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Cap3

  1. 1. 29 3. METODOLOGIA DE PESQUISA Este trabalho caracteriza-se como um estudo analítico-descritivo, detipo qualitativo, pois dirige-se a um nível de realidade composto por significados,motivos, aspirações, crenças e atitudes, o qual não pode ser quantificado(MINAYO,1994). Define-se, igualmente, como um estudo de caso, pois obedece aalgumas das características fundamentais de estudos desse tipo, apontadas porLÜDKE e ANDRÉ (1986, pp.18-19), na medida em que enfatiza a “interpretaçãoem contexto”, visando apreender completamente o objeto de estudo; buscaretratar a realidade de forma “completa e profunda”, revelando a multiplicidadede dimensões presentes no problema de pesquisa e focalizando-o de formaintegral; indica experiências que possibilitam subsídios que podem,eventualmente, serem aplicados à experiência dos leitores. Foram investigadas e analisadas as concepções que profissionais deSaúde, Educação e usuários de um determinado setor (serviço de Psicologia)especializado no atendimento a escolares, inserido em uma instituiçãopertencente ao sistema público estadual de saúde (Ambulatório Regional deEspecialidades - ARE), possuem acerca de temas como “distúrbios deaprendizagem”, “fracasso escolar” e “integração saúde-educação”. É oportuno esclarecer que o termo “concepção”, neste estudo, éutilizado como sinônimo de conceito, opinião ou ponto de vista (POLITO, 1994),embora existam várias correntes teóricas que discorram sobre a definição,construção e uso das concepções. Dentre essas correntes teóricas destaca-se a Teoria das RepresentaçõesSociais, proposta por Serge Moscovici. Para esse autor, Representação Social éuma entidade quase tangível que circula, cruza-se e cristaliza-se intensamenteatravés da fala, do gesto e do encontro no universo cotidiano; está presente namaioria das relações sociais estabelecidas, nos objetos produzidos, consumidos enas comunicações realizadas entre as pessoas. (MOSCOVICI, 1978)
  2. 2. 30 RANGEL (1993) afirma que a representação social manifesta ahistória cultural da sociedade e constitui-se em um determinante de valores,conceitos, crenças e padrões de conduta que são, ao mesmo tempo, assimilados econstruídos de acordo com a forma que se representam, já que nossa maneira dever a realidade constrói em parte essa realidade; refere-se ao termo“representação social” como o conjunto de conceitos, explicações e afirmaçõesque se originam na vida diária e no curso de comunicações interindividuais; queas representações sociais formam as “teorias espontâneas” sobre os fatos e sobreo mundo; expressam, divulgam e mantêm conceitos e imagens dos fatos, atravésda construção e da preservação do conhecimento social sobre os mesmos. Ainda de acordo com RANGEL (op. cit.), a teoria das representaçõessociais presta-se muito bem ao estudo das representações sobre enfermidadesfísicas e mentais, além daqueles relativos à educação e justiça. O uso dasrepresentações sociais também é bastante conveniente aos estudos que envolvemvárias categorias de sujeitos, devido ao fato de se constituírem em modalidadesdo pensamento prático e servirem de guia para a atuação concreta das pessoas. 3.1. Sujeitos: O estudo contou, no geral, com a participação de trinta e um (31)sujeitos: quatro (04) profissionais de Saúde, nove (09) professores e dezoito (18)sujeitos divididos em nove (09) alunos de escolas da rede pública estadual deensino e suas respectivas mães. Desse total, dois sujeitos, um aluno e uma mãe, abandonaram apesquisa na fase de coleta de dados. a) Caracterização dos profissionais de saúde: A seleção da amostra de profissionais de Saúde deu-se em função dosmesmos atenderem à população de escolares encaminhada usualmente ao serviçode saúde. Observando-se esse critério, constituiu-se a amostra no total de quatro
  3. 3. 31(04) profissionais de saúde, sendo uma (01) psicóloga, uma (01) terapeutaocupacional, uma (01) fonoaudióloga e uma (01) neuropediatra. Os anos de formado e de experiência anterior dos profissionais emsaúde pública e ARE, até o período da coleta de dados, é apresentado no quadroabaixo: QUADRO 2: Tempo de Atuação dos Profissionais no ARE e em Saúde Pública Profissional Formado à Experiência anterior Experiência no Total em saúde pública ARE Psicólogo 07 anos 0 02 anos 02 anosTerapeuta Ocupacional 06 anos 03 anos 03 anos 06 anos Fonoaudióloga 27 anos 0 06 anos 06 anos Neuropediatra 18 anos 0 05 anos 05 anos Com exceção da neuropediatra, todos os outros profissionaispermanecem, até a presente data, na instituição de saúde. Os profissionais de saúde selecionados como sujeitos desse estudopossuem, no Ambulatório Regional de Especialidades, uma rotina de trabalhobastante semelhante: primeiramente, recepcionam os usuários encaminhados paraseus respectivos setores efetuando, em seguida, uma triagem dos casos para aavaliação e, caso seja necessário, iniciam o tratamento específico, em sessõesindividuais ou grupais, uma vez por semana. Eventualmente, participam deprojetos e programas elaborados por órgãos oficiais do estado e município. c) Caracterização dos alunos e de seus pais: Alunos e mães foram selecionados a partir da população infantilcotidianamente encaminhada ao setor de Psicologia do ARE Para a seleção desses sujeitos considerou-se a variável “responsávelpelo encaminhamento”, ou seja, foram escolhidos, pela seqüência de inscrição nalista de espera para atendimento existente no setor, os alunos e as respectivas
  4. 4. 32mães encaminhados ao serviço de Psicologia a pedido dos professores ou deoutros profissionais de Educação (diretoras, coordenadoras pedagógicas, etc). Ogrupo de alunos amostrados foi inscrito na lista de espera nos meses de fevereiro,março e abril de 1994 e convocados para o início do processo de coleta de dadose avaliação diagnóstica em meados de setembro do mesmo ano. As outras variáveis, como sexo, idade, escola, série, motivo deencaminhamento e local de moradia não foram consideradas na constituiçãodessa amostra. Não foi cogitada a convocação dos pais dos alunos, já que aexperiência diária com a população de escolares indica que, por uma série defatores1, a mãe é a pessoa da família geralmente designada a comparecer aoserviço de Psicologia. Os nomes (fictícios), idades e séries cursadas são mostrados na tabelaabaixo: TABELA 2: Idade (em anos), sexo e série escolar dos alunos Alunos Idades Séries Vilma 8 anos CBI Joana 10 anos CBC Telma 9 anos CBC Dalva 8 anos CBC Antônio 8 anos CBC José 10 anos CBC a Roberto 10 anos 3 série Eduardo 8 anos CBC Marcos 8 anos CBC1 * Um desses fatores é o fato da mulher ainda ser considerada, em nossa sociedade, como a maiorresponsável pela criação dos filhos, isentando-se o pai de participação nos assuntos que dizem respeito àcriança.
  5. 5. 33 A profissão dos pais de cada sujeito é apresentada na tabela abaixo.Os campos deixados em branco, referem-se aos casos em que o casal é separadoe o pai pouco ou não contribui financeiramente para a manutenção da criança: TABELA 3: Profissão dos Pais e Mães dos Alunos Aluno Pai Mãe Vilma vigia faxineira Joana pedreiro zeladora de escola Telma vigia dona de casa Dalva -- comerciária Antônio funcionário dona de casa José pedreiro público faxineira Roberto comerciário dona de casa Eduardo -- atendente de hospital Marcos -- faxineira c) Caracterização dos professores: A seleção dos professores deu-se em função da amostra de alunos, ouseja, partiu-se do pressuposto de que, mesmo se o encaminhamento fosse feitopela direção ou coordenação pedagógica da escola, o professor seria consideradocomo o sujeito mais adequado para o estudo por, supostamente, passar maistempo com o aluno e, portanto, ter mais condições de responder sobre o mesmo esobre questões relativas ao problema da pesquisa. A totalidade dos participantes é do sexo feminino. O nível de formação acadêmica dos sujeitos (básica, superior e outroscursos), o tempo de experiência no magistério (em anos) e na série que os alunosinvestigados freqüentam, são mostrados na tabela 4: TABELA 4: Formação acadêmica das professoras, tempo de experiência(em anos) no magistério e nas séries específicas
  6. 6. 34 Professora Formação Formação Especializações Experiência Experiência na Básica Superior no Magistério série específica a prof de Vilma Magistério Pedagogia 08 anos CBI - 03 anos profa de Joana Magistério Alfabetização 27 anos CBC - 15 anos profa de Telma Magistério Pedagogia 06 anos CBC - 03 anos profa de Dalva Magistério Pedagogia Educação 24 anos CBC - 08 anos Especial a prof de Antônio Magistério 14 anos CBC - 04 anos profa de José Magistério Estudos 20 anos CBC - 08 anos Sociais a prof de Roberto Magistério Pedagogia 16 anos 3a série - 05 anos profa de Eduardo Magistério Pedagogia 22 anos CBC - 12 anos profa de Marcos Magistério Educação 07 anos CBI - 03 anos Especial Conforme descrito na tabela acima, sete (07) docentes iniciaram ocurso de Magistério entre 1960 e 1975 e duas (02) iniciaram entre 1980 e 1995.Em relação à formação de nível superior, cinco (05) professoras cursaramPedagogia, sendo que uma (01) iniciou o curso em 1968, duas (02) ingressaramentre 1975 e 1980, uma (01) docente em 1986; uma (01) docente ingressou emPedagogia no ano de 1993. Quanto aos outros cursos freqüentados, sobretudo as especializações,referem que ocorreram recentemente e foram administrados por departamentos daUniversidade Federal de São Carlos. Todas as professoras possuem mais de cinco anos de experiênciacomo docentes, sendo que quatro já lecionam há mais de vinte anos. De modomais específico, indicaram o tempo em que atuam como docentes nas séries cujosalunos investigados freqüentam: quatro (04) professoras possuem menos de cinco(05) anos de experiência, duas (02) possuem entre cinco (05) e dez (10) anos deexperiência e duas (02) docentes têm mais de dez (10) anos de atuação nas sériesem questão. A maioria das docentes sempre lecionou de 1 a a 4a séries do 1o grau,enquanto que quatro (04) professoras lecionaram de 5a a 8a série, quatro (04) no
  7. 7. 35curso colegial e dentre essas, duas (02) ministraram disciplinas no curso deMagistério. Uma (01) das professoras afirma ter experiência em pré escola e eminstituição de educação especial (APAE). 3.2. Fontes de coleta de dados Foram utilizados como fontes primárias de coleta de dados oquestionário e a entrevista semi-estruturada. As fontes secundárias para a coletade dados, além das informações contidas nos prontuários médicos de cadaescolar, foram as anamneses realizadas com as mães, os registros de observaçãoe de comentários dos alunos no decorrer do processo de avaliação e atendimentopsicológico conduzidas pela pesquisadora no ARE. O questionário foi utilizado para coletar dados junto aos professores,optando-se por esse instrumento por ser de rápida e fácil aplicação. O contato com o grupo de professores foi facilitado pelo fato dapesquisadora, enquanto profissional de um serviço de saúde de referência nasescolas da cidade, ser conhecida pela maioria dos docentes. Antes de responderao questionário, cada professora recebia explicações sobre o estudo e sobre cadauma das questões a serem respondidas∗. O contato entre o pesquisador e cada docente para a entrega doquestionário contou, na totalidade dos casos, com uma breve discussão sobrealgum dos temas referentes aos alunos encaminhados. Acredita-se que essesmomentos de discussão foram motivados, em parte, pelo extremo grau deansiedade observado nas professoras em falar sobre os problemas de cada um dosalunos. Procurou-se investigar, através das questões formuladas (Anexo 1) edas respostas fornecidas pelos sujeitos, as concepções que possuem sobreconceitos relacionados ao problema e os objetivos gerais da pesquisa. Para orientar as professoras, incluiu-se na página de rosto do questionário, um breve texto contendoinstruções para preenchimento.
  8. 8. 36 Assim, através das questões nos 1, 4, 5, 6 e 6.1., buscou-se identificaras concepções dos professores sobre os motivos do envio de escolares aopsicólogo, definição e atribuição de causas em relação aos conceitos de“distúrbios de aprendizagem” e “fracasso escolar”. As questões nos 7, 9 e 10tiveram como propósito identificar as concepções e expectativas dos docentes arespeito da atuação da instituição de saúde e dos profissionais de Saúde emrelação ao atendimento do escolar. As questões n os 2 e 8 voltaram-se aolevantamento das concepções e expectativas acerca do trabalho específico dopsicólogo em relação aos alunos encaminhados. Finalmente, as questões n os 11,12 e 13 procuraram buscar as concepções acerca das possibilidades e formasviáveis de integração entre as áreas de Saúde e Educação. O questionário também possuiu um espaço onde os sujeitos puderamfazer sugestões, tecer comentários ou expressar críticas sobre o serviço dePsicologia por eles utilizado. A entrevista semi-estruturada foi aplicada como instrumento de coletade dados com relação à amostra de profissionais de Saúde, alunos e suasrespectivas mães. Foram elaborados roteiros de entrevista específico para cadagrupo de sujeitos (vide anexos 2, 3 e 4), o que não impediu que a pesquisadoraformulasse questões para complementar ou elucidar algum assunto durante osencontros. O roteiro de entrevista dirigido aos profissionais de Saúde voltou-se,especificamente, à investigação de vários temas, através das seguintes questões: - questões nos 1, 2, 3 e 4: descrição do cotidiano de trabalho, domodelo de atuação de cada profissional e apresentação de dados sobre a clientelaatendida em cada setor; - questões nos 5 e 6: concepções e atribuição de causalidade acerca dosconceitos “distúrbios de aprendizagem” e “fracasso escolar”; - questão no 7: avaliação dos serviços especializados em relação aoatendimento de escolares;
  9. 9. 37 - questões nos 8, 9, 10 e 11: concepções sobre as possibilidades emaneiras viáveis de integração entre as áreas de Saúde e Educação. Os roteiros elaborados para as entrevistas com a amostra de alunos esuas respectivas mães (anexos 3 e 4) não incluíram questões sobre o tema“integração Saúde - Educação”, por acreditar-se que essa é uma temática maisdirigida aos profissionais de saúde e educação, além de se considerar maisapropriado centrar a investigação nas percepções que esses sujeitos possuem arespeito dos motivos de encaminhamento à instituição de saúde e as expectativase concepções acerca do trabalho do psicólogo, em particular. Com relação à amostra de alunos, utilizaram-se ainda as informaçõescolhidas a partir das anamneses feitas com as mães, dos relatórios enviados pelasprofessoras no início do processo de avaliação e dos registros existentes nosprontuários médicos dos alunos, com o objetivo de complementar e validar osdados coletados via entrevista. No entanto, considera-se que uma fonte de dados mais importantespara a realização do trabalho foi o contato freqüente e particular do pesquisadorcom a quase totalidade dos alunos∗, durante um período não inferior a seis meses.Este contato possibilitou que as crianças fossem observadas e conhecidas, quefossem aplicadas atividades psico - pedagógicas, verificando-se continuamente oprogresso da crianças nessas atividades. Tais situações permitiram também umcontato com as mães e discussões sobre a atuação escolar de seus filhos. Isso somente foi possível devido ao fato da pesquisadora ter optado eter sido dada a oportunidade de combinar a realização da pesquisa acadêmicacom seu trabalho na instituição de saúde. 3.3. Análise dos dados: Os dados coletados mediante a aplicação de questionários (no casodas professoras) e a realização de entrevistas (profissionais de saúde, alunos e Dois alunos (Joana e Eduardo) não participaram da totalidade da avaliação, tendo abandonado o serviçode Psicologia logo após o início do processo de avaliação.
  10. 10. 38mães), foram analisados conforme as recomendações feitas por LÜDKE eANDRÉ (1993): “A tarefa de análise, implica, num primeiro momento, a organização de todo o material, dividindo-o em partes, relacionando essas partes e procurando identificar nele tendências e padrões relevantes, buscando-se relações e inferências num nível de abstração mais elevado”. (p.45) As respostas dos sujeitos, fornecidas através dos instrumentos de coleta de dados, foram classificadas de acordo com focos gerais de análise, definidos no início do trabalho e complementadas por focos mais específicos, determinados no decorrer do processo de pesquisa. Os focos utilizados para a análise das informações coletadas estão relacionadas aos objetivos e problemas de pesquisa, tendo sido embasadas no arcabouço teórico que sustenta o estudo. Após a definição das categorias utilizadas para a classificação dos dados procurou-se, ainda, realizar a análise das respostas de um mesmo tipo de sujeitos (por exemplo, o grupo de professoras) e de diferentes sujeitos entre si (um determinado aluno, sua mãe e sua professora). De acordo com LÜDKE e ANDRÉ (1986, p.48) é necessário que aanálise de dados: “... não se restrinja ao que está implícito no material, masprocure ir mais fundo, desvelando mensagens implícitas, dimensõescontraditórias e temas sistematicamente ‘silenciados”. Assim, em relação aos professores, considerou-se não somente asquestões respondidas como também as não respondidas pelos sujeitos. Na análisedas entrevistas dos profissionais de saúde, alunos e mães considerou-se os termose expressões mais freqüentemente utilizados, as pausas e os assuntos queprovocaram risos ou evidentes sinais de constrangimento nos sujeitos. Pode-se afirmar que, nesta pesquisa, utilizou-se a análise dasmanifestações dos sujeitos como técnica básica de análise de dados.
  11. 11. 39 O conjunto de dados obtidos através das informações expressas pelosprofissionais de saúde, professores e mães foram relacionadas e confrontadascom relação aos registros existentes nos prontuários médicos dos alunosamostrados. Aos resultados dessa análise somaram-se os resultados das avaliaçõespsicológicas realizadas com os alunos que consistiram, basicamente, nodesenvolvimento de atividades pedagógicas como escrita de palavras com sílabassimples e complexas, produção e leitura de textos, realização de atividades lógico- matemáticas, aplicação de atividades lúdicas (jogos) e expressivas (desenhos,contar e interpretar estórias, etc), além de outras atividades consideradasapropriadas para incentivar a expressividade e a descoberta de soluções para osproblemas de aprendizagem que os alunos apresentam. A totalidade dos dados (repostas dos sujeitos, dados documentais esubsídios oriundos das sessões de avaliação psicológica) foi submetida a umprocesso de organização e categorização, cujos produtos foram analisados deacordo com a literatura que dá suporte teórico à pesquisa.
  12. 12. 39 O conjunto de dados obtidos através das informações expressas pelosprofissionais de saúde, professores e mães foram relacionadas e confrontadascom relação aos registros existentes nos prontuários médicos dos alunosamostrados. Aos resultados dessa análise somaram-se os resultados das avaliaçõespsicológicas realizadas com os alunos que consistiram, basicamente, nodesenvolvimento de atividades pedagógicas como escrita de palavras com sílabassimples e complexas, produção e leitura de textos, realização de atividades lógico- matemáticas, aplicação de atividades lúdicas (jogos) e expressivas (desenhos,contar e interpretar estórias, etc), além de outras atividades consideradasapropriadas para incentivar a expressividade e a descoberta de soluções para osproblemas de aprendizagem que os alunos apresentam. A totalidade dos dados (repostas dos sujeitos, dados documentais esubsídios oriundos das sessões de avaliação psicológica) foi submetida a umprocesso de organização e categorização, cujos produtos foram analisados deacordo com a literatura que dá suporte teórico à pesquisa.
  13. 13. 39 O conjunto de dados obtidos através das informações expressas pelosprofissionais de saúde, professores e mães foram relacionadas e confrontadascom relação aos registros existentes nos prontuários médicos dos alunosamostrados. Aos resultados dessa análise somaram-se os resultados das avaliaçõespsicológicas realizadas com os alunos que consistiram, basicamente, nodesenvolvimento de atividades pedagógicas como escrita de palavras com sílabassimples e complexas, produção e leitura de textos, realização de atividades lógico- matemáticas, aplicação de atividades lúdicas (jogos) e expressivas (desenhos,contar e interpretar estórias, etc), além de outras atividades consideradasapropriadas para incentivar a expressividade e a descoberta de soluções para osproblemas de aprendizagem que os alunos apresentam. A totalidade dos dados (repostas dos sujeitos, dados documentais esubsídios oriundos das sessões de avaliação psicológica) foi submetida a umprocesso de organização e categorização, cujos produtos foram analisados deacordo com a literatura que dá suporte teórico à pesquisa.

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