A História da Moeda                                                         A moeda evoluiu a partir de duas inovações bás...
Idade do Bronze, possivelmente produzidas pelos Povos do Mar, trouxeram esse sistema comercial ao fim. Foi apenas coma rec...
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Moeda fiduciária                   Circulação no bicentenário do país em 1988. Actualmente                   usada em cerc...
embora 100% convertível. Os bancos passaram a emitir certificados sem o correspondente depósito em metal (ouro,prata), dad...
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Funções da moedaA moeda tem diversas funções reconhecidas, que justificam o desejo de as pessoas a reterem (demanda):Meio ...
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A história da moeda

  1. 1. A História da Moeda A moeda evoluiu a partir de duas inovações básicas, que ocorreram por volta de 2.000 a.C. Originalmente, o dinheiro era uma forma de recebimento, representando grãos estocados em celeiros de templos na Suméria, na Mesopotâmia, então Antigo Egipto. Esse primeiro estágio da moeda, no qual os metais eram usados para representar reserva de valor e símbolos para representar mercadorias, formou a base do comércio no Crescente Fértil por mais de 1500 anos. No entanto, o colapso do sistema comercial do Oriente Próximo apontou uma falha: em uma era na qual não havia nenhum lugar que era seguro para estocar valor, o valor deum meio circulante poderia ser apenas tão bom quanto a forças que defendiam aquela reserva. O comércio poderiaalcançar no máximo a credibilidade do uso da força militar. No final da Idade do Bronze, no entanto, asérie de tratadosinternacionais estabeleceram uma passagem segura para os mercantes ao redor do Mediterrâneo oriental, se espalhandoa partir da Creta minóica e Micenas no noroeste de Elam e sudeste de Bahrein. Apesar de não se saber o que funcionavacomo uma moeda para facilitar essas trocas, sabe-se que couros de boi em forma de lingotes de cobre, produzidos noChipre, podem ter funcionado como uma moeda. É sabido que o aumento da pirataria e invasões associadas ao colapso da
  2. 2. Idade do Bronze, possivelmente produzidas pelos Povos do Mar, trouxeram esse sistema comercial ao fim. Foi apenas coma recuperação do comércio fenício nos séculos IX e X a.C. que houve um retorno àprosperidade, e o surgimento da cunhagem real, possivelmente primeiro naAnatólia em Creso e Lídia e subsequentemente pelos gregos e pérsios. Na África,muitas formas de reserva de valor foram usadas, incluindo grânulos, lingotes,marfim, várias formas de armas, gado, a moeda Manila, ocre e outros óxidos daterra, entre outras. Os anéis de Manila da África Ocidental foram uma das moedasusadas a partir do século XI em diante ara comprar e vender escravos. A moedaafricana ainda é notável por sua variedade, sendo que em muitos lugares diferentesformas de escambo ainda existem.CunhagemEsses factores levaram à mudança da reserva do valor para o próprio metal: primeiro a prata, depois tanto a prata quantoo ouro. Os metais eram extraídos, pesados e estampados em moedas. Isto era para assegurar que o indivíduo querecebesse a moeda estava obtendo um peso conhecido do metal precioso. As moedas podiam se falsificadas, mas elastambém criaram uma nova unidade de conta, que ajudava a lidar com os bancos. O princípio de Arquimedes forneceu aligação seguinte: as moedas agora poderiam ser facilmente testadas pela sua finura e peso do metal, e assim o valor deuma moeda poderia ser determinado, mesmo se ela tivesse sido raspada, degradada ou adulterada (ver Numismática).Na maior parte das grandes economias que usavam moedas, o cobre, a prata e o ouro formavam três níveis de moedas. Asmoedas de ouro eram usadas para grandes transacções, pagamento aos militares e apoio às actividades do estado. As
  3. 3. moedas de prata eram usadas para transacções de médio porte e como uma unidade conta para impostos, direitos econtrato, enquanto as moedas de cobre representavam a cunhagem para transacções comuns. Este sistema foi utilizadona Índia antiga desde a época de Mahajanapadas. Na Europa, este sistema funcionou no período medieval pois não existiaquase nenhum ouro, prata e cobre novos introduzidos pela mineração ou conquista. Assim, as razões gerais das trêsmoedas permaneciam aproximadamente equivalentes.Papel-moedaA ideia do papel-moeda nasceu no dia em que um individuo, necessitando de moedas correntes, entregou a outra um valepara troca de mercadorias ou metais (ouro, prata, ferro ou cobre), depois dado em pagamento a um terceiro, com direitode recebê-lo do emitente. Com função semelhante, circularam na Idade Média recibos de depósitos de ouro em pó, quecirculava como moeda-corrente, pois era facilmente divisível, mas difícil de ter sua pureza garantida. Esse comprovantechamava-se recibos de ourives, pois eram neles que certos comerciantes confiavam, graças à sua idoneidade e cujaassinatura garantia os valores apresentados.Os Bilhetes de Banco - Os comerciantes, preocupados com o cerceamento do ouro das moedas, eram obrigados a pesar aspeças e a verificar o teor de metal fino, em operações bastante demoradas. Para evitá-las, eles passaram a guardar odinheiro em bancos de depósitos que surgiram na Itália e alguns outros países do século XII ao XV. Eles recebiam umcertificado de depósito, do qual constava a promessa de devolução ao portador da quantia entregue. Esse bilhete,
  4. 4. conversível à vista, deu início ao que conhecemos hoje como moeda de papel ou representativa, que contava, assim, comum lastro de metal nobre.Mercadores chineses começaram a usar dinheiro de papel na dinastia Tang (que se estendeu de 618 a 907 d.C.).[1] No Séc.XIII, o famoso navegador veneziano Marco Polo levou a cabo sua aventura pela China. Seus registros contêm as primeirasdescrições ocidentais com relação ao papel-moeda em uma forma monetária incompreensível para os europeus daquelestempos devido à falta de um valor intrínseco e real: o lastro.Essa forma de papel-moeda se desenvolveu por si própria, inicialmente como dinheiro de emergência e logo após comoforma legal. Na Suécia, em 1661, devido à falta e à incredulidade das moedas de baixo valor em cobre e a escassez deprata até então correntes, foram emitidas as primeiras cédulas sem lastro na Europa pelo Stockholms Banco.A ideia de papel-moeda lastreado por um metal nobre se manteve firme até a Segunda Guerra Mundial, época na qualvários países tiveram suas economias completamente modificadas. As recentes teorias e observações económicas emercadológicas deram novo formato e função ao papel-moeda, transformando-o em uma representação da saúdeeconómica de um país.Era das CédulasUma cédula é um tipo de moeda, e normalmente usada como dinheiro de uso legal em muitas jurisdições. Juntamentecom as moedas, as cédulas formavam a forma de caixa de todo o dinheiro. A Commonwealth Scientific and IndustrialResearch Organisation, da Austrália, desenvolveu a primeira moeda de polímero na década de 1980 que entrou em
  5. 5. Moeda fiduciária Circulação no bicentenário do país em 1988. Actualmente usada em cerca de 22 países (mais de 40 se contar as versões comemorativas), as cédulas de polímero aumentam dramaticamente o tempo de vida útil delas e dificulta a falsificação. Moeda fiduciária é um tipo de moeda que circula na confiança dos bancos (fidúcia = confiança), é conversível em metal, ouro por exemplo, por um valor parcial ao total do metal. É constituída principalmente por cheques, ordens de pagamentos, títulos de crédito, entre outros. Moeda de papel, com cobertura em ouro inferior a 100%
  6. 6. embora 100% convertível. Os bancos passaram a emitir certificados sem o correspondente depósito em metal (ouro,prata), dado que com o decorrer do tempo viram que os seus clientes não exigiam a convertibilidade simultânea dos seusdepósitos.Papel-moeda parcialmente lastreado por outro. Sua origem remonta aos depósitos em ouro efectuados junto aos ourives,os precursores dos bancos. De início, os recibos dos depósitos correspondiam exactamente à quantidade de ouro mantidanos cofres. Mas, ao observarem que esses recibos circulavam, passando por muitas mãos, e demoravam certo tempo paraser esgotados, os ourives, e posteriormente os banqueiros, passaram a emitir por sua conta recibos em maior quantidadeque os depósitos de ouro recebidos em seus cofres; o valor desses recibos, ou as moedas de papel, dependia da confiança(fidúcia, em latim) que merecia o banco emissor. A circulação da moeda fiduciária nos países que conservaram o lastro-ouro até os anos 60 do século XX era, em média, 30% a 40% superior às reservas do metal depositado, embora asautoridades monetárias desses países em determinados momentos ultrapassem tais limites.Moedas ModernasActualmente, a Organização Internacional para Padronização introduziu um sistema de códigos de três letras (ISO 4217)para definir a moeda (em oposição a nomes simples ou símbolos monetários) a fim de remover a confusão que existeentre dezenas de moedas chamadas de dólar e muitas chamadas de franco. Até a libra é usada em quase uma dezena dediferentes países, todos, obviamente, com valores completamente diferentes. Em geral, o código de três letras usa ocódigo de país ISO 3166-1 para as primeiras duas letras e a primeira letra do nome da moeda (D para dólar, por exemplo)
  7. 7. como a terceira letra. A moeda dos Estados Unidos, por exemplo, é mundialmente conhecida como USD.O FundoMonetário Internacional usa um sistema variante quando se refere a moedas nacionais.
  8. 8. Funções da moedaA moeda tem diversas funções reconhecidas, que justificam o desejo de as pessoas a reterem (demanda):Meio de troca: A moeda é o instrumento intermediário de aceitação geral, para ser recebido em contrapartida da cessão de um bem e entregue naaquisição de outro bem (troca indirecta em vez de troca directa). Isto significa que a moeda serve para solver débitos e é um meio de pagamento geral.Unidade de conta: Permite contabilizar ou exprimir numericamente os activos e os passivos, os haveres e as dívidas.Esta função da moeda suscita a distinção entre preço absoluto e preço relativo. O preço absoluto é a quantidade de moeda necessária para se obter umaunidade de um bem, ou seja, é o valor expresso em moeda. O preço relativo exige que se considere dois preços absolutos, uma vez que é definido como umquociente. Assim, P1 e P2 designam os preços absolutos dos bens 1 e 2, respectivamente. P1/P2 é o preço relativo do bem 1 expresso em unidades do bem2. Ou seja, é a quantidade de unidades do bem 2 a pagar por cada unidade do bem 1.Reserva de valor: A moeda pode ser utilizada para acumulação de poder aquisitivo, a usar no futuro. Assim, tem subjacente o pressuposto de que umencaixe monetário pode ser utilizado no futuro. Isto porque pode não haver sincronia entre os fluxos da despesa e das receitas, por motivos de precauçãoou de natureza psicológica. A moeda não é o único activo a desempenhar esta função; o ouro, as acções, as obras de arte e mesmo os imóveis também sãoreservas de valor. A grande diferença entre a moeda e as outras reservas de valor está na possibilidade de mobilização imediata do poder de compra (maiorliquidez), enquanto os outros activos têm de ser transformados em moeda antes de serem trocados por outro bem. Sachs e Larrain (2000) observam aindaque, em períodos de alta inflação, a moeda deixa de ser utilizada como reserva de valor, mas, em outros casos (embora haja activos tão seguros quanto amoeda mas que rendem juros), ela é preferida como reserva de valor por alguns grupos (especialmente aqueles que realizam actividades ilegais), poismantém o anonimato de seu dono - ao contrário, por exemplo, dos depósitos a prazo, que podem ser facilmente rastreados.

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