Império Português do Oriente

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Império Português do Oriente

  1. 1. Império Português do Oriente Cascais, Outubro de 2011
  2. 2. ÍndiceIntrodução…………………………………………………………………………..........1I- Antecedentes dos Descobrimentos….….……………………………..………………2 I.I– Condições para o inicio dos Descobrimentos Portugueses…….……...…….….2 I.II- Os Interesses dos Grupos Sociais…………….…………………..………….....3II -Descobrimentos…….…………………………………………………………...…....4 II.I- Fase Inicial………………………………...…………………………....….…..4 II.II- O desejo do Oriente…………...…………………………………...……….…6III- Oriente………….……………………………………………………………………7 III.I- Índia…………………………………………………………………………...7 III.II- Comércio com o Oriente ……..……..…………………………...……….......9 III.III- Terras portuguesas no Oriente……….……………………………………..11IV- Decadência do Oriente………………………………………………………….….18V- Biografias e curiosidades……………………………………………………………20Conclusão………………………………………………………………………………23Netografia………………………………………………………………………………24Bibliografia……………………………………………………………………………..24
  3. 3. Introdução O nosso trabalho é sobre o Império Português do Oriente no séc. XVI e XVII,tema escolhido pela professora com o objectivo de serem estudados os principaisassuntos da História de Portugal nos séculos referidos. O trabalho foi feito através de pesquisas na internet e em livros, com base nasanotações e sugestões dados pela professora. Está dividido em 5 capítulos. O primeiro é sobre os antecedentes dosDescobrimentos, tendo como subtítulos as condições de Portugal para investir naexploração de outros territórios, bem como os interesses dos grupos sociais. O segundoé sobre os próprios descobrimentos, falando nas datas das descobertas, reis responsáveise os interesses de Portugal no Oriente. O terceiro refere-se aos territórios no Oriente,falando na descoberta e organização da Índia, as terras conquistadas no Oriente e ocomércio com os novos territórios. O quarto é sobre a crise e decadência do ImpérioOriental. Por último, o quinto capítulo fala de recentes curiosidades e de nobrespersonalidades que contribuíram nas conquistas e formação do Império no Oriente, bemcomo na sua governação e missionação. 1
  4. 4. I- Antecedentes dos DescobrimentosI.I- Condições para o inicio dos Descobrimentos Portugueses Fig. 1- Imagem de uma Caravela Portuguesa (http://pt.wikipedia.org/wiki/Caravela)Condições geográficas: Portugal situa-se no extremo ocidente da Europa,relativamente perto do Norte de África e, na sua extensa costa marítima, existemexcelentes portos naturais. Uma das principais rotas do comércio entre oMediterrâneo e a Europa do Norte passava pela costa portuguesa obrigando osbarcos a fazer escala na cidade de Lisboa;Condições históricas: Após a Revolução de 1385/85, o país entrou num período derelativa paz o que possibilitou estabilizar as novas estruturas sociais e os novosquadros dirigentes saídos do apoio ao Mestre de Avis. Por outro lado, desde oreinado de D. Dinis que os monarcas portugueses apoiavam a construção naval e asactividades marítimas piscatórias e comerciais;Condições técnicas, científicas e tradição marítima: Durante vários séculoscruzaram-se, em Portugal, diferentes culturas e povos (sábios muçulmanos, judeus eexperientes marinheiros das cidades italianas e da Catalunha), que foram deixando asua contribuição em conhecimentos e técnicas de navegação, como a bússola, oastrolábio, o quadrante e os portulanos. Um dos principais investimentos realizadospela Coroa foi a caravela de vela triangular (Fig.1), que permitia bolinar, ou seja,navegar contra ventos contrários. Por essa razão, no século XIV, já eramconhecidos, no país, diversos instrumentos. As naus utilizadas, transportavam cargascom cerca de 500 toneladas (o que viriam a dar jeito no transporte de especiarias). 2
  5. 5. I.II- Os Interesses dos Grupos Sociais Depois de assinar a paz com Castela em 1411, Portugal pôde finalmente virar-se para osproblemas sociais e económicos. O país desejava superar a crise do século anterior, masfaltavam metais preciosos, cereais, matérias-primas e mão-de-obra. Perante as dificuldades,cada grupo social encarava a expansão territorial como uma solução para os seus problemas, detal modo que ninguém ficou indiferente a estes planos: A Burguesia e parte da Nobreza pretendiam ter acesso às regiões produtoras de cereais, aos locais de origem do ouro africano, das especiarias, do açúcar, das plantas tintureiras e às fontes de abastecimento de escravos. A comunicação directa com os locais de procedência das mercadorias mais rentáveis do comércio europeu contribuiria para o alargamento dos mercados, para a comercialização dos novos produtos e para um aumento considerável dos lucros À Nobreza, desocupada e ambiciosa, interessava a participação em novas acções e conquistas que lhe permitisse obter honras, cargos e aumentos e rendas e senhorios A Igreja considerava um dever contribuir para a difusão da fé cristã, quer fosse pelo enfraquecimento dos Muçulmanos, ou pela Evangelização de outros povos. O Povo via na expansão do território a esperança e oportunidade para melhorar as condições de vida, mais ou menos miseráveis, a que estava sujeito. Para a Coroa portuguesa, aumentar o território era uma forma de obter informação e prestígio internacional para a nova dinastia de Avis. Simultaneamente, permitia-lhe resolver alguns problemas do país, provocados pela baixa demográfica e pelo período de guerra com Castela. Fig. 2- Tapeçaria Indiana do século XV (http://www.areliquia.com.br/143tapete.html) 3
  6. 6. II- Descobrimentos II.I- Fase inicial Vários acontecimentos antecederam a chegada dos Portugueses à Índia,principalmente no século XV. Com a conquista de Ceuta, abriram-se as portas para oAtlântico e a partir daí sucederam-se várias conquistas e muitas regiões foramdominadas pelo nosso país. Seguidamente apresentamos algumas datas deacontecimentos e respectivo monarca responsável, até à passagem do Cabo da BoaEsperança, antes chamado Cabo das Tormentas, devido ao imenso trabalho que nos deua ultrapassar aquela área. Uma das principais figuras dos Descobrimentos foi o InfanteD. Henrique (Fig.3) que coordenou as viagens até 1460. Fig.3- Imagem do Infante D. Henrique (http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Henry_the_Navigator1.jpg) D. João I: Rei que começou as viagens no Norte de África. Responsável peladescoberta e conquista de Ceuta em 1415. D. Duarte: Governou entre 1433 e 1438 e inicia as descobertas na costa ocidental deÁfrica. Foi responsável pela descoberta de Porto Santo e Madeira (1419/20), passagemdo Cabo Bojador e início da exploração na Costa africana (1434) e pela conquista deTânger (1437). 4
  7. 7. D. Afonso V: Governou entre 1438 e 1481. Era conhecido como “O Africano” emanteve as descobertas no Norte de África e na Costa africana. Foi responsável pelasprimeiras explorações ao golfo da Guiné (1446), a colonização das ilhas de Cabo Verde(1456) e o arrendamento da exploração da costa da Guiné pelo Infante D. Henrique aFernão Gomes de 350 milhas por ano (1469). D. João II: Governou entre 1481 e 1495 e foi responsável pela assinatura do Tratadode Tordesilhas em 1494, que decretava a divisão do mundo por meridianos. Portugalficaria com o controlo dos territórios em África e na Ásia e os Castelhanos possuíam aAmérica e a Oceânia- ainda não descoberta). Fez o projecto da viagem marítima à Índia,mas morreu antes de ver o seu sonho realizado. Foi responsável pela exploração do RioZaire (1483) e pela passagem do Cabo da Boa Esperança, antes conhecido por Cabo dasTormentas (1488). D. Manuel I:subiu inesperadamente ao trono em 1495 e governou até 1521 e éconhecido por “O Venturoso”. Prosseguiu as explorações portuguesas iniciadas pelosseus antecessores, o que levou à descoberta do caminho marítimo para a Índia, do Brasile das ambicionadas "ilhas das especiarias", as Molucas. D. João III: governou entre 1521 e 1557 e era conhecido como ``O Piedoso´´.Adquiriu territórios como Chalé, Diu, Bombaim, Baçaim e Macau. Fez importantestrocas comerciais com o Japão (descoberto pelos portugueses em 1543, o que permitiuuma boa relação com Nagasaki). 5
  8. 8. II.II- O desejo do Oriente Portugal estava bastante interessado no Oriente porque nomeadamente a Índia eraconhecida como o maior mercado das rotas das especiarias, que através das rotaslevantinas, chegavam aos ricos portos muçulmanos do Mediterrâneo. Porém, eram necessários inúmeros intermediários, por exemplo as caravanas, paratransportarem as especiarias (em pequeno numero) do seu local de produção para asrotas marítimas no mar mediterrâneo (Ex: uma caravana transportava especiarias daÍndia à Síria, onde as naus as transportariam para a Europa, através do Mediterrâneo).Por isso, havia também o grande desejo de uma nova travessia marítima que ligasse oOriente com a Europa (Fig.4). Fig.4- Imagem das Rotas das Especiarias- a vermelho as terrestres e a azul as marítimas (http://pt.wikipedia.org/wiki/Rota_das_especiarias) 6
  9. 9. III- Oriente III.I- Índia Uma armada comandada por Vasco da Gama parte do porto de Lisboa a 8 de Julhode 1497 com destino à Índia. Segundo diários de bordo, depararam-se com variadas tribos do continente africano(perto da baia de Santa Helena) que se defendiam apenas com paus. Das muitas doençasque acompanhavam estas viagens, a primeira a aparecer em grande número foi oescorbuto quando passavam perto de Moçambique. A 20 de Maio de 1498, a frota chega a Calecute (Índia), ficando aberto o caminhocomercial com o Oriente (Fig.5). Assim é realizado o sonho do rei D. João II. Foi umaviagem bastante perigosa de 10 meses, em que os ventos mudavam de 6 em 6 meses. Fig.5– imagem do caminho marítimo para a Índia (http://upload.wikimedia.org/wikipedia/comons/Caminho_maritimo_para_a_India.png) Para governar tão vasta área entregaram o seu domínio a vice-reis: D. Francisco de Almeida foi o primeiro vice-rei da Índia (1505-1509). O objectivo de alargar o comércio português foi alcançado pelo estabelecimento de feitorias em Angediva, Cananor e Cochim. Os portugueses estabeleceram-se em Ceilão (“ilha da Canela”) a partir de qual se controlava a navegação para o golfo de Bengala e Malaca. D. Manuel tinha por hábito dizer “ enquanto no mar fordes poderoso tereis a Índia por vossa”. 7
  10. 10. Afonso de Albuquerque foi o segundo vice-rei da Índia (1509-1515) e alargou apresença portuguesa a todo o continente. Ficando conhecido como “oconstrutor” dos pilares portugueses na Índia. Pôs em prática uma política queponderava a destruição do poderio muçulmano e para isso fortaleceu a presençaportuguesa na Ásia, começando por conquistar os centros comerciais de maiorimportância estratégica. É neste contexto que se justificam as conquistas de Goa(1510), Malaca (1511) e a submissão de Ormuz (1515) sob o regime deprotectorado, obrigando o rei local a reconhecer a soberania de Portugal e apagar um tributo. Em 1530 Goa torna-se no centro administrativo e político doEstado da Índia. Apesar de inúmeras oposições que sofreu devido à sua políticaautoritária, à data da sua morte em 1515 o Estado da Índia apresentava emtermos gerais uma configuração que se viria a manter até 1622 (data em que seperdeu Ormuz). Os sucessores de Afonso de Albuquerque limitaram-se aacrescentar o número de fortalezas sem alterações estratégicas.Lopo Soares de Albergaria foi terceiro vice-rei da Índia foi nomeado porcedência de D. Manuel às pressões da Corte. Partidário da aula liberal e poucointeressado no projecto do monarca desenvolveu uma política oposta à deAfonso de Albuquerque. O seu governo permitiu a liberdade aos homensinstalando a anarquia e a deserção dos soldados.Diogo Lopes Sequeira foi o quarto vice-rei da Índia (1518-1521). Cumpriu asordens do monarca e partiu em 1520 para o Mar Vermelho entrando em contactocom as autoridades etíopes. A alegria de D. Manuel foi tão grande que mandouescrever “A Carta d‟el Rei Nosso Senhor do Presto João” tratando-se doprimeiro documento referente à expansão portuguesa no Oriente. 8
  11. 11. III.II- Comércio com o Oriente As alianças comerciais e o estabelecimento dos portugueses na Índia forammuito difíceis por oposição dos hindus e muçulmanos e os conquistadores portuguesespensavam que a população era pouco desenvolvida como os africanos, enganando-se.As populações orientais eram difíceis de dominar, desenvolvidas e já utilizavam aPirâmide de Hierarquia. Só após vencidas essas resistências é que foi possível ocontrolo das terras e do comércio oriental. Para o comércio com o Oriente, os portugueses criaram 3 tipos deestabelecimentos comerciais: Colónias de domínio directo dos portugueses, governadas por capitães- donatários dependentes do vice-rei. Estas colonias eram fortificadas e povoadas por colonos provenientes da Metrópole, territórios como Goa, Diu e Malaca. As mercadorias produzidas e transaccionadas pagavam direitos de alfândega ao rei de Portugal; Protectorados governados por príncipes indígenas, aliados ou tributários do rei de Portugal, que possuía fortalezas, feitorias ou núcleos de população portuguesa, como em Cochim, Cananor e Ceilão. Os preços das mercadorias envolvidas no comércio eram fixados por contrato celebrado entre os produtores locais e os portugueses e os direitos de alfândega eram pagos aos soberanos locais; Feitorias em territórios de países estrangeiros e destinadas a trocas comerciais, sendo o tipo de comércio mais simples e onde não se usava a violência (ao contrário dos outros dois). O sistema de exploração do Oriente foi de monopólio – régio/estatal. Todos os produtos do Oriente eram escoados para a Casa da Índia em Lisboa (criadaem 1503 para administrar o comércio oriental), onde depois seriam vendidos para oresto do mundo. Funcionava como feitoria e esteve localizada no Paço da Ribeira ate1755. Como a Coroa controlava o comércio do Oriente, possuía assim o poder politico eeconómico. 9
  12. 12. Foram instituídos casamentos mistos nas colónias orientais para que a populaçãoportuguesa se implantasse. Para transportar as especiarias do Oriente para a Europa, foram criadas duas rotas: Rota do Cabo: fazia a ligação entre a Europa e a Ásia por mar e os navios transportavam especiarias (Fig.6) e mercadorias de luxo; Rotas do Extremo – Oriente: faziam o contacto com o extremo oriente (Índia, China e Japão) A Europa exportava para a Ásia: prata, ouro, cobre e chumbo A Europa importava da Ásia: especiarias (pimenta, noz-moscada, mirra, incenso,gengibre, cubebas, cravo, cânfora, canela, benjoim, aloés e açafrão), móveis, sedas,perfumes, tapetes, pedras preciosas, chá, porcelanas e madeira. Fig.6- Quadro com Especiarias - http://outrascomidas.blogspot.especiarias.html 10
  13. 13. III.III- Terras portuguesas no Oriente Amboina Ilha situada no Arquipélago das Molucas Foi descoberta em 1512 pelosportugueses António Abreu e Francisco Abreu. Em 1605 passou para o domínio dos neerlandeses aproveitando a decadência dasforças portuguesas no Oriente a conquistaram sob o comando de Steven Van DerHagen. Tidore Ilha situada no Arquipélago das Molucas. Fez parte do império português entre1578 e 1605. Cochim É a maior cidade no estado de Kerala na Índia. Fez parte do Estado Português daÍndia entre 1503 e 1663. O corpo de Vasco da Gama esteve enterrado nesta cidadedurante muitos anos, na Igreja de São Francisco, até ser levado novamente paraPortugal. Chaul Antigo território português entre 1521 e 1740. É cedida em 1740 aos indianosMarathas, mas acabou por ser abandonada. Calecute Cidade do estado de Kerala, na costa ocidental da Índia. O seu porto era o maisimportante em toda a costa do Malabar. Lá aportaram os navegadores portuguesesVasco da Gama (1498) e Pedro Álvares Cabral (1500). 11
  14. 14. Após a tentativa falhada da criação de uma feitoria para o comércio por esteúltimo navegador, o Capitão Fernão Coutinho tentou conquistar a cidade em 1510, masacabou novamente numa tentativa falhada. Só em 1513 Afonso de Albuquerqueconseguiu estabelecer uma feitoria na cidade, onde mais tarde ergue a Fortaleza deCalecute que foi abandonada em 1525 graças a um deslocamento do eixo de comérciode especiarias para outros locais (ex: Diu). Baçaim Antigo porto no extremo sul de uma ilha, a cerca de 50Km de Bombaim, noestado de Maharashtra, no noroeste da Índia. Foi parte do Estado Português da Índiaentre 1533 e 1739, quando foi reconquistada pelo Império Maratha. Constituiu-se numadas mais importantes praças-fortes portuguesas na região, chegando a rivalizar comGoa. Ceilão (actual Sri Lanka) Foi território de Portugal durante 153 anos. Foi o único caso em que osportugueses tentaram uma conquista territorial efectiva. Primeiramente os Portuguesesassinaram um tratado com o reino de Cota. Entretanto a introdução do Cristianismopelos Portugueses gerou atritos com o povo Cingalês. Ormuz Foi uma antiga cidade na ilha e estreito do mesmo nome, à entrada do GolfoPérsico. Na sequência da expansão portuguesa na Índia, em Outubro de 1507, Afonsode Albuquerque atacou esta cidade, dominando-a, e quase conseguindo concluir aconstrução do Forte de Nossa Senhora da Vitória, se três capitães portugueses nãotivessem saído da região. Em Janeiro de 1508 é forçado a abandonar a cidade. Malaca Em Abril de 1511, Afonso de Albuquerque ataca Malaca com uma força decerca de 1 200 homens e 18 navios. Malaca tornou-se uma base estratégica para aexpansão portuguesa nas Índias Orientais, subordinada ao Estado Português da Índia. 12
  15. 15. Para defender a cidade, os portugueses ergueram um forte (cuja porta, chamada"A Famosa", ainda existe). Em 1521 o Capitão Duarte Coelho Pereira construiu a igrejade Nossa Senhora do Monte. Malaca foi cedida aos britânicos pelo tratado Anglo-Neerlandês de 1824, emtroca de Bencolen, em Sumatra. Cananor É uma cidade em Kerala que esteve na posse dos portugueses entre 1505 e 1663.Era um porto importante que tratava do comércio com a Pérsia e a Arábia e por isso, éconstruída uma fortaleza em 1505 situada a cerca de 3km da cidade. Cananor éconquistada em 1663 pelos holandeses. Ilha de Andegiva Esta ilha, de pequenas dimensões, na costa do Malabar, constituía-se num redutode piratas muçulmanos. Quando as forças portuguesas ocuparam esta ilha a 13 deSetembro de 1505, os piratas dirigiram-se para regiões mais a sul. A ilha foi escolhida por D. Manuel I como local de construção de mais umafortaleza. Em Setembro de 1506 esta fortaleza é desmontada, devido a um poderoso ataquede sessenta embarcações do senhor de Goa. Sião O reino do Sião era, à chegada dos primeiros portugueses ao sudeste-asiático,em 1511, a mais sólida entidade política e territorial da região. A capital do Sião (Ayuthaia), era em inícios do século XVI, uma das maiorescidades do mundo. 13
  16. 16. Diu Diu é uma cidade que fez parte do antigo Estado Português da Índia. Este território possui uma área de 40 km² e situa-se na península indiana deGuzerate e é composto pela ilha de Diu (separada da península pelo estreito rioChassis). Diu era uma cidade de grande movimento comercial quando os portugueseschegaram à Índia. Em 1513, os portugueses tentaram estabelecer ali uma feitoria, mas asnegociações não tiveram êxito. Em 1531 a tentativa de conquista levada a cabo por D.Nuno da Cunha também não foi bem-sucedida. No entanto, Diu veio a ser oferecida aos portugueses em 1535 como recompensapela ajuda militar que estes deram durante vários anos ao Sultão. Arrependido da sua generosidade, Bahadur Xá pretendeu reaver Diu, mas foivencido e morto pelos portugueses, seguindo-se um período de guerra entre estes e opovo do Guzerate que, em 1538, cercou esta cidade, no entanto os portuguesesprevaleceram e o cerco foi levantado. Um segundo cerco será depois imposto a Diu, em1546, saindo também vencedores os portugueses, comandados em terra por D. João deMascarenhas e, no mar, por D. João de Castro. No entanto, nesta luta a vida de D.Fernando de Castro (filho do vice-rei português) foi retirada. Depois deste segundo cerco, Diu foi de tal modo fortificada que pôde resistir,mais tarde, aos ataques dos árabes de Mascate e dos holandeses (nos finais do séculoXVII). A partir do século XVIII, declinou a importância estratégica de Diu, que veio aficar reduzida a museu ou marco histórico da sua grandeza comercial e estratégica deantigo palco das lutas entre as forças islâmicas do Oriente e as cristãs do Ocidente.No ano de 1961, Diu foi anexado à Índia, juntando-se assim a Damão que foi tambémanexado neste ano. Goa Goa foi uma região portuguesa na Índia. Esta cidade foi cobiçada por ser omelhor porto comercial daquela zona. A primeira investida portuguesa deu-se de 4 a 20de Março de 1510. Nesse mesmo ano, numa segunda expedição, a 25 de Novembro,Afonso de Albuquerque, auxiliado por corsários provenientes daquele local, tomou Goa 14
  17. 17. aos árabes, que se renderam sem combate. Os governadores portugueses da cidadepretendiam que fosse uma extensão de Lisboa no Oriente. Para tal, criaram algumasinstituições e foram construídas várias Igrejas para expandir o cristianismo efortificações para a defender eventuais ataques externos. Apesar da chegada da Inquisição em 1560, muitos dos residentes locais teremsido violentamente convertidos ao Cristianismo e ameaçados com castigos ou confiscode terra, títulos ou propriedades, a maior parte das conversões foram voluntárias tendomuitos dos missionários que aí pregaram alcançado fama. Entre estes encontra-se SãoFrancisco Xavier, que ficou conhecido como o "Apóstolo das Índias" por ter exercido asua missionação não só em Goa (Fig.7), mas também noutros pontos da Índia, comotambém noutras regiões que não se encontravam sob o domínio português, tal comoUvari (outra região perto de Goa, também ela situada na Índia. A decadência do porto de Goa no século XVII foi consequência das derrotasmilitares sofridas pelos portugueses contra a Companhia Neerlandesa das ÍndiasOrientais tornando o Brasil e, mais tarde, no século XIX, as colónias africanas, osustento económico de Portugal. Houve dois curtos períodos de dominação britânica(1797 a 1798 e 1802 a 1813) e poucas outras ameaças externas após este período. No entanto, os Portugueses só perderam Goa em 1974, resultado do 25 de Abril. Fig. 7- Mapa de Goa - http://pt.wikipedia.org/wiki/Punjab_(%C3%8Dndia) Damão Esta cidade tem apenas 72 km² e foi a sede do Estado Português da Índia. Fica situado no Golfo da Cambaia e o primeiro contacto com os Portuguesesdeu-se em 1523, quando os navios de Diogo Melo chegaram à região. Em 1534, o vice- 15
  18. 18. Rei D. Nuno da Cunha enviou António Silveira arrasar os estaleiros e as demaisinstalações necessárias ao apetrechamento das frotas islâmicas que vinham dar combateàs armadas portuguesas. No entanto, só em 1559 viria a ser definitivamente tomada a cidade de Damão,pelo Vice-rei D. Constantino de Bragança. A 18 de Dezembro de 1961 Damão (Fig.8) foi invadido e ocupado pelas tropasda União Indiana e incorporado no actual território da Índia. Fig.8- Mapa de Damão e Diu - http://pt.wikipedia.org/wiki/Dam%C3%A3o Macau Só em 1557 é que a autorização para o estabelecimento dos portugueses emMacau foi autorizada, pois Portugal tinha-se instalado ilegal e provisoriamente entre1553 1554 com a desculpa de secar a sua carga. Ora esta autorização onde eraconcedido a Portugal um certo grau de autogovernacão tinha também certos “contras”entre eles o pagamento do aluguer anual e certos impostos, pois havia certas autoridadesque defendiam que Macau ainda fazia parte do território do Império Chinês. Até meadosdo século XIX as autoridades chinesas tiveram um supervisionamento dos portugueses,exercendo uma grande influência na administração deste entreposto comercial, poisestas tinham medo e desprezo pelos estrangeiros. Desde então desenvolveu-se como intermediário no comércio triangular (China,Japão, Europa), numa época em que as autoridades chinesas tinham proibido o comérciocom o Japão por mais de 100 anos. Isto fez com que Macau se tornasse numa grandecidade comercial e ajudando-a a atingir o seu auge nos finais do século XVI e no iniciodo século XVII. 16
  19. 19. Para além de ser um entreposto comercial, esta desempenhou papeis activos efulcrais na disseminação do Catolicismo. Foi em 1583 criado o Leal Senado, sede e símbolo do poder e do governo local,pelos moradores portugueses, mais precisamente pelos comerciantes de Macau. Esteorganismo político também considerado como primeira municipal de Macau, foi criadacom o objectivo de proteger o comércio controlado por Macau, de estabelecer ordem esegurança na cidade e resolver alguns problemas quotidianos. Já com o governoportuguês implantado desde 1623, o Leal Senado manteve uma grande autonomia eexerceu um papel fundamental na administração da cidade até metade do XIX. Devido á sua prosperidade, Macau foi várias vezes atacada pelos Holandeses aolongo da primeira metade do século XVII, na tentativa de conquista. Em 1638-1639 a economia de Macau entrou rapidamente em declínio pois ocomércio português com o Japão foi interrompido devido às politicas japonesas. Curiosidades de Macau: O ataque mais importante teve início em 22 de Junho de 1622, quando cerca de800 soldados holandeses desembarcaram, numa tentativa de conquistar a cidade. Apósdois dias de combate, em 24 de Junho,[2] os invasores foram derrotados, sofrendoelevadas baixas (cerca de 350 mortes) e conseguindo abater apenas algumas dezenas deportugueses. Para Macau, desprevenida, esta vitória foi considerada um milagre. 17
  20. 20. IV- Decadência do Oriente Nos meados do século XVI, o Império Português no Oriente começou a entrar emcrise, esta reflectia-se na redução da quantidade de navios que saiam para a Índia e dovolume das especiarias vindas pela rota do Cabo. Graças a esta crise, D. João IIImandou encerrar a feitoria de Antuérpia. Em 1570 a crise agravou-se, devido a: Reanimação das rotas do Levante pelos Turcos e Árabes, que tinham decaído com a criação da rota do Cabo que era apenas controlada por Portugal; Prática de monopólio régio do comércio das especiarias mais lucrativas, impedindo os particulares de participarem nesse comércio; Elevadas despesas da coroa com a manutenção do Império, que muitas vezes ultrapassava as receitas; Desvio dos lucros obtidos no comércio para despesas de luxo e compra de terras e casas, deixando de se investir no desenvolvimento da agricultura e da indústria; Aumento do número de naufrágios graças ao excesso de carga, fracos conhecimentos náuticos dos comandantes e frequentes ataques de piratas e corsários; Concorrência com os Holandeses, Ingleses e Franceses, que disputavam entre si o domínio ultramarino e o controlo do comércio. Fig.9- Gráfico da Chegada de pimenta a Lisboa (http://historiaoitavo.blogs.sapo.pt/17655.html) 18
  21. 21. O reinado de D. João III ficou marcado pela ``viragem atlântica´´ dosdescobrimentos. O primeiro momento do seu governo foi a disputa do domínio dasMolucas entre Portugal e Espanha, que só terminou nas negociações de Elvas-Badajoz(1524) onde se definiu as áreas de intervenção de cada uma das coroas, o que ficoudefinido em 1529, quando D. João III comprou a Carlos V a exclusividade. As ameaças surgem quando reagiram a presença portuguesa procurando expulsa-lados portos do Norte da Índia, Ceilão, Bengala, Pegu e Samatra. É também a partir deste momento que se realizam os primeiros cercos às fortalezasportuguesas em 1538 e 1546 e em Malaca em 1537, 1568, 1573 e 1575. No momento em que o império do Oriente começa a exibir fragilidades, aexploração do Brasil começa a dar frutos, assim começando a „‟viragem atlântica‟‟. 19
  22. 22. V- Biografias e curiosidades Vasco da Gama (Sines, 1468- Cochim, 25/12/1524) Foi capitão da frota saída de Lisboa a 8 de Julho de 1497 e descobriu o caminhomarítimo para a Índia a 20 de Maio de 1498, aportando em Calecute, alterando porcompleto a forma como eram feitas as trocas comerciais até então e o modo como serelacionavam com as outras culturas. No seu regresso, foi agraciado por palmas etítulos, voltando duas vezes à Índia, a ultima como vice-rei. Fig.10- Imagem de Vasco da Gama http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/196824.html D. Francisco de Almeida (Lisboa, 1450- Aguada de Saldanha, 1510) Foi o primeiro vice-rei da Índia enviado para exercer o seu titulo em 1505 efidalgo da corte. Na viagem a Goa conquistou Mombaça e Quíloa. Enfrentou poderosamente a armada do rei de Calecut, mas a presença turca sófoi eliminada quando vinga a morte de seu filho na esmagadora vitória em Diu (1509). Fig.11- Imagem de D. Francisco de Almeida http://www.pedroalmeidavieira.com/?p/785/3087/3833/D/3833/1723/ 20
  23. 23. Para instaurar a religião católica foram feitas missões de missionação paraevangelizar a população das colonias conquistadas, no qual foram enviadosmissionários como: São Francisco de Xavier (Navarra, 7/4/1506- Sanchoão, 1552) Foi um dos primeiros jesuítas enviados para o Oriente e ficou conhecido como“O Apóstolo das Índias”. Cria a primeira diocese em 1533 quando chega a Goa e nomesmo ano em Cochim, Etiópia e Malaca, em 1555 em Macau, em 1575 em Funai(Japão) e em 1559 em Cangranor. Morreu quando se preparava para o seu grande sonho, a evangelização da China. Fig.13- Retrato de São Francisco de Xavier http://diadossantoscatolicos.blogspot.com/2009/12/sao-francisco-xavier.html Curiosidades Moedas e artefactos portugueses com quase 500 anos vendidos emMalaca: Moedas, balas e artefactos religiosos portugueses com quase 500 anos estão a serdesenterrados e vendidos em Malaca por negociantes de sucata a comerciantes deSingapura, noticia hoje jornal The Star. De acordo com a edição on-line do jornal, o achado foi posto a descobertodurante um deslizamento de terras nas margens do Rio Malaca, em Maio, e entre osartefactos mais valiosos conta-se uma bala de canhão, avaliada em 500 riggits malaios(cerca de 120 euros). 21
  24. 24. Um negociante de sucata citado pelo jornal adiantou que o achado incluía peçasde porcelana chinesa e artefactos religiosos do Sultanato de Malaca, nomeadamente dosperíodos coloniais português, holandês e britânico. «Também havia balas e canhões. Nos últimos dias, juntei-me a seis outrosnegociantes para rastrear o rio à procura do tesouro», disse Rafi, 38 anos, acrescentandoque há muitos artefactos para recolher e que tem ganhado cerca de 1.000 riggits malaiospor dia (cerca de 220 euros) com a venda a comerciantes de Singapura. O achado poderá ser resultado do naufrágio de navios de vários países, quedurante o período colonial português e holandês aportaram no Sultanato. «A maioria dos objectos são da era portuguesa e, apesar de terem quase 500anos, as moedas estão bem conservadas, com o cunho ainda visível», disse onegociante. De acordo com Rafi, as autoridades têm conhecimento do achado, mas ninguémtentou impedir os negociantes de sucata de desenterrar os objectos. «Sei que não devíamos vender os objectos, mas a oferta é demasiado tentadora»,disse. O presidente da Associação Euro-asiática Portuguesa, Michael Singho, lamentoua ausência de esforços e mostrou-se disponível para comparar os artefactos e expô-losna sede da associação em Ujong Pasir. «Promoveremos uma angariação de fundos para conseguir recuperar osobjectos», adiantou. O deputado do Turismo, Cultura e Património, Chua Kheng Hwa, disse, por seulado, que irá informar da descoberta o ministro chefe Datuk Mohd Ali Rustam. «Os objectos devem ser entregues à autoridade dos museus, mas estas pessoas sóestão interessadas em fazer dinheiro rápido», lamentou.(Documento- entrevista retirado de:http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=28999) 22
  25. 25. Conclusão Este trabalho correu bem. Tivemos acesso a muita informação tendo tambémproblemas com a selecção da mesma (visto que parte dela estava incorrecta) e com aorganização do projecto. Tivemos ainda alguma dificuldade porque foi o primeiro trabalho feito no cursode Ciências Socioeconómicas, mas pensamos adaptar-nos rapidamente pois temosvários trabalhos de pesquisa pela frente. 23
  26. 26. Netografia http://pt.wikipedia.org/wiki/Descoberta_do_caminho_mar%C3%ADtimo_para_a_%C3%8Dndia http://historiaoitavo.blogs.sapo.pt/17655.html http://www.prof2000.pt/users/ruis/8%C2%BA_ano/crise_do_imperio_oriente.htm http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=28999 http://hgpemppt.blogspot.com/2010/07/os-territorios-portugueses-em-africa-na.html Bibliografia PINTO, Ana Fernandes - Grande História Universal, A Época dosDescobrimentos. Alfragide: Ediclube Diário de Notícias – Atlas Histórico. Lisboa: Promoway NEVES, Pedro Almiro; PINTO, Ana Lídia e CARVALHO, Maria Manuela –Cadernos de História B1. Porto: Porto Editora, 2008 CIRNE, Joana e HENRIQUES, Marília – Cadernos de História 8 – parte 1.Porto: Areal Editores, 2008 24

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