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Fonte: Inaf 2011/2012Para os especialistas, o grande desafio é acabar com o problema entre a população mais velha que não ...
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Inaf índice de analfabetismo funcional

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Matéria sobre índice de analfabetismo funcional. Este problema assombra professores e professoras de todo o Brasil. A tendência é piorar com a volta do ciclo.

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Inaf índice de analfabetismo funcional

  1. 1. Inaf: cai analfabetismo no País, mas desafio ainda é gigante Entenda como o analfabetismo está distribuído no Brasil e veja exemplos de questões comentadas do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf)Recentemente divulgados, os resultados do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) de 2011 revelam que27% da população são analfabetos funcionais - o que representa um contingente de mais de 35 milhões. Apesarde grave, esse cenário já foi pior: 39% em 2001, ano em que o levantamento foi feito pela primeira vez.Realizado pelo Instituto Paulo Montenegro e pela ONG Ação Educativa, o Inaf avalia por meio de uma provaas habilidades de leitura, escrita e matemática da população de 15 a 64 anos. Os resultados são distribuídos emanalfabeto e alfabetismo rudimentar, básico e pleno. São considerados analfabetos funcionais aqueles que ficamnesses dois primeiros níveis.Apesar da redução no número de analfabetos funcionais, Ana Lúcia Lima, diretora executiva do Instituto PauloMontenegro, alerta para a estagnação no percentual de pessoas plenamente alfabetizadas. (veja a evolução natabela abaixo)Ao analisar esse cenário, ela explica que a ampliação do acesso à escola, que ocorreu principalmente nasdécadas de 1990 e 2000, contribuiu para que o País retirasse as pessoas da condição de analfabetismo. Noentanto, ela alerta que somente um forte investimento na qualidade do ensino é capaz de ampliar o número decidadãos com alfabetização plena. "Esse é um salto que só a qualidade pode dar", conclui.INAF - Evolução do IndicadorInaf - evolução do indicadorEntenda o que está por trás de cada nível:Analfabetos Funcionais- Analfabeto:1. Leitura e Escrita: Não consegue realizar tarefas simples como a leitura e a escrita de palavras e frases.2. Matemática: Pode ler apenas números familiares, como números de telefone, preços, etc.- Rudimentar:1. Leitura e Escrita: Localiza uma informação explícita em textos curtos e familiares, como em um anúncio ou
  2. 2. em uma pequena carta.2. Matemática: Lê e escreve números usuais, realiza operações simples.Funcionalmente alfabetizadas- Básico:1. Leitura e Escrita: Lê e compreende textos de média extensão, é capaz de localizar informações, ainda quepara isso seja necessário realizar pequenas inferências.2. Matemática: Lê números na casa dos milhões, resolve problemas envolvendo uma sequência simples deoperações e tem noção de proporcionalidade. No entanto, tem limitações com operações que envolvem maiornúmero de elementos, etapas ou relações.- Pleno:1. Leitura e Escrita: Compreende e interpreta textos em diferentes situações usuais. Mesmo com os maislongos, analisa e relaciona suas partes, compara e avalia informações, distingue fato de opinião e faz inferênciase sínteses.2. Matemática: Resolve problemas que exigem maior planejamento e controle, envolvendo percentuais,proporções e cálculo de área, além de interpretar tabelas de dupla entrada, mapas e gráficos.Quanto maior a escolaridade, menor o analfabetismoFonte: Inaf 2011/2012Parece óbvio, mas a escolaridade é a variável com maior efeito sobre a redução do analfabetismo. De acordocom os resultados, 53% das pessoas que estudaram até a 4ª série do Ensino Fundamental são analfabetosfuncionais, já quem estudou da 5ª a 8ª série, esse percentual cai para 26%.No entanto, os resultados confirmam que não dá para ampliar o acesso à Educação sem garantir a qualidade doensino. Ainda são muitos os que passam pelos bancos escolares sem aprender: 8% dos que concluíram o EnsinoMédio estão na condição de analfabetos funcionais.Uma dívida histórica com a Educação
  3. 3. Fonte: Inaf 2011/2012Para os especialistas, o grande desafio é acabar com o problema entre a população mais velha que não teve aoportunidade de estudar: 30% dos brasileiros de 35 a 49 anos são analfabetos funcionais. Esse percentual chegaa 52% entre aqueles com 50 ou mais.Além disso, o Censo Demográfico de 2010 demonstra que 65 milhões de pessoas com 15 anos ou mais nãotiveram nenhuma instrução ou têm o Ensino Fundamental incompleto, o que representa 45% da população.Apesar de esse contingente ser um público em potencial de alunos na EJA, somente 4 milhões estavammatriculados em 2011, de acordo com o Censo Escolar feito pelo Ministério da Educação."A boa notícia é que conseguimos fechar a torneira do analfabetismo absoluto", comenta Roberto CatelliJúnior, coordenador do programa de EJA da Ação Educativa (veja o gráfico abaixo). Pela primeira vez, opercentual de pessoas de 15 a 24 anos no nível mais baixo do Inaf é zero.

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