Defesa de mestrado apresentação

1.295 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.295
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Defesa de mestrado apresentação

  1. 1. COOPERAÇÃO INTERNACIONAL EM EDUCAÇÃO:O PROGRAMA BRASILEIRO DE QUALIFICAÇÃODOCENTE E ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESAEM TIMOR-LESTEErivelto Rodrigues TeixeiraOrientador: Prof. Dr. José Silvério Baia Horta
  2. 2. INTRODUÇÃO• Missão Brasileira• Acordo de cooperação internacional naárea de educação entre os governos doBrasil e Timor-Leste - 2005 a 2010.• Programa Brasileiro de QualificaçãoDocente e Ensino de Língua Portuguesaem Timor-Leste• Administrado pela Fundação Coordenaçãode Aperfeiçoamento de Pessoal de NívelSuperior (Capes), através de sua Diretoriade Relações Internacionais
  3. 3. OBJETIVOS• Objetivo Geral• Avaliar o programa brasileiro de qualificaçãodocente e ensino de língua portuguesa em Timor-Leste.
  4. 4. OBJETIVOS• Objetivos Específicos1 Delinear os processos históricos da independência deTimor-Leste;2 Descrever a cultura e a identidade do povo timorense;3 Descrever o programa brasileiro de cooperaçãoeducacional em Timor-Leste a partir da ótica dosprofessores brasileiros participantes;4 Relatar experiências sobre as metodologias de ensinoutilizadas pelos professores brasileiros nos cursos deformação de professores.
  5. 5. Cap. 1 - TRILHANDO UMA ANÁLISE• Os sujeitos são 10 (dez) e referem-se a uma amostragemteórica de alguns participantes, não de sua totalidade.Trata-se, portanto de uma amostragem intencional;• Pesquisa qualitativa:– a abordagem qualitativa considera que há uma relaçãodinâmica entre o mundo real e o sujeito (SILVA e MENEZES,2001);– A atividade básica das ciências na sua indagação é adescoberta da realidade (MINAYO, 1993);– A realidade no caso, de Timor-Leste, é a do programabrasileiro de cooperação educacional, portanto, a pesquisadesta dissertação será tratada como uma atividade deaproximação sucessiva da realidade fazendo uma combinaçãoparticular entre teoria e dados.
  6. 6. Cap. 2 - TIMOR-LESTE – ENTRE A ESCURIDÃO E OAMANHECER• Entre a escuridão, o amanhecer, e a uma novaescuridão, sombras e glórias que permeiam ocoração da nação dos crocodilos: Timor-Leste.
  7. 7. TIMOR-LESTE• A história de Timor-Leste é marcada por três grandesperíodos de colonização, que marcaram seu povo emgerações distintas.• O primeiro período: 473 anos de domínio de Portugal– Lusocêntrico• O segundo período: 24 anos de domínio da Indonésia.– Sangue e ódio• O terceiro período: desde 1999 com referendo da ONU– A era a liberdade vigiada
  8. 8. Cap. 3 - A GRANDE VIAGEM DO ENSINO: ODIÁRIO DE UM CROCODILO ERRANTE• Iniciaremos com Verhelst (1992) que nos dá umaconcepção ampla de cultura, dizendo que estaabrange todos os aspectos da vida, e salienta que éinútil insistir na estratégia do desenvolvimento-ocidentalização.• Entretanto, a Capes ao enviar seus professoresdesconsidera todas as particularidades deidentidades, culturas e desenvolvimento envolvidas,tanto de brasileiros, quanto de timorenses.
  9. 9. Cap. 4 - O PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃODOCENTE E ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA EMTIMOR-LESTE: SONHOS E REALIDADE• Santos (2012) diz que a justificativa oficial para a Capes terentrado na missão nunca foi claramente explicada, noentanto, informalmente, entre os diversos coordenadoresque estiveram na missão desde 2005, a explicação era que aCapes possuía estatuto jurídico que permitia o envio debolsistas a outros países, pagando o equivalente a uma bolsade doutorado sanduiche.• Um fator a ser considerado para explicar as respostas dapesquisa seria como Santos (2012) enfatiza que a rigor, aCapes não tinha condições de gerenciar e coordenar umamissão complexa como essa de Timor-Leste.
  10. 10. Cap. 4 - O PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃODOCENTE E ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA EMTIMOR-LESTE: SONHOS E REALIDADE• Diferenças culturais entre brasileiros e timorenses;– “o tempo e o desenvolvimento das atividadesaproximam o relacionamento entre professor e aluno,quebrando barreiras naturais dentro da diversidadecultural” (sujeito da pesquisa).• Spagnolo (2011)– perguntava-me quanto haveria de excessiva confiançaem ações “inovadoras”, quanto de impaciência juvenilou de ingenuidade na pretensão de resolver graves eseculares problemas de Timor em curto prazo (p.25).
  11. 11. Cap. 4 - O PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃODOCENTE E ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA EMTIMOR-LESTE: SONHOS E REALIDADE• Como ensinar em uma língua em que o professor eo aluno não possuem domínio argumentativo?– “Não há como ensinar de forma satisfatória, anão ser que ambos estreitem laços nas suasrelações, mesmo que formais, mas de respeito,afeto, consideração e profunda tolerância àsdiferenças” (sujeito da pesquisa).• Stadtlober (2011):– ensinar implica criar circunstâncias ou situaçõesque possibilitem vivenciar experiências para quea aprendizagem se desenvolva (p.214).
  12. 12. Cap. 4 - O PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃODOCENTE E ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA EMTIMOR-LESTE: SONHOS E REALIDADE• Maclaren (2000) diz que os multiculturalistasconservadores disfarçam falsamente a igualdade cognitivade todas as raças e acusam as minorias malsucedidas deterem “bagagens culturais inferiores” e “carência de fortesvalores de orientação familiar”. Defendem sempre acultura única: língua e costumes.• Então se questiona o que seria que os timorensesesperavam dos brasileiros?– “os timorenses esperam dos brasileiros cooperantes atransmissão de conhecimentos e práticas quepermitissem a eles dar efetividade a instituição, e foiisso que tiveram” (sujeito da pesquisa).
  13. 13. Cap. 4 - O PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃODOCENTE E ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA EMTIMOR-LESTE: SONHOS E REALIDADE• O Brasil escreveu seu nome na história desse país.Entretanto, tirando o aspecto quantitativo, se questiona oaspecto qualitativo desse apoio brasileiro, seria elerealmente adaptado às necessidades e à realidade deTimor-Leste, ou estamos brincando de fazer cooperação?– “no aspecto qualitativo fica a desejar, a maioria nãosão adaptados a realidade timorense” (sujeito dapesquisa).– “existe falta de preparo do professor brasileiro enviadoao Timor, falha da Capes. Com isso existemprofessores que se veem em apuros quando percebemque tem apenas o giz e um quadro precário paraensinar” (sujeito da pesquisa).
  14. 14. Cap. 4 - O PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃODOCENTE E ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA EMTIMOR-LESTE: SONHOS E REALIDADE• Para Morin (2003), a partir do momento em quetodos os campos dos saberes estão relacionadospodemos ver diferentes faces do mesmo problema,e que todas estas faces interagem e têm suasparcelas de culpa na geração do problema ou sãonelas que os problemas atuam.
  15. 15. CONSIDERAÇÕES FINAIS• Para entender os resultados é necessário fazer umadelineação dos processos históricos daindependência de Timor-Leste.• Nele pode-se perceber a herança do país com seusdominadores e as implicações que isto trás nos diasde hoje com a reintrodução da língua portuguesa nopaís.• Um país forjado no calor da batalha de libertaçãopolítica se vê preso a questões linguísticas sérias.
  16. 16. CONSIDERAÇÕES FINAIS• Os resultados apresentados apontam uma avaliaçãonão tão positiva do programa brasileiro dequalificação docente e ensino de língua portuguesaem Timor-Leste, parte por problemas de ordemtécnica, ocorridos principalmente pela atuaçãodeficiente da Capes, parte por conflitos entre osobjetivos timorenses e os objetivos brasileiros.
  17. 17. LIÇÕES• "Comandar muitos é o mesmo que comandar poucos.Tudo é uma questão de organização.“ Sun Tzu
  18. 18. REFERÊNCIAS• ABIDIN, Abdullah Zanol. FREITAS, João Câncio. tp/.tl Timor Leste. Timor-Leste: Digital Review ofAsia-Pacific, 2007. Disponível em http://www.idrc.ca/openebooks/377-5/. Acesso em 30 de abril de2011, as 23:50.• AFONSO, Natércio Augusto A Imagem Pública da Escola, Inquérito à População sobre o SistemaEducativo. Lisboa: Instituto de Inovação Educacional, 1995.• ALTMAN, H. Influências do Banco Mundial no Projeto Educacional Brasileiro. Educação ePesquisa. São Paulo: v. 8, n. 1, p. 77-89, jan/jun. 2002.• BAMBIRRA, Felipe Magalhães. A metodologia hegeliana do estudo da história e do estado: aascensão dialética no embate entre a razão e a paixão. Trabalho publicado nos Anais do XIXEncontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza - CE nos dias 09, 10, 11 e 12 de Junho de 2010• CANCLINE, N. Consumidores e cidadão: conflitos multiculturais da globalização. Rio de Janeiro:EDUF/RIO DE JANEIRO, 1995.• CARNEIRO, Alan Silvio Ribeiro. As políticas linguísticas e de ensino de línguas em Timor-Leste:desafios de um contexto multilíngue. FILOL.LINGUIST.PORT., N. 12(1), P. 9-25, 2010• GRIGNON, Claude. Cultura dominante, cultura escolar e multiculturalismo popular. In:Alienígenas na sala de aula. Uma introdução aos estudos culturais em educação. Org. Tomaz Tadeu dasilva 7ª ed. Petrópolis: Vozes, 2008.• HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade, 1ª edição tradução: Tomaz Tadeu daSilva e Guacira Lopes Louro 1992, 11ª edição em DP&A Editora, Rio de Janeiro, 2006, 102 páginas,• http://www.cati.sp.gov.br/novacati/pemh/doc_pub/Estrategias%20de%20Desenvolvimento%20Local.pdf. Acesso em 08 de janeiro de 2011. Às 22:00h.• KOCH, Ingedore Grunfeld Villaça. A coesão textual. 5. ed. São Paulo: Contexto, 2006.
  19. 19. • LAMARCA, Cláudia. A Política Externa Australiana para o Timor Leste (1975-1999).. Dissertaçãode Mestrado – Instituto de Relações Internacionais, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.Rio de Janeiro: PUC, 2003. 110 p• LIMA, Vanuza Ribeiro de; MARINHO, Marcelo; BRAND, Antonio. História, identidade edesenvolvimento local: questões e conceitos. História & Perspectivas, Uberlândia (36-37):363-388,jan.dez. 2007• LUDKE, Menga; ANDRÉ, Marli. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU,1986.• MACLAREN, Peter. Multiculturalismo crítico. São Paulo: Cortez, 1997.MORIN, Edgar. A cabeça bem feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. Rio de Janeiro:Bertrande Brasil, 2001.• MARTINS, Francisco Miguel. Autoavaliação institucional da educação superior: uma experiênciabrasileira e suas implicações para a educação superior de Timor-Leste. Tese (doutorado) – UniversidadeFederal da Bahia. Faculdade de Educação, Salvador, 2010.• MATTOS, Carmen Lúcia Guimarães de A abordagem etnográfica na investigação científica. Rio deJaneiro: UERJ, 2001• MAUSS, Marcel. Ensaio sobre a dádiva. In: Sociologia e antropologia, vol. II. pp. 37-184. São Paulo:Editora Pedagógica e Universitária Ltda, 1974• MESQUITA, Ana Guedes. A política portuguesa de cooperação para o desenvolvimento. ColeçãoDocumentos de Trabalho. nº 67. Centro de Estudos sobre África e do Desenvolvimento. Lisboa: InstitutoSuperior de Economia e Gestão (ISEG/”Económicas”) da Universidade Técnica de Lisboa, 2005.• NÓVOA, A. Professores Imagens do Futuro Presente. Lisboa: Educa, 2009.• OLIVEIRA, Karina. Cooperação, Saúde Mental e Diálogo Cultural In: Understanding Timor-LesteConference Universidade Nasional Timor-Lorosa‘e, Dili, Timor-Leste, 2-3 July 2009.. Editado por MichaelLeach, Nuno Canas Mendes, Antero B.da Silva, Alarico da Costa Ximenes and Bob Boughton. Dili: The
  20. 20. • PAZETO, Antonio Elizio. Desafios da Educação Superior em Timor-Leste: da Colonização àRestauração da Independência. In: Experiências de professores brasileiros em Timor-Leste :cooperação internacional e educação timorense. Organizador Maurício Aurélio dos Santos. Florianópolis :Ed. da UDESC, 2011• Ricklefs, Merle Calvin. A History of Modern Indonesia Since c. 1300, 2.ª edição. Londres: MacMillan,1993• SANTOS, Boaventura de Sousa. Pela Mão de Alice: o social e o político na Pós-Modernidade. 12ed.São Paulo: Cortez, 2008.• SANTOS, Jailson Alves dos. Contribuição Brasileira para a Formação de Professores em CiênciasNaturais e Matemática no Timor-Leste: o Procapes – 2007 a 2009. Dissertação de Mestrado.Salvador: UFBA, 2012.• SANTOS, Maurício Aurélio dos. A implantação da pós-graduação na Universidade Nacional TimorLorosa’e – UNTL – Timor-Leste. In: Experiências de professores brasileiros em Timor-Leste :cooperação internacional e educação timorense. Organizador Maurício Aurélio dos Santos. Florianópolis :Ed. da UDESC, 2011• SEMPRINI, Andrea. Multiculturalismo. Trad. Laureano pelegrin. Bauru: Edusc, 1999.• SILVA, Edna Lúcia da. MENEZES, Estera Muszkat. Metodologia da Pesquisa e Elaboração deDissertação. 3a edição revisada e atualizada. Florianópolis: UFSC,2001.• SIMIÃO, Daniel Schroeter. Representando corpo e violência a invenção da “violência doméstica”em Timor-Leste. Revista Brasileira de Ciências Sociais RBCS vol. 21 Nº. 61 junho/2006• Síntese Final do I Fórum Nacional de Consulta sobre a Transformação Curricular do Ensino SecundárioGeral - dias 8 e 9 de 2006, em Maputo, Moçambique.• SOUSA, Ivo Carneiro de. The Portuguese Colonization and the Problem of East TimoreseNationalism. Lusotopie. Porto,. 2001. pp.183-194
  21. 21. • SPAGNOLO, Fernando. O Programa da Capes / MEC: Qualificação de Docente e Ensino da LínguaPortuguesa. a fase pionera (2005-2006). In: Experiências de professores brasileiros em Timor-Leste : cooperação internacional e educação timorense. Organizador Maurício Aurélio dos Santos.Florianópolis : Ed. da UDESC, 2011• STADTLOBER, Maria Goreti Amboni. Formação do educador, complexidade e saber linguísticoReflexões sobre a ciência, a linguagem e a tecnologia em um país em reconstrução. In:Experiências de professores brasileiros em Timor-Leste : cooperação internacional e educação timorense.Organizador Maurício Aurélio dos Santos. Florianópolis : Ed. da UDESC, 2011• STAVENHAGEN, Rodolfo. Society and Education. Latin Americas Challenge for the Twenty-FirstCentury. Education in Latin America. Challenges for Latin Americans, U.S. Latinos. RevistaHaward Review of Latin America: Spring, 1999• VERHELST, Thierry G. O Direito à Diferença – identidades culturais e desenvolvimento. Vozes, Riode Janeiro, 1992• Zahorka, Herwig. The Sunda Kingdoms of West Java, From Tarumanagara to Pakuan Pajajaranwith Royal Center of Bogor, Over 1000 Years of Prosperity and Glory. Jakarta: Yayasan CiptaLoka Caraka, 2007.• ZAPATA, Tânia. Estratégias de desenvolvimento local. São Paulo: Coordenadoria de AssistênciaTécnica do Governo do Estado de São Paulo. Publicado em 24/10/2006. Disponível no site:
  22. 22. OBRIGADO

×