Fisiologia das Emoções

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Trabalho apresentado a Universidade Estadual do Parana - Campus Paranavaí, para avaliação na disciplina de Fisiologia Humana do Curso de Licenciatura em Educação Física

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Fisiologia das Emoções

  1. 1. FISIOLOGIA DAS EMOÇÕES ANDRESSA ELOISA BIZO CAROLINI MOREIRA BALIONI DIONATA BRITO SIQUEIRA FERNANDA COSTA DE OLIVERA RENATA APARECIDA MATUOKA MILTON GASPAROTTO JUNIOR TULIO FERRAZ ARSUFFI PROFESSORA DOUTORA ADRIANA GALLEGO MARTINS
  2. 2. DEFINIÇÃO DE EMOÇÃO →Do latim emotĭo, a emoção é uma alteração intensa e passageira do ânimo, podendo ser agradável ou penosa, que surge na sequência de uma certa comoção somática. →Por outro lado, de acordo com o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, a emoção desperta, em certa medida, um sentimento de agitação no indivíduo, expectante perante aquilo em que participa ou determinada circunstância.
  3. 3. SISTEMA LÍMBICO O CENTRO DAS EMOÇÕES
  4. 4. SISTEMA LÍMBICO: O CENTRO DAS EMOÇÕES • AMIGDALAS • HIPOCAMPO
  5. 5. SISTEMA LÍMBICO: O CENTRO DAS EMOÇÕES • Hipotalamo • Talamo • Giro circulado
  6. 6. • A Felicidade, o desejo, o Prazer, o bem estar, a paixão e muitas outras facetas da nossa psiquê; • Substâncias como a Adrenalina, Noradrenalina, Dopamina, Oxcitocina, Melatonina, Testosterona, Endorfinas e outras, sozinhas ou combinadas caracterizam as emoções e sensações humanas.
  7. 7. FISIOLOGIA DA DOR
  8. 8. CONCEITO • Tradicionalmente é encarada como uma sensação provocada pela lesão de órgãos ou tecidos inervados. • Sabe-se pouco sobre os substratos neurais para a sensibilidade dolorosa devido a dificuldade de definir a dor.
  9. 9. DOR • Indivíduos do mesmo grupo socioeconômico, mesma idade, mesmo sexo podem reagir diferentemente à dor. As influências culturais influenciam na dor, por exemplo, os japoneses apresentam um comportamento mais discreto perante a dor, já os italianos são dramáticos e respondem com exuberância.
  10. 10. DOR A Associação Internacional para o Estudo da Dor apresenta o seguinte conceito para a dor: →Experiência sensorial e emocional desagradável, que é associada ou descrita em termos de lesões teciduais. Entretanto, muitas vezes, manifesta-se mesmo na ausência de agressões teciduais vigentes, tal como ocorre em doentes com neuropatia periférica ou central e em certas afecções psicopatológicas
  11. 11. IMPORTÂNCIA DA DOR Embora incômoda e desagradável, a dor desempenha uma função biológica para manter a integridade da vida do indivíduo, contribuindo para a preservação da espécie.
  12. 12. REAÇÃO À DOR Compreende uma série de respostas de defesa que vão desde a retirada reflexa até o comportamento de fuga e luta. A reação à dor envolve uma resposta: →Afetiva: sensações de aflição, rejeição, sofrimento, ... →Neurovegetativa: são muito variáveis: hipertensão arterial, taquicardia, bradicardia, hipotensão arterial, sudorese, pele fria e úmida, taquipnéia, vômitos, diarreia, ... →Motora: reflexo de retirada, reflexo extensor cruzado, aumento do tônus muscular, posições antiálgicas.
  13. 13. REAÇÃO À DOR →Comportamental: o indivíduo com dor reage de forma diferente de um indivíduo normal, tende ao isolamento, fica pouco sociável, às vezes reage violentamente e de forma inadequada. →De vocalização: muito frequentemente a sensação dolorosa apresenta manifestações vocais específicas como pranto, choro, lamento, gemido, acompanhado de expressões faciais. →De alerta e atenção: o indivíduo com dor está preocupado com ela, pensa na dor o tempo todo, dirige toda a atenção para a dor, que constitui a principal sensação; pode despertar do sono.
  14. 14. TRANSDUÇÃO Tipos de estímulos que podem causar dor: térmicos, mecânicos, químicos e elétricos. →Receptores de dor – nociceptores - são descritos três tipos: →Nociceptores termo-sensíveis : excitados por temperaturas acima de 45 graus e no congelamento. →Nociceptores mecano-sensíveis: sensíveis a deformações nocivas. →Nociceptores quimio-sensíveis: excitados por substâncias químicas; →Nociceptores polimodais: excitados por mais de um tipo de estímulo.
  15. 15. TIPOS DE DOR • A DOR pode ser de dois “tipos” →DOR RAPIDA e DOR LENTA
  16. 16. TIPOS DE DOR • Dor rápida →bem localizada, qualificada e quantificada →esta relacionada com o estímulo. Ex. a dor de uma alfinetada, ou de um beliscão. →pode ser causada por estímulos químicos, térmicos ou mecânicos →sensação começa e termina rapidamente. →transmitida por fibras do tipo A delta (mielinizadas)
  17. 17. TIPOS DE DOR • Dor lenta →mal localizada, qualificada e quantificada →estímulos químicos ou mecânicos. →corresponde à sensibilidade visceral e estímulos profundos →transmitida por fibras do tipo C (amielínicas)
  18. 18. TIPOS DE FIBRAS NERVOSAS As fibras que conduzem a sensação dolorosa são de dois tipos →fibras do tipo C : finas, amielínicas, diâmetro 0,5 a 1,0 µm, velocidade 0,2 a 2 m/s, transmitem a dor lenta; →fibras do tipo A delta: grossas, mielinizadas, diâmetro de 1 a 4 µm, velocidade 5 a 15 m/s, transmitem a dor rápida.
  19. 19. A DOR E OS RUIVOS
  20. 20. A DOR E OS RUIVOS Pesquisadores do Southampton University Hospital, no Reino Unido; Uma pesquisa de 2004, mostra que pessoas com o cabelo avermelhado precisam de 20% mais anestesia do que loiros e morenos; Uma pesquisa de 2005 indicou que ruivos são mais sensíveis à dor térmica e mais resistentes aos efeitos da anestesia local.
  21. 21. A DOR E OS RUIVOS O cabelo vermelho resulta de variantes de um gene que desempenha um papel importante na cor do cabelo e da pele humanos. O mesmo gene está envolvido na produção de endorfina, o anestésico natural do corpo. A pesquisa de Southampton afirma ser capaz de desvendar se isso pode explicar a aparente maior sensibilidade dos ruivos.
  22. 22. A DOR E OS RUIVOS Os pesquisadores acreditam que as variantes do gene receptor chamado melanocortina-1 pode ter alguma relação. Este gene, o MC1R produz a melanina, que da cor à pele, cabelos e olhos. Enquanto as pessoas de cabelos louros, marrons ou pretos produzem melanina, aquelas de cabelos vermelhos tem uma mutação nesse receptor. Ele produz uma coloração diferente chamada feomelanina, que resulta em sardas, pele clara e cabelo ruivo.
  23. 23. A DOR E OS RUIVOS Enquanto a relação entre o MC1R e a sensibilidade à dor não é completamente entendida, os pesquisadores descobriram receptores do MC1R no cérebro, e que alguns deles são conhecidos por influenciar na sensibilidade à dor.
  24. 24. FISIOLOGIA DA PAIXÃO
  25. 25. Donald Klein e Michael Lebowitz, Cindy Hazan:
  26. 26. Com base em outras pesquisas desenvolvidas pela Dra. Helen Fisher, antropologista da Universidade Rutgers e autora do livro The Anatomy of Love, pode-se fazer um quadro com as várias manifestações e fases do amor e suas relações com diferentes substâncias químicas no corpo. Manifestação Conceito Substância mais associada Luxúria Desejo ardente por sexo Testosterona (aumento da libido – desejo sexual) Atração Amor no estágio de euforia, envolvimento emocional e romance Altos níveis de dopamina e norepinefrina (noradrenalina): ligadas à inconstância, exaltação, euforia, e a falta de sono e de apetite. Baixos níveis de serotonina: tendo em vista a ação da serotonina na diminuição de fatores liberadores de gonadotrofinas pela hipófise, quanto mais serotonina menos hormônio sexual. Ligação Atração que evolui para uma relação calma, duradoura e segura. Ocitocina (associada ao aumento do desejo sexual, orgasmo e bem-estar geral) e vasopressina (ADH), associada à regulação cardiovascular, atuando no controle da pressão sangüínea.
  27. 27. OS SENTIDOS E AS PAIXÕES
  28. 28. OS SENTIDOS E AS PAIXÕES - VISÃO • A visão é a fonte de estimulação sexual mais importante que existe. • No homem, existem numerosos estímulos visuais. A forma de mover-se, um olhar, um gesto, inclusive a forma de vestir-se, são estímulos que, enquanto potencializam a capacidade de imaginação do ser humano, podem resultar mais atraentes que a contemplação pura e simples de um corpo nu.
  29. 29. OS SENTIDOS E AS PAIXÕES - VISÃO • Segundo o neurobiólogo James Old, o amor entra pelos olhos. • Imaginemos duas pessoas que não se conhecem e se encontram em uma festa: - Ambos se olham e imediatamente se avaliam, o que ativa neocórtex, especializado em selecionar e avaliar. - O primeiro nível de avaliação de ambos será o biológico (tem orelhas, duas pernas etc) e enfim, geneticamente saudável. - Depois a análise continua por padrões baseados na experiência de cada um.
  30. 30. OS SENTIDOS E AS PAIXÕES - VISÃO • Elas são mais seletivas - Como as mulheres geneticamente têm menos oportunidades para procriar (o número de gametas femininos é menor do que o de espermatozoides), elas buscam no selecionado a capacidade de prover e proteger seus filhos.
  31. 31. OS SENTIDOS E AS PAIXÕES - AUDIÇÃO • Em praticamente todas as sociedades humanas, o uso de frases e canções amorosas constitui uma das preliminares mais habituais. Libertado o cérebro da carga social, uma frase erótica, sussurrada ao ouvido, pode resultar tão incitadora. • Não só as primeiras palavras, mas também os tons de voz deverão responder aos padrões de saúde e genética desejados na escolha do(a) parceiro(a).
  32. 32. OS SENTIDOS E AS PAIXÕES - TATO • Cinco milhões de receptores do tato na pele; • O tato é provavelmente o mais primitivo dos sentidos; • A estimulação tátil é uma necessidade básica, tão importante para o desenvolvimento como os alimentos, as roupas, etc. • O contato físico é a forma de comunicação mais íntima e intensa dos seres humanos
  33. 33. OS SENTIDOS E AS PAIXÕES - PALADAR • Alimentos amargos e alimentos doces na boca; • A zona bocal é a última parte a adquirir todas as formas e recortes finais, embora seja a primeira a sentir as emoções iniciais da vivência. • A língua é à base de todo o paladar e a boca é uma das partes mais sensíveis do corpo e mais versáteis
  34. 34. OS SENTIDOS E AS PAIXÕES - PALADAR • Um beijo combina os três sentidos que são: o tato, paladar e olfato; • Favorece o aparelho circulatório, aumentam de 70 para 150 os batimentos do coração e beneficia a oxigenação do sangue. Sem esquecer que o beijo estimula a liberação de hormônios que causam bem-estar.
  35. 35. OS SENTIDOS E AS PAIXÕES - PALADAR • Detalhe: na troca de saliva, a boca é invadida por cerca de 250 bactérias, 9 miligramas de água, 18 de substâncias orgânicas, 7 decigramas de albumina, 711 miligramas de materiais gordurosos e 45 miligramas de sais minerais.
  36. 36. OS SENTIDOS E AS PAIXÕES - OLFATO • Alguns pesquisadores afirmam que exalamos continuamente pelos poros da pele, produtos químicos voláteis que chamamos de ferormônios. • Estudos demonstram que a maior parte dos vertebrados possui um órgão situado na cavidade nasal denominada órgão vomeronasal. • O órgão vomeronasal é responsável por detectar sinais químicos (ferormônios) envolvido no comportamento sexual e marcação de território.
  37. 37. DEFENSORES DA TEORIA DO FEROMÔNIO • Baseiam-se na presença e utilização de ferormônios por diferentes espécies como borboletas, formigas, lobos, elefantes e pequenos símios. • Os ferormônios podem sinalizar interesses sexuais, situações de perigo entre outros.
  38. 38. DEFENSORES DA TEORIA DO FEROMÔNIO • Os que defendem esta teoria dizem que o “amor à primeira vista” é a maior prova da existência desta substancia • Os ferormônios produzem reações químicas que resultam em sensações prazerosas, com a dependência dessas substancia e a ausência da mesma por um período prolongado, nós dizemos “apaixonados”, portanto a ansiedade da paixão é sintoma da síndrome de abstinência de ferormônios.
  39. 39. ODOR CORPORAL • Não existem duas pessoas com exatamente o mesmo cheiro, embora haja semelhanças entre etnias. • O odor corporal é influenciado pelo tipo de alimentação e influencia nossas preferências para certos aromas.
  40. 40. ODOR CORPORAL • Pessoas que gostam de comidas muito temperadas tem preferência por fragrâncias fortes e penetrantes. • As que consomem mais laticínios preferem fragrâncias florais, como lavanda e baseada (flor de laranjeira). • A alimentação saudável dos japoneses baseadas basicamente em peixes, verduras e arroz, combinadas com banhos frequentes e meticulosos, é uma das razoes pela qual eles têm seu odor corporal quase inexistente, este povo é atraído por fragrâncias delicadas.
  41. 41. CONCLUSÃO • Todo o sistema que controla nossas emoções e reações, não é algo tão simples de se entender; • Estudos dessa área rolam a todo vapor, para entendermos o que ocorre no nosso organismo de maneira fisiológica; • Esperamos um dia entender 100% o que ocorre no nosso cérebro, para controlar nossas emoções.
  42. 42. OBRIGADO! BOAS FÉRIAS!

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