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ESCOLA SECUNDÁRIA DE ODIVELAS

                            REGIMENTO DA TUTORIA


O Decreto Regulamentar 10/99 de 21.07.1999 enquadra no seu artigo 10º a figura do
professor tutor, remetendo para o Regulamento Interno dos Estabelecimentos de Ensino a
definição de outras competências consideradas pertinentes.

Assim sendo, nos Planos de Acção Tutorial (PAT) da Escola Secundária de Odivelas
entende-se a acção de tutoria como uma dinâmica colaborativa em que intervêm diferentes
actores (alunos, docentes e encarregados de educação) com diferentes graus de implicação,
de forma a resolver dificuldades de aprendizagem dos alunos, de facilitar a sua integração
na escola e nos grupos-turma e de atenuar eventuais situações de conflito.

Os alicerces desta acção de tutoria são:

- capacitação – preparar os alunos para a sua própria auto-orientação e induzi-los, de forma
progressiva, a criarem uma atitude para a tomada de decisões fundamentais e responsáveis
sobre o presente e o futuro, quer na escola quer na vida social e profissional.

- continuidade - ser disponibilizada aos alunos ao longo dos diferentes níveis de
escolaridade;

- educação – é tão importante a instrução dos alunos como a sua educação.

- implicação – dos diferentes actores, nomeadamente, família, comunidade e instituições
que intervêm no processo educativo;

- individualidade – atender às características específicas de cada aluno;


1. Perfil do professor tutor


A figura do professor tutor deve ser entendida como a de um profissional que conhecendo
bem os currículos e as opções dos alunos e das suas famílias, promove as acções
necessárias para ajustar posições e expectativas.

A sua designação pelo Conselho Executivo deverá ter em conta os seguintes aspectos:

    a) Ser docente profissionalizado com experiência adequada1.
    b) Ter facilidade em relacionar-se, nomeadamente com os alunos e respectivas
       famílias.
    c) Ter capacidade de negociar e mediar em diferentes situações e conflitos.

1
        No DR 10/99, artigo 10º - 2, considera-se como condição preferencial possuir formação especializada
em orientação educativa ou em coordenação pedagógica.

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                         REGIMENTO DA TUTORIA


   d)   Ter capacidade de trabalhar em equipa.
   e)   Ser coerente, flexível e persistente.
   f)   Conhecer em profundidade o nível de escolaridade do grupo de alunos.
   g)   Ter capacidade para proporcionar experiências enriquecedoras e gratificantes para
        os alunos.
   h)   Comprometer os alunos e fazê-los participar na definição de objectivos, tornando-os
        mais responsáveis.
   i)   Fomentar um ensino participativo, de forma a desenvolver nos alunos o sentimento
        de serem agentes da sua aprendizagem.
   j)   Criar um clima de interacção em que os alunos se sintam livres para se expressarem.
   k)   Criar pontes com a comunidade enquadrando, se necessário, apoio externo.


2. Funções do professor tutor


   a) Acompanhar de forma individualizada o processo educativo de um grupo restrito de
      alunos, de preferência ao longo do seu percurso escolar.
   b) Facilitar a integração dos alunos na escola e na turma fomentando a sua participação
      nas diversas actividades.
   c) Contribuir para o sucesso educativo e para a diminuição do abandono escolar,
      conforme previsto no Projecto Educativo da Escola.
   d) Aconselhar e orientar no estudo e nas tarefas escolares.
   e) Atender às dificuldades de aprendizagem dos alunos para propor, sempre que
      necessário, adaptações curriculares, em colaboração com os professores e os
      serviços especializados de apoio educativo.
   f) Coordenar as adaptações curriculares, individuais ou de grupo, que o Conselho de
      Turma ou os serviços especializados de apoio educativo considerarem pertinentes.
   g) Promover a articulação das actividades escolares dos alunos com outras actividades
      formativas.
   h) Esclarecer os alunos sobre o mundo laboral e os procedimentos de acesso ao mesmo,
      promovendo atitudes de empreendedorismo.
   i) Esclarecer os alunos sobre as suas possibilidades educativas e os percursos de
      educação e formação disponíveis.
   j) Ensinar os alunos a expressarem-se, a definirem objectivos pessoais, a auto
      avaliarem-se de forma realista e a serem capazes de valorizar e elogiar os outros.
   k) Trabalhar de modo mais directo e personalizado com os alunos que manifestem um
      baixo nível de auto estima ou dificuldade em atingirem os objectivos definidos.
   l) Aplicar questionários/outras metodologias de análise que propiciem um
      conhecimento aprofundado das características próprias dos alunos:
           dados pessoais e familiares;
           dados relevantes sobre a sua história escolar e familiar;


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                         REGIMENTO DA TUTORIA


             características pessoais (interesses, motivações, «estilo» de aprendizagem,
                adaptação familiar e social, integração no grupo-turma);
             problemas e inquietudes;
             necessidades educativas.
   m)   Facilitar a cooperação educativa entre os docentes da(s) turma(s) e os
        pais/encarregados de educação dos alunos.
   n)   Implicar os docentes das disciplinas em que os alunos revelam maiores dificuldades
        em actividades de apoio à recuperação.
   o)   Implicar os pais/encarregados de educação em actividades de controlo do trabalho
        escolar e de integração e orientação dos seus educandos.
   p)   Informar, sempre que solicitado, os pais/encarregados de educação, o Conselho de
        Turma e os alunos sobre as actividades desenvolvidas e o concomitante rendimento.
   q)   Desenvolver a acção de tutoria de forma articulada, quer com a família, quer com os
        serviços especializados de apoio educativo, designadamente NAE e SPO.
   r)   Elaborar relatórios periódicos (um por período) sobre os resultados da acção de
        tutoria, a serem entregues no Conselho Executivo para esclarecimento dos
        Conselhos de Turma, do Conselho Pedagógico e da família. Os relatórios devem ser
        elaborados numa linguagem clara e sem tecnicismos.


3. Actividades do professor tutor


O desempenho das funções anteriormente elencadas implica três níveis de
actividades/relacionamentos: com os alunos, com os docentes da(s) turma(s) e com os
pais/encarregados de educação.

 Actividades com os alunos

       Explicar as funções e tarefas da tutoria, dando aos alunos a oportunidade de
        participarem na programação de actividades e de exporem os seus pontos de vista
        sobre questões que digam respeito ao grupo.
       Manter entrevistas individuais com os alunos (informativas, orientadoras, …),
        sempre que necessário.
       Aplicar questionários/outras metodologias de análise para diagnosticar as
        características próprias dos alunos, de forma a conhecer a situação de cada aluno
        do grupo.
       Estimular e orientar o grupo de alunos para que exponham as suas necessidades,
        expectativas, problemas e dificuldades.
       Preparar com o grupo de alunos as provas de avaliação nas disciplinas em que
        revelem mais dificuldades e comentar e tomar decisões após os resultados das
        mesmas.


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                           REGIMENTO DA TUTORIA


         Aprofundar o conhecimento das atitudes, interesses e motivações dos alunos para
          os ajudar na tomada de decisões sobre as suas opções educativas e/ou profissionais.
         Promover e coordenar actividades em colaboração com os Directores de Turma, os
          professores e os serviços especializados de apoio educativo, que fomentem a
          convivência, a integração e a participação dos alunos na vida da escola e no meio,
          nomeadamente:

           actividades para «ensinar a ser pessoa» (jogos sociais, de papéis, …);
           actividades para «ensinar a pensar» (técnicas de estudo, resolução de
            problemas, melhoria da memória,…);
           actividades para «ensinar a conviver» (dinâmicas de grupo, mesas redondas, jogo
            de papéis,…);
           actividades para «ensinar a comportar-se» (relaxação, concentração, pensar em
            voz alta, …);
           actividades para «ensinar a decidir» (auto conhecimento, informação
            profissional, programas de orientação vocacional,…).

 Actividades com os professores

         Preparar um Plano de Acção Tutorial (PAT) para todo o ano lectivo, precisando o
          grau e o modo de implicação dos professores das disciplinas em que os alunos
          revelam mais dificuldades e os aspectos específicos e prioritários a que o tutor
          deverá atender.
         Adquirir uma visão global sobre a programação, objectivos e aspectos metodológicos
          das diferentes disciplinas / áreas disciplinares.
         Transmitir aos professores todas as informações sobre os alunos que lhes possam
          ser úteis no exercício da função docente.
         Colaborar com os Directores de Turma e os restantes tutores, sobretudo com os do
          mesmo ciclo, no momento de definir e rever objectivos, preparar materiais e
          coordenar o uso dos meios disponíveis.

       Actividades com os pais/encarregados de educação

         Explicar as funções e tarefas da tutoria, solicitando aos pais/encarregados de
          educação para participarem na programação de actividades e exporem os seus
          pontos de vista.
         Promover/Obter a colaboração dos pais/encarregados de educação em relação ao
          trabalho pessoal dos seus educandos, organização do tempo de estudo em casa, do
          tempo livre e de descanso.
         Preparar, em colaboração com os pais/encarregados de educação, actividades extra-
          curriculares, visitas de estudo e outros eventos considerados adequados.


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                         REGIMENTO DA TUTORIA


       Reunir com os pais/encarregados de educação quando o solicitarem ou quando o
        tutor considerar necessário, de forma a antecipar a resolução de situações de
        inadaptação ou de insucesso.
       Coordenar grupos de debate sobre temas de interesse para os pais/encarregados
        de educação, com a colaboração dos serviços especializados de apoio educativo.


4. Tempo atribuído à acção de tutoria


Ao cargo de professor tutor são atribuídos três blocos da componente não lectiva com a
seguinte distribuição:
- um bloco e meio semanal para o acompanhamento dos alunos;
    - um bloco e meio semanal para tarefas de organização e reuniões.



5. Perfil do aluno tutorado


A designação do aluno a ser acompanhado por um professor tutor deverá ter em conta os
seguintes aspectos:
   que o aluno tem dificuldades de aprendizagem;
   que o aluno tem dificuldades de integração.
O tempo de acompanhamento tutorial por aluno será determinado em função das
necessidades avaliadas pelo professor tutor e pelo Conselho de Turma.


6. Conselho de professores tutores


 Composição

       O Conselho de Professores Tutores é composto pelo conjunto dos Professores
        Tutores (7º, 8º e 9º anos no Ensino Básico e 10º, 11º e 12º anos no Ensino
        Secundário).
       A lista dos Professores Tutores que compõem os Conselhos de Professores Tutores
        do Ensino Básico e do Ensino Secundário será actualizada anualmente.
       O Conselho de Professores Tutores dos Ensinos Básico e Secundário é presidido
        pelo Coordenador dos Professores Tutores.

 Competências

       Assegurar a articulação e normalização de procedimentos a adoptar na tutoria.

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                        REGIMENTO DA TUTORIA


      Identificar necessidades de formação no âmbito da tutoria.
      Conceber e desencadear mecanismos de formação e apoio aos tutores e a outros
       docentes da escola.
      Propor e planificar formas de actuação junto de alunos, pais e encarregados de
       educação, professores e outras entidades.

 Funcionamento

      O Conselho de Professores Tutores reúne, em local a designar, em reunião
       ordinária, no início do ano lectivo e no fim de cada período, e, em reunião
       extraordinária, sempre que necessário. Podem, ainda, realizar-se reuniões
       sectoriais dos Professores Tutores de cada ano de escolaridade para analisar
       problemas específicos.
      As reuniões anteriormente referidas têm a duração máxima de duas horas. No
       caso da ordem de trabalhos não ser cumprida no tempo previsto, os elementos
       presentes decidirão: prolongar a sua duração ou marcar nova reunião imediatamente,
       ficando dispensada a sua convocatória.

 Convocatórias

   As convocatórias das reuniões ordinárias e extraordinárias serão afixadas no placard
   dos Professores Tutores, com a antecedência de 48 horas. Das convocatórias devem
   constar a Ordem de Trabalhos.

 Actas

   As reuniões serão secretariadas, rotativamente, pelos Professores Tutores, através de
   sorteio efectuado no início de cada reunião. As actas serão registadas em impresso
   próprio e arquivadas no respectivo dossier, depois de lidas e aprovadas.


7. Coordenador dos professores tutores


O coordenador dos professores tutores é designado pelo Conselho Executivo, pelo período
de um ano lectivo, considerando a sua competência em orientação educativa ou coordenação
pedagógica.

Compete ao coordenador dos professores tutores:

      divulgar, junto dos professores tutores, toda a informação necessária ao adequado
       desenvolvimento das suas competências;
      convocar, coordenar e presidir às reuniões do Conselho de Professores Tutores;

                                           6

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  • 1. ESCOLA SECUNDÁRIA DE ODIVELAS REGIMENTO DA TUTORIA O Decreto Regulamentar 10/99 de 21.07.1999 enquadra no seu artigo 10º a figura do professor tutor, remetendo para o Regulamento Interno dos Estabelecimentos de Ensino a definição de outras competências consideradas pertinentes. Assim sendo, nos Planos de Acção Tutorial (PAT) da Escola Secundária de Odivelas entende-se a acção de tutoria como uma dinâmica colaborativa em que intervêm diferentes actores (alunos, docentes e encarregados de educação) com diferentes graus de implicação, de forma a resolver dificuldades de aprendizagem dos alunos, de facilitar a sua integração na escola e nos grupos-turma e de atenuar eventuais situações de conflito. Os alicerces desta acção de tutoria são: - capacitação – preparar os alunos para a sua própria auto-orientação e induzi-los, de forma progressiva, a criarem uma atitude para a tomada de decisões fundamentais e responsáveis sobre o presente e o futuro, quer na escola quer na vida social e profissional. - continuidade - ser disponibilizada aos alunos ao longo dos diferentes níveis de escolaridade; - educação – é tão importante a instrução dos alunos como a sua educação. - implicação – dos diferentes actores, nomeadamente, família, comunidade e instituições que intervêm no processo educativo; - individualidade – atender às características específicas de cada aluno; 1. Perfil do professor tutor A figura do professor tutor deve ser entendida como a de um profissional que conhecendo bem os currículos e as opções dos alunos e das suas famílias, promove as acções necessárias para ajustar posições e expectativas. A sua designação pelo Conselho Executivo deverá ter em conta os seguintes aspectos: a) Ser docente profissionalizado com experiência adequada1. b) Ter facilidade em relacionar-se, nomeadamente com os alunos e respectivas famílias. c) Ter capacidade de negociar e mediar em diferentes situações e conflitos. 1 No DR 10/99, artigo 10º - 2, considera-se como condição preferencial possuir formação especializada em orientação educativa ou em coordenação pedagógica. 1
  • 2. ESCOLA SECUNDÁRIA DE ODIVELAS REGIMENTO DA TUTORIA d) Ter capacidade de trabalhar em equipa. e) Ser coerente, flexível e persistente. f) Conhecer em profundidade o nível de escolaridade do grupo de alunos. g) Ter capacidade para proporcionar experiências enriquecedoras e gratificantes para os alunos. h) Comprometer os alunos e fazê-los participar na definição de objectivos, tornando-os mais responsáveis. i) Fomentar um ensino participativo, de forma a desenvolver nos alunos o sentimento de serem agentes da sua aprendizagem. j) Criar um clima de interacção em que os alunos se sintam livres para se expressarem. k) Criar pontes com a comunidade enquadrando, se necessário, apoio externo. 2. Funções do professor tutor a) Acompanhar de forma individualizada o processo educativo de um grupo restrito de alunos, de preferência ao longo do seu percurso escolar. b) Facilitar a integração dos alunos na escola e na turma fomentando a sua participação nas diversas actividades. c) Contribuir para o sucesso educativo e para a diminuição do abandono escolar, conforme previsto no Projecto Educativo da Escola. d) Aconselhar e orientar no estudo e nas tarefas escolares. e) Atender às dificuldades de aprendizagem dos alunos para propor, sempre que necessário, adaptações curriculares, em colaboração com os professores e os serviços especializados de apoio educativo. f) Coordenar as adaptações curriculares, individuais ou de grupo, que o Conselho de Turma ou os serviços especializados de apoio educativo considerarem pertinentes. g) Promover a articulação das actividades escolares dos alunos com outras actividades formativas. h) Esclarecer os alunos sobre o mundo laboral e os procedimentos de acesso ao mesmo, promovendo atitudes de empreendedorismo. i) Esclarecer os alunos sobre as suas possibilidades educativas e os percursos de educação e formação disponíveis. j) Ensinar os alunos a expressarem-se, a definirem objectivos pessoais, a auto avaliarem-se de forma realista e a serem capazes de valorizar e elogiar os outros. k) Trabalhar de modo mais directo e personalizado com os alunos que manifestem um baixo nível de auto estima ou dificuldade em atingirem os objectivos definidos. l) Aplicar questionários/outras metodologias de análise que propiciem um conhecimento aprofundado das características próprias dos alunos:  dados pessoais e familiares;  dados relevantes sobre a sua história escolar e familiar; 2
  • 3. ESCOLA SECUNDÁRIA DE ODIVELAS REGIMENTO DA TUTORIA  características pessoais (interesses, motivações, «estilo» de aprendizagem, adaptação familiar e social, integração no grupo-turma);  problemas e inquietudes;  necessidades educativas. m) Facilitar a cooperação educativa entre os docentes da(s) turma(s) e os pais/encarregados de educação dos alunos. n) Implicar os docentes das disciplinas em que os alunos revelam maiores dificuldades em actividades de apoio à recuperação. o) Implicar os pais/encarregados de educação em actividades de controlo do trabalho escolar e de integração e orientação dos seus educandos. p) Informar, sempre que solicitado, os pais/encarregados de educação, o Conselho de Turma e os alunos sobre as actividades desenvolvidas e o concomitante rendimento. q) Desenvolver a acção de tutoria de forma articulada, quer com a família, quer com os serviços especializados de apoio educativo, designadamente NAE e SPO. r) Elaborar relatórios periódicos (um por período) sobre os resultados da acção de tutoria, a serem entregues no Conselho Executivo para esclarecimento dos Conselhos de Turma, do Conselho Pedagógico e da família. Os relatórios devem ser elaborados numa linguagem clara e sem tecnicismos. 3. Actividades do professor tutor O desempenho das funções anteriormente elencadas implica três níveis de actividades/relacionamentos: com os alunos, com os docentes da(s) turma(s) e com os pais/encarregados de educação.  Actividades com os alunos  Explicar as funções e tarefas da tutoria, dando aos alunos a oportunidade de participarem na programação de actividades e de exporem os seus pontos de vista sobre questões que digam respeito ao grupo.  Manter entrevistas individuais com os alunos (informativas, orientadoras, …), sempre que necessário.  Aplicar questionários/outras metodologias de análise para diagnosticar as características próprias dos alunos, de forma a conhecer a situação de cada aluno do grupo.  Estimular e orientar o grupo de alunos para que exponham as suas necessidades, expectativas, problemas e dificuldades.  Preparar com o grupo de alunos as provas de avaliação nas disciplinas em que revelem mais dificuldades e comentar e tomar decisões após os resultados das mesmas. 3
  • 4. ESCOLA SECUNDÁRIA DE ODIVELAS REGIMENTO DA TUTORIA  Aprofundar o conhecimento das atitudes, interesses e motivações dos alunos para os ajudar na tomada de decisões sobre as suas opções educativas e/ou profissionais.  Promover e coordenar actividades em colaboração com os Directores de Turma, os professores e os serviços especializados de apoio educativo, que fomentem a convivência, a integração e a participação dos alunos na vida da escola e no meio, nomeadamente:  actividades para «ensinar a ser pessoa» (jogos sociais, de papéis, …);  actividades para «ensinar a pensar» (técnicas de estudo, resolução de problemas, melhoria da memória,…);  actividades para «ensinar a conviver» (dinâmicas de grupo, mesas redondas, jogo de papéis,…);  actividades para «ensinar a comportar-se» (relaxação, concentração, pensar em voz alta, …);  actividades para «ensinar a decidir» (auto conhecimento, informação profissional, programas de orientação vocacional,…).  Actividades com os professores  Preparar um Plano de Acção Tutorial (PAT) para todo o ano lectivo, precisando o grau e o modo de implicação dos professores das disciplinas em que os alunos revelam mais dificuldades e os aspectos específicos e prioritários a que o tutor deverá atender.  Adquirir uma visão global sobre a programação, objectivos e aspectos metodológicos das diferentes disciplinas / áreas disciplinares.  Transmitir aos professores todas as informações sobre os alunos que lhes possam ser úteis no exercício da função docente.  Colaborar com os Directores de Turma e os restantes tutores, sobretudo com os do mesmo ciclo, no momento de definir e rever objectivos, preparar materiais e coordenar o uso dos meios disponíveis.  Actividades com os pais/encarregados de educação  Explicar as funções e tarefas da tutoria, solicitando aos pais/encarregados de educação para participarem na programação de actividades e exporem os seus pontos de vista.  Promover/Obter a colaboração dos pais/encarregados de educação em relação ao trabalho pessoal dos seus educandos, organização do tempo de estudo em casa, do tempo livre e de descanso.  Preparar, em colaboração com os pais/encarregados de educação, actividades extra- curriculares, visitas de estudo e outros eventos considerados adequados. 4
  • 5. ESCOLA SECUNDÁRIA DE ODIVELAS REGIMENTO DA TUTORIA  Reunir com os pais/encarregados de educação quando o solicitarem ou quando o tutor considerar necessário, de forma a antecipar a resolução de situações de inadaptação ou de insucesso.  Coordenar grupos de debate sobre temas de interesse para os pais/encarregados de educação, com a colaboração dos serviços especializados de apoio educativo. 4. Tempo atribuído à acção de tutoria Ao cargo de professor tutor são atribuídos três blocos da componente não lectiva com a seguinte distribuição: - um bloco e meio semanal para o acompanhamento dos alunos; - um bloco e meio semanal para tarefas de organização e reuniões. 5. Perfil do aluno tutorado A designação do aluno a ser acompanhado por um professor tutor deverá ter em conta os seguintes aspectos:  que o aluno tem dificuldades de aprendizagem;  que o aluno tem dificuldades de integração. O tempo de acompanhamento tutorial por aluno será determinado em função das necessidades avaliadas pelo professor tutor e pelo Conselho de Turma. 6. Conselho de professores tutores  Composição  O Conselho de Professores Tutores é composto pelo conjunto dos Professores Tutores (7º, 8º e 9º anos no Ensino Básico e 10º, 11º e 12º anos no Ensino Secundário).  A lista dos Professores Tutores que compõem os Conselhos de Professores Tutores do Ensino Básico e do Ensino Secundário será actualizada anualmente.  O Conselho de Professores Tutores dos Ensinos Básico e Secundário é presidido pelo Coordenador dos Professores Tutores.  Competências  Assegurar a articulação e normalização de procedimentos a adoptar na tutoria. 5
  • 6. ESCOLA SECUNDÁRIA DE ODIVELAS REGIMENTO DA TUTORIA  Identificar necessidades de formação no âmbito da tutoria.  Conceber e desencadear mecanismos de formação e apoio aos tutores e a outros docentes da escola.  Propor e planificar formas de actuação junto de alunos, pais e encarregados de educação, professores e outras entidades.  Funcionamento  O Conselho de Professores Tutores reúne, em local a designar, em reunião ordinária, no início do ano lectivo e no fim de cada período, e, em reunião extraordinária, sempre que necessário. Podem, ainda, realizar-se reuniões sectoriais dos Professores Tutores de cada ano de escolaridade para analisar problemas específicos.  As reuniões anteriormente referidas têm a duração máxima de duas horas. No caso da ordem de trabalhos não ser cumprida no tempo previsto, os elementos presentes decidirão: prolongar a sua duração ou marcar nova reunião imediatamente, ficando dispensada a sua convocatória.  Convocatórias As convocatórias das reuniões ordinárias e extraordinárias serão afixadas no placard dos Professores Tutores, com a antecedência de 48 horas. Das convocatórias devem constar a Ordem de Trabalhos.  Actas As reuniões serão secretariadas, rotativamente, pelos Professores Tutores, através de sorteio efectuado no início de cada reunião. As actas serão registadas em impresso próprio e arquivadas no respectivo dossier, depois de lidas e aprovadas. 7. Coordenador dos professores tutores O coordenador dos professores tutores é designado pelo Conselho Executivo, pelo período de um ano lectivo, considerando a sua competência em orientação educativa ou coordenação pedagógica. Compete ao coordenador dos professores tutores:  divulgar, junto dos professores tutores, toda a informação necessária ao adequado desenvolvimento das suas competências;  convocar, coordenar e presidir às reuniões do Conselho de Professores Tutores; 6
  • 7. ESCOLA SECUNDÁRIA DE ODIVELAS REGIMENTO DA TUTORIA  planificar, em colaboração com o Conselho de Professores Tutores, as actividades a desenvolver anualmente;  apoiar os professores tutores na elaboração dos PAT (Planos de Acção Tutorial);  monitorizar a aplicação dos PAT (Planos de Acção Tutorial);  apresentar ao Conselho Executivo um relatório crítico, anual, do trabalho desenvolvido. 8. Plano de Acção Tutorial (PAT)  É parte integrante do Projecto Curricular de Turma.  O Conselho Pedagógico define as directrizes gerais e os critérios de elaboração.  Os professores tutores procedem à sua elaboração, bem como à sua divulgação e discussão em Conselho de Turma.  O Coordenador dos Professores Tutores monitoriza a implementação. O Plano de Acção Tutorial é um instrumento onde se clarifica:  os critérios e procedimentos para a organização e funcionamento da tutoria;  as linhas de actuação que o tutor desenvolve com os alunos de cada grupo e respectivas famílias;  a equipa educativa implicada;  as medidas para manter uma comunicação eficaz com as famílias, quer com vista ao intercâmbio de informações sobre aspectos relevantes para melhorar o processo de aprendizagem dos alunos, quer para orientá-los e promover a sua cooperação;  as actividades a realizar semanalmente com o grupo de alunos e as previstas no atendimento individual. O Plano de Acção Tutorial deve ainda contemplar os elementos em anexo. 7
  • 8. ESCOLA SECUNDÁRIA DE ODIVELAS REGIMENTO DA TUTORIA ELEMENTOS DO PLANO DE ACÇÃO TUTORIAL (PAT) OBJECTIVO ACTUAÇÕES RESPONSÁVEIS CALENDARIZAÇÃO 1 - DIAGNÓSTICO DAS Recolha de informação: Tutores Setembro / Outubro CARACTERÍSTICAS DOS ALUNOS  dados pessoais e familiares;  dados relevantes sobre a sua história escolar e familiar;  características pessoais (interesses, motivações, «estilo» de aprendizagem, adaptação familiar e social, integração no grupo-turma);  problemas e inquietudes;  necessidades educativas. 2 - REGISTO DE INFORMAÇÃO Preenchimento da Ficha Individual de Tutoria a elaborar pelo Conselho de Professores Tutores Elaboração da ficha RELEVANTE Conselho de Professores Tutores, de forma a facilitar a Tutores Setembro / Outubro recolha de informação e o acompanhamento, para além do levantamento dos aspectos ou assuntos tratados nas Preenchimento da ficha entrevistas individuais com o aluno e com os Ao longo do ano lectivo pais/encarregados de educação. 3 – ACOMPANHAMENTO Registo de informação relevante: Tutores Ao longo do ano lectivo PERSONALIZADO DOS ALUNOS  Recolha de informação mediante entrevistas periódicas;  Registo de incidentes;  Observações sobre atitudes, comportamento, competências demonstradas, dificuldades, etc. ELEMENTOS DO PLANO DE ACÇÃO TUTORIAL (PAT) OBJECTIVO ACTUAÇÕES RESPONSÁVEIS CALENDARIZAÇÃO 4 – ADEQUAÇÃO DO ENSINO-  Adequação de planificações, metodologias de ensino e de Grupos disciplinares Setembro / Outubro 8
  • 9. ESCOLA SECUNDÁRIA DE ODIVELAS REGIMENTO DA TUTORIA APRENDIZAGEM avaliação. Conselhos de Turma  Selecção de conteúdos/objectivos prioritários e básicos. Tutores  Readequação de metodologias de avaliação (critérios, Conselho Pedagógico instrumentos e técnicas). 5 – ARTICULAÇÃO DOCENTE Potenciar a articulação dos docentes das disciplinas em que Tutores Ao longo do ano lectivo os alunos revelem mais dificuldades, através de reuniões para Docentes as quais o tutor deve:  estabelecer a ordem de trabalhos das reuniões;  convocar e dirigir as reuniões. Destas reuniões serão elaboradas actas circunstanciadas. 6 – ARTICULAÇÃO COM A Implicar as famílias na educação dos alunos para normalizar Tutores Ao longo do ano lectivo FAMÍLIA critérios que promovam uma maior coerência entre escola e Representantes dos família: pais/encarregados de educação  elaborar o calendário das reuniões com os eleitos nas turmas pais/encarregados de educação das respectivas tutorias; Coordenador dos professores  definir os procedimentos e a periodicidade para as tutores entrevistas de tutoria com a família; Conselho Executivo  elaborar instrumentos para a comunicação interna e externa (relatórios, boletins informativos, …);  colaborar com a Associação de Pais e Encarregados de Educação e com os serviços especializados de apoio educativo na organização de debates, encontros, escola de pais, … ELEMENTOS DO PLANO DE ACÇÃO TUTORIAL (PAT) OBJECTIVO ACTUAÇÕES RESPONSÁVEIS CALENDARIZAÇÃO 7 – ELABORAÇÃO DOS PAT  Elaborar os PAT. Tutores Ao longo do ano lectivo 9
  • 10. ESCOLA SECUNDÁRIA DE ODIVELAS REGIMENTO DA TUTORIA  Elaborar as programações da tutoria de acordo com os Conselhos de Turma PAT.  Analisar os PAT nos Conselhos de Turma.  Apresentar aos alunos e às famílias os PAT e respectiva programação, propiciando a sua participação e recolhendo sugestões. 8 – ATENÇÃO ÀS NEE  Identificar eventuais necessidades educativas especiais Tutores Primeiro período dos alunos de que é tutor. Conselho Executivo  Participar nas decisões sobre as modalidades educativas NAE a utilizar. SPO  Sugerir adaptações curriculares.  Estabelecer programas de reforço pedagógico.  Solicitar apoios e recursos especiais.  Avaliar a resposta educativa. 9 – MEDIAÇÃO  Organizar reuniões de forma separada e/ou conjunta Tutores Ao longo do ano lectivo entre as partes em conflito. Conselho de Prevenção e Mediação  Fazer de interlocutor. de Conflitos 1