René Descartes e a dúvida
metódica
 Foi levado a duvidar do conhecimento e mesmo da existência
da realidade;
 Para ultra...
 Descartes vai duvidar de todas as crenças que admitam a
mínima dúvida.
 Considerar como absolutamente falso o que for m...
Dúvida hiperbólica - Global
 Argumentos que fundamentam o ato de duvidar.
 Os sentidos podem errar algumas vezes, logo, ...
Conclusão provisória:
“Todo o conhecimento
pode ser falso,
por isso vou duvidar de tudo”.
A dúvida Metódica – refutação da dúvida
hiperbólica
 Utilizando a dúvida como um método para alcançar a verdade
(é a util...
Descoberta da verdade
 Ao usar a dúvida metódica, Descartes descobre que ao duvidar
está a pensar.
 E afirma: se duvido,...
Critérios de verdade clareza e distinção
 Descartes generalizou a descoberta: tudo o que é
concebido muito claramente e m...
Da ideia de deus a existência de deus
 Tenho em mim a ideia de um ser perfeito;
 A ideia de um ser perfeito não pode ter...
Da existência de deus a existência do mundo
material
 Uma vez que deus é bom e perfeito, não nos engana;
 O mundo materi...
Dualismo cartesiano
 Admita a existência do pensamento, de deus e do mundo
material, descartes considera que:
 O pensame...
A existência de deus e a verdade racional
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  1. 1. René Descartes e a dúvida metódica  Foi levado a duvidar do conhecimento e mesmo da existência da realidade;  Para ultrapassa essa dúvida, inspirando-se na matemática e utilizando a dúvida como método, escreveu o discurso do método;
  2. 2.  Descartes vai duvidar de todas as crenças que admitam a mínima dúvida.  Considerar como absolutamente falso o que for minimamente duvidoso.  Se P é duvidoso então P é falso.  Se P é indubitável (evidente) , então P é verdadeiro.
  3. 3. Dúvida hiperbólica - Global  Argumentos que fundamentam o ato de duvidar.  Os sentidos podem errar algumas vezes, logo, não são dignos de crédito total;  Há homens que erram mesmo ao racionar;  Temos dificuldade em identificar a verdade, pois às vezes não distinguimos sonho e realidade;  Por nos enganarmos às vezes, não sabemos se existe alguma certeza.
  4. 4. Conclusão provisória: “Todo o conhecimento pode ser falso, por isso vou duvidar de tudo”.
  5. 5. A dúvida Metódica – refutação da dúvida hiperbólica  Utilizando a dúvida como um método para alcançar a verdade (é a utilização metódica da dúvida) Descartes parte à procura de uma verdade evidente indubitável.  Poso duvidar que penso?  Posso supor que não tenho corpo? Posso!  Contudo, ainda que duvide de tudo, tenho que admitir que não posso duvidar sem pensar.
  6. 6. Descoberta da verdade  Ao usar a dúvida metódica, Descartes descobre que ao duvidar está a pensar.  E afirma: se duvido, penso, e se penso, existo.  Eu penso, logo existo (cogito) é a primeira e irrefutável certeza.
  7. 7. Critérios de verdade clareza e distinção  Descartes generalizou a descoberta: tudo o que é concebido muito claramente e muito distintamente tem a mesma evidência que o cogito, logo, é verdadeiro.
  8. 8. Da ideia de deus a existência de deus  Tenho em mim a ideia de um ser perfeito;  A ideia de um ser perfeito não pode ter origem em mim, porque sou imperfeito;  Dado que conheço perfeições que não possuo , tenho de aceitar a existência de um ser que seja a causa de mim e da ideia que tenho dele.
  9. 9. Da existência de deus a existência do mundo material  Uma vez que deus é bom e perfeito, não nos engana;  O mundo material existe e é de natureza diferente do pensamento de deus;  As coisas materiais ocupam espaço, possuindo características quantificáveis.  Se não partimos das informações sensoriais (por vezes enganadoras) e respeitarmos o critério de evidência podemos conhecer.  Deus é garantia de que é verdadeiro o conhecimento apreendido com evidência , isto é, com clareza e distinção, ou deduzido dele.
  10. 10. Dualismo cartesiano  Admita a existência do pensamento, de deus e do mundo material, descartes considera que:  O pensamento, ou espírito, ou ainda , alma é diferente e distinto do corpo.  O ser humano é constituído por alma e corpo – o dualismo cartesiano.
  11. 11. A existência de deus e a verdade racional  Uma vez que os sentidos nos enganam (pelo menos as vezes)  O conhecimento não pode ter a sua fonte na informação sensorial.  A fonte do conhecimento é a razão, racionalismo.  A existência da alma e de deus é mais certa do que a existência de coisas exteriores.

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