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Câncer colo útero estudo de caso pdf

Tuani Varella
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Tuani VarellaNutricionista em Nutrição clínica, nutrição infantil e UAN

Câncer colo útero estudo de caso pdf

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CÂNCER DE COLO UTERINO METASTATICO
A maioria das células normais cresce se reproduz e morre em resposta
aos sinais internos e externos ao corpo.
A célula mutada passa a agir independentemente em vez de
cooperativamente, dividindo-se de modo descontrolado, até formar
uma massa celular denominada tumor. Essas células podem ter a
habilidade de se espalhar pelos tecidos sadios do corpo, por um
processo conhecido como metástase, invadindo outros órgãos e
formando novos tumores (CORRÊA, 2006).
O tumor maligno cresce rapidamente e tende a ser agressivo. Este
tumor maligno pode ser adquirido basicamente a partir de 3 formas,
uma delas é o adquirido, causada por algum fator químico, físico, ou
biológico, outra forma é o hereditário e por ultimo a forma
espontânea (COELHO, 2009).
CA de
colo
uterino
Idade
na 1
relação
sexual
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parceir
os
sexuais
Idade
avança
da no 1
parto
Infecçõ
es virais
frequent
es ( HPV)
O câncer do colo uterino apresenta alta incidência em todo o mundo,
principalmente nos países em desenvolvimento. Gera, aproximadamente, 230 mil
óbitos de mulheres por ano no mundo (LIMA; PALMEIRA; CIPOLOTTI, 2006).
O Brasil é o país com
maior taxa de incidência
do câncer do colo
uterino, na América
Latina.
Entre outros fatores, as alterações de condições imunológicas locais na área
comprometida, as alterações nutricionais (deficiência de Beta Carotenos,
vitaminas A e E), o hábito de fumar, a infecção por clamídia, entre outros, e até
o contato com o sêmen humano ( GUIMARÂES, 2003).
Infecções virais estão intimamente relacionadas ao aparecimento do câncer de
colo, como papiloma vírus humano (HPV), que constitui a causa central desse
câncer as suas patologias precursoras.
A faixa etária de maior ocorrência do câncer de colo uterino é de 40 a 50 anos,
10 a 15 anos após a idade de maior frequência das lesões pré-invasiva e os
principais sintomas do câncer do colo do útero são sangramento vaginal,
corrimento e dor (GUIMARÃES, 2004).
As exenterações pélvicas são um procedimento cirúrgico que consiste na
remoção dos órgãos pélvicos (útero, ovários, vagina, bexiga, e recto-sigmóide).
Trata-se da cirurgia oncológica mais radical.
É acompanhada de um procedimento com o objetivo de realizar uma
derivação urinária após remoção da bexiga com recurso a um segmento de íleo
fixado à direita do abdómen com a colostomia do lado esquerdo (HUFF;
CASTRO, 2011).
As complicações em longo prazo mais importantes são as relacionadas com
derivações urinárias: infecções urinárias recorrentes, obstrução e
pielonefrites com uma frequência descrita de complicações pós-operatórias
tardias de 20% e com uma necessidade de re-intervenção cirúrgica de 42%.
O procedimento de Colostomia é caracterizado como um procedimento cirúrgico que
consiste na exteriorização do intestino grosso e na abertura de um orifício externo,
através da parede abdominal, para eliminação de gases ou fezes, a finalidade da
colostomia é permitir que as fezes não passem por uma parte doente ou danificada do
cólon.
A colostomia não tem um músculo esfíncter, de modo que uma pessoa que tem uma
colostomia não possui controle voluntário sobre sua evacuação intestinal. Em vez disso,
a pessoa usa uma bolsa descartável para coletar as fezes (SILVA, et al., 2008).

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  • 1. CÂNCER DE COLO UTERINO METASTATICO
  • 2. A maioria das células normais cresce se reproduz e morre em resposta aos sinais internos e externos ao corpo. A célula mutada passa a agir independentemente em vez de cooperativamente, dividindo-se de modo descontrolado, até formar uma massa celular denominada tumor. Essas células podem ter a habilidade de se espalhar pelos tecidos sadios do corpo, por um processo conhecido como metástase, invadindo outros órgãos e formando novos tumores (CORRÊA, 2006). O tumor maligno cresce rapidamente e tende a ser agressivo. Este tumor maligno pode ser adquirido basicamente a partir de 3 formas, uma delas é o adquirido, causada por algum fator químico, físico, ou biológico, outra forma é o hereditário e por ultimo a forma espontânea (COELHO, 2009).
  • 3. CA de colo uterino Idade na 1 relação sexual N de parceir os sexuais Idade avança da no 1 parto Infecçõ es virais frequent es ( HPV) O câncer do colo uterino apresenta alta incidência em todo o mundo, principalmente nos países em desenvolvimento. Gera, aproximadamente, 230 mil óbitos de mulheres por ano no mundo (LIMA; PALMEIRA; CIPOLOTTI, 2006). O Brasil é o país com maior taxa de incidência do câncer do colo uterino, na América Latina. Entre outros fatores, as alterações de condições imunológicas locais na área comprometida, as alterações nutricionais (deficiência de Beta Carotenos, vitaminas A e E), o hábito de fumar, a infecção por clamídia, entre outros, e até o contato com o sêmen humano ( GUIMARÂES, 2003).
  • 4. Infecções virais estão intimamente relacionadas ao aparecimento do câncer de colo, como papiloma vírus humano (HPV), que constitui a causa central desse câncer as suas patologias precursoras. A faixa etária de maior ocorrência do câncer de colo uterino é de 40 a 50 anos, 10 a 15 anos após a idade de maior frequência das lesões pré-invasiva e os principais sintomas do câncer do colo do útero são sangramento vaginal, corrimento e dor (GUIMARÃES, 2004).
  • 5. As exenterações pélvicas são um procedimento cirúrgico que consiste na remoção dos órgãos pélvicos (útero, ovários, vagina, bexiga, e recto-sigmóide). Trata-se da cirurgia oncológica mais radical. É acompanhada de um procedimento com o objetivo de realizar uma derivação urinária após remoção da bexiga com recurso a um segmento de íleo fixado à direita do abdómen com a colostomia do lado esquerdo (HUFF; CASTRO, 2011). As complicações em longo prazo mais importantes são as relacionadas com derivações urinárias: infecções urinárias recorrentes, obstrução e pielonefrites com uma frequência descrita de complicações pós-operatórias tardias de 20% e com uma necessidade de re-intervenção cirúrgica de 42%.
  • 6. O procedimento de Colostomia é caracterizado como um procedimento cirúrgico que consiste na exteriorização do intestino grosso e na abertura de um orifício externo, através da parede abdominal, para eliminação de gases ou fezes, a finalidade da colostomia é permitir que as fezes não passem por uma parte doente ou danificada do cólon. A colostomia não tem um músculo esfíncter, de modo que uma pessoa que tem uma colostomia não possui controle voluntário sobre sua evacuação intestinal. Em vez disso, a pessoa usa uma bolsa descartável para coletar as fezes (SILVA, et al., 2008).
  • 7. A paciente em questão foi deu entrada no setor de oncologia no dia 17/10/12 com dores no canal vaginal, foi internada na ala 6 leito 1. Mora com os pais e filho, não pratica atividade física, hábito intestinal com colostomia (esvaziamento de 3 a 4 vezes ao dia). Apresentou episódios de náusea e vômito nos últimos dias que estava internada. J.D.S, Sexo feminino 50 anos. Data de Internação: 17/10/12 Procedente de São Jõao Batista Divorciada, trabalhava no comércio HPP: Câncer de colo uterino Possui colostomia a 11 meses e exenteração pélvica a 7 meses. Antecedentes familiares: Pai tem HPP de câncer de próstata e DM 2.
  • 8. Os valores antropométricos obtidos no dia 22/10/2012, da paciente J.D.S. internada na Maternidade Carmela Dutra seguem no quadro abaixo: Estatura 1,57 m Peso ideal 51,76 kg - FAO (1985) Peso atual 54,7 Peso usual 60 kg IMC 22,33 - Eutrófico segundo a OMS(1998) % de perda de peso/classificação 8,83% Perda moderada de peso em 6 meses ( 10%). Fonte: ASPEN, 1993;
  • 9. Exames Resultado Referência Glicose 82 70 – 100 mg/dL Ureia 55 13 – 43 mg/dL Creatinina 0,77 0,5 - 1,1 Hemácia 3,89 milhões/mm³ 3 – 4,91 milhões/mm³ Hemoglobina 10,7 g/dL 11 a 14 g/dL Hematócrito 34 36 – 44 VCM 87 82 – 86 fl HCM 27,5 27 – 32,6 pg CHCM 31,5 g/dL 33,6 – 34,9 g/dL Plaquetas 212 mm³ 143 - 350 mm³ Leucócito 5,41 mm³ 3,9 – 11,1 mm³ Neutrófilo 3.657 1.700 a 7.500 mm³ Eusinófilo 162 30 – 460 mm³ Basófilo 11 000 a 130 mm³ Linfócito 1.109 1000 – 3.200 mm¹ Monócito 471 200 – 920 mm³ Data: 18.10.12 Referência: Diab Core 34: 1419 20ís
  • 10. Dos resultados da avaliação antropométrica, paciente está eutrófica, e em relação a hemoglobina e o hematócrito a paciente encontra-se com anemia.
  • 11. Necessidades calóricas: NE= 54,7 kg x 30 kcal = 1640 kcal. Recomendações proteicas: NP utilizada: 1,3 = 54,7 x 1,3 = 71,11 g/ptn/ dia 284,44 kcal = 17% de ptn na dieta Recomendações Hídricas: RI= 35 x 54,7= 1914,5 ml/kg/dia Fonte: INCA, 2009 Distribuição Macronutrientes Nutrientes g/kg/dia g/dia Kcal %VET ENERGIA 1640 100 PTN 1,28 69,75 279 17 CHO 4,42 242 968 59 LIP 0,8 43,78 394 24 Distribuição Micronutrientes – DRI, 2002 Cálcio (mg) : 1.000 Vit. A (mcg RE) - 700 Magnésio (mg): 320 Vit. D (mcg) – 5,00 Ferro (mg) : 18 Vit. B1 (mg) – 1,10 Selênio (mcg) : 55 Vit. B12 (mcg) : 2,40 Potássio (mg): 5.000 Vit. C (mg) : 75 Zinco (mg) : 8 Vit. E (mg) : 15 Para o cálculo de necessidades nutricionais foi utilizado as recomendações nutricionais no paciente oncológico adulto pós-cirúrgico do Inca (2009), sendo escolhido por ser o mais adequado ao diagnóstico do paciente.
  • 12. Na dieta usual da paciente foi possível analisar que esta consumiu uma dieta normoglicídica, normoproteica, normolipídica, pobre em fibras e água, consumiu grande quantidade de CHO simples, pobre em micronutrientes e muitos produtos contendo gordura trans. A paciente relata que faz cinco a seis refeições/dia em sua própria casa, as refeições são preparadas por sua mãe. Não apresenta intolerância ou aversões alimentares. Não consegue consumir carne vermelha, somente se for moída ou ensopada. Consome fritura cerca de duas vezes na semana, sal e açúcar diariamente, mas em pouca quantidade, cerca de 2 e 1 colher respectivamente. Consome líquido junto as refeições. Consome muito CHO simples como “lanches de padaria” durante a semana.
  • 13. DISTRIBUIÇÃO DOS MACRONUTRIENTES Prescrição Dia Usual Adequação Nutrientes g/kg/dia g/dia Kcal %VET g/kg/dia g/dia Kcal %VET % ENERGIA 1640 100 1372,65 100% 83,69 PTN 1,3 71,11 284,44 17 0,97 52,97 211,88 15,44 74,49 CHO 4,42 242 968 59 3,77 206,65 826,6 60,22 85,39 LIP 0,8 43,78 394 24 0,67 37,13 334,17 24,34 84,81 Nutriente Calculado Dia usual Prescrição Adequação Fibras (g) 5,6 20 28% Vit. A (RE) 491,3 700 70,1% Vit. B12 (mcg) 0,44 2,40 18,3% Vit. C (mg) 70,7 75 94,2% Vit. E (mg) 15,6 15 104% Vit. D (mcg) 0,6 5,00 12% Magnésio (mg) 72,2 320 22,56% Zinco (mg) 2,0 8 25% Na (mg) 1592,8 2400 66,36% Potássio (mg) 689,9 5.000 13,79% Ferro (mg) 6,9 18 38,3%
  • 14. Alimento Medida caseira Gramas Desjejum 07:00 PÃO CASEIRO 1 unidade M 50g QUEIJO MUSSARELA 1 Fatia Fina 25g MARGARINA COM ÓLEO INTERESTIFICADO COM SAL 1 Col. Chá rasa; 12g SUCO A BASE DE SOJA GOIABA 1 copo P 200ml Colação 10:00 SUCO A BASE DE SOJA PÊSSEGO DEL VALLE 1 copo P 200ml Almoço 12:00 FILÉ DE FRANGO GRELHADO 1 filé P 30 g PURÊ DE BATATAS 2 Col. S. CH 48g BETERRABA 2 Col. S. CH 40g CENOURA 2 Col. S. CH 40g TOMATE 2 Col. S. CH 40g Lanche da Tarde 15:00 BOLO DE CHOCOLATE 1 Fatia M 80g CAFÉ COM LEITE DESNATADO C/ AÇÚCAR 1 xíc de chá 50ml Jantar 19:00 PÃO CASEIRO 1 unidade M 50g QUEIJO MUSSARELA 1 Fatia Fina 25g MARGARINA COM ÓLEO INTERESTIFICADO COM SAL 1 Col. Chá rasa; 12g SUCO A BASE DE SOJA GOIABA 1 copo P 200ml Ceia 20:00 GELATINA SABORES VARIADOS PÓ 2 Col. S. CH 48g Lanche Extra 1 22:00 CHÁ ERVA-DOCE INFUSÃO 1 xíc. de chá 50ml
  • 15. DISTRIBUIÇÃO DOS MACRONUTRIENTES Prescrição Recordatório 24h Adequaç ão Nutrientes g/kg/di a g/dia Kcal %VET g/kg/di a g/dia Kcal %VET % ENERGIA 1640 100 1284,68 100 78,33 PTN 1,3 71,11 284,44 17 0,81 44,84 179,52 13,96 63,11 CHO 4,42 242 968 59 3,89 212,97 851,88 66,31 88 LIP 0,8 43,78 394 24 0,51 28,16 253,44 19,73 64,32 Dieta pouco fracionada, paciente não conseguiu consumir grande quantidade das refeições servidas, consumindo uma dieta hiperglicídica, normoproteica, normolipídica, pobre em fibras e micronutrientes. Durante o recordatório 24H, paciente relatou que teve episódios de vômito durante todo o dia.
  • 16. Nutriente R24h Prescrição Adequação Fibras (g) 12,2 20 61% Vit. A (RE) 491 700 70,14% Vit. B12 (mcg) 0,73 2,40 30,41% Vit. C (mg) 210,4 75 280% Vit. E (mg) 8,1 15 54% Vit. D (mcg) 0,1 5,00 2% Magnésio (mg) 144,3 320 45,09% Zinco (mg) 2,8 8 35% Na (mg) 3048,8 2400 127% Potássio (mg) 1792,3 5.000 35,8% Ferro (mg) 6,8 18 45,3%
  • 17. Alimento Medida caseira Gramas Desjejum 07:00 PÃO DE TRIGO CASEIRO 1 unidade M 20g MARGARINA COM ÓLEO HIDROGENADO COM SAL 1 Col. Chá rasa 4g QUEIJO MUSSARELA FATIADA 1 fatia F 14g CAFÉ COM LEITE DESNATADO C/ AÇÚCAR 1 copo P 165ml MAMÃO FORMOSA 1 fatia P 80g Colação 10:00 BANANA 2 unidades P 30g Almoço 12:00 SOPA DE LEGUMES E MACARRÃO 1 prato R 325g ARROZ BRANCO COZIDO 2 Col. S. CH 50g PICADINHO DE CARNE COM FRUTAS 2 Col. S. CH 70g ABOBRINHA COZIDA 1 Col. S. CH 36g BETERRABA 2 Col. S. CH 32g SUCO DE LARANJA PRONTO PARA BEBER - SANTAL PARMAL 1 copo P 165ml Lanche da Tarde 15:00 LARANJA 1 unidade P 30g PÃO DE TRIGO CASEIRO 1 unidade M 20g MARGARINA COM ÓLEO HIDROGENADO COM SAL 1 Col. Chá rasa 4g Jantar 19:00 RISOTO DE FRANGO 4 Col. S. CH 80g SUCO DE LARANJA 1 copo P 165ml CHUCHU COZIDO 2 Col. S. CH. 40g Ceia 20:00 BISCOITO ADRIA ÁGUA E SAL 4 unidades P 24g CAFÉ COM LEITE DESNATADO C/ AÇÚCAR 1 copo P 165 ml
  • 18. Paciente com dieta normal ou livre.
  • 19. Sinais e Sintomas Fisiopatologia Prescrição Dietoterápica Prescrição Medicamentosa Dor no canal vaginal Com a cirurgia, a vulva pode ser desnervada e há inchaço e dor no clitóris. Para que a cura total aconteça é sugerido, aproximadamente um prazo de 12 a 18 meses após a cirurgia. Pode ser também causada por uma infecção Morfina 10 mg Concentração de hemoglobina e hematócrito baixo (anemia) Com a redução de hemoglobina diminui a capacidade do sangue de transportar oxigênio para os tecidos. Essa falta de oxigênio nos órgãos é conhecida como hipoxia. Podendo causar cansaço, fraqueza, pele pálida, problemas menstruais e respiratórios, mal estar, tontura e náusea. Dieta adequada em ferro (18mg/dia). Hiperuremia O catabolismo proteico aumentado, obstrução do trato urinário, desidratação, condições que resultam na diminuição do fluxo sanguíneo para os rins, podem provocar elevação da ureia. Dieta hiperproteica (1,3g/dia), hiperglicídica (59%),normohídrica(2L /dia). Huff; Castro (2011); Vieira (2010); Moura; Reyes (2002); Miyata, Toshio (1999). Cuppari (2005).
  • 20. Fonte: MOURA; REYES, 2002, FREITAS, 2010, Guia Fármaco nutriente. Medicamento/ Posologia Indicação Efeitos Colaterais Interação Fármaco x Nutriente Metoclopramida 10mg 8/8H Refluxo gastroesofágico Boca seca, aumento do esvaziamento gástrico, tontura, insônia,náuseas, depressão e edema. Tomar meia hora antes das refeições e ao deitar. Evitar álcool e na diabete, pois pode alterar os requerimentos de insulina. Morfina (Sulfato) 10 mg Analgésico para dor Anorexia, boca seca, diminuição da motilidade gástrica, náuseas e vômitos, hipotensão, sonolência, fraqueza, edema e sudorese. Pode causar dependência em uso prolongado. Tomar junto com refeições para diminuir o desconforto gastrointestinal. Assegurar ingestão hídrica adequada. Evitar álcool e não usar na lactação. Paracetamol 300mg Analgésico e antitérmico Hepatotoxicidade, anemia hemolítica, diminuição de leucócitos e aumento da bilirrubina. Evitar alimentos ricos em fibras junto ou próximo à administração do medicamento, pois diminuem a ação do fármaco.
  • 21. Dieta de consistência normal, fracionamento aumentado (8x ao dia), normocalórica, normolipídica, normoglicídica, hiperprotéica, adequada em fibras e água. Baseado no Maruyama (2004) a dieta deve ser normal em fibras, devido a colostmoia realizada na paciente a 7 meses, para não aumentar o bolo fecal. Necessidade Energética Recomendação Calculo Utilizado NE Em manutenção de peso 25-30 kcal/Kg/dia NE= 54,7 kg x 30 kcal 1640 kcal Necessidade Protéica Com estresse moderado 1,1-1,5 NP utilizada: 1,3 = 54,7 x 1,3 71,11 g/ptn/ dia 284,44 kcal 17% de ptn na dieta Necessidade Hídrica 18-55 anos 35ml/kg/dia RI= 35 x 54,7 1914,5 ml/kg/dia Fonte: INCA, 2009
  • 22. DISTRIBUIÇÃO DOS MACRONUTRIENTES Prescrição Exemplo de cardápio Adequação Nutrientes g/kg/dia g/dia Kcal %VET g/kg/dia g/dia Kcal %VET % ENERGIA 1640 100 1647,63 100 100,4 PTN 1,3 71,11 284,44 17 1,31 71,54 286,16 17,37 100,6 CHO 4,42 242 968 59 4,45 243, 55 974,2 59,13 100,6 LIP 0,8 43,78 394 24 0,78 43,03 387,27 23,50 98,29Nutriente Calculado Ex. Cardápio Prescrição Adequação Fibras (g) 22 20 110% Vit. A (RE) 1898,3 700 271,18% Vit. B12 (mcg) 2,78 2,40 115,8% Vit. C (mg) 107,1 75 142,8% Vit. E (mg) 4,0 15 26,6% Vit. D (mcg) 2,3 5,00 4% Magnésio (mg) 259,2 320 81% Zinco (mg) 6 8 75% Na (mg) 1569,3 2400 123% Potássio (mg) 2952,6 5.000 59% Ferro (mg) 12 18 66,6%
  • 23. Alimento Medida caseira Gramas Desjejum 07:00 PÃO DE FORMA 7 GRÃOS LIGHT 2 Fatias 50g SUCO DE LARANJA COM ACEROLA SEM AÇÚCAR 1 Copo 240ml GELÉIA DE FUTA 1 Col. S. Cheia 20g MELÃO 1 Fatia P (100g) Colação 9:00 IOGURTE LIGHT CORPUS ½ Pote 50g AVEIA EM FLOCOS 1 Col. S. Rasa 11g Lanche Extra 10:30 DAMASCO 2 unidades 10g NOZES 1 Unidade 5g CASTANHA DO PARÁ 2 Unidades 10g Almoço 12:00 ARROZ BRANCO COZIDO 2 Col. S. Cheia 40g SALSINHA 2 Col. S. Cheia 24g ALHO Dentes 8g AGRIÃO 2 Col. S. CH. 24g CENOURA COZIDA 2 Col. S. CH. Picada 50g SUCO DE MELANCIA SEM AÇÚCAR 1 Copo 240ml FILÉ DE PEIXE COZIDO 1 Filé P 30g GERGELIM SEMENTE 1 Col. S. CH 14g ERVILHA EM CONSERVA 2 Col. S. Cheia 30g
  • 24. Alimento Medida caseira Gramas BISCOITO SALGADO CREAM CRACKER 4 Unidades 34g RICOTA 1 Col. S. CH 20g CAFÉ COM AÇÚCAR (INFUSÃO) 1 Xícara café 50ml Lanche Extra 2 16:30 IOGURTE LIGHT CORPUS ½ unidade 50g MORANGO 4 Unid. P 30g Jantar 19:30 Escondidinho CARNE MOÍDA REFOGADA 2 Col. S. Cheia 50g BATATA INGLESA COZIDA 1 Unid. M 65g ABOBRINHA COZIDA 2 Col. S. CH 48g ALHO 2 Dentes 8g LOURO EM FOLHA 2 Folha M 5g CHUCHU COZIDO 2 Col. S. CH. Picada 60g AZEITE DE OLIVA 1 Colher de chá 6g ALFACE 2 Folhas 5g FEIJÃO PRETO COZIDO SÓ CALDO 1 Concha P. Cheia 55g BETERRABA COZIDA 2 Col. S. Cheia 60g Ceia 22:00 Gelatina natural (GELATINA INCOLOR + MARACUJÁ ( 1 unidade Média – 50g) GELATINA 2 Col.S. CH 48g
  • 25. •Evitar alimentos industrializados, temperos prontos (como caldos de carne, caldos de arroz e feijão e temperos para saladas), refrigerantes e balas. •Optar por hábitos saudáveis como praticar atividade física e não consumir bebida alcoólica e cigarros. Pois o álcool e o cigarro podem interferir na absorção de alguns nutrientes, na percepção do seu paladar e de seu apetite. •Preparar pratos visualmente agradáveis e coloridos. •Evitar preparações que contenham frituras ou alimentos gordurosos. •Para náuseas e vômitos: Mastigar ou chupar gelo em torno de 30 minutos antes das refeições, aumentar fracionamento da dieta em 6 a 8 refeições por dia e reduzir o volume por refeição. Dar preferência a alimentos mais secos, de consistência branda como alimentos cozidos e fáceis de mastigar.
  • 26. Alimentos como cebola, feijão, ovos, repolho, brócolis, peixe, ervilha e couve- flor podem produzir odores desagradáveis e formação de gases . •Recomendações para a colostomia: Não ingerir líquidos durante a refeição, pois a produção de gases muitas vezes pode ser causada pelo ar que você engole, a ingestão de bebidas gaseificadas, como refrigerantes, águas com gás, entre outros, uso da goma de mascar, podem aumentar a quantidade de gás que você engole Evite pular refeições e jejum prolongado, pois aumentam a incidência de gás e água. (MARAYUMA, 2004).
  • 27. Diminuir o uso de cafeína, pois você pode aumentar o teor de ácido do seu estômago, aumentando o tempo de trânsito intestinal. Geralmente deve começar com alimentos com baixo resíduos e fibras evitando alimentos como salpicão, repolho cru, milho, frutas secas, uvas com cascas, carnes condimentadas, cogumelos, pipoca, batata com casca, entre outros). Muito importante manter a ingestão diária de água, pois a colostomia pode provocar uma desidratação, causando graves danos a sua saúde. Entre 2 litros por dia (8 copos), fracionada em pequenas quantidades nos intervalos das refeições. A ingestão de água e sucos.
  • 28. Através da realização do presente estudo, pôde-se observar a importância do tratamento dietoterápico individualizado, o acompanhamento da evolução, a avaliação nutricional, o esclarecimento com a paciente quanto a importância da alimentação, visto que a paciente mostrou-se colaborativa em todo momento da avaliação. De acordo com o quadro clinico pode-se observar a importância de um efetivo acompanhamento nutricional durante todo o período de internação, evitando ou melhorando possíveis complicações, geralmente adquiridas durante a internação. É de fundamental importância sempre que possível adequar a dieta oferecida com as preferências do paciente, o que ajuda na melhora da aceitação, consequentemente no estado nutricional. Durante o período do estágio, foi possível identificar a importância do profissional nutricionista no ambiente hospitalar, o relacionamento com pacientes e com os outros profissionais, observar como o conhecimento teórico funciona na prática, ajudando numa melhor formação.
  • 29. COELHO, Alessandra. Nutrição e Câncer. São Paulo. Pág. 1 a 36. 2009. CORRÊA, Gíldisse de Oliveira, Câncer Endométrio, um estudo de caso. São Paulo: Universidade São Judas Tadeu. P. 1 a 129. Trabalho dirigido ao Estágio em Nutrição Clínica. 2006 Cuppari L; Avesani CM; Mendonça COG, et al. Doenças Renais. In: Cuppari L. Guia de nutrição: nutrição clínica no adulto. 2 ed.São Paulo: Manole, pág. 167 a 193. 2005. GUIMARÃES, José Renan; MELCHERT, Mônica; PINHEIRO, Walter da Silva. Câncer de Colo Uterino: Quimioterapia. In: GUIMARÃES, José Renan. Manual de Oncologia. São Paulo: Libbs Farmacêutica, 2004. Cap. 29, p. 330-343. HUFF, Raquel; CASTRO, Elisa Kern de. Repercussões Emocionais do Câncer Ginecológico e Exenteração Pélvica. Revista Psicologia e Saúd, São Leopoldo, v. 3, n. 1, p.33-42, 01 jun. 2011. INCA, Consenso nacional de nutrição oncológica, volume 1 / Instituto Nacional de Câncer. – Rio de Janeiro: INCA, 2009. 126 p. INCA,Consenso nacional de nutrição oncológica, volume 2 / Instituto Nacional de Câncer. Coordenação Geral de Gestão Assistencial. Hospital do Câncer I. Serviço de Nutrição e Dietética. – Rio de Janeiro: INCA, 2011. LIMA, Carlos Anselmo; PALMEIRA, José Arnaldo Vasconcelos; CIPOLOTTI, Rosana. Fatores associados ao câncer do colo uterino em Propriá, Sergipe, Brasil. Cad. Saúde Publica. Rio de Janeiro, 22(10). Pág. 2151 – 2156. Outubro de 2006 MIYATA, Toshio; STRIHOU, Charles Van Yepersele de; KUROKAWA, et al. Alterations in nonenzymatic biochemistry in uremia: Origin and significance of "carbonyl stress" in long-term uremic complications. Kidney International, 1999, v. 55, n.1, pág.1523-1755. MOURA, Mirian Ribeiro Leite, REYES, Felix Guillermo Reyes. Interação fármaco-nutriente: uma revisão. Rev. Nutr. Campinas. 2002, vol.15, n.2, pp. 223-238. SILVA, Daniela Gonçalves et al. Influência dos hábitos alimentares na reinserção social de um grupo de estomizados. Rev. Eletr. Enf., Goiânia, v. 12, n. 1, p.56-62, jul., 2010. Guia Fármaco nutriente. Hospital Madre Teresa. Serviço de Farmácia, pág. 1 a 66. VIEIRA, Regina Coeli da Silva and FERREIRA, Haroldo da Silva. Prevalência de anemia em crianças brasileiras, segundo diferentes cenários epidemiológicos. Rev. Nutr. 2010, vol.23, n.3, pág. 433-444.