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Região
Vinhateira do
Alto Douro
Classificado pela UNESCO como Património
da Humanidade
Trabalho individual realizado por Albertina Lima N.º 1 –
TAV . 1º Ano
Turismo
ESCOLA SECUNDÁRIA SEBASTIÃO DA GAMA
Região Vinhateira do Alto Douro
Turismo - Albertina Maria Seroido Branco Lima – N.º 1 – TAV – 1º Ano
1
ÍNDICE
1. Introdução................................................................................................................................ 02
2. Património Mundial da UNESCO.............................................................................................. 03
a. Concelhos abrangidos pela UNESCO......................................................................... 04
3. Divisão geográfica .................................................................................................................... 05
4. Tipos de vinho do Porto........................................................................................................... 07
a. A Vinha....................................................................................................................... 10
5. Conclusão................................................................................................................................. 12
6. Webgrafia consultada .............................................................................................................. 13
ESCOLA SECUNDÁRIA SEBASTIÃO DA GAMA
Região Vinhateira do Alto Douro
Turismo - Albertina Maria Seroido Branco Lima – N.º 1 – TAV – 1º Ano
2
Este trabalho tem como finalidade referenciar a região vinhateira do Alto Douro, a qual
foi classificada como Património da Humanidade, pela Organização das Nações Unidas
para a Cultura, Ciência e Educação – UNESCO, tendo esta organização como objetivo
identificar e preservar locais de importância cultural ou natural de excelência,
classificando-os como património comum da humanidade.
Nele serão descritas as diversas regiões demarcadas, onde é produzido o Vinho do
Porto, sendo ainda aludido os diversos tipos de vinho e as suas classificações.
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Região Vinhateira do Alto Douro
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3
Em 14 de dezembro de 2001, a UNESCO classificou a região vinhateira do Alto Douro
como Património da Humanidade.
Esta região, com mais de 26 mil hectares, também conhecida como Alto Douro
Vinhateiro, fica situada a nordeste de Portugal, é banhada pelo Rio Douro e produz
vinho há mais de 2.000 anos, tendo sido a primeira região vitícola demarcada do
mundo, em 1756, quando Marquês de Pombal resolveu promover e preservar,
controlando a produção do já então célebre Vinho do Porto.
Era então criada, por Marquês de Pombal, a Companhia
Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro ou Real
Companhia Velha, que detinha o exclusivo da produção e
distribuição dos vinhos da região demarcada do Douro, a
qual era demarcada por, inicialmente 201 marcos de
granito e cinco anos depois, em 1761, com mais 134
marcos, perfazendo o total de 335. Mais tarde, a 10 de
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Região Vinhateira do Alto Douro
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4
maio de 1907, a região demarcada estende-se para o Douro Superior, ao abrigo do
decreto assinado por João Franco. Contudo, ao longo do século XX, a Região
Demarcada do Douro tem sido objeto de vários modelos de regulação, tendo sido
instituída em 1995, a Comissão Interprofissional da Região Demarcada do Douro
(CIRDD), sendo a principal regulamentação o sistema de distribuição do Benefício, que
se traduz na quantidade de mosto autorizado para fazer o vinho do Porto, de acordo
com as características e qualidade das videiras.
A sua paisagem, de rara beleza, é caracterizada
por atividades associadas à produção do vinho.
Representa um magnífico exemplo de uma
tradicional região produtora de vinho da
europa, onde socalco a socalco é referenciada
uma escultura inédita, criando-se deste modo
um ecossistema de valor único, preservado da
erosão, devido às características de
aproveitamento do terreno, onde o resultado
são milhares de hectares de vinha, sendo ainda
hoje a viticultura, realizada quase totalmente à
mão, devido à natureza do solo que impede a utilização de máquinas.
 CONCELHOS ABRANGIDOS PELA UNESCO
Desta zona distinguida pela UNESCO, fazem parte os seguintes (treze) concelhos, os
quais se estendem ao longo das encostas do Rio Douro e dos seus afluentes, Varosa,
Corgo, Távora, Torto e Pinhão:
Alijó
 Armamar
 Carrazeda de Ansiães
 Lamego
 Mesão Frio
 Peso da Régua
 Sabrosa
 Santa Marta de Penaguião
 São João da Pesqueira
 Tabuaço
 Torre de Moncorvo
 Vila Nova de Foz Côa
 Vila Real
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5
A Região Demarcada do Douro divide-se em 3 zonas:
Baixo-Corgo – Representando 51% da área ocupada por vinha, inserida na margem
direita do Rio Douro, desde Barqueiros ao Rio Corgo (Régua) e na margem esquerda,
desde a freguesia de Barrô até ao Rio Temi-Lobos, nas proximidades da Vila de
Armamar;
Cima-Corgo – Com 36 % da área ocupada por vinha da região demarcada, estende-se
desde as fronteiras da região Baixo-Corgo e vai até ao meridiano que passa no Cachão
da Valeira;
Douro Superior – Representado a área mais pequena, com aproximadamente 13%,
desde as fronteiras da região Cima-Corgo, prolongando-se até à fronteira espanhola.
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6
Em cada zona da região demarcada, existem quintas que se distinguem pela sua
importância, ao nível da produção de mostos de grande qualidade, pela sua história,
beleza e localização:
 Baixo-Corgo
o Quinta do Côtto
o Quinta do Vale Abraão
o Quinta da Pacheca
 Cima-Corgo
o Quinta do Panascal
o Quinta do Bom Retiro
o Quinta das Carvalhas
o Quinta da Boavista
o Quinta do Infantado
o Quinta do Porto
o Quinta de La Rosa
o Quinta da Foz
o Quinta do Noval
o Quinta da Roeda
o Quinta dos Malvedos
 Douro Superior
o Quinta de Vargellas
o Quinta do Vesúvio
o Quinta Vale do Meão
o Quinta da Ervamoira
Quinta da Pacheca
Quinta do Infantado
Quinta do Vesúvio
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7
O Vinho do Porto é um vinho licoroso, produzido na Região Demarcada do Douro.
O processo de fabrico, baseado na tradição, inclui:
 A paragem da fermentação do mosto pela adição de aguardente vínica -
benefício ou aguardentação (adição de aguardente ao mosto em fermentação);
 A lotação de vinhos (elaboração de um lote através da mistura de dois ou mais vinhos);
 O envelhecimento (O processo de envelhecimento de um Vinho do Porto pode durar diversas
dezenas de anos e é orientado de forma diferente conforme o tipo de vinho que se pretende obter).
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8
Devido às suas características
particulares, o Vinho do Porto
distingue-se dos vinhos comuns,
apresentando uma enorme diversidade
de tipos, com uma riqueza e
intensidade de aromas e sabores
incomparáveis, numa vasta gama de
doçuras e cores, apresentando um teor
alcoólico elevado (compreendido entre
os 19 e os 22% vol.).
A identificação dos diferentes tipos de Vinho do Porto, rege-se por um conjunto de
qualificações:
 A cor que pode variar entre o retinto e o alourado-claro, sendo ainda possíveis
todas as tonalidades intermédias (tinto, tinto-alourado, alourado e alourado-
claro). Os Vinhos do Porto Branco apresentam tonalidades diversas (branco
pálido, branco palha e branco dourado), intimamente relacionadas com a
tecnologia de produção. Quando envelhecidos em casco, durante muito anos,
os vinhos brancos adquirem, por oxidação natural, uma tonalidade alourada-
claro semelhante à dos vinhos tintos muito velhos.
 A doçura que pode ser muito doce, doce, meio-seco, ou extra seco.
A doçura do vinho constitui uma opção de fabrico, condicionada pelo momento
de interrupção da fermentação.
 O envelhecimento, podendo ainda ser dividido em duas categorias consoante o
tipo:
o Estilo Ruby – Envelhecimento em garrafa. Procuram-se nestes vinhos,
suster a evolução da sua cor tinta, mais ou menos intensa, e manter o
aroma frutado e vigor dos vinhos jovens. Neste tipo de vinhos, por
ordem crescente de qualidade, inserem-se as categorias:
 Ruby
 Reserva
 Late Bottled Vintage (LBV) - Vinho que resulta apenas de
colheitas de boas qualidades, passando entre 4 a 6 anos em
cascos antes de ser engarrafado
 Vintage - Nem todas as vindimas os podem gerar, uma vez que
são resultado de uma reunião de excecionais condições
climáticas, permitindo maturações ideais para a criação máxima
das vinhas do Douro
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9
Os vinhos das melhores categorias, principalmente o Vintage, e em
menor grau o LBV, poderão ser guardados, pois envelhecem bem em
garrafa. São especialmente aconselhados os LBV e os Vintage. Chegam
ao mercado geralmente com a idade de três anos.
o Estilo Tawny – Envelhecimento em madeira. Adquirido por lotação de
vinhos de grau de maturação variável, conduzido através do
envelhecimento em cascos ou tonéis. São vinhos em que a cor
apresenta evolução, devendo integrar-se nas sub-classes de cor tinto-
alourado, alourado ou alourado-claro. Os aromas lembram os frutos
secos e a madeira; quanto mais velho é o vinho, mais estas
características se acentuam. As categorias existentes são:
 Tawny
 Tawny Reserva
 Tawny com Indicação de Idade (10 anos, 20 anos, 30 anos e 40
anos)
 Colheita (data da colheita)
São vinhos de lotes de vários anos, exceto os Colheita, que se
assemelham a um Tawny com Indicação de Idade com o mesmo tempo
de envelhecimento. Quando são engarrafados estão prontos para serem
consumidos. Aconselham-se os vinhos das categorias Tawny com
Indicação de Idade e Colheita. Envelhecem geralmente 5 anos em cascos
de carvalho antes de serem engarrafados.
O Vinho do Porto Branco apresenta-se em variados estilos, associados a períodos de
envelhecimento, mais ou menos prolongados, e diferentes graus de doçura (seco, doce
ou muito doce), que resultam do modo como é conduzida a sua elaboração.
Aos vinhos tradicionais, juntaram-se os vinhos de aroma floral e complexo com um
teor alcoólico mínimo de 16,5% (Vinho do Porto Branco Leve Seco) capazes de
responder à procura de vinhos menos ricos em álcool. Este vinho chega ao mercado
depois de três anos de estágio.
O Vinho do Porto Rosé, é um vinho de cor rosada,
obtido por maceração (contacto prolongado do mosto com as
partes sólidas da uva com vista à extracção de compostos
responsáveis pela cor e aromas) pouco intensa de uvas
tintas, não existindo fenómenos de oxidação durante
a sua conservação. São vinhos para serem
consumidos novos, com boa exuberância aromática,
com notas de cereja, framboesa e morango. Na boca
são suaves e agradáveis. Devem ser apreciados
frescos ou com gelo, podendo ainda ser servidos em diversos cocktails.
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10
 A VINHA
A produção de uvas destinadas ao Vinho do Porto é controlada e definida através de
diversos parâmetros:
 Altitude
 Sub-região
 Exposição ao sol
 Tipo de terreno, entre outros.
Destes parâmetros, resulta uma pontuação e classificação das vinhas por letras, sendo
anualmente definida a quantidade de Vinho do Porto a produzir, e quais as letras que
são permitidas, assim como o quantitativo máximo por hectare. A esta licença chama-
se «benefício» e é controlada pela Casa do Douro.
O clima é seco, continental, protegido da influência marítima pela Serra do Marão. A
pluviosidade e a temperatura são muito irregulares, com amplitudes anuais enormes,
chegando a atingir 45º no verão e temperaturas negativas nos meses de janeiro e
fevereiro, concentrando-se as chuvas nos meses de inverno.
Os solos xistosos são relativamente pobres e ácidos, com alguma retenção da água
para ceder às plantas no período quente.
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11
A cultura da vinha evoluiu ao
longo dos tempos, passando-
se de terraços estreitos com
muros de pedra, do período
pré-filoxérico, para terraços
mais largos, em declive, que
permitem trabalhar a vinha
com animais.
Atualmente os terrenos são
armados em patamares de
quatro metros de largura,
com taludes em terra,
permitindo a mecanização da
vinha. Nos últimos vinte anos
foi também ensaiada a implantação de vinha, com maior declive, com o objetivo de
aumentar o número de plantas por hectare, permitindo a mecanização integral por
tração direta, conseguindo-se assim uma maior rentabilidade.
As castas mais importantes usadas no vinho do Porto tinto são:
 Touriga Nacional
 Touriga Francesa
 Tinta Roriz
 Tinta Barroca
 Tinto Cão
 Tinta Amarela.
Nos brancos, utiliza-se:
 Malvasia Fina
 Codega
 Rabigato.
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12
Com a realização deste trabalho pude constatar a importância, a nível mundial, da
Região Demarcada do Douro e a produção do Vinho de Porto, desde a antiguidade e
até aos nossos dias.
Pude ainda caracterizar a viticultura da região do Douro e avaliar a importância do
Vinho do Porto no comércio externo.
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Região Vinhateira do Alto Douro
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13
http://www.douro-turismo.pt/patrimonio-mundial.php
http://whc.unesco.org/en/list/1046
http://pt.wikipedia.org/wiki/Patrim%C3%B3nio_Mundial
http://www.douroiberico.com/ContentDetail.aspx?contentId=23D183EA-B53B-4927-831E-
A76FCAAD1F18&channelContentId=29C33D6E-0E93-4D76-8AAB-
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Região vinhateira do alto dour1

  • 1. Região Vinhateira do Alto Douro Classificado pela UNESCO como Património da Humanidade Trabalho individual realizado por Albertina Lima N.º 1 – TAV . 1º Ano Turismo
  • 2. ESCOLA SECUNDÁRIA SEBASTIÃO DA GAMA Região Vinhateira do Alto Douro Turismo - Albertina Maria Seroido Branco Lima – N.º 1 – TAV – 1º Ano 1 ÍNDICE 1. Introdução................................................................................................................................ 02 2. Património Mundial da UNESCO.............................................................................................. 03 a. Concelhos abrangidos pela UNESCO......................................................................... 04 3. Divisão geográfica .................................................................................................................... 05 4. Tipos de vinho do Porto........................................................................................................... 07 a. A Vinha....................................................................................................................... 10 5. Conclusão................................................................................................................................. 12 6. Webgrafia consultada .............................................................................................................. 13
  • 3. ESCOLA SECUNDÁRIA SEBASTIÃO DA GAMA Região Vinhateira do Alto Douro Turismo - Albertina Maria Seroido Branco Lima – N.º 1 – TAV – 1º Ano 2 Este trabalho tem como finalidade referenciar a região vinhateira do Alto Douro, a qual foi classificada como Património da Humanidade, pela Organização das Nações Unidas para a Cultura, Ciência e Educação – UNESCO, tendo esta organização como objetivo identificar e preservar locais de importância cultural ou natural de excelência, classificando-os como património comum da humanidade. Nele serão descritas as diversas regiões demarcadas, onde é produzido o Vinho do Porto, sendo ainda aludido os diversos tipos de vinho e as suas classificações.
  • 4. ESCOLA SECUNDÁRIA SEBASTIÃO DA GAMA Região Vinhateira do Alto Douro Turismo - Albertina Maria Seroido Branco Lima – N.º 1 – TAV – 1º Ano 3 Em 14 de dezembro de 2001, a UNESCO classificou a região vinhateira do Alto Douro como Património da Humanidade. Esta região, com mais de 26 mil hectares, também conhecida como Alto Douro Vinhateiro, fica situada a nordeste de Portugal, é banhada pelo Rio Douro e produz vinho há mais de 2.000 anos, tendo sido a primeira região vitícola demarcada do mundo, em 1756, quando Marquês de Pombal resolveu promover e preservar, controlando a produção do já então célebre Vinho do Porto. Era então criada, por Marquês de Pombal, a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro ou Real Companhia Velha, que detinha o exclusivo da produção e distribuição dos vinhos da região demarcada do Douro, a qual era demarcada por, inicialmente 201 marcos de granito e cinco anos depois, em 1761, com mais 134 marcos, perfazendo o total de 335. Mais tarde, a 10 de
  • 5. ESCOLA SECUNDÁRIA SEBASTIÃO DA GAMA Região Vinhateira do Alto Douro Turismo - Albertina Maria Seroido Branco Lima – N.º 1 – TAV – 1º Ano 4 maio de 1907, a região demarcada estende-se para o Douro Superior, ao abrigo do decreto assinado por João Franco. Contudo, ao longo do século XX, a Região Demarcada do Douro tem sido objeto de vários modelos de regulação, tendo sido instituída em 1995, a Comissão Interprofissional da Região Demarcada do Douro (CIRDD), sendo a principal regulamentação o sistema de distribuição do Benefício, que se traduz na quantidade de mosto autorizado para fazer o vinho do Porto, de acordo com as características e qualidade das videiras. A sua paisagem, de rara beleza, é caracterizada por atividades associadas à produção do vinho. Representa um magnífico exemplo de uma tradicional região produtora de vinho da europa, onde socalco a socalco é referenciada uma escultura inédita, criando-se deste modo um ecossistema de valor único, preservado da erosão, devido às características de aproveitamento do terreno, onde o resultado são milhares de hectares de vinha, sendo ainda hoje a viticultura, realizada quase totalmente à mão, devido à natureza do solo que impede a utilização de máquinas.  CONCELHOS ABRANGIDOS PELA UNESCO Desta zona distinguida pela UNESCO, fazem parte os seguintes (treze) concelhos, os quais se estendem ao longo das encostas do Rio Douro e dos seus afluentes, Varosa, Corgo, Távora, Torto e Pinhão: Alijó  Armamar  Carrazeda de Ansiães  Lamego  Mesão Frio  Peso da Régua  Sabrosa  Santa Marta de Penaguião  São João da Pesqueira  Tabuaço  Torre de Moncorvo  Vila Nova de Foz Côa  Vila Real
  • 6. ESCOLA SECUNDÁRIA SEBASTIÃO DA GAMA Região Vinhateira do Alto Douro Turismo - Albertina Maria Seroido Branco Lima – N.º 1 – TAV – 1º Ano 5 A Região Demarcada do Douro divide-se em 3 zonas: Baixo-Corgo – Representando 51% da área ocupada por vinha, inserida na margem direita do Rio Douro, desde Barqueiros ao Rio Corgo (Régua) e na margem esquerda, desde a freguesia de Barrô até ao Rio Temi-Lobos, nas proximidades da Vila de Armamar; Cima-Corgo – Com 36 % da área ocupada por vinha da região demarcada, estende-se desde as fronteiras da região Baixo-Corgo e vai até ao meridiano que passa no Cachão da Valeira; Douro Superior – Representado a área mais pequena, com aproximadamente 13%, desde as fronteiras da região Cima-Corgo, prolongando-se até à fronteira espanhola.
  • 7. ESCOLA SECUNDÁRIA SEBASTIÃO DA GAMA Região Vinhateira do Alto Douro Turismo - Albertina Maria Seroido Branco Lima – N.º 1 – TAV – 1º Ano 6 Em cada zona da região demarcada, existem quintas que se distinguem pela sua importância, ao nível da produção de mostos de grande qualidade, pela sua história, beleza e localização:  Baixo-Corgo o Quinta do Côtto o Quinta do Vale Abraão o Quinta da Pacheca  Cima-Corgo o Quinta do Panascal o Quinta do Bom Retiro o Quinta das Carvalhas o Quinta da Boavista o Quinta do Infantado o Quinta do Porto o Quinta de La Rosa o Quinta da Foz o Quinta do Noval o Quinta da Roeda o Quinta dos Malvedos  Douro Superior o Quinta de Vargellas o Quinta do Vesúvio o Quinta Vale do Meão o Quinta da Ervamoira Quinta da Pacheca Quinta do Infantado Quinta do Vesúvio
  • 8. ESCOLA SECUNDÁRIA SEBASTIÃO DA GAMA Região Vinhateira do Alto Douro Turismo - Albertina Maria Seroido Branco Lima – N.º 1 – TAV – 1º Ano 7 O Vinho do Porto é um vinho licoroso, produzido na Região Demarcada do Douro. O processo de fabrico, baseado na tradição, inclui:  A paragem da fermentação do mosto pela adição de aguardente vínica - benefício ou aguardentação (adição de aguardente ao mosto em fermentação);  A lotação de vinhos (elaboração de um lote através da mistura de dois ou mais vinhos);  O envelhecimento (O processo de envelhecimento de um Vinho do Porto pode durar diversas dezenas de anos e é orientado de forma diferente conforme o tipo de vinho que se pretende obter).
  • 9. ESCOLA SECUNDÁRIA SEBASTIÃO DA GAMA Região Vinhateira do Alto Douro Turismo - Albertina Maria Seroido Branco Lima – N.º 1 – TAV – 1º Ano 8 Devido às suas características particulares, o Vinho do Porto distingue-se dos vinhos comuns, apresentando uma enorme diversidade de tipos, com uma riqueza e intensidade de aromas e sabores incomparáveis, numa vasta gama de doçuras e cores, apresentando um teor alcoólico elevado (compreendido entre os 19 e os 22% vol.). A identificação dos diferentes tipos de Vinho do Porto, rege-se por um conjunto de qualificações:  A cor que pode variar entre o retinto e o alourado-claro, sendo ainda possíveis todas as tonalidades intermédias (tinto, tinto-alourado, alourado e alourado- claro). Os Vinhos do Porto Branco apresentam tonalidades diversas (branco pálido, branco palha e branco dourado), intimamente relacionadas com a tecnologia de produção. Quando envelhecidos em casco, durante muito anos, os vinhos brancos adquirem, por oxidação natural, uma tonalidade alourada- claro semelhante à dos vinhos tintos muito velhos.  A doçura que pode ser muito doce, doce, meio-seco, ou extra seco. A doçura do vinho constitui uma opção de fabrico, condicionada pelo momento de interrupção da fermentação.  O envelhecimento, podendo ainda ser dividido em duas categorias consoante o tipo: o Estilo Ruby – Envelhecimento em garrafa. Procuram-se nestes vinhos, suster a evolução da sua cor tinta, mais ou menos intensa, e manter o aroma frutado e vigor dos vinhos jovens. Neste tipo de vinhos, por ordem crescente de qualidade, inserem-se as categorias:  Ruby  Reserva  Late Bottled Vintage (LBV) - Vinho que resulta apenas de colheitas de boas qualidades, passando entre 4 a 6 anos em cascos antes de ser engarrafado  Vintage - Nem todas as vindimas os podem gerar, uma vez que são resultado de uma reunião de excecionais condições climáticas, permitindo maturações ideais para a criação máxima das vinhas do Douro
  • 10. ESCOLA SECUNDÁRIA SEBASTIÃO DA GAMA Região Vinhateira do Alto Douro Turismo - Albertina Maria Seroido Branco Lima – N.º 1 – TAV – 1º Ano 9 Os vinhos das melhores categorias, principalmente o Vintage, e em menor grau o LBV, poderão ser guardados, pois envelhecem bem em garrafa. São especialmente aconselhados os LBV e os Vintage. Chegam ao mercado geralmente com a idade de três anos. o Estilo Tawny – Envelhecimento em madeira. Adquirido por lotação de vinhos de grau de maturação variável, conduzido através do envelhecimento em cascos ou tonéis. São vinhos em que a cor apresenta evolução, devendo integrar-se nas sub-classes de cor tinto- alourado, alourado ou alourado-claro. Os aromas lembram os frutos secos e a madeira; quanto mais velho é o vinho, mais estas características se acentuam. As categorias existentes são:  Tawny  Tawny Reserva  Tawny com Indicação de Idade (10 anos, 20 anos, 30 anos e 40 anos)  Colheita (data da colheita) São vinhos de lotes de vários anos, exceto os Colheita, que se assemelham a um Tawny com Indicação de Idade com o mesmo tempo de envelhecimento. Quando são engarrafados estão prontos para serem consumidos. Aconselham-se os vinhos das categorias Tawny com Indicação de Idade e Colheita. Envelhecem geralmente 5 anos em cascos de carvalho antes de serem engarrafados. O Vinho do Porto Branco apresenta-se em variados estilos, associados a períodos de envelhecimento, mais ou menos prolongados, e diferentes graus de doçura (seco, doce ou muito doce), que resultam do modo como é conduzida a sua elaboração. Aos vinhos tradicionais, juntaram-se os vinhos de aroma floral e complexo com um teor alcoólico mínimo de 16,5% (Vinho do Porto Branco Leve Seco) capazes de responder à procura de vinhos menos ricos em álcool. Este vinho chega ao mercado depois de três anos de estágio. O Vinho do Porto Rosé, é um vinho de cor rosada, obtido por maceração (contacto prolongado do mosto com as partes sólidas da uva com vista à extracção de compostos responsáveis pela cor e aromas) pouco intensa de uvas tintas, não existindo fenómenos de oxidação durante a sua conservação. São vinhos para serem consumidos novos, com boa exuberância aromática, com notas de cereja, framboesa e morango. Na boca são suaves e agradáveis. Devem ser apreciados frescos ou com gelo, podendo ainda ser servidos em diversos cocktails.
  • 11. ESCOLA SECUNDÁRIA SEBASTIÃO DA GAMA Região Vinhateira do Alto Douro Turismo - Albertina Maria Seroido Branco Lima – N.º 1 – TAV – 1º Ano 10  A VINHA A produção de uvas destinadas ao Vinho do Porto é controlada e definida através de diversos parâmetros:  Altitude  Sub-região  Exposição ao sol  Tipo de terreno, entre outros. Destes parâmetros, resulta uma pontuação e classificação das vinhas por letras, sendo anualmente definida a quantidade de Vinho do Porto a produzir, e quais as letras que são permitidas, assim como o quantitativo máximo por hectare. A esta licença chama- se «benefício» e é controlada pela Casa do Douro. O clima é seco, continental, protegido da influência marítima pela Serra do Marão. A pluviosidade e a temperatura são muito irregulares, com amplitudes anuais enormes, chegando a atingir 45º no verão e temperaturas negativas nos meses de janeiro e fevereiro, concentrando-se as chuvas nos meses de inverno. Os solos xistosos são relativamente pobres e ácidos, com alguma retenção da água para ceder às plantas no período quente.
  • 12. ESCOLA SECUNDÁRIA SEBASTIÃO DA GAMA Região Vinhateira do Alto Douro Turismo - Albertina Maria Seroido Branco Lima – N.º 1 – TAV – 1º Ano 11 A cultura da vinha evoluiu ao longo dos tempos, passando- se de terraços estreitos com muros de pedra, do período pré-filoxérico, para terraços mais largos, em declive, que permitem trabalhar a vinha com animais. Atualmente os terrenos são armados em patamares de quatro metros de largura, com taludes em terra, permitindo a mecanização da vinha. Nos últimos vinte anos foi também ensaiada a implantação de vinha, com maior declive, com o objetivo de aumentar o número de plantas por hectare, permitindo a mecanização integral por tração direta, conseguindo-se assim uma maior rentabilidade. As castas mais importantes usadas no vinho do Porto tinto são:  Touriga Nacional  Touriga Francesa  Tinta Roriz  Tinta Barroca  Tinto Cão  Tinta Amarela. Nos brancos, utiliza-se:  Malvasia Fina  Codega  Rabigato.
  • 13. ESCOLA SECUNDÁRIA SEBASTIÃO DA GAMA Região Vinhateira do Alto Douro Turismo - Albertina Maria Seroido Branco Lima – N.º 1 – TAV – 1º Ano 12 Com a realização deste trabalho pude constatar a importância, a nível mundial, da Região Demarcada do Douro e a produção do Vinho de Porto, desde a antiguidade e até aos nossos dias. Pude ainda caracterizar a viticultura da região do Douro e avaliar a importância do Vinho do Porto no comércio externo.
  • 14. ESCOLA SECUNDÁRIA SEBASTIÃO DA GAMA Região Vinhateira do Alto Douro Turismo - Albertina Maria Seroido Branco Lima – N.º 1 – TAV – 1º Ano 13 http://www.douro-turismo.pt/patrimonio-mundial.php http://whc.unesco.org/en/list/1046 http://pt.wikipedia.org/wiki/Patrim%C3%B3nio_Mundial http://www.douroiberico.com/ContentDetail.aspx?contentId=23D183EA-B53B-4927-831E- A76FCAAD1F18&channelContentId=29C33D6E-0E93-4D76-8AAB- 9379B34B98F3&k4t_AgreementId=&k4t_AgreementTypeId=&productType=&btnMenuTitle= http://www.ivdp.pt/pagina.asp?codPag=64&codSeccao=&idioma=0 http://mariajoaodealmeida.clix.pt/nm_quemsomos.php?id=37