O ARCADISMO
O ARCADISMO
BARROCO
Plano político: Igreja Católica + Estado absolutista.
O ARCADISMO
BARROCO
Plano político: Igreja + Estado absolutista.
Plano estético: luxo decorativo, rebuscamento.
ARCADISMO
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O ARCADISMO
Arcádia está situada na parte central da
península do Peloponeso. No plano
simbólico, a Arcádia é o lugar onde...
O ARCADISMO - INFLUÊNCIAS
Montesquieu: no seu livro, O
espírito das leis, propõe a divisão
do governo em três poderes –
ex...
O ARCADISMO - INFLUÊNCIAS
Rousseau: autor de Discurso sobre a origem
da desigualdade dos homens e O contrato
social, defen...
O ARCADISMO - INFLUÊNCIAS
Voltaire: um dos
ideólogos do
despotismo esclarecido;
O ARCADISMO
ARCADISMO: movimento poético voltado à
recuperação literária do modo de vida dos
pastores da Arcádia.
NEOCLASS...
O ARCADISMO
“Que havemos de esperar, Marília bela?
Que vão passando os florescentes dias?
As glórias, que vêm tarde, já ve...
O ARCADISMO
FUGERE URBEM (Fugir da cidade):
Influenciados pela teoria do “bom
selvagem”, de Rousseau, os árcades
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O ARCADISMO
LOCUS AMENUS (Lugar
ameno): Busca de um lugar
ameno, de um refúgio dos
grandes centros urbanos;
O ARCADISMO
CARPE DIEM (Aproveite o dia):
Postura comum no
Arcadismo, que consiste em
aproveitar ao máximo o momento
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O ARCADISMO
AUREA MEDIOCRITAS
(Mediocridade dourada):
Exaltação da simplicidade, do
equilíbrio conseguido em contato
com a...
O ARCADISMO
INUTILIA TRUNCAT (Corte das
inutilidades): Ideal criado com o
intuito de combater os exageros, o
rebuscamento ...
O ARCADISMO
“Ardor em firme coração nascido;
Pranto por belos olhos derramado;
Incêndio em mares d’água disfarçado;
Rio de...
O ARCADISMO
“Irás a divertir-te na floresta,
Sustentada, Marília, no meu braço;
Ali descansarei a quente sesta,
Dormindo u...
O ARCADISMO NO BRASIL
O ARCADISMO NO BRASIL
Marco inicial: 1768
Fundação da Arcádia Ultramarina, em Vila Rica;
O ARCADISMO NO BRASIL
Marco inicial: 1768
Fundação da Arcádia Ultramarina, em Vila Rica;
Características fundamentais:
Con...
CONVENÇÃO NO ARCADISMO BRASILEIRO
• Obras poéticas (1768)
• Cláudio Manuel da Costa (1729-1789)
• Pseudônimo pastoral: Gla...
Casa de Cláudio Manuel da Costa em Ouro
Preto
Casa dos Contos em Ouro Preto
Texto para as questões 12 e 13 - Enem 2008
Soneto de Cláudio Manuel da Costa
Torno a ver-vos, ó montes; o destino
Aqui me ...
Se o bem desta choupana pode tanto,
Que chega a ter mais preço, e mais valia
Que, da Cidade, o lisonjeiro encanto,
Aqui de...
Questão 12 - Considerando o soneto de Cláudio
Manoel da Costa e os elementos constitutivos
do Arcadismo brasileiro, assina...
b) A oposição entre a Colônia e a
Metrópole, como núcleo do poema, revela uma
contradição vivenciada pelo poeta, dividido
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d) A relação de vantagem da “choupana” sobre a
“Cidade”, na terceira estrofe, é formulação
literária que reproduz a condiç...
Questão 13
• Assinale a opção que apresenta um verso
do soneto de Cláudio Manuel da Costa em
que o poeta se dirige ao seu ...
a) “Torno a ver-vos, ó montes; o destino” (v.1)
b) “Aqui estou entre Almendro, entre Corino,” (v.5)
c) “Os meus fiéis, meu...
CONVENÇÃO NO ARCADISMO BRASILEIRO
Marília de Dirceu (1792)
Tomás Antônio Gonzaga
(Porto, 1744 ---
Moçambique 1810?)
CONVENÇÃO NO ARCADISMO BRASILEIRO
• Passou a infância na Bahia, onde estudou
com os jesuítas.
• Formou-se em Cânones em Co...
Casa de Tomás Antônio Gonzaga em Ouro
Preto
Marília de Dirceu
obra publicada em duas partes: em 1792 e em 1799
Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,
Que viva de guarda...
Os seus compridos cabelos,
Que sobre as costas ondeiam,
São que os de Apolo mais belos,
Mas de loura cor não são.
Têm a co...
Os teus olhos espalham luz divina,
A quem a luz do Sol em vão se atreve;
Papoula ou rosa delicada e fina
Te cobre as faces...
ENGAJAMENTO NO ARCADISMO BRASILEIRO
As cartas chilenas
(1787-1788?)
ENGAJAMENTO NO ARCADISMO BRASILEIRO
A Poesia épica árcade, apesar dos
aspectos convencionais, marca o
início de uma atitud...
ENGAJAMENTO NO ARCADISMO BRASILEIRO
Basílio da Gama (1741 – 1795)
Autor de O Uraguai, poema épico
que trata do governador ...
ENGAJAMENTO NO ARCADISMO BRASILEIRO
Santa Rita Durão (1722 – 1784)
Autor de O Caramuru, poema
épico sobre a colonização da...
ENGAJAMENTO NO ARCADISMO BRASILEIRO
A ação central é a lenda que
envolve a personagem histórica
Diogo Álvares Correia: apó...
ARCADISMO PORTUGUÊS
Manuel Maria
Barbosa du Bocage
(1765–1805)
ARCADISMO PORTUGUÊS
Maior ícone do Arcadismo lusitano
Poesia de transição entre o Arcadismo e o
Romantismo
Teve breve esta...
ARCADISMO PORTUGUÊS
Magro, de olhos azuis, carão moreno,
Bem servido de pés, meão na altura,
Triste de facha, o mesmo de f...
Manuel Maria Barbosa du
Bocage
A Rosa
Tu, flor de Vénus,
Corada Rosa,
Leda, fragrante,
Pura, mimosa,
Tu, que envergonhas
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Manuel Maria Barbosa du
Bocage
I - "O momento ideológico, na literatura do Setecentos, traduz a
crítica da burguesia culta...
Manuel Maria Barbosa du
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Sobre Bocage, assinale a informação incorreta:
a) Além de produzir poesia culta, foi poeta ...
Manuel Maria Barbosa du
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Sobre Bocage, é incorreto afirmar que:
a) como poeta satírico, ironizou contemporâneos seus...
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Leia os versos do poeta português Bocage.
“Vem, oh Marília, vem lograr comigo
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  1. 1. O ARCADISMO
  2. 2. O ARCADISMO BARROCO Plano político: Igreja Católica + Estado absolutista.
  3. 3. O ARCADISMO BARROCO Plano político: Igreja + Estado absolutista. Plano estético: luxo decorativo, rebuscamento. ARCADISMO Plano político: Burguesia + Iluminismo. Plano estético: simplicidade, vida bucólica.
  4. 4. O ARCADISMO Arcádia está situada na parte central da península do Peloponeso. No plano simbólico, a Arcádia é o lugar onde se pode viver em comunhão com a natureza. É uma espécie de Paraíso, de Idade do Ouro.
  5. 5. O ARCADISMO - INFLUÊNCIAS Montesquieu: no seu livro, O espírito das leis, propõe a divisão do governo em três poderes – executivo, legislativo e judiciário;
  6. 6. O ARCADISMO - INFLUÊNCIAS Rousseau: autor de Discurso sobre a origem da desigualdade dos homens e O contrato social, defende a teoria do “bom selvagem”, segundo a qual o homem nasce bom e a sociedade o corrompe, portanto, só a volta à natureza pura é garantia de felicidade – essa teoria será a base da literatura indianista brasileira;
  7. 7. O ARCADISMO - INFLUÊNCIAS Voltaire: um dos ideólogos do despotismo esclarecido;
  8. 8. O ARCADISMO ARCADISMO: movimento poético voltado à recuperação literária do modo de vida dos pastores da Arcádia. NEOCLASSICISMO: período correspondente à segunda metade do século XVIII em que há uma nova retomada dos princípios clássicos.
  9. 9. O ARCADISMO “Que havemos de esperar, Marília bela? Que vão passando os florescentes dias? As glórias, que vêm tarde, já vem frias; E pode enfim mudar-se a nossa estrela. Ah! não, minha Marília, Aproveite-se o tempo, antes que faça O estrago de roubar ao corpo as forças E ao semblante a graça”. Tomás Antônio Gonzaga
  10. 10. O ARCADISMO FUGERE URBEM (Fugir da cidade): Influenciados pela teoria do “bom selvagem”, de Rousseau, os árcades voltaram-se para a natureza, vista como lugar de perfeição, lugar no qual poderiam levar uma vida simples, bucólica, pastoril;
  11. 11. O ARCADISMO LOCUS AMENUS (Lugar ameno): Busca de um lugar ameno, de um refúgio dos grandes centros urbanos;
  12. 12. O ARCADISMO CARPE DIEM (Aproveite o dia): Postura comum no Arcadismo, que consiste em aproveitar ao máximo o momento presente;
  13. 13. O ARCADISMO AUREA MEDIOCRITAS (Mediocridade dourada): Exaltação da simplicidade, do equilíbrio conseguido em contato com a natureza;
  14. 14. O ARCADISMO INUTILIA TRUNCAT (Corte das inutilidades): Ideal criado com o intuito de combater os exageros, o rebuscamento e a extravagância barrocos.
  15. 15. O ARCADISMO “Ardor em firme coração nascido; Pranto por belos olhos derramado; Incêndio em mares d’água disfarçado; Rio de neve em fogo convertido;” Gregório de Matos
  16. 16. O ARCADISMO “Irás a divertir-te na floresta, Sustentada, Marília, no meu braço; Ali descansarei a quente sesta, Dormindo um leve sono em teu regaço:” Tomás Antônio Gonzaga
  17. 17. O ARCADISMO NO BRASIL
  18. 18. O ARCADISMO NO BRASIL Marco inicial: 1768 Fundação da Arcádia Ultramarina, em Vila Rica;
  19. 19. O ARCADISMO NO BRASIL Marco inicial: 1768 Fundação da Arcádia Ultramarina, em Vila Rica; Características fundamentais: Convenção + Engajamento.
  20. 20. CONVENÇÃO NO ARCADISMO BRASILEIRO • Obras poéticas (1768) • Cláudio Manuel da Costa (1729-1789) • Pseudônimo pastoral: Glauceste Satúrnio. • Nasceu em Mariana-MG. Estudou no Brasil com os jesuítas e posteriormente na Universidade de Coimbra. • Em 1768 publicou Obras poéticas. • Membro da Inconfidência Mineira, esteve preso na Casa dos Contos, em Ouro Preto, onde foi encontrado morto.
  21. 21. Casa de Cláudio Manuel da Costa em Ouro Preto
  22. 22. Casa dos Contos em Ouro Preto
  23. 23. Texto para as questões 12 e 13 - Enem 2008 Soneto de Cláudio Manuel da Costa Torno a ver-vos, ó montes; o destino Aqui me torna a pôr nestes outeiros, Onde um tempo os gabões deixei grosseiros Pelo traje da Corte, rico e fino. Aqui estou entre Almendro, entre Corino, Os meus fiéis, meus doces companheiros, Vendo correr os míseros vaqueiros Atrás de seu cansado desatino. outeiros: terrenos gabões: trajes, capotes Almendro e Corino: pastores da Arcádia Grega desatino: errância
  24. 24. Se o bem desta choupana pode tanto, Que chega a ter mais preço, e mais valia Que, da Cidade, o lisonjeiro encanto, Aqui descanse a louca fantasia, E o que até agora se tornava em pranto Se converta em afetos de alegria. Cláudio Manuel da Costa. In: Domício Proença Filho. A poesia dos inconfidentes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p. 78-9.
  25. 25. Questão 12 - Considerando o soneto de Cláudio Manoel da Costa e os elementos constitutivos do Arcadismo brasileiro, assinale a opção correta acerca da relação entre o poema e o momento histórico de sua produção. a) Os “montes” e “outeiros”, mencionados na primeira estrofe, são imagens relacionadas à Metrópole, ou seja, ao lugar onde o poeta se vestiu com traje “rico e fino”.
  26. 26. b) A oposição entre a Colônia e a Metrópole, como núcleo do poema, revela uma contradição vivenciada pelo poeta, dividido entre a civilidade do mundo urbano da Metrópole e a rusticidade da terra da Colônia. c) O bucolismo presente nas imagens do poema é elemento estético do Arcadismo que evidencia a preocupação do poeta árcade em realizar uma representação literária realista da vida nacional.
  27. 27. d) A relação de vantagem da “choupana” sobre a “Cidade”, na terceira estrofe, é formulação literária que reproduz a condição histórica paradoxalmente vantajosa da Colônia sobre a Metrópole. e) A realidade de atraso social, político e econômico do Brasil Colônia está representada esteticamente no poema pela referência, na última estrofe, à transformação do pranto em alegria.
  28. 28. Questão 13 • Assinale a opção que apresenta um verso do soneto de Cláudio Manuel da Costa em que o poeta se dirige ao seu interlocutor.
  29. 29. a) “Torno a ver-vos, ó montes; o destino” (v.1) b) “Aqui estou entre Almendro, entre Corino,” (v.5) c) “Os meus fiéis, meus doces companheiros,” (v.6) d) “Vendo correr os míseros vaqueiros” (v.7) e) “Que, da Cidade, o lisonjeiro encanto,” (v.11)
  30. 30. CONVENÇÃO NO ARCADISMO BRASILEIRO Marília de Dirceu (1792) Tomás Antônio Gonzaga (Porto, 1744 --- Moçambique 1810?)
  31. 31. CONVENÇÃO NO ARCADISMO BRASILEIRO • Passou a infância na Bahia, onde estudou com os jesuítas. • Formou-se em Cânones em Coimbra. • Escreveu o livro Tratado de Direito Natural em homenagem ao Marquês de Pombal. • Em 1782 passa a viver em Vila Rica, onde conhece Maria Joaquina Dorotéia de Seixas. • Com a Inconfidência Mineira é preso e após 3 anos é degredado para Moçambique.
  32. 32. Casa de Tomás Antônio Gonzaga em Ouro Preto
  33. 33. Marília de Dirceu obra publicada em duas partes: em 1792 e em 1799 Eu, Marília, não sou algum vaqueiro, Que viva de guardar alheio gado; De tosco trato, de expressões grosseiro, Dos frios gelos e dos sóis queimado. Tenho próprio casal e nele assisto; Dá-me vinho, legume, fruta, azeite; Das brancas ovelhinhas tiro o leite E mais as finas lãs, de que me visto. Graças, Marília bela, Graças à minha estrela! casal: sítio, pequena propriedade rural MaríliadeDirceu-LiraI
  34. 34. Os seus compridos cabelos, Que sobre as costas ondeiam, São que os de Apolo mais belos, Mas de loura cor não são. Têm a cor da negra noite; E com o branco do rosto Fazem, Marília, um composto Da mais formosa união. MaríliadeDirceu-LiraII
  35. 35. Os teus olhos espalham luz divina, A quem a luz do Sol em vão se atreve; Papoula ou rosa delicada e fina Te cobre as faces, que são cor da neve. Os teus cabelos são uns fios d’ouro; Teu lindo corpo bálsamos vapora. MaríliadeDirceu-LiraI
  36. 36. ENGAJAMENTO NO ARCADISMO BRASILEIRO As cartas chilenas (1787-1788?)
  37. 37. ENGAJAMENTO NO ARCADISMO BRASILEIRO A Poesia épica árcade, apesar dos aspectos convencionais, marca o início de uma atitude de valorização de aspectos locais em oposição aos valores culturais portugueses.
  38. 38. ENGAJAMENTO NO ARCADISMO BRASILEIRO Basílio da Gama (1741 – 1795) Autor de O Uraguai, poema épico que trata do governador do Rio de Janeiro, Gomes Freire de Andrade – herói do poema –, que destruiu as missões jesuíticas espanholas do rio Uruguai, rebeladas contra o Tratado de Madri.
  39. 39. ENGAJAMENTO NO ARCADISMO BRASILEIRO Santa Rita Durão (1722 – 1784) Autor de O Caramuru, poema épico sobre a colonização da Bahia no século XVI – já vem anunciado no subtítulo “poema épico sobre o descobrimento da Bahia”.
  40. 40. ENGAJAMENTO NO ARCADISMO BRASILEIRO A ação central é a lenda que envolve a personagem histórica Diogo Álvares Correia: após um naufrágio, ele teria escapado à morte e amedrontado os índios com um tiro de espingarda. Daí lhe teria vindo o apelido de “Caramuru” – o “Filho do Trovão”.
  41. 41. ARCADISMO PORTUGUÊS Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765–1805)
  42. 42. ARCADISMO PORTUGUÊS Maior ícone do Arcadismo lusitano Poesia de transição entre o Arcadismo e o Romantismo Teve breve estada no Rio e trabalhou no oriente. Forte aspecto satírico na composição de sua obra.
  43. 43. ARCADISMO PORTUGUÊS Magro, de olhos azuis, carão moreno, Bem servido de pés, meão na altura, Triste de facha, o mesmo de figura, Nariz alto no meio, e não pequeno; Incapaz de assistir num só terreno, Mais propenso ao furor do que à ternura; Bebendo em níveas mãos, por taça escura, De zelos infernais letal veneno; Devoto incensador de mil deidades (Digo, de moças mil) num só momento, E somente no altar amando os frades, Eis Bocage, em quem luz algum talento; Saíram dele mesmo estas verdades, Num dia em que se achou mais pachorrento. Pachorrento: calmo, monótono, rotineiro.
  44. 44. Manuel Maria Barbosa du Bocage A Rosa Tu, flor de Vénus, Corada Rosa, Leda, fragrante, Pura, mimosa, Tu, que envergonhas As outras flores, Tens menos graça Que os meus amores. Tanto ao diurno Sol coruscante Cede a nocturna Lua inconstante, (...) Tu tens agudos Cruéis espinhos, Ela suaves Brandos carinhos; (...) A mãe das flores, A Primavera, Fica vaidosa Quando te gera; Amor que diga Qual é mais bela, Qual é mais pura, Se tu, ou ela; Que diga Vénus... Ela aí vem... Ai! Enganei-me, Que é o meu bem. Coruscante: radiante, brilhante.
  45. 45. Manuel Maria Barbosa du Bocage I - "O momento ideológico, na literatura do Setecentos, traduz a crítica da burguesia culta, ilustrada, aos abusos da nobreza e do clero." II - "O momento poético, na literatura do Setecentos, nasce de um encontro, embora ainda amaneirado, com a natureza e os afetos comuns do homem". III - "Façamos, sim, façamos doce amada / Os nossos breves dias mais ditosos." Estes versos desenvolvem o tema do carpe diem. a) só a proposição I é correta; b) só a proposição II é correta; c) só a proposição III é correta; d) são corretas somente as proposições I e II; e) todas as proposições são corretas.
  46. 46. Manuel Maria Barbosa du Bocage Sobre Bocage, assinale a informação incorreta: a) Além de produzir poesia culta, foi poeta popular e exímio improvisador. b) Sob a linguagem grosseira, mas sempre divertida, com que representa situações escabrosas, revela-se, muitas vezes, um moralismo bastante convencional, machista e preconceituoso. c) A capacidade de representar o traço caricatural e ridículo de situações e pessoas, aliada à versificação fluente e precisa, à linguagem próxima da oralidade, fazem-nos rir, até nas passagens vulgares, mesmo quando discordamos da visão distorcida e encobertamente moralista. d) Os alvos privilegiados de sua sátira foram os mulatos e os mestiços das colônias orientais. É contra eles que mostra a presunção de superioridade do branco europeu, o racismo e o preconceito. e) A sátira bocagiana é superior à sua produção lírica, além de ser muito mais popular, autêntica e original.
  47. 47. Manuel Maria Barbosa du Bocage Sobre Bocage, é incorreto afirmar que: a) como poeta satírico, ironizou contemporâneos seus, o clero, a nobreza decadente; b) houve, notada inclusive por ele mesmo em um famoso soneto, uma série de semelhanças entre sua vida e a de Camões; c) em sua obra lírica, o Arcadismo interessou como postura, aparência, pois, no fundo, o poeta foi um pré-romântico; d) como abriu mão totalmente dos valores neoclássicos, desprezou o apuro formal, o bucolismo e a postura pastoril; e) o subjetivismo, a confidência de sua vida interior, a confissão foram elementos frequentes em sua obra lírica.
  48. 48. Manuel Maria Barbosa du Bocage Leia os versos do poeta português Bocage. “Vem, oh Marília, vem lograr comigo Destes alegres campos a beleza, Destas copadas árvores o abrigo. Deixa louvar da corte a vã grandeza; Quanto me agrada mais estar contigo, Notando as perfeições da Natureza!” Nestes versos, a) o poeta encara o amor de forma negativa por causa da fugacidade do tempo. b) a linguagem, altamente subjetiva, denuncia características pré-românticas do autor. c) a emoção predomina sobre a razão, numa ânsia de se aproveitar o tempo presente. d) o amor e a mulher são idealizados pelo poeta, portanto, inacessíveis a ele. e) o poeta propõe, em linguagem clara, que se aproveite o presente de forma simples junto à natureza.
  49. 49. Pato Fu - Simplicidade Vai diminuindo a cidade Vai aumentando a simpatia Quanto menor a casinha Mais sincero o bom dia Mais mole a cama em que durmo Mais duro o chão que eu piso Tem água limpa na pia Tem dente a mais no sorriso Busquei felicidade Encontrei foi Maria Ela, pinga e farinha E eu sentindo alegria Café tá quente no fogo Barriga não tá vazia Quanto mais simplicidade Melhor o nascer do dia

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