H1 - Aula 07

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Material de apoio para a disciplina de Homem, Cultura e Sociedade ofertado pela Faculdade Pitágoras em Linhares/ES - 2010

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H1 - Aula 07

  1. 1. Aristóteles e o Busto de Homero Rembrandt, 1653 Aristóteles (384-322 a.C.)
  2. 2. Epígrafe “Sou amigo de Platão, mas sou mais amigo da verdade”.
  3. 3. Biografia Durante vinte anos ele foi aluno da Academia de Platão Seu pai era um médico de renome; um cientista da natureza, A maior parte dos escritos de Aristóteles compõe-se de apontamentos feitos para suas aulas As preocupações deste pensador retornaram à natureza. Rompe, principalmente, com o dualismo platônico.
  4. 4. Alexandre e Aristóteles
  5. 5. “Platão estava tão mergulhado nas formas eternas, no mundo das “idéias”, que quase não registrou as mudanças da natureza. Aristóteles, ao contrário, interessava-se justamente pelas mudanças, por aquilo que hoje chamamos de processos naturais” Gaarder. Ela sai da caverna para contemplar o mundo vivido A crítica de Aristóteles
  6. 6. Platão utilizou-se somente da razão para vislumbrar o mundo das idéias. Aristóteles, por sua vez, utilizou a razão, porém, analisou com ela o mundo vivido. “Ele também concordava que, em si, a forma do cavalo era eterna e imutável. Mas a “idéia” cavalo não passava para ele de um conceito criado pelos homens e para os homens, depois de eles terem visto um certo número de cavalos. A “idéia” ou a “forma” cavalo não existia, portanto, antes da experiência vivida” Gaarder. A crítica de Aristóteles
  7. 7. “Para ele, as “formas” estavam dentro das próprias coisas; as “formas” das coisas eram suas características próprias” “Aquilo que Aristóteles chama de a “forma” de galinha está em todas as galinhas e são as características que distinguem as galinhas. Por exemplo, o fato de elas botarem ovos. Assim, a galinha em si e a “forma” galinha são duas coisas tão inseparáveis quanto o corpo e a alma”. A crítica de Aristóteles
  8. 8. “Para Platão, o grau máximo de realidade está em pensarmos com a razão. Para Aristóteles, ao contrário, era evidente que o grau máximo de realidade está em percebermos ou sentirmos com os sentidos”. Os sentidos como caminho para a razão A crítica de Aristóteles
  9. 9. “Platão considera tudo o que vemos ao nosso redor na natureza meros reflexos de algo que existe no mundo das idéias e, por conseguinte, também na alma humana. Aristóteles achava exatamente o contrário: o que existe na alma humana (mente) nada mais é do que reflexos dos objetos da natureza”. A crítica de Aristóteles
  10. 10. “Para Aristóteles, Platão foi prisioneiro de uma visão mítica do mundo, que confundia as idéias dos homens com a realidade do mundo” (Gaarder). A crítica de Aristóteles
  11. 11. “Aristóteles não negava que o homem tivesse uma razão inata. Muito pelo contrário: para ele, a razão era precisamente a característica mais importante do homem. Só que nossa razão permanece „vazia‟ enquanto não percebemos nada. Uma pessoa, portanto, não possui „idéias‟ inatas. (Gaarder). A razão, neste sentido, é uma capacidade e não um conteúdo. A crítica de Aristóteles
  12. 12. Friedrich Nietzsche Em “O Crepúsculo dos Ídolos”: “Platão é um covarde diante da realidade –conseqüentemente, refugia-se no ideal” (Nietzsche, 1996:388).
  13. 13. “Aristóteles não julga o mundo das coisas sensíveis, ou a Natureza, um mundo aparente e ilusório. Pelo contrário, é um mundo real e verdadeiro cuja essênciaé, justamente, a multiplicidade dos seres e a mudança incessante” (Chauí, 1999:217).
  14. 14. Método Para que algo venha ser alvo de reflexão para Aristóteles existe um primeiro pressuposto: que ele faça parte do mundo cotidiano e não do distante mundo das idéias e ideais! Porque tudo que existe é porque, antes de tudo, foi apreendido pelos sentidos
  15. 15. Método “Aristóteles constatou que a realidade consiste em várias coisas isoladas, que representam uma unidade de forma e substância. A “substância” é o material de que a coisa se compõe, ao passo que a “forma” são as características peculiares da coisa” (Gaarder).
  16. 16. Método -exemplo “Uma galinha bate as asas na sua frente. A „forma‟ da galinha é precisamente o bater de asas, o cacarejar e a postura de ovos. Assim, a „forma‟ da galinha são as características próprias da espécie. Em outras palavras, a „forma‟ da galinha é aquilo que ela faz. Quando a galinha morre –e, portanto, pára de cacarejar -, a „forma‟ da galinha também deixa de existir. A única coisa que resta é a „substância‟ da galinha. Mas aquilo não é mais uma galinha”.
  17. 17. Método Neste sentido, “toda mudança observada na natureza é uma transformação, ocorrida na substância” (Gaarder).
  18. 18. Para que a Metafísica aristotélica esteja ao nosso alcance, precisamos compreender alguns conceitos fundamentais como: 1. As Causas Primeiras, responsáveis pela origem e pelo sentido da existência dos seres. 2. A Matéria, do que os seres são feitos, transmutando através dela (forma em potência, passiva). 3. A Forma (ato), que consiste na atual configuração do ser, sua peculiaridade formal (princípio inteligível).
  19. 19. 4. A Potência, aquilo na qual um determinado ser pode se transformar (na semente contém uma árvore em potência, e a árvore o que contém em potência?). 5. A Essência, que, conforme vimos, é a constituição elementar, são as atribuições fundamentais que definem o ser (é comum aos indivíduos da mesma espécie). 6. Acidenteé alguma característica que o ser pode perder sem que sua essência seja ameaçada.
  20. 20. Método As quatro causas Para Aristóteles, existem quatro causas implicadas na existência de algo: 1. A causa material (aquilo do qual é feita alguma coisa, a argila, por exemplo); 2. A causa formal (a coisa em si, como um vaso de argila);
  21. 21. Método As quatro causas 3. A causa eficiente (aquilo que dá origem ao processo em que a coisa surge, como as mãos de quem trabalha a argila); 4. A causa final (aquilo para o qual a coisa é feita, cite-se portar arranjos para enfeitar um ambiente).
  22. 22. Atividade Tome as 4 causas como modelo, escolha um objeto ou matéria prima, descreva todo o processo causal, além de citar 5 potencialidades. 1. A causa material (aquilo do qual é feita alguma coisa, a argila, por exemplo); 2. A causa formal (ato; coisa em si, como um vaso de argila); 3. A causa eficiente (aquilo que dá origem ao processo em que a coisa surge, como as mãos de quem trabalha a argila); 4. A causa final (aquilo para o qual a coisa é feita, cite-se portar arranjos para enfeitar um ambiente).
  23. 23. BIBLIOGRAFIA ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: Introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 1993. CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: ed. Ártica, 1999. GAARDER, Jostein. “O Mundo de Sofia: Romance da História da Filosofia”. São Paulo: Cia. das Letras, 1998. MARCONDES, Danilo. Iniciação à História da Filosofia: dos Pré- Socráticos a Wittgenstein. Jorge ZaharEd. Rio de Janeiro 2001. REALE, Giovanni/ANTISERI, Dario. História da Filosofia: Antiguidade e Idade Média.Ed. Paulinas, São Paulo 1990.

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