suas frequência e gravidade e melhorar a tolerância do paciente ao esforço físico. - Isossorbida (Isordil, Isocord); - Propatilnitrato (Sustrate); - Nifedipina (Adalat);
  112. 112.  MEDICAMENTOS QUE ATUAM NO SANGUE Hemostáticos e Coagulantes: São substancias cujo efeito final é a interrupção da hemorragia. Os hemostáticos interrompem a hemorragia estancando o sangue e os coagulantes provocam a coagulação do sangue. - Gelfoan; - Vitamina K (Kanakion);  Anticoagulantes: São capazes de prevenir ou limitar a trombose, podendo ser de dois tipos:  Heparina;  Antagonistas da Vitamina K; - Warfina (Marevan); - Fenindiona (Dindevan);
  113. 113.  MEDICAMENTOS QUE ATUAM NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL Analgésicos: Medicamentos ou substâncias com atividade supressora ou de diminuição da dor. Narcóticos: Atuam nas dores profundas, como cólicas renais e biliares. - Morfina (Dimorf); - Codeína (Tengesic); - Meperidina (Dolantina); Não-narcóticos: São menos potentes. Suprimem a dor superficial, como cefaleia, mialgias e artralgias. - Ácido acetilsalicílico (AAS); - Acetaminofen (Tylenol); - Dipirona (Novalgina);
  114. 114.  Anti-inflamatórios: Reduzem ou eliminam a inflamação. - Diclofenac (Voltaren); - Indometacina (Indocid); - Benzidanina (Benflogin); - Alopurinol (Zyloric); Sedativos: Reduzem a atividade, moderam a excitação e acalmam o paciente. - Levomepromazina; - Passinflora; - Sedagran; Hipnóticos: Produzem torpor, facilitando a instalação e manutenção do sono. São também chamados de soníferos. - Fenobarbital (Gardenal); - Flurazepan (Dalmadorm); - Midazolan (Dormonid);
  115. 115.  Psicotrópicos: Interferem com processos mentais, sedando, estimulando ou alterando o humor, o pensamento e o comportamento. Dividem-se em: Neurolépticos (ou tranquilizantes maiores): são indicados em todas as formas de psicose, delírios e alucinações. - Haloperidol (Haldol); - Clorpromazina (Amplicitil); - Flufenazina (Anatensol); Ataráxicos (ou tranquilizantes menores): atuam na ansiedade e tensão em pacientes neurológicos. - Clordiazepóxido (Psicosedin); - Bromazepan (Lexotan); - Lorazepan  (Lorax); Antidepressivos: diminuem a depressão, os inibidores da monoaminoxidase (MAO) são antidepressivos. - Tranilcipromina (Parmate); - Imipramina (Tofranil); - Amitriptilina (Tryptanal); Antiparkinsonianos: Drogas que agem sobre os sintomas da doença de Parkinson. - Biperideno (Akineton); - Levopoda + benzerazida (Prolopa);
  116. 116.  ANTI-INFECCIOSOS Antibióticos: Tem a propriedade de inibir o crescimento de micro-organismos patogênicos ou destruí-los. Classificam-se em: Bacteriostáticos – Afetam a síntese proteica provocando a morte da bactéria por impedir o crescimento bacteriano. Ex.: Cloranfenicóis, Macrolídeos, Tetracilinas. Bactericidas – Afetam a parede celular e a membrana citoplasmática, provocando a morte da bactéria. Ex.: Cefalosporinas, Penicilinas, Polipeptíeos, Rifampicina e Vancomicina.
  117. 117.  Anticomicóticos e Antifúngicos: - Anfotericina B (Fungison);- Cetaconazol (Nizoral);- Fluocitosina (Ancontil);- Fluconazol; Antivirais: São úteis na profilaxia dos vírus. - Aciclovir (Zovirax); - Idoxiridina (Idu, Herpesine); Antiparasitários: Atuam sobre as parasitoses provocando sua expulsão sem lesar de forma grave o hospedeiro. Antiamebianos – Utilizadas para combater a amebíase intestinal, fígado e tecidos. - Cloroquina; - Metronidazol (Flagyl); - Tinidazol (Pletil);
  118. 118.  Giardicidas e  Tricomonicidas: Utilizadas para combater a giárdia e a tricomona. Anti-helmínticos: Indicados para o combate a áscaris, oxiúros, ancilostomídeos, tricocéfalos, tênias, estrongilóides, neurocisticercos, esquitossomas. - Piperazina - Tetramizol (Ascaridil); - Pirantel (Verdal); - Mebendazol (Pantelmin); - Pirvínio (Pyrpan); - Tiabendazol (Helmiben); - Cambendazol (Camben);
  119. 119.  Antidiabéticos: Antidiabéticos Orais: - Sulfoniluréias – estimulam a produção de insulina exógena. Ex.: Diabinese, Lisaglucon, Minidiab. - Biguanidas – diminuem a absorção de glicose na mucosa interna e o organismo passa a precisar de menos insulina. Ex.: Debel. Insulina: - De ação rápida – Insulina Regular (Biolin R e Iolin R). - De ação intermediária – Insulina NPH (Biolin NPH e Iolin N). - De ação prolongada – Insulina Lenta (Iolin L).
  120. 120. Interações medicamentosas  Evento clínico em que os efeitos de um fármaco são alterados pela presença de outro fármaco, alimento, bebida ou algum agente químico ambiental. Constitui causa comum de efeitos adversos.  Quando dois medicamentos são administrados, concomitantemente, a um paciente, eles podem agir de forma independente ou interagirem entre si, com aumento ou diminuição de efeito terapêutico ou tóxico de um ou de outro.
  121. 121. Enfermagem e medicação  A enfermagem atua na última etapa do processo (preparo e administração dos medicamentos), ou seja, na ponta final do sistema de medicação e isso faz com que muitos erros cometidos não detectados no início ou no meio do sistema lhe sejam atribuídos.
  122. 122.  Erros de medicação: são passíveis de prevenção  Ferramentas para este processo: emprego pelo profissional dos 9 certos durante o preparo e administração de medicamentos.
  123. 123. Enfermagem  Profissional não apenas cumpridor de tarefas  Temos que tornar-nos uma barreira crítica, através do conhecimento farmacológico da drogas, seus riscos e a proximidade constante ao paciente.
  124. 124. Enfermagem e administração de medicamentos  A administração de medicamentos é um dos deveres de maior responsabilidade da equipe de enfermagem .  Requer conhecimentos de farmacologia e terapêutica no que diz respeito á ação, dosagem, efeitos colaterais, métodos e precauções na administração das drogas.
  125. 125. Enfermagem e cuidados na administração de medicamentos  Ao preparar a bandeja de medicamentos, fazê-lo atentamente e não conversar  Ler com atenção a prescrição médica, em casos de dúvidas esclarecê-las antes  Ler o rótulo do medicamento atentamente  Colocar a identificação no medicamento antes de coloca-lo na bandeja  Não tocar diretamente em comprimidos, cápsulas ou drágeas  Identificar o paciente antes de administrar o medicamento  Lembrar a regra dos 9 certos  Checar a prescrição o horário que o remédio foi dado, rubricando ao lado  Quando o medicamento por algum motivo deixou de ser dado, bolar o horário e anotar no prontuário
  126. 126. “9 certos da medicação”  Paciente certo  Droga certa  Caminho certo (via correta)  Dose certa  Hora certa  Documentação certa (prescrição e checagem)  Ação certa (garantir que o medicamento seja prescrito pela razão certa)  Forma certa (apresentação do medicamento)  Resposta certa (atentar para melhora do pciente)
  127. 127. Medicação e Exercício Profissional As legislações para o exercício profissional da enfermagem,através do Decreto Lei nº94.406/87 em seu artigo 8º, que dispõe sobre a incumbência privativa do enfermeiro, determina nas alíneas COREN. b) organização e direção dos serviços de enfermagem e de suas atividades técnicas e auxiliares nas empresas prestadoras desses serviços. c) planejamento, organização, coordenação, execução e avaliação dos serviços da assistência de enfermagem.
  128. 128. Impericia, imprudencia e negligencia  As ações dos profissionais devem ser pautadas em extrema responsabilidade para eliminar falhas, das quais, por essas ações danosas, são passíveis de responder juridicamente aos termos de elemento de culpa, a saber: imperícia, negligência ou imprudência.
  129. 129. Definições dos Erros  “Dano é definido como prejuízo temporário ou permanente da função ou estrutura do corpo: física, emocional, ou psicológica, seguida ou não de dor, requerendo uma intervenção”.  “Erro na medicação é qualquer evento evitável que pode causar ou induzir ao uso inapropriado de medicamento ou prejudicar o paciente enquanto o medicamento está sob o controle do profissional de saúde, paciente ou consumidor. Tais eventos podem estar relacionados à prática profissional, produtos de cuidado de saúde, procedimentos, e sistemas, incluindo prescrição; comunicação; etiquetação, embalagem e nomenclatura; aviamento; dispensação; distribuição; administração; educação; monitoramento e uso”. (NCCMERP, 1998 ).
  130. 130. Tipos de Erros  Omissão: qualquer dose não administrada até o próximo horário de medicação.  Administração de um medicamento não autorizado: administração de um medicamento ou dose de medicamento não prescrito pelo médico.  Dose extra: administração de uma ou mais unidades de dosagem, além daquela prescrita.  Erros referentes à via: administração pela via errada ou por uma via que não a prescrita.  Erros com a dosagem: administração do medicamento em dosagens diferentes daquelas prescritas pelo médico.  Erros devido ao horário incorreto: administrar medicamento fora dos horários predefinidos pela instituição ou da prescrição.  Erros devido ao preparo incorreto do medicamento: medicamento incorretamente formulado ou manipulado: diluição ou reconstituição incorreta ou inexata; falha ao agitar suspensões; diluição de medicamentos que não permitam esse procedimento, mistura de medicamentos que são física ou quimicamente incompatíveis e embalagem inadequada do produto.
  131. 131. Identificando falhas ou problemas Classificação:  Ambiente: problemas relacionados às interferências do ambiente do preparo e administração do medicamento, tais como local barulhento, desorganizado, inapropriado (iluminação, ventilação, circulação de pessoas).  Preparo dos medicamentos: preparo incorreto do medicamento (técnica de manipulação, horário e local).  Administração de medicamentos: falhas na técnica de administração, nos registros e na relação com o paciente.  Conferência e registro da medicação: problemas na conferência, registro ou anotação do medicamento.  Distribuição e estoque de medicamentos: falhas na distribuição e/ou estoque de medicamentos refletidos na clínica.  Violações de regras: descumprimento dos procedimentos aceitos e já estabelecidos (horário da medicação, redação incompleta da prescrição).  Transcrição: falhas no ato do profissional de enfermagem copiar a prescrição de medicamentos em etiquetas, rótulos, fichas que serão utilizados pelo auxiliar na preparação e administração do medicamento.  Conhecimento sobre o medicamento: conhecimentos errados, insuficientes ou inexistentes relativos aos medicamentos, tais como: uso, dose, vias, preparação e administração.  Prescrição de medicamentos: redação inadequada da prescrição, como grafia ilegível e rasuras ou prescrição incompleta (posologia, duração do tratamento, via de administração ou falta de assinatura) que possam interferir na ação da enfermagem.
  132. 132. “As mãos que ajudam a curar, podem matar por desconhecimento” Enfermagem

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