Antiguidade e idade média

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Antiguidade e idade média

  1. 1. INTRODUÇÃO À HISTÓRIA
  2. 2. TUDO TEM UMA HISTÓRIA
  3. 3. Exemplo:A MODA ( Num passado bem remoto...)
  4. 4. No Egito Antigo...
  5. 5. Na Idade Média...
  6. 6. No Século XIX/ início do XX ( a Belle Époque )...
  7. 7. Após a Primeira Guerra Mundial ( 1914-1918 )
  8. 8. Nos anos de 1960/70...
  9. 9. A moda como ARTE e a História como inspiração
  10. 10. 2. ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DA DISCIPLINAa)Analisa e interpreta as ações humanas aolongo do tempob)Explica as mudanças de acordo com asdiferentes condições culturais, políticas,econômicas, religiosasc)Permite um conhecimento dinâmico dopassado ( passível de ser interpretadodiferentemente de acordo com quem ointerpreta )Assim, nem o passado nem o presente vão serentendidos como algo PRONTO e ACABADO...
  11. 11. AULAS DO PAULO Ó.alunosangloguara@hotmail.comwww.colegioanglocruzeiro.com ( provisório ) Antiguidade e Idade Média
  12. 12. EXTENSIVO – ANGLO VAMO LÁ, GALERA!!!1. A PERIODIZAÇÃO da HISTÓRIA ( = divisão dopassado em períodos, numa tentativa, nemsempre adequada, de classificar as diferentes eespecíficas características do passado ).a)Divisão Tradicional: Pré-História: ausência de escrita História: presença de escrita
  13. 13. b) Divisão Tradicional da História Geral:•Idade Antiga ( 4.000 a.C. – 476 )•Idade Média ( 476 – 1453 )•Idade Moderna ( 1453 – 1789 )•Idade Contemporânea ( 1789 – dias de hoje )c) Problemas (“ defeitos “) na Divisão Tradicional•Despreza a Pré-História: se História é “ o que hádepois da escrita “, então não há “ História daPré-História “... ( mas isto não é verdade ! )
  14. 14. • É EUROCÊNTRICA: utiliza como marcos divisórios acontecimentos relacionados à história da Europa- 476: queda do Império Romano;- 1453: tomada de Constantinopla;- 1789: Revolução Francesa E a China? E a Índia? E o Japão?
  15. 15. • Ao representar o passado numa “ linha do tempo “ ( periodização linear ), a História ganha características “ evolutivas “ que não necessariamente são adequadas.Exemplos:• Do Antigo para o Médio - aquilo que está no “ meio “ - e do Médio para o Moderno ( dando a impressão de que o que está no “ meio “ não tem importância )• Do que não sabe escrever para o que sabe...
  16. 16. d) Outras formas de periodizar a História:( de acordo com os MODOS DE PRODUÇÃO )•Modo de produção Asiático: relações de trabalhodefinidas pela SERVIDÃO COLETIVA ( China, Índia, Egito,Mesopotâmia, Pérsia, etc. )•Modo de produção escravista: relações de produçãodefinidas pela escravidão ( Grécia e Roma )•Modo de produção feudal: relações de trabalhodefinidas pela SERVIDÃO PESSOAL (Europa Medieval)•Modo de produção capitalista: relações de trabalhodefinidas pelo ASSALARIAMENTO
  17. 17. Divisão Tradicional da História do Brasil:•Período Colonial: 1500 – 1822•Período Imperial/Monárquico: 1822 – 1889•Período Republicano: 1889 – dias de hojeContagem de SÉCULOS:No calendário cristão: usa como referência onascimento de Jesus ( ano “ 1 “ ):•Século I: ano 1 ao ano 100•Século II: ano 101 ao ano 200 ( e aí vai... )
  18. 18. OBS: dica ( “ regrinha “ ) para identificar o séculoao qual pertence o ano:•Observar os dois últimos algarismosExemplo: ano 789•Se não houver os algarismos 00: some ao 1ºalgarismo ( = 7 ) um número romano ( VIII ). Aítemos o SÉCULO VIII•Se houver os algarismos 00: repita o mesmonúmero romano do algarismo inicial. Nestecaso, o ano 700 faz parte do século VII
  19. 19. A PRÉ-HISTÓRIA1. De acordo com a Divisão Tradicional: períodoque antecede a origem da escrita2. Pré-História: da origem da Humanidade àorigem da Escrita3. Períodos da Pré-História:a)PALEOLÍTICO ( Origem da Humanidade –10.000 a.C. )b)NEOLÍTICO ( 10.000 a.C. – 5.000 a.C. )
  20. 20. c) IDADE DOS METAIS ( 5.000 a.C. – 4.000 a.C. )
  21. 21. 4. O PERÍODO PALEOLÍTICO ( Características )
  22. 22. • Sobrevivência baseada na pesca, coleta e caça• Modo de vida NÔMADE ( não há moradia fixa nem noção de propriedade privada, particular da terra )• Já há as primeiras manifestações de arte e religião, através das pinturas rupestres, dolmens, menires ou sambaquis )• Já há domínio do fogo e de técnicas rudimentares ( = simples ) de artesanato ( pedra “ lascada “ )
  23. 23. Pinturas RupestresCavernas de Lascaux ( França ). Pinturas commais de 17.000 anos
  24. 24. Menires: grandes pedras esculpidas
  25. 25. Dólmens: construções com 2 ou mais menires
  26. 26. Sambaquis: depósitos de conchas ( bastantecomuns no litoral do Atlântico )
  27. 27. 5. O Período NEOLÍTICO ( Características )a)De nômades, os homens passam aSEDENTÁRIOS ( habitações fixas )b)Ocorre a REVOLUÇÃO AGRÍCOLA ( domínio daagricultura ), em torno de 10.000 a.C.c) Em torno de 5.000 a.C. surgem as primeirasCivilizações ( vida urbana, com organizaçõeseconômicas e políticas mais complexas eelaboradas ) e Impériosd) Aprimoramento de armas e ferramentas( pedra polida )
  28. 28. A Pedra “ lascada “
  29. 29. A Pedra “ polida “
  30. 30. 6. A IDADE DOS METAIS ( Características )a)Uso de utensílios de metal ( armas eferramentas )
  31. 31. b) Desenvolvimento da escrita
  32. 32. 7. A Origem da Humanidadea)Local: Áfricab)Como?•Nossa espécie ( = homo sapiens sapiens )passou por um longo processo evolutivo•Evolução: partiu de um ancestral, o PRIMATA,comum a outros animais, com o mesmo “parentesco “ genético: chipanzés, gorilas,orangotangos•OBS: portanto, o homem não evoluiu domacaco
  33. 33. Lucy: australopithecos mais antigo até os anos 80 Descoberta na Etiópia em 1974 por arqueólogos dos EUA, com 3,2 milhões de anos
  34. 34. A PRÉ-HISTÓRIA DO BRASIL (pintura rupestre encontrada no PIAUÍ)Período anterior à chegada dos portugueses
  35. 35. 1. A chegada dos primeiros habitantes da América ( teorias mais conhecidas)
  36. 36. a) Teoria do Autoctonismo ( de FlorentinoAmeguino )•italiano, naturalizado argentino, Armeguinosugeriu que o homem americano sejaAUTÓCTONE, ou seja, surgiu e evoluiu naprópria América.b) Teoria da Origem Polinésia ( de Paul Rivet )•Médico francês, sugeriu que os antigos nativosteriam atravessado o Oceano Pacífico, deixandoilhas da Polinésia através de canoas
  37. 37. c) Teoria da Origem Asiática ( a mais provável )•Sugerida por Ales Hrdlicka, é a que reúne amaior quantidade de provas•Segundo ela, migrações de origem asiáticaentraram na América por meio do Estreito deBering•Quando o Estreito de Bering transformou-senum enorme bloco de gelo, num rigorosoinverno na região, serviu de ponte para apassagem de grupos provenientes da Ásia
  38. 38. 2. Os mais antigos vestígios arqueológicos no BRa)Parque Nacional da Serra da Capivara ( PI )Artefatos encon-trados na regiãoatestam presençahumana há50.000 anos naregião
  39. 39. b) Lagoa Santa ( MG )
  40. 40. • Apelidada de Luzia, em homenagem à Lucy etíope, é a mais antiga ossada humana encontrada até hoje na América ( morta a cerca de 11.500 anos )• É Luzia, com seus traços negros, a maior evidência de que a Ásia não foi a única porta de entrada para a América• Luzia: evidência que serve de base para a Teoria da Origem Polinésia-Australiana
  41. 41. O EGITO ANTIGO
  42. 42. 1. Introdução: como as mais antigas civilizações , o Egito desenvolveu-se na região do chamado Crescente Fértil
  43. 43. 2. Origens e Evolução da Civilizaçãoa) Período Pré-dinástico ( anterior a 3.200 a.C. ):• Não há faraós, nem pirâmides• Povo distribuído em clãs/tribos ( nomos )• Entre 4.000-3.200 a.C. surgem dois reinos: um ao Norte ( Baixo Egito ) e outro ao Sul ( Alto Egito )• 3.200 a.C.: 1º faraó: Narmer ou Menés ( unificou Alto e Baixo Egitos• Surgimento dos primeiros hieróglifos
  44. 44. Hieróglifos
  45. 45. b) Antigo Império ( 3.200-2180 a.C. ):•Construção das grandes pirâmides•Capital: Mênfis•Estruturação do Estado: vizir ( uma espécie de1º Ministro ), e demais funcionários ( escribas eministros ), que recebiam terras do Faraó emtroca de seus serviços•Os Faraós eram vistos como seres divinos
  46. 46. A CONSTRUÇÃO DE PIRÂMIDESModelos de rampas que podem ter sido usadas na construção das pirâmides
  47. 47. A MUMIFICAÇÃO
  48. 48. 1º - O cadáver era aberto na região do abdômen e retirava-seas vísceras (fígado, coração, rins, intestinos, estômago, etc.)O coração e outros órgãos eram colocados em recipientes aparte. O cérebro também era extraído. Para tanto, aplicava-seuma espécie de ácido pelas narinas, esperando o cérebroderreter. Após o derretimento, retirava-se pelos mesmosorifícios os pedaços de cérebro com uma espátula de metal.2º - O corpo era colocado em um recipiente com natrão(espécie de sal) para desidratar e também matar bactérias.3º - Após desidratado, enchia-se o corpo com serragem.Aplicava-se também alguns “perfumes” e outras substânciaspara conservar o corpo. Textos sagrados eram colocadosdentro do corpo.4º - O corpo era envolvido em faixas de linho branco, sendoque amuletos eram colocados entre estas faixas
  49. 49. c) Médio Império ( 2180-1570 a.C. )•Período marcado pela invasão e domínio doshicsos•Período marcado pela ida do povo hebreu parao Egito, em 1750 a.C.•Durante 400 anos, o povo hebreu foiescravizado no Egito ( Cativeiro do Egito )•1570 a.C.: o faraó Amósis expulsa os hicsos,dando início ao Novo Império
  50. 50. Carros de guerras dos hicsos
  51. 51. d) Novo Império ( 1570-525 a.C. )•Destaque para: Amen-hotep, criador defracassada reforma monoteísta. Com o nome deAquenaton, instituiu o culto a Aton, deus único•Tutancâmon: filho de Aquenaton, restaurou opoliteísmo. Morreu aos 19 anos•Fuga dos hebreus de volta à Palestina (Êxodo)•Ao fim do período, o Egito sofre invasões dosassírios ( 667 a.C. ) e persas ( 525 a.C. )
  52. 52. e) Declínio da Civilização Egípcia:•332 a.C.: Alexandre, o Grande, conquista oEgito, sob domínio persa.•30 a.C.: domínio romano sobre o Egito3. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICASa)ORGANIZAÇÃO POLÍTICA: Monarquia decaráter TEOCRÁTICO ( O faraó era consideradoDeus )b)Economia: baseada na agricultura de irrigaçãoe no comércio
  53. 53. c) Relações de trabalho: marcadas,predominantemente, pela SERVIDÃO COLETIVAPARA TEREM O DIREITO DE PRO -DUZIR PARA SI, OS CAMPONESESDEVERIAM SERVIR AO ESTADO,ATRAVÉS DA PRODUÇÃO DE EXCE-DENTES AGRÍCOLAS OU TRABALHOSBRAÇAIS
  54. 54. d) Religião : politeísta ( = vários deuses ), decaráter antropozoomórfico ( deuses com formahumana ou animal )Exemplos:AMON = DEUS CRIADOR
  55. 55. ÁPIS = FERTILIDADE ( touro )
  56. 56. HÓRUS = DEUS DO CÉU
  57. 57. ÍSIS= DEUSA PROTETORA ( esposa de Osíris )
  58. 58. NUT= DEUSA DO CÉU
  59. 59. OSÍRIS= DEUS DA RESSURREIÇÃO
  60. 60. SETH= DESTRUIDOR/PROTETOR DO MAL
  61. 61. THOT= SABEDORIA
  62. 62. TEFNET= DEUSA GUERREIRA
  63. 63. A MESOPOTÂMIA ( = Iraque atual )
  64. 64. 1. Mesopotâmia = “ terra entre rios “ ( Tigre e Eufrates )2. Heranças deixadas:a) Escrita cuneiforme: talhada em placas de barro com uma ferramenta chamada cunhab) Jardins suspensos da Babilônia: construção em forma semi piramidal, conhecida como ZIGURATE.c) Código de Hamurabi: elaborado em 1750 a.C. no governo do imperador Hamurabi, é um dos mais antigos documentos escritos
  65. 65. CUNHA
  66. 66. ESCRITA CUNEIFORMEDesenvolvida pelosSumérios por voltade 3.500 a.C.
  67. 67. JARDINS DA BABILÔNIAConstruído pelo imperador Nabucodonosor para agradar sua esposa ( séc. VI a.C. )
  68. 68. CÓDIGO DE HAMURABI•Possui 282 artigos•Reflete a hierarquização das classes sociais,privilegiando homens livres em prejuízo deescravos; homens em prejuízo de mulheres•Tem vários artigos inspirados na Lei de Talião( “ Olho por olho, dente por dente “ ), em que apena é proporcional ao crime cometido.•Regulamenta questões ligadas à família,dívidas, saúde, propriedade, crime, etc.
  69. 69. Art. 02: “ Se alguém fizer uma acusação aoutrem, e o acusado for ao rio e pular neste rio,se ele afundar, seu acusador deverá tomar posseda casa do culpado, e se ele escapar semferimentos, o acusado não será culpado, e entãoaquele que fez a acusação deverá ser condenadoà morte, enquanto que aquele que pulou no riodeve tomar posse da casa que pertencia a seuacusador “
  70. 70. Art. 195. “Se um filho bater em seu pai, ele terásuas mãos cortadas”.Art. 196. “Se um homem arrancar o olho deoutro homem, o olho do primeiro deverá serarrancado [Olho por olho].”Art. 197. “Se um homem quebrar o osso deoutro homem, o primeiro terá também seuosso quebrado”.Art. 200. “Se um homem quebrar o dente de umseu igual, o dente deste homem tambémdeverá ser quebrado” [ Dente por dente]
  71. 71. Art. 215. “Se um médico fizer uma grandeincisão com uma faca de operações e salvar oolho, o médico deverá receber 10 shekels emdinheiro”.Art. 216. “Se o paciente for um homem livre, elereceberá cinco shekels.”Art. 217. “Se ele for o escravo de alguém, seuproprietário deve dar ao médico 2 shekels”.Art. 218. “Se um médico fizer uma incisão comuma faca de operações e matar o paciente, suasmãos deverão ser cortadas”.
  72. 72. 3. Organização Política: Estado Teocrático(semelhança com o Egito )4. Economia: predomínio da servidão coletiva( camponeses recebiam terras arrendadas peloEstado e eram obrigados a lhe entregar osexcedentes.5. Religião: politeísta ( como no Egito )•Principais deuses mesopotâmicos:•Enlil: deus do vento e da chuva•Shamach: deus de Sol
  73. 73. • Ischtar: deusa da chuva, da primavera e da fertilidade• Marduque: deus protetor da cidade de Babel ( Babilônia )• Anu: deus do céu• Enki: deus das águas ANU
  74. 74. 6. Principais povos: sumérios, acádios, amoritas( 1º Império Babilônio ), caldeus ( 2º ImpérioBabilônio ) e assíriosa)SUMÉRIOS:•Mais antigo povo da Mesopotâmia•Criadores da escrita cuneiformeb) ACÁDIOS:•Dominaram os sumérios ( por volta de 2.250a.C. )c) AMORITAS:
  75. 75. • Dominaram a região entre 2.000 e 1.750 a.C.• Principal cidade: Babel ( = Babilônia )• Imperador de destaque: Hamurabid) ASSÍRIOS:• dominaram a região entre 1.300 e 612 a.C.• Transferiram a capital para Nínive• Principal imperador: Assurbanipal ( construiu a Biblioteca de Nínive, com mais de 22.000 placas cuneiformes )• Invadiram o Egito, em 667 a.C.
  76. 76. e) CALDEUS:•dominaram a região entre 612 e 539 a.C.•Principal imperador: Nabucodonosor II ( Torrede Babel e Jardins da Babilônia )•Após sua morte, a região foi incorporada aoImpério Persa
  77. 77. OS HEBREUS
  78. 78. 1. Localização antiga: PALESTINA
  79. 79. 2. Maior particularidade dos hebreus:•Primeiros povos da Antiguidade a estruturar-seem torno do MONOTEÍSMO RELIGIOSO ( = 1 sódeus )•Monoteísmo hebreu: originou o JUDAÍSMO,raiz religiosa do CRISTIANISMO e doISLAMISMO, posteriormente•Outra importante herança: BÍBLIA ( AntigoTestamento, em especial )3. Evolução Histórica:a) Fase dos Patriarcas ( 2000 a.C. – 1180 a.C. )
  80. 80. • patriarcas: chefes tribais, primeiros líderes políticos e religiosos• Principais patriarcas: Abraão, Isaac, Jacó, Moisés• 2.000 a.C.: Abraão deixa a Mesopotâmia e migra para a Palestina, considerando-a a Terra Prometida ( = Canaã )• Durante cerca de 400 anos, o povo hebreu permanece sob a escravidão no Egito, até cerca de 1250 a.C.• ÊXODO: fogem do Egito de volta a Canaã
  81. 81. Êxodo
  82. 82. b) Fase dos Juízes ( 1180 – 1010 a.C. )•juízes: líderes militares que surgem após amorte de Moisés•Organizam a luta pela reconquista da Palestina( ocupada por outros povos durante o Cativeirodo Egito )•Principal Juiz: JOSUÉ ( 1º juiz, conquistou acidade de Jericó, reintroduzindo os hebreus naTerra Prometida )c) Fase dos Reis ( 1010 – 936 a.C. )•As várias tribos hebraicas são unificadas em
  83. 83. torno de uma MONARQUIA TEOCRÁTICA ( osreis, neste caso, eram REPRESENTANTES deDeus )•Primeiro rei: Saul•Segundo rei: Davi ( estabeleceu Jerusalémcomo capital )•Terceiro rei: Salomão ( auge da Monarquia/construção do Templo de Jerusalém )d) Fase do Cisma ( 936 a.C. )•Após a morte de Salomão, as 12 tribos dividem-se em 2 reinos: Judá e Israel
  84. 84. O CISMA HEBRAICO REINO de ISRAEL Capital = SAMARIA REINO DE JUDÁ Capital = JERUSALÉM
  85. 85. 4) Domínio estrangeiro e declínio•Após o Cisma: Palestina invadida várias vezes ehebreus submetidos a épocas de servidão eescravidão•722 a.C.: Reino de Israel dominado pelosAssírios•589 a.C.: Reino de Judá dominado pelosCaldeus ( Babilônios )•333 a.C.: Palestina dominada pelos Macedônios•63 a.C.: Palestina dominada pelos Romanos
  86. 86. • Ano 1: nascimento de Cristo, judeu de origem• Ano 134: ainda sob domínio romano, foram expulsos da região e se espalharam pelo Mundo, acontecimento que ficou conhecido como DIÁSPORA.• Século VII: Palestina dominada pelos árabes muçulmanos• Século XIX: surge o movimento SIONISTA ( defendendo o retorno dos judeus para a Palestina )
  87. 87. • Holocausto: extermínio nazista de 6.000.000 de judeus na Europa dominada por Hitler
  88. 88. • 1947: ONU faz partilha de terras entre judeus ( Estado de Israel ) eárabes palestinos ( Estado Palestino )
  89. 89. • De lá para cá, a região tem sido palco constante de conflitos entre os dois povos
  90. 90. INTIFADA: REVOLTA POPULAR PALESTINA CONTRA ISRAEL
  91. 91. A FENÍCIA ( LÍBANO ATUAL )
  92. 92. 1. Importância na Antiguidade:• Grandes navegadores e criadores do alfabeto
  93. 93. 2. Organização Política: Cidades-Estado ( cadauma era um “país”, de caráter monárquico )3. Religião: politeístas (principais deuses):•Baal•Astarteia•Dagon,•Ayan•Anat ( Astarteia )
  94. 94. 3. Auge: 1200 a.C. – 800 a.C., quando fundaramdiversas cidades na costa mediterrânea eespalharam o alfabeto e suas mercadorias,como o vidro4. Declínio: 539 – 65 a.C.•539 a.C.: Ciro, rei persa, domina a região•332 a.C.: Alexandre, rei macedônio, dominaTiro, a principal cidade•146 a.C.: romanos dominam a região, vencendoCartago ( fundada pelos fenícios )nas GuerrasPúnicas
  95. 95. OS PERSAS ( Irã atual )
  96. 96. 1) Origem: Planalto do Irã atual povoado pelos povos medos e persas2) Destaques para os imperadores:•550 a.C.: Ciro, rei dos persas, vence os medos eunifica os 2 povos•525 a.C.: Cambises conquistou o Egito• Auge: Dario I maior conquistador, foibarrado pelos gregos, nas GUERRAS MÉDICAS,perdidas em definitivo por Xerxes
  97. 97. 3) Especificidades dos persas na Antiguidade:a)Criação de um eficiente sistemaadministrativo, as SATRÁPIAS ( como se fossemprovíncias ), e do DÁRICO ( moeda ), igualmentecriadas por Dario Ib)DUALISMO RELIGIOSO: sistema formado porduas entidades sobrenaturais ( MAZDA ouORMUZ, associada ao BEM e ARIMÃ, associadoao MAL ) chamado tbm mazdeísmo ou zoroastrismo( por ter sido fundado por Zoroastro )
  98. 98. MAZDA/ORMUZ
  99. 99. ARIMÃ
  100. 100. CIVILIZAÇÕES DA ANTIGUIDADE ORIENTAL ( Características Gerais )•Organização Política: Monarquias Teocráticas•Estado: proprietário das terras e dosexcedentes•Sociedades rigidamente estratificadas, comraríssima mobilidade: posição socialdeterminada pelo nascimento•Relações de produção e trabalho assinaladaspela SERVIDÃO COLETIVA
  101. 101. GRÉCIA ANTIGA INTRODUÇÃO: O CONCEITO DE ANTIGUIDADE CLÁSSICA•Surgiu na época do Renascimento e referia-seao período da Antiguidade que deveria serestudado na escola ( em “ classe “ ): Grécia eRoma•Refere-se também a uma concepçãoEUROCÊNTRICA, por considerar indispensável,um “ clássico “, o estudo dos dois povos queexerceram maior influência na formação dacultura europeia
  102. 102. EUROCENTRISMO• TERMO QUE REVELA UMA PRESUMIDA SUPERIORIDADE DA CULTURA E DOS DEMAIS VALORES EUROPEUS SOBRE OS DEMAIS POVOS• NO EUROCENTRISMO: OS VALORES EUROPEUS SÃO TOMADOS - pelos europeus, é claro - COMO CENTRO DE REFERÊNCIA
  103. 103. Antiguidade Oriental Antiguidade Ocidental(primeiras civiliza- ( ou Clássica ) ções ) Gregos e RomanosEgito, Mesopotâmia,Persas, Hebreus, Chi-na, Índia, Fenícia dotados de suposta superioridade
  104. 104. 1. Localização (Europa e Ásia Menor )
  105. 105. 2. Povoamento:a)A partir de 2.000 a.C. a Península Balcânica foipovoada por diversos povos: pelasgos, cretensese indo-europeus (aqueus, eólios, jônios e dórios)b)O povoamento da Grécia, também conhecidacomo HÉLADE, é o resultado da miscigenação ( =mistura ) destes três povos: pelasgos, cretensese indo-europeusc)O período de povoamento da Grécia échamado de Pré-Homérico ( séc. XX - XII a.C. )
  106. 106. 3. Período Pré-Homérico ( séc. XX – XII a.C. )•Gradual povoamento da Península Balcânica•Período Neolítico: 1º povoamento ( Pelasgos )•2.000 a.C.: Península Balcânica invadida peloscretenses ( forma-se a civilização creto-micênica)•1.400 a.C.: Península Balcânica invadida pelosaqueus, vindo logo após os eólios e jônios•1.200 a.C.: invasão dos dórios provoca aPrimeira Diáspora Grega (dispersão dos gregospelo interior, ilhas do Egeu e Ásia Menor )
  107. 107. • Invasão dórica destrói as bases da primeira civilização instalada na Grécia, de base cretense ( minoica ) e aqueia ( micênica ) e inaugura novo período ( Homérico ) ruínas do Palácio de Cnossos, destruído pela invasão dos dórios
  108. 108. 4. Período Homérico ( séc. XII – VIII a.C. )•Marcado pela dispersão ( 1ª Diáspora ) dosgregos pelo interior, ilhas do Egeu e Ásia Menor•Formação de novas comunidades humanas, osGENOS ( comunidades familiares, chefiadas porum líder político, militar e religioso, o PATER )•Período Homérico: assim chamado por causadas obras de Homero – Ilíada e Odisseia( principais fontes escritas do período )
  109. 109. GUERRA DE TRÓIA•Evento ocorrido no século VIII a.C. entre ascidades gregas e a cidade de Tróia ( na ÁsiaMenor ) , também conhecida como Ílion•Causa da guerra ( de acordo com Homero ):rapto de Helena, esposa de Menelau, rei deEsparta. Autor do rapto: Páris, filho do rei deTróia ( = Príamo )•Causa do rapto: rivalidade de Afrodite, aliadados troianos, contra Palas Atena, protetora dosgregos.
  110. 110. • Afrodite embeleza Páris, que seduz Helena durante a viagem de Menelau a Creta.• Ilíada: narra a Guerra dos gregos contra os troianos para recuperar Helena• Odisseia: narra o retorno de Ulisses, rei de Ítaca, para os braços de sua esposa Penélope• Tanto na Ilíada quanto na Odisseia, fundem-se elementos da mitologia quanto informações da cultura e da sociedade gregas
  111. 111. ILÍADA
  112. 112. ODISSEIA
  113. 113. • Ao final do Período Homérico, ocorre novo processo de urbanização, em que os GENOS transformaram-se em PÓLIS, ou CIDADES- ESTADO• PÓLIS = CIDADE-ESTADO = “CIDADE-PAÍS” Cidades gregas = politicamente autônomas, independentes entre si; na Grécia nunca houve uma unidade política ou um Império
  114. 114. 5. Período Arcaico ( séc. VIII – VI a.C. )•Desenvolvimento das cidades-estado gregas•Destaque para as cidades de Atenas e Esparta ATENAS ESPARTA
  115. 115. I. ESPARTA
  116. 116. • Localização: região da Lacônia, no Vale do Peloponeso• Fundada pelos dórios em região anteriormente habitada por comunidades de aqueus• Economia: terra ( propriedade estatal ). Cultivada pelos hilotas• Sociedade: formada porESPARTÍATAS: descendentes dos dórios, eram os únicos detentores de direitos políticos e de terras
  117. 117. PERIECOS: aqueus livres, porém sem direitospolíticos. Dedicados ao comércio e aoartesanato.HILOTAS: aqueus escravizados, não tinhamdireitos políticos•Organização Política: OLIGARQUIA ( poucos no poder )•Principais Instituições políticas:DIARQUIA: 2 reis, de origem dória
  118. 118. GERÚSIA: assembleia formada por 28 cidadãoscom mais de 60 anos. Fiscalizavam o governo eos costumesÁPELA: assembleia formada por cidadãos commais de 30 anos. Elaborava as leis e elegia oEFORATO: composto por 5 cidadãos eleitos parao mandato de 1 ano TODOS OS ÓRGÃOS POLÍTICOS DE ESPARTAERAM OCUPADOS SOMENTE POR ESPARTÍATAS
  119. 119. • ENSINO: priorizava a formação militar dos espartíatas• Dos 7 aos 30 anos a preparação dos espartíatas era voltada para a guerra, estando o soldado proibido até de casar.• Pela KRIPTEIA, um soldado deveria decapitar um hilota, a fim de mostrar destreza e ganhar suas próprias armas ESPARTA: OLIGARQUIA + MILITARISMO + XENOFOBIA
  120. 120. II. ATENAS
  121. 121. • Localização: Ática• Fundada pelos jônios• Economia: propriedade particular da terra; economia priorizada pelo comércio marítimo• Sociedade: mais dinâmica e diversificada que a espartana, era formada por:EUPÁTRIDAS: proprietários das melhores terras; aristocracia rural; oligarquia local. Inicialmente, somente eles eram cidadãosGEORGÓIS: pequenos proprietáriosDEMIURGOS: comerciantes
  122. 122. THETAS: camponeses sem terraTHECNAYS: artesãosMETECOS: estrangeirosESCRAVOS: inicialmente, eram os endividados.Posteriormente, os prisioneiros de guerra•ORGANIZAÇÃO POLÍTICA: de uma oligarquia,passou a uma tirania – até atingir aDEMOCRACIA•PRINCIPAIS INSTITUIÇÕES POLÍTICAS:BULÉ ( ou CONSELHO DOS 500 ): cidadãos que
  123. 123. elaboravam as leisECLÉSIA: assembleia de cidadãos que votava asleis elaboradas pela BuléARCONTADO: “ prefeitura “OSTRACISMO: medida punitiva que bania por 10anos os cidadãos condenados por ameaçar osvalores da democracia ATENAS = DEMOCRACIA DIRETA E EXCLUDENTE + VIDA INTELECTUAL DINÂMICA
  124. 124. • CARACTERÍSTICAS DA DEMOCRACIA ATENIENSE# apenas homens livres e nascidos de pai e mãe atenienses eram considerados cidadãos# era DIRETA: todos os cidadãos, numa instituição ou noutra, sempre poderiam participar do sistema# era EXCLUDENTE: mulheres, escravos, estrangeiros não chegaram a ganhar o direito à cidadania# chegou ao auge no século V a.C.
  125. 125. 6. Período Clássico ( séc. V – IV a.C. )•Auge da civilizaçãoEx: os grandes filósofos ( Sócrates, Platão eAristóteles ) são do século V a.C.•Auge de Atenas e EspartaEx: o sistema democrático em Atenas chegou aoapogeu•Ocorrência de grandes guerras ( Médicas ePeloponeso )
  126. 126. AS GUERRAS MÉDICAS ( 500 – 479 a.C. )
  127. 127. • Gregos X Persas (= chamados de medos )• Causa: expansionismo persa ameaça cidades gregas da Ásia Menor• Estopim: aliança entre Atenas e Mileto contra a ocupação persa de Mileto - cidade grega da Ásia Menor. Daí, Dario I promoveu a invasão da Península Balcânica• Principais batalhas: Termópilas, 480 a.C. ( 300 espartanos derrotados por milhares de persas, após resistência no desfiladeiro que leva o nome da batalha )
  128. 128. O DESFILA-DEIRO DETERMÓPILAS
  129. 129. Batalha de Salamina ( 480 a.C. )• Batalha naval entre Atenienses e persas,• Comandando a frota ateniense, Temístocles conseguiu deter os persas em SalaminaBatalha de Platéia ( 479 a.C. )• O exército da Confederação de Delos ( coalizão de cidades lideradas por Atenas ) derrota definitivamente os persas
  130. 130. A GUERRA DO PELOPONESO ( 431-404 a.C. )
  131. 131. • Confederação de Delos ( Atenas ) XLiga do Peloponeso ( Esparta )Causas:• Cidades ligadas a Esparta repudiavam o controle de Atenas sobre o tesouro de Delos ( recursos doados para a guerra contra os persas )• Hegemonia/Imperialismo ateniense e seu modelo democrático
  132. 132. 7. Período Helenístico ( séc. IV – II a.C. )• A Guerra do Peloponeso levou ao enfraquecimento das cidades gregas• A fragilidade dos gregos facilitou a invasão do Reino da Macedônia• Período Helenístico = declínio da Grécia• Período Helenístico = sobrevivência da cultura grega pelas mãos de Alexandre ( Imperador Macedônio )• Alexandre: propagou a cultura grega, fundindo-a a outras culturas
  133. 133. Invasões macedônias
  134. 134. IMPÉRIO MACEDÔNICO
  135. 135. • Alexandre, o Grande, propagou a cultura grega através de casamentos entre seus soldados e mulheres oriundas das terras conquistadas ( ele próprio desposou uma princesa persa )• Escolas e bibliotecas gregas foram fundadas por terras conquistadas• Fim do período helenístico: em 146 a.C., com o domínio romano estedido sobre as terras de conquista macedônia
  136. 136. ComplementoA religião grega: politeísta e antropomórfica• Zeus: deus principal• Afrodite: deusa do amor e da beleza• Dionísio: deus do vinho e da fertilidade• Atena: deusa da sabedoria e protetora na guerra• Apolo: Deus do Sol, da Medicina, da Música e da Profecia• Ártemis: deusa da Lua, protetora das cidades
  137. 137. • Hera: esposa de Zeus, protetora do casamento, das crianças e do lar• Deméter: protetora das colheitas, cereais e dos frutos• Hermes: mensageiro dos homens• Ares: deus da guerra e filho de Zeus e Hera• Hefesto: deus da metalurgia• Poseidon: deus dos mares• Hades: deus das profundezas terrenas
  138. 138. A Filosofia grega:•Precedida pela MITOLOGIA:-MITOS: relatos inspirados na tradição oral,religiosa, marcado pela primazia da lenda e dafantasia•FILOSOFIA ( séc. V a.C. ): organização RACIONALdo conhecimento, dedicada ao pensamentológico, à ética e à política-Principais filósofos: Sócrates, Platão eAristóteles
  139. 139. ( Unesp-2008 ) O mapa mostra a área ocupadapor cidades e territórios colonizados pelosgregos entre os séculos VIII e VI a.C.
  140. 140. A constituição dessa área de colonização deveu-se(A) aos conflitos entre Atenas e Esparta,denominados Guerra do Peloponeso.(B) aos conflitos entre gregos e persas,denominados Guerras Médicas.(C) aos problemas derivados do crescimentodemográfico e da escassez de terras.(D) ao expansionismo resultante da aliançamilitar chamada Liga de Delos.(E) ao fim da escravidão por dívidas,estabelecido por Drácon na Lei das 12 Tábuas.
  141. 141. RESPOSTA: C
  142. 142. ( Unesp 2010 ) A Ilíada, de Homero, data doséculo VIII a.C. e narra o último ano da Guerrade Troia, que teria oposto gregos e troianosalguns séculos antes. Não se sabe, no entanto,se esta guerra de fato ocorreu ou mesmo seHomero existiu. Diante disso, o procedimentousual dos estudiosos tem sido:(A) desconsiderar os relatos atribuídos aHomero, pois não temos certeza de suaprocedência, nem se eles nos contam a verdadesobre o passado grego
  143. 143. (B) identificar na obra, apesar das dúvidas,características da sociedade grega antiga, comoa valorização das guerras e a crença nainterferência dos deuses na vida dos homens.(C) desconfiar de Homero, pois ele era grego eassumiu a defesa de seu povo, abrindo mão dacompleta neutralidade que todo relato históricodeve ter.
  144. 144. (D) acreditar que a Guerra de Troia realmenteaconteceu, pois Homero não poderia terimaginado tantos detalhes e personagens tãocomplexos como os que aparecem no poema.(E) descartar o uso da obra como fonte histórica,pois, mesmo que a guerra tenha ocorrido, aIlíada é um relato literário e não foi escrita comrigor e precisão científica
  145. 145. RESPOSTA: B
  146. 146. ROMA ANTIGA
  147. 147. 1. ORIGEM E POVOAMENTO• Séc. X - VIII a.C.: Península Itálica povoada por etruscos, sabinos, samnitas, gregos ( ao sul – Magna Grécia ), latinos ( região conhecida como Latio, daí latinos ) e outros povos• Latinos: fundadores de Roma, inicialmente uma tribo gradualmente evoluída para uma Cidade-Estado• Mito de Origem: Rômulo e Remo
  148. 148. 2. MONARQUIA ( 753 a.C. – 509 a.C. )• Período de escassa documentação• Exemplo: são conhecidos apenas os nomes dos reis lendários, de acordo com a literatura de Virgílio ( Eneida ) e Tito Lívio ( Ab urbi condita libri )a) ORGANIZAÇÃO SOCIAL / POPULAÇÃO• Gens ( ou clã ): primeiro núcleo de povoamento ( sistema familiar semelhante aos genos gregos )• Cada gens era chefiado por um pater família ( líder político, religioso e militar )
  149. 149. • Do termo pater, nasceu o termo patrício
  150. 150. PATRÍCIOS: descendentes dos latinos; donos das melhores terras e detentores exclusivos da cidadaniaCLIENTES: plebeus pertencentes ao círculo de proteção dos patrícios, prestando-lhes serviços militares ou domésticos.PLEBEUS: membros da população em geral. Em sua maioria, pequenos proprietários. Proibidos de casar com os patrícios.ESCRAVOS: plebeus endividados ( maioria ) ou prisioneiros de guerra
  151. 151. b) PRINCIPAIS INSTITUIÇÕES POLÍTICAS• SENADO: assembleia criada pelos pater família. Principal função: confirmar a eleição do rei• CÚRIA: assembleia que elegia o rei, exercia funções judiciais e confirmava as decisões do rei• MONARQUIA: inicialmente em mãos patrícias, passou por fases de domíno etrusco. A fim de eliminar o último rei, de origem etrusca ( Tarquínio ), os senadores proclamaram a República, em 509 a.C.
  152. 152. 3. REPÚBLICA ( 509 a.C. – 27 a.C. )a)PRINCIPAIS INSTITUIÇÕES POLÍTICAS• SENADO: 300 membros, de origem patrícia. Faziam as leis ( poder Legislativo )• ASSEMBLEIAS ( a maioria de domínio patrício ): elegiam as magistraturas.• MAGISTRATURAS: órgãos auxiliares do Senado, funcionavam como espécies de “ ministérios “ atuais, sendo eleitos anualmente. Exemplos:
  153. 153. # CONSULES: em número de 2, convocavam o Senado e comandavam o Exército. Mais importante magistratura. Exerciam o papel do atual poder executivo. Cada um tinha o poder de veto sobre a decisão de outro. Caso não houvesse consenso, era eleito um ditador para o período de 6 meses# PRETORES: Ministravam a justiça em Roma, no campo e nas províncias, das quais muitos eram nomeados governadores
  154. 154. # TRIBUNOS DA PLEBE: surgiram por pressões dos plebeus, a quem representavam. Tinham o poder de vetar leis que contrariavam o interesse da plebe, embora o veto de um pudesse ser vetado por outro tribuno ( “ aliado “ de um patrício )# EDIS: cuidavam da conservação da cidade, limpeza e policiamento# CENSORES: cuidavam do censo ( = alistamento populacional )# QUESTORES: responsáveis pela arrecadação e administração de impostos
  155. 155. b) PRINCIPAIS ASSUNTOS DO PERÍODO REPUBLICANO: b.1) REVOLTA DO MONTE SAGRADO ( 494 a.C. )• Causa: plebeus não tinham direito de participar das magistraturas• Procedimento: milhares de plebeus retiraram-se de Roma e ameaçaram construir nova cidade• Desfecho: como eram importantes no serviço militar, tiveram do Senado a criação do Tribunato da Plebe
  156. 156. b.2) 450 a.C.: Lei das XII Tábuas. Por iniciativa dos tribunos, o Senado aprovou a 1ª legislação escrita (a fim de limitar a manipulação da justiça em mãos patrícias)b.3) As pressões plebéias ainda produziram a aprovação das Leis:• Canuléia ( 445 a.C. ): permitiu o casamento entre plebeus e patrícios• Licínia ( 367 a.C. ): aboliu a escravidão por dívida e instituiu o número de 2 cônsules: um patrício e outro plebeu
  157. 157. b.4) EXPANSÃO TERRITORIAL ROMANA• Metas: terras ( cereais ), escravos, saques e tributos• Etapas: Península Itálica (1º) e Bacia do Mediterrâneo ( 2º )• Principal Episódio: Guerras Púnicas ( 264 a.C. – 146 a.C. ), entre romanos e cartagineses pelo controle da ilha da Sicília )
  158. 158. GUERRAS PÚNICAS (264 a.C. – 146 a.C.)• Primeira Guerra ( 264 a.C. – 241 a.C. ): vencida por Roma, objetivava o controle da Sicília• Segunda Guerra ( 218 a.C. – 201 a.C. ): teve como objeto a Espanha e como palco a Itália. Nova vitória de Roma• Terceira Guerra ( 149 a.C. – 146 a.C. ): vitória romana. Cartago foi anexada como província da África. Garante também domínio sobre vastas terras
  159. 159. ROMA APÓS AS GUERRAS PÚNICAS
  160. 160. ROMA APÓS TODA A EXPANSÃO
  161. 161. b.5) CONSEQUÊNCIAS DA EXPANSÃO TERRITORIAL• Domínio de todas as terras banhadas pelo Mediterrâneo ( = Mare Nostrum )• Maior destinação de riquezas a Roma;• Massificação da escravidão;• Ascensão dos “homens novos” ( grupo de plebeus enriquecidos com o comércio )• Êxodo rural ( plebeus em massa para Roma = 1 milhão de habitantes no séc. I )• Formação do latifúndio escravista
  162. 162. • Helenização da cultura romana ( influência grega nos valores de Roma )• Fortalecimento do poder e prestígio dos militares ( generais ) romanos. Exemplo: Guerra Civil entre os generais Mario e Sila (que invadiu Roma com seu Exército, antes de ser derrotado )• Crise da República: enfraquecimento do Senado e ascensão política de novos atores. Exemplo: Irmãos Graco e Júlio César (morto no Senado em 44 a.C.)
  163. 163. TENTATIVAS DE REFORMA AGRÁRIA DOS IRMÃO GRAGOTibério Graco(tribuno da plebe,eleito cônsul)• Propôs, sem sucesso, o fim do latifúndio e um limite para a concentração de terras. Foi assassinadoCaio Graco ( tribuno da Plebe )• propôs, sem sucesso, a Lei Frumentária, que daria aos pobres o direito de comprar cereais a preço de custo. Foi assassinado
  164. 164. • Formação dos Triunviratos: alianças políticas entre personalidades que se fortaleceram ao longo da expansão1º Triunvirato ( 59 – 53 a.C. ): aliança informal entre Júlio César, Pompeu e Crasso. Desfeito por César X Pompeu2º Triunvirato ( 43 – 33 a.C. ): aliança oficial ( reconhecida em eleição ) entre Marco Antônio, Lépido e Otávio ). Termina com a disputa entre Marco Antônio e Otávio• 27 a.C.: Otávio proclamado 1º imperador
  165. 165. 4. O IMPÉRIO ROMANO ( 27 a.C. – 467 )
  166. 166. a) O ALTO IMPÉRIO ROMANO (séc. I – III)• Auge do Império• PAX ROMANA• Política do Pão e do Circoa.1) Organização Social ( de acordo com a renda )• Ordem Senatorial: homens com mais de 1 milhão de sestércios• Ordem Equestre: homens com mais de 400.000 sestércios
  167. 167. • plebeus: trabalhadores do comércio, artesanato, pequenos lavradores• Escravos: prisioneiros de guerra• a.2) POLÍTICA DO PÃO E DO CIRCO• Criada por Otávio ( 1º imperador )• Estratégia política das elites para manter a população plebéia minimamente alimentada e distraída• Meios: distribuição gratuita de cereais e espetáculos circenses ou de gladiadores
  168. 168. Circus maximus
  169. 169. Ruínas do Circus Maximus
  170. 170. a.3) PAX ROMANA:• Sistema que garantia o controle das terras conquistadas• Ao mesmo tempo estabelecia laços de integração com os povos dominados• Meios: presença de funcionários e legiões e mercadores ( levavam mercadorias e costumes a toda parte, latim, Direito Romano(Jus Civilis e Jus Gentium), estradas ( “ todos os caminhos levam a Roma, aquedutos, termas, etc)
  171. 171. Muralhas de Adriano ( Inglaterra )
  172. 172. Ponte de Gard – sul da França
  173. 173. Termas de Bath ( Reino Unido )
  174. 174. b) BAIXO IMPÉRIO ROMANO (séc. IV – V)• Declínio do Império• Crise do século III / crise do escravismo ( fator interno do declínio )• Invasões bárbaras ( fator externo do declínio ) • Transição para o feudalismo: gestação de um novo MODO DE PRODUÇÃO ( FEUDAL )
  175. 175. b1.) A CRISE DO ESCRAVISMO ( séc. III )• Diminuição das guerras de conquista• Diminuição da mão-de-obra escrava ( crise do escravismo )• Propagação do cristianismo• Queda na produtividade agrícola• Inflação: menos comida X mesma quantidade de consumidores• Queda na arrecadação de impostos• Desinteresse pelo serviço militar• Vulnerabilidade das fronteiras
  176. 176. INVASÕES BÁRBARAS
  177. 177. • Migrações e, posteriormente, invasões bárbaras nas cidades romanas• Êxodo urbano ( = ruralização ): falta de abastecimento + invasões levam ao abandono das cidades e um recuo para a vida rural Exemplo: Roma, no ano 476, tinha pouco mais de 50.000 habitantes
  178. 178. b.2) EXPANSÃO DO CRISTIANISMO• Fator de desestabilização do Império• Valores cristãos: incompatíveis com os valores do Império• Valores do Império: militarismo, escravismo e politeísmo• Valores cristãos: pacifismo, igualitarismo, monoteísmo• Imperadores: perseguição aos cristãos ( escravizados, executados na cruz, etc. )
  179. 179. b.3) TENTATIVAS PARA SALVAR ROMA• Ano 313: Constantino decreta o Edito de Milão e concede liberdade de culto aos cristãos• Ano 332: Constantino cria a Lei do Colonato, abolindo a escravidão e instituindo a servidão• Ano 380: Teodósio decreta o Edito de Tessalônica e institui o cristianismo como religião única e oficial do Império• Ano 395: Teodósio divide o Império Romano em 2 unidades
  180. 180. DIVISÃO DO IMPÉRIO ROMANO
  181. 181. ( Fuvest – 2010 )Cesarismo/cesarista são termos utilizados paracaracterizar governantes atuais que, a maneirade Júlio César ( de onde o nome ), na AntigaRoma, exercem um poder:a)Teocrático;b)Democrático;c)Aristocrático;d)Burocrático;e)Autocrático.
  182. 182. RESPOSTA: E
  183. 183. A IDADE MÉDIA ( séc. V – XV )
  184. 184. O IMPÉRIO BIZANTINO ( séc. V – XV )
  185. 185. 1. Principais Características• Corresponde ao ex-Império Romano do Oriente• Sobreviveu à crise do escravismo romano e às invasões bárbaras• Auge: reinado de Justiniano• Conservou e propagou heranças do antigo Império Romano• Nele ocorreu o Cisma do Oriente, 1ª grande separação no cristianismo
  186. 186. 2. O reinado de Justiniano ( 527 – 565 )• Sistematizou as leis romanas no Código de Direito Civil ( Corpus Juris Civilis )• Construiu a Basílica de Santa Sofia• Intensificou o controle pessoal sobre a Igreja Cristã ( Cesaropapismo ) e consolidou a doutrina monofisista• Consolidou e expandiu o Império Bizantino, recuperando territórios do antigo Império Romano
  187. 187. CATEDRAL DE SANTA SOFIA ( séc. V )
  188. 188. MOSAICO BIZANTINO
  189. 189. 3. CISMA DO ORIENTE ( 1054 )
  190. 190. • Cisma = Separação da Igreja Cristã em Católica Apostólica Romana e Ortodoxa Grega, em 1054• Motivos – os bizantinos:# queriam a missa em grego# não acreditavam na natureza humana de Jesus – eram MONOFISISTAS# não aceitavam a adoração de imagens – eram ICONOCLASTAS
  191. 191. IGREJA ORTODOXA GREGA Autoridade máxima: Patriarca de Constantino- pla
  192. 192. OS POVOS GERMÂNICOS
  193. 193. 1. Oriundos da Germânia ( região em torno da Alemanha ), invadiram o Imp. Romano• Eram chamados de BÁRBAROS pelos romanos• Barbarum: estrangeiro; termo de caráter depreciativo• Viviam em tribos• Não escreviam• Suas leis eram orais ( Direito Consuetudinário )• Eram politeístas
  194. 194. • Formaram diversos reinos na parte ocidental do antigo Império Romano
  195. 195. • Converteram-se ao Cristianismo para serem aceitos e reconhecidos. Em troca, doavam terras ao clero católico Transmitiram valores e costumes para a formação do SISTEMA FEUDAL, na Idade Média ( séc. V – XV ). Exemplo:O COMITATUS: costume germânico entre guerreiros e seus chefes. Em troca de fidelidade e lealdade, os guerreiros ganhavam terras de seus chefes
  196. 196. Comitatus: base das relações entre os nobres ( senhores feudais )
  197. 197. 2. O REINO FRANCO• Mais importante dos reinos germânicos formados na Europa;• Seus reis foram os primeiros a se converterem ao Cristianismo;• Foram os que mais terras doaram ao clero• Foi o maior em extensão, constituindo-se no Império Carolíngeo;• Carlos Magno foi o imperador de maior importância, coroado pelo Papa Leão III no ano 800
  198. 198. Tratado de Verdun: fim do Império Carolíngeo
  199. 199. A CIVILIZAÇÃO ÁRABE E O ISLAMISMO
  200. 200. 1. Arábia Pré-Islâmica• Dividida em tribos independentes, governadas por chefes ( = xeques )• Religião: politeísmo ( 360 deuses, incluindo Alá )• Meca e Iatreb: principais cidades• Meca: abrigava o santuário politeísta da Caaba ( conservado por Maomé )• Coraixitas: tribo de Meca que administrava a Caaba
  201. 201. Caaba: poupada por Maomé
  202. 202. Pedra Negra: segundo a crença árabe, foi recebida por Abraão do anjo Gabriel
  203. 203. 2. Origem do islamismo• 570: nascimento de Maomé ( fundador do islamismo ), em Meca• 590: casamento de Maomé com Cadija ( rica viúva de Meca ), com quem tem 6 filhos ( Fátima: 1ª filha )• Assumindo a caravana da esposa, Maomé viajou pela Arábia. Conhecendo judeus e cristãos bizantinos, converteu-se ao Monoteísmo em 611
  204. 204. • Coraixitas ( politeísta ): perseguem Maomé ( monoteísta )• 622: Maomé foge para Iatreb ( = Medina ), acontecimento conhecido como Hégira• 622: Hégira = fuga de Maomé ( ano 1 do calendário muçulmano )• 630: Maomé conquista Meca e, pela força do islã, torna-se o 1º governante árabe• 632: morte de Maomé
  205. 205. 3. Expansão do islamismo:• Ocorre após a morte de Maomé• Feita pelos califas ( sucessores de Maomé )• Unidade Política, Militar e Religiosa: fatores que propagaram o islamismo. Exemplo:• Jihad ( Guerra Santa ): promessa de Alá a Maomé de que o paraíso seria a recompensa para quem lutasse pelo islã
  206. 206. Dados de 2011
  207. 207. 4. Características principais do islamismo:• Monoteísmo ( idêntico ao cristão e judeu )• Alcorão: principal livro sagrado ( revelação divina a Maomé )• Suna: livro que narra episódios da vida do Profeta ( Maomé )• Jejum e abstinência sexual ( ao longo do dia ), durante o mês de Ramadã ( novembro )• 5 orações ao dia, voltadas para Meca• Hajj: peregrinação a Meca, ao menos 1 vez
  208. 208. 5. O Islamismo Hoje• Religião que mais cresce no mundo• Sunitas: maior ramificação do islamismo# acreditam no Alcorão e na Suna# não aceitam Abu Talib ( tio de Maomé ) como 1º sucessor do profeta• Xiitas: minoria no mundo muçulmano# acreditam somente no Alcorão# para eles, Abu Talib é o 1º sucessor de Maomé
  209. 209. 6. Equívocos / ignorâncias sobre o islamismo• “O islamismo é uma religião violenta”
  210. 210. • George Bush, ex-presidente dos EUA, é cristão• Promoveu a invasão do Afeganistão e do Iraque ( países muçulmanos )• Afeganistão: caçar Osama bin Laden ( sunita, autor do atentado de 11/09/2001 )• Iraque: apreender armas de destruição em massa, fato nunca comprovado• Segundo a ONG britânica IBC, 79% dos 162.000 mortos no Iraque entre 2003-2011 são civis
  211. 211. Você já leu alguma notícia sobre atentados terroristas de autoria muçulmana em Taubaté? ( Mesquita em Taubaté )
  212. 212. 168 mortos e mais de 500 feridos ( 19/04/1995 ) ( Oklahoma – EUA )
  213. 213. Timothy McVeigh, condenado a morte por autoria no atentado de Oklahoma City
  214. 214. “As lideranças da Liga da Juventude Islâmica Beneficentedo Brasil manifestou-se contra o terrorismo e afirmou que o Islã não dá suporte a açõesterroristas. Ainda assim, existiram retaliações contra alguns muçulmanos. Casas tiveram suas paredes pichadas com frases agressivas – “fora terroristas” –, houve ameaças de empregadores às muçulmanas que usavam o véu, algumas muçulmanas foram impedidas deutilizarem transportes públicos e outras tiraram seus véus com medo de retaliações e agressões” MARQUES, Vera Lúcia ( UFMG ). O Islã no Brasil. In 26ª Reunião Brasileira de Antropologia. Porto Seguro – BA ( 01-04 de junho de 2008 )
  215. 215. • “ O uso do véu é obrigatório e a mulher muçulmana é tratada com repressão “( Coleção da designer Tuan Hasnah – Festival de Moda Islâmica na Malásia, 2010 )
  216. 216. “nas comunidades formadas por imigrantes muçulmanos em Goiás, usar ou não usar o véu é uma opção individual. Algumasdelas dizem que não usam o véu islâmico por não suportarem “a pressão e as chacotas daspessoas na rua”. Mesmo assim, dizem se sentirem “muçulmanas de coração” (Borges, 2004). Por outro lado, na comunidade muçulmana de Brasília, a maioria das muçulmanas não usa o véu, mas assume a vontade de usá-lo quando sentirem-se preparadas”(MARQUES, Vera Lúcia.O Islã no Brasil. In 26ª Reunião Brasileira de Antropologia. Porto Seguro – BA, 01-04 de junho de 2008)
  217. 217. “A muçulmana que usa o véu sente-se nua quando sai na rua sem ele. Imagine sefôssemos obrigados a sair nus nas ruas… É um constrangimento, analisa a estudante deAntropologia da USP Jamile Pinheiro, 22 anos, muçulmana.” Site: opiniaoenoticia.com.br ( 03/11/2006 )
  218. 218. ENEM – 2008Existe uma regra religiosa, aceita pelospraticantes do judaísmo e doislamismo, que proíbe o consumo decarne de porco. Estabelecida naAntiguidade, quando os judeus viviamem regiões áridas, foi adotada, séculosdepois, por árabes islamizados, quetambém eram povos do deserto. Essaregra pode ser entendida como:
  219. 219. A) uma demonstração de que o islamismo é um ramo do judaísmo tradicional.B) um indício de que a carne de porco era rejeitada em toda a Ásia.C) uma certeza de que do judaísmo surgiu o islamismo.D) uma prova de que a carne do porco era largamente consumida fora das regiões áridas.E) uma crença antiga de que o porco é um animal impuro.
  220. 220. Resposta: E
  221. 221. O FEUDALISMO1. Surgiu da decomposição do Império Romano e das invasões bárbaras
  222. 222. • O Império Romano Ocidental perdeu sua unidade política e foi fragmentado em reinos chamados de feudais
  223. 223. • Os reinos formados, de origem germânica, também tinham, como característica política, a fragmentação – ou o poder político descentralizado• Cada fragmento territorial ficou conhecido como FEUDO• Cada feudo era comandado por um SENHOR FEUDAL• SENHORES FEUDAIS: MEMBROS DA NOBREZA
  224. 224. FEUDO
  225. 225. • Na nobreza, eram encontrados personalidades de importâncias diferentes
  226. 226. • Nem todo nobre era um senhor feudal• Para ser senhor feudal era necessário ter terras. Ter, portanto, um feudo• Um senhor feudal adquiria um feudo:# por herança ( normalmente o primogênito )# entrando para o clero, pois a Igreja também possuía terras# ou jurando fidelidade, lealdade e proteção militar a outro senhor feudal que, em troca, dava-lhe terras também
  227. 227. • Cerimônia da HOMENAGEM: através da qual um senhor feudal MAIOR oferece título e terras a um nobre em troca de proteção
  228. 228. • As relações entre os nobres eram regidas, portanto, pela SUSERANIA e pela VASSALAGEM• VASSALO: nobre que jurava fidelidade e lealdade ao senhor que lhe dava terras• SUSERANO: senhor que doava parte de seu feudo a um nobre em troca de proteção• SUSERANOS + VASSALOS = SENHORES FEUDAIS e MAIS IMPORTANTES MEMBROS DA NOBREZA
  229. 229. NOBREZA: dedicada à função militar
  230. 230. 2. A SOCIEDADE FEUDAL• Era composta por nobres, clérigos ( = membros do clero, da Igreja Católica ), uma minoria de trabalhadores livres ( também conhecidos como vilões ) e por uma maioria de trabalhadores braçais conhecidos como servos• Era ESTAMENTAL: ou seja, não permita ascensão social entre as classes. Assim, um servo não poderia, em regra, ser transformado num nobre
  231. 231. • As camada sociais eram estáticas, com papéis rigidamente estabelecidos
  232. 232. • O clero era formado tanto por membros da nobreza quanto das classes inferiores:• O ALTO CLERO era formado pela NOBREZA• O BAIXO CLERO era formado pelas CLASSES INFERIORES ( vilões ou servos )• Alto clero: Papa, Cardeais, Bispos, Arcebispos e Abades• Baixo clero: padres comuns ( párocos )
  233. 233. 3. ECONOMIA E RELAÇÕES DE TRABALHO• Economia natural, de subsistência, voltada para atender as necessidades imediatas.• Comércio ( em regra ): de baixa intensidade, restrito a regiões próximas do feudo, a base de troca, in natura• Relações de trabalho: a classe trabalhadora, em sua maioria, estava submetida à servidão• Principais obrigações servis em relação aos nobres: corveia, talha, banalidade.
  234. 234. • Corveia: obrigação do servo de trabalhar na reserva senhorial ( terras do feudo reservadas ao sustento do senhor feudal )• Talha: entrega, para o senhor feudal, de parte do que o servo produz para si na reserva servil ( terras do feudo reservadas ao sustento do servo )• Banalidade: taxa paga ( em espécie ) ao senhor feudal pelo uso de equipamentos ou instalações produtivas do feudo. Ex: forno, moinho
  235. 235. O TRABALHO SERVIL: corveia, talha e banalidade
  236. 236. 4. O ISOLAMENTO COMERCIAL E CULTURAL EUROPEU NA IDADE MÉDIA: RELAÇÃO COM O ISLAMISMO
  237. 237. (UNESP-2010) Com a ruralização, a tendência àautossuficiência de cada latifúndio e ascrescentes dificuldades nas comunicações, osrepresentantes do poder imperial foramperdendo capacidade de ação sobre vastosterritórios. Mais do que isso, os próprios lati-fundiários foram ganhando atribuiçõesanteriormente da alçada do Estado. (HilárioFranco Jr. O feudalismo. São Paulo: Brasiliense,1986. Adaptado.) A característica dofeudalismo mencionada no fragmento:
  238. 238. (A)o desaparecimento do poder militar, provocado pelas invasões bárbaras.(B) a fragmentação do poder político central.(C) o aumento da influência política e financeira da Igreja Católica.(D)a constituição das relações de escravidão.(E) o estabelecimento de laços de servidão e vassalagem.
  239. 239. Resposta: B
  240. 240. A IGREJA ( CATÓLICA ) NA IDADE MÉDIA1. Instituição ( = organização ) de maior influência na sociedade2. Motivo: controlava a produção e a reprodução do Conhecimento ( Ciência, Filosofia, Arte ) e dos valores ( moral, certo/errado )3. CULTURA MEDIEVAL = TEOCÊNTRICAA religião e o clero eram o centro de referência para o Conhecimento, os valores e costumes
  241. 241. Copistas: religiosos responsáveis pela reprodução literária da época
  242. 242. Clero: único segmento da sociedade que conservou o domínio da escrita/leituraDesta forma, o controle do Conhecimento ficava assegurado pela Igreja Católica
  243. 243. Exemplo do teocentrismo medieval:“E o sol se deteve, e a lua parou, até que o povo se vingou de seus inimigos. Não está isto escrito no livro de Jasar? O sol, pois, se deteve no meio do céu, e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro. (Jos 10, 13) “ BASE BÍBLICA PARA O GEOCENTRISMO
  244. 244. 4. Igreja Católica na Idade Média: fortemente identificada aos interesses da nobreza• Alto clero: formado por membros da nobreza e dela recebia terras como doação• O governo da Igreja estava sob o comando da nobreza, nem sempre interessada na dimensão espiritual e pastoral da vida eclesiástica ( = do clero )• Assim, por um longo período, o alto clero deixou de ter interesse pelas necessidades das camadas inferiores da sociedade
  245. 245. Alto Clero: distante das classes inferiores
  246. 246. 5. HERESIAS MEDIEVAIS: movimentos de contestação em relação ao clero. Exemplos:• Cátaros: mesclavam ensinamentos do cristianismo e do zoroastrismo ( antiga religião persa ). Negavam, por exemplo, a existência do inferno• Valdenses: afirmavam que o clero estava mais preocupado com sua riqueza do que com a religião. Negavam o sacramento da penitência e confessavam os pecados uns aos outros
  247. 247. 6. A ordem de Cluny:• Movimento de monges que pretendeu conter parte do relaxamento de costumes que se instalou no clero• Surgido na Abadia ( = mosteiro ) de Cluny, na Borgonha ( França )• Inspirava-se na Regra de São Bento ( monge do séc. VI ), em que o monge deve consagrar sua vida à meditação e ao trabalho• Irradiou mais de 1.000 mosteiros pela Europa
  248. 248. Monges: na oração
  249. 249. Monges: trabalho intelectual ou artesanal
  250. 250. 7. Reações do alto clero contra as heresias:• Criação do Tribunal da Santa Inquisição: tribunal eclesiástico que julgava e condenava ( as vezes à morte ) indivíduos acusados de heresia• Permissão para o funcionamento das Ordens Mendicantes, desde que elas fossem alinhadas ao comando do Papa Ordens Mendicantes: grupos de religiosos dedicados à assistência espiritual e social dos mais pobres
  251. 251. Tribunal da Inquisição: tortura
  252. 252. e execução...
  253. 253. São Francisco de Assis
  254. 254. Franciscanos: trabalho junto aos pobres
  255. 255. 8. O CISMA DO OCIDENTE ( 1378 – 1417 )• Período em que a Igreja Católica possuiu 2 papas: um era escolhido pelos reis franceses e outro pelos cardeais italianos• Cativeiro de Avignon ( 1309 – 1377 ): período em que a sede do Papado deixou de ser Roma e passou a ser a cidade francesa de Avignon ( causa do Cisma do Ocidente )• Início do séc. XIV: escolha do Papa sob pressões do rei francês Filipe, o Belo
  256. 256. • Para ter o Papa Clemente V perto de si, Filipe, o Belo o sequestrou, levando-o para Avignon• Durante cerca de 70 anos, a sede do Papado deixou de ser Roma – fato que desagradou os cardeais italianos e outros reis católicos• Cisma do Ocidente: exemplo do quanto a Igreja Católica medieval esteve vulnerável aos interesses políticos da nobreza e da realeza
  257. 257. As Cruzadas Medievais ( séc. XI – XIII )
  258. 258. 1. Expedições de caráter religioso, político,militar e comercial em direção ao Oriente Médioe norte da África•Interesses religiosos: retomar o controle deJerusalém para os cristãos ( interesse queagradava aos Papas )•Interesse político/militar: nobres sem feudo naEuropa viam nestas expedições a oportunidadede saquear riquezas e obter terras fora docontinente
  259. 259. • Interesses comerciais: para os comerciantes, as expedições representavam a oportunidade de obter mercadorias orientais por preços mais baratos e aumentar suas margens de lucro• Por outro lado, as Cruzadas serviram de válvula de escape para a explosão demográfica ocorrida no século XI• Além disso, aliviaram o problemas sociais decorridos do aumento populacional. Exemplo: guerras entre nobres
  260. 260. 2. A 1ª Cruzada ( 1096 – 1099 )• Convocada pelo Papa Urbano II, no Concílio de Clermont ( França ), em 1095: “Façamos que aqueles que estão promovendo a guerra entre fieis marchem agora a combater contra os infiéis e conclua em vitória uma guerra que deveria ter se iniciado há muito tempo. Que aqueles que por muito tempo tem sido foragidos, que agora sejam cavaleiros. Que aqueles que estão pelejando com seus irmãos e parentes, que agora lutem de maneira apropriada contra os bárbaros.”
  261. 261. Primeira Cruzada ( 1096-1099 )
  262. 262. • Precedida pela Cruzada Popular ( dos Mendigos ): o monge Pedro, o Eremita, reuniu uma multidão de fiéis e partiu para o Oriente, massacrando até mesmo judeus que viam pelo caminho. Chegou a Constantinopla mas, sem recursos, dispersou-se e apenas poucos chegaram a se juntar aos cavaleiros da Primeira Cruzada• também conhecida como Cruzada dos Nobres
  263. 263. • chefiada por Godofredo de Bulhão e Boemundo de Taranto ( nobres )• atacaram, dominaram Jerusalém e fundaram 4 reinos feudais no Oriente: Condado de Edessa, Principado de Antioquia, Condado de Trípoli e o Reino de Jerusalém• para defenderem estes reinos, a nobreza criou ordens de monges cavaleiros, como OS TEMPLÁRIOS, OS HOSPITALÉRIOS E OS TEUTÔNICOS
  264. 264. Os 4 Reinos fundados após a 1ª Cruzada
  265. 265. 3. A Segunda Cruzada (1147-1149)
  266. 266. • Convocada por Bernardo de Claraval (monge) e Eugênio III ( Papa )• Liderada por Luis VII ( França ) e Conrado III ( S.I.R.G. )• Contou com o apoio dos Templários• Fracassou ao tentar atacar a cidade de Damasco• Grupos de cavaleiros franceses, holandeses e ingleses conquistaram Lisboa, a convite de Afonso Henriques ( 1º rei de Portugal )
  267. 267. 4. A Terceira Cruzada (dos Reis)
  268. 268. • Pregada pelo Papa Gregório VIII• Liderada pelos reis Filipe Augusto ( França ), Frederico Barba Ruiva ( SIRG ), morto ao atravessar o rio Danúbio e Ricardo Coração de Leão ( Inglaterra )• Causa da Cruzada: defender Jerusalém, tomada pelo sultão muçulmano Saladino• Derrotados, negociaram a manutenção de Chipre e Acre e a ida de peregrinos a Jerusalém, desde que desarmados
  269. 269. 5. A Quarta Cruzada ( apelidada de Comercial )
  270. 270. • Convocada pelo Papa Inocêncio III, não teve Jerusalém como destino• Financiada por um rico duque de Veneza, Enrico Dândolo• Os participantes atenderam ao pedido de Aleixo IV, imperador bizantino ( em disputa com o tio Isaac II pela disputa do trono )• Destino: a cidade de Constantinopla (importante entreposto comercial no Oriente ), transformada em reino latino ( cristão ) até 1261
  271. 271. Principal consequência da 4ª Cruzada: conquista de terras comercialmente importantes
  272. 272. 6. A Quinta Cruzada ( 1217-1221 )
  273. 273. • Pregada pelo Papa Inocêncio III• Liderada por André II ( rei da Hungria ) e Leopoldo VI ( duque da Áustria )• Teve como estratégia o ataque ao Egito para, depois, conquistar Jerusalém• Não obteve sucesso em nenhum dos dois objetivos.
  274. 274. 7. 6ª, 7ª e 8ª Cruzadas
  275. 275. Sexta Cruzada ( 1128-1229 ):• Liderada por Frederico II ( imperador do SIRG )• Ao invés de atacar Jerusalém, Frederico II negociou com o sultão Al-Kamil ( sobrinho de Saladino ) o controle de Belém e Nazaré na Palestina• Por defender a tolerância entre cristãos e muçulmanos, Frederico II foi excomungado pelo Papa Gregório IX
  276. 276. Sétima Cruzada ( 1248-1254 ):• Convocada pelo Papa Inocêncio IV• Liderada pelo rei Luis IX ( França ), levou 35.000 combatentes para o Egito• Capturado, Luis IX foi libertado após o pagamento de 800.000 peças de ouro, livrando também todos os prisioneiros cristãos• Posteriormente, foi canonizado pelo Papa
  277. 277. Oitava Cruzada ( 1270 )• Também liderada por Luis IX ( FRA )• Alvos: o Egito e a Tunísia• Fracassou nos dois objetivos• Antes de regressar, Luis IX foi acometido pela Peste Negra e morreu em Túnis• Em 1497 foi canonizado pelo Papa Bonifácio VIII
  278. 278. 8. Consequências das Cruzadas• Objetivo religioso ( retomar Jerusalém ) não foi atingido ( somente nas duas primeiras Cruzadas )• Principal consequência: retomada das atividades comerciais de longa distância entre Europa, Oriente Médio e norte da África, provocando o chamado RENASCIMENTO COMERCIAL E URBANOe gerando mudanças no sistema feudal
  279. 279. O RENASCIMENTO COMERCIAL E URBANO ( séc. XIII – XV )• Processo que marcou a retomada das atividades comerciais entre Europa e Oriente• Conhecido também como Pré-Capitalismo, onde ocorre a transição do sistema feudal ao sistema capitalista• Marcado pela ascensão da burguesia ( classe social dedicada ao comércio, artesanato e atividades bancárias )
  280. 280. Novas rotas comerciais terrestres e marítimas
  281. 281. 1. O surgimento da burguesia• burgos: edificações muradas e construídas em torno de castelos, mosteiros ou no cruzamento de estradas e rios• Burguesia: buscava a proteção de senhores feudais e membros do clero, estando vinculada ao sistema feudal
  282. 282. BURGOS: SUBMETIDOS AOS SENHORES FEUDAIS
  283. 283. Burgo de Bagnone – Itália ( séc. XV )
  284. 284. 2. Organizações próprias da burguesia:a)Corporações de Ofício ( ou Guildas )• Associações de artesãos de um mesmo ramo• Organizadas para impedir a concorrênciab) Hansas:• Associações de comerciantes de uma cidade ou região• Organizadas para impedir a concorrência de mercadores de outras regiões ou negociar Cartas de Franquia com os senhores feudais
  285. 285. CARTAS DE FRANQUIA Taxas pagas pela burguesia aos senhores feudais em troca deliberdade de atuação no interior dos burgos
  286. 286. Liga Hanseática: reuniu dezenas de cidades
  287. 287. 3. Obstáculos impostos à burguesia pela nobreza e clero:• Pagamento de taxas de entrada ( “ pedágio “ ) de feudo para feudo• Falta de segurança nas estradas e de uma legislação criminal entre feudos• Usura ( = empréstimo de dinheiro a juros ): prática condenada como pecado pela Igreja• Diferença de moedas, pesos e medidas entre feudos
  288. 288. JARDA: VARIÁVEL DE SENHOR PARA SENHOR FEUDAL E DE BURGUÊS PARA BURGUÊS
  289. 289. ( ENEM-2011 ) Se a mania de fechar, verdadeiro habitus da mentalidade medieval nascido talvezde um profundo sentimento de insegurança,estava difundida no mundo rural, estava domesmo modo no meio urbano, pois que umadas características da cidade era de ser limitadapor portas e por uma muralha.DUBY, G. et al . “Séculos XIV-XV”.In : ARIÈS, P.; DUBY, G. História da vida privadada Europa Feudal à Renascença.
  290. 290. As práticas e os usos das muralhas sofreramimportantes mudanças no final da Idade Média,quando elas assumiram a função de pontos depassagem ou pórticos. Este processo está diretamenterelacionado com:A)o crescimento das atividades comerciais eurbanas.B)a migração de camponeses e artesãos.C)a expansão dos parques industriais e fabris.D)o aumento do número de castelos e feudos.E)a contenção das epidemias e doenças.
  291. 291. RESPOSTA: A
  292. 292. FORMAÇÃO DAS MONARQUIAS NACIONAIS1. Processo que levou à formação dos países europeus, sob a forma de monarquias2. Causa: aliança entre burguesia e reis• burguesia: interessada em remover os entraves ( = obstáculos ) impostos pela nobreza e o alto clero• Reis: interessados em recuperar poderes – perdidos com a descentralização feudal
  293. 293. 3. Características gerais dos Estados Nacionais• Centralização do poder em torno dos reis• Reis: determinavam a padronização das moedas, medidas, pesos, justiça, impostos, gramática• Fonte de poder real: Exército ( mantido com o dinheiro dos impostos )• Principal fonte de impostos: burguesia• Papel da nobreza: serviço militar• Papel do clero: ideológico ( aliado do rei )
  294. 294. Estado Nacional: rei forte, burguesia favorecida, clero e nobreza aliadas e classes populares ignoradas
  295. 295. FORMAÇÃO DA MONARQUIA FRANCESA• Principal exemplo de monarquia nacional• 1ª dinastia: Capetíngea ( 987-1328 )• 1º rei Hugo Capeto• Principais reis:- Filipe Augusto- Luis IX- Filipe, o Belo
  296. 296. 1. Filipe Augusto ( Filipe II ): 1180-1223• Início da centralização política• Formação de um Exército Nacional• Expansão das fronteiras: domínio do norte da FRA ( Normandia )• Fontes de renda: Cartas de Franquia2. Luis IX: 1226-1270• Padronização da justiça, inspirada no Direito Romano• Adoção de uma moeda única
  297. 297. 3. Filipe, o Belo: 1285-1314• Amplia a centralização• 1302: cria os Estados Gerais ( = Parlamento ) e aprova o pagamento de impostos pelo clero• Conflitos com o Papa Bonifácio VIII• 1303: Filipe, o Belo interfere na eleição de um Papa francês ( Clemente V )• 1309: rei da FRA “prende” Clemente V e muda sede do Papado para Avignon e provoca, mais tarde, o Cisma do Ocidente
  298. 298. FORMAÇÃO DA MONARQUIA NACIONAL INGLESA1. Primeira dinastia: Normanda ( 1066-1154 )• 1º rei: Guilherme da Normandia – invade a ING e vence Haroldo II ( último rei feudal / anglo-saxão da ING )• Cria os shires ( condados )• Nomeia sheriffs ( funcionários do Estado – arrecadação de impostos sobre nobres e burgueses )
  299. 299. 2) 2ª Dinastia: Plantageneta (1154-1453 ) ( principais reis )a) Henrique II ( 1154-1189 )• Cria um sistema judicial único no país ( Common Law )b) Ricardo Coração de Leão ( 1189-1199 )• Derrotas militares para os franceses ( disputa pelo norte da FRA ) e aumento de impostos• Afastamento por ocasião das Cruzadas fortalece a nobreza feudal
  300. 300. c) João Sem Terra ( 1199-1216 )• Derrotas para a FRA ( perde acesso para Flandres ) na Batalha de Bouvines ( 1214 )• Confisca e depois devolve terras do clero e ganha ( oposição do Papa Inocêncio III )• Aumento de impostos: descontentamento faz nobreza e clero redigirem a CARTA MAGNA ( documento que limitava os poderes do rei )• 1215: João Sem Terra assina a Carta Magna ( documento que inspirou a criação do Parlamento ( 1295 )
  301. 301. GUERRA DOS CEM ANOS ( 1337-1453 )1. ING X FRA ( vence )2. Causas:a) Disputa do trono francês Filipe de Valois X Eduardo IIISobrinho paterno de neto materno de Filipe, o Belo Filipe, o Belo
  302. 302. b) Disputa sobre Flandres: maior centro europeu de produção têxtil, sob domínio da FRA
  303. 303. 3. Sobre a guerra:• Travada em solo francês• Armagnacs ( franceses a favor da FRA – sul )• Borguinhões (franceses a favor da ING - norte)• 1315-1317: Grande Fome na FRA ( desnutrição e falta de higiene nas cidades )• 1347-1350: Peste Negra• 1358: Jacqueries ( revoltas camponesas )• Até 1422: domínio inglês sobre 1/3 da FRA
  304. 304. • Rei Carlos VII ( 1403-1461 ), não reconhecido pelos borguinhões: nacionalismo messianismo ( Joana D’arc: 1412-1431 ) comanda tropas e conduz Carlos VII ao trono da FRA
  305. 305. FASE FINAL DA GUERRA
  306. 306. • 1430: captura de Joana D’arc pelos borguinhões. Julgada pelo Santo Ofício e executada em 1431• 1453: Carlos VII vence a ING4. Consequências da guerra:• Consolidação da Monarquia francesa• Enfraquecimento da nobreza e do campesinato ( mortes )• Fortalecimento da realeza francesa• Eclosão da Guerra das Duas Rosas na ING
  307. 307. 5. Guerra das Duas Rosas ( 1455-1485 )• Disputa pelo trono inglês• Lancaster: nobreza feudal York: nobreza “mercantil”• Henrique Tudor: Lancaster casado com uma York, vence a guerra e é coroado novo rei ( início da dinastia Tudor: 1485-1603 )
  308. 308. (FUVEST) No processo de formação dos estadosNacionais da França e da Inglaterra, podem seridentificados os seguintes aspectos: a) Fortalecimento do poder da nobreza eretardamento da formação do estado moderno.b) Ampliação da dependência do rei em relação aossenhores feudais e à Igreja.c) Desagregação do feudalismo e centralização política.d) Diminuição do poder real e crise do capitalismocomercial.e) Enfraquecimento da burguesia e equilíbrio entre oEstado e a Igreja.
  309. 309. RESPOSTA: C
  310. 310. A CRISE DO SISTEMA FEUDAL ( Crise dos séculos XIV e XV )•Guerras: diminuem o número denobres e fortalecem o poder real•Peste: queda na produção servil;conflitos servos X nobres; abrebrecha para o desenvolvimentourbano ( burgos )
  311. 311. A PESTE NEGRA ( 1347 – 1350 )
  312. 312. • Pandemia que matou 1/3 da população europeia• Causa: infecção causada pelo pasteurella pestis ( bacilo alojado no couro cabeludo de ratos )• Origem: Ásia• Relação com o renascimento Comercial e Urbano e as péssimas condições de vida nas cidades européias ( falta de saneamento / subalimentação / Guerra dos Cem Anos )
  313. 313. O MAPEAMENTO DA PESTE NEGRA
  314. 314. • RELAÇÃO ENTRE PESTE E CRISE DO SÉC XIV ( = crise do sistema feudal ):# Peste: dizimou 1/3 da população ( maioria camponeses )# senhores feudais: submeteram servos a corvéias mais prolongadas# servos: revoltas camponesas ( mais mortes ) e fuga para as cidades ( nova alternativa para os servos – livres dos senhores feudais ) declínio das relações de produção feudais
  315. 315. FORMAÇÃO DAS MONARQUIAS PORTUGUESA E ESPANHOLA1. Portugal: 1ª monarquia nacional européia• séc. VIII-XV: Guerra da Reconquista na Península Ibéricareinos cristãos mouros ( feudais ) ( muçulmanos )
  316. 316. SÉC. XI: SURGE O CONDADO PORTUCALENSE
  317. 317. • Séc. XI: D. Afonso VI cede parte do reino de Leão ao nobre francês Henrique de Borgonha ( em troca de auxílio contra os muçulmanos )• Séc. XII ( 1140 ): Independência de Portugal ( promovida por Afonso Henriques, filho de Henrique de Borgonha )• 1140-1385: dinastia de Borgonha – expulsão dos mouros e centralização políticaPORTUGAL: precocidade como Estado Nacional
  318. 318. Séc. XIV: enquanto a Europa estava em crise, Portugalprosperava no comércio litorâneo com os italianos
  319. 319. 1383-1385: Revolução de Avis Reino de Leão e Castela tentam retomar o controle do território português João de Avis, nobre português, alia-se à burguesia, vence Castela e é aclamado novo rei. Início da Dinastia de Avis ( 1385- 1580 )
  320. 320. 2. Espanha:• Também formada a partir da Guerra da Reconquista Reinos feudais uniram-se para combater os mouros: Leão, Castela ( principais ), Navarra e Aragão• 1492: Isabel de Castela vence os muçulmanos em Granada e completa a unificação da ESP
  321. 321. A CULTURA MEDIEVAL1. Em poucas palavras: TEOCÊNTRICA2. O teocentrismo medieval limitou o livre progresso da Ciência, fator que identificou a Idade Média aos termos “Idade das Trevas” e “ Noite de Mil Anos”3. Porém:• Mesmo teocêntrica, a cultura medieval tem suas relevantes expressões. Exemplos:a) Arquitetura:
  322. 322. ARQUITETURA ROMÂNICA: PAREDES GROSSAS, INTERIOR ESCURO, VERTICALIDADE, ALTA IDADE MÉDIA
  323. 323. BASÍLICA DE SÃO SERNIN – FRANÇA
  324. 324. BASÍLICA DE APARECIDA – BRASIL
  325. 325. ARQUITETURA GÓTICA: VERTICALIDADE, ARCOS OGIVADOS,INTERIOR CLARIDADE, VITRAIS COLORIDOS, BAIXA IDADE MÉDIA ( CATEDRAL DE COLÔNIA – ALEMANHA )
  326. 326. Catedral de Notre Dame, Reims - França
  327. 327. GÓTICO: CLARIDADE INTERIOR
  328. 328. Catedral de Notre Dame, Reims - França
  329. 329. b) Filosofia/Teologia• Principais pensadores: Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino ( correntes diferentes de pensamento )• Agostinho: contra o Livre Arbítrio, incapaz de levar o homem à Salvação. Base da doutrina da Pre-Destinação.• Aquino: a favor do Livre Arbítrio Livre Arbítrio: capacidade racional de escolher entre bem e mal, certo e errado
  330. 330. c) Economia• Também influenciada pelo teocentrismo• Temas como salário, preços e lucro. Exemplos:• Usura = empréstimo a juros. Condenada pela Igreja Católica por ferir o princípio de preço justo• Preço Justo: justo preço é aquele bastante baixo para poder o consumidor comprar, sem extorsão, e suficientemente elevado para ter o vendedor interesse em vender e poder viver de maneira decente.
  331. 331. d) Universidades•exemplo: Paris ( fundada por volta de 1170 )•Professores nomeados pelo bispo da cidade
  332. 332. (Fuvest 2008) Se, para o historiador, a IdadeMédia não pode ser reduzida a uma “Idade dasTrevas”, para o senso comum, ela continua a serlembrada dessa maneira, como um período depráticas e instituições “bárbaras”.Com base na afirmação acima, indique edescrevaa) duas contribuições relevantes da IdadeMédia.b) duas práticas ou instituições medievaislembradas negativamente.

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