FILOSOFIA
LINGUAGEM,
CONHECIMENTO E PODER
PROFESSOR JOÃO LUÍS
•Qual o poder da linguagem?
•Aquele que domina a linguagem
domina também algum tipo de
poder?
•Na antiguidade Clássica, havia o poder
do mythos (mito) e do logos;
•O mythos é a palavra “encantada” da
narrativa;
•Serv...
• O logos expressa a palavra racional, o
discurso , a razão e o pensamento que
conhece a realidade;
• O dialogo é o modo d...
• Na Grécia os mitos eram pronunciados pelos
poetas em solenidades públicas geralmente
ligadas às coisas sagradas.
• Os mi...
• Na mitologia religiosa a um elemento de
força criadora:
• Está no livro de gêneses:”E Deus disse, faça-
se luz, e a luz ...
• Marilena Chauí:
“a linguagem tem, assim, um poder
encantatório, isto é, uma capacidade para
reunir o sagrado e o profano...
• A linguagem também pode criar tabus;
• Certas palavras, de acordo com cada cultura,
não devem ser pronunciadas sob pena ...
• As palavras são carregadas de significações,
símbolos e valores;
• Determinam nossas interpretações sobre
suas forças da...
• A Teoria dos Atos de Fala surgiu da Filosofia da
Linguagem;
• Entendiam a linguagem como uma forma de ação =
("todo dize...
• Pensavam que as afirmações serviam apenas para
descrever um estado de coisas, e, portanto, eram
verdadeiras ou falsas.
•...
• Inicialmente, Austin (1962) distinguiu dois tipos de enunciados:
I. Os constativos;
II. Os performativos:
I. Enunciados ...
II. Enunciados - são enunciados que não descrevem, não relatam, nem
constatam absolutamente nada;
 Não se submetem ao cri...
 Divisão dos atos de fala:
 1. Ato Locutório: corresponde ao ato de pronunciar um
enunciado.
• O falante e sua sequência...
 3. ato perlocutório: corresponde aos efeitos que um dado ato
ilocutório produz no alocutário.
Verbos como convencer, pe...
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Slides da aula de Filosofia (João Luís) sobre Filosofia, Linguagem, Conhecimento e Poder

  1. 1. FILOSOFIA LINGUAGEM, CONHECIMENTO E PODER PROFESSOR JOÃO LUÍS
  2. 2. •Qual o poder da linguagem? •Aquele que domina a linguagem domina também algum tipo de poder?
  3. 3. •Na antiguidade Clássica, havia o poder do mythos (mito) e do logos; •O mythos é a palavra “encantada” da narrativa; •Servia para descrever o comportamento dos deuses, suas origens e histórias, mas também para narrar a origem dos seres humanos e descrever suas características e habilidades;
  4. 4. • O logos expressa a palavra racional, o discurso , a razão e o pensamento que conhece a realidade; • O dialogo é o modo de compartilhar o discurso entre dois ou mais, tal como faziam Sócrates e Platão. • O poder que a linguagem assumiu na Antiguidade foi bem retratado por Górgias, em uma defesa feita à personagem grega
  5. 5. • Na Grécia os mitos eram pronunciados pelos poetas em solenidades públicas geralmente ligadas às coisas sagradas. • Os mitos eram a maneira pela qual, através da linguagem, os homens organizavam, explicavam e justificavam a realidade.
  6. 6. • Na mitologia religiosa a um elemento de força criadora: • Está no livro de gêneses:”E Deus disse, faça- se luz, e a luz se fez”. • a linguagem também aparece com o poder da transformação. • “Este é o corpo de Cristo; este é o sangue de Cristo”.
  7. 7. • Marilena Chauí: “a linguagem tem, assim, um poder encantatório, isto é, uma capacidade para reunir o sagrado e o profano, trazer os deuses e as forças cósmicas para o meio do mundo ou, como acontece com os místicos em oração, tem o poder de levar os humanos até o interior do sagrado. Eis por que, em quase todas as religiões, existem profetas e oráculos, isto é, pessoas escolhidas pela divindade para transmitir mensagens aos humanos”.
  8. 8. • A linguagem também pode criar tabus; • Certas palavras, de acordo com cada cultura, não devem ser pronunciadas sob pena de que quem as pronunciou, e quem estiver a seu redor, sejam atingidos por desgraças.
  9. 9. • As palavras são carregadas de significações, símbolos e valores; • Determinam nossas interpretações sobre suas forças da natureza, da sociedade e da cultura.
  10. 10. • A Teoria dos Atos de Fala surgiu da Filosofia da Linguagem; • Entendiam a linguagem como uma forma de ação = ("todo dizer é um fazer"); • Passaram a refletir sobre os diversos tipos de ações humanas que se realizam através da linguagem: os "atos de fala“;
  11. 11. • Pensavam que as afirmações serviam apenas para descrever um estado de coisas, e, portanto, eram verdadeiras ou falsas. • Austin põe em xeque essa visão descritiva da língua; • Mostrou que certas afirmações não servem para descrever nada, mas sim para realizar ações.
  12. 12. • Inicialmente, Austin (1962) distinguiu dois tipos de enunciados: I. Os constativos; II. Os performativos: I. Enunciados Constativos - são aqueles que descrevem ou relatam um estado de coisas;  Se submetem ao critério de verificabilidade, isto é, podem ser rotulados de verdadeiros ou falsos;  São os enunciados comumente denominados de afirmações, descrições ou relatos; Exemplos: Eu jogo futebol ; A Terra gira em torno do sol; etc.;
  13. 13. II. Enunciados - são enunciados que não descrevem, não relatam, nem constatam absolutamente nada;  Não se submetem ao critério de verificabilidade (não são falsos nem verdadeiros);  São enunciados que, quando proferidos na primeira pessoa do singular do presente do indicativo, na forma afirmativa e na voz ativa, realizam uma ação;  Exemplos: Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; Eu te condeno a dez meses de trabalho comunitário; Não servem para descrever nada, mas sim para executar atos;
  14. 14.  Divisão dos atos de fala:  1. Ato Locutório: corresponde ao ato de pronunciar um enunciado. • O falante e sua sequência logica de fala;  2. Ato Ilocutório: corresponde ao ato que o locutor realiza quando pronuncia um enunciado em certas condições comunicativas e com certas intenções, tais como ordenar, avisar, criticar, perguntar, convidar, ameaçar, etc. • As ações e intenções do falante
  15. 15.  3. ato perlocutório: corresponde aos efeitos que um dado ato ilocutório produz no alocutário. Verbos como convencer, persuadir ou assustar ocorrem neste tipo de atos de fala, pois informam-nos do efeito causado no alocutário. • O efeito que o falante produz.

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